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	<title>Arquivos Abel Ferrara - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Abel Ferrara - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Marty Supreme: O filme que pode dar o Oscar para Timothée Chalamet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de Marty Supreme. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (Joias Brutas, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-marty-supreme/">Especial Marty Supreme: O filme que pode dar o Oscar para Timothée Chalamet</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 será apresentado ao mundo nesta quinta-feira (22) e, com ele, a estreia no Brasil de <strong><em>Marty Supreme</em></strong>. O novo longa-metragem do diretor e co-roteirista Josh Safdie (<em>Joias Brutas</em>, de 2019) é a grande promessa do tão aguardado prêmio de Melhor Ator para Timothée Chalamet (<em>Um Completo Desconhecido</em>, de 2024). Com duas vitórias nos principais prêmios do cinema estadunidense, Timothée desponta como favorito para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O mérito dessa possível vitória vem de uma clara conexão entre Safdie e Chalamet. O roteiro coescrito pelo diretor e por Ronald Bronstein (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bom-comportamento/"><em>Bom Comportamento</em></a>, de 2017) &#8211; parceiro dos irmãos Safdie em outros projetos -, é uma ode aos trambiques, chiliques e ataques de grandiosidade do personagem interpretado por Timothée. A epopeia de desventuras e erros descreve um arco perfeito do anti-herói. <strong><em>Marty Supreme </em></strong>é uma história sobre alguém que não gostaríamos de torcer, mas somos compelidos à pela interpretação hipnotizante de Timothée.</p>
<p>Marty Mauser incomoda. Ele irrita, gera constrangimento e gargalhadas com os absurdos que ele fala, vive e age. A tecitura que desenha a complexidade do personagem-título escrito por Safdie e Bronstein é o ponto alto de <strong><em>Marty Supreme</em></strong> e é, igualmente, a maior vantagem que Chalamet carrega em sua atuação. Assisti-lo falando discursos de grandeza, recheados de uma lógica de malandragem juvenil e sonhos (im)possíveis é um show à parte. Parece que a persona que tentam pintar do ator desde seu discurso no Actor Awards do ano passado se mistura com a história do personagem, criando uma narrativa extra fílmica &#8211; que é tão hilária e absurda quanto a de Marty Mauser.</p>
<figure id="attachment_20421" aria-describedby="caption-attachment-20421" style="width: 1179px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-20421" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Marty-Supreme-1.jpg" alt="Marty Supreme (2025)" width="1179" height="786" /><figcaption id="caption-attachment-20421" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Marty Supreme (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Esse conjunto pitoresco de acontecimentos misturado à prepotência do personagem tornam <strong><em>Marty Supreme</em></strong> um estudo de caso fascinante. O azar (ou a sorte) que rondam Marty Mauser é tão curioso quanto os absurdos vividos &#8211; ou ditos &#8211; por ele. E é em meio ao turbilhão de crimes, enganações e desventuras que o público se vê completamente hipnotizado por Chalamet. O burburinho pelo seu trabalho não é por nada. O filme é ele. A espinha dorsal de tudo de mais absurdo e coeniano que acontece em tela só chega com essa força, graça e choque porque Timothée encarna Marty Mauser com maestria.</p>
<p>A promessa de um prêmio da Academia para o ator estadunidense não é de hoje. Desde sua grande performance em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame Pelo Seu Nome (2017)</em></a> que Chalamet se tornou um nome muito cotado e observado em Hollywood. Talvez o que faltasse antes ao ator era essa mística de aproximação com um personagem tão insano e imprevisível para propulsionar o seu bom trabalho. Timothée faz em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> algo que impressiona por provar que, mesmo com apenas 30 anos, ele tem uma extensão cênica invejável.</p>
<p>Com todo esse burburinho e algumas vitórias já conquistadas pelo ator por <strong><em>Marty Supreme</em></strong>, a vitória no Oscar já soa quase certa. Os próximos prêmios serão cruciais para esclarecer melhor suas possibilidades. Tanto o Actor Awards como o BAFTA serão fortes termômetros sobre sua chance de enfim levar para casa um Oscar. No entanto, Timothée não está longe de ter um forte concorrente, ao menos, nesse seu caminho para a glória com a Academia.</p>
<p>Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/"><em>O Agente Secreto</em></a>, de 2025) tem vencido os principais prêmios desse circuito mais &#8216;alternativo&#8217; de premiações. Sua vitória no Globo de Ouro também propulsionou suas chances e, se o Chalamet puder temor alguém, essa pessoa é nosso conterrâneo. Ainda que Timothée siga com chances mais claras, inclusive por conta de toda sua campanha, não é hora de descartar essa outra possibilidade. O futuro do ator e seu papel em <strong><em>Marty Supreme</em></strong> ainda trarão boas surpresas até a aguardada noite do Oscar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Safdie</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A&#8217;zion, Kevin O&#8217;Leary, Tyler Okonma (Tyler, the Creator), Abel Ferrara e Fran Drescher</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jlufghPi_y4?si=6GvtLeedts-yXW9u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Mostra de São Paulo: Sibéria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 15:46:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Abel Ferrara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Retornando para sua parceria com o ator Willem Dafoe (O Farol), o cineasta Abel Ferrara (Vício Frenético) traz um universo cheio de metáforas, intensidades e mergulho na mente de seu protagonista, em Sibéria. Em uma longa jornada, Clint (Dafoe) revisita seu passado e investiga marcas e danos provocados e sentidos durante a sua vida. Todo este percurso começa na isolada cabana de Clint, que fica em um local frio e melancólico. Para realizar esta ambientação, são intercalados planos gerais, que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/">Mostra de São Paulo: Sibéria</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Retornando para sua parceria com o ator Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), o cineasta Abel Ferrara (<em>Vício Frenético</em>) traz um universo cheio de metáforas, intensidades e mergulho na mente de seu protagonista, em <em><strong>Sibéria</strong></em>. Em uma longa jornada, Clint (Dafoe) revisita seu passado e investiga marcas e danos provocados e sentidos durante a sua vida. Todo este percurso começa na isolada cabana de Clint, que fica em um local frio e melancólico. Para realizar esta ambientação, são intercalados planos gerais, que mostram as montanhas gélida e a paisagem inóspita, com um azul-esverdeado saturado, em quadros mais fechados, pouco iluminados, que trazem ações e detalhes de algumas expressões faciais.</p>
<p>Além disso, há uma contenção nas falas das personagens em uma parte considerável do filme. Isto ocorre até chegar uma quebra desta lógica, a partir da virada da narrativa, quando o longa passa a ser um tanto mais verborrágico. Há, após este novo momento da projeção, idas e vidas desta estrutura inicial. Outros tons na paleta de cores são convocados, mas estão sempre indo e voltado, a depender do estado em que Clint se encontra. Existe algo de extremo em <em><strong>Sibéria</strong></em>, que imprime sempre força no que deseja passar, seja nas fantasias que envolvem dor, agressividade, prazer ou susto; nas tonalidades totalmente frias ou quentes, casando com os sentimentos e/ou devaneios de Curtis; na mescla de bastante ou nenhum diálogo etc.</p>
<p>Entre os encontros deste homem perdido, a montagem trabalha em função desta exposição intensa de sentimentos e pensamentos, bem como deste caos impresso na tela. As sequências intercaladas são como o raciocínio de Clint. Ferrara também evoca estes fluxos através de movimentos de câmera que coloca em jogo os olhares externos com os de Clint. O diretor ainda utiliza os zooms para ampliar e diminuir  a solidão, traço tão marcante aqui. Apesar de orquestrar um contexto complexo, com aparentes camadas de profundidades que serão investigadas durante a projeção, há um limite para esta inventividade da produção que acaba por ficar empacada em suas próprias dinâmicas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico.jpg" alt="Sibéria" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A partir do terceiro ato, principalmente, as possibilidades vão se esgotando e as repetições discursivas e imagéticas passam a acontecer. <em><strong>Sibéria</strong> </em>não quer trazer algo conclusivo para o espectador e não precisa, porém não sustenta o próprio ciclo que criou. Resta um cansaço e uma sensação de tempo dilatado, deixando que uma sessão de uma hora em meia pareça ter três. Esta escassez criativa está igualmente em Williem Dafoe.</p>
<p>Ainda que entregue uma performance consciente, na qual é possível notar um estudo para seu papel, falta viço e até mesmo certa compreensão de quem é aquela personagem que ele está fazendo. É bem verdade que Dafoe explora a sua já conhecida versatilidade, criando diversos tons, corpos e movimentações. Contudo, o seu Clint apresenta um olhar perdido e gestos vacilantes, que não parecem frutos da sua construção de ator e sim uma dispersão de sentido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Abel Ferrara</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Willem Dafoe, Dounia Sichov, Cristina Chiriac</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k1L7KFisdW8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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