O Pior e o Melhor de Batman Vs Superman

Batman vs Superman: A Origem da Justiça foi um dos blockbusters mais aguardados do ano e segue em cartaz no circuito nacional e internacional. Apesar de toda a ansiedade do público, as críticas voltadas para o longa não foram das melhores.

Seja pelo roteiro fraco, as cenas de tiroteios inúteis, um Lex Luthor risível e exagerado e as famosas câmera lentas do diretor Zack Snyder, ainda existem algumas salvações para Batman vs Superman (BvS). Caminhando pela mediocridade, capacidade de entediar e irritar quem assiste à película, alguns momentos foram incríveis e merecem ser destacados.

Pensando nas qualidades e defeitos do filme, o Coisa de Cinéfilo separou as três melhores e piores características de BvS. Se você amou o longa ou concorda com a gente, deixe seu comentário aqui no nosso site.

ALERTA DE SPOILERS – Se você ainda não assistiu ao filme, recomendo que não continue lendo esse texto, ele contém spoilers do longa e pode estragar toda a graça para você!

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Piores Momentos

3) Câmera Lenta – Que Zack Snyder (300) adora fazer câmera lenta muita gente sabe. Porém, após o diretor comandar O Homem de Aço, no qual conseguiu (quem sabe como) evitar planos com os tão conhecidos slow motions, em BvS Snyder não poupou seu espectador. Até a terrinha em cima do caixão, no final do longa, subiu e pairou no ar lentamente. Essa estratégia é entediante, previsível e repetitiva. No quinto slow, a vontade é de sair da sessão e não voltar mais.

2) Bruce Wayne e os Pesadelos – Literalmente desde o início da projeção, o público é sufocado de pesadelos de Bruce Wayne. Longos minutos, que poderiam ser substituídos com histórias que contribuíssem para o rpteiro, por exemplo, são perdidos nos sonhos macabros de Wayne que, para piorar ainda mais, muitas vezes estavam preenchidos de câmera lenta!!!

1) Lex Luthor – Apesar dos pesares, nada supera o desconforto de ter que ver Jesse Eisenberg (A Rede Social) tentar fazer um Lex Luthor icônico e errar feio. Talvez se o ator estivesse em outro longa com outro tipo de estética, com atuações mais carregadas, ele não destoasse tanto do restante do elenco. Porém, é lamentável, irritante e causa uma profunda vergonha alheia, assistir o Lex de Eisenberg. O artista foi por um caminho mais fácil e raso, criando trejeitos, voz e corpo afetados, sem necessidade alguma. Luthor não faz rir, não dá medo, não provoca tensão na plateia e não precisa mais aparecer sendo encarnado por Jesse.

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Melhores Momentos

3) A química de Lois e Clark – Um dos elementos chaves de Batman vs Superman é a relação entre o Homem de Aço e a repórter mais querida dos quadrinhos, Lois Lane. Interpretados por Henry Cavill e Amy Adams, respectivamente, a dupla consegue chamar a atenção do espectador por ter uma relação bem construída. A dinâmica entre os dois é bem explorada e há um bom equilíbrio entre os momentos de tensão e relaxamento que eles passam juntos.

2) Socorrendo Martha Kent: Uma boa hora para vibrar na poltrona do cinema é o momento no qual o Batman salva Martha Kent (Diane Lane), a mãe de Clark. Desde o momento no qual Lois impede Bruce Wayne (Bem Affleck) de matar o Superman, passando pelo flashback do assassinato dos pais de Bruce (único flashback justificável), até a hora do salvamento em si, a tensão se estabelece na trama. O espectador fica ansioso pelas tomadas de resgate e é um dos raros momentos que o fôlego se perde e a ação se instala. Até a piadinha de Martha sobre Wayne ser amigo do Super-Homem porque está usando uniforme funciona. Ponto para Lane e Affleck, os dois funcionaram bem em cena e fazem o ingresso valer um pouquinho por esse momento.

1) Wonder Woman: O nome do filme pode até ser Batman vs Superman, mas o triunfo do longa é a presença da majestosa Gal Gadot, no papel da Mulher Maravilha. Desde a sua primeira aparição na projeção, ela cria uma atmosfera de mistério e desperta curiosidade no público. Além disso, a sua aparição na batalha final da película é o ponto mais alto de BvS. Não é à toa que nesse momento o cinema vai abaixo e os espectadores batem palmas entusiasmadas quando a heroína surge na telona.

 

Enoe Lopes Pontes44 Posts

Do blockbuster ao chamado cult, estou aqui para observar o cenário do cinema e das séries. Cinéfila desde os seis anos de idade, o vício permanece. Até hoje. Até sempre.

2 Comentários

  • Eduardo Cadore Reply

    31/03/2016 at 20:44

    Ótimos pontos :) Esse era o momento, na minha opinião, do Snyder e os roteiristas pegarem um pouco mais leve na parada obscura e realista da coisa e desenvolver melhor o filme e os personagens, sem aquela pressa toda de enfiar conteúdo a torto e a direito.

     
    • Enoe Lopes Pontes Reply

      02/04/2016 at 16:43

      Obrigada, Eduardo.
      Sim, o longa poderia abordar menos coisas de forma mais aprofundada. Isso não ocorreu, infelizmente. :(

       

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