Crítica: Horizonte Profundo

Transformar uma tragédia da vida real em roteiro de cinema não é novidade na indústria cinematográfica. A história por si só já traz um apelo maior para o espectador, que adentra na sala de cinema com aquele ar de veracidade, tendendo a sofrer muito mais com os personagens. Claro que várias pessoas esquecem que muitos longas são apenas adaptações, podendo ter mudanças importantes na história. Mas ainda assim, o apelo certamente é maior. Finalizar com fotos das pessoas verdadeiras, então, é um golpe de misericórdia.

Em Horizonte Profundo, o enredo nos apresenta Mike Williams, trabalhador que fica embarcado em uma plataforma de petróleo no Golfo do México, que foi palco de um dos maiores desastres e vazamentos da história dos EUA.

O longa se inicia apresentando os personagens de forma um tanto óbvia e previsível. É notório o clima de tensão no ar que se cria perante o espectador, que já sabe o que vai acontecer. O último abraço na família, o último beijo nos filhos, etc. E o diretor Peter Berg explora muito este ponto. Até demais, se ouso dizer. Embora a película tenha muita ação, os pontos de dramas são exacerbados.

A escolha de elenco também é um pouco entediante. Embora funcione bem de maneira geral, não tem destaques ou performances incríveis e diferenciadas. Mark Wahlberg segue sendo aquele cara forte que salva a pátria no final das contas. John Malkovich com seu ar de vilão frustrado e indeterminado. Fora Kate Hudson, coitada, que é tão coadjuvante que o espectador nem lembra que ela existe. Bem confusa esta configuração.

Horizonte Profundo tem boas cenas de ação, no entanto, que entretém e envolvem o espectador. A história, de fato, é muito interessante e rende um bom roteiro. Julgo dizer que este bom roteiro não existiu, mas também não é tão ruim assim. Peca pelo artifício de não deixar o público respirar e, consequentemente, raciocinar direito o que está acontecendo na tela.

No mais, é um clássico hollywoodiano que explora absolutamente do nada as relações dos personagens, onde o mocinho salva a mocinha no último segundo, antes do mundo acabar. Forçado demais e completamente desnecessário. Fico imaginando em que momento o roteirista ou diretor julgou que aquilo seria uma boa ideia. Mas enfim, não deixa de ser um film bem interessante.

Assista ao trailer!

 

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