Crítica: A Grande Muralha

Quando um filme se propõe a apresentar um roteiro que tem muitas semelhanças com longas anteriores, ou ele apresenta um diferencial, ou será facilmente esquecido. Infelizmente, A Grande Muralha caiu no erro e conseguiu entediar os espectadores.

O enredo se passa no século XV e conta a história da construção da Muralha da China e os segredos que o monumento épico esconde. Soldados britânicos acabam se deparando com tudo isso e aprendendo a combater com o guerreiros que defendem a muralha.

Matt Damon se esforça, mas não consegue atrair o público com um personagem sem graça e entediante. Não há nada de novo nele, nenhum aspecto que chame a atenção. O que ajuda a presença dele é o personagem de Pedro Pascal, que cria um ar de risos em diversas cenas, dando um pouco mais de leveza à trama. Ainda assim, em muitos momentos essa comédia é forçada e irrita mais do que diverte.

Eles basicamente têm que se defender de monstros que atacam a muralha e querem dominar os soldados. Outro problema que é visto é a construção desse vilão. Além de ser pobre e pouco atrativa, apresenta uma resolução bastante bizarra e simplória. O espectador espera que pelo menos, ao final do longa, as coisas melhorem, mas isso simplesmente não acontece. É mais do mesmo. Existe um esforço hercúleo para que o filme seja visto como uma grande produção, mas o ritmo cansativo coloca tudo a perder.

Em dado momento, eu já olhava constantemente para o relógio, torcendo para que aquele filme sem graça e esquecível termine logo. O alto investimento da produção pode ser apreciado na computação gráfica e roupas dos personagens, e isso é algo que realmente precisa de destaque. Tudo minimamente cuidado e alinhado. Ainda assim, não salva a falha gravíssima de enredo. Uma pena.

Assista ao trailer!

 

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