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	<title>Arquivos XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Terra Nova</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2021 20:04:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que o isolamento social se estabeleceu, em março de 2020, devido ao Cornavírus, começaram a aparecer diversas obras que tratavam do tema. A angústia de estar trancado e longe dos entes querides eram os focos principais das tramas sobre o assunto. Em Terra Nova, Diogo Bauer (O Barco e o Rio) expande a discussão e a puxa para um contexto menos intangível. Aqui, Bauer convoca a história de duas irmãs, moradoras da cidade de Manaus. Uma delas perdeu o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que o isolamento social se estabeleceu, em março de 2020, devido ao Cornavírus, começaram a aparecer diversas obras que tratavam do tema. A angústia de estar trancado e longe dos entes querides eram os focos principais das tramas sobre o assunto. Em <strong><em>Terra Nova</em></strong><em>,</em> Diogo Bauer (<em>O Barco e o Rio</em>) expande a discussão e a puxa para um contexto menos intangível. Aqui, Bauer convoca a história de duas irmãs, moradoras da cidade de Manaus.</p>
<p>Uma delas perdeu o emprego e a outra, a atriz Karoline, vai em busca do auxílio emergencial, para tentar conseguir manter as despesas da casa, enquanto a situação sanitária do país não melhora – o que sabemos que tem sido muito difícil de alcançar. A grande questão aqui é o equilíbrio das aflições da dupla, juntamente com a exposição dos sentimentos delas e, ainda, a presença de uma discussão social profunda, por meio de diálogos cuidadosos.</p>
<p>Entre revelar a falta de apreço com a cultura no Brasil, sobretudo neste governo genocida e cruel, a dificuldade de mobilidade para chegar aos lugares com poucos recursos financeiros e a resistência do povo brasileiro, Bauer é bem sucedido por trazer todo este mundo de informação através de um texto que não é expositivo e contando mais sobre as personagens através das imagens.</p>
<p>Para tal, o realizador é econômico em movimentos de câmera e o curta-metragem possui poucos cortes, o que traz para o espectador um tempo maior de fruição de cada emoção impressa na tela. Um exemplo é a sequência na qual as irmãs estão no banco e conversam com o atendente. O desconforto pela falta de preparo, respeito e ignorância dele tomam o tempo necessário para que um nó fique na garganta.</p>
<p>Além disso, a dinâmica das atrizes Isabela Catão e Karol Medeiros fomenta ainda mais a força do filme. O ponto alto de suas interpretações está no jogo de velocidade que elas dão ao texto. Intercalando entre o mais rápido e devagar, os diálogos ganham conotações específicas. Medeiros e Catão direcionam o público a prestar atenção  a algumas falas mais intensamente, como na cena em que elas discutem no pátio de casa ou no retorno da Caixa.</p>
<p>O único incômodo no curta são alguns elementos de som. Talvez, a captura não tenha sido tão bem realizada como poderia. Alguns barulhos nas externas interferem na escuta, o que quebra um pouco da conexão com a produção. Além disso, a mixagem também é um tanto falha. Ruídos e sonoridades ficam desnivelados e até assustam em certas cenas, por estarem desbalanceadas ali.</p>
<p>No entanto, estas questões não interferem na qualidade total de <strong><em>Terra Nova</em></strong>. A partir de uma narrativa que fala de uma situação quase particular, a obra dialoga com toda uma população, uma bastante específica, que trabalha e luta para resistir. Esta é uma nação que viu uma parcela enriquecer durante a pandemia e outra comendo osso. As disparidades são convocadas no ecrã, por meio de um enredo afetivo, que trabalha uma relação fraternal, de forma íntima.</p>
<p>Também são encontrados aqui os perrengues de ser artista no Brasil, mesmo que formado, mesmo que galgando espaço no ramo – inclusive, ainda que esta que vos escreve abomine cartelas explicativas, o aviso de quantos empregos foram gerados com o curta é de emocionar e foi um acerto da equipe.  Nesta junção de elementos, <strong><em>Terra Nova</em></strong> é uma realização eficiente e que merece ser vista.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Diego Bauer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Karol Medeiros, Isabela Catão, Ítalo Almeida</p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Matéria Noturna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2021 19:54:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Matéria Noturna é aquele tipo de obra que pode ser divida em várias e, por isso, possui qualidades narrativas distintas. Aqui, o público se depara com três momentos: a trajetória de Jaiane (Shirlene Paixão), a de Aíssa (Welket Bungué) e o encontro dos dois. Enquanto se acompanha a jornada de Jaiane há toda uma crescente que é explorada no enredo. Há um estabelecimento de tensão e o sentimentos da personagem são explorados com cuidado. Isto porque existe tempo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A Matéria Noturna</em></strong> é aquele tipo de obra que pode ser divida em várias e, por isso, possui qualidades narrativas distintas. Aqui, o público se depara com três momentos: a trajetória de Jaiane (Shirlene Paixão), a de Aíssa (Welket Bungué) e o encontro dos dois. Enquanto se acompanha a jornada de Jaiane há toda uma crescente que é explorada no enredo. Há um estabelecimento de tensão e o sentimentos da personagem são explorados com cuidado.</p>
<p>Isto porque existe tempo de tela e com planos mais longos, o público consegue observar e compreender o que Jaiane está passando em sua volta, quais são as configurações e conflitos presentes em seu cotidiano. Neste universo, também habita o medo e uma atmosfera de suspensão em instaurada. Algo ronda a jovem, que procura encontrar proteção e alegria no que a cerca, como seu trabalho e sua família.</p>
<p>No entanto, uma quebra é criada na trama e quem assiste é levado a seguir por outro rumo. Por alguns minutos, Aíssa ganha o protagonismo dentro do longa-metragem. É necessário algum tempo para começar a se ambientar por esta nova lógica, mas a história passa a fluir novamente. Contudo, até que esta fluidez se estabeleça outra vez, tudo parece truncado e resetado. Além disso, o filme fica um tanto óbvio a partir desta virada no roteiro.</p>
<p>Jaiane e Aíssa vão se conhecer. Este fato está nítido. Todavia, o que incomoda são as voltas que a obra dá até que isto aconteça. É a partir do segundo ato que a falta de equilíbrio narrativo se torna forte ao ponto de afetar o seu resultado geral. Se no início da projeção as coisas tomavam tempo para serem desenvolvidas, do meio em diante são convocados diversos saltos temporais, que podem tornar a fruição da produção um pouco confusa.</p>
<p>Algumas situações são abandonadas no meio do caminho e não há retorno para elas, como na inserção da figura de uma amiga que pede para que Jaiane cuide de seu cachorro, porém, apesar de ter concordado em ficar com este pet, o animal jamais aparece. Talvez, se não fosse dada tanta importância ou espaço para esse diálogo delas no longa, este dado não incomodasse de forma tão intensa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14970" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/16337235796160a4bb97364_1633723579_3x2_xl.jpg" alt="A Matéria Noturna" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/16337235796160a4bb97364_1633723579_3x2_xl.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/16337235796160a4bb97364_1633723579_3x2_xl-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/16337235796160a4bb97364_1633723579_3x2_xl-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/16337235796160a4bb97364_1633723579_3x2_xl-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas, <strong><em>A Matéria Noturna</em></strong> peca em saber transmitir o que deseja contar a final e o caminho é tortuoso. Esta é sim uma história de amor, sobre duas pessoas quebradas que se encontram e dão algum sentido para suas existências neste processo. No entanto, falta liga neste material, para criar uma coesão e uma força. Questões técnicas geram desconfortos em algumas sequências também.</p>
<p>A câmera parece sempre instável, o foco se perde e a iluminação tem variações qualitativas. A fotografia poderia ser melhor executada e este fator nem sempre é um problema, se o filme se sustenta, de alguma maneira. Contudo, quando o espectador é retirado do mundo ficcional, quando a tecnicidade interfere na recepção e há uma ruptura na imersão, estes pontos se tornam um defeito.</p>
<p>Ainda assim, algumas coisas mantém possível a conexão com a obra. A primeira é qualidade das atuações de Shirlene e Welket. Ambos possuem uma construção de personagem firme, consciente e que investe em olhares e movimentações de cena para fomentar as emoções das suas personagens. Quando os intérpretes estão juntos no ecrã, esta potencialidade aumenta ainda mais.</p>
<p>O jogo de cena de Shirlene e Weilket permite uma aproximação da plateia com Jaiane e Aíssa. Há uma química forte entre o casal e isto ocorre também porque eles brincam com as intenções do texto, deixando abertura para que o outro crie, ao mesmo tempo em que eles parecem aproveitar as invenções um do outro. Um exemplo é o banho entre Jaiane e Aíssa, quando o rapaz se bate no vidro do chuveiro e a namorada dá risada, a identificação com a situação é imediata, elevando a ligação do público com o que está sendo mostrado.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>A Matéria Noturna</em></strong> possui um potencial alto, porém que não foi bem explorado. A ausência de um apuro estético ou zelo com o próprio conteúdo que se tinha em mãos, fez com que a qualidade da obra fosse sendo reduzida a cada minuto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bernard Lessa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Shirlene Paixão, Welket Bungué, Altamir Furlane</p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Angustura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2021 19:47:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dez minutos. É tudo que Caio Sales (Os Filmes que Moram em Mim) precisa para fazer o seu manifesto em formato de audiovisual. A linguagem em si é simples. Entre imagens de arquivo, intercaladas com planos de tela branca e frases intensas – ou melhor, confissões –, uma forte conexão vai se estabelecendo com o público. Aqui, o som também dialoga com as sensações pungentes que se disparam a cada mudança convocada no ecrã. Não existe texto verbal no curta-metragem. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez minutos. É tudo que Caio Sales (<em>Os Filmes que Moram em Mim</em>) precisa para fazer o seu manifesto em formato de audiovisual. A linguagem em si é simples. Entre imagens de arquivo, intercaladas com planos de tela branca e frases intensas – ou melhor, confissões –, uma forte conexão vai se estabelecendo com o público. Aqui, o som também dialoga com as sensações pungentes que se disparam a cada mudança convocada no ecrã.</p>
<p>Não existe texto verbal no curta-metragem. “É tudo angustura impossível de verbalizar”, explica Sales ao decorrer da projeção. Talvez, este seja o maior impacto da obra. Seja no golpe da presidenta eleita Dilma Rousseff, no resultado das eleições de 2018, no isolamento social de quase 2 anos, a aflição somente cresce. A angústia aumenta tanto que fica tudo entalado na garganta.</p>
<p>Por isso, só existe um momento no qual escutamos alguma voz e é quase no desfecho do curta, em um vídeo de Itamar Assunção cantando. Neste instante, o espectador consegue respirar e encontrar algum alívio diante de tantos pensamentos sufocantes passados na exibição. Contudo, apesar da intensidade de <strong><em>Angustura</em></strong>, há um conforto presente nele: a identificação.</p>
<p>É nisto que o filme ganha força e ultrapassa até a própria dimensão da “peste e da bomba”, como chama o Sales. É possível que alguém assista e vá além do contexto geral e consiga, ainda, sentir que está lendo na tela, em meio aquela luz forte e estourada, que não está sozinho em sua causa tão particular. Este é um material que cria diálogos, que conta um segredo para plateia como se fosse para uma pessoa apenas.</p>
<p>Neste horizonte tão plural de emoções, é um tanto mais complicado trazer um texto coeso, porque <strong><em>Angustura</em> </strong>é uma explosão, que arrebata os olhos, a mente e o coração dos desavisados. Guiando a sua narrativa pelo o que chama de “saudade que não se mede no mapa”, Caio Sales se aproxima do público, seja pelo tom do texto, pelo desenho de som que fomenta ou torna mais complexo o que está sendo dito ou por traduzir sem pretensões o que habita o coração de tantos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Caio Sales</p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Sideral</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 21:07:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há toda uma ambientação claustrofóbica, melancólica e sufocante em Sideral. Para evocar estas sensações, Carlos Segundo (Fendas) traz para sua narrativa um mundo em preto e branco, com uma razão de aspecto menor. Neste contexto é que Marcela (Priscilla Vilela) existe. Pacientemente, a situação na qual ela vive é mostrada, mas há um fator especial aqui. O espectador não acompanha a rotina de Marcela. Os seus atos posteriores são justificados quando o que a cerca é mostrado. Há uma secura, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há toda uma ambientação claustrofóbica, melancólica e sufocante em <strong><em>Sideral</em></strong>. Para evocar estas sensações, Carlos Segundo (<em>Fendas</em>) traz para sua narrativa um mundo em preto e branco, com uma razão de aspecto menor. Neste contexto é que Marcela (Priscilla Vilela) existe. Pacientemente, a situação na qual ela vive é mostrada, mas há um fator especial aqui.</p>
<p>O espectador não acompanha a rotina de Marcela. Os seus atos posteriores são justificados quando o que a cerca é mostrado. Há uma secura, um calor que transborda do ecrã, mesmo que não haja cores ali. Existe nos diálogos um machismo e uma presença branca cis masculina forte na história. Além disso, é possível perceber, sem que seja dito explicitamente, a carga de trabalho e pouca remuneração desta mulher.</p>
<p>Toda esta construção é fomentada durante a projeção, dentro do enredo, das escolhas de direção, mas também da interpretação do elenco. O trabalho de ator juntamente com as estratégias de mise-en-scène imprimem quem são aquelas personagens, o local onde moram e as possibilidades de futuro no qual eles estão inseridos imprimem no ecrã uma atmosfera que traz um desconforto em quem assiste.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sideral-1.jpg" alt="Sideral" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sideral-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sideral-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sideral-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sideral-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Neste sentido, há toque especial no desfecho da produção, momento no qual o colorido aparece na tela. Este fator se dá pelo fato de que Marcela, apesar de todas as consequências que irá sofrer, alcançou a sua liberdade, ainda que de forma momentânea. A sua fuga, o seu rompimento com a vida que a enclausura e retirava as cores do seu cotidiano, é deixada para trás e quando os créditos sobem, é isso que público pode sentir com intensidade.</p>
<p>Por fim, pode-se dizer que o desenho e a mixagem de som elevam as potencialidades de <strong><em>Sideral</em></strong>. Cada detalhe de sonoridade é revelado na medida certa, pois o jogo de ruídos, silêncio e textos falados são equilibrados. Eles soam pensados exatamente para este estabelecimento de tensão colocado no curta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Carlos Segundo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Priscilla Vilela, Ênio Cavalcante, Fernanda Cunha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8Eqka37q1Ag" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Edna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 17:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Melancolia, força, resistência e poesia. O documentário Edna mistura todos estes adjetivos e produz um relato intenso sobre uma mulher que é, de fato, uma sobrevivente e carrega seu nome no título. A projeção se inicia em preto e branco. Nela, o público passa a acompanhar a jornada de Edna, com a sua voz narrando suas dores, lutas, angústias e fluxos de consciência. Guerrilheira no Araguaia, Edna Rodrigues de Souza foi torturada durante a ditadura militar e sofreu perdas irreparáveis [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melancolia, força, resistência e poesia. O documentário <strong><em>Edna</em> </strong>mistura todos estes adjetivos e produz um relato intenso sobre uma mulher que é, de fato, uma sobrevivente e carrega seu nome no título. A projeção se inicia em preto e branco. Nela, o público passa a acompanhar a jornada de Edna, com a sua voz narrando suas dores, lutas, angústias e fluxos de consciência.</p>
<p>Guerrilheira no Araguaia, Edna Rodrigues de Souza foi torturada durante a ditadura militar e sofreu perdas irreparáveis na sua vida. Carregando todas estas marcas e deixando nítido que a batalha não terminou ainda, este documentário carrega um teor de grande impacto consigo. Alguns pontos podem ser listados para explicar esta experiência tão complexa. Para além de toda a relevância, magnitude e denúncia que a produção contém, escolhas técnicas fortalecem a história.</p>
<p>A decupagem intercala planos de estradas, das caminhadas de Edna e da sua rotina. Nesta mescla, aos poucos, o espectador vai mergulhando naquela narrativa, começando pelo cotidiano da protagonista até chegar nos fatos mais impactantes da sua trajetória. Entre quadros mais abertos e fechados, a câmera se movimenta com destreza, possuindo estabilidade ou não à serviço das emoções que precisam ser transmitidas.</p>
<p>Além disso, o desenho de som e a mixagem fomentam esta lógica, provocando sensações múltiplas em quem assiste, seja de dor, compaixão, vontade de chorar etc. Neste sentido, a estratégia de colocar a voz do companheiro de Edna em segundo plano, de vez em quando, e utilizar uma subida progressiva da fala de Edna, em off, enquanto seus olhares estão distraídos, aumenta a perspectiva de intimidade e cumplicidade com ela.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14887" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01.jpg" alt="Edna" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há também uma vontade da personagem de escapar daquela realidade e neste auge de confissões dolorosas, vêm alguns respiros. Os instantes nos quais se acompanha as caminhadas de Edna e trechos de poesia – muito bem declamados por ela, inclusive – são quando são criados alguns confortos e relaxamentos na plateia. O ponto alto desta lógica do longa é a transição do P&amp;B para o colorido. Algo que, de certa forma, é um tanto óbvio e esperado, mas necessário para a estrutura que foi construída ali.</p>
<p>Há uma atmosfera de procura por uma saída dentro de todo o caos e sofrimento causado pela violência sofrida por Edna no passado e a luta constante contra o roubo de terras e massacres que continuam a ocorrer no país. A chegada destas cores é uma virada que confere um poder quase místico para esta figura central. No entanto, é preciso abordar que o espaço para este empoderamento e até mesmo de alívio narrativo é o setor mais frágil da obra.</p>
<p>Talvez, seja, na verdade, uma presença um tanto mal colocada destes momentos poéticos, mas nada que comprometa o resultado total. No geral, o doc é redondo e consegue transmitir quem é esta mulher e como é importante prosseguir falando sobre pessoas como ela, que jamais vão desistir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Eryk Rocha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PWjsgUjclDs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Príncipe das Sombras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Dec 2021 19:20:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Príncipe das Sombras]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>John Carpenter é sorrateiro quando o assunto é esconder os momentos de virada em seus filmes. É sempre surpreendente acompanhar quem será a primeira vítima, quais os destinos de suas personagens e até onde vai a força da figura ou situação sobrenatural. Para realizar tal intento, Carpenter joga com as dinâmicas rítmicas, estendendo e encurtando as situações narrativas. Príncipe das Sombras é um exemplar desta característica do cineasta. Utilizando um prólogo extenso, coberto de introduções, pistas e uma música incidental [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>John Carpenter é sorrateiro quando o assunto é esconder os momentos de virada em seus filmes. É sempre surpreendente acompanhar quem será a primeira vítima, quais os destinos de suas personagens e até onde vai a força da figura ou situação sobrenatural. Para realizar tal intento, Carpenter joga com as dinâmicas rítmicas, estendendo e encurtando as situações narrativas.</p>
<p><strong><em>Príncipe das Sombras</em></strong> é um exemplar desta característica do cineasta. Utilizando um prólogo extenso, coberto de introduções, pistas e uma música incidental insistente, o espectador pode ser perguntar quando virá à tona o pavor ou as tensões. Contudo, o diretor utiliza este momento para captar a atenção do público e deixar marcados os traços de personalidade das personagens, bem como o perigo iminente que está por vir.</p>
<p>A progressão aqui funciona de um jeito, talvez, específico. Ao invés de subir a suspensão, o susto e o pavor lentamente, aqui, existem blocos de viradas, que possuem um aumento do nível dos conflitos das situações. O tom, em cada plot twist, cresce, fomentando a atmosfera do filme. Há o momento de elaboração de universo ficcional, a chegada à antiga igreja, a descoberta do poder do cilindro encapetado etc.</p>
<p>Desta maneira, é por isso que o início da projeção se faz tão importante. Pois, não há retorno para investigar as relações, somente caos que se eleva até o seu clímax. Neste sentido, a decupagem contribui para fomentar o clima de medo e extrapolação do real, advindos do longa-metragem. Os planos tomam seu tempo e deixam que quem assiste observe as emoções das personagens, enquanto elas se deparam com fatos completamente assustadores. Acompanhar estas reações, mais do que os ataques, faz com que o que está por vir seja menos previsível. Neste sentido, também é importante apontar a coragem de Carpenter aqui em <strong><em>Príncipe das Sombras</em></strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14959" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0798441-1600x500@2x.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0798441-1600x500@2x.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0798441-1600x500@2x-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0798441-1600x500@2x-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/0798441-1600x500@2x-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Não há uma palavra melhor do que “insana” para descrever a premissa da trama, bem como o seu desenvolvimento. O risco em colocar uma possessão que acontece por meio de um vômito de gosma, insetos que se espalham pelo espaço e zumbis endemoniados é alto. Mas, é através da repulsa que Carpenter direciona o seu terror aqui. Seja nas modificações de como essa rajada de líquido será disparada ou como os bichos vão se proliferando e se tornando maiores etc, os limites situacionais vão sendo ultrapassados, para que as personagens se vejam em momentos de horror e choque. Esta construção deixa a sessão cada vez mais provocativa e forte.</p>
<p>E a força das sensações transmitidas vem também da interpretação do elenco, principalmente do ator Jessie Lawrence Ferguson (<em>Tudo em família</em>). O seu trabalho de ator, que perpassa não apenas pelas intenções conscientes de texto, mas também de movimentação e tônus corporal, entregam as cenas mais horripilantes da obra. O que eleva esta potencialidade é a transformação de seu Calder, que vai de um homem pacífico e tranquilo, para um possuído ser, cheio de sarcasmo e poder de perseguição.</p>
<p><strong><em>Príncipe das Sombras</em></strong> se faz, assim, como um perturbador título de seu gênero. Com coesão e uma tecnicidade em função de provocar sentimentos profundos no público, ele consegue impactar, mesmo depois de tanto tempo de seu lançamento (1987). Ainda que demore um pouco para engatar, quando o mesmo ocorre, é possível compreender porque segurar tanto para iniciar as sequências de medo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Carpenter</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Donald Pleasence, Lisa Blount, Jameson Parker</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sjt48rC9pd4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Halloween: A Noite do Terror</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 19:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween: A Noite do Terror]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como começar a escrever sobre um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos? Sobretudo quando esta que vos escrever tem o filme como o seu preferido do gênero, é difícil saber como colocar em palavras toda a emoção que é assistir uma obra de John Carpenter na tela grande. Confissões à parte, revistando o longa-metragem Halloween: A Noite do Terror é possível compreender o que faz dele o que ele é. A atmosfera de tensão e pavor, mesclada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como começar a escrever sobre um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos? Sobretudo quando esta que vos escrever tem o filme como o seu preferido do gênero, é difícil saber como colocar em palavras toda a emoção que é assistir uma obra de John Carpenter na tela grande. Confissões à parte, revistando o longa-metragem <strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong> é possível compreender o que faz dele o que ele é.</p>
<p>A atmosfera de tensão e pavor, mesclada ao tom adolescente das personagens, de um lado tensiona o espectador e, do outro, o aproxima daquela realidade. Neste jogo de empatia e susto, o roteiro de Carpenter – escrito juntamente com Debra Hill (<em>A Bruma Assassina</em>) – brincam com a crença do público e surpreende por saber jogar com a suspensão e o relaxamento. Devido ao fato das mortes demoraram de acontecer, quando o primeiro assassinato ocorre, o impacto chega ainda maior.</p>
<p>A partir dali, do falecimento de Annie (Nancy Kyes), o massacre é sequencial e, ainda assim, o temor vai crescendo a cada minuto. A incerteza da sobrevivência das personagens é o que causa esta sensação. Já sem saber quais os limites do vilão Michael Myers (Tony Moran), a vítima fatal posterior é sempre uma dúvida. Até o destino da final girl, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), é posto em questão em diversas sequências, bem como a mortalidade do próprio Myers.</p>
<p>Nesta lógica, outros elementos técnicos fortalecem esta estrutura. Em seu decupagem e fotografia, <em>Halloween</em> tem um jogo de iluminação, enquadramento e movimentação de câmera que ampliam ou especificam o olhar para o ponto de tensão. É quase como se Michael fosse um Wally a ser procurado, para evitar se assustar com a sua presença que chega e some repentinamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14956" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os momentos ápices desta estratégia é quando o serial killer está bem do lado de alguém e a pessoa não nota, até que seja tarde ou quase tarde demais. Esta apreensão contínua também é fomentada pelo fato das histórias que formam o enredo completo acontecerem de maneira paralela. Enquanto o Dr. Loomis, por exemplo, está na antiga residência de Myers e pode ser atacado a qualquer instante, Laurie cuida de duas crianças sozinhas. Onde Michael chegará primeiro?</p>
<p>Por fim, em termos positivos, pode-se dizer que o arremate final para a o longa ser bem sucedido é a sua música original, composta pelo próprio Carpenter. Atualmente é icônica, justamente por ela ser tão significante em transmitir as emoções que John parece desejar passar. Ela que marca as movimentações de Myers na tela, as viradas da narrativa, os respiros, o clímax e o desenlace.</p>
<p>Na verdade, toda a sonoridade presente na produção eleva a sua potencialidade, por este anúncio situacional bem colocado. No entanto, ainda que o longa seja tão bem executado, existem aspectos que envelheceram mal. A intenção não é retirar mérito algum seu, porém é necessário compreender que algo que foi lançando em 1978 pode conter um olhar desatualizado. Ao mesmo tempo, é importante convocar o ponto de vista de alguém que está fazendo uma crítica em 2021.</p>
<p>Dentre alguns fatores como diálogos sexistas, talvez, o maior desconforto seja mesmo a objetificação do corpo feminino, principalmente nas cenas de morte. Esta é uma característica insistente dentro do terror que, lentamente, vem sendo reconsiderada e atualizada. Contudo, a sexualização das mulheres nos momentos em que elas vão morrer é um tanto desagradável de acompanhar, sobretudo na contemporaneidade.</p>
<p><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong> continua sendo um marco para seu gênero e conseguiu em suas tantas continuações encaminhar a figura da mulher para locais um pouco menos machistas, principalmente nas sequências de 2018 e 2021. Todavia, ao menos, com todos o questionamentos que possam ser feitos, há sempre Laurie Strode para torcer até o último segundo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Carpenter</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Nancy Kyes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T5ke9IPTIJQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Eu Espero o Dia da Nossa Independência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 19:52:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Carvalho Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Brunna Laboissière]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eu espero o dia da nossa independência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, a população da Argélia estava revoltada e buscava por justiça política. Inconformados com o regime vigente, que contava com eleições corruptas, os argelinos fizeram um movimento chamado Harak. É neste contexto que duas brasileiras viajam para o país, para cobrir e registrar a mobilização popular e o que estava ocorrendo naquela terra. Por não poderem entrar em solo estrangeiro como cineastas, devido ao controle invasivo e violento do governo, as diretoras Bruna Carvalho Almeida (Os Jovens Baumann) e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, a população da Argélia estava revoltada e buscava por justiça política. Inconformados com o regime vigente, que contava com eleições corruptas, os argelinos fizeram um movimento chamado Harak. É neste contexto que duas brasileiras viajam para o país, para cobrir e registrar a mobilização popular e o que estava ocorrendo naquela terra. Por não poderem entrar em solo estrangeiro como cineastas, devido ao controle invasivo e violento do governo, as diretoras Bruna Carvalho Almeida (<em>Os Jovens Baumann</em>) e Brunna Laboissière (<em>Fabiana</em>) filmam tudo com seus celulares.</p>
<p>Com uma quantidade maior de planos gerais, imagens que tremem pela instabilidade do aparelho e uma narração que explica para os espectadores o que estes estão acompanhando, <em><strong>Eu Espero o Dia da Nossa Independência</strong></em> é bem sucedido, onde ele poderia ter falhado. Estes elementos presentes na decupagem e a ausência de equipamentos mais elaborados guiam o curta-metragem para um caminho de intimidade e proximidade com os eventos trazidos no enredo. É como se o público estivesse dentro dos trens, da passeata, dentro de algumas daquelas casas mostradas.</p>
<p>Além disso, quando a narração conta sobre dificuldades da Argélia, as semelhanças com o cenário político brasileiro, a amizade de Laboissière e Almeida com uma das militantes argelinas, todos estes fatores sensibilizam e tornam aquela realidade menos distante. Pelo contrário, revela as semelhanças e deixa uma chama dentro da vontade de que brasileiros façam o mesmo. Ainda que a pandemia tenha barrado os avanços dos protestos, os argelinos foram às ruas e lutaram por alguma mudança. O filme chega, inclusive, a mencionar o desejo de Laboissière e Almeida de que no Brasil algo parecido ocorresse.</p>
<p>Este sonho fica grudado na mente durante a sensação, o que conduz quem acompanha a história a se emocionar intensamente com cada grito de pedido de mudança e transformação que surge na narrativa. Desta maneira, o curta consegue imprimir uma dinâmica equilibrada, no geral. Entre relatar a luta do povo argelino, as sensações delas diante de um local novo, mas familiar, de alguma forma e criar relações com as situações brasileiras garante que a obra seja coesa e uma experiência intensa. Talvez, somente algo chegue como um incômodo, pois faz com que o ritmo seja irregular.</p>
<p>O tom de <em><strong>Eu Espero o Dia da Nossa Independência </strong></em>é igual na maior parte do tempo, não há criação de progressão, tanta gradação na tonalidade das vozes na narração ou novos elementos estilísticos que deem uma guinada nas velocidades, imagens e sons. Caso estes pontos fossem revistos, ele poderia ser ainda melhor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Brunna Laboissière e Bruna Carvalho Almeida</p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Como Respirar Fora D’água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 19:13:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Como respirar fora d'água]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Júlia Fávero]]></category>
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		<category><![CDATA[Victoria Negreiros]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. Como Respirar Fora D’água traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição. Logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong> traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição.</p>
<p>Logo depois do treino, Janaína é agredida em uma típica intervenção policial racista, algo que, infelizmente, é uma realidade recorrente no Brasil. A situação é revoltante e forte, mas a decupagem revela um cuidado das diretoras, não apenas em ir mostrando gradativamente o estrago físico e psicológico causado pelo PM, como também na escolha de não revelar na tela, imageticamente, o que de fato aconteceu. Desta maneira, há um tom de denúncia, sem que isso exponha a figura de uma menina negra, como se é feito diversas vezes no audiovisual.</p>
<p>Além disso, Janaína ganha contornos complexos, quando outros fatores de sua vida são explorados, como a sua relação com seu pai – que um policial militar e possui diversas tensões com ela –, com a sua namorada, seu cotidiano de nadadora, questões raciais e de performatividade de gênero. Assim, a construção desta personagem principal é um dos pontos altos da obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14858" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Existem questões da atuação de Raphaella Rosa, como o fato de que, em alguns momentos, ela carrega no tom e o texto soa um tanto artificial. Todavia, no geral, Raphaella apresenta uma consciência dos sentimentos de sua personagem, trabalhando o texto com pausas e intenções que captam a empatia do espectador. Algo que pode ter interferido na organicidade de sua fala são alguns diálogos um pouco didáticos.</p>
<p>Contudo, aqui, este didatismo não é necessariamente negativo. Certas coisas precisam ser evocadas de forma mais óbvia, como uma afirmação nítida, que não cause nenhuma dúvida. Este fator, na verdade, acontece com o curta inteiro. Ele possui inconstâncias qualitativas, cambaleando entre a sutileza e a obviedade, indo em direção de uma constância rítmica e, de repente, ficando truncado e se perdendo em algumas partes de seu próprio enredo.</p>
<p>O <em>plot</em> inicial afeta as personagens, mas ele vai se dissolvendo e a sua força se perde ainda mais quando o desfecho é abrupto, sem que os acontecimentos sejam amarrados. Falta um tempo de desenvolvimento dentro das relações de <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong>. Este é um filme que sabe explorar os sentimentos internos de sua protagonista, porém que falha nesta externalização das emoções dela e de como Janaína seguirá dentro do mundo diante de todo o cerco que se formou ao seu redor. O resultado geral é na média, por assim dizer. Mas, a produção poderia crescer caso as suas próprias premissas fossem trabalhadas amplamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Júlia Fávero e Victoria Negreiros</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Raphaella Rosa, Dárcio de Oliveira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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