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	<title>Arquivos Woody Harrelson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Woody Harrelson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Suncoast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 18:09:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Seguindo uma tradição de dramas indies estadunidenses sobre a adolescência, Suncoast é o típico filme com selo da Fox Searchlight que chega ao Brasil diretamente no catálogo do serviço de streaming Star+. O elenco do drama conta com nomes conhecidos como Laura Linney e Woody Harrelson, mas como acontece na maioria desses projetos, ambos estampam os pôsteres da produção para gerar algum tipo de interesse no título (ainda que Linney tenha uma presença relativamente marcante neste aqui). O foco da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo uma tradição de dramas indies estadunidenses sobre a adolescência, <strong><em>Suncoast</em> </strong>é o típico filme com selo da Fox Searchlight que chega ao Brasil diretamente no catálogo do serviço de streaming Star+. O elenco do drama conta com nomes conhecidos como Laura Linney e Woody Harrelson, mas como acontece na maioria desses projetos, ambos estampam os pôsteres da produção para gerar algum tipo de interesse no título (ainda que Linney tenha uma presença relativamente marcante neste aqui). O foco da produção é mesmo na sua protagonista mais nova, Nico Parker, a &#8220;nepobaby&#8221; da vez, filha da atriz Thandie Newton e do diretor Ol Parker.</p>
<p><em><strong>Suncoast</strong> </em>narra a história de Dóris, uma adolescente que mora com a mãe e o irmão, que vive com cuidados paliativos em virtude do seu quadro de paralisia cerebral. Em casa, Dóris sempre foi relegada a segundo plano pela mãe em decorrência da atenção que o irmão requer constantemente, sobretudo no momento em que os acompanhamos no longa, onde ele se encontra nos seus últimos dias de vida. Acompanhando o irmão e a mãe no mesmo hospital que Terri Schiavo está internada (jovem que foi símbolo do movimento a favor da eutanásia), Dóris aproveita a ocasião para fazer algumas reuniões com os colegas de escola em sua casa e viver um pouco a adolescência.</p>
<p><strong><em>Suncoast</em> </strong>é um filme com boas intenções e boas ideias em torno de discussões sobre a vida de pacientes em estado vegetativo e a situação dos seus entes, estabelecendo um contraponto interessante entre a morte e a vontade de viver que é típica da juventude, algo negado a sua protagonista. Por força das circunstâncias, Dóris teve que assumir responsabilidades muito cedo e se anular no seio da própria família, uma situação estimulada pela própria mãe da personagem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17724" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-2-2.png" alt="Suncoast" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-2-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-2-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-2-2-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-2-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme também é marcado por boas atuações. A jovem Nico Parker desenvolve com correção essa protagonista e explora bem os seus conflitos ao longo do filme. Laura Linney, por sua vez, exibe a competência que lhe é habitual no desenvolvimento de uma mulher se desdobrando em mil para dar atenção ao filho, mas que não consegue fazer o mesmo com Dóris. A personagem de Linney não consegue equilibrar o afeto da sua maternidade entre os dois filhos, sendo extremamente afetuosa e dedicada com o rapaz, mas omissa e muitas vezes cruel com Dóris. Linney imprime uma objetividade e secura, mas também sabe utilizar as emoções à flor da pele a favor da personagem sempre que lhe é requerido, nunca colocando aquela mulher como vilã ou como um modelo materno, localizando aquela figura apropriadamente em uma zona cinzenta cheia de humanidade.</p>
<p>O grande problema de <em><strong>Suncoast</strong> </em>é aquele que afeta a maior parte das produções similares a ela. Mesmo sendo um filme independente, é curioso perceber como Suncoast segue um padrão narrativo para se tornar palatável: a típica cartilha do &#8220;drama familiar leve sobre a adolescência com pitadas de temas urgentes&#8221;, contendo a contundência e a gravidade das suas questões com um &#8220;freio&#8221; para não afugentar um público que poderia rejeitar qualquer tipo de abordagem mais realista e menos pasteurizada daquela realidade. Trata-se de um approach replicado em tantos outros títulos estadunidenses que parecem formatados para a seleção de uma edição qualquer do Festival de Sundance, evento cinematográfico conhecido por receber muito bem esse tipo de projeto.</p>
<p>Com um roteiro e uma direção sem muito brilho, mas disposto a conferir pontualmente momentos bem recompensadores, <strong><em>Suncoast</em> </strong>está longe de ser um filme ausente de méritos, mas também não faz muito para buscar qualquer tipo de singularidade no contexto da produção cinematográfica. É um filme que, para o bem e para o mal está em uma zona de conforto, podendo render uma sessão descompromissada e satisfatória nesses termos, mas que pode decepcionar quem espera qualquer tipo de personalidade nesse tipo de história ou quem já está mais do que cansado desse tipo de produção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Laura Chinn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Woody Harrelson, Laura Linney, Nico Parker, Ella Anderson, Daniella Perkins</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/mAf68vZH4DA?si=HOLskrXikPHd9C5T" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Venom &#8211; Tempo de Carnificina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 19:46:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa Venom – Tempo de Carnificina, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las. Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong>, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria</em></a>) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las.</p>
<p>Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo não deixou vontade de dar continuidade à história e até um sentimento de frustração. Se levava a sério demais, quando o personagem exigia o completo oposto.</p>
<p>Aqui em <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> este problema é sanado rapidamente. Extremamente divertido e despretensioso, o filme desenvolve uma narrativa que envolve o espectador com facilidade, até mesmo aquele que não conferiu o primeiro episódio da história. Eddie tem a chance de entrevistar o grande serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>)e isso acaba alavancando a sua carreira. No entanto, a situação acaba induzindo ainda mais o assassino ao corredor da morte.</p>
<p>A partir daí, o longa toma o caminho da vingança, nos apresentando ainda ao surgimento de Carnificina, mais um simbionte que se conecta justamente em Cletus. O roteiro vai traçando os dois caminhos principais: o de Eddie completamente atrapalhado com Venom e o de Cletus se afeiçoando a todas as possibilidades que Carnificina oferece.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14605" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Venom - Tempo de Carnificina" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os melhores momentos do filme são, definitivamente, a interação de protagonista e simbionte. Uma vez que o roteiro (que conta com Tom Hardy na assinatura) assumiu que a leveza é o melhor caminho, a narrativa se tornou muito mais atraente e interessante. O público se diverte com a tentativa de controle constante entre um e outro.</p>
<p>O que falta em qualidade, no entanto, é o desenvolvimento do vilão. Ele não inflige tanto medo quanto deveria ou como é naturalmente apresentado nos quadrinhos. Falta foco e força na presença de Carnificina. Atribuo isso, inclusive, a outro problema do filme que é o tempo de duração. Pouco menos de 100 minutos não é o suficiente para desenvolver algumas subtramas e o sentimento que fica no espectador é que poderia ver mais daquelas dinâmicas.</p>
<p>Ainda que tenha alguns problemas e não possa ocupar o lugar de grande filme, <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> acerta bastante ao se levar menos a sério. Mais divertido que o primeiro, o roteiro ainda é muito mais coerente e preciso. A conexão da cena pós-crédito com o universo do Homem-Aranha instiga, de fato, o espectador a querer acompanhar mais deste personagem tão caótico e tão bem interpretado por Tom Hardy.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Serkis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Hardy, Stephen Graham, Woody Harrelson, Michelle Williams, Naomie Harris, Reid Scott, Sean Delaney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kENhnY34wlg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kate (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:52:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma assassina impiedosa precisa eliminar todos os seus alvos, durante a sua missão no Japão, porém ela acaba encontrando uma grande dificuldade para finalizar este intento. Esta é a premissa de Kate, uma das estreias deste mês da Netflix. O filme tem todo seu primeiro ato em uma atmosfera genérica, na qual é difícil seguir assistindo. Sem uma construção narrativa, na qual o espectador se ambiente naquele cenário, os conflitos são postos repentinamente e soam como uma desculpa para sequências [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma assassina impiedosa precisa eliminar todos os seus alvos, durante a sua missão no Japão, porém ela acaba encontrando uma grande dificuldade para finalizar este intento. Esta é a premissa de <strong><em>Kate</em></strong>, uma das estreias deste mês da Netflix. O filme tem todo seu primeiro ato em uma atmosfera genérica, na qual é difícil seguir assistindo. Sem uma construção narrativa, na qual o espectador se ambiente naquele cenário, os conflitos são postos repentinamente e soam como uma desculpa para sequências frenéticas de perseguição.</p>
<p>Esta junção de ausência de elaboração de universo ficcional e de exploração das personagens, que acontece na parte inicial da projeção, deixa que a obra perca o seu ritmo. Da mesma maneira que sequências arrastadas são enfadonhas, cenas que imprimem gratuitamente uma velocidade intensa obtêm o mesmo resultado. Desta maneira, enquanto Kate (Mary Elizabeth Winstead), que dá nome ao título do longa-metragem, corre desesperadamente para solucionar seu problema – um envenenamento por uma substância mortal –, pouco se sabe sobre ela, sobre seu mentor, Varrick (Woody Harrelson) ou da família de mafiosos que ela deseja matar.</p>
<p>Para tentar alcançar o mínimo de proximidade com a vida pregressa de Kate e Varrick, a escolha aqui é inserir flashbacks que revelam parte dos treinos de Kate, desde a sua infância. No entanto, esta estratégia acaba comprometendo a fluidez do desenvolvimento do enredo, retirando o público da imersão com o presente de Kate, que está sendo mostrado. Além disso, não há uma mudança de tom nesta apresentação do passado, o que acaba convocando a sensação de cansaço novamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14593" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/KATE_20191019_04229_C-1280x720-1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/KATE_20191019_04229_C-1280x720-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/KATE_20191019_04229_C-1280x720-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/KATE_20191019_04229_C-1280x720-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/KATE_20191019_04229_C-1280x720-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A virada da história,  porém, acaba por trazer um ganho significativo para o longa. A entrada de Ani (Miku Patricia Martineau) transforma a dinâmica anterior. Adolescente falastrona, a menina consegue equilibrar as tonalidades e a lógica tonal do filme. A partir da chegada de Ani, parece que as pancadarias ganham uma nova roupagem, pois Kate vai ampliando suas motivações. A relação quase maternal entre a dupla faz com que quem assiste conheça mais sobre ambas e as suas ações recebam alguma justificativa mais palpável. A complexidade da protagonista, finalmente, passa a aparecer.</p>
<p>A partir do momento que a conexão de Kate com Ani cresce, as brigas ficam mais emocionantes e a torcida por um desfecho positivo também. A camada cômica impressa por Ani também alivia os momentos de tensão das lutas, o que, novamente, aumenta a potencialidade da exibição. São novos contornos e dimensões dadas para Kate. Ao mesmo tempo, as outras personagens também vão demonstrando outras facetas e sendo colocadas de uma forma menos maniqueísta. Sem impor a questão do bem e do mal, a previsibilidade que surgia antes na tela vai se desfazendo.</p>
<p>Por esta razão, o desfecho do enredo acaba por ser a sua parte mais satisfatória. Sem medo de arriscar, pondo todas as personagens em seu limite, as suas trajetórias acabam por fazer sentido e seu encerramento também. Sem revelar spoilers, é possível dizer que a finalização deixa o conteúdo de <strong><em>Kate</em> </strong>amarrado e conclui a jornada da protagonista. Assim, a sessão pode ser árdua no princípio, mas vai se tornando divertida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cedric Nicolas-Troyan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mary Elizabeth Winstead, Woody Harrelson, Miku Patricia Martineau</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/LtrS34nUGyQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 01:09:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Abigail Breslin]]></category>
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		<category><![CDATA[Zumbilândia - Atire Duas Vezes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A moda em Hollywood, atualmente, é ressuscitar histórias que aconteceram há muitos anos. Isso vai basicamente do receio de investir em projetos novos &#8211; já que a obrigação do super lucro é cada dia maior. O resultado são franquias sem fim, filmes que poderiam ser apenas um e viram trilogias, histórias que parecem nunca morrer. Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes é a continuação do longa original que foi lançado há 10 anos, sem a menor intenção de ter uma sequência. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A moda em Hollywood, atualmente, é ressuscitar histórias que aconteceram há muitos anos. Isso vai basicamente do receio de investir em projetos novos &#8211; já que a obrigação do super lucro é cada dia maior. O resultado são franquias sem fim, filmes que poderiam ser apenas um e viram trilogias, histórias que parecem nunca morrer. <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></strong> é a continuação do longa original que foi lançado há 10 anos, sem a menor intenção de ter uma sequência.</p>
<p>Já plenamente acostumados com as realidades de Zumbilândia, Tallahassee, Columbus, Wichita e Little Rock seguem caçando zumbis e buscando um lugar para se acomodar com segurança. Depois que eles finalmente chegam à Casa Branca e conseguem criar uma realidade praticamente normal, outros problemas de relacionamento vão surgindo. Paralelo a isso, os zumbis estão igualmente evoluindo, tornando-se cada vez mais difíceis de matar.</p>
<p>Não havia necessidade de uma continuação, é verdade. Mas ao menos eles conseguiram cumprir vários quesitos importantes com esse longa. O primeiro foi conseguir reunir o elenco original e o mesmo continuar funcionando tantos anos depois. Especialmente porque Abigail Breslin (<em>Pequena Miss Sunshine</em>) era uma criança na época e agora é adulta. Ou seja, mudou não apenas o físico como o estilo de atuação.</p>
<p>O quarteto principal foi apoiado por um ótimo grupo de coadjuvantes, que surgiam de repente e sempre com um elemento para acrescentar. A melhor de todas, definitivamente, é Zoey Deutch (<em>Artista do Desastre</em>), no papel da boba Madison. Poderíamos ter um problema aqui de subjugar a mulher e o esterótipo da loira burra. No entanto, o filme é debochado e o personagem acaba funcionando como uma alfinetada no que ele representa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11651" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-750x500.jpg" alt="Zumbilândia - Atire Duas Vezes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, o deboche e o humor ácido é o que sustenta <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></strong>. Há algum tempo eu não dava tanta risada como neste filme. Risada sincera e divertida. É exatamente o que o longa é. Não vá esperando um grande roteiro, pois esse é bem clichê. Como a maioria das continuações não pensadas, ele começa com tudo certo (como foi deixado no filme anterior) e aí surge um problema, que foi uma criação aleatória do roteiro, que acaba desencadeando os eventos futuros. No que isso resulta? Um claro problema de ápice na história.</p>
<p>É exatamente esse o problema mais sério do longa. Ele caminha com muita linearidade, quando era para ser uma escalada para a glória, por assim dizer. Desta forma, o espectador tem uma impressão de monotonia, que não existe efetivamente. Mas é o que o ritmo nos induz.</p>
<p>Nada disso impede que <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em> </strong>funcione plenamente. É um filme que com certeza segue o caminho do antecessor e se apoia na sua trajetória, mas, ao mesmo tempo, tem função independente. Traduzindo: se você assistiu ao primeiro, excelente; mas se não assistiu, não vai deixar de entender o que acontece ali na narrativa. O que é muito bom, especialmente para uma continuação que surge tanto tempo depois, com novos públicos de interesse.</p>
<p>O compromisso claro deste filme é com a diversão e isso ele consegue cumprir com qualidade. Com a mistura de muito sangue, tiro, porrada e risada, <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em> </strong>consegue se tornar leve. Uma distração despretensiosa para o fim de semana, que certamente vai agrada muitas gerações.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ruben Fleischer<br />
<strong>Elenco:</strong> Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Rosario Dawson, Zoey Deutch, Luke Wilson, Bill Murray</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HW5rL3QtL_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Han Solo &#8211; Uma História Star Wars</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2018 13:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alden Ehrenreich]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[Han Solo]]></category>
		<category><![CDATA[Ron Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um derivado da franquia Star Wars chega aos cinemas. Depois de Rogue One, é a vez de Han Solo: Uma História Star Wars, que narra justamente os eventos que ocorreram com o personagem interpretado por Harrison Ford nos filmes centrais da saga, incluindo o começo de sua amizade com outros ícones da série cinematográfica como Chewbacca e Lando Calrissian. Quem assume o personagem na juventude nesse filme solo é o ator Alden Ehrenreich, de Ave, César! dos irmãos Coen e também do indie Tetro de Francis Ford [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Mais um derivado da franquia <i>Star Wars </i>chega aos cinemas. Depois de <i>Rogue One</i>, é a vez de <i><b>Han Solo: Uma História Star Wars</b></i>, que narra justamente os eventos que ocorreram com o personagem interpretado por Harrison Ford nos filmes centrais da saga, incluindo o começo de sua amizade com outros ícones da série cinematográfica como Chewbacca e Lando Calrissian. Quem assume o personagem na juventude nesse filme solo é o ator Alden Ehrenreich, de <i>Ave, César! </i>dos irmãos Coen e também do <i>indie Tetro </i>de Francis Ford Coppola. Ehrenreich, por sinal, consegue dar conta do recado na medida do possível, já que suprir a carência de uma presença tão marcante nas telas quanto Ford interpretando Han Solo é uma tarefa ingrata para qualquer ator. No entanto, <i>Han Solo </i>não se sustenta como narrativa nem tem suas falhas nevrálgicas depositadas na interpretação de um ator específico específica. As glórias e os percalços do filme merecem ser creditadas a outros departamentos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Dirigido por Ron Howard, de obras tão díspares, mas reconhecíveis pelas marcas melodramáticas das suas narrativas e pela estética no tratamento da imagem, como </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Uma Mente Brilhante </i><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">e </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Rush: No Limite da Emoção</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">, </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Han Solo </i><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">seria  comandado por Phil Lord e Christopher Miller, da animação </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Uma Aventura Lego</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">. Com a contratação da dupla a Disney queria conferir um tom mais despojado ao filme. Acontece que por divergências criativas Miller e Lord abandonaram o comando com alguns dias de filmagens já iniciado, assumiram apenas a produção do filme e Howard foi chamado às pressas para substituí-los. </span></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;">O que Ron Howard faz aqui é um trabalho extremamente burocrático, adaptando a direção do seu filme a orientações do estúdio que certamente visavam uma padronização do produto ao <i>blockbuster </i>americano corrente e aos filmes da saga <i>Star Wars </i>também. Isso é perceptível pelo tom do filme, que destoa da polêmica atmosfera de seriedade que dominou o derivado anterior da franquia, <i>Rogue One</i>, e que, por sinal, foi criticado negativamente por fãs e alguns críticos. Nesse sentido, o trabalho de Howard em <i>Han Solo</i> é tão protocolar que faz um diretor com uma assinatura tão sensível ao público quanto ele praticamente desaparecer na tela para dar lugar a um típico exemplar da franquia </span><i data-blogger-escaped-style="text-align: start;">Star Wars</i><span data-blogger-escaped-style="text-align: start;"> com pouquíssima intervenção criativa, uma condução descompromissada e interessada em ofertar um longa moldado clássicas matinês. E isso não é demérito de <i>Han Solo </i>em momento algum. Por se adaptar ao &#8220;esquemão&#8221; de um grande estúdio com tanta organicidade, os méritos do trabalho de Howard precisam ser reconhecidos. </span></p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8947" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/0906851.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Quem estranhou o tom grave e sombrio de <i>Rogue One </i>certamente ficará satisfeito com o resultado de <i>Han Solo</i>, já que ele está mais próximo do espírito que permeou os filmes <i>Star Wars </i>dos anos de 1970 e 1980 do que o derivado anterior da saga inaugurada por George Lucas. Também há em <i>Han Solo</i> uma apropriação interessante de recursos do gênero <i>western</i>, ainda que isso não represente nenhuma originalidade, mas certamente será um deleite para os cinéfilos. O uso do <i>western </i>em planos como o encontro de grupos rivais e o tiroteio em um lugar fechado são pertinentes por <i>Han Solo</i> trafegar em um universo protagonizado por foras da lei e pela constante sensação de desconfiança e perigo que pairam as relações por mais que elas sejam construídas em bases muito sólidas. Além disso, o longa possui um ritmo que não deixa sua aventura cair na exaustão, ainda que aqui e ali o espectador tenha a sensação de estar diante de um <i>plot </i>extremamente superficial e que a existência do longa se justifique apenas para servir como um grande <i>fan service </i>para a <i>fan base </i>da franquia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Han Solo </i>derrapa mesmo na indiferença que por vezes permeia a relação do espectador com seus personagens. O romance entre o protagonista e a &#8220;mocinha&#8221; de Emilia Clarke (a Daenerys da série <i>Game of Thrones</i>) é completamente desinteressante para o público, tendo em vista que esse tem tão viva a memória dos acontecimentos entre Han Solo e Leia, um <i>shipper </i>canônico na cultura pop. Além disso, no terceiro ato do longa o roteiro acaba se entregando a algumas reviravoltas óbvias para qualquer espectador mais atento e que se perdem na própria plausibilidade das suas ocorrências, ainda que elas eventualmente se justifiquem pela inclinação do longa ao <i>western</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como saldo, <i>Han Solo </i>não deixa de ser um título absolutamente supérfluo e que o seu público, fã ou não fã de <i>Star Wars </i>sobreviveria tranquilamente sem a sua existência, haja vista que nos quatro filmes anteriores em que o personagem aparece na encarnação de Harrison Ford seus realizadores conseguiram dar conta muito bem da tarefa de construí-lo e fortalecer os vínculos afetivos dele com o espectador. Como ele está entre nós, <i>Han Solo </i>é uma aventura descompromissada que carrega o espírito ingênuo que sempre permeou as histórias <i>Star Wars </i>desde o lançamento do filme de George Lucas em 1977. Como passatempo, certamente rende bons momentos, mas pensando &#8220;friamente&#8221; tem alguns &#8220;calcanhares de Aquiles&#8221; típicos da lógica de realização do <i>blockbuster </i>atual.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EQpr5HXTvmg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Três Anúncios Para Um Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2018 18:31:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Frances McDormand]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Premiação]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Três Anúncios Para Um crime]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Três Anúncios Para Um Crime, uma mãe revoltada com a falta de interesse da polícia em resolver a morte de sua filha coloca três outdoors na estrada falando sobre o crime e citando o nome do xerife da cidade. Ela acaba causando o maior alvoroço no pequeno município, chamando a atenção não apenas para aquele caso, como para outras questões inerentes àquela sociedade. Frances McDormand vive a protagonista Mildred Hayes. Aliás, o faz de maneira formidável. Toda a brutalidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>Três Anúncios Para Um Crime</em>, uma mãe revoltada com a falta de interesse da polícia em resolver a morte de sua filha coloca três outdoors na estrada falando sobre o crime e citando o nome do xerife da cidade. Ela acaba causando o maior alvoroço no pequeno município, chamando a atenção não apenas para aquele caso, como para outras questões inerentes àquela sociedade.</p>
<p>Frances McDormand vive a protagonista Mildred Hayes. Aliás, o faz de maneira formidável. Toda a brutalidade necessária para aquela mãe, assim como a suavidade de seu sofrimento, são explorados muito bem por Frances, cena após cena deste filme que prende o espectador com muita facilidade. Ela traz muita força para Mildred.</p>
<p>Não apenas a história é interessante e cativante, como a maneira como a narrativa é conduzida. O enredo vai crescendo de maneira gradativa e bem explicada, dando cada ponto nos personagens, sem deixar nenhum fio solto. Não é à toa que o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Aliás, <em>Três Anúncios Para Um Crime</em> acumula boas indicações, como Melhor Filme, Melhor Atriz para Frances, Melhor Ator Coadjuvante para Woody Harrelson e Sam Rockwell, além de Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora Original.</p>
<p>O roteiro conduz a história com um toque de humor negro. Apesar de uma temática pesada e cenas fortes, o espectador consegue rir (às vezes um pouco de desespero, sim). É preciso dar destaque à Woody Harrelson. Ele vive o xerife da cidade que é acusado por Mildred e intensifica cada momento do personagem com maestria. Vale muito a indicação ao Oscar, assim como Sam Rockwell, que vive o instável policial preconceituoso, que tem uma reviravolta importante na trama.</p>
<p>Aliás, o filme mostra muito a importância de desfecho de um tema, mas também como a vingança não dá conforto à ninguém e ainda pode piorar as coisas. É deixado claro em muito momentos como o ódio só alimenta mais ódio e as questões não serão resolvidas por esse sentimento. Embora tenha uma lição muito importante no filme, esse não é o propósito primordial dele. O que torna tudo muito melhor e menos forçado.</p>
<p>Ainda que muito equilibrado, com roteiro bom e elenco coeso, a alma do filme é realmente Frances McDormand, que respira cada segundo da dor da personagem e seus sentimentos mais fortes. Escolha fundamental para o produto final, que é incrível. Vale cada indicação ao Oscar!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DaG5ICpyGDM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Castelo de Vidro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2017 16:36:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Castelo de Vidro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa O Castelo de Vidro traz à tona as questões de aceitação familiar, diferença de personalidades e embates que todos temos com nossa família, ao longo de nossas vidas. De uma forma mais extrema, o roteiro coloca no radar a importância do equilíbrio familiar e como o amor pode ser distorcido em diferentes óticas. Brie Larson é Jeanette Walls, uma jovem que relembra a história de sua infância e adolescência a medida que vai enfrentando novos desafios na fase [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>O Castelo de Vidro</em> traz à tona as questões de aceitação familiar, diferença de personalidades e embates que todos temos com nossa família, ao longo de nossas vidas. De uma forma mais extrema, o roteiro coloca no radar a importância do equilíbrio familiar e como o amor pode ser distorcido em diferentes óticas.</p>
<p>Brie Larson é Jeanette Walls, uma jovem que relembra a história de sua infância e adolescência a medida que vai enfrentando novos desafios na fase adulta. Ela foi criada em uma família alternativa que não fixava raízes em lugar nenhum. Devido à dificuldade do pai em manter um emprego, a família estava sempre viajando e se mudando, sempre em busca de uma nova oportunidade, que certamente seria frustrada.</p>
<p>Muitas questões são colocadas à prova durante o crescimento da narrativa. Em momento nenhum o amor dos pais pelos filhos é questionado diretamente. No entanto, sua ações depõe contra o que fica implícito. Uma das primeiras cenas do filme é a protagonista se queimando no fogão porque a mãe não quis parar de pintar um quadro para preparar a comida dos filhos. A menina devia ter uns 4 anos. Este é apenas o primeiro ponto de uma sucessão de eventos da mesma natureza que acontecem na história.</p>
<p>É uma dualidade questionável que deixa o espectador intrigado. Ao mesmo tempo em que vemos uma união familiar única, assistimos pais negligentes que deixam os filhos passando fome e priorizando suas próprias necessidades. Enquanto isso, o instável pai alimenta o sonho da construção de um Castelo de Vidro, quando eles finalmente conseguirem plantar um lar fixo. Naturalmente, isso nunca acontece.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8138" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/522347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Todo o roteiro vai criando uma antipatia nata com os pais e é difícil ter o mínimo de empatia. Ao final, não há uma reviravolta em que a protagonista aceita tudo que aconteceu. Ela segue revoltada e decepcionada com a família. Mas ela percebe que pode amar eles, apesar dos erros que cometeram. Aliás, que amar é perceber esses erros e ainda estar lá, presente. É uma mensagem muito bonita que o roteiro passa.</p>
<p>Brie está muito bem no papel de Jeanette, enquanto Woody Harrelson dá um show no papel do pai. A dinâmica de ambos é bem interessante e a química da família como um todo funciona bem. A escolha do elenco favoreceu e muito a trama, que teve maior veracidade a medida que suas emoções eram vividas de forma visceral.</p>
<p>O longa tem falhas ao tentar manter o ritmo e cai na monotonia com certa facilidade. Algumas reações e conclusões são óbvias, o que não instiga o espectador a saber o que está acontecendo. Mas as boas atuações sustentam a trama, felizmente. No final, é um filme que funciona bem e traz reflexões importantes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9zB8h9dx3qU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Planeta dos Macacos &#8211; A Guerra</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-planeta-dos-macacos-a-guerra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 01:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Serkis]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Reeves]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta dos Macacos: A Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de um filme como Transformers 5, que não deveria nem ter existido ou sido pensado, é um deleite aos olhos de um crítico assistir Planeta dos Macacos: A Guerra. É a nossa certeza de que muitos filmes valem a pena ter continuações. Essa nova era de Planeta dos Macacos mostrou para o que veio desde o primeiro filme. É uma história contundente, bem escrita e orientada, trazendo aspectos da relação de humano com os macacos de forma muito sutil [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um filme como <em>Transformers 5</em>, que não deveria nem ter existido ou sido pensado, é um deleite aos olhos de um crítico assistir <em>Planeta dos Macacos: A Guerra</em>. É a nossa certeza de que muitos filmes valem a pena ter continuações.</p>
<p>Essa nova era de Planeta dos Macacos mostrou para o que veio desde o primeiro filme. É uma história contundente, bem escrita e orientada, trazendo aspectos da relação de humano com os macacos de forma muito sutil e, ao mesmo tempo, forte. Em <em>Planeta dos Macacos: A Guerra</em>, a qualidade do roteiro continua e consegue finalizar essa história com grande maestria.</p>
<p>Neste enredo, César e seus companheiros são forçados a entrar numa guerra que não iniciaram e têm que lidar com a fúria do Coronel. Numa dualidade incrível entre humanidade e animalidade, a narrativa caminha de forma intensa e progressiva, deixando o espectador em estado de constante alerta.</p>
<p>O diretor Matt Reeves já acompanha a série desde o último filme, <em>Planeta dos Macacos: O Confronto</em>. E isso auxiliou muito na continuidade do estilo dos longas. A qualidade de cenas, roteiro, diálogos, mostra que qualquer tipo de filme pode ser muito bem feito, independente de gênero, bastando a capacidade e força de vontade de quem o conduz.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7999" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/010751.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É incrível ver o trabalho minucioso da equipe gráfica em trazer realidade aos símios. Cada jeito, cada piscada, tudo milimetricamente feito com perfeição, dando ao filme um ar ainda mais sério e forte. Associando a isso, uma trilha sonora de qualidade e com coerência, dando intensidade às batalhas. Aliás, as batalhas são muito bem feitas e ensaiadas. Intercaladas com bons momentos de diálogos e construção da narrativa, os embates não se tornam cansativos, nem repetitivos.</p>
<p>É preciso falar, inclusive, no acréscimo para o elenco do ator Woody Harrelson, no papel principal do Coronel. Ele traz uma insanidade realista ao personagem, que é o centro da luta entre símios e humanos. A fúria é notória em sua expressão, contrastando bem com os olhos raivosos que vemos em César, em muitos momentos.</p>
<p>O roteiro deixa claro, porém de maneira sutil, o quanto que os macacos adquirem comportamentos humanos e o quanto que os humanos se tornam primitivos quando o assunto é exterminar uma outra espécie. Essa troca de papéis é o que torna a briga muito mais interessante e empolgante. É o centro do roteiro e é guiada de forma incrível.</p>
<p>Como não poderia deixar de notar, a finalização de <em>Planeta dos Macacos: A Guerra</em> acompanha a qualidade de toda a história. Não é um anti-clímax, como acontece em muitos casos. É um desfecho justo e coerente, colocando cada personagem em seu lugar, todos os pingos nos &#8220;is&#8221;.</p>
<p>Este Planeta dos Macacos é uma produção certeira, que mescla ação com drama de forma equilibrada e coerente. É um desfecho com chave de ouro, de fato, dando força e energia à franquia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DqkzzMYQI5g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Truque de Mestre &#8211; O 2º Ato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Radcliffe]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Truque de Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa Truque de Mestre: O 2º Ato. Dirigido por Jon M. Chu (G.I. Joe &#8211; Retaliação), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um thriller [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, entra em cartaz no circuito o longa <em>Truque de Mestre: O 2º Ato</em>. Dirigido por Jon M. Chu (<i>G.I. Joe &#8211; Retaliação</i>), que substitui Louis Leterrier, realizador do primeiro filme, a continuação é um grande desastre e é difícil encontrar nele algum elemento de salvação. São quase duas horas de projeção, mas a sensação do espectador é que se passou o dobro do tempo. Apesar da tentativa de ser eletrizante, a sequência do filme de 2013 é entediante, tudo o que um <em>thriller</em> não deve ser.</p>
<p>No elenco, aparecem figuras como Michael Caine, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Lizzy Caplan, Daniel Radcliffe e Morgan Freeman. Apesar desses e outros nomes bacanas no <em>cast</em>, a interpretação de todos na película é irritante. Os atores criam uma atmosfera <em>fake</em> no tom da fala, não possuem uma boa dinâmica em cena e chegam a irritar ainda mais nos momentos nos quais o filme tenta propiciar um tom de mistério.</p>
<p>O ponto mais negativo é a personagem Thaddeus Bradley, interpretado por Morgan Freeman. O ator pode até ser incrível, mas não no segundo <em>Truque de Mestre</em>. Quem já assistiu a animação <em>South Park</em> deve lembrar da fama do ator de entrar nas cenas para traduzir para o público o que aconteceu na história. Porém, a película é tão óbvia que a função de Morgan Freeman é inútil e acaba por tirar seu espectador do sério.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6137" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/3-nysm.jpg" alt="3-nysm" width="610" height="348" /></p>
<p>Se há algum culpado para o fracasso do elenco, contudo, o maior culpado é o roteiro de Ed Solomon (também co-roteirista do primeiro filme) e Pete Chiarelli. Cada frase é uma bomba maior que a outra. Repetição de palavras, frases de efeito, subestimação do público. Como a projeção conta a trajetória de um grupo de mágicos, os Cavaleiros, há uma insistência em explicar constantemente, pelo menos duas vezes, os truques feitos pela equipe ou por seus inimigos. Além de evidenciar como os criadores são pretensiosos e acreditam que construíram uma trama tão elaborada que precisa de diversos relatos do ato (o que não é), a estratégia é maçante e corta o clima de ação do longa.</p>
<p>Se é óbvio, não tem ação. Se não tem roteiro bem construído, não gera interesse. Aliás, nem vale a pena citar a sinopse, porque não faz diferença nenhuma se você entende, desde o início, que eles irão se safar. As atuações vão de ruim até o irritante. Nada de especial sobre a trilha ou qualquer outro quesito técnico. Se você gosta de filme de ilusionismo e magia, o melhor mesmo é esperar esse passar na Sessão da Tarde.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdCB_HBBruA" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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