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	<title>Arquivos Winona Ryder - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Winona Ryder - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Fantasmas Ainda Se Divertem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:24:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, remakes ou requels. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de Tim Burton (Dumbo, de 2019, e Wandinha, desde 2022) depois de 36 anos da sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais ferramentas usadas por Hollywood para mobilizar fãs é o retorno de filmes ou franquias de sucesso com sequências, <em>remakes</em> ou <em>requels</em>. No universo do terror, isso se torna ainda mais comum, a ponto de ser uma estratégia executada por estúdios desde o início da década de 2010. No caso da Warner Bros., sua nova investida traz o retorno de um clássico de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-tim-burton/">Tim Burton</a> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dumbo/"><em>Dumbo</em></a>, de 2019, e <em>Wandinha</em>, desde 2022) depois de 36 anos da sua estreia. Este ano o cineasta volta às telonas com uma de suas histórias mais marcantes: a do bio-exorcista mais conhecido. A sequência do sucesso de Burton dos anos 1980, intitulada <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5) com a promessa de carregar a aura do seu antecessor e do cinema de Tim que o público não vê há muito tempo.</p>
<p>De cara, já é importante esclarecer que o novo longa-metragem de Tim é bem sucedido em sua missão. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> tanto acerta em reviver o clássico de 1988 como em estabelecer conexões com a atualidade e possíveis novos fãs. O tom da comédia é extremamente calibrado e pronto para fazer piadas escrachadas ou <em>nonsense</em> sobre si, o passado e os dias atuais. O roteiro de Alfred Gough e Miles Millar (ambos criadores de <em>Wandinha</em>) não perde de vista os elementos de terror &#8211; aqui até mais presentes do que em seu antecessor -, criando um tom ainda mais equilibrado do que o primeiro filme.</p>
<p>Além disso, o projeto aposta na continuidade visual do que estabeleceu <em>Os Fantasmas Se Divertem</em> lá em 1988 como um clássico <em>cult</em>. O uso de <em>stop-motion</em>, efeitos práticos e cores saturadas continua a representar a visualidade do longa-metragem e isso mantém seu caráter original. O investimento nessas características tão próprias de <em>Beetlejuice</em> (título original) só fortalecem a ideia de que o estúdio quis manter a energia do filme anterior em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>.</p>
<p>Outro fator que enriquece o filme e alegra os fãs do original, é ver Burton em sua melhor forma. Depois de 5 anos sem lançar um novo filme, o diretor estadunidense retorna com um dos projetos que mais marcou sua carreira e o catapultou para o sucesso. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>tem em seu cerne o DNA do que eram os longas dirigidos por Tim Burton no início de sua carreira. É possível perceber na sequência a mesma energia que existiu nos primeiros sucessos de sua carreira, como <em>Batman (1989)</em>, <em>Edward Mãos de Tesoura (1990)</em>, <em>Ed Wood (1994)</em> e <em>Marte Ataca! (1996)</em>.</p>
<figure id="attachment_18666" aria-describedby="caption-attachment-18666" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18666" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg" alt="Os Fantasmas Ainda Se Divertem (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Beetlejuice-Beetlejuice-4.jpg 1581w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18666" class="wp-caption-text">Jenna Ortega em cena de &#8216;Os Fantasmas Ainda Se Divertem&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Mais do que o prazer que é ver Burton retornando às suas origens, é ter ele fazendo isso ao lado de pessoas que estiveram com ele nessa caminhada. O retorno de Michael Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-flash/"><em>The Flash</em></a>, de 2023), Winona Ryder (<em>Stranger Things</em>, desde 2016) e Catherine O&#8217;Hara (<em>Argylle &#8211; O Superespião</em>, de 2024) é uma chancela de continuidade ainda maior. Eles se mostram tão sagazes e prontos para uma nova aventura insana do diretor em <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong>. A sensação que dá ao vê-los em cena é como se o tempo não tivesse passado. O <em>timing</em> e a troca são tão poderosos como no original. Cada um tem seu momento de brilhar ao longo do filme, mas é preciso destacar O&#8217;Hara como um ponto fora da curva. Sua Delia Deetz está mais excêntrica e hilária do que nunca.</p>
<p>Ao lado do trio que fez parte do elenco original, <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem </em></strong>ganha adições poderosas ao incorporar Jenna Ortega (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023), Justin Theroux (<em>A Dama e o Vagabundo</em>, de 2019), Monica Bellucci (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mafia-mamma-de-repente-perigosa/"><em>Máfia Mamma &#8211; De Repente Criminosa</em></a>, de 2023) e Willem Dafoe (<em>Pobres Criaturas</em>, de 2023) em seu elenco. Dafoe entrega um chefe de polícia excêntrico que , em vida, era um ator vaidoso; Theroux chega com o exagero de um aproveitador clássico; e Bellucci abraça o público com o encantamento de uma <em>femme fatale</em> zumbi. E ainda tem uma participação surpresa que tira boas risadas, apesar do seu curto tempo em tela.</p>
<p>Cada um cumpre seu papel em cena muito bem e divertem o público sempre que surgem em tela, mas Jenna precisa ser destacada separadamente. Apesar de ser a filha de Lydia Deetz, seu mérito não é pelo tempo de tela &#8211; até porque Keaton segue com menos de 20 minutos de filme e continua a ser um estouro -, mas pela sua presença. Tim encontrou em Jenna uma referência perfeita para incorporar o terror gótico satírico tão presente em sua carreira. <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> só ganhou com essa nova leva do elenco, especialmente por levar ao público mais uma parceria entre Ortega e Burton.</p>
<p>A mistura de elementos clássicos e atuais, do elenco original com as adições e da retomada do cinema raiz de Tim Burton fazem de <strong><em>Os Fantasmas Ainda Se Divertem</em></strong> uma surpresa extremamente feliz. A sequência é tão divertida e surreal como o primeiro filme. Talvez o roteiro da sequência seja mais redondo e saiba usar melhor os elementos exageradamente surreais. É evidente que a narrativa já tem fãs há mais de três décadas, contudo, os acertos, as apostas e as certezas de produção fazem com que o segundo filme sobre Beetlejuice seja capaz de superar o primeiro em todos os aspectos possíveis. Que esse seja o início de novos projetos de Burton que retornem e abracem a sua verdadeira essência, que o fazem ser um diretor único.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tim Burton<br />
<strong>Elenco: </strong>Michael Keaton, Winona Ryder, Catherine O&#8217;Hara, Jenna Ortega, Justin Theroux, Monica Bellucci e Willem Dafoe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jqVGSIIwLi0?si=cIeZPQRNIG6c4e6U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 22:37:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra Adoráveis Mulheres. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Adoráveis Mulheres</em></strong></a>. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 e 1994.</p>
<p>Algo que segue sendo cada vez mais comum e crescente a cada revisita para a trama é a escolha de um elenco poderoso. Pensando nisto, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu elaborar um especial <em><strong>As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</strong></em> que reunisse uma breve comparação das atuações das personagens principais &#8211; a mãe e as suas quatro filhas &#8211; tentando ver o que muda entre as atrizes e as mudanças das construções dos papéis de uma época para outra. Como existem vários <em>remakes</em>, não estarão listados todos os longas. O olhar sobre a protagonista, Jo March, será mais amplo, considerando as interpretações de Katherine Hepburn (1933), June Allyson (1949), Winona Ryder (1994) e Saoirse Ronan (2019).Para o restante do elenco feminino, serão relacionadas as performances de 1994 versus as de 2019, justamente por serem as refilmagens mais recentes.</p>
<p><em><strong>Confira!</strong></em></p>
<h4><strong>Jo March</strong> <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12179 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/jos-750x187.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="187" /></h4>
<p>A principal diferença entre as interpretações de Jo está no tom dado para a mesma. A característica principal da personagem é que ela é uma mulher de espírito livre e amante da escrita. Com o passar do tempo, esta característica foi se intensificando e seu foco em ser escritora também. No entanto, o nível de doçura, ingenuidade, aspereza e assertividade se mesclaram pelas gerações.</p>
<p>Em 1933, <strong>Katherine Hepburn</strong> (<em>A Costela de Adão</em>), opta por fazer o amadurecimento em seu papel por uma via corporal, começando com um jeito mais “moleca”, de garota que sobe em árvores e pula muros, faz gestos grandes e assovia etc, até se transformar em alguém mais adulta e consciente, de postura mais centrada. Contudo, não perde em nenhum momento o olhar gentil, que permanece durante toda projeção.</p>
<p>Em 1949, <strong>June Allsyon</strong> (<em>Música e Lágrimas</em>) acrescentou uma dureza para a protagonista, que retira um tanto da empatia construída por Hepburn, por exemplo. A sua Jo é mais durona, firme e até um tanto rude. Talvez, a sua atuação peque por esquecer do laço de ternura que a personagem sempre mantém com suas irmãs, desejando a felicidades delas, ainda que esteja em profundo aborrecimento com as mesmas.</p>
<p>Em seguida,em 1994,  existe a criação de <strong>Winona Ryder</strong> <em>(Os Fantasmas se Divertem</em>), que foi uma espécie de musa nos anos 1990 e com muitas mocinhas rebeldes na filmografia. Ainda assim, aqui, ela imprime a Jo mais doce de todas! Apesar disto, ela não perde algo central no que Alcott parece desejar transmitir: o elo que une a família, o amor pela literatura e a falta de desejo em seguir as regras impostas por sua época. Ryder traz um jeito meio atrapalhado, adolescente e até tímido, revelando uma menina mais sonhadora e apaixonada – por sua escrita, claro.</p>
<p>Por fim, a versão de <strong>Saoirse Ronan</strong> (<em>Desejo e Reparação</em>) parece misturar todas as outras características criadas pelas outras atrizes. Ronan traz elementos físicos que enaltecem a personalidade forte de Jo March, principalmente no jeito como corre ou empurra e bate em seu vizinho Laurie (Timothée Chalamet). Mas, ela não esquece de empregar texturas e movimentos que lembram os trejeitos da adolescência.</p>
<p>Com isso, a intérprete demonstra, na hora de “colorir” o texto, entonações emburradas típicas desta idade. No entanto, Ronan deixa a suavidade de lado e acaba abandonando um pouco da característica presente em Jo March, que é o de ser uma aventureira que sonha, que vive imersa nos livros e por isso uma sensibilidade artística. No geral, pode-se notar facilmente que são múltiplas visões de uma mesma figura ficcional e a preferência pode acabar ficando na identificação que o público pode vir a ter.</p>
<h4><strong>Amy March</strong>  <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12181 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="245" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-610x199.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys.png 1007w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h4>
<p>A principal distinção entre a Amy da versão de 1994 e a de 2019 encontra-se no fato do filme da década de 1990 possuir duas atrizes para interpretar a personagem: <strong>Kirsten Dunst</strong> (<em>Entrevista com Vampiro</em>) e <strong>Samantha Mathis </strong>(<em>Psicopata Americano</em>). Em 2019, a obra conta “apenas” com <strong>Florence Pugh </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>), que para diferenciar a passagem de idade utiliza simplesmente a sua interpretação, preenchida de transições corporais e vocais, que sinalizam o seu amadurecimento. Quando se compara o tom que Dunst dá para seu papel, é possível notar certa equivalência em suas escolhas com as de Pugh. O público pode ver uma menina um tanto birrenta e infantil, pois ela é mostrada em sua primeira fase, por assim dizer, como uma criança que deseja e precisa de atenção.</p>
<p>O que muda na produção de Greta Gerwig, e isto é um grande mérito do longa, é a transformação impressionante passado por Amy. Florence Pugh demonstra consciência completa de sua criação e do que deseja performar na tela, revelando as fragilidades, seguranças e crescimentos de Amy March. É difícil comparar este desempenho com o de Mathis, que deixa a sensação de ter buscado uma visão mais comum para o papel. O que ela traz é a procura por um tom de realeza e uma postura distanciada das coisas, o que provoca uma impressão clara de que Amy cresceu, mas não que ela está amadurecida como pessoa, deixando a visão sobre ela um tanto rasa.</p>
<h4><strong>Meg March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12184 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png" alt="" width="750" height="374" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-610x304.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs.png 825w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Trini Alvarado</strong> (<em>Uma Lição de Amor</em>) entrega uma Meg mais serena e amadurecida, na versão de 1994. Ela é claramente a irmã mais velha que, apesar dos conflitos internos, tem uma tranquilidade de quem já viveu um pouco do que as irmãs. A impressão que <strong>Emma Watson</strong> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) passa é um tanto distinta. Ainda que a característica de ter mais idade e querer fazer parte da grande sociedade estar nas duas Meg March, a forma de externalizar isto corporalmente e verbalmente é diferente.</p>
<p>Watson emprega algo mais intenso e dramático – no sentido de engradecimento das emoções. Não que sua performance vá para algo histriônico ou qualquer coisa do tipo. Mas, é possível ver porque a jovem poderia, por exemplo, seguir a carreira de atriz, pois ela tem dentro dela uma vontade de expressar seus sentimentos para que todos sintam também. Emma revela um olhar sonhador e romântico e uma inocência que vai se transformando em maturidade e compreensão sobre a vida, o que a deixa com mais camadas, passando uma transformação de caráter e personalidade.</p>
<h4><strong>Beth March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12185 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="363" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-610x295.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths.png 832w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Um traço importante sobre esta personagem é que ela precisa evocar empatia do público, devido ao desfecho que ela tem na trama. No filme de 1994, <strong>Claire Danes</strong> (<em>As Horas</em>) consegue alcançar este intento. Além de construir sua personagem num tom diferente das irmãs, que é uma característica central de Beth March, ela traz uma profundidade para o papel, ao criar gestuais contidos e olhares marejados ou menlancólicos. É como se sua Beth não pertencesse a este mundo e este é um grande feito de Danes.</p>
<p>Já <strong>Eliza Scanlen</strong> (<em>Babyteeth</em>) faz uma Beth mais reservada, menos transparente. A sua construção passa por uma espécie de doçura e melancolia, traços importantes de Beth March. No entanto, talvez na tentativa de retirar a proximidade de Beth com as irmãs, ela tenha retirando um pouco um peso que a garota possui, diminuindo certos impactos presentes na obra.</p>
<h4><strong>Marmee March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12186 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png" alt="" width="750" height="397" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-610x323.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees.png 767w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Nos dois longas, as atrizes escolhidas foram nomes grandes e importantes. Em 1994, <strong>Susan Sarandon </strong>(<em>Thelma e Louise</em>) faz o papel da matriarca da família. Ao contrário de <strong>Laura Dern </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) &#8211; a Marmee de 2019 -, a intérprete traz um tom firme e direto para a personagem. O carinho dela está mais voltado para as suas ações do que para o tom de sua fala. Dern investe no caminho de se revelar uma mulher sábia, serena e gentil, sendo esta última característica a mais visível em sua atuação.</p>
<p>As duas escolhas das atrizes acabam criando um bom contraponto com Jo, que parece sempre ser uma versão da mãe esperando para ser lapidada. Como a Jo de Winona Ryder é mais doce e atrapalhada, a Marmee de Sarandon demonstra praticidade para ajudar o próximo e coordenar a família. No filme de 2019 isto acontece exatamente de maneira oposta. Mas, em ambas projeções o laço entre a dupla é sólido<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
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		<title>4 filmes recém lançados na Netflix!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 18:56:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Heche]]></category>
		<category><![CDATA[Catfight]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Fanning]]></category>
		<category><![CDATA[Ewan McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Connelly]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[O Experimento Milgram]]></category>
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		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Oh]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Minutos Depois da Meia-Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Sigourney Weaver]]></category>
		<category><![CDATA[Winona Ryder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pastoral Americana Adaptar uma obra do escritor Philip Roth é tarefa ingrata. Como acontece com o trabalho de qualquer autor cultuado que vai para as telas, Pastoral Americana convive com esse comparativo. Qualquer cineasta que se aventura em uma empreitada como essa sempre terá que lidar com as injustas comparações com o material de origem. Estando ciente que nenhum realizador cinematográfico conseguirá conferir a fidelidade precisa à escrita do autor, o debut de Ewan McGregor como diretor poderia ter sido visto com olhos mais compreensivos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Pastoral Americana</strong></p>
<p>Adaptar uma obra do escritor Philip Roth é tarefa ingrata. Como acontece com o trabalho de qualquer autor cultuado que vai para as telas, <i>Pastoral Americana </i>convive com esse comparativo. Qualquer cineasta que se aventura em uma empreitada como essa sempre terá que lidar com as injustas comparações com o material de origem. Estando ciente que nenhum realizador cinematográfico conseguirá conferir a fidelidade precisa à escrita do autor, o <i>debut </i>de Ewan McGregor como diretor poderia ter sido visto com olhos mais compreensivos quando estreou no Festival de Toronto ano passado. No longa, McGregor dá vida a um ex-atleta sueco que possui todos os predicados para construir uma vida perfeita nos moldes americanos. Ele se casa com a ex-miss New Jersey, se muda para o interior do país, tem um negócio estável&#8230; O casal, no entanto, tem uma linda filha chamada Merry, que acaba representando a derrocada de todo esse sonho americano. Desde que viera ao mundo, Merry não era &#8220;perfeita&#8221;, sofria de gagueira e na adolescência vivida nos anos de 1970 em plena guerra do Vietnã passa a nutrir ideais muito fortes e discrepantes do protótipo de vida ambicionado por seus pais. No seu conto sobre a derrocada do sonho americano, <i>Pastoral Americana </i>é implacável em todas as suas frentes e com todos os seus personagens, todos eles desconstruídos em suas crenças e ideais aos olhos do público. A adaptação de McGregor perde um certo vigor entre  o final do seu segundo ato e início do terceiro, mas não deixa de ser notável o desempenho dele como diretor, sublinhando a crítica social do trabalho-fonte sem torná-lo panfletário e excessivamente didático.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-7793 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/a-monster-calls-tiff-2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sete Minutos depois da Meia-Noite</strong></p>
<p>Não há alívios para o espectador em <i>Sete Minutos depois da Meia-Noite</i>. Mesmo quando a mais recente empreitada do diretor J.A. Bayona (de <i>O Impossível</i>, <i>O Orfanato </i>e da futura sequência de <i>Jurassic World</i>) deseja ser terna, ela é implacável e realista sobre um episódio de dor extrema na infância. O longa baseado no romance de Patrick Ness (que também roteiriza o filme) traz a história de um garoto visitado constantemente por um monstro às zero horas e sete minutos. A intenção da criatura é ajudar o menino a suportar o avanço da doença da sua mãe e entender porque muitas vezes a vida é tão dura conosco. Nesse conto de fantasia com lições morais, o jovem protagonista interpretado com sensibilidade pelo garoto Lewis McDougall aprende como a natureza humana é complexa  e que, em momentos extremos, muitas vezes, somos tomados por demônios que precisam ser liberados de alguma forma. Sem suavizar sua história e facilitar a vida do seu protagonista, Bayona encontra um equilíbrio interessante entre o reforço do drama dos seus personagens e uma atmosfera sombria, algo que beneficia e muito a sua mensagem.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7794" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/experimenter.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Experimento Milgram</strong></p>
<p>Polêmico até os dias atuais pelos resultados da sua pesquisa e por seus métodos, Stephen Milgram revolucionou os estudos da psicologia social ao tentar encontrar respostas para a obediência coletiva nas relações sociais. Inspirado pelo evento que antecedeu sua investida acadêmica, a Segunda Guerra Mundial, Milgram tentou demonstrar como há situações nas quais autoridades são obedecidas mesmo que tais ordens contradigam desejos pessoais. O filme de Michael Almereyda (também roteirizado pelo próprio) tem o mérito de levar a público a trajetória intelectual de Milgram. Ainda que traga informações sobre a vida pessoal do biografado, o filme prefere adotar um certo afastamento emocional e se concentra na pesquisa de Milgram. Por um lado, tal decisão é bem-vinda pois Almereyda encontra formas criativas de tornar interessante o percurso exploratório de Milgram em sua questão de pesquisa, como o uso de projeções no lugar de cenários ou a quebra da quarta parede com o excelente Peter Sarsgaard sempre se dirigindo à câmera e, consequentemente, ao espectador. Contudo, a relação do protagonista com sua esposa interpretada por Winona Ryder é deixada para segundo plano, o que torna sua presença uma incógnita no filme, afinal, algumas questões desse relacionamento estão lá, mas jamais são exploradas a contento.  Assim, <i>O Experimento de Milgram </i>mostra-se didaticamente exemplar, porém dramaticamente vacilante.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7795" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/catfight-tiff.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Catfight</strong></p>
<p>A tal da rivalidade feminina parece ter sido uma constante em 2017. Na TV tivemos <i>Feud: Bette e Joan </i>e <i>Big Little Lies</i>, no cinema aquele catastrófico e esquecível <i>Paixão Obsessiva </i>com Rosario Dawson e Katherine Heigl no elenco. <i>Catfight</i> explora com ironia essa temática em um filme de pretensões modestas, mas com um tratamento curioso ao optar pelo humor como chave de condução e por ter atrizes do calibre de Sandra Oh e Anne Heche, que nem sempre recebem as oportunidades que merecem na indústria. Oh e Heche interpretam duas colegas de escola que se detestam e que a partir de uma briga violenta têm suas vidas transformadas drasticamente. O filme de Onur Tukel tem uma mistura interessante de fantasia, humor negro e drama social que pode soar estranha e incomoda para muitos, afinal é, sem o menor vestígio de dúvidas, completamente &#8220;fora da casinha&#8221;. As cenas de agressão entre Oh e Heche são inteiramente absurdas e bem inquietantes por seu flerte sem concessões com a violência. A partir de certo ponto da história fica claro para o espectador que com todo aquele show de excentricidade Tukel quer lançar um holofote para a imaturidade de uma rivalidade que não tem fundamento pois suas duas protagonistas parecem feitas do mesmo &#8220;barro&#8221;. O público ainda vai se deliciar com uma ótima participação de Alicia Silverstone como a namorada da personagem de Heche.</p>
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		<title>5 filmes com Winona Ryder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2016 13:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Adoráveis Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[As Bruxas de Salém]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula de Bram Stoker]]></category>
		<category><![CDATA[Garota Interrompida]]></category>
		<category><![CDATA[Os Fantasmas se Divertem]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things]]></category>
		<category><![CDATA[Winona Ryder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stranger Things, a nova série da Netflix já chegou trazendo burburinhos entre o público nerd e a crítica especializada. A série é um retrato fiel às obras de suspense e ficção científicas dos anos 1980, cheia de referências às histórias Stephen King e aos filmes de Steven Spielberg. Porém, existe um outro fator que chama bastante atenção na série:  Sim, Winona Ryder. O retorno da atriz a grandes projetos era esperado por seus fãs e ela escolheu o produto certo para regressar ao mundo hollywoodiano. Em Stranger [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Stranger Things</em></strong>, a nova série da Netflix já chegou trazendo burburinhos entre o público nerd e a crítica especializada. A série é um retrato fiel às obras de suspense e ficção científicas dos anos 1980, cheia de referências às histórias Stephen King e aos filmes de Steven Spielberg. Porém, existe um outro fator que chama bastante atenção na série:  Sim, <strong>Winona Ryder</strong>. O retorno da atriz a grandes projetos era esperado por seus fãs e ela escolheu o produto certo para regressar ao mundo hollywoodiano. Em <em>Stranger Things</em>, Ryder interpreta Joyce Byers, mãe dedicada que tem um de seus filhos capturado e precisa fazer de tudo para reencontrar a criança.</p>
<p>A personagem de Ryder é ótima no seriado, cheia de vigor em cena e é perceptível uma construção consciente em cada detalhe da sua criação numa mão trêmula, num olhar lento ou rápido para definir em que situação se encontra Joyce (perigo, medo, tensão, esperança) ou o corpo meio desajeitado e cansado que mostra para o espectador a dificuldade da sua rotina exaustiva de trabalho.</p>
<p>Pensando na volta da atriz com <em>Stranger Things </em>e em seus filmes marcantes das décadas passadas, o Coisa de Cinéfilo traz uma lista com os melhores longas de Winona:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6470" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/little-women.jpg" alt="little women" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 05. Adoráveis Mulheres</strong> (Little Women, 1994)</p>
<p>Baseado na obra de Louisa May Alccott, inspirada em sua própria vida, o filme conta a história da família March marcada por quatro meninas vivendo numa época difícil, a Guerra Civil dos Estados Unidos, entre 1861 e 1865. Quando o pai das garotas vai para a guerra, Meg (Trini Alvarado), Jo (Winona), Beth (Claire Danes) e Amy (Kirsten Dunst), juntamente com a mãe (Susan Sarandon), superam muitas dificuldades e descobrem algumas alegrias durante esse processo. Ryder interpreta a protagonista Jo March com carisma e sutileza. Pelo papel, Winona foi indicada ao Oscar de melhor atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6471" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Girl-Interrupted-Movie-Still-girl-interrupted-16264613-2280-1500.jpg" alt="Girl-Interrupted-Movie-Still-girl-interrupted-16264613-2280-1500" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 04. Garota, Interrompida</strong> (Girl, Interrupted, 1999)</p>
<p>Winona Ryder é Susanna Kaysen, uma menina mandada para uma clínica psiquiátrica por supostamente apresentar uma doença chamada de Borderline, um transtorno de personalidade. Durante sua estadia na instituição, ela conhece várias garotas, o que inclui Lisa Rowe, interpretada por Angelina Jolie. Rowe acaba tramando um plano de fuga, para libertar todas as jovens ali presas. O filme é uma produção da própria Winona e rendeu a Angelina Jolie o Oscar de melhor atriz coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6472" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/dracula.jpg" alt="WINONA RYDER, GARY OLDMAN" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 03. Drácula de Bram Stoker</strong> (Bram Stoker`s Dracula, 1992)</p>
<p>Gary Oldman (<em>Batman Begins</em>) é o Drácula e Winona a mocinha. Só de poder assistir a contracena destes dois, o filme vale a pena. Baseado no livro de Bram Stoker, o longa é sobre o Conde Drácula, que em sua vida pregressa tinha sido um líder romeno, chamado Vlad Tepes. Após o suicídio de sua noiva, vivida por Winona, ele abandona a crença em Deus e passa a consumir sangue sendo condenado ao vampirismo. Após muito tempo, ele reencontra uma moça idêntica ao amor de sua vida, interpretada pela mesma Ryder. Dirigido por Francis Ford Coppola, a obra é um clássico do terror e uma ótima oportunidade de ver Ryder como uma mocinha de uma película do gênero.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6473" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/bruxas.jpg" alt="bruxas" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 02. As Bruxas de Salém</strong> (The Crucible, 1996)</p>
<p>Com um elenco de peso (Daniel Day-Lews, Jeffery Jones, Joan Allen), a estrela do longa é Winona Ryder e a sua Abby maldosa e manipuladora. Dirigido por Nicolas Hytner (do recente <em>A senhora da Van</em>), o filme tem uma ambientação sombria e tensa. Passado no século XVII, o enredo fala sobre bruxaria e o poder da Igreja. Sem deixar muitos<em> spoilers</em>, a película ocupa a segunda colocação principalmente pela atuação de Ryder que provoca múltiplas sensações no espectador e conduz os acontecimentos chave da trama.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6474" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/beetlejuice-ryder.jpg" alt="beetlejuice-ryder" width="610" height="348" /></p>
<p><strong># 01. Os Fantasmas se Divertem</strong> (Bettlejuice, 1988)</p>
<p>Um casal do subúrbio dos Estados Unidos sofre um acidente de carro e acaba falecendo. Os dois, interpretados por Geena Davies e Alec Baldwin, são presos na casa onde moravam e descobrem que ficarão por ali pelos próximos cinquenta anos. Nesse meio tempo, uma família de novos-ricos compra a residência. É a partir daí que tudo se desenrola, a amizade de Lydia (Winona) com os fantasmas, os sustos que a dupla dá nos pais da garota (Catherine Keener e Jeffrey Jones) e, claro, os planos assustadores do Bettlejuice (Michael Keaton). O longa é um clássico e quem foi criança na década de 1990, com certeza não perdia essa Sessão da Tarde!!!!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-stranger-things-1a-temporada/">Clique aqui </a><strong>e leia a crítica da primeira temporada de <em>Stranger Things. </em></strong></p>
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		<title>Crítica: Stranger Things, 1ª temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2016 19:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Modine]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things]]></category>
		<category><![CDATA[Winona Ryder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais recente produção do canal de streamings Netflix, a série Stranger Things é praticamente um almanaque audiovisual dos anos de 1980. Ela reverencia constantemente o que foi realizado em termos de produção cultural naquele período ou que de alguma maneira reverberou naquela década. No quarto dos personagens, pôsters de filmes como A Morte do Demônio, de Sam Raimi, e Tubarão, de Steven Spielberg; há menções a Star Wars e às HQs dos X-Men, ambos no auge das suas respectivas popularidades; as fitas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais recente produção do canal de <i>streamings</i> Netflix, a série <i>Stranger Things </i>é praticamente um almanaque audiovisual dos anos de 1980. Ela reverencia constantemente o que foi realizado em termos de produção cultural naquele período ou que de alguma maneira reverberou naquela década. No quarto dos personagens, pôsters de filmes como <i>A Morte do Demônio</i>, de Sam Raimi,<i> </i>e <i>Tubarão, </i>de Steven Spielberg; há menções a <i>Star Wars </i>e às HQs dos <i>X-Men</i>, ambos no auge das suas respectivas popularidades; as fitas cassete tocadas ao longo da história tem David Bowie, Joy Division e The Smiths; os protagonistas da série podem assistir na televisão o desenho <i>He-Man </i>e nos cinemas filmes como <i>Negócio Arriscado </i>e <i>A Chance</i>, que catapultaram a carreira do jovem Tom Cruise em Hollywood; a garotada passa horas dos seus dias jogando <i>Dungeons &amp;amp; Dragons </i>e sonha em ganhar um Atari de presente de Natal. Enfim, tudo que se respira em <i>Stranger Things </i>foi produzido ou fez a cabeça de crianças e adolescentes dos anos de 1980.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Para completar, na sua própria execução, <i>Stranger Things </i>se inspira na produção cinematográfica da década em questão, quando histórias protagonizadas por crianças ou adolescentes e que envolviam o sobrenatural, outros elementos do terror e abordavam, acima de tudo, temas como a amizade inspirou cineastas diversos como Steven Spielberg (<i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i>), Rob Reiner (<i>Conta Comigo</i>), John Hughes (<i>O Clube dos Cinco</i>) e Richard Donner (<i>Os Goonies)</i>. Tudo é colocado nesse caldeirão, que, se não tem nada de original, nem mesmo no seu intuito nostálgico, já que o longa <i>Super 8</i>, de J.J. Abrams, havia feito isso em 2008, tem a seu favor uma aplicada execução tanto das ecléticas referências quanto da história que tem em mãos, tendo plena consciência de que, em determinados momentos, deve realizar voos solo, mesmo com toda a bagagem e apêndice que utiliza.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ambientada em Montauk, Long Island, a série tem início quando um garoto desaparece misteriosamente e o acontecimento faz surgir uma onda de buscas por seu paradeiro em toda a região, mobilizando, entre outros personagens, a mãe do menino e seu grupo de amigos. Paralelamente, o público toma conhecimento de outros núcleos que se cruzam ao longo dos episódios, entre eles o de uma menina com poderes sobrenaturais que está fugindo de um grupo de oficiais por razões desconhecidas. Ao longo da série, o público entra em contato com fenômenos paranormais, estranhas criaturas e acontecimentos de gelar a espinha que estão conectados com o desaparecimento do menino que dá início à trama.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6436" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/strangerthings.jpg" alt="strangerthings" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em meio a marcantes referências oitentistas, <i>Stranger Things </i>caminha com suas próprias pernas. Na verdade, o retorno ao passado e a sua cartela de menções a cultura pop, serve mais para realizar uma bem-vinda ambiência do espectador no período retratado pela série do que para preencher os seus oito episódios com <i>easter eggs </i>desnecessários que em nada serviriam ao andamento da sua narrativa. Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, que até então não tinham feito nada de muito significativo e que aqui dirigem e escrevem alguns episódios, <i>Stranger Things </i>consegue se estabelecer em seus próprios termos. Em econômicos e suficientes oito episódios ( ainda não consigo entender séries que insistem em formatos com 23 episódios que apresentam &#8220;barrigas&#8221; monstruosas ao longo de suas temporadas e só cozinham o espectador com tramas irregulares), <i>Stranger Things </i>é objetiva, precisa e resolve toda a sua história sem excessos, furos ou mesmo tentativas de apressadamente resolver todas as suas questões em um único episódio final. Tudo é &#8220;redondinho&#8221;, solucionado a contento e ainda acena de maneira discreta para suas prováveis temporadas seguintes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como ocorria no cinema oitentista que a própria série reverencia, <i>Stranger Things </i>tem como centro das atenções o seu elenco infantil ou juvenil, tornando os adultos  figuras periféricas naquele contexto, ainda que personagens como os de Winona Ryder (a mãe do garoto desaparecido), David Harbour (o chefe de polícia local) e Matthew Modine (um sinistro homem do governo) tenham a sua importância na história. Trata-se de uma decisão acertada, assim como fazia Spielberg em <i>E.T. </i>ou Donner em <i>Os Goonies</i>, por exemplo, as crianças têm importância para aquele universo pois somente a elas esse mundo do fantástico se abre com clareza, elas estão mais receptivas ao que não é da ordem do &#8220;real&#8221;,  não à toa a série tem início e se encerra com o grupo de meninos protagonistas da trama jogando <i>Dungeons &amp;amp; Dragons</i>. Nesse sentido, o elenco mais jovem rouba a cena, sobretudo, Finn Wolfhard (líder do grupo de garotos), Natalia Dyer (irmã do personagem de Wolfhard), o carismático Gaten Matarazzo (que interpreta Dustin, um menino com dificuldades de fala em função de um problema que possui na arcada dentária) e, claro, Millie Bobby Brown, que dá vida a Eleven, garota que se torna um dos fios condutores da série. Com esses jovens talentos, até mesmo o esperado <i>comeback </i>de Winona Ryder fica mais tímido, ainda que ela esteja impecável na pele de uma mãe em frangalhos emocional após o inexplicável desaparecimento do filho mais novo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Voltando-se para o passado, mas sem esquecer de fincar bases iconográficas sólidas no presente, <i>Stranger Things </i>acerta em cheio na fórmula que tem norteado a lógica do bom cinema de <i>blockbusters </i>recente e todo o seu desejo de capturar o que deu certo no passado, mas também traduzir seus elementos para o tempo presente, algo visível, por exemplo, em <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Jurassic World </i>e no recente <i>Caça-Fantasmas</i>. É certo que mesmo que o seu desejo revisionista e seu olhar afetuoso para o material que lhe serve de inspiração não seja novo, como já mencionado, J.J. Abrams veio com <i>Super 8</i>, por exemplo, e os anos de 1980 estejam na moda faz algum tempo, <i>Stranger Things </i>tem algo de especial. A série<i> </i>faz esse retorno ao passado de maneira muito orgânica e executa muito bem o que tem de fazer: oferecer uma história e personagens novos ambientados no contexto que pretende resgatar através de suas inúmeras referências nostálgicas. A série poderia se contentar com suas referências e teria um público cativo para isso, já que o que não falta atualmente é grupo nerd saudosista de todos os produtos da cultura pop daquela época, mas mostra-se consciente de que para ser mais do que mero repositório de nostalgia precisa construir um novo caminho, inclusive na produção de afetos por novos personagens.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><strong>Assista ao trailer da primeira temporada da série: </strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AyxZeUZOZbM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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