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	<title>Arquivos Violet McGraw - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Violet McGraw - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: M3gan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 12:38:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Histórias de terror jogam com as crenças da humanidade. É curioso observar como certezas dentro da sociedade são escanteadas para que novos medos e reflexões sejam postas em jogo. Pelo menos essa é uma das tentativas do gênero. Em M3gan o público se depara justamente com algo deste tipo. Vê-se então junção de duas figuras assustadoras: a boneca assassina e o robô vingativo. Neste sentido, a ideia de reunir os dois elementos faz sentido e poderia render uma boa narrativa. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Histórias de terror jogam com as crenças da humanidade. É curioso observar como certezas dentro da sociedade são escanteadas para que novos medos e reflexões sejam postas em jogo. Pelo menos essa é uma das tentativas do gênero. Em </span><i><span style="font-weight: 400;"><strong>M3gan</strong> </span></i><span style="font-weight: 400;">o público se depara justamente com algo deste tipo. Vê-se então junção de duas figuras assustadoras: a boneca assassina e o robô vingativo. Neste sentido, a ideia de reunir os dois elementos faz sentido e poderia render uma boa narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o longa-metragem falha em estabelecer uma atmosfera de suspensão e progressão da tensão, principalmente por conta da contenção de riscos da direção. </span><span style="font-weight: 400;">O cineasta Gerard Johnstone (<em>Housebound</em>) parece ter receio de se arriscar e perde a oportunidade de se entregar ao tosco e/ou ao sanguinolento. O estabelecimento de atmosfera demora para acontecer e a figura da M3gan (Amie Donald/Jenna Davis) é enfraquecida seja pela própria mise-en-scène ou pela decupagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, planos mais fechado, que jogassem com a presença da boneca psicopata ou um trabalho com a fotografia, no qual fosse criado um jogo de sombras ajudasse na composição e Johnstone. Não há exatamente uma regra para fomentar a tensão dentro do terror, mas é preciso que esta sensação seja passada para o público, o que não ocorre aqui. </span><span style="font-weight: 400;">Nem mesmo o desenho de som ou as músicas que compõem a trilha criam esta ambientação de perigo, pavor ou qualquer coisa parecida.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16365" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3269017.jpg" alt="M3gan" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3269017.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3269017-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3269017-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3269017-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O que salva o filme, na verdade, é a relação das duas figuras centrais: Gemma (Allison Williams) e Cady (Violet McGraw). O relacionamento de tia e sobrinha, juntamente com a tentativa de superação de luto de ambas é elaborado com camadas de emoções e transformação de personalidade das duas. É possível acompanhar o desenvolvimento destas personagens, em suas trajetórias individuais e na criação do laço afetivo delas, saindo da posição de rejeição para aproximação completa. Mas, não há tempo da dinâmica entre elas ser explorada, porque há o grande plot que é <strong>M3gan</strong>. Então, o roteiro fica um tanto no meio do caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, apesar de suas falhas, há uma coragem dos roteiristas em ultrapassar limites, fazendo com que o espectador seja surpreendido, como na escolha de quem irá morrer ou não &#8211; até criança e cachorro são assassinados. As cenas mais impactantes, inclusive, são as que contém estes crimes iniciais de M3gan. Contudo, o poder destes momentos se esvai justamente porque falta estilística da direção, de quem fez a composição sonora e da fotografia também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O longa poderia ir mais além, pensando que o argumento de James Wan (<em>Invocação do Mal)</em> e Akela Cooper (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>) traz uma boneca do mal, que controla todos os aparelhos eletrônicos do planeta, o grau de suspense e de terror poderia ser muito maior.  </span><span style="font-weight: 400;">O único momento realmente intenso da projeção é quando o body horror entra nos instantes finais da obra. A luta entre M3gan, Cady e Gemma também conta com mais recursos sonoros e de câmera, o que aumenta o potencial de angústia que a briga passa. Por isso que, no final das contas, a produção não é exatamente ruim, porém não chega a ser boa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há aqui um resultado morno, que decepciona porque este é um material que poderia empolgar se fosse menos contido. Talvez, se o James Wan tivesse assumido a direção seriam entregues momentos com dolly zoom, travelling com zenital e tantos outros efeitos e escolhas de direção que fariam com que <strong><em>M3gan</em> </strong>fosse realmente creepy. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Gerard Johnstone</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Allison Williams, Violet McGraw, Amie Donald</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/G7ZdxfF3A4A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Viúva Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 23:23:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como Wandavision e Falcão e o Soldado Invernal –, este frisson ficou ainda maior para Viúva Negra. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade. Ainda que possua longas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como <em>Wandavision</em> e <em>Falcão e o Soldado Inverna</em>l –, este frisson ficou ainda maior para <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade.</p>
<p>Ainda que possua longas que fogem desta lógica – por exemplo, os ótimos<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em> Pantera Negra</em></a> e<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em> Vingadores: Guerra Infinita</em></a> –, o mais comum das obras do MCU é uma falta de ajuste em um ou mais de um destes elementos, contribuindo para a construção de uma qualidade mediana, na maioria de seus resultados trazidos para o cinema. Tudo isto é preciso ser pensado ao se analisar a nova estreia deste Universo Cinematográfico: <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Após 13 anos como coadjuvante, após a sua morte em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, Nastasha Romanoff (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ganha, finalmente, uma sequência solo, na qual o espectador se depara com uma história que se passa antes mesmo de <em>Guerra Infinita</em>, logo após <em>Guerra Civil</em>. Ou seja, obviamente, ela ainda estava viva.</p>
<p>Dois parecem ser os objetivos aqui. O primeiro é contar sobre a vida pregressa de Natasha, em 1995, quando ela fazia parte de um disfarce para dois agentes russos, Alexei (David Harbour, <em>Stranger Things</em>) e Melina (Rachel Weisz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>), para procurar registrar certo aprofundamento em sua trajetória. O segundo é apresentar Yelena Belova (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</em> </a>), que também fazia parte desta missão, mas que era muito mais nova que Natasha, na década de 1990, e não compreendia que aquela não era sua família verdadeira.</p>
<p>Entre tentar humanizar Romanoff e passar o bastão para Belova, através de uma jornada cheia de explosões e embates, <strong><em>Viúva Negra</em></strong> apresenta os incômodos costumeiros do MCU. Apesar de contar com uma interação carismática do quarteto – e isto se dá muito mais pela qualidade dos trabalhos dos quatro atores do que do roteiro – há um desequilíbrio aqui. A começar pelo tom de humor que quebra instantes de investigação das relações. Vindo, principalmente, da figura de Alexei, as <em>gags</em> ainda interferem com a instalação de atmosfera de ação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg" alt="Viúva Negra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As piadas em si não são exatamente a questão, mas os momentos selecionados para suas aparições é que acabam por romper com a continuidade da progressão da suspensão, que as cenas de ação quase conseguem construir e com os diálogos sobre os sentimentos das personagens. Este fator, na verdade, possui complicações bastante imbricadas, porque cada rumo narrativo que se inicia, vem seguido de uma virada de instalação climática. O maior exemplo, talvez, seja quando Alexei, Melina, Natasha e Yelena se reencontram.</p>
<p>Ali é quando o enredo mantém menos uma linha contínua, seja quando eles abordam o grande caso que pauta a aventura do filme, quando Melina e Nathasha dialogam a sós ou quando Alexei e Yelena têm um momento pai e filha. São essas idas e vindas que rompem com o estabelecimento lógico progressivo da trama. Além disto, o próprio mistério investigado é mal trabalhado. O ponto central é justamente que os conflitos são apresentados como difíceis de serem resolvidos, mas o desenlace é repleto de <em>plot twists</em> que facilitam as soluções demasiadamente, deixando uma sensação de que milagres irão saltar na tela e os quatro salvarão o dia de qualquer maneira.</p>
<p>No geral, é um longa ingênuo, pautado em obviedades do gênero, porém mais do que isso, que tem escolhas de roteiro tão fáceis – como quando Belova surge, repentinamente, e explode o helicóptero do vilão Dreykov (Ray Winstone, <em>Cats</em>) – que torna a sessão um tanto entediante. O que vale mesmo é ver a dinâmica da família que, mesmo trazendo as rupturas de fluidez, possuem um jogo de cena que empolga. Os olhares e movimentações dos atores podem deixar o público ansioso para ver como será que cada um dirá o próximo texto ou utilizará o corpo para realizar um caminhada ou uma luta. Dentro do que parece ser a concepção de <strong><em>Viúva Negra</em></strong>, Johansson, Pugh, Weisz e Habour convocam criatividade e presença cênica quando estão todos juntos ou em duplas, tornando a projeção cansativa em assistível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Cate Shortland</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O. T. Fagbenle, Olga Kurylenko, William Hurt</p>
<p>*MCU = Marvel Cinematic Universe.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Gm3o0bfGP3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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