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	<title>Arquivos Tom Burke - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Burke - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 11:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Com sua recente exibição no Festival de Cannes e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-furiosa/">Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Furiosa: Uma Saga Mad Max</em></strong> marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria (2015)</em></a>. Com sua recente exibição no Festival de Cannes e seus quase 10 minutos de aplausos, é inevitável que se crie ainda mais expectativas no público sobre a nova produção.</p>
<p>É evidente que, quem de fato é fã da franquia, não vai assistir <strong><em>Furiosa</em></strong> por conta do burburinho de Cannes. Existe uma fidelização entre o gênero de ação e seu público muito claro &#8211; como vemos em filmes com os da franquia <em>Velozes e Furiosos (2001-)</em>. Apesar disso, a ideia de expandir a história da personagem-título, antes vivida por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023) e agora comandada por Anya Taylor-Joy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-menu/"><em>O Menu</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), gera uma curiosidade. Afinal, quando se fala de um universo distópico tão brutal quanto <strong><em>Mad Max</em></strong>, não se espera nada menos do que essa composição de choques e exageros tão característicos da franquia.</p>
<p>Na cadeira da direção, o público vê, mais uma vez, o retorno de George Miller. Depois de quase 10 anos, o cineasta australiano retorna para sua narrativa cativa que marcou o início de sua carreira. <strong><em>Mad Max</em></strong>, que já tem seus 45 anos, volta aos cinemas com o quinto longa do universo. Dessa vez, a ideia do diretor e roteirista é voltar alguns anos no passado para contar ao público a história da marcante e premiada personagem do filme anterior da franquia. O diretor se mantém fiel a sua essência, talvez com um truque ou outra a mais na manga, mas não foge do esperado com a direção de <strong><em>Furiosa</em></strong>.</p>
<p><em><strong>Furiosa</strong></em> conta a história de origem de sua personagem-título. Dividido em 5 partes, o espectador passa a ver suas desventuras desde o momento que ela se separa de sua família até ir parar na Cidadela, sob os desmandos insanos e cruéis de Immortan Joel (Lachy Hulme). Majoritariamente, a história é centralizada no período em que Furiosa (Anya) vive seu confronto de anos com Dementus (Chris Hemsworth), o responsável por tirar tudo dela, inclusive sua família.</p>
<figure id="attachment_18141" aria-describedby="caption-attachment-18141" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18141" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg" alt="Furiosa: Uma Saga Mad Max (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18141" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Furiosa: Uma Saga Mad Max&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>A ideia, como pontuado anteriormente, é estrategicamente interessante e financeiramente efetiva por conta da fidelidade dos fãs. No entanto, é questionável, para um olhar menos apaixonado pela história, se ela se faz necessária. A sensação que dá ao final do filme é que, assim como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars (2016)</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-han-solo-uma-historia-star-wars/"><em>Han Solo: Uma História Star Wars (2018)</em></a>, <strong><em>Furiosa</em></strong> é mais uma forma de prender o público em um <em>looping</em> de repetições de uma fórmula que já deu certo. No fim, parece que é só mais um jeito de arrancar dinheiro dos fãs de <strong><em>Mad Max</em></strong> com a retroalimentação de algo que parece não sair do lugar.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> é indiscutivelmente bem executado, tal qual seus antecessores. Visualmente falando &#8211; seja na direção de arte como na fotografia &#8211; o resultado do novo filme é tão bem trabalhado como no filme de 2015. Ou seja, no que diz respeito à direção, estética e resultado final do projeto, a nova produção do universo <strong><em>Mad Max</em></strong> é bem feita. As perguntas que ressoam ao final da sessão, no entanto, são: precisava mesmo de mais um filme? A história se faz relevante o suficiente para justificar o retorno à franquia?</p>
<p>É importante destacar, contudo, que o desempenho da dupla principal de artistas é louvável. Ainda que sem o mesmo impacto de Charlize, Anya deixa a sua marca e tem cenas fortes &#8211; especialmente no final de <em><strong>Furiosa</strong></em>. Da mesma forma, Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>, de 2022) entrega um trabalho surpreendente por se distanciar de seus desempenhos mais conhecidos. Apesar de proporcionar esses momentos interessantes e de ter uma estética e visualidade bem elaboradas, o longa não vai além disso. Não há nada demais no roteiro co-escrito por Miller e Nico Lathouris (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, de 2015). A produção parece não correr riscos e se mantém apenas bebendo do que já foi feito durante a franquia.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> está longe de ser um filme ruim &#8211; especialmente para os fãs do cinema de ação -, mas tudo aquilo que Miller conseguiu trazer de diferente em <em>Estrada da Fúria</em> se perde aqui. Assim como nos primeiros filmes da franquia, esta narrativa foca mais na imagem do que na força da construção do texto (e aqui não me refiro aos diálogos, mas na construção do roteiro) e dos contextos dos personagens, vivendo apenas do seu antecessor direto. A sensação que fica é que a produção não inova em absolutamente nada, a não ser em novas possibilidades esdrúxulas de mortes, explosões e capotamentos de carros durante as cenas de perseguição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George Miller</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke e Alyla Browne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GZ01fSgExeU?si=RaJzk6tInSRxo_eg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Milagre (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2022 23:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Procurando investigar as emoções de cada personagem em cena com seu trabalho, Sebastián Lelio (Desobediência) entrega uma adaptação digna da obra homônima de Emma Donoghue, O Milagre. Dentre os seus aspectos positivos, talvez o mais forte da obra seja realmente a direção de Lelio. Há uma segurança na sua composição de planos, que trazem movimentações mais contidas, com quadros mais fechados, para dar espaço para que as ações físicas aconteçam. Neste sentido, cada intérprete imprime em sua composição pistas para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Procurando investigar as emoções de cada personagem em cena com seu trabalho, Sebastián Lelio (<em>Desobediência</em>) entrega uma adaptação digna da obra homônima de Emma Donoghue, <strong>O Milagre</strong>. Dentre os seus aspectos positivos, talvez o mais forte da obra seja realmente a direção de Lelio. Há uma segurança na sua composição de planos, que trazem movimentações mais contidas, com quadros mais fechados, para dar espaço para que as ações físicas aconteçam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada intérprete imprime em sua composição pistas para a resolução do suposto mistério inserido na trama. É preciso que os gestos sejam captados em toda a sua inteireza e a mise-en-scène é orquestrada de tal forma que o espectador consegue compreender as dinâmicas de todas as relações mostradas no filme. Um exemplo é o contraponto do tempo das sequências onde as pessoas estão comendo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o plot fala sobre um possível milagre de uma criança que está fazendo jejum por quatro meses seguidos, o relacionamento das personagens com alimentos é fundamental para a construção de atmosfera. Desta maneira, não apenas a decupagem trabalha para fortalecer a contraposição da fome versus o consumo da comida, mas também a partitura dos atores coloca em evidência esta saciedade das personagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, um outro elemento que fomenta a narrativa em <em><strong>O Milagre</strong></em> é o estabelecimento da ambientação de clausura. A fotografia de Ari Wegner (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>) estabelece a ideia de que do lado de fora é onde existe a luz, onde está a saída e, talvez, todas as respostas que a protagonista, Lib (Florence Pugh), precisa. A sensação de escuridão na casa de Anna (Kíla Lord Cassidy), a suposta menina miraculosa, é ainda mais intensa.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1.jpg" alt="O Milagre" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/o-milagre-2-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta estratégia passa a impressão de sufocamento, mas também eleva a potencialidade da relação entre Anna e Lib. </span><span style="font-weight: 400;">A luminosidade, inclusive, tem elevações em momentos de virada dentro do enredo, tanto quanto Lib vai desvendando o mistério sobre Anna, como na resolução do conflito principal do longa, quando, finalmente, ambas estão do lado de fora, a céu aberto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta lógica, a equipe de arte também contribui para a elaboração deste sentido, como na cor azul do vestido de Lib, que é a cor do céu que a família de Anna projeta, mas não existe, porém é a salvação do renascimento de Anna.  E são através destas marcas simbólicas que o filme se faz. </span><span style="font-weight: 400;">Esta é uma produção que deseja provocar o espectador a ter um olhar atento aos detalhes e que consegue passar sensações táteis, através de imagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, após construir uma obra sólida em boa parte da projeção, após a descoberta de Lib sobre a verdade, há uma queda qualitativa aqui. Quando a trama se encaminha para a sua resolução, há uma demora para a resolução do conflito e uma reiteração de informações.  </span><span style="font-weight: 400;">Além disso, existe uma subestimação do público, porque há uma quantidade exagerada de explicações, tanto em termos de texto falado quanto de imagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <strong><em>O Milagre</em></strong>, em sua totalidade, é exitoso em prender a atenção de quem assiste, mas apresenta um final morno e um tanto repetitivo. É uma sessão que vale a pena, porém que deixa uma sensação estranha depois da exibição, porque ao expor tão insistentemente o plano de Lib e suas razões, há um enfraquecimento de todo o trabalho feito anteriormente com o não dito e sutil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sebastián Lelio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Tom Burke, Kíla Lord Cassidy</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/htybz7XscIY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mank (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 16:11:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Responsável por A Rede Social e Garota Exemplar, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série Mindhunter, também da Netflix. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu Mank, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941). Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por <em>A Rede Social</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série <em>Mindhunter</em>, também da <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/"><em>Netflix</em></a>. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu <strong><em>Mank</em></strong>, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, <em>Cidadão Kane</em> (1941).</p>
<p>Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo que não deixe de pontuar questões importantes a serem debatidas sobre os comportamentos da época. A ambientação é o que faz o espectador se inserir por completo nesta história que passeia por várias temáticas e personas, se aprofundando o necessário, sem cair no erro do excesso.</p>
<p>Os personagens são bem trabalhados nas suas personalidades, ampliando o círculo de protagonismo e permitindo a todos uma inserção real na história. A atuação de Gary Oldman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) é absolutamente impecável e digna de sua indicação a premiações. Ele intensifica o duplo lado de Mank: o alcoólatra que é sempre demitido e negligencia o trabalho em paralelo com o homem preocupado que salvou a vida de dezenas de alemães, que fugiam da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Amanda Seyfried (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mamma-mia-la-vamos-nos-de-novo/"><em>Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</em></a>) vive Marion Davies, atriz que teve importante papel na construção do roteiro de Cidadão Kane. Ela protagoniza pontuais e importantes momentos no longa, o que lhe rendeu a sua primeira e merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13890" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png" alt="Mank" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ser pretensioso é um dos maiores problemas de <em><strong>Mank</strong></em>. O espectador mais atento consegue perceber constantemente que Fincher tinha a intenção de criar algo grandioso, uma obra-prima, um filme memorável. E por mais que no fundo saibamos que essa é a intenção da maioria dos cineastas com produções importantes, perceber isso em cena é problemático. É como se o diretor estivesse o tempo todo dizendo: &#8220;Olha como eu sou excelente, olha como essa construção é impecável&#8221;. Falta sutileza na direção.</p>
<p>Ainda assim, David Fincher apresenta um dos melhores trabalhos de sua carreira. Este roteiro foi criado em parceria com o pai dele, Jack Fincher, e levou anos sendo maturado e lapidado, até finalmente chegar às telonas. Esse cuidado de aparar as arestas é perceptível, já que não vemos excessos no longa. Ele caminha ligando todos os elementos e apresentando ao espectador os detalhes necessários da história.</p>
<p><em><strong>Mank</strong> </em>é um ótimo filme que merece todas as indicações que recebeu no Oscar 2021. No entanto, arrisco dizer que, mesmo liderando em número de indicações, ele não será o favorito para levar estatuetas. Não por não ter a qualidade necessária, mas por não ser tão apelativo como outros concorrentes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Fincher<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Joseph Cross, Tuppence Middleton, Tom Burke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vuKEg9qgDOc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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