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	<title>Arquivos Tobey Maguire - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tobey Maguire - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Babilônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:49:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa Babilônia, do diretor Damien Chazelle (La La Land &#8211; Cantando Estações). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (Era uma Vez em&#8230; Hollywood), Margot Robbie (O Esquadrão Suicida) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho. Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa <em><strong>Babilônia</strong></em>, do diretor Damien Chazelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em></a>). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>O Esquadrão Suicida</em></a>) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho.</p>
<p>Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia do cinema. Ele tem empregos simplórios, como segurança de festa, que o fazem ficar ligeiramente mais próximo dos produtores dos filmes. Em dado momento, ele acaba conhecendo Nellie LaRoy (Robbie), uma jovem aloucada que chega de penetra em um dos eventos em que ele está trabalhando e se destaca nos convidados. A festa em si é uma completa babilônia, com muita droga, sexo exibido, bebidas. A completa visão do caos moral e estético. Em meio a tudo isso, chega Jack Conrad (Pitt), um famoso ator do momento.</p>
<p>A medida que o filme avança, vamos acompanhando o destrinchamento deste trio principal e todos os personagens que os envolvem. Chazelle não se apressa em nos inserir nas tramas, para conquistar o público através de seus protagonistas. Enquanto isso, ele vai dando sinais de qual é o verdadeiro propósito daquilo tudo. O ritmo do filme, inclusive, é um dos maiores destaques, pelo menos, até certo ponto. Isso porque a terceira parte é bem desconexa com as demais. Mas ainda chegaremos lá.</p>
<p>Com uma trilha sonora detalhadamente escolhida, o espectador passa por diversas emoções ao mesmo tempo. E este é o intuito. Em dado momento, logo no começo, Manoel fala que o que ele mais ama no cinema é a possibilidade de viver realidades que ele nem imaginava que existiam. É sentir emoções, das mais variadas, sem precisar vivenciá-las. E <strong><em>Babilônia</em> </strong>é o retrato disso. Passamos por quase todas as emoções possíveis em um único filme. E este é um ponto importante para mim, pois é a conversa direta da história do roteiro com a sua execução.</p>
<p>Ainda que não seja o objetivo específico do longa (ou talvez seja), temos alguns momentos bem reflexivos, especialmente com o personagem de Brad Pitt. A sua crise existencial, a queda de sua carreira, a forma como lida com suas emoções. É um ótimo papel dele, por sinal, que está dedicando inteiramente em cena.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16332" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Babilônia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo podemos dizer de Margot Robbie. Mais uma vez ela mostra ser capaz de fazer absolutamente qualquer tipo de filme e papel, e ainda ser excelente em todos. Não vai demorar para ter uma estatueta na mão, isso posso afirmar. Ainda que ela tenha alguns trejeitos que podemos observar em outros filmes, a sua LaRoy aqui é visceral.</p>
<p>Claro que as demais atuações completam o cenário como um todo, tornado a trama muito mais crível e boa de assistir. Jean Smart (<em>Mare of Easttown</em>), Lukas Haas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), Tobey Maguire (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>), entre outros, fazem com que a babilônia se torne tão real e caótica quando poderia ser.</p>
<p>O filme se perde, no entanto, quando atinge seu ápice e simplesmente não consegue lidar com ele. A única finalização majestosa é a do personagem de Pitt, que completa o arco perfeitamente. Para além disso, ficamos um bom tempo dando voltas sem um rumo preciso, destoando completamente de tudo que acompanhamos nas horas anteriores. Afinal, temos que lembrar aqui que são 3h10 de filme. Algo que por si só já implica em muitas dificuldades.</p>
<p>Ao final, temos que lidar com uma espécie de &#8220;masturbação cinematográfica&#8221; &#8211; como bem pontuou uma querida amiga -, onde o diretor parece ficar gritando e dizendo: &#8220;Olhem para mim, olhem como sou incrível, olhe que obra-prima eu criei&#8221;. Sendo que nada disso seria necessário se ele simplesmente finalizasse corretamente o excelente filme que havia criado até ali. Mesmo para os cinéfilos de plantão, o exagero é incômodo.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, não impede que <em><strong>Babilônia</strong> </em>seja um ótimo filme e com muitos pontos de qualidade. Acredito que não seja a chuva de premiações que estavam especulando anteriormente, mas certamente pode colocar seu pezinho no Oscar, pelo menos nas categorias técnicas. Vale a pena conferir, mas vá preparado pois, mesmo que não pareça, o filme é quase do tamanho de Titanic.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Margot Robbie, Diego Calva, Jean Smart, Lukas Haas, Tobey Maguire, Jovan Adepo, Li Jun Li, P.J. Byrne, Olivia Wilde, Spike Jonze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/binSx3SfsaM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Homem-Aranha: Os três arcos da trajetória do herói no cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:38:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a Sony Pictures, em parceria com a Marvel Studios, daria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a <em>Sony Pictures</em>, em parceria com a <em>Marvel Studios</em>, daria para a jornada de Peter Parker.</p>
<p>Após os eventos de <em>Vingadores: Ultimato</em> que foram determinantes para a reaparição do <em>Spider-Man</em>, a jornada de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> começa com um Peter tentando se adaptar as mudanças que ocorreram no planeta, em especial a perda do seu mentor e amigo. A responsabilidade de ser um dos poucos heróis vivos, a frustração e o vazio pela ausência de Tony e os dilemas juvenis embalam a narrativa desse novo arco do Aranha. A jornada que começou em 2016 com a aparição do jovem herói em <em>Capitão América: Guerra Civil</em>, toma forma e se complexifica durante seu segundo filme solo.</p>
<p>Apesar do sucesso e da visibilidade cada vez maior por sua participação nos Vingadores, o jovem herói já é um velho conhecido da cultura <em>geek</em>. De 1962 até os dias de hoje, o Aranha já teve centenas de hqs publicadas, foi tema de 11 séries televisivas – sendo duas <em>live-action</em> e nove animadas –, foi protagonista de três diferentes arcos fílmicos e gerou dois <em>spin-offs</em>. Com sua chegada no cinema, contudo, esse fascínio e essa comoção só se amplificaram.</p>
<figure id="attachment_10889" aria-describedby="caption-attachment-10889" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10889" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10889" class="wp-caption-text">Tobey Maguire no icônico papel de Homem-Aranha</figcaption></figure>
<p>Dentre os filmes solo do Homem-Aranha, a trilogia dirigida por Sam Raimi (<em>A Morte do Demônio</em>, 1981) foi um capítulo de extrema importância na jornada do herói. Além de iniciar a fase cinematográfica do Aranha, o diretor deu vida a uma narrativa que padronizou o imaginário popular de quem seria essa figura tão famosa desde a década de 1960. A interpretação de Tobey Maguire (<em>Regras da Vida</em>, 1999) inaugurou uma das possibilidades do herói. Nos três filmes da parceria Raimi-Maguire, o espectador pôde ver um jovem maduro, com preocupações adultas e dilemas profundos – tanto que o fator da perda do tio Ben é um acontecimento de extrema importância para a construção do super-herói. Maguire, portanto, estreou essa personagem nos cinemas com uma vivência que trazia maturidade e dificuldades de uma vida mais adulta.</p>
<figure id="attachment_10888" aria-describedby="caption-attachment-10888" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10888" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10888" class="wp-caption-text">Já Andrew Garfield foi pouco popular</figcaption></figure>
<p>Em seu segundo arco, a <em>Sony Pictures</em> decidiu adaptar a hq mais antiga do herói. <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> traz uma roupagem completamente diferente para o Peter. Dessa vez, o público se depara com um Parker fisicamente mais jovem, com atitudes e vivências mais infantis e até com uma personalidade um pouco oposta do Peter de Maguire. Andrew Garfield (<em>Até o Último Homem</em>, 2016) dá vida a esse novo tipo heroico do Parker que rendeu dois longas. Apesar das duas produções, <em>The Amazing Spider-Man</em> (título original) cometeu muitos deslizes durante esses dois momentos. Os longas não conseguiram executar a narrativa com a maestria de Raimi e os roteiros se mostraram frágeis em suas tentativas de inovação. Atrelado a isso, a interpretação de Garfield não foi exatamente bem vista pelo público. Existe um claro estranhamento ao assistir o Andrew como o Aranha e, quando comparado com Tobey, esse incômodo só aumenta.</p>
<p>Após ficar dois anos longe das telas, o herói da vizinhança retorna aos cinemas fazendo uma participação especial no último filme solo do Capitão América. Assim, em 2016, os fãs da <em>Marvel</em> puderam ter um primeiro olhar – mesmo que rápido – de como seria essa nova versão do Aranha. Desde esse primeiro momento, o <em>Spider-Man</em> de Tom Holland mostrou que seguiria um caminho mais próximo ao de Maguire. Um ano depois, com a estreia de seu longa, Holland trouxe ao público uma versão mais jovem do que foi a personagem de Maguire e Garfield.</p>
<figure id="attachment_10887" aria-describedby="caption-attachment-10887" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10887" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10887" class="wp-caption-text">Tom Holland tem se saído bem como o Spider-Man atual</figcaption></figure>
<p>O Homem-Aranha de Tom é um <em>nerd</em> desengonçado que enfrenta os dilemas normais de todo adolescente. Apesar de não conter a profundidade das motivações de Maguire, Holland, ainda assim, consegue se aproximar do estereótipo do herói aracnídeo. A despretensão de assumir essa vida de super-herói, as vivências ainda colegiais e o jeito atrapalhado são características próximas que podem ser traçadas entre o primeiro e o atual Aranha.</p>
<p>O destaque dessa nova jornada, contudo, está na participação do Homem-Aranha nos Vingadores. A adesão do garoto nova-iorquino aos maiores defensores do universo foi uma estratégia narrativa desde o início. A primeira aparição do Aranha mostra que os caminhos se alinhavam para que ele crescesse como herói e assumisse um papel fundamental na proteção do planeta com o passar dos anos. Todo esse processo se intensifica com a perda de seu mentor – temática a qual gerou o enredo do último lançamento da <em>Marvel Studios</em>.</p>
<p>Com <strong><em>Far From Home</em></strong> (título original), a jornada de Peter Parker chega a um momento crucial. O garoto precisa aceitar o seu papel de protetor de mais do que sua cidade e deve abraçar o legado que Tony Stark deixou para ele. Pela frente, suas preocupações juvenis e sua maturidade ainda em processo precisarão se moldar aos dilemas da vida real de um super-herói. Com isso, o perigo, sofrimento e a perda podem se tornar questões frequentes em sua vida. Acontecimentos que podem, ao decorrer dos próximos filmes, aproximar ainda mais os Aranhas de Maguire e Holland.</p>
<p>Para além desses arcos principais, a saga do <em>Spider-Man</em> foi capaz de ir além da figura central das hqs – ou pelo menos de sua personagem original. Em 2018, a <em>Sony</em> lançou dois <em>spin-offs</em> das histórias do Homem-Aranha. A primeira produção lançada foi o longa-metragem estrelado por Tom Hardy (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, 2015) intitulado <em>Venom</em>. O filme narra a história de um jornalista controverso que acaba se tornando hospedeiro do simbionte que dá nome ao filme. Apesar das suas falhas de roteiro, direção e tom, a película teve um sucesso de bilheteria, o que garantiu sua continuação – a qual está prevista para 2020 – e ainda outras produções voltadas para vilões do universo Aranha, como <em>Morbius</em> que estreia, também, em 2020.</p>
<figure id="attachment_10885" aria-describedby="caption-attachment-10885" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10885" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10885" class="wp-caption-text">Homem-Aranha no Aranhaverso foi um sucesso e ganhou o Oscar de Melhor Animação</figcaption></figure>
<p>Alguns meses após o lançamento de <em>Venom</em>, a <em>Sony</em> lança o maior sucesso do fim de ano, <em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em>. A animação foi o ponto alto do estúdio e gerou um reboliço no universo cinematográfico. A crítica e o público abraçaram o longa de imediato e a animação levou para casa dezenas de prêmios, incluindo o Oscar de “Melhor Animação”.</p>
<p>O fenômeno causado pela figura do herói aracnídeo tem, portanto, uma história densa e cheia de nuances. Seja pelas representações em diferentes mídias, pelos arcos distintos do cinema ou pela expansão de seu universo. Seja como for, o Homem-Aranha se mantém como um ícone juvenil que está na memória das gerações passadas e presentes. Independentemente das falhas de <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> ou da demora para <strong><em>Longe de Casa</em></strong> engatar de forma verdadeiramente interessante, o amor por essa figura fala mais alto e tem garantido sempre um retorno aos estúdios. Os fãs do Aranha agora podem apenas teorizar e aguardar ansiosos pelo desenvolver da história do querido herói tanto em meio aos Vingadores como através dos <em>spin-offs</em> que estão por vir.</p>
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		<title>Refém da Paixão traz a sutileza de um casal que se salva do mundo ao seu redor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2014 18:38:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Direção: Jason Reitman Elenco: Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Clark Gregg, Tobey Maguire É incrível a sutileza que alguns filmes têm para falar de assuntos tão profundos, de forma tão natural e despretensiosa. O cineasta Jason Reitman, que já havia trazido ótimos trabalhos como Juno (2007), Amor Sem Escalas (2009) e Jovens Adultos (2012), brilhou não apenas no papel de diretor, como também esteve na produção e criação do roteiro da trama, motivo pelo qual acredito ter ocasionado em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/josh-brolin-kate-winslet-labor-day.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-584" alt="?????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/josh-brolin-kate-winslet-labor-day.jpg" width="570" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Jason Reitman<br />
<strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Clark Gregg, Tobey Maguire</p>
<p>É incrível a sutileza que alguns filmes têm para falar de assuntos tão profundos, de forma tão natural e despretensiosa. O cineasta Jason Reitman, que já havia trazido ótimos trabalhos como <em>Juno</em> (2007), <em>Amor Sem Escalas</em> (2009) e <em>Jovens Adultos</em> (2012), brilhou não apenas no papel de diretor, como também esteve na produção e criação do roteiro da trama, motivo pelo qual acredito ter ocasionado em um filme tão encaixado e bem executado como esse.</p>
<p>Adele, interpretada pela belíssima Kate Winslet, é uma mãe jovem divorciada que vive em estado de depressão ao lado do filho pré-adolescente, Henry, vivido pelo competente Gattlin Griffith. Ela fica pelos cantos da casa, sem cuidar da aparência ou da casa em si, dando pouca assistência ao filho, que mais atua como cuidador dela do que como prole efetivamente. Uma vez por semana, o menino se encontra com o pai, o ex-marido de Adele que pediu o divórcio depois que a traiu com a secretária, com quem acabou se casando.</p>
<p>A narrativa segue mostrando a relação unida de mãe e filho e a dificuldade que ela tem de lidar com o mundo exterior. Ela treme para qualquer coisa e se porta como uma velha doente, embora seja jovem. A mudança da trama acontece quando eles estão em um mercado e um homem ferido, interpretado por Josh Brolin, encurrala Henry e pede por sua ajuda. Com a negativa de Adele em levar o desconhecido para sua casa, ele ameaça sutilmente a família, afirmando que eles vão ter que deixar ele repousar por algumas horas.</p>
<p>Com pouco tempo, mãe e filho descobrem que Frank, o desconhecido, se trata de um fugitivo da polícia que cumpria 18 anos de assassinato na prisão e escapou de um hospital, quando foi fazer uma cirurgia de apêndice. Mesmo assustados, os dois tentam agir naturalmente, para não despertar em Frank qualquer movimento estranho.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Refém_01.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-586 aligncenter" alt="Refém_01" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Refém_01.jpg" width="570" height="350" /></a></p>
<p>Frank se mostra, no entanto, muito além do que um fugitivo da polícia que pede para ser escondido. Ele começa a ajudar na casa e cuidar dos consertos que a morada precisava, além de ser alguém com quem Adele podia conversar. Depois que a polícia se espalha pela cidade a sua procura e o trem não parte, por ser feriado do Dia do Trabalho, o homem vai ficando e se inteirando ainda mais dos costumes da família. O que era para ser uma situação de reféns, acaba virando uma linda história de amor.</p>
<p>A sutileza do enredo, que possui poucos diálogos e quase nenhuma trilha sonora, traz a melancolia que a história envolve por si só, conferindo ainda mais drama aos personagens. É incrível como em dado momento o espectador simplesmente não entende quem está ajudando quem, já que Frank transforma completamente a vida de Adele. De velha doente, ela passa a mostrar o brilho de alguém jovem da sua idade, como um renascimento depois da morte que a depressão lhe trouxe.</p>
<p>Todo o filme é intercalado com cenas do passado de ambos os protagonistas, o que no começo é estranho, já que não há uma definição específica de temporalidade, como o uso de viragem sépia, ou turvo nas bordas, por exemplo. Mas logo o espectador entende do que se trata e a trama vai se encaixando e explicando os mistérios do casal principal.</p>
<p>A direção de fotografia também dá um show ao trazer cenas próximas dos personagens, dando a quem assiste a chance de sentir tudo aquilo que eles sentem. A atuação de Kate Winslet é memorável, trazendo todos os aspectos confusos e específicos que a personagem propõe e sabendo distinguir cada cena com clareza e naturalidade, ao mesmo tempo. O mesmo pode ser dito do menino Griffith, que mesmo com pouca experiência, consegue carregar muito bem o peso de ser um dos protagonistas do filme.</p>
<p>Reitman consegue finalizar muito bem o filme, dando o fim devido aos personagens, e não o fim que o espectador apaixonado quer. O longa é de grande sensibilidade e vale a pena ser conferido.</p>
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