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	<title>Arquivos Telecine Play - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Telecine Play - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Fuga da Meia-Noite (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 19:31:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual seria a chave essencial para um bom suspense policial? Um bom começo seria pensar que qualquer filme de perseguição precisa contar com três elementos centrais para que funcione: estabelecimento de tensão, empatia com as personagens e respiros para a plateia. Aqui, em Fuga da Meia-Noite, Kwon Oh-Seung chega perto de alcançar a medida perfeita. Mesmo que não equilibre todas estas questões, em sua estreia em longas-metragens, o realizador entrega uma produção de tirar o fôlego, que prende a atenção, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Qual seria a chave essencial para um bom suspense policial? Um bom começo seria pensar que qualquer filme de perseguição precisa contar com três elementos centrais para que funcione: estabelecimento de tensão, empatia com as personagens e respiros para a plateia. Aqui, em <strong><em>Fuga da Meia-Noite</em></strong>, Kwon Oh-Seung chega perto de alcançar a medida perfeita. Mesmo que não equilibre todas estas questões, em sua estreia em longas-metragens, o realizador entrega uma produção de tirar o fôlego, que prende a atenção, pelo menos.</p>
<p>A construção de atmosfera de medo é posta desde os minutos iniciais, em sua abertura e, ainda que peque no quesito do alívio dentro do enredo, Seung tem o louro de saber ampliar a suspensão durante a sessão, deixando que os riscos para a protagonista e seu agressor cresçam e até extrapolem uma razão comum, mas sem perder a sua lógica interna. Para realizar tal intento, o roteiro transita por dois tons. O primeiro é o da urgência, vinda do olhar do vilão, o psicopata Do-Sik (Wi Ha-Joon).</p>
<p>Quando ele está em cena, as ações são mais intensas e se desenvolvem de maneira acelerada, assim como seu pensamento e suas táticas. Do outro lado está a protagonista, Kyung-mi (Ki-joo Jin), uma jovem surda, que tem a sua vida modificada completamente após presenciar um crime. No primeiro ato, seu ponto de vista em relação ao mundo é impresso. Um paralelo é criado visualmente também, pois seu universo tem tonalidades mais suaves, é mais iluminado, diferentemente dos ambientes e situações de Sik, que é mostrado à noite, em becos e vestes menos coloridas.</p>
<p>Assim, a personalidade de Kyung e seus desejos são convocados e é a partir dali que ela vai ganhando contornos. É importante ressaltar que ambas as personagens, apesar do foco aqui ser no confronto entre a dupla, são as mais trabalhadas dentro do longa-metragem. São os dois que possuem momentos com mais destaque e que, por isso, são mais aprofundadas. Talvez, a mãe de Kyung (Hae-yeon Kil) também receba um olhar apurado. Mas, o restante dos coadjuvantes não possui tempo de tela para que possam ser investigadas o suficientemente para terem camadas.</p>
<p>Contudo, realmente, o caminho seguido por Seung é outro. O seu intuito parece ser o de deixar o espectador ser ar, sem espaço para pensar ou compreender motivações. O que não é algo positivo, mas que surte um efeito forte, que acaba por impactar o público com esta agitação constante presente na obra. Seung faz isto também através de uma decupagem corajosa em <em><strong>Fuga da Meia-Noite</strong></em>. Assim, o cineasta intercala enquadramentos e deixa que as movimentações de câmera traduzam as emoções das personagens.</p>
<p>Além disso, outro aspecto importante dentro da história é a forma como Seung vai inserindo cada personagem dentro da trama e como a rede de conflitos vai se ampliando. Um exemplo disto é a sequência da delegacia. A mise-en–scène e os diálogos fomentam uma sensação de confusão que acontece enquanto múltiplas situações são postas. Enquanto Kyung e sua mãe vão compreendendo que Sik é o psicopata de quem elas estavam fugindo, o bandido tenta disfarçar a sua culpa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15342" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/value.jpg" alt="Fuga da Meia-Noite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/value.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/value-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/value-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/value-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A partir deste jogo cênico, o cerco vai fechando e novas figuras vão entrando e aumentando a potencialidade deste emaranhado de objetivos das personagens, até o ápice da sequência, quando Jong Tak (Park Hoon), irmão de uma das vítimas de Sik, chega até a estação policial e entra em luta com o assassino. São muitas informações colocadas ao mesmo tempo, de maneira progressiva e Kwon Oh-Seung sabe conduzir o público dentro deste frenesi. Porque o diretor revela domínio na organização destas entradas e saídas de atores e modificações de profundidade de campo e enquadramento.</p>
<p>Este é apenas um dos exemplos que podem ser trazidos para justificar como a obra é frenética, mas com consciência de sua aceleração constante e quantidade de reviravoltas. São poucos os instantes que Seung deixa que o espectador respire e esta característica é um fator empolgante, mas também um dos incômodos aqui. Apesar de conseguir sustentar a tensão e a aceleração demasiada por boa parte da exibição, o final de <em><strong>Fuga da Meia-Noite</strong></em> é prejudicado por esta ausência de ritmo. Não havendo equilíbrio entre a rapidez de fatos e deslocamentos, no desfecho da produção, quem assiste já está exausto.</p>
<p>Além disso, não há mais para onde ir, literalmente, e Seung repete locações e situações. Entre as diversas corridas entre Sik, Jong e Kyung pelas estreitas ruas da cidade e as entradas em becos, algumas cenas chegam a ser ingênuas, reduzindo a inteligência das personagens e alongando o desenlace, sem necessidade, porque o suspense vai se esvaindo. Todavia, o resultado geral não é dos piores. O longa consegue ser divertido, por seu dinamismo e seus plot twists, mas principalmente pelo carisma do elenco e de empatia que seus papéis conseguem trazer.</p>
<p>Não adianta inserir uma decupagem ousada e uma montagem afiada &#8211; como em um dos derradeiros corre-corres de Kyung e Sik, quando a direção e a montagem trabalham com cortes secos e trocas de zoom, para transmitir o nervosismo fruto da perseguição -, se o público não deseja que aquelas pessoas sobrevivam. A mistura de fragilidade e assertividade de Kyung, a garra e sagacidade de sua mãe e as atrapalhações de Jong aumentam a conexão com a obra, fazendo com que suas vidas ficcionais importem, o que potencializa a tensão das cenas.</p>
<p>Por fim, é relevante apontar que por trás de toda correria, sangue e perseguição, Kwon Oh-Seung também expõe como a ausência de tradutores para a Língua de Sinais Coreana é uma grande questão. Um dos problema principais do filme é o fato de que Kyung e sua mãe não são entendidas e, por isso, têm dificuldades de serem salvas. Até mesmo em espaços que deveriam ter obrigatoriamente um intérprete, como na delegacia, a dupla fica desamparada. Mesmo que não seja o enfoque direto de Seung, ele partir deste lugar pode ser considerado positivo para a produção, que encontra bons caminhos estéticos e discursivos, dentro desta perspectiva.</p>
<p>A única crítica negativa à <em><strong>Fuga da Meia-Noite</strong></em> seria o fato de Ki-joo Jin não ser uma atriz surda, o que diminui bastante as intenções de Seung, pois, ao colocar uma personagem como Kyung em destaque, por que não selecionar uma pessoa com deficiência?</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kwon Oh-Seung</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ki-joo Jin, Wi Ha-Joon, Park Hoon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jXgYaGVMpnU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fuga-da-meia-noite-telecine-play/">Crítica: Fuga da Meia-Noite (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: O 3º Andar &#8211; Terror na Rua Malasaña (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 14:21:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com base nos casos macabros acontecidos em Malasaña, bairro espanhol, localizado em Madri, o longa-metragem O 3º Andar &#8211; Terror na Rua Malasaña busca criar uma atmosfera progressiva de tensão, na qual há uma buscar para mostrar elementos revelados para o espectador de maneira lenta e gradual. A tentativa aqui parece ser a de colocar este edifício sombrio como ponto de partida para estabelecer o medo e o perigo que circundam os novos moradores de um apartamento assombrado. No entanto, o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com base nos casos macabros acontecidos em Malasaña, bairro espanhol, localizado em Madri, o longa-metragem <em><strong>O 3º Andar &#8211; Terror na Rua Malasaña</strong></em> busca criar uma atmosfera progressiva de tensão, na qual há uma buscar para mostrar elementos revelados para o espectador de maneira lenta e gradual. A tentativa aqui parece ser a de colocar este edifício sombrio como ponto de partida para estabelecer o medo e o perigo que circundam os novos moradores de um apartamento assombrado.</p>
<p>No entanto, o que se pode notar, ao olhar para a obra como um todo, é um desequilíbrio rítmico vindo do próprio roteiro – escrito por Ramón Campos (<em>Alto Mar</em>) e Gema Neira (<em>Velvet</em>), o que faz com que o efeito principal procurado não seja atingido. Ao pôr em cenas momentos intensos de pânico logo no início da projeção, o desenvolvimento é comprometido, porque antes mesmo de se compreender as vivências pregressas da família que se encontra nesta nova residência ou dos mistérios do próprio lugar em que eles estão morando, as situações de terror já aparecem continuamente.</p>
<p>Desta maneira, há pouco respiro para o público na primeira metade da exibição. A partir do segundo ato, as estratégias vão se esgotando, resultando em uma queda qualitativa, no geral, principalmente no quesito de suspense e pavor. Além disso, outro elemento que pode elevar esta sensação são os <em>subplots</em> que surgem, teoricamente, para fomentar a história principal, mas que, com soluções imediatas, esvaziam o seu objetivo de fortificar seu enredo. Dentro deste contexto, também há um incômodo no que se refere às metáforas utilizadas para falar da figura que amedronta o edifício número 32. (<strong>Alerta de Spoiler!</strong>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14080" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/O-3o-Andar-Terror-na-Rua-Malasana.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/O-3o-Andar-Terror-na-Rua-Malasana.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/O-3o-Andar-Terror-na-Rua-Malasana-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/O-3o-Andar-Terror-na-Rua-Malasana-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/O-3o-Andar-Terror-na-Rua-Malasana-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Devido ao fato desta mulher que aterroriza o prédio ser transexual e ter passado por muitos sofrimentos pesados quando estava em vida, sua aparência residual é apresentada em formas que buscam colocá-la em um lugar não humano. Isto a leva para este lugar conectado ao grotesco, o que pode ser muito delicado, visto que as pessoas trans são vistas e tratadas de forma bastante equivocada e violenta por uma parte considerável da sociedade. Fazendo parte da população cis, o que posso apontar é a necessidade do cinema de colocar estes corpos &#8211; e de toda a comunidade LGBTQIA+, evidentemente &#8211; em espaços não marginalizados, trazendo outras perspectivas.</p>
<p>Talvez, um espírito maligno de um homem branco cis heterossexual e uma mocinha ser a mulher trans, por exemplo, já fosse um avanço. Já passou do momento de serem repensados os enredos, as premissas e os desfechos de produções artísticas e culturais, principalmente quando se fala em produtos midiáticos, pois estes possuem um largo alcance. Contudo, o que se encontra em <em>O 3º andar</em> são alguns arquétipos e clichês – pai rígido, mãe preocupada e sonhadora, filhos adolescentes rebeldes para sua época (década de 1970) e a criança geek e indefesa, que fará alguma bobagem – que deixam a produção um tanto mais previsível.</p>
<p>Dois elementos que quebram um pouco da experiência negativa são montagem e trilha sonora. A precisão dos cortes e os <em>raccords</em> bem calculados aumentam a potência do tom bizarro da maioria das sequências. As músicas e sonoridades, também contribuem para essa dimensão de estranhamento e terror. Entre rangidos, grunhidos e canções tocadas na vitrola, alguns sustos se tornam inesperados, garantindo alguns instantes mais prazerosos, para quem gosta do gênero e de se surpreender com <em>jumpscares</em>. No entanto, em sua totalidade, o filme não possui um resultado positivo. Entre uma ausência de distribuição efetiva de informação e manejo da progressão, <em><strong>O 3º Andar &#8211; Terror na Rua Malasaña</strong></em> somente vale por algumas cenas bem específicas, graças à parte da equipe de pós-produção.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Albert Pintó</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Begoña Vargas, Beatriz Segura, Iván Marcos</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/QypqNM1Q4zE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 22:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (Bonequinha de Luxo) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em Lili, Minha Adorável Espiã é exatamente isto que ocorre. A protagonista, vivida por Julie Andrews (A Noviça Rebelde), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (<em>Bonequinha de Luxo</em>) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> é exatamente isto que ocorre.</p>
<p>A protagonista, vivida por Julie Andrews (<em>A Noviça Rebelde</em>), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha de forma secreta para os alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, ela se encanta pelo Major William (Rock Hudson, <em>Volta Meu Amor</em>). Obviamente, Lili Smith passa por conflitos internos sobre a continuidade de seus planos, pois o Major é estadunidense e ela precisa agir contra ele se quiser ser bem sucedida em sua causa, mesmo que esteja amando ele cada vez mais.</p>
<p>No entanto, essa angústia dela não é passada da melhor maneira, muito menos a criação da afeição da personagem com o seu par. Apesar do roteiro colocar diversas situações nas quais os casais interagem, a escolha por fazer passagens em que a câmera acompanha passeios e dates da dupla, mas não se escuta o que estão dizendo enfraquece o estabelecimento da empatia e a vontade de torcer por eles. Soa um tanto repentino o surgimento de um sentimento tão profundo e as ações de Lili se tornam bruscas, o que enfraquecem a sua força.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg" alt="Lili, Minha Adorável Espiã" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao final da projeção, a sensação é de que tudo é um tanto forçado. E isto piora porque o desfecho é indeciso e sem coragem, inserindo minutos a mais para que o final feliz seja colocado. O que incomoda é que em uma projeção de 2h15, há falta de progressão nas personagens, que são continuadamente planificadas nos seus desejos. O tempo gasto na tela acaba sendo mal aproveitado, deixando sobras em algumas partes &#8211; como as incessantes sequências de voos de William – e em outras faltasse um gancho, uma conexão entre o <em>ship</em> principal e até uma linha narrativa firme que fizesse o público saber que história Edwards, juntamente com seu parceiro de escrita William Peter Blatty (<em>O Exorcista</em>), gostaria de contar.</p>
<p>Apesar de não conseguir alcançar a realização de uma trama amarrada e coesa, a obra não deixa de entregar alguns elementos positivos. Os números musicais performados por Andrews são divertidos e empolgantes. Este ganho parece vir de uma combinação da boa interpretação de Julie Andrews combinada com a decupagem das cenas. O ápice destes elementos podem ser vistos no número de abertura e em <em>I’ll give you three guesses</em>. </p>
<p>Os movimentos de câmera e enquadramento, mesclados com a consciência espacial de cena de Andrews formam momentos animados do longa. Além disso, Lili é uma faceta um tanto distinta do que alguns podem estar acostumados em ver a atriz fazer. Existe um desprendimento da intérprete, uma força e uma acidez que podem surpreender. No geral, <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> não é de todo mal e pode ser uma boa pedida para quem gosta demasiadamente de musicais e/ou da Julie. Contudo, a produção pesa na hora de contar as histórias adjacentes e esquece de cuidar do foco principal.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Blake Edwards</p>
<p><strong>E</strong><strong>lenco</strong>: Julie Andrews, Rock Hudson, Jeremy Kemp, Bernard Kay, Doreen Keogh, Carl Duering, Vernon Dobtcheff</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0drMZ2MW3FA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2020 22:53:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como no título, em seu original (Doubles Vies) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em Vidas Duplas. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (Acima das Nuvens), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br />Assim como no título, em seu original (<em>Doubles Vies</em>) e na sua tradução, a dualidade é constantemente trabalhada em <em><strong>Vidas Duplas</strong></em>. Escrito e dirigido por Olivier Assayas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Acima das Nuvens</em></a>), existem duas dimensões de discussão na obra, por assim dizer. De um lado, o público acompanha os debates sobre as inovações tecnológicas, consumo e a literatura. Do outro, vê-se as peripécias amorosas da vida das personagens. Nestes contextos, mais desdobramentos aparecem, sendo na primeira temática os que são a favor das mudanças e os mais conservadores. Na segunda, nota-se que todos possuem relacionamentos oficiais e extraconjugais. Apesar de possuir bastante elementos positivos, ele é qualitativamente dividido também.</p>
<p>Mas, começando pelo o que há de melhor nele, é perceptível como cada elemento vai aparecendo como camadas pintadas na tela. Há toda uma progressão trabalhada por Assayas, que vai inserido lentamente os casos de cada um, os conflitos e as suas formas de pensar. Há uma organicidade e uma fluidez em como a história é apresentada, se desenvolve e é encerrada. A costura do texto faz com que todas as situações puxem uma as outras, até um ápice dos conflitos daquelas vidas que estão sendo mostradas e, por fim, que vão sendo cuidadosamente finalizadas. Não há pressa. As soluções vão sendo apresentadas, como uma justificativa plausível, que se encaixa com o perfil de cada indivíduo retratado.</p>
<p>Este também é um elemento a se enaltecer na produção! A maneira como as personagens são ricas em sua construção. É possível enxergar os detalhes de suas personalidades, estabelecidos em pouco tempo, mas com profundidade. Parte desta qualidade também pode ser atribuída aos atores, principalmente em Juliette Binoche (Selena) e Vicent Macaigne (Léonard). Ambos imprimem características fortes e conseguem as performar com equilíbrio, revelando vulnerabilidades, comicidades e emoções, seja através de um sorriso, uma pausa, um olhar ou quando tocam em alguém. Estes traços não vão por caminhos óbvios. Assim, é possível que, no momento da gargalhada, o espectador consiga ver as sensações de incertezas mais fortemente, por exemplo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12946" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="vidas duplas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/2284436.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As sensações vivenciadas na trama também são passadas através dos movimentos de câmera. Em alguns planos longos, com <em>travellings</em> ou câmera na mão, a euforia dos encontros é demonstrada. Ao mesmo tempo, o quadro volta a ficar fixo quando uma pessoa respira, senta e começa a contar algo, aumentando não apenas a empatia, como inserindo quem assiste naqueles diálogos, de alguma maneira. Os<em> zoom in</em> e <em>out</em> também são usados neste sentido e acabam direcionando o olhar ou afastando-o daquele ponto de vista. O jogo de superioridade e inferioridade, petulância e humildade, ganho ou perda de argumento se dá justamente através destas estratégias de enquadramento.</p>
<p>No entanto, existe um incômodo forte durante a projeção. Há um discurso que permeia o longa inteiro que é o da passagem dos livros do papel para a ambiência digital. Carecendo de uma compreensão mais profunda do assunto, existe uma visão, transformada em diversas conversas, sobre o fim da materialidade das coisas, por conta da tecnologia. Contudo, já se é sabido, faz um tempo, que tudo que está ligado ao digital também possui elementos do material.</p>
<p>Assim, basta uma olhada no tema para descobrir que não faltam estudos sobre as agências dos objetos e as materialidades da comunicação. Logo, pensando que os indivíduos mostrados neste enredo são da área, fica difícil acreditar que eles falariam assim de verdade, se são tratados como <em>experts</em> no assunto dentro deste universo ficcional ali mostrado. Então, por exemplo, em um dado momento se fala em diminuir os danos ao meio ambiente, mas o uso da internet polui o planeta, por conta da emissão de carbono.</p>
<p>No geral, <strong><em>Vidas Duplas</em></strong> possui este fator de seguir por dois caminhos, com uma metade rica em detalhes, cuidadosa e bem elaborada. Esta é justamente a que fala sobre relações humanas. Porém, a outra parte falha por possuir um tom arrogante de conhecimento sobre progressos e retrocessos da humanidade, mas sem investigar profundamente do que fala, deixando o debate tolo e enfraquecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Olivier Assayas</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Juliette Binoche, Gillaume Canet, Vicent Macaigne, Nora Hamzawi, Christa Thérest, Pascal Greggory, Lionel Dray, Sigrid Bouaziz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LlGUFUu33Ko" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-vidas-duplas-telecine-play/">Dica do Dia: Vidas Duplas (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial: Um Filme de Terror em Cada Streaming</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 21:27:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em junho, o isolamento social completa três meses e, muitas vezes, os filmes e séries funcionam como um bálsamo, uma distração momentânea, durante esta pandemia. Dentre os múltiplos tipos de longas possíveis, esta que vos escreve tem se segurado nas produções de terror. Talvez, seja algo relacionado com hormônios que o corpo libera durante o consumo deste tipo de obra ou como a realidade ali é tão absurda que faz com que a vida real seja esquecida por algumas horas. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em junho, o isolamento social completa três meses e, muitas vezes, os filmes e séries funcionam como um bálsamo, uma distração momentânea, durante esta pandemia. Dentre os múltiplos tipos de longas possíveis, esta que vos escreve tem se segurado nas produções de terror. Talvez, seja algo relacionado com hormônios que o corpo libera durante o consumo deste tipo de obra ou como a realidade ali é tão absurda que faz com que a vida real seja esquecida por algumas horas.</p>
<p>No entanto, a pluralidade de opções e os múltiplos catálogos dos canais <em>streaming</em> acabam prolongando o tempo de seleção. Pensando nisso, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu uma lista com dicas de longas do gênero. A ideia era procurar diversificar o máximo possível os estilos e tipos de plataformas. Assim, se o leitor não possuir alguma assinatura ou não gostar de <em>slasher</em>*, por exemplo, pode curtir um sobrenatural e encontrar alguma dica aqui. Estas escolhas também não pretendem reduzir as possibilidades dos espectadores. Elas são muito mais um <em>start </em>para maratonas. Confira!</p>
<h4><strong>Confira a lista Um Filme de Terror em Cada Streaming!</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1.jpg" alt="Sobrenatural" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/maxresdefault-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong><em>: Sobrenatural</em> (2010) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.primevideo.com/?_encoding=UTF8&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Prime Video</a></h5>
<p>James Wan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-universo-invocacao-do-mal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Invocação do Mal</em></a>) tem costume de trazer em sua direção detalhes de planos e movimentação de câmera que fazem com que o medo possa ser quase palpável para o espectador. Em <em>Sobrenatural</em> isto não é diferente! Há uma atmosfera de pesadelo e o filme evoca não apenas elementos visuais como sonoros para o estabelecimento das tensões, das quebras de expectativas e de  <em>jump scares</em> bem realizados. Este último ponto citado, inclusive, não aparece apenas para dar um susto gratuito na plateia, mas se faz presente  para contribuir com o pavor crescente das personagens.</p>
<p>A progressão do enredo também é um destaque. É curioso observar como se cria uma sensação de que todos os elementos já foram usados, porém as reviravoltas trazem novas camadas para trama e sensações em que assiste. Apesar de se perder na costura de todo universo criado e de possuir um desfecho um tanto apressado, a produção vale cada minuto gasto.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12911" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3.jpg" alt="Carrie, A Estranha (1976)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/halloween-haunted-house-in-auburn-bay-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Carrie, A Estranha</em> (1976) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Telecine Play</a></h5>
<p>Existem diversos motivos que podem ser elencados para que este filme faça parte da lista. Adaptado da obra homônima de Stephen King, ele é dirigido por Brian de Palma (<em>Vestida para Matar</em>), um cineasta que, ao longo de sua carreira, trouxe como uma de suas características principais o talento para construir dinâmicas de tensão, suspense e angústia. Além disso, a obra possui momentos icônicos e que foram reencenados em muitas outras obras. Um exemplo é a cena em que um balde de sangue de porco que cai na protagonista. Quantas vezes esta sequência não foi utilizada em novelas, séries e longas, não é mesmo? Ainda existe o fato do papel principal ser vivido por Sissy Spacek (<em>Entre Quatro Paredes</em>), uma atriz que imprime complexidade para sua personagem, através da mescla de ingenuidade profunda, força e ódio, que mudam de um para outro em uma fração de segundo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12909" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1.jpg" alt="A Morte te dá Parabéns" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/happy-death-day1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte te dá Parabéns</em></a> (2017) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.netflix.com/browse" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Netflix</a></h5>
<p>A palavra que melhor descreve este filme é: diversão. Se alguém estiver procurando um <em>thriller</em> adolescente que misture ação, mistério e piadas engraçadas, esta é a melhor opção de sessão. A história traz as peripécias de Tree Gelbman (Jessica Rothe), uma menina aparentemente fútil e egoísta, que começa a ser assassinada e ressuscitar todos os dias, na data de seu aniversário. Além de ser uma boa pedida para quem quer ver um terror mais leve, a narrativa aqui é amarrada, as reviravoltas da trama fazem sentido e dão gás para o desenvolvimento da protagonista e a sua colagem de quebra-cabeça para solucionar a sua situação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12908 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156.jpg" alt="Um Filme de Terror em Cada Streaming" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/055156-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boa-noite-mamae/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Boa Noite, Mamãe</em> </a>(2016) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://globoplay.globo.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Globoplay</a></h5>
<p>Falando em <em>plot twist</em>, este terror austríaco possui uma grande reviravolta! Além de seu final surpreendente, o caminho até chegar nele também é um ponto alto desta produção. A construção da relação entre os irmãos gêmeos Lucas (Lucas Schwarz) e Elias (Elias Schwarz) é responsável por isso. Entre o afeto que um nutre pelo outro e o medo crescente que vão apresentando pela mãe, é a através da força desta irmandade que a dinâmica de medo, tensão e relaxamento vai sendo jogada durante a sessão. Alguns elementos como a locação, figurino e maquiagem engrandecem o medo nos detalhes: o esparadrapo, os caminhos desertos, as roupas folgadas que deixam os corpos mais franzinos etc. Outro ponto favorável é a montagem que brinca com os garotos, fazendo uma repetição de ações e imagens dos dois. Assim, eles aprofundam não apenas as características de personalidade das personagens como da atmosfera de terror e pânico que elas vivenciam.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12906" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A.jpeg" alt="Alien – O Oitavo Passageiro (1979)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/1_XppY2y9odatZV4YEDGcy1A-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Alien – O Oitavo Passageiro</em> (1979) / <strong>ONDE</strong>: <a href="https://www.hbogo.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HBO Go</a></h5>
<p>Para muitas pessoas o mero fato de estar preso em um ambiente fechado já é algo aterrorizante. Agora, imagina estar enclausurado com um ser de outro planeta, que possui sangue corrosivo e pode te atacar a qualquer momento? Até chegar neste ápice de pânico e sufocamento, a direção de Ridley Scott (<em>Gladiador</em>) e o roteiro de Dan O’Bannon (<em>A Volta dos Mortos Vivos</em>) começam a instalar a tensão lentamente, revelando o comportamento e a personalidade dos tripulantes primeiro. Com esta informação, quando o caos é instalado, o público consegue criar empatia ou desgosto com as personagens, embarcando junto nesta atmosfera de acuamento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12907 size-full" title="Um Filme de Terror em Cada Streaming" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1.jpg" alt="Um Filme de Terror em Cada Streaming" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/20190711-evil-dead-1200x675-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5><strong>FILME</strong>: <em>Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio</em> (1981) / <strong>ONDE:</strong> <a href="https://play.google.com/store" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Google Play</a></h5>
<p>Um clássico que trouxe diversas referências para o gênero, o filme reúne elementos muito utilizados em outras produções. Veja a sua sinopse: grupo de jovens se reúne numa cabana para passar o final de semana, mas encontram um livro misterioso. Após de lê-lo em voz alta, eles despertam vários demônios que vão incorporando as moças gradativamente. As idas e vindas da tensão e o perigo iminente de ataque são pontos altos aqui! A movimentação de câmera também acaba por imprimir uma atmosfera de suspensão que pode tirar o ar! Em uma dada sequência, por exemplo, na qual o protagonista Ash (Bruce Campbell) procura a sua namorada Linda (Betsy Baker), a câmera se desloca junto com ele, passando a impressão de que está se acompanhando a sua perspectiva.</p>
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		<title>Dica do Dia: Casamento Sangrento (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 12:57:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de Casamento Sangrento traz um flashback, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, Três Anúncios Para Um Crime). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de<strong><em> Casamento Sangrento</em></strong> traz um <em>flashback</em>, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Três Anúncios Para Um Crime</em></a>). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são postos a toa. Enquanto a narrativa vai acontecendo, cada vez mais detalhes são revelados.</p>
<p>Este é um ponto positivo sobre este longa. Inicialmente, a progressão em que as práticas dos Domas são reveladas, juntamente com um clima de tensão que não se dispersa, até dado momento de exibição, ajudam a elevar a sensação de suspense, seguido de pânico, o que pode prender o público. Além disto, apesar de haver um prosseguimento na revelação de quem são aquelas figuras, o jogo de introdução de quem elas são é bastante criativo e elucidativo. A decisão de colocar duplas que trocam farpas e dão conselhos antes da cerimônia é uma pista de como será o desenrolar de tudo posteriormente. No entanto, quando todo o esquema está posto e a perseguição da protagonista vai começar parece que todo o fôlego da produção já foi gasta.</p>
<p>Daí em diante, o equilíbrio vai se perdendo e o tom necessário some gradativamente. A começar pela existência de uma comicidade um tanto desacertada na obra. Colocada pelos roteiristas Guy Busick (<em>Urge: Droga Mortal</em>) e R. Christopher Murphy (<em>Castle Rock</em>), ela passa do ponto e vai se transformando em um desperdício de tempo e da chance de criar suspense. O problema não são os traços de comédia em si, mas como eles são utilizados e como acontece uma quebra de expectativa que chega de uma maneira negativa. Isto porque os caminhos acabam não sendo decididos e ainda que gêneros múltiplos possam gerar bons resultados, aqui esta escolha chega confusa.</p>
<p>Outra questão  que aparece, também advindo de uma aparente indecisão, é o subaproveitamento de certos <em>plots</em> que não se desenvolvem, ficando apenas na superfície. No princípio, há uma sensação de que a premissa da Tia Helena (Nicky Guadagni) vai ser aprofundada e afetará os rumos do enredo. Assim como a aparição de Becky (Andie MacDowell, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-magic-mike-xxl/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Magic Mike XXL</em></a>) e suas sequências de diálogos com Grace deixam uma pista falsa de que ela se tornará uma peça chave por ali. No entanto, as duas, ao invés de crescerem, vão cada vez mais se planificando e virando um pouco igual a todos que estão por ali.</p>
<p>No resultado final, acaba que a combinação dos textos e ações, com as atuações mirando mais em tipos do que indivíduos (não que isso não possa ser uma estratégia que funcione) deixam tudo muito bobo. O medo e o suspense vão se esvaindo e as tentativas de graça não funcionam, deixando a sessão cada vez menos dinâmica. Contudo, alguns aspectos fazem a sessão valer a pena. A seleção de uma atriz para o papel principal é de fundamental importância, justamente porque o carisma e o talento de uma intérprete podem colaborar intensamente para a qualidade do projeto.</p>
<p>Weaving imprime força para sua criação e consegue mesclar sutileza, doçura, frieza e força. Em um instante ela consegue passar por todas estas emoções e retornar para algum ponto necessário. A sua Grace é a única que não se planifica e vai crescendo enquanto a trama avança. A sua atuação acaba equilibrando a atmosfera histriônica criada em algumas partes, algo que é proposital, claro, mas que deixa quase uma estafa, evitada pelas escolhas cênicas e processuais de Samara. Assim, em termos gerais, <strong><em>Casamento Sangrento</em></strong> acaba sendo uma produção divertida e leve. Sem criar muitas expectativas é possível ter um entretenimento digno.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Samara Weaving, Andie MacDowell, Adam Brody, Mark O&#8217;Brien, Henry Czerny, </p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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