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	<title>Arquivos Super-herói - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Aquaman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 19:30:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do Superman com Christopher Reeve [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do <em>Superman</em> com Christopher Reeve como a personagem-título. A partir daí, com exceção dos longas-metragens do <em>Batman</em> dirigidos por Tim Burton e por Christopher Nolan, os lançamentos com a logo da DC Films foram uma sucessão de fracassos de público e crítica.</p>
<p>O processo de revitalização da DC começou em junho de 2013 quando foi lançada a primeira produção do Universo Estendido DC (DCEU). O <em>Homem de Aço</em> foi o pontapé inicial para uma nova empreitada da DC Films em parceria com a Warner Bros. O DCEU, apesar de remodelado, ainda sofreu com problemas administrativos. As mudanças de diretores em meio a produção, as intermináveis refilmagens, a dificuldade de estabelecer a linguagem e o tom do universo e a própria construção de algumas histórias foram erros recorrentes em <em>Batman vs Superman</em> (2016), <em>Esquadrão Suicida</em> (2016) e <em>Liga da Justiça</em> (2017) – sendo essa última narrativa aquela com melhor desempenho de produção. Ou seja, dentre os longas lançados até o ano passado, apenas <em>O Homem de Aço</em> e <em>Mulher Maravilha</em> (2017) foram corretos na execução e, mesmo assim, só <em>Wonder Woman</em> (título original) conseguiu cativar o público.</p>
<p>A conjuntura criada pelos resultados insatisfatórios das produções interfere no futuro da DCEU. Os fãs se tornaram completamente desacreditados quanto a possibilidade de um acerto para o universo – em especial após as notícias sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill, que é mais uma demonstração de desorganização. Eis que, diante de todo esse desastre, surge a estreia do que promete ser o início de um novo curso para o DCEU. A materialização do <em>Aquaman</em> nos cinemas é um feito jamais visto na história das adaptações das hqs da DC – com exceção das animações onde a personagem aparece em diversas produções. A ideia da personagem vivida por Jason Momoa ter um longa-metragem é, por si só, uma situação ruim ao contexto já complicado da DC Films.</p>
<p>O <em>Aquaman</em> nunca foi um dos super-heróis mais queridos e/ou famosos da <em>Liga da Justiça</em>. Além disso, a interpretação dada a ele em<em> Justice League</em> (título original) se distancia do que já havia pré-estabelecido no imaginário dos fãs. Momoa deu vida a um Arthur Curry completamente diferente o que, em 2017, foi alvo de críticas sobre a primeira aparição do herói. O resultado de <em>Aquaman</em> tem, contudo, o papel fundamental de acabar com todos os preconceitos construídos sobre a personagem, a interpretação do ator e o futuro da DCEU. O novo sucesso da Warner Brothers Pictures chegará aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (13) preparado para traçar um caminho de esperança aos fãs do universo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9671" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/4693325.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>A terra e o mar estão prestes a entrar em um conflito mortal. O governante de Atlântida, Orm (Patrick Wilson), declara guerra aos habitantes da terra se nomeando Mestre do Oceano e a única salvação para os sete mares. Essa empreitada contra os humanos é, na verdade, um plano para controlar o reino dos mares. Arthur Curry (Jason Momoa), conhecido pelos humanos como Aquaman, é procurado pela princesa Mera (Amber Heard) para iniciar uma jornada em busca do artefato que provará a sua linhagem real e, consequentemente, seu título como governante de Atlântida. Cabe a Arthur, assumir o seu posto como herdeiro do reino dos mares, derrotar o seu meio irmão Orm e estabelecer a paz entre os povos da terra e do mar.</p>
<p>Contrariando todos os palpites e olhares pessimistas para a produção, <em>Aquaman</em> é uma obra belíssima que abraça o fazer cinematográfico sem perder nada da magia das hqs. A DC Films parece ter finalmente encontrado o seu caminho. O resultado visto com o filme é uma aventura indescritível repleta de cores e vida. A semelhança do design de produção com os quadrinhos é assombrosa. A sensação do espectador é uma espécie de viagem ao imaginário da infância, onde tudo é grandioso e mágico. A representação visual do mundo aquático é tão bela quanto as elucubrações de Júlio Verne sobre as profundezas do mar.</p>
<p>A Warner Bros. e a DC Films não mediram esforços para enfim criar um produto correto e sedutor. Cada uma das partes da produção está impecável. A fotografia, montagem, o som, elenco, roteiro, a direção e os efeitos especiais – o que é relevante depois de Liga da Justiça. Todos os elementos da produção foram bem pensados e executados. O resultado desse cuidado permitiu que a DCEU elaborasse uma das melhores adaptações já feitas – mesmo quando comparado ao excelente trabalho de <em>Mulher Maravilha</em>.</p>
<p>A materialização desse universo foi orquestrada pelo visionário James Wan. A presença do diretor foi fundamental para a criação desse olhar único acerca do reino de Atlântida e sua magia. Mais uma vez, a escolha de um diretor diferente criou – assim como a presença de Patty Jenkins em <em>Wonder Woman</em> – um novo caminho para o herói. Wan tem créditos infindáveis por esse filme, mas o maior de todos é pelo resultado final. Talvez a produção da história de Arthur Curry seja uma das mais difíceis dentro do universo. A maneira como ele conduziu a narrativa mesclando as memórias da personagem de Momoa com a jornada do herói foi brilhante. Ademais, James Wan entregou ao público algumas das melhores sequências de luta e perseguição – como o primeiro confronto entre Orm e Arthur e a batalha na Sicília.</p>
<p>A parceria de David Leslie Johnson-McGoldrick (<em>Invocação do Mal 2</em>, de 2016) e Will Beall (<em>Esquadrão Suicida</em>, de 2013) rendeu um fruto fantástico. A beleza do trabalho dos roteiristas está na sensibilidade da fantasia criada por eles. A narrativa construída foi cautelosa e precisa nas escolhas. A construção da personagem principal e o confronto de seus dois mundos foi bem elaborado. A ideia de construir uma perfeita jornada do herói foi fundamental para a condução desse trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9672" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/2146694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>Os demais setores da produção obtiveram um desfecho satisfatório. A fotografia e o design da obra deram ao filme a vivacidade necessária para honrar os quadrinhos. A música composta por Rupert Gregson-Williams segue o seu interessante trabalho feito no longa de Patty Jenkins e ajuda a compor a personagem de Momoa. A maquiagem, a cenografia e os efeitos especiais foram incontestavelmente bem feitos. Todo o trabalho para criar as criaturas marinhas (dos animais aos monstros), dar vida aos cenários espetaculares do reino marinho e manter essa fantasia real merecem aplausos.</p>
<p>O elenco de <em>Aquaman</em> é uma mistura interessante. A escolha para compor cada uma das personagens não poderia ter sido outra. Willem Dafoe em sua inédita aparição como mocinho de uma trama dessa vertente vive Vulko, com sua usual eficiência. Nicole Kidman uso seus breves momentos em tela para emocionar o público com o seu talento indiscutível. Yahya Abdul-Mateen II se junta ao elenco para dar vida – com um interessante background story – a um dos inimigos mais marcantes do rei dos mares, o Manta Negra. Amber Heard é assustadoramente parecida com Mera e transformou, com a ajuda do roteiro, sua personagem em mais uma poderosa heroína da DCEU. Até mesmo Dolph Lundgren, o eterno Ivan Drago de <em>Rocky IV</em> (1985), fez uma participação interessante.</p>
<p>Os destaques desse elenco vão, contudo, para Patrick Wilson e Jason Momoa. É inevitável perceber que James Wan quis estar rodeado de pessoas conhecidas nessa difícil empreitada e a escolha de Wilson comprova isso. A questão acerca do ator é a sua camaleônica atuação quando comparada aos trabalhos de terror em parceria com Wan. Quanto a Momoa, ele está fenomenal. O que era posto em questionamento pela participação de Aquaman em <em>Liga da Justiça</em> é transformado na interpretação de Jason Momoa para a personagem – e isso é uma das melhores sacadas da produção. A nova perspectiva dada ao rei dos mares é uma ideia brilhante dos produtores para lidar com o problema de identificação com a personagem. A partir desta versão de Jason, o olhar sobre o Aquaman será outro.</p>
<p>A estreia de <em>Aquaman</em> é uma das muitas vitórias que a DC terá daqui para frente caso siga trabalhando dessa forma. O sucesso do longa é um dos fatores que fará o público confiar no próximo filme da DCEU, <em>Shazam!</em> – que será lançado em janeiro do ano que vem –, e se manter fiel às suas produções futuras. A história estrelada por Jason Momoa é o melhor presente de Natal que a Warner/DC poderia dar aos fãs das hqs. Há anos o público espera por trabalhos desse calibre e não poderia existir apenas um. O novo caminho criado para o DCEU (re)começa nesta quinta-feira.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/02S12LD75bc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/">Crítica: Aquaman</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Trailers de Aquaman e Shazam mexem com as expectativas do público</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 19:32:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O simples anúncio de uma produção cinematográfico sobre alguma temática interessante, adaptação querida ou sequência aguardada são fatores comuns no cotidiano dos cinéfilos. Um dos segmentos mais movidos por essas notícias é o universo dos super-heróis, em especial as adaptações das hqs da Marvel e DC. Dessa maneira, o lançamento dos primeiros trailers oficiais dos dois próximos longas da DC Entertaiment movimentaram o mundo nesse final de semana. A divulgação dos teasers foi feita na San Diego Comic-Con, no dia 21 de julho.</p>
<p>Com essas novas notícias sobre as duas películas dos heróis, o público passa finalmente a visualizar como pode ser o resultado final da produção. O problema dos trailers é que, em alguns casos, eles enganam o espectador. O longa-metragem Sem saída (2011) estrelado por Taylor Lautner, é uma das provas vivas de que o trailer engana. O filme em questão aparenta ser um eletrizante thriller com bastante ação, mas o produto final é frustrante – talvez eles devessem ter parado apenas nos dois minutos de trailer. Por essa razão, assistir dois minutos e meio do que pode vir a ser o resultado da produção de <em>Aquaman</em> e <em>Shazam</em> – cujas estreias são, respectivamente, 20 de dezembro de 2018 e 4 de abril de 2019 – ainda não é tranquilizador o suficiente para os amantes das histórias da <em>DC Comics</em>.</p>
<p>Como todos sabem, o histórico de adaptações das histórias em quadrinhos da DC não é dos melhores. Ao longo das últimas três décadas, as produções variaram entre ótimos e péssimos trabalhos. Mais recentemente, iniciou-se um processo de reformulação desse universo, com o objetivo de dar vida a Liga da Justiça nos cinemas. Ainda com certos problemas, os longas falharam aqui e ali, fazendo com que o público criasse uma certa cautela quanto aos lançamentos da DC distribuídos pela Warner Bros. Pictures. Tudo isso se deve ao fato de a produtora ainda não ter achado o tom perfeito para as suas películas – mesmo que o filme da <em>Liga da Justiça</em>, de 2017, não tenha tido falhas, por exemplo, como <em>Batman vs. Superma</em>n ou <em>Esquadrão Suicida</em>, ambos de 2016.</p>
<p>Apesar de todo esse vai e vem, os trailers lançados nesse sábado se mostraram trabalhos coerentes dentro de suas respectivas histórias originais e aparentam ter um tom (muito) definido. Tendo em vista toda essa impossibilidade de certeza perante apenas os teasers, a confirmação só vai ocorrer em dezembro de 2018 e abril de 2019. Caso essa aparência se concretize, a história dos longas-metragens da <em>DC Comics</em> mudará de uma forma inimaginável: os filmes sairão de um caminho confuso e incerto para a estabilidade e excelência que cabem as narrativas desse universo sem igual. Quanto ao público, resta a eles esperar e torcer para que esse seja o início de um belo e inteligente futuro trilhado pela DC em parceria com a Warner.</p>
<p><strong>Assista aos trailers!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/llJsEaqhNRk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VIDmMoSeG30" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>TOP 5 – Melhores Filmes de Herói da Fox</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 May 2018 15:07:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Fox]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[X-Men]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, 17, chegou aos circuitos de cinema Deadpool 2. Sequência da produção de 2016, o longa, assim como o primeiro, diverte, tem bastante ação, traz muita referência ao mundo pop e é regado de piadas sexuais. Porém, desta vez, as características presentes em seu original foram triplicadas. Por um lado, o espectador pode sair exausto de tanto gargalhar ou frustrado por não conseguir captar o que está sendo dito. Ainda que ele exagere na quantidade alusões a outras obras, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, 17, chegou aos circuitos de cinema <em>Deadpool 2</em>. Sequência da produção de 2016, o longa, assim como o primeiro, diverte, tem bastante ação, traz muita referência ao mundo pop e é regado de piadas sexuais. Porém, desta vez, as características presentes em seu original foram triplicadas. Por um lado, o espectador pode sair exausto de tanto gargalhar ou frustrado por não conseguir captar o que está sendo dito.</p>
<p>Ainda que ele exagere na quantidade alusões a outras obras, o arco dramático criado para Wade (Ryan Reynolds) é bem elaborado, na maior parte do tempo. Há um amadurecimento e um pouco mais de complexidade para o protagonista, que consegue avançar na sua trajetória de herói. Contudo, não se animem muito porque em <em>Deadpool</em> a “zoeira” não termina nunca! Mas, sem <em>spoilers</em>!</p>
<p>Bom, o filme é produzido pela <em>20 Century Fox</em>, assim como algumas outras histórias da <em>Marvel.</em> Aproveitando o lançamento de <em>Deadpool 2</em>, o Coisa de Cinéfilo traz agora para vocês um <strong>Top 5 dos Melhores filmes de super herói da Fox</strong>. Confiram!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8920" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/deadpool2-af0212_pubstill_01_r_rgb.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>5 – Deadpool 2 (2018):</strong> Com ainda mais ousadia do que o seu original, <em>Deadpool 2</em> chega às telonas com piadas engraçadíssimas e várias referências para o público nerd. É bem verdade que ele pode não alcançar todo mundo e isto pode ser um demérito, porém a mistura de menções ao Universo DC , MCU, musicais da Broadway e cultura pop são de acalentar o coração. Além disso, há uma amadurecimento do protagonista, uma maior dinâmica entre Wade (Ryan Reynolds) e sua dupla de ship Vanessa (Morena Baccarin) e um time de coadjuvantes que engrandecem as cenas de ação e são um pouco a quebra da comicidade exagerada do filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8928" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/19918116.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="600" height="348" /></p>
<p><strong>4 – X-men: Primeira Classe (2011):</strong> Dirigido por Matthew Vaugh (Kick-ass), esta é a primeira parte da trilogia <em>prequel</em> de <em>X-Men</em>. E que filme! Após o fracasso de <em>O Confronto Final</em> (2006), os mutantes precisavam reconquistar o público e a crítica que estava desesperançosa. E foi isto que aconteceu! Com um roteiro amarradinho, a história tem uma premissa bacana e não se perde até o final. A forma como as personagens começam como um rascunho de um futuro que já se é conhecido e como elas vão se transformando lentamente nestes indivíduos é um grande ganho de <em>Primeira Classe</em>. Além disso, visualmente ele é mais refinado que as produções de Singer, por possuir uma direção de arte mais cuidadosa – como a casa do jovem Xavier, por exemplo, que tem tons que remetem a escola que ele criaria depois – e uma direção de atores mais apurada. Vaugh parece gostar de dar mais destaque aos sentimentos que os intérpretes desejam passar e utiliza mais planos fechados.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8929" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/027870.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>3 &#8211; X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014):</strong> Imagina um filme no qual o elenco da trilogia original dos mutantes está no mesmo filme da nova geração! Esta é a parte mais divertida para público ao ver <em>Dias de um Futuro Esquecido</em>, segundo filme da etapa <em>prequel</em> dos <em>X-Men</em>. Além de reunir muitas personagens bacanas em seus passados e presentes, o longa possui excelentes cenas de ação, uma boa dinâmica de contracena, com atores mais presentes na tela e que sabe criar mais fortemente as relações entre si – principalmente os mais jovens. Dirigido por Bryan Singer (X-Men) e montado por John Ottman (OS Suspeitos), este episódio da franquia consegue entregar um trabalho preciso e claro, sem embolar os acontecimentos das duas linhas temporais, durante a projeção – apesar, da cronologia estar embananada dentro do roteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8930" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/016462.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>2 – Logan (2017):</strong> Sombrio e poderoso! Após a Fox apenas entregar filmes solos bem fraquinhos do <em>Wolverine</em>, em 2017, eles acertaram em cheio. Com uma projeção que foca mais na humanização das personagens, as relação criadas entre os indivíduos representados no ecrã tornam-se profundas, principalmente no que tange as dinâmicas entre Logan (Hugh Jackman) e Professor Xavier (Patrick Stewart) e Logan com a garotinha Laura (Dafne Keen). Elas batem forte no espectador justamente por mostrarem outro lado do protagonista, um menos bruto, um mais envelhecido e ainda mais desiludido do que jamais fora. Ao mesmo tempo, o Wolverine está ali e nas cenas de ação ele aparece com toda a sua força. Não com a vitalidade física de sempre, mas com energia e corpo em cena mostrando que há ferocidade e doçura em uma mesma figura. Este é o grande ganho do longa! Ainda assim, ele tem um terceiro ato um tanto perdido, porque demora de estabelecer qual o objetivo final de Logan e como será seu desfecho. De toda forma, esta é uma das melhores produções da Fox e merece ser vista!!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8931" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/05/xmen2_p21.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="600" height="348" /></p>
<p><strong>1 – X-men 2 (2003):</strong> Intolerância, dor, fuga e confusão. Estes são alguns dos sentimentos que as personagens desta narrativa sentem e elas são exploradas com muitas camadas de complexidade no roteiro e interpretação sutil dos atores. Em questão de enredo, ele trata exatamente o que a história dos mutantes deseja e precisa passar, a falta de aceitação da sociedade. O que poderia ser um longa sobre racismo, lgbtfobia ou qualquer tipo de descriminação social, as habilidades dos heróis os tornam personas non gratas. Aliado a diálogos que traduzem bem o sentimento de exclusão que a projeção deseja passar, estão cenas de ação que tiram o fôlego, graças à montagem de Elliot Graham e John Ottman, que usam poucos cortes, aumento o foco do espectador na movimentação que ocorre na tela. <em>X-Men 2</em> é o ponto altos dos filmes da Fox e, apesar de existirem outros títulos bacanas da produtora, nenhum dos filmes alcançaram o seu nível.</p>
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		<title>Crítica: Pantera Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 20:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pantera Negra é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente. Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pantera Negra</em> é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente.</p>
<p>Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe uma construção de narrativa coesa, que dá ao protagonista a força que ele precisa na história. Além disso, os coadjuvantes são muito bem explorados, tornando o todo ainda melhor.</p>
<p>O elenco é um ponto muito forte do longa. No protagonista temos Chadwick Boseman que traz muita força ao personagem e sua história. É como se ele tivesse nascido para esse papel. Mas maravilhoso mesmo é o elenco feminino agregado que se destaca mais que o principal em diversos momentos. Lupita Nyong&#8217;o está excelente no papel, mas quem rouba a cena é Danai Gurira com uma personagem forte, marcante e cheia de representatividade feminina. Ela brilha em todas as cenas e o espectador fica torcendo para que ela apareça cada vez mais. Destaque importante também para Letitia Wright que faz a irmã do protagonista e é de uma naturalidade tão grande e divertida, que se torna apaixonante.</p>
<p>Temos ainda os veteranos Angela Basset e Forest Whitaker que funcionam como uma base de apoio para o elenco principal e mais composto por novatos. Eles aparecem em poucos momentos, mas em cenas importantes para compor a história e dar ainda mais força ao filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8690" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/298494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Especialmente por isso, <em>Pantera Negra</em> tem uma representatividade muito forte. Mais de 90% do elenco e produção é composto por negros, além de um discurso de personificação cultural marcante. É preciso ter espaço para todos no cinema, em papéis importantes e não apenas secundários. É fundamental ter negros fazendo papéis de heróis e não apenas de escravos. É como disse Viola Davis certa feita: &#8220;é preciso ter papéis escritos para negros para que nós possamos nos destacar&#8221;. E esse filme é a tradução desta necessidade e o resultado não poderia ser mais maravilhoso.</p>
<p>O roteiro é muito bem escrito e conduzido. Tem alguns clichês, é bem verdade, mas como disse inicialmente, esse detalhe é esquecido. As construções narrativas são bem feitas e compostas de maneira a levar o espectador para a próxima cena. Tudo muito bem conectado, sem deixar nenhum fio solto. Além disso, o vilão é interessante e bem trabalhado. Ele não é apenas mau. Ele tem todo um histórico por trás que &#8220;justifica&#8221; suas ações e tentativas de frustrar o sucesso do mocinho.</p>
<p>As músicas da trilha sonora, por parte do artista Kendrick Lamar, também complementam muito bem o contexto do enredo, tornando o produto final ainda mais empolgante. Aliás, esse é um adjetivo que cabe muito bem ao longa. Empolgante!</p>
<p><em>Pantera Negra</em> é um filme muito bom e necessário, que veio para marcar uma fase importante de representatividade no cinema e no mundo. Com certeza ficará na história e isso é fundamental. É um presente para o espectador e fã dos longas da Marvel.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wL4a4MafSjQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2017 13:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman vs. Superman - A Origem da Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Liga da Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulher-Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[Super-homem]]></category>
		<category><![CDATA[Superman]]></category>
		<category><![CDATA[Superman - O Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Liga da Justiça é o quinto filme do Universo Estendido DC e traz a busca de Bruce Wayne por justiça e restituição da paz na humanidade. Ele se une à Diana Prince para recrutar um time de heróis que poderá ajudar na luta contra uma nova ameaça que surge aos poucos. Novos personagens são apresentados, com foco em um objetivo comum. Quem é fã de super-heróis no melhor estilo de &#8220;super-heróis&#8221; vai ficar muito satisfeito com o resultado do longa. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/">Crítica: Liga da Justiça</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Liga da Justiça</em> é o quinto filme do Universo Estendido DC e traz a busca de Bruce Wayne por justiça e restituição da paz na humanidade. Ele se une à Diana Prince para recrutar um time de heróis que poderá ajudar na luta contra uma nova ameaça que surge aos poucos. Novos personagens são apresentados, com foco em um objetivo comum.</p>
<p>Quem é fã de super-heróis no melhor estilo de &#8220;super-heróis&#8221; vai ficar muito satisfeito com o resultado do longa. São boas cenas de ação, onde os heróis mostram suas habilidades e ainda intercalam com momentos de diversão. A excelente química do elenco é o ponto mais alto do filme e com certeza fez toda a diferença.</p>
<p>O roteiro tem certa linearidade na história, que vai sendo contada e construída aos poucos. Talvez o problema resida, no entanto, no fato de que fica um pouco confuso. Muitas narrativas paralelas, muitos personagens. Não chega a prejudicar o andamento do enredo, mas definitivamente poderia ter sido apresentado de uma forma melhor.</p>
<p><em>Liga da Justiça</em> é um filme leve e divertido, mostrando que a interação super acertada do elenco é seu ponto forte. Gal Gadot retorna no papel de Mulher-Maravilha, mostrando que ela é, com absoluta certeza, a melhor heroína adaptada ao cinema. Ela é natural e incorpora com facilidade a personagem. O próprio Ben Affleck, que foi tão escorraçado pelos fãs quando o escolheram para interpretar Batman na primeira vez, já veste melhor o papel e está visivelmente mais à vontade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8418" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/1956283.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O acréscimo de novos protagonistas, como Aquaman, vivido por Jason Momoa, Flash, interpretado por Ezra Miller e Ray Fisher na pele de Cyborg, também trouxe um elemento além para <em>Liga da Justiça</em>. Eles têm química entre si, dando uma sensação ainda maior de parceria ao novo grupo que está se formando.</p>
<p>Como aconteceu em outros filmes da DC, como é o caso de <em>Esquadrão Suicida</em>, o vilão é um dos pontos mais fracos do longa. Assim, não é como se ele fosse inexpressivo como foi o caso de Cara Delevingne na película citada, mas também não é tão marcante. Ele deixa claro o perigo real que a sociedade vive, mas não infringe exatamente desespero no espectador. Sendo assim, esse antagonismo deixou bem a desejar.</p>
<p>No entanto, como de forma geral o filme é bem equilibrado, a fraqueza do vilão pode ser relevada com prazer. <em>Liga da Justiça</em> tem muitos momentos de diversão, risadas, mas não chega a ser escrachado como <em>Thor: Ragnarok</em>. Esses momentos são intercalados com lutas e emoção, como é o caso da principal cena em que Lois Lane aparece. Por sinal, deixo aqui meu apreço à Amy Adams neste papel.</p>
<p>Dos filmes da DC, <em>Mulher-Maravilha</em> continua sendo o melhor de todos e mais redondinho, sem discrepância e desequilíbrio. No entanto, <em>Liga da Justiça</em> nos apresenta novas possibilidades e de uma forma leve e fluida. Criou-se um universo harmonioso e parceiro, deixando o espectador com vontade de ver novos capítulos. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/H0Z7ewOXCKw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Ragnarok</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2017 13:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
		<category><![CDATA[Thor]]></category>
		<category><![CDATA[Thor: Ragnarok]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Ragnarok segue o conceito do super-herói de ter um toque de humor e ação na medida. A história segue o tempo cronológico de Os Vingadores e dos outros filmes da Marvel que contam com os heróis envolvidos. Neste longa, Hulk participa ativamente, dando um tom ainda mais na trama. A produção resolveu assumir que o ponto forte da história é o humor e não tentou desviar esse foco. O que é muito bom, porque traça um objetivo muito claro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Thor: Ragnarok</em> segue o conceito do super-herói de ter um toque de humor e ação na medida. A história segue o tempo cronológico de Os Vingadores e dos outros filmes da Marvel que contam com os heróis envolvidos. Neste longa, Hulk participa ativamente, dando um tom ainda mais na trama.</p>
<p>A produção resolveu assumir que o ponto forte da história é o humor e não tentou desviar esse foco. O que é muito bom, porque traça um objetivo muito claro e bom. Neste longa, não há romance. E faz sentido, sim, uma vez que é melhor não ter nada do que inserir um elemento que seria fraco na narrativa. É, realmente, um filme de comédia, com cenas marcante de Thor com seu irmão Loki e depois com Hulk.</p>
<p>No enredo, tem uma conexão com Doutor Estranho e a cena é muito simpática, dando continuidade ao pós-crédito daquele filme. O surgimento da vilã Hela é coerente e bem representado por Cate Blanchett. Ela consegue ser maravilhosa em tudo que faz, mesmo quando o papel te parece improvável.</p>
<p>O problema do longa é que ele perde o rumo em muito momentos. A vilã fica desaparecida por um período, outros personagens também. E isso acaba dispersando um pouco a história e comprometendo a finalização. Embora exista um exagero no lado de humor, as cenas de ação também não são esquecidas e bem realizadas. São cenas fortes e competentes, mostrando que o o roteirista não se perdeu no estilo real do filme.</p>
<p>Como um todo, <em>Thor: Ragnarok</em> é um filme bom e certeiro. Acredito que seu maior trunfo é o fato de que ele não se leva tão à sério e cumpre muito bem esse objetivo. Não há uma tentativa frustrada de ser um longa épico. Ele sabe que é de humor e foca nesse tema sem medo, servindo de conexão com os próximos filmes do universo Marvel que virão nos próximos anos. Vale a pena conferir!</p>
<p>PS: o filme conta com duas cenas pós-crédito!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UvNnqWLruXA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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