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	<title>Arquivos Se a Rua Beale Falasse - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Se a Rua Beale Falasse - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Filmes sobre Questões Raciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2020 15:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última semana, Luta por Justiça entrou em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Dirigido e escrito por Destin Daniel Cretton (O Castelo de Vidro), o filme é uma adaptação do livro de Bryan Stevenson. Advogado, formado em Havard, Stevenson consegue fundos para defender presidiários que estão sentenciados a pena de morte no Alabama. Obviamente, o que o jovem vê é um  sistema extremamente racista, injusto e que condena a maioria das pessoas sem provas e sem investigação concreta. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última semana, <em><strong>Luta por Justiça</strong></em> entrou em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Dirigido e escrito por Destin Daniel Cretton (<em>O Castelo de Vidro</em>), o filme é uma adaptação do livro de Bryan Stevenson. Advogado, formado em Havard, Stevenson consegue fundos para defender presidiários que estão sentenciados a pena de morte no Alabama. Obviamente, o que o jovem vê é um  sistema extremamente racista, injusto e que condena a maioria das pessoas sem provas e sem investigação concreta. No longa, o criminalista é interpretado por Michael B Jordan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/creed-nascido-para-lutar/"><em>Creed: Nascido para Lutar</em></a>), que entrega uma performance equilibrada, construindo uma personagem cheia de força interna, mesclada com uma serenidade e olhares atentos ao seu redor.</p>
<p>No geral, a produção possui um resultado positivo. Em sua técnica é bem tradicional, não faz muitas firulas e foca mais no poder do próprio enredo. No entanto, ele peca por tentar apelar demais para o emocional do espectador, em alguns momentos. Seja com uma trilha “sentimental” exagerada, que fica por um longo tempo, ou com <em>closes</em> nos rostos dos atores com expressão de sofrimento, a sensação é de que a equipe quer fazer o público chorar. Além disso, a projeção é um tanto extensa, perdendo a chance de explorar mais o potencial da trajetória de McMillian (Jamie Foxx).</p>
<p>O que fica desta obra, ao final da exibição, é justamente o tamanho das atrocidades que os brancos são capazes de fazer, da impunidade e passabilidade que eles possuem. A reflexão e a denúncia feitas são de profunda relevância e, por isso, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu trazer mais sugestões  que seguem a mesma linha de <em>Luta pela justiça</em> e precisam ser visto para ontem! Confira!</p>
<p><strong>Confira nosso Especial: Filmes sobre Questões Raciais:</strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12476" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-1536x864.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x.jpg 1777w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>5 – <em>Malcolm X</em> (1992)</strong></h5>
<p>Dirigido por Spike Lee (<em>Faça a Coisa Certa</em>), o filme é uma cinebiografia de um dos mais famosos ativistas da militância negra mundial. No longa, através da história de Malcolm, é possível enxergar todo o racismo, a segregação e crueldade presente nos Estados Unidos. Nascido nesse contexto estadunidense opressor, Malcolm X vai se descobrindo, a partir da sua entrada no islamismo, e começa a sua luta. A complexidade dada ao protagonista por Lee é um dos pontos altos da produção.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12477 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-1536x1025.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale.jpg 1619w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>4 – <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/"><em>Se a Rua Beale Falasse</em></a> (2018)</strong></h5>
<p>Baseado no livro de James Baldwin, o filme conta a história de uma jovem que deseja provar a inocência do amor de sua vida. O rapaz foi acusado e preso injustamente por um crime que não cometeu. Não existem evidências que provem sua culpa, mas o sistema racista encarcera antes mesmo de qualquer prova. Assim como é dito e mostrado em <em>Luta por Justiça</em>, a seleção do policial se dá pela cor do indivíduo.</p>
<p>Dirigido por Barry Jenkins (<em>Moonlight</em>), a produção mescla os momentos de revolta e denúncia, com cenas românticas entre Tish e Fonny. As escolhas estéticas de Jenkins, como as das paletas de cores e enquadramentos, trazem um tom poético para a projeção, mas sem perder de vista a pauta principal da trama. O diretor consegue passar de forma sutil em seu trabalho o fato de que a comunidade negra está vivendo seu cotidiano e é recorrentemente interrompida e violada pela fúria dos brancos que, para piorar ainda mais as coisas, conseguem escapar de seus crimes todos os dias, incriminando negros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12478 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-1536x864.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden.jpg 2048w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>3 – <a href="https://coisadecinefilo.com.br/elas-na-tela-as-mulheres-de-estrelas-alem-do-tempo/"><em>Estrelas Além do Tempo</em></a> (2016)</strong></h5>
<p>Um pouco mais leve que as outras produções da lista, <em>Estrelas Além do Tempo</em> é um respiro e uma espécie de reparação histórica, pois revela para a sociedade a trajetória de personalidades femininas negras que foram importantes para a ciência, mas que não tiveram seus esforços tão divulgados como a de homens brancos que fizeram muito menos.</p>
<p>Dirigido por Theodore Melfi (<em>Um Santo Vizinho</em>), o longa mostra como uma equipe composta apenas com matemáticas negras da NASA realizou uma operação fundamental para os EUA, na Guerra Fria. A obra mostra não apenas como elas foram fortes, brilhantes e poderosas, mas como lutaram contra o racismo dentro da instituição e fora dela. Tecnicamente, o ponto alto do filme é a atuação de Taraji P Henson (<em>Luta pela Liberdade</em>), como Katherine G Johnson, que merecia uma indicação ao Oscar, em 2017, mas que não recebeu. No entanto, Octavia Spencer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-forma-da-agua/"><em>A Forma da Água</em></a>) apareceu na categoria Melhor atriz coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12479 size-medium" title="Especial: Filmes sobre Questões Raciais" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-750x422.jpg" alt="Especial: Filmes sobre Questões Raciais" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>2 – <em>A 1<em>3</em>ª Emenda</em> (2016)</strong></h5>
<p>Escrito e dirigido por Ava DuVernay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-dobra-no-tempo/"><em>Uma Dobra no Tempo</em></a>), o filme é um documentário da Netflix que mostra como o sistema carcerário estadunidense prende e pune majoritariamente homens negros. O nome do longa está ligado à lei décima terceira da Constituição dos Estados Unidos que abole e proíbe a escravidão. Mas, o que a obra mostra é que o sistema escravocrata não acabou, somente trouxe outras nomenclaturas e organizações. Com imagens de arquivo e dados estatísticos, a tese posta da produção é confirmada pelos números. Eles revelam que a quantidade de presidiários negros é de 40%, sendo que no país eles são 12%. Juntando este fato com a informação de que as investigações e os julgamentos não acontecem da mesma forma a depender da raça da pessoa, é fácil de se entender porque estas porcentagens são como são<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12483" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>1 – <em>Selma: Uma Luta pela Igualdade</em> (2014)</strong></h5>
<p>Também dirigido por Ava DuVernay, o longa mostra a luta de Martin Luther King para que os negros possam votar nos Estados Unidos. A batalha pela conquista deste direito acaba resultando em um dos eventos mais importantes da história mundial: a marcha de Selma a Montgomery. O filme retrata a violência policial, revelando novamente a fúria dos brancos pela manutenção exclusiva de seus privilégios e a agressividade para alcançar tal objetivo. As escolhas da direção na decupagem elevam as revelações das tensões que os manifestantes pacíficos passaram durante o seu protesto. Além de ser uma obra importante por seu conteúdo histórico, o longa tem elementos técnicos que fazem com que a potência de seu conteúdo cresça. A progressão narrativa, os quadros e a montagem são seu ponto alto.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 15:08:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por Roma; Emma Stone e Rachel Weisz, por A Favorita; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse e Amy Adams, por Vice. A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por <em>Roma</em>; Emma Stone e Rachel Weisz, por <em>A Favorita</em>; Regina King, por <em>Se a Rua Beale Falasse</em> e Amy Adams, por <em>Vice</em>.</p>
<p>A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para os papéis principais. São elas que vão ajudar a tecer a trama e conduzir a história para onde ela deve caminhar. A maioria das atrizes em questão o fazem tão bem que, em alguns momentos, conseguem brilhar mais que os protagonistas, presenteando os espectadores com grandes atuações.</p>
<p>Com estilos de filmes bem diferentes (com exceção de Stone e Weisz que estão concorrendo pelo mesmo longa), as atrizes nos apresentam atuações muito distintas e contundentes. O perfil de mulheres fortes, no entanto, é um ponto comum entre todas. Suas personagens são precisas, articuladoras, humanas, vorazes e descobrem, ao longo das histórias, toda a força que carregam em si. Por isso, essa é uma categoria que merece muito a atenção do espectador, pelo alto nível dos trabalhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9982" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/roma-1.jpg" alt="Marina de Tavira" width="610" height="348" /><br />
<strong>5 &#8211; Marina de Tavira, por Roma</strong><br />
A atriz Marina de Tavira é a concorrente de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme <em>Roma</em>, um dos mais fortes da premiação. Ela, no entanto, é o ponto mais fora da curva desta categoria, deixando alguns críticos intrigados com a sua nomeação. Marina interpreta a patroa no longa citado e tem uma progressão interessante na trama, saindo da mulher iludida para aquela que percebe a sua força e passa a mandar na situação. A questão, no entanto, é que não é uma atuação memorável ou de grande destaque. O filme <em>Roma</em>, como um todo, não favorece os atores, já que o foco é mesmo na incrível direção de Alfonso Cuarón. E se a protagonista já deixa a dúvida se realmente merecia a indicação, a coadjuvante certamente não deveria estar nesta posição. Soa mais como um <em>hype</em> da academia que realmente gostou muito do filme e quis incluí-lo em tudo que podia.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9983" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/005_tf_03726.jpg" alt="Emma Stone" width="610" height="348" /><br />
<strong>4 &#8211; Emma Stone, por A Favorita</strong><br />
Emma Stone surge como uma das concorrentes do filme <em>A Favorita</em> nesta categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela interpreta Abigail, uma jovem de origem humilde e alpinista social que vai construindo seu caminho no palácio da rainha Ana e ganhando notoriedade. Esperta e ambiciosa, logo ela começa a criar problemas que vão trazer algum benefício para si. Emma está em um bom momento de sua carreira, vindo de longas como <em>Guerra dos Sexos</em> e <em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em>, além de já acumular, aos 30 anos, diversas indicações em premiações importantes. No entanto, seu papel em <em>A Favorita</em>, embora muito bom e preciso, tem muito de sua personalidade. Somos lembrados o tempo todo de que é Emma Stone interpretando aquela personagem. E por isso, coloco ela na 4ª posição na corrida pelo Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Seria preciso diversificar um pouco mais seu estilo de atuação para conquistar ainda mais o espectador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9984" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0045474.jpg" alt="Regina King" width="610" height="348" /><br />
<strong>3 &#8211; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse</strong><br />
A atriz Regina King interpreta a mãe dedicada e forte da protagonista de <em>Se a Rua Beale Falasse</em>, um longa que fala sobre o racismo presente na sociedade, dando foco em um período pesado dos Estados Unidos. King está completamente de corpo e alma no papel, brilhando em cada cena que aparece e ajudando a conduzir a trama. Ela é sofrida e forte, ao mesmo tempo. Daqueles personagens que passam por momentos difíceis, mas não se deixam abalar a maior parte do tempo. Ela ganhou, inclusive, o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante no início do ano pelo papel. O que a faz descer um pouco na minha lista é o tempo em tela. Por mais incrível que seja sua atuação, Regina some boa parte do filme e até mesmo suas cenas são breves. Talvez, se somar o tempo, ela não tenha mais de 10 minutos no total. A sensação que fica para o espectador é &#8220;quero mais&#8221;, &#8220;preciso de mais&#8221;. Embora ainda acredito que ela seja uma forte concorrente e tenha chances reais de ganhar, por aqui eu vejo por bem colocá-la na terceira posição.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9985" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0353335.jpg" alt="Amy Adams" width="610" height="348" /><br />
<strong>2 &#8211; Amy Adams, por Vice</strong><br />
A candidata ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do filme <em>Vice</em> é Amy Adams. No longa que conta a história de Dick Cheney, ex-vice presidente dos Estados Unidos na época de George W. Bush, ela interpreta a esposa do político. Muito além de uma companheira, Lynne Cheney é uma articuladora voraz e tem protagonismo importante na história. Adams confere seu tom ao papel, mas dando espaço suficiente para que a personagem da vida real se manifeste. Este não é o melhor papel de sua carreira, é verdade, mas isso não tira o brilho do que nos foi apresentado. Amy está completa como Lynne e funciona ainda melhor como parceira em tela de Christian Bale, que vive Dick nas telonas. A evolução da personagem na trama é ótima de se acompanhar, tornando-a uma boa candidata ao prêmio.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/the-favourite-trailer-yogos-lanthimos-rachel-weisz-copy.jpg" alt="Rachel Weisz" width="610" height="348" /><br />
<strong>1 &#8211; Rachel Weisz, por A Favorita</strong><br />
No longa <em>A Favorita</em>, a atriz Rachel Weisz interpreta Lady Sarah, uma duquesa influente e braço direito da rainha Ana &#8211; vivida por Olivia Colman -, que manipula a monarca em benefício próprio, além de nutrir um sentimento profundo de amor pela mesma. Weisz, que é a segunda concorrente do longa, está em um dos seus melhores papéis. Ela consegue criar todos os tipos de sentimentos no espectador, que a ama e a odeia na mesma proporção. A medida que a personagem evolui e vai mostrando suas camadas, vemos a fragilidade e força da mesma. Somos presenteados a todos os momentos com grandes cenas e uma atuação impecável. Embora não seja exatamente a favorita a ganhar a estatueta nesta categoria, Rachel se mostra a maior merecedora, por um trabalho forte, contundente e sem arestas. Seria uma escolha honrosa da Academia.</p>
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		<title>Uma Aventura LEGO 2 é o destaque nas estreias do cinema nesta semana (07/02). Confira o que entra em cartaz!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 21:14:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já faz cinco anos que tudo estava incrível e os cidadãos agora enfrentam uma nova ameaça: invasores LEGO DUPLO® vindos do espaço, destruindo tudo em seu caminho a uma velocidade mais rápida do que eles são capazes de reconstruir. A batalha para derrotá-los e restaurar a paz no universo LEGO levará Emmet, Lucy, Batman e seus amigos a mundos distantes e inexplorados, incluindo uma galáxia repleta de planetas inexplorados, personagens estranhos e novas músicas viciantes. Sua coragem, criatividade e habilidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz cinco anos que tudo estava incrível e os cidadãos agora enfrentam uma nova ameaça: invasores LEGO DUPLO® vindos do espaço, destruindo tudo em seu caminho a uma velocidade mais rápida do que eles são capazes de reconstruir. A batalha para derrotá-los e restaurar a paz no universo LEGO levará Emmet, Lucy, Batman e seus amigos a mundos distantes e inexplorados, incluindo uma galáxia repleta de planetas inexplorados, personagens estranhos e novas músicas viciantes. Sua coragem, criatividade e habilidades de construção serão testadas, mostrando o quão especiais eles realmente são. Confira a nossa crítica<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-aventura-lego-2/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong> clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/56DIpPP4sQ8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2548696.jpg" alt="Se a Rua Beale Falasse" width="610" height="348" /><br />
<strong>Se a Rua Beale Falasse</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Barry Jenkins<br />
<strong>Elenco:</strong> KiKi Layne, Stephan James, Regina King</p>
<p>Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme acompanha Tish (Kiki Layne), uma grávida do Harlem, que luta para livrar seu marido de uma acusação criminal injusta e de subtextos racistas a tempo de tê-lo em casa para o nascimento de seu bebê. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/t6Bt-QLPJa0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9895" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/4124652.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Guerra Fria" width="610" height="348" /><br />
<strong>Guerra Fria</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Pawel Pawlikowski<br />
<strong>Elenco:</strong> Joanna Kulig, Tomasz Kot, Borys Szyc</p>
<p>Durante a Guerra Fria, entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guerra-fria/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xq-tu6ZbmmI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9899" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/eternity-gate.jpg" alt="No Portal da Eternidade" width="610" height="348" /><br />
<strong>No Portal da Eternidade</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Julian Schnabel<br />
<strong>Elenco:</strong> Willem Dafoe, Oscar Isaac, Rupert Friend</p>
<p>O filme se passa nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise, onde Van Gogh se refugiou para escapar das pressões de Paris. Ali, o artista é tratado gentilmente por alguns e brutalmente por outros. Enquanto o também pintor Paul Gaugin se afasta do amigo devido à sua intensidade, seu irmão Theo continua inabalável em seu apoio, mas não consegue vender sequer uma obra de Van Gogh. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-portal-da-eternidade/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yAUqBqBO1QY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9912" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2944905.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Escape Room" width="610" height="348" /><br />
<strong>Escape Room</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Adam Robitel<br />
<strong>Elenco:</strong> Taylor Russell McKenzie, Logan Miller, Deborah Ann Woll</p>
<p>Passando por momentos complicados em suas respectivas vidas, seis estranhos acabam sendo misteriosamente convidados para um experimento inusitado: trancados em uma imersiva sala enigmática cheia de armadilhas, eles ganharão um milhão de dólares caso consigam sair. Mas quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas. Confira a nossa crítica<em><strong> <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-escape-room/" target="_blank" rel="noopener">clicando aqui</a></strong></em>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oPJ4Sq-ssk4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Se a Rua Beale Falasse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 19:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[KiKi Layne]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Regina King]]></category>
		<category><![CDATA[Se a Rua Beale Falasse]]></category>
		<category><![CDATA[Stephan James]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a Rua Beale Falasse chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme. O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/">Crítica: Se a Rua Beale Falasse</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme.</p>
<p>O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que acabou de ser preso. Junto com a sua família e a dele, ela luta para provar a inocência do rapaz, que foi incriminado injustamente.</p>
<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> é, antes de qualquer coisa, uma história de amor. Amor não apenas aquele romântico entre um casal &#8211; embora tenhamos muito disso &#8211; mas amor nas relações, sejam elas de amizade ou de família. Toda essa percepção traz uma conotação muito mais suave na pesada temática de racismo que é inserida pela trama.</p>
<p>O diretor Barry Jenkins foi o responsável por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>, que em 2017 foi indicado a diversos prêmios e ganhou três estatuetas no Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali). Trazendo mais uma vez a temática do racismo para suas produções, Jenkins consegue apresentar um trabalho ainda superior ao seu antecessor.</p>
<p>Se em <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em> o espectador já conseguia se envolver com a história e com os personagens, em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong> é como se você fizesse parte da trama. A capacidade notável de cada cena em passar a emoção que está sendo vivenciada, a angústia, o amor, o desespero, traz o espectador ainda mais para perto da narrativa.</p>
<p>Com um excelente roteiro como plano de fundo, a junção com a fotografia e figurino torna a experiência muito mais palpável. Somos apresentados ao estilo da época de maneira contundente, o que ajuda a definir a personalidade dos personagens, muito além de suas posições sociais. O filme faz questão de mostrar que aquele discurso de preconceito de que &#8220;a pessoa estava mal vestida&#8221; não tem espaço nesta discussão, que é muito mais profunda e acertada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2548696.jpg" alt="Se a Rua Beale Falasse" width="610" height="348" /></p>
<p>Para coroar essa combinação visual, temos uma das melhores trilhas sonoras dentre os indicados ao Oscar deste ano. O jazz que surge em muitos momentos marca não apenas as fases dos personagens, como suas emoções. O espectador vai sendo guiado de maneira muito sincera e sem exageros por todas as sensações que são experienciadas pelos personagens. E este fator é determinante no envolvimento que citei anteriormente.</p>
<p>Jenkins brinca com a câmera completamente ao seu favor. Embora alguns atores não tenham tanto tempo em tela para mostrar seu trabalho, o diretor faz um uso tão acertado dos enquadramentos que temos presentes como a atuação de Regina King. Ela surge em pouco tempo de trama, mas o suficiente para lhe render a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Fica, inclusive, um gosto de quero mais que infelizmente não foi suprido.</p>
<p>Dos protagonistas KiKi Layne e Stephan James, presenciamos uma química indiscutível. Os dois conseguem criar exatamente a dinâmica necessária para criar a empatia do público, que sente a dor e o amor que flui entra ambos. O elenco coadjuvante também não deixa por menos, com destaque para a irmã vivida por Teyonah Parris e Colman Domingo, no papel do pai. Os dois também sofrem do problema de pouco tempo em tela.</p>
<p>A escolha de trazer como foco na trama o drama pessoal e a questão social envolvida foi mais que acertada. Não é pertinente, naquele contexto, entender os rumos policiais da história. O espectador quer entender o que aquilo pode repercutir naquela família e naquele casal.</p>
<p>Em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong>, Jenkins nos apresenta um trabalho ainda mais lapidado e envolvente que <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. A crítica social envolta na poesia de um romance e sua ótima trilha sonora faz o espectador se envolver emocionalmente com os personagens, tanto quanto o faz refletir sobre o racismo nos tempos atuais.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/t6Bt-QLPJa0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/">Crítica: Se a Rua Beale Falasse</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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