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	<title>Arquivos Sam Mendes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sam Mendes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Direção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 12:29:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade do grande dia, as apostas para as categorias do Oscar 2020 vão se afunilando. A exigente e problemática Academia de Artes e Ciências Cinematográficas teve um dos anos mais controversos em suas indicações. A falta de representatividade feminina e negra nas principais categorias do Academy Awards movimentou a mídia e o público no início do mês passado quando foram anunciados os indicados. Na categoria de Melhor Direção a polêmica foi ainda maior. 2019 foi um ano recheado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade do grande dia, as apostas para as categorias do <strong><em>Oscar 2020</em></strong> vão se afunilando. A exigente e problemática <em>Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</em> teve um dos anos mais controversos em suas indicações. A falta de representatividade feminina e negra nas principais categorias do <em>Academy Awards</em> movimentou a mídia e o público no início do mês passado quando foram anunciados os indicados. Na categoria de Melhor Direção a polêmica foi ainda maior. 2019 foi um ano recheado de direções excepcionais feitas por mulheres e, ainda assim, nenhuma delas foi lembrada na noite do Oscar.</p>
<p>Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>), Céline Sciamma (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-retrato-de-uma-jovem-em-chamas/"><em>Retrato de Uma Jovem em Chamas</em></a>) e Lulu Wang (<em>The Farewell</em>) são os principais nomes femininos deixados de lado nessa disputa. Além delas, outro nome como Noah Baumbach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>) fez falta na lista final de indicados da maior premiação do cinema. Ainda assim, as indicações causaram certas surpresas. Apesar de serem todos homens, dentre os indicados temos uma mistura um tanto inesperada. O quinteto é formado pelos estreantes Todd Phillips e Bong Joon-Ho, pelo conhecido (e diversas vezes nomeado) Quentin Tarantino e pelos únicos que já levaram o prêmio para casa uma vez, Martin Scorsese e Sam Mendes.</p>
<p>Pensando no Oscar como um todo, podemos traçar uma repetição de acontecimentos. Todd Phillips, por exemplo, surge a partir do brilhante <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><strong><em>Coringa</em></strong></a>. O longa-metragem esbanja um excesso de indicações, no qual foi nomeado para 11 categorias. O filme demonstra uma sensibilidade e um poder dramático inesperado. É claro que a intervenção de Phillips tem participação nesse resultado, mas sua condução como maestro não foi extraordinária. O diretor soube aproveitar um bom roteiro e um ator principal genial. O mérito de Todd Phillips está na sensibilidade de perceber e privilegiar seu ator. Essas escolhas de ângulo e planos foram executadas de forma excelente. Contudo, seu caminho por produções mais “a cara do Oscar” será longo. A porta foi aberta, falta saber se ele terá outras chances de mostrar seu trabalho.</p>
<p>Ainda nessa linha do que se mostrou como um padrão no 92º Academy Awards, temos as indicações pelo trabalho de uma vida. Muitos dos indicados parecem estar em alguma categoria pela sua carreira do que pela sua indicação do momento. O gênio Martin Scorsese se encaixa nesse padrão. É inquestionável o talento e o legado do diretor nova iorquino para a sétima arte.</p>
<p>Desde o início de sua carreira, Scorsese provoca o público e estende as possibilidades do fazer cinema. Contudo, o tempo passa e é inevitável comparar os trabalhos de sua carreira. Também é impossível não notar que, nos últimos anos, os filmes mais extraordinários feitos por ele são os que fogem do padrão suspense gângster. Dentre seus melhores trabalhos das últimas décadas estão <em>O Lobo de Wall Street</em> (2013), <em>A Invenção de Hugo Cabret</em> (2011) e <em>Os Infiltrados</em> &#8211; nos quais todos tiveram indicações nesta categoria, mas só levou a estatueta para casa no último. A questão aqui é: Martin Scorsese, apesar de gênio não fez nada novo. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><strong><em>O Irlandês</em></strong></a> é um filme bem feito e produzido, mas não tem nada de excepcional. Não tem nada que faça o diretor estadunidense estar entre os principais da disputa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12348" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho.jpg" alt="Melhor Direção" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Parasite-bong-joon-ho-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Agora a disputa começa a se acirrar. A aparição de Bong Joon-ho entre os nomeados para Melhor Direção demonstra a potência de seu mais recente longa. <strong><em>Parasita</em></strong> expira genialidade de todas as formas. O diretor sul coreano criou uma das obras mais fortes e contundentes dos últimos anos. Sua discussão sobre sociedade e os limites do ser humano extrapolam a tela. A estética crítica, o preciosismo nos detalhes e a beleza das imagens mais duras sobre o dia a dia o colocam nessa disputa como um dos favoritos. Contudo, a sua maestria se encontra muito mais no roteiro feito por ele e Han Jin-won do que em sua direção. Não que haja algum problema ou falta de originalidade em seu trabalho, mas o seu roteiro ultrapassa qualquer outra parte dessa produção.</p>
<p>Aqui está uma das maiores surpresas do ano. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a> mostra que até os mais consagrados diretores, cujas marcas criativas são bem definidas, podem ir além. Quentin Tarantino ousou e deu vida a um de seus trabalhos mais primorosos. O longa carrega uma sensibilidade jamais antes vista. A condução da narrativa é magistral e encantadora. Mesmo vindo de um roteiro que fala por si só, o trabalho de Tarantino ultrapassa as palavras digitadas em sua própria criação e alcançam um outro patamar. Seu filme mais indicado, que traça um caminho próprio em sua carreira e é uma produção que fala de memória afetiva. Sem dúvidas um dos trabalhos mais sublimes, sensíveis e corajosos do diretor.</p>
<p>Seria esse o momento que finalmente Tarantino levaria a estatueta de Melhor Direção para casa? Seria o caso se Sam Mendes não estivesse no páreo. O diretor inglês tem uma história com o <em>Academy Awards</em>. Em sua estreia nos cinemas, Mendes trouxe para a sétima arte uma das obras mais belas sobre o vazio dos costumes. Numa forte crítica ao “<em>american way of life</em>”, o diretor estreou com um longa-metragem que marcou a história do cinema. <em>Beleza Americana</em> foi um sucesso de crítica, público e de prêmios. Além de levar o troféu de “Melhor Filme” para casa, o longa ainda concedeu ao realizador britânico a estatueta de “Melhor diretor” em seu primeiro trabalho para o cinema.</p>
<p>20 anos após esses eventos, Sam Mendes volta para a disputa do Oscar com outro trabalho colossal. Enquanto Joon-ho e Tarantino tem roteiros magistrais, Sam Mendes tem um roteiro muito simples. Toda a potência de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-1917/"><strong><em>1917</em></strong> </a>está em sua parte técnica. Um dos trabalhos mais completos do ano, tecnicamente falando. O longa traz uma profusão de sensações graças ao trabalho de direção. Sem a condução brilhante de Mendes esse filme não se comportaria da mesma forma. Fica claro que foi uma escolha da produção focar na técnica e estética do que na história. E é nessa escolha que reside o poder e a genialidade do trabalho feito pelo diretor. <em><strong>1917</strong></em> é um dos longas mais imersivos da história do cinema. O uso da câmera como um personagem somado aos planos-sequência belíssimos criam uma das direções mais sensações da década.</p>
<p>Apesar dos fortes indícios da vitória, a corrida pela estatueta de ouro para Melhor Direção é sempre incerta. Talvez Mendes saia vitorioso de lá como aconteceu nas principais premiações da temporada. Talvez algo inesperado aconteça. Basta esperar e ver quais surpresas a noite de 9 de fevereiro guarda. Agora resta aguardar para ver se o diretor inglês sairá invicto de suas indicações por direção ou se outro colega de profissão roubará a cena. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
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		<title>Crítica: 1917</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2020 17:50:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos Dunkirk e Até o Último Homem, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. 1917 entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados. A história simples e objetiva de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Dunkirk</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. <strong><em>1917</em> </strong>entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados.</p>
<p>A história simples e objetiva de dois soldados da 1ª Guerra Mundial que são designados a levar uma mensagem para outra tropa e evitar um ataque que será catastrófico, podendo matar mais de 1.600 militares. Esse é o enredo que desperta a trajetória de Schofield (George MacKay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capitao-fantastico/"><em>Capitão Fantástico</em></a>) e Blake (Dean-Charles Chapman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), parceiros que se apoiam nesta caminhada que parece simples, mas é extremamente perigosa.</p>
<p>É difícil falar desse filme sem querer enaltecer o trabalho do diretor Sam Mendes (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>) o tempo inteiro. E isso se deve ao fato que o longa é o mais puro resultado de uma excelente direção. Desde o início, a decisão de utilizar a câmera em movimento acompanhando os protagonistas já nos proporciona uma experiência de imersão na guerra. Imersão esta que vai ficando cada vez mais real a medida que elementos em cena vão surgindo, nos permitindo a sensação de quase sentir os odores, temperaturas e etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mendes consegue fazer tudo isso sem parecer descuidado nos <em>takes</em>. Acompanhamos a dupla sem descanso, já que é como se fosse uma cena sem cortes, gravada de uma única vez. Existe apenas um ou dois momentos em <strong><em>1917</em> </strong>que são de interferências no tempo. Fora isso, o espectador respira e caminha junto com Scho e Blake, na tentativa de chegar no local onde está a outra tropa.</p>
<p>As mazelas da guerra são jogadas na nossa cara o tempo todo, dando a real sensação de que não há vitoriosos. É como se tudo aquilo acontecesse por um motivo que não vai beneficiar alguém. O espectador tem poucos momentos de alívio, já que até mesmo quando as coisas parecem estar calmas, as cores são desbotadas e sem vida. Como se nada fizesse sentido, mesmo na calmaria.</p>
<p>Tudo isso infringe uma tensão constante, que também faz parte da experiência de imersão pensada por Mendes. Mas ele faz isso com objetivo claro, sem cansar o espectador. O que justifica a excelente escolha de tempo do filme, que tem pouco menos de 2h. Filmes de guerra costumam ter perto de 3h ou às vezes mais. <strong><em>1917</em> </strong>é na medida certa para mostrar esta história tensa e angustiante, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p>Utilizo esses argumentos para justificar o porquê eu realmente acredito que Sam Mendes é um dos nomes mais fortes para levar o Oscar de Melhor Direção deste ano. O filme é um trabalho puramente de direção e isso se mostra em absolutamente todas as cenas. O elenco é excelente, sim, mas não é o foco. Não é à toa que das 9 indicações ao prêmio, nenhuma é para as categorias de atuação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12246" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tocando neste assunto, é preciso pontuar que temos ótimas atuações em cena. George MacKay, que já nos apresentou um ótimo trabalho em <em>Capitão Fantástico</em>, guia as cenas com toda a tensão e naturalidade que o personagem exige. O mesmo vale para seu parceiro, Dean-Charles Chapman. Como um filme de poucos personagens, ao longo do extenso caminho dos protagonistas, somos surpreendidos por grandes atores, como Mark Strong, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Andrew Scott e Richard Madden.</p>
<p>Outro ponto alto de <strong><em>1917</em> </strong>é a fotografia impecável, que funciona como mais um personagem na trama. A profundidade, quando é necessária, ou o <em>close</em> quando precisamos sentir ainda mais a emoção dos protagonistas. Além disso, o jogo de cores que mostram o quanto aquele momento é privado de emoções positivas e como a guerra pode sugar a vitalidade de qualquer pessoa.</p>
<p><strong><em>1917</em> </strong>é um longa que vai muito além de ser apenas um filme de guerra. Ele é um material primoroso de trabalho de direção intenso e dedicado, um roteiro sem excessos e um elenco que funciona como aporte necessário para execução do projeto. É realmente um grande concorrente do Oscar, que contará com meu apoio na torcida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Mendes<br />
<strong>Elenco:</strong> George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Colin Firth, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vck9nCM71J0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: 20 anos de Beleza Americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 18:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem Beleza Americana. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. American Beauty (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida. A trama se estabelece através de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 20 anos, o espectador conheceu os encantos fenomenais do longa-metragem <em><strong>Beleza Americana</strong></em>. Dirigido por Sam Mendes, o filme conquistou o universo da sétima arte de maneira contundente. <em>American Beauty</em> (título original) é, até hoje, uma referência em criatividade, plasticidade, performances e muito mais. Com toda a sua pompa artística e força narrativa, o longa examina a jornada medíocre e infeliz do sonho americano e expõe as feridas desse padrão nacionalista de vida.</p>
<p>A trama se estabelece através de um olhar mais próximo sobre a realidade de uma típica família americana. Lester (Kevin Spacey) é o patriarca que vive o <em>american way of life</em> – uma vida com empregos estáveis, filhos, carros e uma casa bonita no subúrbio. O que está escondido por trás dessa pseudo felicidade é a insatisfação do pai com tudo que o rodeia. Ele detesta o emprego, não ama mais sua esposa Carolyn (Annette Bening) e é completamente ausente e distante de sua filha Jane (Thora Birch). A vida pacata do senhor Burnham muda quando ele conhece a jovem Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. A partir daí, Lester passará a viver sob um novo lema o qual levará a sua vida – e a de todos os que o cercam – à uma reviravolta inimaginável.</p>
<p>Atualmente conhecido pelos últimos trabalhos sobre o agente 007 (<em>Skyfall</em>, de 2012, e <em>Spectre</em>, de 2015), Sam Mendes teve sua carreira cinematográfica iniciada com o que viria a ser sua obra-prima. Em 1998, a <em>Dreamworks</em> decidiu contratar Mendes graças ao seu admirável trabalho como diretor teatral. Ele foi a mente que deu vida ao deslumbrante vencedor do Oscar de 2000. Sua teatralidade estética e poética para o filme exala em cada cena e fez do seu primeiro projeto algo inesquecível. <em><strong>Beleza Americana</strong></em> foi líder das maiores premiações do cinema. Mesmo tendo sido desacreditado antes dos primeiros resultados de premiações, a produção ganhou um total de cinco estatuetas do Oscar, três do Screen Actors Guild Award (SAG Award) e três do Globos de Ouro. Hoje, consagrado pelo público e crítica, o filme é uma obra fundamental para o cinema e ajudou a louvar grande parte dos seus colaboradores, a exemplo do diretor.</p>
<p>Um homem comum que não tinha nada a perder percebe que a fórmula para a felicidade enlatada não passava de uma farsa. Após a descoberta, ele decide mudar seu comportamento por completo. Resumidamente, essa foi a forma pela qual Alan Ball, ao escrever o enredo de <em>American Beauty</em>, escancarou para o mundo a farsa que há no ideal familiar suburbano dos americanos. O filme é uma clara crítica aos costumes do início ao fim. Tudo começa pelo seu título que foi genialmente escolhido para fazer com que o espectador relacione-o com um tipo de rosa de mesmo nome. O paralelo é criado a partir da flor porque ela personifica as famílias estadunidenses. As rosas <em>american beauty</em> são belíssimas por fora, porém não tem cheiro nem espinhos, tornando-as falsas e vazias. Ou seja, as famílias do subúrbio estadunidenses são belas, sorridentes e felizes por fora, mas completamente vazias e incompletas por dentro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11428" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/beleza3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para compor os outros símbolos da produção, Mendes remonta perfeitamente a vida da classe média americana e seus padrões. Dessa forma, o diretor comprova a inversão problemática e vazia que o <em>american way of life</em> resulta. A esposa infeliz que perdeu a sensibilidade pelos prazeres e alegrias da vida; a filha incompreendida e revoltada; os típicos empregos estáveis que não trazem alegria alguma às vidas de Lester e Carolyn. Esses fatores são inseridos através de um trabalho de direção fotográfica espetacular que rendeu à Conrad Hall o Oscar de Melhor Fotografia (também indicado anteriormente por <em>O Dia do Gafanhoto</em>, de 1975, e <em>Conspiração Tequila</em>, de 1988). A estética cenográfica de <em><strong>Beleza Americana</strong></em> – comandada pela diretora de arte Naomi Shohan – é outro alicerce que incorpora a trama de Ball em vários momentos existencialistas do filme.</p>
<p>O elenco escolhido para encarnar o vazio existencial da <em>american beauty</em> é a peça que conclui com perfeição o quebra-cabeça desta joia da sétima arte. A dinâmica de cena entre as personagens centrais da trama mostra a qualidade técnica de todos os escolhidos para dar a essas figuras. O Coronel Frank Flitts (Chris Cooper) e seu comovente segredo; o amor psicológico entre Jane e Rick Flitts (Wes Bentley); a dualidade da personagem de Mena Suvari; as discussões intensas entre o casal vivido por Kevin Spacey e Annette Bening, etc. Cada uma dessas cenas faz do filme algo fora do comum. É admirável e evidente a qualidade artística do casal principal – fator que os fez ganhar diversos prêmios por seus personagens, incluindo a vitória de Spacey e a indicação de Annette ao Oscar.</p>
<p>O conjunto de execuções minuciosas e extraordinárias fez com que a estreia de Mendes no cinema merecesse o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, entre outras três indicações na premiação. No total, <em><strong>Beleza Americana</strong></em> fechou seu circuito de competições com nada menos que 89 vitórias dentre as 160 indicações recebidas. Hoje, vinte anos após sua glória, o filme ainda vive no hall da fama por inaugurar uma era onde a crítica escancarada ao mito da perfeição humana passa a ser um tema amplamente comum. Além disso, o longa reforça uma cultura estética da simbologia por trás da imagem com originalidade invejável e atuações que são, até hoje, aplaudidas de pé.</p>
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		<title>Ouça a música tema de 007 contra Spectre composta por Sam Smith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 16:36:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[007 contra Spectre]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Smith]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ATUALIZAÇÃO 26/09/2015 Confira abaixo a canção composta por Sam Smith para 007 contra Spectre, &#8220;Writing&#8217;s on the wall&#8221;: &#160; MATÉRIA DO DIA 07/09/2015 Curioso pra saber quem assina a música tema do novo filme de James Bond? A canção de 007 contra Spectre deve ser divulgada amanhã (08), mas parece que o mistério foi solucionado. O músico inglês Sam Smith acabou de divulgar no seu perfil oficial do twitter uma foto que nos faz acreditar que seja ele o autor da composição. Na imagem, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ATUALIZAÇÃO </strong>26/09/2015</p>
<p>Confira abaixo a canção composta por Sam Smith para <em>007 contra Spectre, </em>&#8220;Writing&#8217;s on the wall&#8221;:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/N_dbXWpKDKg" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>MATÉRIA DO DIA 07/09/2015</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3539" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/007-620x330.jpg" alt="007" width="620" height="330" /></p>
<p>Curioso pra saber quem assina a música tema do novo filme de James Bond? A canção de <em>007 contra Spectre</em> deve ser divulgada amanhã (08), mas parece que o mistério foi solucionado. O músico inglês Sam Smith acabou de divulgar no seu perfil oficial do twitter uma foto que nos faz acreditar que seja ele o autor da composição. <span style="line-height: 1.5;">Na imagem, Smith aparece usando um anel com o símbolo de Spectre, organização criminosa do novo filme de 007.</span></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/542a29ba856f34330e21c4fd01ab98b1_original.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-3540 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/542a29ba856f34330e21c4fd01ab98b1_original.jpg" alt="542a29ba856f34330e21c4fd01ab98b1_original" width="511" height="574" /></a></p>
<p>Para quem não conhece o trabalho de Smith, ele é responsável por hits como &#8220;I&#8217;m not the only one&#8221; e &#8220;Stay with me&#8221;. Veja o clipe dessas músicas abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/nCkpzqqog4k" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pB-5XG-DbAA" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><em>007 contra Spectre </em>será lançado no dia 05 de novembro e traz Daniel Craig de volta no papel de James Bond. O filme terá também o retorno de atores que comporam o elenco de <em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>, Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris. Os novos rostos da franquia são Christoph Waltz, Léa Seydoux, Monica Bellucci e Dave Bautista. O filme continua sob a batuta do diretor Sam Mendes, de <em>Operação Skyfall</em>.</p>
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		<title>Divulgado o novo trailer de 007 contra Spectre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 15:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[007 - Operação Skyfall]]></category>
		<category><![CDATA[007 contra Spectre]]></category>
		<category><![CDATA[Christoph Waltz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Léa Seydoux]]></category>
		<category><![CDATA[Monica Bellucci]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Fiennes]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; 2015 terá novo filme de 007 sim! 007 contra Spectre estreia nos cinemas de todo o país no dia 05 de novembro e a Sony já disponibilizou o primeiro trailer (o segundo se considerarmos que o anterior era um teaser) do novo longa protagonizado por James Bond. Novamente sob a direção de Sam Mendes (007 &#8211; Operação Skyfall), a nova trama de 007 trará James Bond (Daniel Craig) tentando investigar uma misteriosa mensagem relativa a eventos do seu passado. A investigação o levará [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spectre-tsr-poster1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3180" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spectre-tsr-poster1-534x400.jpg" alt="1$_V?_Job Name" width="534" height="400" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2015 terá novo filme de 007 sim! <em>007 contra Spectre </em>estreia nos cinemas de todo o país no dia 05 de novembro e a Sony já disponibilizou o primeiro trailer (o segundo se considerarmos que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sYp6GpBlb7I">o anterior </a>era um teaser) do novo longa protagonizado por James Bond.</p>
<p>Novamente sob a direção de Sam Mendes (<em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>), a nova trama de <em>007 </em>trará James Bond (Daniel Craig) tentando investigar uma misteriosa mensagem relativa a eventos do seu passado. A investigação o levará a uma organização criminosa e ao nome &#8220;Spectre&#8221;. Paralela a essa trama, M (agora Ralph Fiennes) tentará manter o serviço de inteligência em funcionamento através de estratégias políticas.</p>
<p>Além do retorno de velhos conhecidos da franquia como Daniel Craig, Ralph Fiennes, Naomie Harris e Ben Whishaw, todos eles presentes em <em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>, o filme contará com Christoph Waltz (<em>Django Livre</em>), Dave Bautista (<em>Guardiões da Galáxia</em>), Léa Seydoux (<em>Azul é a Cor mais Quente</em>) e Monica Bellucci (<em>As Maravilhas</em>).</p>
<p>Confira o trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v7hA8P1CkAI" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/divulgado-o-novo-trailer-de-007-contra-spectre/">Divulgado o novo trailer de 007 contra Spectre</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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