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	<title>Arquivos Rose Byrne - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rose Byrne - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Sete Dias Sem Fim (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 23:08:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Que tal uma série de dicas de filmes para você assistir no conforto de sua casa durante este período em que é fundamental respeitar o isolamento? O Coisa de Cinéfilo vai falar diariamente (ou quase isso) sobre longas de fácil acesso para você curtir e alimentar essa necessidade de um filminho bom. Prepare a pipoca e vamos lá! Vamos começar com Sete Dias Sem Fim. Esta comédia dramática reúne um elenco sensacional, com Jason Bateman (série Ozark), Tina Fey (série [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal uma série de dicas de filmes para você assistir no conforto de sua casa durante este período em que é fundamental respeitar o isolamento? O Coisa de Cinéfilo vai falar diariamente (ou quase isso) sobre longas de fácil acesso para você curtir e alimentar essa necessidade de um filminho bom. Prepare a pipoca e vamos lá!</p>
<p>Vamos começar com <em><strong>Sete Dias Sem Fim</strong></em>. Esta comédia dramática reúne um elenco sensacional, com Jason Bateman (série <em>Ozark</em>), Tina Fey (série <em>30 Rock</em>), Jane Fonda (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-do-jeito-que-elas-querem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Do Jeito Que Elas Querem</em></a>), Adam Driver (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), Rose Byrne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-repente-uma-familia/"><em>De Repente Uma Família</em></a>), Corey Stoll (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>), Kathryn Hahn (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perfeita-e-a-mae/"><em>Perfeita é a Mãe</em></a>), Timothy Olyphant (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era Uma Vez Em&#8230; Hollywood</em></a>), etc. Ufa! É muito ator de qualidade e isso se reflete 100% no andamento do roteiro.</p>
<p>A história traz Judd, um homem que é bombardeado com eventos ruins, como a descoberta ao vivo da traição da esposa com seu chefe. Na sequência, seu pai morre e ele precisa viajar para o funeral. Ao chegar na sua cidade natal e encontrar com a mãe e três irmãos, ele descobre que era da vontade de seu pai que eles fizessem uma cerimônia judia que exige que o núcleo familiar fique em vigília, na mesma casa, por 7 dias. Claro que isso vai render diversos problemas de relacionamento e convivência.</p>
<p>O gênero de comédia dramática é algo que me atrai pela simples premissa de rir das desgraças da vida. Não me soa como desistência, mas como uma resiliência de que tem certas coisas que realmente não têm resolução. Judd vive muitas emoções negativas ao mesmo tempo e é obrigado a lidar com monstros antigos que ele empurrava para debaixo do tapete. Os quatro filhos do falecido são completamente diferentes em personalidade e trazem abordagens diferentes para uma mesma questão: o luto.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12554" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Sete Dias Sem Fim" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/465624.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas <strong><em>Sete Dias Sem Fim</em></strong> não é apenas um filme sobre luto. Ele vai além e fala sobre questões emocionais. Sobre se sentir um perdedor quando as coisas dão errado. Sobre ter medo da mudança. Sobre o inesperado. Não é um filme tão profundo, mas ele consegue passear por esses assuntos de uma maneira muito correta e pertinente.</p>
<p>E claro, o ponto mais alto é que este roteiro interessante é ser liderado por um elenco fantástico. A dinâmica dos artistas é o que torna o filme ainda melhor. Embora tenham muitos atores, a unicidade da equipe dá um tom a mais. Estão todos organicamente conectados e com a química alinhada. Não há excessos e nem tentativas de parecer mais que o outro. E este equilíbrio é que garante um bom filme.</p>
<p><em><strong>Sete Dias Sem Fim</strong> </em>é um filme que passa rápido, que flui com muita facilidade e atrai a nossa atenção a todo momento. Uma excelente pedida para quem quer curtir um longa mais leve nesse tempo de notícias tão pesadas. Ah, e está facilmente disponível na Netflix, facilitando ainda mais a nossa vida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy<br />
<strong>Elenco:</strong> Jason Bateman, Tina Fey, Jane Fonda, Adam Driver, Rose Byrne, Corey Stoll, Kathryn Hahn, Timothy Olyphant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Glav2KqknV8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: De Repente Uma Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 19:33:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[De Repente Uma Família]]></category>
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		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temática adoção é, por muitas vezes, romantizada no cinema e até na sociedade em geral. Falam sempre sobre como é maravilhoso dar um lar para uma criança que perdeu ou foi rejeitada pela família e como isso pode tornar todo mundo mais unido. É um gesto de amor. Mas como tudo na vida, tem seu lado difícil, negativo. De Repente Uma Família trata sobre essa temática de maneira bastante honesta e assertiva, ponderando não apenas as emoções positivas, como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temática adoção é, por muitas vezes, romantizada no cinema e até na sociedade em geral. Falam sempre sobre como é maravilhoso dar um lar para uma criança que perdeu ou foi rejeitada pela família e como isso pode tornar todo mundo mais unido. É um gesto de amor. Mas como tudo na vida, tem seu lado difícil, negativo. <em><strong>De Repente Uma Família</strong></em> trata sobre essa temática de maneira bastante honesta e assertiva, ponderando não apenas as emoções positivas, como as negativas também.</p>
<p>Pete e Ellie são um casal bem resolvido com a vida e que não têm filhos. Quando estão chegando perto dos 40 anos, decidem que talvez seja o momento de aumentar a família. Eles acabam se encantando com a ideia de adotar uma criança e partem para o processo de adoção. No meio do caminho, acabam se deparando com três irmãos e, o que antes era um casal com um cachorro, de repente se torna pai, mãe e três filhos, de diferentes idades.</p>
<p>Este é um filme cuidadoso. Sim, ele pega uma temática que é constantemente romantizada e mostra o lado complicado e difícil da decisão de adotar. Ainda assim, faz isso de maneira tão leve e contundente, que deixa o espectador reflexivo e apaixonado.</p>
<p>Construindo a história do casal com muito apreço, o enredo primeiramente nos mostra como que a dinâmica amorosa funciona. Como que surgiu a ideia de adoção em um casal que não tem problema algum de fertilidade. Por si só, isso já acrescenta muito ao espectador. Sempre vemos histórias em filmes de casais que decidiram adotar porque não podiam ter filhos. Este não é o caso. Eles apenas queriam dar um lar para uma criança que precisava.</p>
<p>Quando começam o processo e vão para as reuniões, outros casais com diferentes histórias começam a ser inseridos. Cada um de um jeito, com objetivos diferentes e motivações distintas. Desde o começo do longa, o tom de humor é presente, mas de maneira muito leve. É para suavizar a sensação e dar um pouco menos de sobriedade ao tema. Ainda assim, apesar dos risos, sabemos que o assunto está sendo levado a sério e explorado da melhor forma.</p>
<p>Por conseguinte, somos apresentados a três crianças super simpáticas e sensíveis, que se tornaram os filhos de Pete e Ellie. De origem latina, o histórico deles é mostrado logo de início. Com idades diferentes (15, 10 e 5 anos &#8211; mais ou menos), cada pessoinha daquela é um universo. E cada uma reagiu de maneira diferente ao abandono parental.</p>
<p>Vamos conhecendo também como funciona o processo de adoção nos EUA, que se inicia com o acolhimento das crianças para depois, se tudo der certo, partir para a adoção definitiva. O filme nos mostra a dúvida que cresce nos pais, o medo de não dar certo e até a possibilidade da desistência. Enquanto isso, o espectador começa a se questionar sobre a relação difícil de adoção de crianças mais velhas, que já possui personalidade mais definida e um passado na história.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9621" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/3049053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="De Repente Uma Família" width="610" height="348" /></p>
<p><em><strong>De Repente Uma Família</strong></em> fala sobre as dificuldades de adaptação dos dois lados. Sobre como é simples preparar um quarto para receber uma criança, mas como é difícil, da noite para o dia, ter uma outra pessoa dentro de sua casa. O entendimento de todos, como cada um funciona. Tudo isso é posto à prova no longa, que vai esmiuçando cada detalhe e particularidade deste processo incrível e difícil que é a adoção.</p>
<p>Ainda que recheado de momentos complicados, a adoção vai se mostrando também um processo de puro amor e construção. Um amor que não surge absolutamente do nada (como as mães de útero costumam afirmar), mas que vai sendo construído dia após dia, atitude após atitude. E da dúvida também, porque são todos humanos. Dúvida se eles realmente querem três crianças quebrando a rotina e se aquelas crianças querem eles como pais.</p>
<p>O filme fala ainda sobre o quão traumático o processo pode ser para as crianças, que muitas vezes voltam para orfanatos por desistência das famílias. Ou ainda como é difícil adotar crianças mais velhas, ou irmãos que não devem ser separados. Qualquer coisa parece se tornar um empecilho neste processo, o que torna tudo mais complicado.</p>
<p>A finalização do filme não é menos coerente e encantadora. Ela trabalha com nossas emoções com cuidado e clareza. Ficamos emotivos e animados, na mesma dosagem. A informação de que a história é baseada em um fato real transforma nossa percepção também. Ainda assim, é o elenco que nos conquista. Rose Byrne e Mark Wahlberg estão excelentes no papel dos pais, mostrando cada transição de sentimento, o medo, a força, o amor e a dúvida. Da parte das crianças, Gustavo Quiroz, Isabela Moner e Julianna Gamiz dão um show de performance e envolvem o público em cada tomada.</p>
<p><em><strong>De Repente Uma Família</strong></em> é um longa que fala sobre amor, provação e aceitação. Trata da adoção como temática importante que é, de maneira honesta e nada romantizada. Ela como ela efetivamente é. E esse é o que define a recepção do público, que se encanta a cada cena. Super recomendo!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P0c7ndA1IG0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pedro Coelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 20:46:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme Pedro Coelho é baseado no personagem criado pela famosa escritora britânica Beatrix Potter e lançado no começo do século XX. Com o intuito de seguir a série infantil, o longa apresenta um produto cuidadoso e fofo, que certamente irá agradar as crianças. Pedro Coelho conta a história de Pedro, um coelhinho muito esperto que tenta roubar as verduras de um senhor para alimentar suas irmãs e um primo. Ele tem uma história emocional com o homem, o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme <em>Pedro Coelho</em> é baseado no personagem criado pela famosa escritora britânica Beatrix Potter e lançado no começo do século XX. Com o intuito de seguir a série infantil, o longa apresenta um produto cuidadoso e fofo, que certamente irá agradar as crianças.</p>
<p><em>Pedro Coelho</em> conta a história de Pedro, um coelhinho muito esperto que tenta roubar as verduras de um senhor para alimentar suas irmãs e um primo. Ele tem uma história emocional com o homem, o que faz com que ele se sinta ainda mais dono de todo aquele alimento. Depois que o velho morre do coração, ele acha que está livre e soberano, até que descobre que o sobrinho do homem herdou o chalé e é ainda mais carrasco que ele.</p>
<p>O longa é bem infantil e não esconde isso momento algum. Uma história suave, gostosa de acompanhar e engraçada na medida certa. Tudo isso recheado de coelhinhos fofinhos falando como gente e pulando de um lado para o outro. É, literalmente, uma mistura que deu liga.</p>
<p>A equipe de computação gráfica se dedicou ao extremo, criando um cenário lindo e animais perfeitos. Você só sabe que não é de verdade porque eles falam, colocam a mão na cintura, etc. Coisas que um coelho de verdade não faz. Mas é chocante o quão perfeito é o trabalho desta equipe.</p>
<p>O ponto fraco, talvez, fica para o elenco humano. Embora eu adore Domhnall Gleeson, ele não tem muita química com Rose Byrne, que sempre me parece meio afetada demais. Mesmo para um filme infantil que não leva em consideração os exageros, ela consegue exceder o limite. Mas nada que seja bizarro de se assistir, afinal o foco são os coelhos mesmo, e eles são bem fofinhos.</p>
<p>Entenda: <em>Pedro Coelho</em> não é uma obra prima, nem um filme maravilhoso. Mas cumpre seu objetivo com doçura e apresenta um resultado ótimo para o público infantil. Traz ainda a conscientização das reflexões que temos que fazer sobre nossos atos e que, às vezes, não somos tão inocentes quanto pensamos, só porque acreditamos que temos direito sobre algo. Vale a pena levar a criançada para conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2yidcelgers" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Intrometida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 19:20:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood foi ingrata com Susan Sarandon em um determinado momento da sua carreira. Enquanto a vencedora do Oscar por Os Últimos Passos de um Homem e estrela eternizada em filmes como Thelma &#38;amp; Louise protagonizava produções de qualidade duvidosa (O Casamento do Ano) ou aparecia em outras tantas como coadjuvante de luxo (Um Olhar do Paraíso, Speed Racer e Tudo Acontece em Elizabethtown), jovens atrizes com bem menos talento firmavam contratos milionários com os grandes estúdios e contemporâneas como Meryl Streep, Jessica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood foi ingrata com Susan Sarandon em um determinado momento da sua carreira. Enquanto a vencedora do Oscar por <i>Os Últimos Passos de um Homem </i>e estrela eternizada em filmes como <i>Thelma &amp;amp; Louise </i>protagonizava produções de qualidade duvidosa (<i>O Casamento do Ano</i>) ou aparecia em outras tantas como coadjuvante de luxo (<i>Um Olhar do Paraíso</i>, <i>Speed Racer </i>e <i>Tudo Acontece em Elizabethtown</i>), jovens atrizes com bem menos talento firmavam contratos milionários com os grandes estúdios e contemporâneas como Meryl Streep, Jessica Lange e Glenn Close brilhavam em papeis fortes no cinema e na TV. <i>A Intrometida </i>talvez seja um dos poucos trabalhos recentes que finalmente dão o merecido espaço para Susan Sarandon brilhar. Tudo bem que o filme se enquadra como uma dramédia que provavelmente poucas pessoas verão ou levarão em consideração na temporada de prêmios e, consequentemente, não promete realizar mudanças drásticas no <i>modus operandi </i>hollywoodiano de dar pouco espaço para longas protagonizados por mulheres maduras, mas é revigorante assistir a uma história do seu calibre e que ainda é palco para Susan Sarandon mostrar porque é uma das melhores atrizes do cinema.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>A Intrometida </i>é dirigido e roteirizado por Lorene Scafaria (de filmes como <i>Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo </i>e <i>Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música) </i>e parte de uma experiência pessoal da realizadora, que traz para as telas um relato da sua história ao lado da mãe após a morte do pai. No filme, Sarandon interpreta Marnie, uma viúva que herda uma boa quantia em dinheiro do esposo e que está vivendo uma fase na qual tenta aproveitar ao máximo a vida. Marnie procura ocupações como voluntariar-se em um hospital ou promover uma festa de casamento para uma jovem que pouco conhece, além, claro, de tentar pôr ordem na vida da sua única filha Lori, como toda boa mãe. Quando Lori sinaliza para Marnie que a relação de ambas precisa ter certos limites, ela começa a se dar conta da sua solidão e de como tem preenchido seus momentos inquietantemente livres. A partir dai, a protagonista começa a tentar encontrar formas de superar o luto e seguir outros rumos na sua própria caminhada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com <i>A Intrometida</i>, Scafaria realiza um filme completamente adorável. O longa se enquadra como uma daquelas dramédias <i>indies </i>americanas, mas evita qualquer cacoete do seu nicho de produção. Claro que você não verá no longa de Scafaria maiores subversões, mas dentro das próprias convenções pactuadas a diretora encontra uma maneira natural e humana de construir sua história e de compor suas personagens, cujo maior mérito é a empatia que provocam na plateia, afinal todas elas são pessoas de &#8220;carne e osso&#8221;, sobretudo a protagonista Marnie. A diretora e roteirista faz do seu longa um filme que consegue lidar com seus momentos de humor e também com aqueles de completa introspecção. Scafaria tem como mérito imbricar essas duas facetas da sua história e dos sujeitos que a protagonizam de maneira orgânica, encontrando um tom próprio para a sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/8-1.jpg" alt="8" width="610" height="348" /></p>
<p>No que diz respeito a sua protagonista, Lorene Scafaria é atenta a cada um dos suaves e impecáveis detalhes da interpretação de Susan Sarandon que compõe uma figura agradável e cativante pelo olhar generoso que tem para as pessoas e para a própria vida. Sarandon consegue uma oscilação interessante entre o cômico, nada caricatural, e a melancolia inerente ao luto vivido pela personagem. A câmera de Scafaria é toda para Sarandon e a atriz é brilhante ao conduzir o olhar do espectador para a jornada da sua personagem ao lado de ótimos parceiros como Rose Byrne (filha da protagonista) e J. K. Simmons, que lá pelas tantas torna-se um pretendente de Marnie. Assim, contando com uma atriz principal que agarra com segurança e competência uma personagem que cativa com sua simplicidade e seu potencial empático com a plateia, Lorene Scafaria faz o seu melhor trabalho até então, não resta dúvidas.</p>
<p>Em breve, Susan Sarandon poderá ser vista em <i>Feud</i>, série de TV de Ryan Murphy que promete trazer para o público o icônico confronto entre Bette Davis e Joan Crawford nos bastidores do filme <i>O que aconteceu com Baby Jane? </i>de 1962. Sarandon viverá ninguém menos do que Davis e contracenará com Jessica Lange, que interpretará Crawford. A expectativa é de que o programa traga mais uma grande performance da atriz. Somando a promessa de êxito dessa série com o impecável resultado do trabalho da vencedora do Oscar em <i>A Intrometida</i>, já podemos afirmar que, ao menos, um terreno é preparado para o seu <i>comeback. </i>Nada mais justo, Sarandon merece muito mais do que algumas poucas falas e servir de escada para atores menos expressivos que ela, como Orlando Bloom ou Mark Wahlberg. Sarandon merece o brilho que <i>A Intrometida </i>lhe dá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdybNe_5EVA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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