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	<title>Arquivos Ralph Fiennes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ralph Fiennes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Incrível História de Henry Sugar (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 17:46:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (Asteroid City) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. A Incrível História de Henry Sugar tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Baseando-se no conto homônimo de Roald Dahl, o cineasta Wes Anderson (</span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">) chega à Netflix com uma adaptação coesa e vibrante. <strong><i>A Incrível História de Henry Sugar</i></strong></span><span style="font-weight: 400;"> tem todos os traços estilísticos de Anderson, desde a paleta de cores marcadas pelos tons pastéis ou as atuações não convencionais – com certa imobilidade corporal e expressões faciais quase passivas, que se apegam ao colorido tonal da voz –, mas há também espaço para a personalidade da literatura de Dahl, cheia de fantasias e um toque mágico ou quase mágico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que, aqui, o trabalho de Wes se destaca,  e por dois motivos. O primeiro é o seu roteiro, que consegue se apropriar do mundo ficcional de Dahl e transmitir todos os detalhes de uma história complexa com precisão e nitidez. Através dos relatos das personagens, o espectador vai imergindo na trama, juntando os pedaços das informações, que são entregues progressivamente. Mas, esta conexão do público com o enredo também se dá na própria dinâmica de trabalho criativo de Wes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí é que está o segundo destaque da obra! Através de elementos marcantes da visualidade “Wesandersoniana”, o mundo literário parece saltar da tela, como se quem assiste estivesse virando as páginas de um livro ilustrado. Nesta lógica, a escolha da razão de aspecto 4:3 e o fato dos intérpretes olharem para a câmera na maioria dos momentos elevam essa sensação. A centralização das personagens em sequências de viradas, pequenas ou grandes, também é uma forma de direcionar o olhar da plateia durante a exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, há uma genialidade de Wes neste seu média-metragem, porque o diretor consegue transformar as palavras de Roald em imagem, mantendo sua linguagem e prendendo a atenção de seu público. Essa triangulação não é fácil, muito menos a precisão de passar texto escrito para tela seja necessário. No entanto, Anderson o faz em seu novo filme e mostra destreza e confiança ao realizar seu intento. De certo, a seleção do conto a ser adaptado também foi inteligente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas produções recentes de Wes, a sua forma de manejar a narrativa soa forçada, quase que como se a narrativa estivesse à serviço do processo criativo do autor e não o contrário. Contudo, em Henry Sugar tudo se encaixa, não apenas nas escolhas da direção, mas também nos outros setores da técnica. Para que essa combinação visual e textual (falada) funcionasse, Wes Anderson garantiu, mais uma vez, uma boa equipe nos bastidores. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17721" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png" alt="A Incrível História de Henry Sugar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de integrantes que trabalha na arte do média é imensa. O design de produção é assinado por Adam Stockhausen (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">), que é quem geralmente comanda a função nos filmes de Anderson. Já a direção de arte é encabeçada por Claire Peerless (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Policia</span></i><span style="font-weight: 400;">l) e Richard Hardy (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;">). O figurino está nas mãos de Kasia Walicka Maimone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capote</span></i><span style="font-weight: 400;">). Já a maquiagem é realizada por uma extensa lista de profissionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda esta listagem aparece nesta crítica para dizer que além de ser meticuloso, este setor do filme conta com uma boa quantidade de membros também. Números altos não significam sempre qualidade, porém em </span><i><span style="font-weight: 400;">Henry Sugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> este é o caso. A cenografia dialoga com a direção de fotografia, que é uma parceria fundamental para que a construção de sentido seja não apenas eficaz, mas que funcione visualmente, para além do desejo de imprimir camadas narrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, cada mudança de cenário é equilibrada ou acentuada pela temperatura. Um exemplo é a sequência do hospital, na qual se tem uma impressão imediata de luz estourada. Todavia, aos poucos, é trazida a informação sobre a personagem do Ben Kingsley que faz com que o uso dos tons dos figurinos e do espaço sejam compreendidos em sua totalidade. Além desta construção imagética bem feita, o elenco (super experiente, é bem verdade) dá conta de uma história que poderia levar as atuações para o caricato exagerado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, seja difícil explicar que há certa caricatura dentro desta obra, mas não é algo histriônico, que desconecte o indivíduo de sua espectatorialidade. É mais um uso de arquétipos visuais – algo recorrente nos filmes de Wes – do que uma ausência de elaboração de camadas de complexidades. Assim,</span><strong><i> A Incrível História de Henry Sugar</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma sessão prazerosa, que gera curiosidade, pela própria ideia criada por Dahl, mas que também tem seus elementos instigantes fomentados por Anderson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre todos os acertos, a única questão que incomoda são as reiterações em certas falas do roteiro. Esta característica demonstra que o espectador está sendo um pouco subestimado. De longe, não é algo que compromete o resultado total, mas diminui, de certo, a qualidade geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Ralph Fiennes, Dev Patel, Ben Kingsley</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/eSvYMo_D-eM?si=5YgjLcHTLWZGHA_H" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Menu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:07:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Anya Taylor-Joy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A explosão da gastronomia nos últimos anos motiva os mecanismos da crítica social desenvolvida em O Menu. O filme de Mark Mylod (de alguns episódios de séries como Game of Thrones e Succession) traz um grupo de convidados de um renomado chef interpretado por Ralph Fiennes para degustar um cardápio exclusivo preparado por ele em um restaurante cuja cozinha administra e está localizado em uma ilha particular. Na lista, onze convidados: um jovem apaixonado por gastronomia e sua namorada, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A explosão da gastronomia nos últimos anos motiva os mecanismos da crítica social desenvolvida em <strong><em>O Menu</em></strong>. O filme de Mark Mylod (de alguns episódios de séries como Game of Thrones e Succession) traz um grupo de convidados de um renomado chef interpretado por Ralph Fiennes para degustar um cardápio exclusivo preparado por ele em um restaurante cuja cozinha administra e está localizado em uma ilha particular. Na lista, onze convidados: um jovem apaixonado por gastronomia e sua namorada, uma crítica gastronômica e seu editor, um casal de ricaços em crise matrimonial, um astro de Hollywood decadente e sua namorada e um grupo de três sócios de uma grande empresa. Ao longo da degustação, os convidados percebem que foram atraídos por uma armadilha do chef.</p>
<p><em><strong>O Menu</strong></em> é movido por um humor ácido e cerca o grupo de visitantes da ilha com um estado de apreensão deixado pelo personagem de Ralph Fiennes. A partir dos primeiros sinais de que aquela não é uma degustação comum e de que todos estão na mira de um chef psicótico, os personagens do filme passam a antever como tudo aquilo tende a piorar e resultar em tragédia. O chef Slowik ultrapassa fronteiras e vai em uma escalada surpreendente de sadismo que colabora com o crescente suspense do longa.</p>
<p>A crítica do filme é localizada e evidente. Através do grupo de vítimas selecionadas por Slowik &#8211; críticos, a alta sociedade, celebridades e entusiastas alienados da alta gastronomia &#8211; , o longa fala sobre o estado das coisas na área. Em tempos de hype midiático dos chefs de cozinha, <strong><em>O Menu</em></strong> escancara o caráter utilitarista da gastronomia, evidenciando como o ramo da alimentação entrou na arena da luta de classes: a prevalência de conceitos em prejuízo do paladar, o uso de termos pomposos para a descrição de sabores, o status social que a gastronomia confere àqueles que performam sua apreciação etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16196" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Menu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/5619680.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No final das contas, o objetivo da prática acaba sendo esvaziado no meio de tanta pompa. Como o próprio desfecho da personagem de Anya Taylor-Joy denuncia, a relação entre clientes e chefs deveria ser baseada em dinâmicas muito simples, o prazer de comer algo bem-feito e que agrada espontaneamente um paladar e a retribuição pecuniária por esse trabalho bem executado na cozinha.</p>
<p>A maneira certeira como o filme analisa os principais problemas em torno do seu tema e como apresenta personagens interessantíssimos, do chef psicologicamente destruído, mas obstinado em seus objetivos interpretado por Ralph Fiennes à deslocada convidada vivida por Anya-Taylor Joy, passando pelo egocêntrico e obcecado fã representado por Nicholas Hoult e a crítica prolixa de Janet McTeer, todos têm um grande momento no filme. <em><strong>O Menu</strong></em> é um filme de elenco, mas que apresenta direção e roteiro maduros no desenvolvimento da sua crítica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mark Mylod</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ralph Fiennes, Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Hong Chau, Janet McTeer, Reed Birney, Judith Light, Paul Adelstein</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lfbYsIIFYaw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer, o último da franquia com o ator Daniel Craig (Entre Facas e Segredos) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem. Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong>, o último da franquia com o ator Daniel Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem.</p>
<p>Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, o estilo de Bond foi sendo modificado. Se antes eles primavam muito pelos apetrechos tecnológicos que o auxiliavam nas missões, agora a força e performance física tem espaço muito maior e privilegiado. É claro que não necessariamente isso é um ponto positivo, visto que um dos grandes atrativos do personagem eram justamente os seus <em>gadgets</em>. Neste longa, conseguimos ver um vislumbre daquele James de outrora, com breves aparições desta tecnologia aplicada em prol da espionagem.</p>
<p>Mas não é porque sentimos falta deste detalhe, que vamos desmerecer a importância de Daniel no aprofundamento do personagem. Ele trouxe uma característica mais sentimental e humana, tornando o espião mais passível de romances profundos e não apenas os furtivos. A imensa variedade de Bond Girls deu espaço a amores e tentativas de viver emoções mais intensas. Em <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> vemos justamente o resultado desta mudança, com Bond tentando construir um lar com Madeleine (Léa Seydoux, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>), seu amor depois do sofrimento da perda de Vesper (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14584" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que o coração pule na frente em muitos momentos, James ainda é um cara sisudo e descrente da sociedade. Ele está afastado dos serviços de espionagem e reluta quando é convocado novamente por M (Ralph Fiennes, <em>A Escavação</em>). É quando surge a figura de Felix (Jeffrey Wright, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>), seu parceiro dos tempos de Cassino Royale e Quantum of Solace, que ele decide aceitar a solicitação.</p>
<p>James carrega em si todo o amargor que a vida deixou ao longo dos anos. Ele tem dificuldade em lidar com as questões de ego que envolvem a presença da nova 007 (sim, a espiã é uma mulher e negra – falaremos disso adiante), assim como enfrentar os demônios do seu passado.</p>
<p>O filme equilibra com maestria os momentos de tensão em leveza, mesmo que esse último elemento seja mais raro. Seguindo o perfil do Bond de Craig, ele ri pouco e tem o tom sempre mais pesado ao encarar as dualidades da vida. Ainda assim, é seu carisma que constrói a base deste capítulo, com suas quase 3h de duração.</p>
<p>Para vilões e coadjuvantes, o elenco composto ainda por Rami Malek (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a>) e Christoph Waltz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pequena-grande-vida/"><em>Pequena Grande Vida</em></a>) tem uma química em cena que dá o tom da trama. Todos têm muita familiaridade com as dinâmicas, mesmo que falte aprofundamento em alguns casos. É uma sensação rapidamente compreendida pelo foco principal da despedida de Bond.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14583" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> traz ainda a questão da inclusão como foco e isso é muito bem colocado. Personagens negros surgem com muito mais destaque do que antes, mostrando que a franquia procura se atualizar das necessidades da sociedade. Cabe aí o questionamento sobre a eventual cogitação que ocorreu de colocar o ator Idris Elba (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) como o próximo 007. À época, ele sofreu preconceito e chegou a dizer que não aceitaria o convite.</p>
<p>Este é o quinto e último longa de Daniel Craig na pele de James Bond, então o sentimento de adeus está presente na maior parte do tempo. Ele está no seu melhor momento e entrega tudo de si no personagem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Ele é, acima de tudo, um herói neste filme, com todas as dores que carrega ao longo dos anos, mas curiosamente sempre escolhendo crer numa realidade melhor. Esta foi uma calorosa despedida do personagem que marcou a sua vida.</p>
<p>É difícil não pensar o quanto foi construído ao longo desses anos e quais as oportunidades que teremos a partir de agora. 007 é uma franquia que se renova sempre e abre espaço para novos agentes e possibilidades. Seguimos ansiosos pelos próximos capítulos e onde esse personagem tão interessante poderá nos levar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cary Joji Fukunaga</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ben Whishaw, Ana de Armas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kCyjw0z-5KI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Segredos Oficiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 02:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Bakri]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, Segredos Oficiais se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele. Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, Orgulho e Preconceito), uma mulher comum que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele.</p>
<p>Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, <em>Orgulho e Preconceito</em>), uma mulher comum que trabalha em um importante setor estratégico do governo. Em meio aos vários documentos que recebe diariamente, ela acaba descobrindo que o Reino Unido, juntamente com os EUA, pretende articular informações para forçar a guerra contra o Iraque, em 2003. Sua vida acaba virando um completo caos depois que ela decide vazar esse conteúdo para a imprensa.</p>
<p>O longa traz discussões pertinentes sobre política, justiça e a importância da imprensa. Especialmente no momento que vivemos atualmente. Fica bem claro desde o início que nada disso teria acontecido se não fosse a atuação presente da imprensa investigativa, que efetivamente comprou a ideia de denunciar a informação descoberta e buscar respostas para os fios que ficaram soltos. O papel do jornalista é decisivo na manutenção da democracia e no que se almeja dela. <em><strong>Segredos Oficiais</strong></em> expõe isso de maneira categórica e contundente.</p>
<p>Pelo viés da justiça, será que vivemos em uma sociedade que está preocupada com a comunidade ou apenas com as pautas individuais? A informação vazada por Gun afetava centenas de milhares de pessoas. A forma como a guerra foi fabricada e sua motivação forçada mostra o quanto que os dois governos em questão estavam dispostos a colocar culpa em países que não eram o alvo principal. Tudo isso em benefício de seus interesses particulares.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11712" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-750x500.jpg" alt="Segredos Oficiais" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As jogadas de poder expostas pelo filme mostra o quanto que vivemos constantemente sendo subjugados e colocados de lado nas decisões que nossos próprios governos tomam. Além disso, não seria obrigação da justiça defender o que é correto? A mesma se mostra limitada por contratos firmados de maneira equivocada e mal intencionada. Cabe aos advogados apenas minimizar o impacto da escolha feita por Katharine, mesmo que na prática seu erro tenha sido mínimo, comparado ao benefício a que se propunha.</p>
<p>Este é o ponto primordial da trama. Um erro cometido para um benefício imensamente maior pode ser justificado? Ao espectador, parece que sim. Falta, no entanto, esmiuçar melhor qual a motivação para que Gun tenha tomado essa decisão. Embora o roteiro explore isso com relação ao marido estrangeiro e sem visto oficial, pouco tempo se dá para que a ideia se fundamente de uma maneira mais profunda. Desta forma, por um longo período, fica a sensação de que ela apenas teve um rompante de ética.</p>
<p>Com um elenco formidável, formado ainda por Matt Smith (<em>The Crown</em>), Adam Bakri (<em>Omar</em>), Matthew Goode (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-o-filme/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Downton Abbey</a>), Ralph Fiennes (<em>Harry Potter</em>) e Rhys Ifans (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), toda cena de <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> é realizada no seu potencial máximo. Knightley está despida de qualquer trejeito que ela pudesse ter e se entrega completamente à protagonista, com todas as suas dores, medos e angústias. As emoções de Gun são exploradas de maneira inteligente e certeira pelo diretor Gavin Hood (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-decisao-de-risco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Decisão de Risco</em></a>).</p>
<p><em><strong>Segredos Oficiais</strong> </em>é um longa bem trabalhado, amparado por excelente elenco e construção de clímax coerente. O fato de ser baseado em uma história real e ser tão próximo da atualidade, também é um importante elemento para o resultado final. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gavin Hood<br />
<strong>Elenco:</strong> Keira Knightley, Matt Smith, Adam Bakri, Matthew Goode, Ralph Fiennes, Rhys Ifans</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9YJxqYbAy40" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ave, César!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2016 20:27:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como Fargo, O Grande Lebowski, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como <i>Fargo</i>, <i>O Grande Lebowski</i>, <i>Inside Llewyn Davis &#8211; Balada de um Homem Comum</i> e até empreitadas mais &#8220;sérias&#8221; dos realizadores como o vencedor do Oscar <i>Onde os fracos não têm vez </i>são títulos unificados e singularizados na recente filmografia norte-americana por apresentarem propostas estilísticas e narrativas bem peculiares dos diretores. <i>Ave, César!</i>, mais recente longa da dupla, claro, segue o mesmo caminho. Portanto, não decepciona em nada os fãs dos cineastas.</p>
<p>No filme, os Coen nos insere nos bastidores do cotidiano dos estúdios de cinema Capitol Pictures na Hollywood dos anos de 1950. Em meio às filmagens de produções grandiosas da época de ouro do cinema norte-americano e o temperamento instável de estrelas e diretores de cinema, acompanhamos a rotina de Edward Mannix (vivido por Josh Brolin), &#8220;cabeça&#8221; do estúdio que, entre suas várias funções, afasta as principais atrações da casa de escândalos midiáticos que possam arruinar suas carreiras e manchar a imagem da Capitol Pictures. Acontece que Mannix não terá um dia de trabalho nada fácil quando descobre que o famoso astro da produção épica &#8220;Ave, César!&#8221;, cujas filmagens estão em andamento, desapareceu misteriosamente após uma ação bem sucedida de uma organização secreta chamada &#8220;Futuro&#8221;.</p>
<p>Funcionando muito bem em duas frentes específicas, a comédia e o suspense policial (ambos adaptados às perspectivas que os cineastas possuem dos dois gêneros, claro), <i>Ave, César! </i>é uma verdadeira ode ao cinema do período que pretende retratar. Além dos gêneros com os quais sua trama central dialoga, <i>Ave, César! </i>oferece ao espectador uma compilação de homenagens interessantes a produções populares do período, como os <i>westerns</i>, os musicais com sapateado, os épicos históricos/religiosos, os melodramas, os filmes com acrobacias e coreografias aquáticas etc. Tudo está em <i>Ave, César! </i>na medida em que acompanhamos a rotina da Capitol Pictures em sequências produzidas com disciplina pelos Coen (cujo estudo de elementos como a fotografia, o tipo de performance dos atores etc. é visível na execução dessas cenas), que contam com o suporte do competente diretor de fotografia Roger Deakins, da equipe de direção de arte e dos figurinos de Mary Zophres.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5899" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3.jpg" alt="HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3" width="610" height="348" /></p>
<p>Acontece que tudo isso é adorno &#8211; um belíssimo e interessante adorno, é preciso reconhecer &#8211; diante do que parece ser a força motriz de <i>Ave, César!</i>. Através da sua trama policial, os Coen, com a inteligência e perspicácia que lhes são peculiares, nos insere em uma rede de conspirações a respeito dos &#8220;braços&#8221; comunistas que se &#8220;infiltraram&#8221; nos estúdios naquela época, os roteiristas. Nesse mesmo ano, o tema foi tratado no filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Bryan Cranston, <i>Trumbo</i>, de uma maneira bem burocrática, é verdade, mas em <i>Ave, César! </i>ganha um tratamento mais interessante e inusitado. A fusão entre a homenagem à era de ouro de Hollywood e o deboche dos realizadores com a paranoia comunista que tomou conta dos EUA naquele período faz de <i>Ave, César! </i>um interessante mosaico sobre a produção cinematográfica do período, mas também da sociedade norte-americana da época e o do <i>modus operandi </i>dos estúdios de cinema.</p>
<p>Com um elenco muito bem em cena, composto por antigos colaboradores dos diretores, como George Clooney (funcionando sempre na medida para os tipos que os realizadores costumam escalá-lo), Josh Brolin, Scarlett Johansson (cada vez mais saindo da moldura na qual foi colocada nos primeiros anos da sua carreira), Frances McDormand e Tilda Swinton, como também novas adições em seus currículos, é o caso de Ralph Fiennes, Christopher Lambert (!!!!), Jonah Hill e Channing Tatum (excelente em sua breve mas importante participação), o destaque ficou para o novato do grupo, o jovem ator de nome praticamente impronunciável, Alden Ehrenreich, conhecido por sua participação em <i>Tetro</i>, filme de Francis Ford Coppola de 2009. Ehrenreich interpreta uma jovem estrela de <i>westerns</i>, marcada por sua inocência e pela sua dificuldade de interpretar, mas que passa a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; da Capitol Pictures dirigida pelo personagem de Josh Brolin. Alden Ehrenreich faz um tipo interessante que não só funciona bem no universo dos Coen, atuando na mesma voltagem dos restante dos personagens do filme, como também consegue conferir uma dimensão humana ao criar uma forte empatia com o público desde a sua primeira sequência.</p>
<p>Entre a reverência à antiga Hollywood e a crítica à paranoia comunista, <i>Ave, César! </i>consegue ser mais um acerto de Joel e Ethan Coen. Nada fora da curva, mas nem precisava ser. O filme é coerente com tudo o que os realizadores têm feito até aqui com seus comentários irônicos sobre a sociedade americana e com suas apropriações bem particulares da gramática cinematográfica. É preciso ter muito fôlego, coragem e repertório para chegar tão longe e com tanta maturidade na constância produtiva que os Coen vêm apresentando desde que surgiram no cinema e <i>Ave, César! </i>é outro momento muito bom dos realizadores.</p>
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		<title>Assista ao trailer de Hail, Caesar!, novo filme dos Coen com grande elenco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 17:31:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Previsto para estrear no primeiro semestre de 2016, a nova comédia dos irmãos Coen Hail, Caesar! acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No longa, Clooney vive um homem especializado em proteger celebridades de escândalos da imprensa na Hollywood da década de 1950. Ele é contratado pelos grandes estúdios, interessados em não sujar a carreira dos seus filmes com notícias negativas sobre as suas principais estrelas. Entre velhos conhecidos e novas parcerias dos realizadores, o trailer de Hail, Caesar! dá o devido destaque ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3788" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/85342243_everest-620x305.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="305" /></a></p>
<p>Previsto para estrear no primeiro semestre de 2016, a nova comédia dos irmãos Coen <strong><em>Hail, Caesar!</em> </strong>acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No longa, Clooney vive um homem especializado em proteger celebridades de escândalos da imprensa na Hollywood da década de 1950. Ele é contratado pelos grandes estúdios, interessados em não sujar a carreira dos seus filmes com notícias negativas sobre as suas principais estrelas.</p>
<p>Entre velhos conhecidos e novas parcerias dos realizadores, o trailer de <em>Hail, Caesar!</em> dá o devido destaque ao seu elenco de atores do primeiro escalão do cinema: George Clooney, Scarlett Johansson, Tilda Swinton, Josh Brolin, Channing Tatum, Ralph Fiennes, Frances McDormand e Jonah Hill.</p>
<p>O filme tem previsão de chegar aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2016.</p>
<p>Veja o trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kMqeoW3XRa0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-hail-caesar-novo-filme-dos-coen-com-grande-elenco/">Assista ao trailer de Hail, Caesar!, novo filme dos Coen com grande elenco</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Divulgado o novo trailer de 007 contra Spectre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 15:15:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; 2015 terá novo filme de 007 sim! 007 contra Spectre estreia nos cinemas de todo o país no dia 05 de novembro e a Sony já disponibilizou o primeiro trailer (o segundo se considerarmos que o anterior era um teaser) do novo longa protagonizado por James Bond. Novamente sob a direção de Sam Mendes (007 &#8211; Operação Skyfall), a nova trama de 007 trará James Bond (Daniel Craig) tentando investigar uma misteriosa mensagem relativa a eventos do seu passado. A investigação o levará [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spectre-tsr-poster1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3180" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spectre-tsr-poster1-534x400.jpg" alt="1$_V?_Job Name" width="534" height="400" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2015 terá novo filme de 007 sim! <em>007 contra Spectre </em>estreia nos cinemas de todo o país no dia 05 de novembro e a Sony já disponibilizou o primeiro trailer (o segundo se considerarmos que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sYp6GpBlb7I">o anterior </a>era um teaser) do novo longa protagonizado por James Bond.</p>
<p>Novamente sob a direção de Sam Mendes (<em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>), a nova trama de <em>007 </em>trará James Bond (Daniel Craig) tentando investigar uma misteriosa mensagem relativa a eventos do seu passado. A investigação o levará a uma organização criminosa e ao nome &#8220;Spectre&#8221;. Paralela a essa trama, M (agora Ralph Fiennes) tentará manter o serviço de inteligência em funcionamento através de estratégias políticas.</p>
<p>Além do retorno de velhos conhecidos da franquia como Daniel Craig, Ralph Fiennes, Naomie Harris e Ben Whishaw, todos eles presentes em <em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>, o filme contará com Christoph Waltz (<em>Django Livre</em>), Dave Bautista (<em>Guardiões da Galáxia</em>), Léa Seydoux (<em>Azul é a Cor mais Quente</em>) e Monica Bellucci (<em>As Maravilhas</em>).</p>
<p>Confira o trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v7hA8P1CkAI" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/divulgado-o-novo-trailer-de-007-contra-spectre/">Divulgado o novo trailer de 007 contra Spectre</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: O Grande Hotel Budapeste</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-grande-hotel-budapeste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2014 21:31:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[O Grande Hotel Budapeste]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Fiennes]]></category>
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		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1437" aria-describedby="caption-attachment-1437" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1437 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689-620x318.jpg" alt="" width="620" height="318" /></a><figcaption id="caption-attachment-1437" class="wp-caption-text">Aprendiz e mestre: Zero e Monsieur Gustave constroem uma relação de amizade no período entre-guerras nos corredores do Grande Hotel Budapeste.</figcaption></figure>
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<p>Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da sua própria história. Talvez o diretor tenha encontrado a harmonia entre assinatura e trama em <em>Moonrise Kingdom</em>, filme no qual o rigor e as opções estéticas do diretor se justificaram pela história do primeiro amor e pela perspectiva infantil sobre o mundo dos adultos. Seu novo filme, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>segue a trilha dos seus filmes anteriores. Não é certeiro como <em>Moonrise Kingdom</em>, mas é um trabalho executado no mais elevado nível pelo realizador.</p>
<p>No período entre-guerras, o gerente de um grande hotel na Europa, o Grande Hotel Budapeste, acaba criando um vínculo com seu novo empregado, um jovem que fica no lobby para ajudar os hóspedes. Os dois tornam-se grandes amigos e envolvem-se em uma trama misteriosa sobre o assassinato de uma milionária que se hospedou no hotel e mantinha um relacionamento amoroso com o gerente. A situação se complica quando o testamento da falecida é aberto  e sua família descobre que ela deixou um dos quadros da sua coleção para o seu amante, o gerente do hotel. Logo, ele se torna o alvo principal da família gananciosa da mulher e de um assassino profissional.</p>
<figure id="attachment_1438" aria-describedby="caption-attachment-1438" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1438 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001-620x324.jpeg" alt="0000001" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-1438" class="wp-caption-text">Amor na juventude: Mais uma vez o diretor traz o amor entre jovens como uma das tramas do seu filme através do relacionamento entre Zero e Agatha.</figcaption></figure>
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<p>Como de praxe, todas as características dos filmes de Wes Anderson estão presentes em <em>O Grande Hotel Budapeste </em>(e se você ainda não assistiu filmes como <em>Os Excêntricos Tennenbaums</em>, <em>A Vida Marinha com Steve Ziss</em>ou, <em>Viagem a Darjeeling </em>e <em>Moonrise Kingdom</em>, só para citar os mais recentes, corra para ver um deles e se familiarizar com o universo e com a proposta do diretor): toda a trama segue em tom cartunesco, diálogos e personagens estranhos, as cores são vibrantes, a narrativa flerta com a perspectiva infantil e com a linguagem teatral&#8230; Enfim, tudo que conhecemos e que ele não abre mão (certo está ele) está lá com os mesmos prós e contras que são usuais em sua filmografia, a exceção de <em>Moonrise Kingdom</em>, que, como já dito, é a união perfeita entre o estilo do diretor e sua trama já que é uma história contada do ponto de vista infantil sobre o primeiro amor, como já mencionamos. Aqui, Anderson conta uma trama de suspense envolvendo assassinatos e roubos de obra de arte do jeito que sabemos, o que, se por um lado é fascinante pela sua engenhosidade e detalhismo, por outro pode cansar e distanciar aqueles que não são muito afeitos ao estilo do realizador, que, como já dito, tem marcas muito particulares, ou simplesmente não gostam dele.</p>
<p>No elenco do longa, atores como Jude Law, F. Murray Abraham, Tom Wilkinson, Mathieu Amalric, Lea Seydoux, Adrien Brody, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Jeff Goldblum, Saoirse Ronan, Edward Norton e participações pontuais de Jason Schwartzman, Owen Wilson, Bill Murray e Tilda Swinton (irreconhecível por trás de uma maquiagem que a envelheceu uns bons anos para viver a milionária amante do gerente do hotel). No entanto, o centro da narrativa está mesmo nos personagens de Ralph Fiennes e o jovem Tony Revolori, o garoto do lobby. Revolori cai como uma luva no papel manifestando em cada quadro o usual frescor de atores em início de carreira. Já Fiennes é um show a parte como o Monsieur Gustave, o gerente do hotel que mesmo envolvido em uma trama complicada de assassinato tenta manter a tradição e o respeito a divisão de classes do período pré-guerra. Gustave é daqueles homens que são tão imersos e apaixonados pelo seu trabalho que mesmo fora do ambiente de laboro age, fala e pensa como se estivesse exercendo a sua função profissional. E Fiennes, como reza a tradição inglesa, lida muito bem com esses elementos, evitando cair na armadilha fácil de transformar o seu personagem em uma figura fria em cena.</p>
<figure id="attachment_1439" aria-describedby="caption-attachment-1439" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1439 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel-620x348.jpg" alt="Grand-Budapest-Hotel" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1439" class="wp-caption-text">Narrador e ouvinte: Jude Law vive um jovem escritor que ouve e narra a história do Grande Hotel Budapeste e dos seus personagens.</figcaption></figure>
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<p>Dando continuidade a uma tradição e uma gramática própria, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>é um filme de Wes Anderson e isso já diz muito sobre ele. O filme não é o ponto alto da carreira do realizador, nem o seu ponto baixo, é mais um exemplar com a sua peculiar assinatura que mantém a média dos seus trabalhos anteriores. E se o diretor acaba inclinando-se mais para certos aspectos da sua obra em detrimento de outros e apreciá-los é mais uma questão de gosto que uma avaliação objetiva, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>tem seus méritos<em>. </em>Manter-se ativo por anos a fio sem flexibilizar sua assinatura por ditames da indústria sem deixar de ser peça fundamental nela já é, por si só, uma razão para elogiar qualquer exemplar da filmografia de Anderson.</p>
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