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	<title>Arquivos Poderia Me Perdoar? - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Poderia Me Perdoar? - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 01:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de índios. Os cinco nomes que concorrem ao Oscar de melhor atriz em 2019 podem construir uma bela narrativa ao vencer o prêmio. Confira quem são elas e quais as suas chances:</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10010" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/blogib_a-esposa_feat.jpg" alt="Glenn Close" width="610" height="348" /><br />
<strong>Glenn Close, por <em>A Esposa</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Para os que acharam a vitória de Leonardo DiCaprio no Oscar por sua interpretação em <em>O Regresso </em>tardia, há mais de três décadas a veterana Glenn Close espera pelo prêmio. A atriz já foi indicada ao Oscar seis vezes antes de <em>A Esposa</em>, incluindo nessas menções dois de seus desempenhos mais reverenciados, em <em>Atração Fatal</em> de 1987, pelo qual perdeu a estatueta para Cher em <em>O Feitiço da Lua</em>, e <em>Ligações Perigosas </em>de 1988, numa edição do prêmio que deu a vitória para Jodie Foster em <em>Acusados</em>. No drama de Björn Runge, Close interpreta a esposa de um renomado escritor que viaja com o marido para Estocolmo  a fim de prestigiar a cerimônia de entrega do prêmio Nobel de literatura para ele. Gradualmente, essa mulher começa a questionar tudo aquilo que abdicou em nome desse matrimônio. Diferente dos seus desempenhos mais célebres, incluindo a icônica vilã Cruela DeVil de <em>101 Dálmatas</em>, a interpretação da atriz em <em>A Esposa </em>é marcada pela economia, pelas reações de suas personagens aos demais e pelo esboço de reações que contrariam aquilo que ela verdadeiramente sente. É discreto e algo que somente uma atriz do calibre de Close conseguiria transmitir. Tendo vencido o SAG Awards, premiação do sindicato dos atores, o Critic&#8217;s Choice e o Globo de Ouro, podemos dizer que, até o momento, Glenn Close está na dianteira da corrida pelo Oscar de melhor atriz.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10011" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lady_gaga_nasce_uma_estrela.jpg" alt="Lady Gaga" width="610" height="348" /><br />
<strong>Lady Gaga, por <em>Nasce uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A principal concorrente de Close é Lady Gaga, que, assim como Cher em 1987, pode tirar o favoritismo da veterana. Estreando nos cinemas com a quarta versão para os cinemas de <em>Nasce uma Estrela</em> após vencer o Globo de Ouro de melhor atriz com a 5ª temporada de <em>American Horror Story</em>, Gaga vive Ally, uma personagem que tem paralelos com a própria trajetória da cantora. De revelação, a jovem compositora e cantora é lançada ao estrelato pop após ser descoberta por um músico interpretado por Bradley Cooper. Nessa mesma edição do Oscar, Gaga concorre ao prêmio de melhor canção pelo <em>hit </em>&#8220;Shallow&#8221; e deve levar esse prêmio, o que pode ser uma vitória de consolação na cabeça dos votantes, que se sentiriam desobrigados de premiá-la também como melhor atriz. A questão é que apesar de Close ser veterana na sua arte, não teve um nome mais presente na temporada de prêmios de 2019 que Lady Gaga, que se esforçou ao máximo para promover o seu filme em todas as circunstâncias na qual foi convocada para falar sobre sua experiência em <em>Nasce uma Estrela</em>, que, diferente de <em>A Esposa</em>, concorre ao prêmio de melhor filme. Poderia Gaga repetir o feito de Cher, conseguindo algo que Madonna e Beyoncé não conquistaram?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10012" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2228285.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Olivia Colman, <em>A Favorita</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Olivia Colman é daquelas atrizes amadas pelo circuito de festivais de cinema que o grande público finalmente conhece através de um desempenho indicado ao Oscar. Em <em>A Favorita </em>de Yorgos Lanthimos a inglesa interpreta a Rainha Anne, objeto de cobiça de duas mulheres (Rachel Weisz e Emma Stone) que cobiçam o poder através do estreitamento da relação com a monarca. Colman brilha na pele de uma mulher repleta de problemas físicos e emocionais cuja imaturidade era um traço típico dos reis de sua época, que assumiam uma grande responsabilidade, mas tinham pouquíssima experiência para carregá-la. Pelo seu desempenho em <em>A Favorita</em>, Colman venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza, sendo um dos nomes que deu o pontapé na temporada de premiações em agosto de 2018, mês no qual os especuladores do Oscar já começaram a enxergá-la como provável indicada ao prêmio. Dito e feito. Após desempenhos marcantes e premiados como no drama <em>Tiranossauro </em>e participações em filmes como <em>A Dama de Ferro </em>e <em>Chumbo Grosso</em>, finalmente Olivia Colman ganha o destaque que merece. Pode correr por fora na disputa pois venceu os prêmios de melhor atriz em comédia ou musical no Globo de Ouro e no Critic&#8217;s Choice Awards.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10013" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/98522909-18f7-4e6c-8c50-91b3062e77e0-CYEFMMobile.max-2000x2000.jpg" alt="Melissa McCarthy" width="610" height="348" /><br />
<strong>Melissa McCarthy, <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Comediante popular em Hollywood, Melissa McCarthy não precisou esperar por um &#8220;drama sério&#8221; para enfim ser reconhecida pela Academia. Logo em 2012, a atriz conseguiu sua primeira indicação ao prêmio como melhor atriz coadjuvante por <em>Missão Madrinha de Casamento</em>, um <em>hit </em>de Paul Feig que a catapultou como um dos nomes mais rentáveis do gênero com longas como <em>A Espiã que Sabia de Menos </em>e <em>As Bem-Armadas. </em>Em <em>Poderia me Perdoar? </em>é que McCarthy exibe uma faceta mais dramática interpretando uma renomada escritora que entra para o mercado da falsificação de artigos para colecionadores de objetos relacionados ao universo das artes. Na pele de Lee Israel, McCarthy dá a complexidade necessária para a personagem, lidando com sua incapacidade de articular-se socialmente, por exemplo. O filme vem num bom momento da carreira da atriz, que, curiosamente, acaba de amargar o fracasso comercial de <em>Crimes em Happytime</em> e <em>Alma da Festa</em>, que lhe renderam indicações ao Framboesa de Ouro de pior atriz nesse mesmo ano do Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10014" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2018-12-21-roma.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Yalitza Aparicio, <em>Roma</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A mexicana Yalitza Aparicio estreia no cinema em <em>Roma</em>, um dos grandes destaques do Oscar desse ano. Para muitos que esperavam nomes como Nicole Kidman (<em>O Peso do Passado)</em>, Charlize Theron (<em>Tully</em>) ou Emily Blunt (<em>O Retorno de Mary Poppins</em>) foi uma das surpresas da categoria, principalmente pela atriz ter sido pouco citada em outras premiações como o Critic&#8217;s Choice, Globo de Ouro ou SAG Awards, fortes indicadores do Oscar. No longa, Aparicio interpreta a funcionária doméstica de uma casa de família de classe média no México dos anos de 1970. Por sua indicação ao Oscar, Yalitza tem chamado a atenção no seu país natal, sendo agora cortejada por uma das maiores emissoras de TV, a Televisa, responsável por telenovelas populares aqui no Brasil como <em>Maria do Bairro </em>e <em>A Usurpadora</em>. Aparicio é a segunda mexicana a concorrer ao Oscar de melhor atriz, a primeira foi Salma Hayek por <em>Frida </em>em 2003, e a primeira indígena a estar na categoria. Acredita-se que seja a candidata com menos possibilidade de vitória na lista por ter sido o nome recepcionado com mais surpresa. A presença de Yalitza na lista, todavia, indica que a Academia gosta muito de <em>Roma </em>e que o filme pode ter chances concretas na categoria melhor filme.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 01:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são: Mahershala Ali, por Green Book: O Guia Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/MahershalaAli.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mahershala Ali, por <em>Green Book: O Guia</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios da temporada como o pianista Don Shirley de <em>Green Book: O Guia </em>(Globo de Ouro, SAG Awards e Critic&#8217;s Choice Awards). Caso vença o Oscar, esse será o segundo prêmio do ator na categoria, anteriormente ele havia vencido por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. No longa, o ator incorpora o estudioso e exímio pianista durante uma temporada em que viaja pelos EUA na companhia de um motorista recém contratado de quem se torna amigo, o italiano Tony Lip de Viggo Mortensen. Ali é tão protagonista do filme quanto seu principal colega de cena, mas por razões estratégicas o estúdio responsável pela distribuição do filme o inscreveu nas premiações como coadjuvante assim o ator tem sido imbatível numa temporada de prêmios levemente morna em sua categoria. A vitória virá num momento bom para a carreira de Ali, que estrela a atual temporada da série <em>True Detective </em>da HBO.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9995" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Richard-E.-Grant-Poderia-me-Perdoar.png" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Richard E. Grant, por <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Após anos de uma carreira prolífica que inclui filmes como <em>Assassinato em Gosford Park </em>e <em>Os Desajustados</em>, o suíço Richard E. Grant finalmente consegue o reconhecimento da Academia por interpretar Jack Hock, o melhor amigo da escritora Lee Israel de Melissa McCarthy no drama <em>Poderia me Perdoar?</em>. O ator tem ótimos momentos na companhia da atriz, mas também tem cenas marcantes no filme, compondo um sujeito extremamente safo nas ruas novaiorquinas. Grant é um coadjuvante magnético em cena, compondo com precisão cirúrgica os trejeitos do seu personagem e dando sabor a cada um das suas ótimas falas no filme. Após anos passando despercebido em filmes que chamaram a atenção do público recentemente como <em>Jackie </em>e <em>Logan</em>, a expectativa é que a merecida indicação renda ainda mais oportunidades ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9994" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1223805.jpg" alt="Adam Driver" width="610" height="348" /><br />
<strong>Adam Driver, por <em>Infiltrado na Klan</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">O terreno para uma indicação de Adam Driver ao Oscar vinha sendo construído gradualmente nos últimos anos. Trabalhando com diretores consagrados como Steven Soderbergh (<em>Logan Lucky</em>), os irmãos Coen (<em>Inside Llewyn Davis</em>), Jim Jarmusch (<em>Paterson</em>)  e Martin Scorsese (<em>Silêncio</em>), Driver passou de galã <em>cult </em>da TV por sua presença na série <em>Girls </em>a estrela do universo <em>geek </em>na pele do vilão Kylo Ren na nova trilogia <em>Star Wars. </em>Em <em>Infiltrado na Klan</em>, Driver é dirigido por mais uma lenda do cinema, Spike Lee, num de seus melhores filmes em anos, interpretando um policial judeu que serve como instrumento no plano de infiltragem da Ku Klux Klan engendrado pelo parceiro vivido por John David Washington. A primeira indicação ao prêmio pode ser um indicativo de vitórias futuras, mas esse não parece ser o momento ainda que o filme seja um dos mais badalados e queridos da temporada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9993" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/bradley-cooper-sam-elliott-nasce-uma-estrela-2018.jpg" alt="Sam Elliott" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Elliott, por <em>Nasce Uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Sam Elliott é uma das figuras mais conhecidas de Hollywood e está na ativa desde os anos de 1960. Esteve em longas como <em>Matador de Aluguel</em>, protagonizado por Patrick Swayze em 1989, no clássico dos irmãos Coen <em>O Grande Lebowski </em>e no <em>blockbuster </em><em>A Bússola de Ouro</em>. Em 1995, o ator chegou na temporada de prêmios com indicações ao Globo de Ouro pelo telefilme <em>O Aventureiro do Oeste</em> e ao mesmo prêmio e ao Emmy por sua atuação em <em>Buffalo Girls</em>, minissérie protagonizada por Anjelica Huston e Mellanie Griffith. Na temporada passada, Elliott chegou a gerar algumas especulações na temporada de premiações por sua performance no ainda inédito no Brasil <em>The Hero</em>. Na estreia de Bradley Cooper como diretor, Elliott interpreta o tio do personagem do músico Jack, uma figura paterna importante na sua vida e carreira. Elliott tem poucos momentos no drama, contudo, são três cenas cortantes que definem o personagem de Cooper. Como ocorrido com E. Grant, a expectativa é que a indicação renda mais convites ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0367398.jpg" alt="Sam Rockwell" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Rockwell, por <em>Vice</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Vencedor nessa mesma categoria ano passado por <em>Três Anúncios para o Crime</em>, Sam Rockwell aproveita o bom momento da sua carreira e está mais uma vez no Oscar. Em <em>Vice</em>, o ator interpreta o ex-presidente americano George W. Bush na biografia do político Dick Cheney, seu vice vivido por Christian Bale. Da maneira mais debochada possível, Rockwell pega todos os trejeitos de Bush, mas também sabe estabelecer limites para não cair na caricatura, entendendo precisamente o que o diretor Adam McKay quer com seu longa. Podemos interpretar a indicação como um &#8220;respingo&#8221; dos louros passados do ator, que levou todos os prêmios na categoria temporada passada, mas há méritos.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhores Roteiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 19:26:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações do audiovisual hollywoodiano está fervendo desde o começo do ano. Dentro deste pacote, está um dos eventos mais esperados pelos fãs do cinema dos Estados Unidos: o Oscar. Com a cerimônia se aproximando, o Coisa de Cinéfilo resolveu trazer para seus leitores um especial com os melhores indicados, em algumas categorias. Com esta lógica, este texto vai elencar as produções que mais valem a pena de serem vistas dentro da categoria Melhor Roteiro. Na lista de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações do audiovisual hollywoodiano está fervendo desde o começo do ano. Dentro deste pacote, está um dos eventos mais esperados pelos fãs do cinema dos Estados Unidos: o Oscar. Com a cerimônia se aproximando, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu trazer para seus leitores um especial com os melhores indicados, em algumas categorias.</p>
<p>Com esta lógica, este texto vai elencar as produções que mais valem a pena de serem vistas dentro da categoria <em><strong>Melhor Roteiro</strong></em>. Na lista de escolhidos pela Academia é possível encontrar dois prêmios para este elemento, um referente a textos originais e outra para adaptados. Os dois estilos de script serão considerados neste top 5 que você pode conferir descendo a página.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9892" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/CYEFM_01748_R_rgb-1600x900-c-default.jpg" alt="Poderia Me Perdoar?" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 – Poderia me Perdoar?</strong><br />
Roteirizado por Nicole Holofcener (<em>À Procura do Amor</em>) e pelo estreante Jeff Whitty, o filme, baseado em fatos reais, conta a história da escritora Lee Israel. A artista começou a falir e a não conseguir trabalhar em seu ofício. Por isso, passou a falsificar cartas de atores famosos de Hollywood, forjando mais de 400 missivas. A forma como a narrativa vai revelando traços da personalidade da protagonista, o quê e quem a cerca e como a mesma entra nesta vida de crime é o principal motivo para o longa estar nesta lista. Além disso, com suavidade, Israel é mostrada sem planificações, mas sem buscar, no entanto, algum tipo de redenção para personagem. Pelo contrário, sua acidez e rispidez são exploradas, o que também cria um bom equilíbrio entre o que há de engraçado e deprimente em seu jeito de ser.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9964" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/First-Reformed.jpg" alt="No Coração da Escuridão" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>4 – No Coração da Escuridão</strong><br />
Escrito e dirigido por Paul Schrader, é curiosa a presença do longa nesta lista. Ele não é um filme repleto de diálogos imensos, mas feito de silêncio. E este é o ganho da produção. Todas as tensões, perguntas e respostas são encontradas dentro da ausência da fala. Os olhares, gestos e respirações se fazem bastante presentes e podem direcionar o olhar do espectador para o lugar certo. O principal da trama é: até que ponto o ser humano é sua própria vítima e algoz, tomando decisões prejudiciais, que irão afetar os entes queridos e até o mundo. Além de questões ideológicas, há um clima de mistério e suspense que enriquecem a forma como o enredo é desenvolvido. O que está por vir parece ser sempre uma dúvida ali.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Crítica-A-Favorita.jpg" alt="a favorita" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>3 – A Favorita</strong><br />
Deborah Davis (O Incrível Hulk) e Tony McNamara (A Grande Virada) roteirizam este duelo entre titãs. Duas primas lutam pela atenção da Rainha da Inglaterra. A dupla não mede esforços para realizar tal intento, sacrificando a honra e a dignidade para isto. A progressão da tensão estabelecida na relação entre as moças e com a rainha, individualmente, pode chamar a atenção por não ser tão linear quanto o de costume. Detalhes vão sendo revelados instantes antes e depois de um algum acontecimento mais forte, intrigando quem assiste. A intimidade e os segredos são postos em ações mais que diálogos. O texto mostra mais da dissimulação de Sarah (Rachel Weisz) e Abigail (Emma Stone) do que suas próprias intenções, que são mais claras em seus atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9812" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/4303242.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="roma" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2 – Roma</strong><br />
Dirigido e roteirizado por Alfonso Cuarón, <strong>tempo</strong> seria uma palavra que poderia descrever o longa. As ações levam tempo, os sentimentos do espectador e as sensações da protagonista também. Os eventos são por si só impactantes, mas é necessário digeri-los e isto está presente fortemente no enredo de <em>Roma</em>. Seja pela rotina de Cleo (Yalitza Aparicio), a descoberta que ela faz, a vida do lugar que ela trabalha e das pessoas que vivem ali. São muitas dores para serem engolidas velozmente e Cuarón sabe fazer com que elas se dilatem e reverberem depois. A construção da suavidade da personagem principal em contraponto com as coisas terríveis que lhe acontecem dão ganho a isto.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9577" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Infiltrado-na-Klan.jpg" alt="estreias do cinema" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 – Infiltrado na Klan</strong><br />
Roteirizado pelo quarteto Spike Lee (Febre da Selva), Charlie Wachtel (Obsessão), David Rabinowitz (Harmless) e Kevin Willmott (Chi-Raq), o filme é baseado em fatos reais e narra a trajetória de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro que consegue se infiltrar na seita Klu Klux Klan, como aponta o título. Ambientado nos anos 1970, o longa é repleto de referências da época. Contudo, o que mais chama a atenção é como os diálogos e as ações conseguem deixar estampado o racismo que está impregnado no cotidiano, desde o velado até o violento. Além disso, a ponte que é feita para a contemporaneidade revela os retrocessos do presente e as marcas da luta do movimento negro. Por fim, um outro elemento que pode ser apontado é a caracterização das personagens. O paralelo entre a idiotização e tolice branca e a luta pela sobrevivência de quem sofre preconceito étnico todos os dias e pode perder a vida por isso.</p>
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		<title>Alita: Anjo de Combate é o destaque nas estreias do cinema desta semana (14/02). Confira o que entra em cartaz!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 03:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Mula]]></category>
		<category><![CDATA[Alita: Anjo de Combate]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Fama de Mau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma ciborgue é descoberta por um cientista. Ela não tem memórias de sua criação, mas possui grande conhecimento de artes marciais. Enquanto busca informações sobre seu passado, trabalha como caçadora de recompensas e descobre um interesse amoroso. Confira a nossa crítica clicando aqui! A Mula Direção: Clint Eastwood Elenco: Clint Eastwood, Bradley Cooper, Laurence Fishburne Eastwood é Earl Stone, um homem de cerca de 80 anos que está falido, sozinho e prestes a perder seu negócio, até lhe oferecerem um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma ciborgue é descoberta por um cientista. Ela não tem memórias de sua criação, mas possui grande conhecimento de artes marciais. Enquanto busca informações sobre seu passado, trabalha como caçadora de recompensas e descobre um interesse amoroso. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alita-anjo-de-combate/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tfVgjW17U1E" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9942" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2931799.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></strong><br />
<strong>A Mula</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Elenco:</strong> Clint Eastwood, Bradley Cooper, Laurence Fishburne</p>
<p>Eastwood é Earl Stone, um homem de cerca de 80 anos que está falido, sozinho e prestes a perder seu negócio, até lhe oferecerem um trabalho no qual tudo o que tem que fazer é dirigir. Parece fácil, mas, sem saber, Earl aceita se tornar transportador de um cartel mexicano e acaba fazendo um bom trabalho – tão bom, na verdade, que sua carga cresce exponencialmente e um receptador é designado para trabalhar com ele. Contudo, ele não é o único de olho em Earl, que também entra no radar do agente Colin Bates, do órgão de combate às drogas (DEA). Porém, embora seus problemas financeiros tenham se tornado coisa do passado, os erros cometidos por Earl começam a pesar sobre ele e não se sabe se ele conseguirá corrigi-los antes que as autoridades ou os membros do cartel consigam pegá-lo. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mula/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9891" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Poderia-Me-Perdoar_05.jpg" alt="Poderia Me Perdoar?" width="610" height="348" /><br />
<strong>Poderia Me Perdoar?</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Marielle Heller<br />
<strong>Elenco:</strong> Melissa McCarthy, Richard E. Grant, Dolly Wells</p>
<p>Passando por problemas financeiros, a jornalista Lee Israel decide forjar e vender cartas de personalidades já falecidas, um negócio criminoso que dá muito certo. Quando as primeiras suspeitas começam, para não parar de lucrar, ela modifica o esquema e passa a roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas. Baseado em uma história real. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-poderia-me-perdoar/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ISR_9pHqASU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9957" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1791328.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cafarnaum" width="610" height="348" /><br />
<strong>Cafarnaum</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Nadine Labaki<br />
<strong>Elenco:</strong> Zain Al Rafeea, Nadine Labaki, Yordanos Shifera</p>
<p>Aos doze anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho em uma marcearia. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cafarnaum/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EiXc0ei7xE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9961" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2605319.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Minha Fama de Mau" width="610" height="348" /><br />
<strong>Minha Fama de Mau</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Lui Farias<br />
<strong>Elenco:</strong> Chay Suede, Gabriel Leone, Malu Rodrigues</p>
<p>Lutando para sobreviver e se virando com pequenos trabalhos, o jovem Erasmo Carlos (Chay Suede) alimenta uma paixão: o rock and roll. Fã de Elvis Presley, Bill Halley &amp; The Comets e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão e passa a perseguir a ideia de viver da música. Misturando talento e um pouco de sorte, ele conquista a admiração do apresentador de TV Carlos Imperial (Bruno de Luca), um cara influente no meio artístico, e através dele conhece o cantor Roberto Carlos (Gabriel Leone), com quem começa a compor diversas canções. A parceria dá muito certo e o sucesso logo chega, transformando para sempre a vida de Erasmo. Com informações do Adoro Cinema!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8yh0GHxs8Ns" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Poderia Me Perdoar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 22:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marielle Heller]]></category>
		<category><![CDATA[Melissa McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Poderia Me Perdoar?]]></category>
		<category><![CDATA[Richard E. Grant]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>2018 foi o ano das cinebiografias. Ao longo dos maiores festivais de cinema e das cerimônias de premiação, os filmes biográficos dominaram as atenções da crítica e público. Astros do rock, escritoras célebres, políticos, comediantes, pintores, astronautas, policiais, criminosos etc. A diversidade de representações tomou conta do gênero nesse último ano. Nos circuitos de premiações, 8 títulos foram mencionados na maioria das listas de indicados. Dentre essas produções está a interessante história de contravenções da escritora Lee Israel. Poderia Me [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2018 foi o ano das cinebiografias. Ao longo dos maiores festivais de cinema e das cerimônias de premiação, os filmes biográficos dominaram as atenções da crítica e público. Astros do rock, escritoras célebres, políticos, comediantes, pintores, astronautas, policiais, criminosos etc. A diversidade de representações tomou conta do gênero nesse último ano. Nos circuitos de premiações, 8 títulos foram mencionados na maioria das listas de indicados. Dentre essas produções está a interessante história de contravenções da escritora Lee Israel.</p>
<p><em><strong>Poderia Me Perdoar?</strong> </em>é o novo longa-metragem da Fox Searchlight Pictures que se baseia num livro de mesmo nome escrito pela própria Lee Israel. Depois de ser descoberta e julgada, Lee escreveu uma autobiografia confessional, declarando não só o acontecido como a mudança que isso fez em sua vida. Dez anos após o lançamento da obra literária, a Fox lança sua adaptação para o cinema e emplaca como um produto de qualidade.</p>
<p>O filme é um relato dos dias de falsificadora da renomada autora de biografias. O longa, com toda a sua simplicidade, se atenta aos detalhes mais íntimos da personagem principal e constrói uma narrativa na qual o público se vê ao lado da contravenção. Israel passa a ser uma espécie de anti-heroína da história que conquista o coração e a atenção do espectador desde os primeiros minutos.</p>
<p>Após fazer sucesso durante décadas com suas biografias, a jornalista e escritora Lee Israel caiu no esquecimento. Tentando lidar com a falta de espaço no mercado, contas atrasadas e a sua dificuldade de se relacionar com outras pessoas, Israel se vê completamente desacreditada de seu trabalho. Para arranjar dinheiro, a escritora vende uma das cartas antigas de Fanny Brice – comediante na qual Lee pretendia fazer uma biografia. Nesse momento, ela tem uma ideia para se salvar: Lee passaria a forjar cartas de personalidades já falecidas para vendê-las. Assim, a jornalista começou um lucrativo negócio criminoso. Tudo ia bem com as vendas e as falsificações até que suspeitas começaram a ser levantadas e o FBI resolveu ir atrás da escritora.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9892" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/CYEFM_01748_R_rgb-1600x900-c-default.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A partir dessa narrativa de confissão, a diretora Marielle Heller (<em>O Diário de uma Adolescente</em>, de 2015) criou uma história sensível e real. A direção dela é muito precisa e sem firulas, o que tornam as cenas simples. Ou seja, o trabalho de Heller nessa produção é a composição do ambiente e das imagens, para que as atuações e o roteiro ganhem profundidade pelos seus próprios meios. E tudo isso se amplifica por não existir nenhuma barreira da direção que tire a atenção do foco principal do acontecimento. Heller coordena essa biografia com um olhar verdadeiro e inteligente.</p>
<p>O roteiro é admirável. Uma adaptação que soube escolher e desenhar muito bem os momentos característicos da vida de Israel. Os roteiristas Nicole Holofcener e Jeffrey Daniel Whitty criaram uma narrativa que prende a atenção do espectador de imediato. A figura da jornalista já fala por si só, mas as escolhas de Holofcener e Whitty deram ainda mais espaço para a atriz principal e sua personagem brilharem. Dessa forma, o filme é extremamente verossímil e delicado. Uma cinebiografia que soube usar os relatos da personagem-título.</p>
<p>A força de <strong><em>Can You Ever Forgive Me?</em> </strong>(título original) está no elenco. A história tem as suas personagens secundárias que colaboram positivamente para a composição da emoção e dos nuances da narrativa, mas quem encorpa as cenas é a dupla Melissa McCarthy e Richard E. Grant. A performance de McCarthy é poderosa. Lee Israel foi o papel perfeito para Melissa. A atriz pôde mostrar as suas múltiplas facetas como a figura da escritora com momentos fortes e divertidos. Já o seu parceiro de cena está ali para desenvolver ainda mais a dose de humor ácido do longa. A personagem de Grant completa a diversidade de sentimentos de Israel com as sua lábia e vivências. Quando ambos estão em cena, o público se deleita com uma cumplicidade e qualidade artística impressionante.</p>
<p>Como o ponto alto da película são Melissa e Richard, a maior parte das nomeações está veiculada a suas interpretações. Devido a isso, ambos foram indicados, respectivamente, nas categorias “Melhor Atriz” e “Melhor Ator Coadjuvante” dos principais prêmios do cinema (Globo de Ouro, Critics’ Choice Awards, SAG Awards, BAFTA Awards e Oscar). Independentemente dos resultados, é inegável a qualidade das performances de Melissa e Richard, as quais fizeram da cinebiografia de Lee Israel um filme marcante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ISR_9pHqASU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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