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	<title>Arquivos Paul Rudd - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Paul Rudd - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 21:03:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar. Neste terceiro filme solo do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em> é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar.</p>
<p>Neste terceiro filme solo do super-herói, Scott Lang (Paul Rudd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lida com as mudanças de sua filha, Cassie (Kathryn Newton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>), que acaba de criar uma ferramenta de comunicação com o reino quântico. O que eles não poderiam imaginar é que os sinais emitidos pelo instrumentos estavam sendo captados, o que os levaria ao reino de fato. A dupla acaba sendo sugada, juntamente com Hope van Dyne (Evangeline Lilly, <em>O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos</em>), Dr. Hank (Michael Douglas, <em>O Método Kominsky</em>) e Janet (Michelle Pfeiffer, <em>Malévola &#8211; Dona do Mal</em>).</p>
<p>Quando chegam ao reino quântico, eles se deparam com muito mais desafios do que poderiam imaginar. Janet escondeu várias informações ao longo de anos, inclusive a sua relação com Kang, O Conquistador (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), o grande vilão do momento desta nova fase da Marvel. O filme vai fluindo de maneira muito natural, nos apresentando uma equipe, uma crise e um caminho de solução. É algo genérico, claro, mas que funciona muito bem por conta da execução do que é feito. Não há nada de errado em um bom e velho feijão com arroz, contanto que você saiba executar isso de maneira eficiente.</p>
<p>E é isso que acontece aqui em <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>. O longa funciona bem como conexão de outros filmes que já estão lançados e outros tantos que ainda vão estrear. O caminho de construção da figura do vilão Kang está sendo bem razoável e o personagem tem toda a imponência necessária para infringir medo e terror nos personagens. Além disso, ele mantém o perfil que foi traçado desde o início e não apela para um lado cômico, que jamais existiria de fato.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg" alt="Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com boas cenas de ação e dosando bem a intensidade dos atos, o filme funciona razoavelmente bem. Acredito que o fato de eu não esperar nada dele me ajudou a compreender a sua simplicidade como algo assertivo. É possível que o espectador mais ansioso tenha se decepcionado em alguns pontos. Mas o filme entretém e entrega o necessário para seguirmos para o próximo capítulo. E isso é mais do que suficiente por aqui.</p>
<p>As cenas pós-crédito (são duas) revelam que o caminho de construção do vilão vai levar a um embate épico no final, o que sustenta as teorias de que possivelmente o Homem de Ferro retorne, ainda que como personagem e não na pele de Robert Downey Jr. Algo que definitivamente elevaria essa fase para outro ponto que é, no momento, inalcançável.</p>
<p>A Marvel vem de um período bem complicado em que seus filmes não são mais tão bem recebidos como antes, mas a culpa recai apenas sobre ela mesma. Na ânsia de criar produções em escala, uma atrás da outra, eles têm deixado de lado a qualidade e o cuidado com as criações. É tudo meio feito de última hora, uma sensação de que não dedicaram a energia suficiente para aquilo ser realizado. Algo como um texto entregue sem revisão. E o espectador, por mais fanático que seja, não é burro e percebe tudo isso acontecendo. Essa certeza de que terá público, independente do que seja feito, é que tem sido o lado traiçoeiro da companhia.</p>
<p>Voltando ao ponto de <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>, ele funciona direitinho e nos entrega uma boa produção. A frustração se dá quando vemos um chef de cozinha entregando um feijão com arroz simplório e ficamos tentados a pensar como seria uma produção mais audaciosa e dedicada. Ainda assim, vale conferir nos cinemas e seguir nessa saga que está entregando bem menos do que a fase anterior, mas ainda com algum potencial. Tudo depende da própria Marvel!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peyton Reed</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Jonathan Majors, Kathryn Newton, Bill Murray, Katy O&#8217;Brian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6jIz_8tokvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ghostbusters &#8211; Mais Além</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 16:03:26 +0000</pubDate>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de uma nova produção que recrie ou dê continuidade à queridas e conhecidas histórias é preocupante. A pergunta que vem de imediato é: por quê? Qual o propósito de mexer em algo que já marcou a história do cinema se você pode criar algo novo? E a primeira resposta que vem à mente é: dinheiro. O apelo emocional do público é o fator número um para um filme que revitaliza, reconstrói ou continua uma narrativa anterior. E esse é o caso de <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> que, depois de quatro adiamentos por conta da pandemia, finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18).</p>
<p>O longa-metragem causou um rebuliço nos fãs da franquia quando foi anunciada a sua produção. Apesar da empolgação, a ideia de um novo Caça-Fantasmas recaiu nesta discussão sobre o valor de sua existência dentro da franquia. <b><i>Ghostbusters: Afterlife</i></b> (título original), no entanto, se mostra um projeto sensível e inteligente. A  produção soube dosar os momentos de servir o público com coisas do passado sem perder de vista o seu valor de construção próprio. Tudo isso entregue ao público com graça, emoção e charme.</p>
<p>Callie (Carrie Coon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) se muda com seus filhos, Phoebe (Mckenna Grace, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>) e Trevor (Finn Wolfhard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), para a casa de seu recém falecido pai. Com uma relação conturbada entre pai e filha, tanto Callie quanto as crianças não sabiam o que esperar da ida para a pacata cidadezinha até que o passado se fez presente. Aparições de fantasmas trazem à tona os segredos da família, revelando que Phoebe e Trevor são netos de Egon Spengler, o antigo Caça-Fantasmas. Agora os decentes de Egon terão a difícil missão de conter as forças paranormais que estão tentando tomar conta da pequena cidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14743" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ghostbusters - Mais Além" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é uma produção que se mantém por si só por saber respeitar o que veio antes dela. E é evidente que a proximidade das mentes que comandaram o processo são as responsáveis por isso. Dirigido e co-escrito por Jason Reitman (<em>Tully</em>), <b><i>Mais Além</i></b> é um legado passado de pai para filho. Jason é filho do diretor dos dois primeiros filmes, Ivan Reitman. O Reitman pai também é o produtor do projeto, ou seja, estava tudo em família. Como se eles pudessem retomar de onde Ivan parou, em 1989. E é a sensação que dá ao sair da sessão. O espectador sente como se tivesse vivenciado uma história que não é apenas uma continuação direta dos clássicos de ficção científica dos anos 1980, mas uma produção com a mesma energia e qualidade.</p>
<p><b><i>Afterlife</i></b> vem para revitalizar a querida franquia <i>sci-fi</i> e mostrar que é possível se fazer continuações com qualidade e que se sustentam &#8211; como <i>Halloween</i> (2018) também fez há alguns anos. Os detalhes que conectam o filme com seus antecessores é uma força motriz. Evidentemente existe o <i>fan service</i> espalhado pelo longa, mas nada que atrapalhe a recepção. Pelo contrário, as escolhas de serviço não são excessivas e foram colocadas nos momentos perfeitos para gerar nostalgia.</p>
<p>E é por meio dessa construção narrativa regada de memórias afetivas que o público é conduzido numa história com comédia, drama e tensão. A participação dos Caça-Fantasmas originais é um dos momentos mais emocionantes para os fãs, em especial porque Harold Ramis, o ator que interpretou Egon Slenger, faleceu em 2014, aos 69 anos. Talvez daí venha a explicação simbólica do título original do filme (que quer dizer além da vida, em tradução livre). A presença dele com imagens de arquivo dos outros filmes é um abraço quente no espectador. Ramis, além de dar vida a um dos personagens principais, também co-escreveu <em>Os Caça-Fantasmas</em> (1984) e <em>Os Caça-Fantasmas 2</em> (1989) com seu colega de cena Dan Aykroyd, o eterno Ray Stantz.</p>
<p>Tanto o elenco jovem como o adulto conduz o público por cada momento cômico com maestria. A participação de Paul Rudd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa/"><i>Homem Formiga e a Vespa</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><i>Vingadores: Ultimato</i></a>, de 2019), por exemplo, é um show à parte. O ator mostra mais uma vez porque está em Hollywood há tantos anos fazendo o espectador chorar de rir. Além dele, outro destaque do filme é a jovem Mckenna Grace (<a href="http://Annabelle 3: De Volta Para Casa"><i>Annabelle 3: De Volta Para Casa</i></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><i>Maligno</i></a>, de 2021). A atriz esbanja talento e comove o público em sua jornada de autoconhecimento e aceitação. Entre risadas e lágrimas, <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é um filme preparado para divertir todas as pessoas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jason Reitman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace, Paul Rudd, Bill Murray, Celeste O&#8217;Connor, Dan Aykroyd, Ernie Hudson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ikqtxp8Yd-U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ghostbusters-mais-alem/">Crítica: Ghostbusters &#8211; Mais Além</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Capitão América &#8211; Guerra Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2016 15:26:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão América - Guerra Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão América 2 - O Soldado Invernal]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Evans]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Rudd]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Downey Jr.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um momento crucial de Capitão América &#8211; Guerra Civil, sendo mais específico, o duelo final entre os dois personagens centrais desse filme (o Capitão América e o Homem de Ferro) parte da essência da clássica e cultuada série de HQs Guerra Civil da Marvel é transposta em um filme que não faz questão alguma de prestar obediência (e nem deveria ou teria a obrigação de fazer isso) aos quadrinhos. Existem dois modelos de condutas bem claros que são postos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em um momento crucial de <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, sendo mais específico, o duelo final entre os dois personagens centrais desse filme (o Capitão América e o Homem de Ferro) parte da essência da clássica e cultuada série de HQs <i>Guerra Civil </i>da Marvel é transposta em um filme que não faz questão alguma de prestar obediência (e nem deveria ou teria a obrigação de fazer isso) aos quadrinhos. Existem dois modelos de condutas bem claros que são postos em conflito e, nesse ponto do texto, inevitavelmente, recorrerei a <b><u>SPOILERS</u></b>, portanto, <b>SE NÃO ASSISTIU AO FILME, NÃO CHEGUE AO FINAL <u>DESSE PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO</u></b>. O Homem de Ferro questiona o <i>status </i>de herói do Capitão América, atribuindo a sua fama a uma simbólica indumentária e ao seu poderoso escudo, que, por sinal, fora feito com o dinheiro e a tecnologia do seu pai, afirma Stark. Imediatamente, Steve Rogers abandona o seu escudo e posteriormente, em uma carta, os próprios Vingadores (mesmo que momentaneamente, é verdade), deixando claro que o que o torna um herói não é o escudo, a roupa ou mesmo o reconhecimento público conferido pela simbologia em torno do Capitão América ou do <i>status </i>legal de líder dos Vingadores, mas sim a sua conduta ética. Esse talvez seja o ponto máximo em que <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>consegue levar a Marvel Studios a um patamar um pouco acima do perfil burocrático que os seus filmes seguiram até então, permitindo discussões tão interessantes quanto aquelas que foram provocadas por <i>Guerra Civil </i>nas HQs.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>O FILME <u>SEM SPOILERS </u>AGORA</b>. E <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>segue esse tom. O filme está longe de seguir a urgência das HQs <i>Guerra Civil</i>, que trazia discussões sobre a conduta dos EUA pós-11 de setembro em sua atuação contra o terrorismo numa oposição entre segurança (defendida pelo Homem de Ferro) e liberdade (Capitão América) &#8211; e desculpem as comparações, mas é inevitável, o próprio filme se submete a esse risco quando se intitula <i>Guerra Civil</i>. Essa corajosa discussão política, contudo, é diluída no longa, que não toma decisões tão enérgicas assim sobre o futuro dos seus personagens quanto seu vínculo prometera. No filme dos irmãos Russo, existe um conflito ideológico em &#8220;carne viva&#8221;, mas as motivações são muito mais de ordem pessoal, sobretudo pelo ponto de vista do Tony Stark.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>E antes que alguns comecem a virar o nariz para o que escrevo sobre o filme, problematizar esse aspecto da obra, que, na verdade, acaba externando um &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; de toda a produção da Marvel Studios nesse projeto <i>Vingadores </i>desde o longa <i>Homem de Ferro </i>em 2008, não implica que este que vos escreve não reconhece as qualidades desse longa em especial e de tudo a Marvel e seus produtores fizeram até aqui. Acontece que, o resultado de <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, ainda que consiga ser mais corajoso, maduro e com personalidade do que outros trabalhos da Marvel Studios, é obstacularizado pelo receio que os envolvidos sempre têm de produzir uma obra que desagrade um nicho do público. Os filmes são homogêneos e não tem muita coragem para tomar decisões extremas que, de fato, possam elevar o tom de urgência de seus temas e modificar drasticamente o curso dos seus personagens, levando-os a mudanças mais radicais. Mesmo em <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, talvez o longa que assuma as decisões mais enérgicas do estúdio com relação às dinâmicas dos seus personagens, qualquer movimento além do esperado para um filme Marvel Studios é inibido por alguma piada ou mesmo um <i>happy end</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> Manter esse tom é errado? Não necessariamente, e talvez essa reflexão particular que faço em formato de crítica seja uma questão de &#8220;paladar&#8221; cinematográfico do autor desse texto. Acontece que quando temos uma linha ascendente de longas que demonstraram desejar ir além do &#8220;feijão com arroz&#8221; da Marvel Studios (um &#8220;feijão com arroz&#8221; bom, mas que não deixa de ser um &#8220;feijão com arroz&#8221;) como <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e, até mesmo, <i>Guardiões da Galáxia</i>, <i>Homem-Formiga </i>e <i>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</i>, longas que permitiram, em diferentes tons, aos seus diretores irem além do manual Marvel de fazer filmes e imprimiram uma certa personalidade aos projetos, cria-se uma expectativa grande para um longa com a dimensão prometida em <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, que não deixa de esgarçar as possibilidades dramáticas do universo, mas que também é muito tímido em determinados momentos nos quais visivelmente poderia colocar a produção do estúdio em outro patamar. Acredito que essa problematização/ reflexão seja importante para que a gente possa sair dessa polarização pobre que costuma dominar a discussão sobre o cinema nos últimos tempos, simplificando as coisas entre o &#8220;gosto&#8221; ou &#8220;não gosto&#8221;, entre aqueles que odeiam e amam sem concessões os filmes. Esse tipo de exercício reflexivo, acredito, é interessante e bem-vindo, enriquece o debate e nossa percepção não apenas sobre a obra em si, mas sobre o que ela representa e traz do seu próprio modelo de produção.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/13059445_10206665833941343_1172456252_n.jpg" alt="13059445_10206665833941343_1172456252_n" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sobre o filme em si, <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>é uma experiência bem divertida e é interessante notar como os irmãos Joe e Anthony Russo conseguem costurar a trama do longa e desenvolver as demandas requeridas pelo seu grupo numeroso de personagens sem deixar a desejar no tratamento de nenhum deles, mesmo aqueles que estão no filme como alívio cômico somente, como é o caso do Homem-Formiga de Paul Rudd. Claro que há um realce no tratamento que os realizadores dão ao Capitão América e ao Homem de Ferro (sobre esse último, talvez a contribuição seja muito benéfica, tendo em vista o estado automático que o personagem andava de uns tempos para cá), mas há um tratamento interessante para a Viúva Negra, o Soldado Invernal, o Falcão e até para os novatos Pantera Negra e Homem-Aranha, introduzido nesse quadro de personagens de maneira resumidamente brilhante. Os diretores, assim como fizeram em <i>Soldado Invernal</i>, também conduzem muito bem as sequências de ação do filme, fazendo o espectador compreender o movimento dos seus personagens em cenas dinâmicas e marcadas por uma forte interação entre eles, além de usarem com eficiência os recursos tecnológicos à disposição de um filme desse porte.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em suma, <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>é um filme que valeu a pena esperar. É certo que chega aos cinemas coberto de expectativas e com um boca-a-boca exagerado que o anuncia como &#8220;o melhor filme de super-heróis já feito&#8221;, &#8220;o melhor filme da Marvel Studios&#8221;, &#8220;o melhor filme do ano&#8221; etc. Particularmente, e em um primeiro contato (nenhuma palavra sobre obra alguma pode ser definitiva e está sempre sujeita a revisões), não vejo o filme se enquadrar em nenhum desses títulos. É um longa marcado pelos momentos mais dramáticos e pelas decisões mais extremas do estúdio com relação aos seus personagens, muito eficiente técnica e narrativamente, mas que também sofre por ser uma história que tem o potencial de ir além do que realmente foi e que não avança mais em prol de todo um manual de produção cinematográfica que é muito cômodo aos envolvidos. Tem infinitas qualidades, mas também é um filme cujos falhas são reflexo de uma política diplomática da Marvel Studios de atender a várias demandas ao mesmo tempo (às do público nerd, dos cinéfilos, do espectador esporádico de cinema etc.) que, curiosamente, é responsável pelos seus méritos. Entrega uma narrativa &#8220;basicona&#8221; que vai um pouco além do que a gente está acostumado a ver eles realizarem, mas que também não é marcada por tanta coragem assim quanto se esperava, sobretudo depois de um filme tão interessante quanto <i>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal. </i></p>
</div>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 14:19:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3150" aria-describedby="caption-attachment-3150" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3150 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/antman0007-620x332.jpg" alt="antman0007" width="620" height="332" /></a><figcaption id="caption-attachment-3150" class="wp-caption-text">Anti-herói: Paul Rudd vive Scott Lang, ex-detento que assume a identidade de Homem-Formiga no novo filme da Marvel Studios.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como retroceder. Depois que a Marvel encontrou o caminho para fisgar o público parece impossível que um projeto do estúdio resulte em fiasco comercial ou mesmo de crítica. A assinatura do jovem estúdio parece fácil de distinguir: os filmes seguem os passos da narrativa seriada da TV, não à toa em grande popularidade, com suas múltiplas referências a projetos do passado e do futuro e ganchos a serem solucionados em episódios seguintes, como é o caso de <i>Os Vingadores </i>e todos os títulos a ele vinculados; além disso, também apostam na veia <i>pop </i>de suas histórias, gerando tramas que não só humanizam seus super-herois, mas também conferem leveza através de uma certa metalimguagem com suas <i>gags </i>em torno de chavões do seu próprio universo fantástico, é o que <i>Guardiões da Galáxia </i>faz de maneira precisa e até mesmo singular dentro do que foi oferecido pelo estúdio até aqui.</p>
</div>
<div>
<p><i>Homem-Formiga</i> segue as duas orientações que acabei de descrever e apesar de não ser tão singular quanto <i>Guardiões da Galáxia </i>ou <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal</i>, é um filme mais divertido que os filmes da série <i>Homem de Ferro, </i>todos eles engolidos por um Robert Downey Jr. completamente fora de controle como Tony Stark,<i> </i>e menos desarmônico que <i>Thor </i>e sua continuação, por exemplo. <i>Homem-Formiga </i>conta a história de um ex-detento chamado Scott Lang (Paul Rudd) recrutado pelo Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para proteger o experimento do Homem-Formiga de pessoas que têm o intuito de usá-lo com propósitos eticamente duvidosos. Scott Lang é escolhido para a missão por suas habilidades como ladrão já que para evitar o pior Pym terá que pôr em prática um perigoso plano de assalto que envolve o uso do traje do Homem-Formiga, uma roupa que permite a Lang diminuir sensivelmente o seu tamanho mas crescer em sua força .</p>
</div>
<figure id="attachment_3151" aria-describedby="caption-attachment-3151" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3151 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo-620x302.jpg" alt="ant-man-ant-man-marvel-pictures-still-photo" width="620" height="302" /></a><figcaption id="caption-attachment-3151" class="wp-caption-text">Ameaça: Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e Dr. Hank Pym (Michael Douglas) temem pelo que a invenção pode trazer ao mundo caso esteja nas mãos erradas.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes de cair nas mãos de Peyton Reed, diretor de comédias como <i>Sim Senhor</i>, <i>Separados pelo Casamento </i>e a interessante <i>Abaixo o Amor, Homem-Formiga </i>seria dirigido por Edgar Wright, de <i>Scott Pilgrim contra o Mundo &#8211; </i>o roteiro de <i>Homem-Formiga</i>, por sinal, tem a co-autoria de Wright. O que fez Wright ser substituído por Peyton Reed foi a velha desculpa da &#8220;diferença criativa&#8221; com a Marvel, o que nos leva a um ponto que não chega a ser um incomodo em <i>Homem-Formiga </i>a ponto de arruiná-lo, mas que evidencia uma política do próprio estúdio (ou habitualmente de todo estúdio, para ser bem sincero) : as decisões em um filme da Marvel são feitas pelos próprios executivos, não por um diretor que tenha uma visão particular sobre o universo dos seus personagens, pelo contrário, toda vez que existe uma interferência mais drástica esse sujeito é imediatamente limado.</p>
</div>
<div>
<p>Em alguns casos, eles acertam por seguir a cartilha ou, em casos ainda mais interessantes como os do sombrio e adulto <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e do irreverente <i>Guardiões da Galáxia</i>, acertam por se contraporem a ela. Esse jeito de fazer cinema, no entanto, traz sempre o risco da concepção de filmes sem personalidade ou estranhamente deslocados, como se eles precisassem de um perspectiva bem diferente do que a Marvel tem para oferecer, é o caso de <i>Thor</i>, por exemplo, filme no qual fica evidente a falta de traquejo do estúdio ao lidar com um contexto peculiar, o da mitologia nórdica. O que desejo dizer é que isso não fez muita diferença em <i>Homem-Formiga </i>porque o tom do personagem se harmoniza com o o jeito tradicional da Marvel de fazer cinema, um cinema <i>pop</i>, leve, porém, humano. Peyton Reed no caso de <i>Homem-Formiga</i> não parece fazer muita diferença no processo, ele está mais para um executor de roteiro do que para um cineasta que venha imprimir uma narrativa própria. Aqui, a Marvel é quem dá as cartas e tudo se arranja perfeitamente bem. <i>Homem-Formiga </i>está mais para a falibilidade de um Homem-Aranha, um Star Lord ou um Tony Stark da vida do que para  a perfeição de um Thor e até mesmo do Capitão América, ainda que este último tenha rendido dois ótimos filmes no estúdio. É &#8220;juntar a fome com a vontade de comer&#8221;, um tipo de personagem que faz parte da própria tradição Marvel e que a distingue dos seus concorrentes. Então, no fim das contas, depois de tanto conflito, as coisas deram certo.</p>
</div>
<figure id="attachment_3152" aria-describedby="caption-attachment-3152" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3152 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas-620x360.jpg" alt="Ant-Man-official-still-Evangeline-Lilly-Paul-Rudd-Michael-Douglas" width="620" height="360" /></a><figcaption id="caption-attachment-3152" class="wp-caption-text">Elenco: Carisma dos atores principais só favorecem o resultado de Homem-Formiga, que faz jus a todo o legado Marvel até aqui.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Homem-Formiga, </i>portanto, acerta em cheio não só na condução de um espetáculo do entretenimento como introduz com muita habilidade no universo Marvel um personagem que adere com muita facilidade ao modo de leitura das dinâmicas das histórias do estúdio que &#8220;a essa altura do campeonato&#8221; já assimilamos muito bem. Ainda que careça de um pouco mais de atenção dentro da sua própria história, já que a história de Scott Lang rivaliza e, am alguns casos, sai perdendo espaço com a de outros personagens, Paul Rudd foi uma escolha certeira para interpretar o personagem principal de <i>Homem-Formiga</i>. Rudd tem muita facilidade em transitar pelos meandros de um personagem cheio de falhas humanas e que ganha a simpatia do público por esses atributos. Michael Douglas é eficiente como o primeiro Homem-Formiga, o Dr. Hank Pym, Michael Peña está hilário como um dos amigos de Lang e Evangeline Lilly está ótima e magnética na pele de Hope Van Dyne, vislumbrando um futuro ainda mais interessante na Marvel quando assumir de vez a identidade da Vespa.</p>
</div>
<div>
<p>Em suma,<i> Homem-Formiga </i>representa tudo o que a Marvel sabe fazer de melhor, um filme bem-humorado, humano, enfim, um entretenimento de primeira linha. Com o mérito de não ser um produto tão deslocado e enfadonho quanto <i>Thor </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio</i>, mas também sem a ausência de compromisso e &#8220;freios&#8221; que fizeram de <i>Guardiões da Galáxia </i>um produto tão diferenciado no estúdio, <i>Homem-Formiga </i>é um filme correto e muito agradável, enfim, o que se espera de um bom <i>blockbuster </i>com a assinatura do estúdio de Stan Lee, inegavelmente a grande potência cinematográfica deste início de século.</p>
</div>
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