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	<title>Arquivos O Caso Richard Jewell - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos O Caso Richard Jewell - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 16:38:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo, 09, é dia da cerimônia do Oscar 2020. Com 38 longas na lista de indicados, a premiação seleciona dez intérpretes femininas para concorrer em duas categorias: Melhor Atriz e Melhor atriz coadjuvante. O anúncio de todos os concorrentes saiu no dia 13 de janeiro e muitas surpresas apareceram ou não. A quantidade de nomes deixados de lado e a falta de representatividade foi algo apontando durante o último mês. No entanto, alguns trabalhos que aparecem na disputa merecem um pouco de atenção.</p>
<p>Pensando nisso, o <span style="color: #ba1616;"><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></span> resolveu trazer um especial, dividido em duas partes, analisando as atuações de cada uma das artistas no páreo. A primeira publicação <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-atriz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>está aqui</em></strong></a>! Agora, confira a segunda metade do texto!!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-12390 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg" alt="" width="750" height="375" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-750x375.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege-610x305.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/laura-dern-marriege.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Laura Dern (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>História de um Casamento</em></a>)</strong></h5>
<p>Favorita na corrida para o prêmio, Dern vive uma advogada invencível e obstinada. A sua personagem não traz nenhum elemento daqueles mais óbvios sobre uma boa atuação, é tudo bastante sutil e suas cenas não são muitas e nem longas. Talvez, esse troféu possa ser considerado como um conjunto da obra ou uma celebração por sua performance na série Big Little Lies, onde ela faz algo bem semelhante, só que durante mais tempo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12394" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/kathy-richard-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Kathy Bates (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/"><em>O Caso Richard Jewell</em></a>)</strong></h5>
<p>Aqui o publico pode ver outra interpretação sutil, porém de uma forma um tanto mais óbvia. Com firmeza em seu tom de colorido de texto, os sentimentos da personagem de Bates são claros durante toda a sessão. Os detalhes delicados, como as variações de grave e agudo são os mimos advindos de uma atriz experiente e que revela o seu domínio em cena. Kathy encarna a mãe um tanto boba e tipicamente estadunidense. As camadas, no entanto, não ficam de fora e ela mesmo sendo um tanto ingênua tem pulso e reviravoltas tonais. As chances de vencer são pequenas, mas é um belo reconhecimento por um trabalho minucioso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12414" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment-.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/little-women-2019-meryl-streep-florence-pugh-sony-pictures-entertainment--360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h5>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>)</strong></h5>
<p>Como já foi dito <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-as-protagonistas-de-adoraveis-mulheres/">aqui</a></strong> no <strong>Coisa de Cinéfilo</strong>, Florence trouxe um trabalho impecável neste filme. A sua construção é extremamente pensada. É possível enxergar a mudança de idade de sua Amy e isso não vem de maquiagem ou troca de atriz, como na versão de 1994. Pugh tem consciência vocal e corporal em seu trabalho e revela, inicialmente, um jeito infantil e mimado, passando gradualmente para a maturidade. A intérprete vai adicionando o grave ao tom da voz e criando uma postura mais retilínea. O resultado é que o público pode sair com uma sensação de que viu uma menina adolescente, no começo, uma jovem  confusa e preocupada com seu futuro, no meio da obra, e uma artista, professora e mãe, no final da projeção. A possibilidade da atriz ganhar é mínima, porém seria uma zebra aceitável. <strong>(Favorita da autora deste texto)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12413" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Atriz Coadjuvante" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/bombshell-2019-margot-robbie-certa_widexl-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Escâdalo</em></a>)</strong></h5>
<p>Já se é sabido do potencial e talento da Margot. Em trabalhos anteriores como em <em>Eu, Tonya</em> e <em>Duas Rainhas</em>, ela demonstrou a sua versatilidade e sua consciência espacial – é incrível ver como a atriz consegue ocupar o cenário e a tela com criatividade, utilizando objetos de cena, fitando eles, colocando o ambiente a favor da contracena etc. No entanto, não é isto que acontece aqui. Por algum motivo, a sua Kayla é plana. Por mais que o roteiro pareça procurar dar certo rumo surpreendente para ela, o público muito possivelmente vai sacá-la rapidamente, todos já viram aquela representação no cinema.</p>
<p>Ela é uma menina tida como boa moça, mas possui elementos conservadores nela, ainda que detalhes mostrem que este fator não é tão forte assim. Porém, tudo isto está apenas no texto. Na atuação, a moça é ainda menos que isso. Ela está um tanto robótica, presa em si mesma e passa até a sensação de desconforto. No domingo, a estatueta não deve ficar com ela, porém a Academia gosta de uma jovem, branca e loira. Como a categoria está preenchida disto, as chances dela ganhar acabam não sendo nulas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12393 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg" alt="" width="750" height="394" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-750x394.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo-610x320.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/SCARLETT-jojo.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><strong>Scarlett Johansson (<em>Jojo Rabbit</em>)</strong></a></p>
<p>A sátira presente em todo filme perpassa a interpretação de Scarlett. Com um sotaque acima do tom, intencionalmente, a atriz também criou alguns trejeitos que geralmente aparecem em personagens arquetípicas alemãs. Ainda que não supere seu papel em <em>História de um Casamento</em>, sua indicação é acertada e ela poderia até levar o prêmio se não houvesse uma concorrência tão forte quanto a deste ano<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
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		<title>Frozen 2 é o destaque nas estreias do cinema esta semana (02/01). Confira o que entra em cartaz!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/frozen-2-e-o-destaque-nas-estreias-do-cinema-esta-semana-02-01-confira-o-que-entra-em-cartaz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 18:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Frozen 2 Direção: Jennifer Lee, Chris Buck Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: center;"><strong>Frozen 2</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Jennifer Lee, Chris Buck<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad</p>
<p>De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frozen-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TTIbWKEUPnc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h5 style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12096" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>O Farol</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Robert Eggers<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Willem Dafoe</p>
<p>Início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rwExUiQzCD0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h5 style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12138" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="estreias do cinema" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>O Caso Richard Jewell</strong></h5>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Elenco:</strong> Paul Walter Hauser, Sam Rockwell, Kathy Bates</p>
<p>A história real de Richard Jewell (Paul Walter Hauser), segurança que se tornou um dos principais suspeitos de bombardear as Olimpíadas de Atlanta, no ano de 1996. Na realidade, ele foi o responsável por ajudar inocentes a fugirem do local e avisar da existência de um dos explosivos. Com informações do Adoro Cinema. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-caso-richard-jewell/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VLDPvYZgM0Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Caso Richard Jewell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 13:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabe aquela batida metáfora que associa a qualidade de algo com o vinho em decorrência do tempo? É clichê, mas nunca é demais afirmar que quanto mais o tempo passa, melhor diretor Clint Eastwood fica, e com filmes cada vez mais low profile, distantes do impacto público que longas como Sobre Meninos e Lobos ou Menina de Ouro tiveram, por exemplo. Tá certo que volta e meia nos deparamos com títulos como Sniper Americano e J. Edgar, mas é notável [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquela batida metáfora que associa a qualidade de algo com o vinho em decorrência do tempo? É clichê, mas nunca é demais afirmar que quanto mais o tempo passa, melhor diretor Clint Eastwood fica, e com filmes cada vez mais <em>low profile</em>, distantes do impacto público que longas como<em> Sobre Meninos e Lobos</em> ou <em>Menina de Ouro</em> tiveram, por exemplo. Tá certo que volta e meia nos deparamos com títulos como <em>Sniper Americano</em> e <em>J. Edgar</em>, mas é notável perceber que, aos 89 anos de idade, Eastwood ainda é capaz de presentear o público com obras como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mula/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Mula</em></a> ou este <em><strong>O Caso Richard Jewell</strong></em>, filmes que preservam as marcas do seu cinema, mas ainda assim apresentam fôlego para exibir outras facetas do cineasta.</p>
<p>Baseado em eventos reais narrados em uma reportagem para a Vanity Fair, <em><strong>O Caso Richard Jewell</strong> </em>conta a história de um segurança particular que durante um festival de música nas Olimpíadas de 1996 consegue conter um atentado terrorista. Logo depois, esse rapaz é apontado pela imprensa e por investigadores federais como o possível autor do atentado, levando-o a um julgamento público que transforma sua vida e testa suas convicções nas autoridades envolvidas durante a investigação.</p>
<p><em><strong>O Caso Richard Jewell</strong> </em>é marcado pela elegância habitual da narrativa de Eastwood. O diretor, mais uma vez, consegue exibir em cena uma economia de recursos que jamais significa frieza ou distanciamento dos acontecimentos, ao mesmo tempo em que sua inescapável vertente melodramática jamais apela para emoções forçadas, seja na relação que o público estabelece com aquelas personagens, seja na dinâmica entre elas.</p>
<p>Minimalista, Eastwood é daqueles cineastas que parecem deslocados no seu tempo de atuação, tornando o anacronismo de sua direção old school um componente ativo e em constante diálogo com os traços contemporâneos de sua história. Refletindo sobre o homem comum americano e o clássico imaginário do herói cotidiano que toma de assalto as <em>headlines</em>, Eastwood faz um complexo estudo de personagem ao lado do roteirista Billy Ray (<em>Capitão Phillips</em>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12138" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Caso Richard Jewell" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0802850.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O Richard Jewell que dá título ao longa é a típica representação do americano médio conservador, crédulo nas instituições e na importância da aplicação do dever cívico no cotidiano, mesmo que isso implique prejuízos pessoais em razão da má fé daqueles que estão a frente das instituições. Ao longo do filme, Jewell sofre uma pressão sobre-humana da opinião pública, absorvendo todo tipo de raiva ou ressentimento, uma situação que proporciona tensões e embates com o seu experiente advogado interpretado por Sam Rockwell.</p>
<p>Ao longo da narrativa, é interessante observar a ótima dinâmica que Eastwood conseguiu entre seus atores, especialmente seu núcleo central formado pelo intérprete de Richard Jewell, o excelente Paul Walter Hauser, e sua mãe, vivida por Kathy Bates, personagens que logo ganham muito com a presença do provocador advogado interpretado por Sam Rockwell. Paul Walter Hauser é tão bom que o público sequer percebe que está atuando e Rockwell transforma sua relação com esse protagonista no mote central da sua história: o choque entre duas formas opostas de ler o mundo e as suas instituições.</p>
<p>Há cadafalsos ao longo da história, e é preciso dizer que quando eles ocorrem são graves. Esses percalços são representados sobretudo pelos obstáculos que surgem no caminho do protagonista, uma dupla de vilões da pior espécie: o agente do governo interpretado por Jon Hamm e, principalmente, a jornalista vivida por Olivia Wilde, duas figuras construídas com tanta precariedade pelo roteiro de Billy Ray que parecem ter saído de outro filme. A personagem de Wilde é uma repórter sem escrúpulos do tipo que utiliza o sexo como moeda de troca para arrancar informações de uma fonte que tem acesso privilegiado, o policial abobalhado e desleixado com o próprio ofício interpretado por Hamm. Wilde perambula por todo o filme como uma vilã canastrona de novela mexicana com seu visual chamativo, suas caras e bocas que indicam perversidade e seu duvidoso código de ética.</p>
<p>Apesar do equívoco,<em><strong> O Caso Richard Jewell</strong></em> é um exemplar exitoso na carreira de Eastwood, com momentos de humanidade cortante e que exibem o domínio do diretor na arte do <em>storytelling</em>. O drama é primoroso na condução dos seus acontecimentos com um primeiro ato formidável na maneira como gradualmente apresenta suas situações e personagens ao público até chegar ao epicentro da sua história. Aquele início é fundamental para que Eastwood desenvolva o que vem a seguir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Elenco:</strong> Paul Walter Hauser, Sam Rockwell, Kathy Bates, Jon Hamm, Olivia Wilde, Ian Gomez, Wayne Duvall, Billy Slaughter, Mike Pniewski</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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