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	<title>Arquivos Natal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Natal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Travessuras de Natal (Disney+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:15:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É uma comédia infantil de Natal, mas poderia ser longa-metragem de terror. Em 83 minutos, o espectador se depara com a história de Andy (Winslow Fegley), um menino travesso, que convence sua turminha da escola a invadir o Polo Norte e resgatar os presentes de Natal deles. Isso tudo porque a criançada é levada e não mereceu os mimos do bom velhinho. Informo aos leitores que esta crítica está saindo com dificuldade e falar com linguem de Twitter é tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É uma comédia infantil de Natal, mas poderia ser longa-metragem de terror. Em 83 minutos, o espectador se depara com a história de Andy (Winslow Fegley), um menino travesso, que convence sua turminha da escola a invadir o Polo Norte e resgatar os presentes de Natal deles. Isso tudo porque a criançada é levada e não mereceu os mimos do bom velhinho. Informo aos leitores que esta crítica está saindo com dificuldade e falar com linguem de Twitter é tudo que restou a essa crítica rabugenta que vos fala. O maior problema aqui não é a premissa, essa é até interessante para um título natalino. A grande questão é como tudo se desenrola.</p>
<p>O roteiro é problemático ao extremo!!!! Primeiramente, a sessão já começa acelerada, com saltos temporais e de emoção do próprio personagem central. A tentativa da equipe é agradar o público infantil, agilizando a introdução das figuras da trama, o conflito principal e a aventura em si. Mas, mesmo que os pequenos estejam viciados em vídeos de tiktok de 10 segundos, isso aqui ainda é filme. É preciso ambientar a plateia e envolvê-la com o dado universo ficcional. Existem diversas produções contemporâneas para a geração Z e Alpha que mesmo sem ritmo (tudo corrido é o contrário de ritmo, favor ler sobre o tema), que conseguem elaborar mais a escrita, nas ações e nos diálogos.</p>
<p>Aqui, esqueça, é tudo expositivo e com pressa para colocar diversas situações, que não são aproveitadas pela obra. E a direção de Alberto Belli (Upload) fomenta essa confusão total, que a produção entrega, em formato de longa. Os atores mirins estão quase sempre abarrotados na tela. A quantidade de planos gerais, sem que quem assiste possa ver o rosto dos intérpretes, aumenta esse distanciamento com o enredo. Falta colocar a decupagem à serviço do enredo. Falta saber a quem dar destaque no ecrã. Inclusive porque todos os meninos e meninas parecem saber que são talentosos e querem mostrar isso.</p>
<p>Mas, com um roteiro previsível e apressado, a disposição para encarnar seus papéis se torna uma bagunça. Não há uma boa preparação ou condução de elenco. A contracena é suja, porque não há espaço para que se preste atenção em cada criança e cada suposta genialidade delas. Porque quando se fala de atuação, ficar em silêncio ou abrir mão de chamar atenção para que o colega brilhe também é ser boa atriz/bom ator. Desta maneira, Travessuras de Natal é previsível e cansativo. Um besteirol de Natal pode ser uma excelente pedida para o fim e o início do ano. O clima de férias e lanches gostosos alegra a vida. Contudo, não escolha este aqui.</p>
<p>Na própria Disney+, é possível encontrar diversas opções, com a mesma temática, que são leves e engraçados, despretensiosos, mas que contam com personagens carismáticas ou uma narrativa minimamente coesa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Alberto Belli</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Winslow Fegley, Camila Rodriguez, Madilyn Kellam</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Travessuras de Natal | Trailer Oficial | Disney+" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/bFJJS5TyETA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Um. Natal. Surreal. (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 11:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem. Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que Um. Natal. Surreal. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa. O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem.</p>
<p>Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que <i>Um. Natal. Surreal</i>. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa.</p>
<p>O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, sem remendo e camadas. Um exemplo é o conflito entre Claire (Pffeifer) e Channing (Jones). O confronto mãe e filha é um clássico.</p>
<p>No entanto, não existe aqui uma questão de fato entre as duas que justifique o destaque que a tensão ganha na narrativa. Até mesmo o gatilho para a reviravolta da trama parece um exagero.</p>
<p>A família esquece de levar Claire ao show que toda família foi junya. Mas, ela está em casa e de carro. Por que ela não iria ao show? Ok, ok, existe o lado sentimental de tudo isso. Claire comprou os ingressos e foi deixada para trás.</p>
<p>Todavia, seria necessário um estabelecimento de suspensão maior entre os parentes e um conhecimento mais intenso sobre a própria figura central da história para que esse esquecimento fosse motivador do plot twist.</p>
<p>Quem é Claire? Qual seu passado e suas emoções? A produção defende que é necessário que se existam mais filmes natalinos sobre mães.</p>
<p>Contudo, do que adianta realizar um longa com esse foco com um roteiro raso, que não revela as características de sua protagonista?</p>
<p>Desta maneira, <i>Um. Natal. Surreal.</i> deseja trazer para tela uma história que discuta o espaço das mães nas famílias e faça uma homenagem à elas. No entanto, esse intento não é realizado.</p>
<p>Seja porque a figura central do enredo não é explorada ou a sua própria trajetória é demasiadamente simplificada, falta algo que conecte a plateia com o filme.</p>
<p>Além disso, os coadjuvantes também não ganham camadas, tampouco são arquétipos. Por isso, a projeção fica desinteressante e é desafiador chegar ao final da projeção.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Michael Showalter</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Michelle Pfeiffer, Chloë Grace Moretz, Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="UM NATAL SURREAL - Trailer Dublado (Oh What Fun) Amazon Prime Vídeo Filme, Chloë Grace Moretz " width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/P42vC-9yXZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 13:29:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira Tudo Bem no Natal Que Vem. Estrelado por Leandro Hassum (Vestido para Casar), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em O Feitiço [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais uma comédia natalina original da Netflix entra no catálogo do streaming, este mês. Agora, é a vez da produção brasileira <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Estrelado por Leandro Hassum (<em>Vestido para Casar</em>), o filme é sofrível do início ao fim, principalmente pelo tédio causado por sua indecisão de plot. O que acontece aqui é uma espécie de tentativa de “Dia da Marmota”, porém com uma pequena modificação. Ao invés de reviver o mesmo dia, como em <em>O Feitiço do Tempo,</em> Jorge (Hassum) acorda em diversas vésperas de Natal, esquecendo sempre tudo o que ocorreu durante o ano, lembrando apenas o que aconteceu no dia 24 de dezembro.</p>
<p>A premissa poderia render um longa divertido. No entanto, o principal incômodo da trama é a sua falta de estrutura. Sem decidir muito bem para aonde vai, o roteirista Paulo Cursino (<em>Os Farofeiros</em>) parece ter dificuldade em construir uma dinâmica fluída. As suas ideias vão se esgotando, juntamente com os elementos voltados para o conflito inicial. As novas ideias acabam modificando os rumos do enredo. Não há como se ligar aos conflitos de Jorge e sua família, porque não existe uma boa construção para tal. O centro da obra parece ser o cansaço com as festas de final de ano e que Jorge irá descobrir o verdadeiro significado da comemoração &#8211; isto é dito, inclusive.</p>
<p>Contudo, as repetições das datas são encerradas logo no início da projeção de <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong>. Um salto temporal vem e, depois, surge a uma questão de traição. Nela, a personagem de Danielle Winits (<em>Se eu Fosse Você</em>), Márcia, surge do nada e desaparece também rapidamente. Em seguida, o terceiro ato consegue piorar e ninguém sabe mais porque a exibição ainda continua seguindo e não termina ou se encaminha para uma conclusão.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13590" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tudo Bem no Natal Que Vem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3306228.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas, se o rumo da história é perdido, as piadas poderiam salvar os 100 minutos de sessão. Todavia, o que existe aqui é uma tentativa absurda de tirar graça de coisas ofensivas, principalmente falas machistas e etaristas, o que corta, imediatamente, a capacidade de se engajar com a comédia. Há também falta de sabedoria em elevar o timing cômico. Em partes, isto se deve ao tom escolhido por Leandro Hassum. Um erro crasso em realizações artísticas é acreditar que ritmo é aceleração. Hassum utiliza a agilidade para dizer seu texto, quando, na verdade, seria mais acertado equilibrar a dinâmica entre aceleração e lentidão. Desta maneira, muito se perde na correria do ator.</p>
<p>Os laços com a família de Jorge também são impressos frouxamente. Algumas personagens são inseridas e retiradas sem que as relações sejam trabalhadas. O par romântico de Jorge, Aninha (Arianne Botelho), não combina com ele, e os intérpretes não jogam em cena, sempre deixam uma sensação de que contracenam quase separadamente. Aninha ainda é uma figura não tão agradável, é mais um arquétipo da dona de casada fofa, que aceita o marido grosseiro de bom grado. Os filhos também são distantes e não interferem em quase nada do plot. Apenas em uma das curvas dramáticas do filme, jogam um conflito da filha de Jorge, que não emociona, pois, justamente, entra no final do segundo tempo, somente para tentar causar lágrimas. No final das contas, <strong><em>Tudo Bem no Natal Que Vem</em></strong> não cumpre nem a sua função de contar uma boa história natalina, nem a de fazer uma boa comédia.</p>
<p><strong>Diretor</strong>: Roberto Santucci</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Leandro Hassum, Arianne Botelho, Danielle Winits</p>
<p><strong>Assista ao trailer<a href="https://coisadecinefilo.com.br/category/criticas/">!</a></strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W6nIRxz6RVE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-bem-no-natal-que-vem/">Crítica: Tudo Bem no Natal Que Vem</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Alguém Avisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 19:36:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nova comédia romântica natalina do Hulu, Alguém Avisa? é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (Eu, Tonya) e Lesley Barber (Manchester à Beira-Mar), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nova comédia romântica natalina do Hulu, <strong><em>Alguém Avisa?</em></strong> é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (<em>Eu, Tonya</em>) e Lesley Barber (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-manchester-a-beira-mar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Manchester à Beira-Mar</em></a>), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão incisivamente, ao ponto de parecer algo forçado para criar clima, apenas.</p>
<p>Outro fator que contribui para a sensação de festas de final de ano é a direção de arte. As cores e objetos costumeiros estão ali, porém há um cuidado em suavizar estes elementos, a fim de não tirar o foco do que está sendo contado. Um exemplo é a cena na qual a protagonista, Abby (Kristen Stewart, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), conversa com o melhor amigo John (Daniel Levy), em um café. Pequenos toques de verde, azul, amarelo e dourado se fazem presentes, mas o que importa é o diálogo entre a dupla. De toda forma, estes detalhes são o que engrandecem a obra.</p>
<p>Dentro de toda essa construção, de instalação de atmosfera, há um equilíbrio. O longa fala justamente da quebra da manutenção de certo tradicionalismo hipócrita da sociedade, que faz com que pessoas tenham receio de se desconstruir e de lutar contra o status quo, demorando para que revelem quem são de verdade. Logo, o que fica aqui impresso é certa dualidade de um mundo que artificial e decorado, com o que habita os sentimentos das personagens.</p>
<p>Nesta lógica, há uma progressão narrativa em <strong><em>Alguém Avisa? </em></strong>onde o passado e o presente se encontram e decisões precisam ser tomadas. Abby tem uma namorada, a Harper (Mackenzie Davis, <em>Tully</em>), que não saiu do armário para a família. O casal vai passar o Natal com os pais, irmãs e sobrinhos de Harper. Neste contexto, Abby se sente sufocada com este segredo e começa a desconhecer sua companheira. Naquele local, Harper parece ser outra. É a partir disso, que surge Riley (Aubrey Plaza, <em>Tirando o Atraso</em>), ex de Harper. O público, então, passa a acompanhar o afastamento entre Abby e Harper e a aproximação entre Riley e Abby.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13580" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Alguém Avisa?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A química entre Stewart e Plaza é forte, o que contribui para a <em>shippagem</em> das duas. As sequências crescem bastante quando elas estão juntas. As interpretações, que, no geral, são positivas, têm uma qualidade ainda mais superior quando as atrizes contracenam. Os olhares, gestos e movimentações são rica, porque imprimem cada identificação e desconforto que acaba surgindo entre Abby e Riley. Apesar da dinâmica forte delas, o desfecho acaba se encaixando bem na proposta do filme. Mesmo que a escolha mais ousada fosse outra, explorar as dificuldades e processos de se assumir para os parentes acaba sendo mais importante e forte.</p>
<p>Estas tensões são fomentadas pela direção de Clea Duvall (<em>A Intervenção</em>), que não traz nada de inventivo, contudo, consegue um resultado eficaz, principalmente em termos de decupagem. A proximidade com as personagens e as suas emoções vêm muito das escolhas de plano e enquadramento de Duvall. Isto cresce mais ainda com a inserção de alguns cortes secos, que aumentam tanto os momentos cômicos, quanto os de suspensão.</p>
<p>Apesar de<strong> <em>Alguém Avisa?</em></strong> reunir bastante pontos positivos, o texto peca, em alguns momentos, por se expositivo. Quando quem assiste é subestimado a complexidade da trama é subtraída. A reiteração, se não aparece para causar algum efeito específico, tende a interromper a lógica de velocidade estabelecida, interferindo diretamente no ritmo como um todo. No entanto, este fator não compromete a produção, que vale a pena ser conferida não apenas pela sua doçura no trato das relações humanas, mas também pelo seu cuidado em evocar a técnica como fomento e diálogo direto com a história trazida na tela.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clea Duvall</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kristen Stewart, Mackenzie Davis, Aubrey Plaza, Mary Steenburgen, Alison Brie, Dan Levy, Victor Garber, Jake McDorman, Clea Duvall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BN9vUWwtZOk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/">Crítica: Alguém Avisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Amor Com Data Marcada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 23:18:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme de Natal não precisa ser necessariamente bom, formalmente falando. Muitas vezes, o espectador senta para ver algo justamente por querer ver todos os clichês de produções de final de ano. O que uma obra do gênero precisa ser é divertida! Se ela não cumpre esta função, seja por não ser o seu objetivo ou por incompetência, ela precisa entregar uma realização eficiente. Este não é o caso aqui em Amor Com Data Marcada, pois nenhum dos dois é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme de Natal não precisa ser necessariamente bom, formalmente falando. Muitas vezes, o espectador senta para ver algo justamente por querer ver todos os clichês de produções de final de ano. O que uma obra do gênero precisa ser é divertida! Se ela não cumpre esta função, seja por não ser o seu objetivo ou por incompetência, ela precisa entregar uma realização eficiente. Este não é o caso aqui em <em><strong>Amor Com Data Marcada</strong></em>, pois nenhum dos dois é feito e este é mais um equívoco da Netflix.</p>
<p>A começar pela movimentação de câmera desesperada para parecer <em>cool</em>. Numa tentativa de tornar o longa mais dinâmico, diversas sequências contam com panorâmicas exageradas que acabam por tirar o espectador da história. Em uma cena, por exemplo, na qual a protagonista, Sloane (Emma Roberts, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve &#8211; Um Jogo Sem Regras</em></a>), conversa com as amigas sobre sua vida amorosa, são tantos giros que quem assiste pode até ficar tonto. Estes recursos aqui utilizados interferem no ritmo, pois isto acaba desequilibrando a sua velocidade, provocando cansaço. Além disso, foco do que seria importante, a própria história é retirado.</p>
<p>Contudo, o enredo também não ajuda muito. Procurando trazer uma comédia temática, onde o par romântico da trama se encontra sempre em feriados, o público é ofertado com pinceladas destes dias deles. No entanto, o acaba acontecendo é que a conexão com o <em>ship</em> não se estabelece. Falta algum tipo de aprofundamento na relação da dupla ou, talvez, um maior tempo de tela deles ou, ainda, uma costura mais bem realizada a cada mudança de época do ano. Com a sensação de que se está vendo várias esquetes soltas, quando o desfecho chega, os sentimentos de Sloane e Jackson (Luke Bracey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>) parecem desmedidos. Não há uma progressão ou marcas na construção das vivências deles que possam beneficiar a narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13475" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Amor Com Data Marcada" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/3192681.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este suporte necessário aqui poderia vir das personagens coadjuvantes. Como o filme é uma comédia romântica, geralmente, é esperado que o casal principal tenha amigos engraçados, que levantem a dinâmica de comicidade e sejam a maior parte dos respiros. No entanto, os acompanhantes de Sloane e Jackson são sem graça e facilmente esquecidos. Isto não acontece por falta de talento, nomes como Jessica Capshaw (<em>O Dia do Terror</em>), Frances Fisher (<em>Titanic</em>) e Kristin Chenoweth (<em>Um Natal Brilhante</em>) estão presentes no elenco.</p>
<p>O que acontece aqui é o mesmo problema da trajetória dos mocinhos principais. Não são criados bons ganchos, as premissas de conflito não se sustentam e se esgotam com facilidade. Sem conseguir cumprir a sua função, <strong><em>Amor com Data Marcada</em></strong> não é uma boa pedida para quem gosta de maratonas natalinas. Bom, ou para quem não gosta de perder tempo. Sem criar nada de novo ou se utilizar dos padrões para contar uma boa história, ele é esquecível e entediante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Whitesell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Roberts, Luke Bracey, Kristin Chenoweth, Frances Fisher, Jessica Capshaw, Andrew Bachelor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iKv4NLomON4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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