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	<title>Arquivos Movie - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Movie - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Capitã Marvel é o destaque nas estreias do cinema nesta semana (07/03). Confira o que entra em cartaz!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 01:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar. Com informações do Adoro Cinema. Albatroz Direção: Daniel Augusto Elenco: Alexandre Nero, Andréa Beltrão, Maria Flor O fotógrafo Simão (Alexandre Nero), casado com Catarina (Maria Flor), uma compositora de jingles publicitários, se apaixona pela atriz judia Renée (Camila Morgado), com quem viaja a Jerusalém. Lá ele [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/capita-marvel-e-o-destaque-nas-estreias-do-cinema-nesta-semana-07-03-confira-o-que-entra-em-cartaz/">Capitã Marvel é o destaque nas estreias do cinema nesta semana (07/03). Confira o que entra em cartaz!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar. Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FV7AxLbHcrE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10077" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/AA_3843_Albatroz_FotoAlineArruda.jpg" alt="Albatroz" width="610" height="348" /><br />
<strong>Albatroz</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Daniel Augusto<br />
<strong>Elenco:</strong> Alexandre Nero, Andréa Beltrão, Maria Flor</p>
<p>O fotógrafo Simão (Alexandre Nero), casado com Catarina (Maria Flor), uma compositora de jingles publicitários, se apaixona pela atriz judia Renée (Camila Morgado), com quem viaja a Jerusalém. Lá ele acaba registrando um atentado terrorista, o que lhe torna mundialmente famoso. Mas, ao mesmo tempo, surgem críticas negativas por ele ter fotografado em vez de tentar evitar a tragédia. Simão entra em depressão e fica na fronteira entre realidade, sonho e delírio. Com informações do Adoro Cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wQGoNZh3m8s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10078" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1277753.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Yomeddine - Em Busca de Um Lar" width="610" height="348" /><br />
<strong>Yomeddine &#8211; Em Busca de Um Lar</strong><br />
<strong>Direção:</strong> A. B. Shawky<br />
<strong>Elenco:</strong> Rady Gamal, Ahmed Abdelhafiz, Shahira Fahmy</p>
<p>Após a morte de sua esposa, Beshay decide deixar a comunidade isolada onde foi abandonado quando criança. Junto com Obama, seu jovem amigo órfão, e seu amado jumento, ele embarca em uma jornada pelo Egito até sua cidade natal para descobrir por que seu pai nunca cumpriu a promessa de voltar. Beshay não é um homem como os outros homens, ele é um leproso, agora curado, cujas cicatrizes o levaram a viver longe do mundo. Juntos, ele e Obama enfrentarão os problemas do mundo unidos pela amizade e compaixão, em sua busca por uma família, um lugar para pertencer e um pouco de humanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EwPSySpdEUc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Cinderela Pop é o destaque nas estreias do cinema desta semana (28/02). Confira o que entra em cartaz!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/cinderela-pop-e-o-destaque-nas-estreias-do-cinema-desta-semana-28-02-confira-o-que-entra-em-cartaz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 15:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Caminho de Casa]]></category>
		<category><![CDATA[A Casa de Veraneio]]></category>
		<category><![CDATA[A Maldição da Freira]]></category>
		<category><![CDATA[Calmaria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar. Confira a nossa crítica clicando aqui! Crimes Obscuros Direção: Alexandros Avranas Elenco: Jim Carrey, Charlotte Gainsbourg, Marton Csokas O policial Tadek (Jim Carrey) investiga um caso de assassinato não resolvido e encontra [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinderela-pop/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/nEdgXVBIdek" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10055" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1S4A1357-2.jpg" alt="Crimes Obscuros" width="610" height="348" /><br />
<strong>Crimes Obscuros</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Alexandros Avranas<br />
<strong>Elenco:</strong> Jim Carrey, Charlotte Gainsbourg, Marton Csokas</p>
<p>O policial Tadek (Jim Carrey) investiga um caso de assassinato não resolvido e encontra semelhanças do crime em um livro do artista polonês Krystov Kozlow (Marton Csokas). Ele começa a investigar a vida do escritor e da sua namorada, uma mulher misteriosa (Charlotte Gainsbourg) que trabalha num sex club. Sua obsessão aumenta e Tadek fica cada vez mais atormentado, adentrando num submundo de sexo, mentiras e corrupção. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-obscuros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/w8JrzmRftnQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10059" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/serenity2.jpg" alt="Calmaria" width="610" height="348" /><br />
<strong>Calmaria</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Steven Knight<br />
<strong>Elenco:</strong> Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jason Clarke</p>
<p>O capitão de um barco de pesca tem um passado misterioso que está prestes a vir à tona. Vivendo em uma pequena ilha do Caribe, sua vida assume um caminho que pode não ser tudo o que parece. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-calmaria/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/brlixT-fPSQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10064" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3064352.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Não Olhe</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Assaf Bernstein<br />
<strong>Elenco:</strong> India Eisley, Jason Isaacs, Mira Sorvino</p>
<p>Uma solitária jovem de 18 anos não encontra suporte familiar e nem amigos para que possa desabafar sobre os problemas de sua vida. Cansada, ela começa a conversar com o próprio reflexo no espelho apenas para externalizar sua angústia, mas rapidamente descobre que está trocando de lugar com uma espécie de clone que tenta convencê-la a tomar atitudes vingativas. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lb5UsiTQRMg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10067" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3134886.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Caminho de Casa" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Caminho de Casa</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Charles Martin Smith<br />
<strong>Elenco:</strong> Ashley Judd, Jonah Hauer-King, Edward James Olmos</p>
<p>Bella é uma cadelinha especial que vive com Lucas, um estudante de medicina veterinária que trabalha como voluntário em um hospital local. Um dia ela é encontrada pelo Controle de Animais na rua e acaba sendo levada para um abrigo a 400 milhas de distância de seu dono. No entanto, Bella, uma cachorra extremamente leal e corajosa, decide iniciar sozinha uma longa jornada de volta para a casa, emocionando a todos que cruzam o seu caminho.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rhSKciA8erE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10068" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2299409.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Casa de Veraneio" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Casa de Veraneio</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Valeria Bruni Tedeschi<br />
<strong>Elenco:</strong> Valeria Bruni Tedeschi, Pierre Arditi, Valeria Golino</p>
<p>Uma propriedade linda e grande na Riviera francesa. Um lugar que parece fora do tempo e protegido do restante do mundo. Anna e sua filha irão passar alguns dias de férias neste paraíso. Entre sua família, amigos e empregados, Anna tem que lidar com o recente término de seu relacionamento, e escrever seu próximo filme que todos insistem para que ela desista da ideia. Por trás do riso e da raiva, aparecem os segredos, os medos e os desejos. Todos fecham seus ouvidos aos sons do mundo, e precisam lidar com os dramas e comédias de sua própria existência.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/T-4j1je9zgw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10069" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oJUYgQzadfYHLIoIi4INg1kRSmd.jpg" alt="A Maldição da Freira" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Maldição da Freira</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Aislinn Clarke<br />
<strong>Elenco:</strong> Lalor Roddy, Ciaran Flynn, Helena Bereen</p>
<p>Baseado em uma história real, o filme se passa no outono de 1960, quando os padres Thomas Riley e John Thornton foram enviados pelo Vaticano para investigar um evento milagroso em um lar irlandês, feito para órfãs, grávidas solteiras e mulheres com distúrbios mentais. Quando conhecem uma adolescente grávida, com sinais de possessão demoníaca, descobrem algo terrível: algumas portas não devem ser abertas.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ob7q_AKhezA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Calmaria</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-calmaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 15:56:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O roteirista Steven Kinight circula faz algum tempo em Hollywood e impressionou a crítica recentemente com seu segundo longa como diretor, Locke, que só tem o ator Tom Hardy em seu elenco e é centrado em suas ações dentro de um carro. Antes disso, Knight esteve por trás de roteiros dirigidos por gente como Stephen Frears (Coisas Belas e Sujas), pelo qual foi indicado ao Oscar, e David Cronenberg (Senhores do Crime). Estranhamente, alguém com tanta estrada e caminhos abertos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O roteirista Steven Kinight circula faz algum tempo em Hollywood e impressionou a crítica recentemente com seu segundo longa como diretor, <em>Locke</em>, que só tem o ator Tom Hardy em seu elenco e é centrado em suas ações dentro de um carro. Antes disso, Knight esteve por trás de roteiros dirigidos por gente como Stephen Frears (<em>Coisas Belas e Sujas</em>), pelo qual foi indicado ao Oscar, e David Cronenberg (<em>Senhores do Crime</em>). Estranhamente, alguém com tanta estrada e caminhos abertos na indústria é capaz de realizar um filme como <em><strong>Calmaria</strong></em>, cujo &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; é justamente o seu roteiro trôpego com direito a um absurdo twist que faria inveja a M. Night Shyamalan nos seus piores dias (algo do nível <em>Fim dos Tempos</em>).</p>
<p><em><strong>Calmaria</strong> </em>tem início quando somos apresentados a Baker Dill, personagem de Matthew McConaughey, e sua obsessão por um peixe. Dill tem um barco chamado &#8220;Calmaria&#8221; cujos clientes, a maioria turistas que estão de passagem pela região litorânea onde mora, parecem pretextos para o solitário marinheiro sair em busca do animal que batiza de &#8220;Justiça&#8221;. Quando Karen, personagem de Anne Hathaway, retorna na vida de Dill lhe oferecendo muito dinheiro em troca de um serviço sujo ele se vê tentado a aceitar a oferta concretizando sua obstinada procura pelo animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10060" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1903197.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Calmaria" width="610" height="348" /></p>
<p>Claramente, Steven Knight faz de <strong><em>Calmaria</em> </strong>um filme <em>noir</em> ambientado no litoral americano. McConaughey e Hathaway interpretam figuras conhecidas do gênero, o anti-herói enlaçado por uma trama criminosa apresentada a ele pela<em> femme fatale</em> da atriz exibindo uma inédita (?) madeixa loira. A princípio, o realizador parece apostar no gênero e nessa variação alternativa oferecida por essa ambiência, instigando o espectador a perseverar na história a fim de descobrir o que existe por trás da obsessão do seu protagonista pelo tal peixe e o risco que a moça interpretada por Hathaway irá oferecer a sua vida.</p>
<p>Na medida que a trama avança, vem a grande decepção. Como uma &#8220;carta na manga&#8221;, o realizador traz uma história paralela que faz com que toda a realidade construída até então seja uma verdadeira farsa. No terceiro ato, Knight faz <strong><em>Calmaria</em> </strong>aparentar ser inteligente demais, como se tivesse extraído da &#8220;cartola&#8221; informações para impressionar o público mais desavisado, mas no fim das contas isso tudo só serve para a trama cair na descrença do espectador. <strong><em>Calmaria</em> </strong>acaba esquecendo-se de encerrar &#8220;nós&#8221; da sua história que no final das contas não fazem muito sentido. Fica com a honra de provavelmente ser o filme com o <em>twist</em> mais estapafúrdio do ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/brlixT-fPSQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Crítica: Não Olhe</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 15:09:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Assaf Bernstein]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem nunca viu um filme sobre uma garota excluída no colégio que acaba se revoltando e machucando/matando todo mundo? Sim, Carrie, A Estranha é o primeiro exemplo que nos surge à mente, mas poderíamos nomear muitos outros. Não Olhe conta a história de Maria, uma jovem apática com sinais de depressão que sofre o pior tipo de bullying na escola e em casa, por parte de seu pai. Ele é cirurgião plástico e coloca defeito em tudo que a menina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca viu um filme sobre uma garota excluída no colégio que acaba se revoltando e machucando/matando todo mundo? Sim, <em>Carrie, A Estranha</em> é o primeiro exemplo que nos surge à mente, mas poderíamos nomear muitos outros. <em><strong>Não Olhe</strong></em> conta a história de Maria, uma jovem apática com sinais de depressão que sofre o pior tipo de <em>bullying</em> na escola e em casa, por parte de seu pai. Ele é cirurgião plástico e coloca defeito em tudo que a menina faz, inclusive na sua aparência física. Depois que Maria descobre uma &#8220;amiga&#8221; através do espelho, ela começa a mudar seu comportamento e se vingar de todo mundo.</p>
<p>O <em>thriller</em> tem uma proposto inicial até interessante, embora a execução seja péssima logo de cara. A ideia seria como a garota reprimida transforma sua personalidade e começa a se vingar de todos ao seu redor, especialmente dos homens que sempre colocaram medo nela. Esse contraponto vingativo e perverso seriam os desejos mais absurdos da garota, que não tinha coragem de realizá-los. O problema é a pobreza na execução dos atos, nos diálogos superficiais e nos enquadramentos repetitivos.</p>
<p>As condições do ambiente onde Maria está inserida cooperam com o ar de abandono emocional que a garota tem. Uma casa imensa e suntuosa, mas sem uma condição de &#8220;lar acolhedor&#8221;. Uma impessoalidade do próprio ambiente onde ela está inserida, em uma cidade fria e coberta de neve, como um reflexo de suas emoções. Tudo isso coopera positivamente com a trama, que se desenvolve com o pai que exige o perfeccionismo e a mãe fraca que aceita tudo que lhe é imposto.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10063" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3162790.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Não Olhe" width="610" height="348" /></p>
<p><em>Não Olhe</em> transpira erotismo em todos os momentos, sendo bem desnecessário na maioria das vezes. A garota faz caras e bocas de sexo constantemente, enquanto seus &#8220;problemas&#8221; na escola são, em sua maioria, de ordem sexual. Até com seu pai rolam momentos em que o espectador fica na dúvida se vai acontecer algum ato de pedofilia ou não. Por sorte, o roteiro não toma esse caminho.</p>
<p>No entanto, toma diversos outros caminhos duvidosos. A ideia da menina através do espelho seria interessante como uma proposta da garota ter enlouquecido ou daquilo ser fruto de sua mente depressiva e carente de atenção. Esta seria uma vertente interessante. Ou até mesmo o espírito maligno da irmã gêmea morta no pós-parto pelo pai que não aceitava nada distorcido da perfeição. O problema é que o roteiro não assume nenhuma dessas escolhas e a dúvida fica pairando no ar. Ao final, até a condição emocional da mãe é colocada na equação, tornando tudo muito impreciso e mal feito.</p>
<p><em><strong>Não Olhe</strong></em> é um filme que não desperta grandes coisas no espectador e funciona muito mais como um conto erótico adolescente do que como um bom <em>thriller</em> de suspense. Bons atores como Mira Sorvino e Jason Isaacs são completamente desperdiçados em um roteiro ruim e raso. A protagonista é mais do mesmo nesta safra de atrizes adolescentes que não são tão expressivas. Eu recomendaria passar longe!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lb5UsiTQRMg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Crimes Obscuros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 01:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandros Avranas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Gainsbourg]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jim Carrey]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crimes Obscuros foi um dos últimos longas do ator Jim Carrey antes de anunciar uma pausa na sua carreira para se dedicar à pintura. O longa de 2016 demorou tanto tempo para chegar oficialmente no circuito comercial brasileiro que o ator já retornou à ativa com a série Kidding e o filme Sonic the Hedgehog, que estreia esse ano. Também justifica-se, o resultado não é dos melhores. É de um mau gosto atroz. O drama criminal se passa na Polônia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Crimes Obscuros</em></strong> foi um dos últimos longas do ator Jim Carrey antes de anunciar uma pausa na sua carreira para se dedicar à pintura. O longa de 2016 demorou tanto tempo para chegar oficialmente no circuito comercial brasileiro que o ator já retornou à ativa com a série <em>Kidding</em> e o filme Sonic the Hedgehog, que estreia esse ano. Também justifica-se, o resultado não é dos melhores. É de um mau gosto atroz.</p>
<p>O drama criminal se passa na Polônia e é dirigido pelo grego Alexandros Avranas (<em>Miss Violence</em>) narrando a história de um detetive incorruptível investigando um caso de assassinato cujo cenário central é um casarão utilizado por homens poderosos para violentar mulheres e realizar orgias sexuais das mais sinistras. O protagonista acaba conhecendo um escritor e sua namorada e descobre que os dois o levarão às respostas por trás desse mistério.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10055" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1S4A1357-2.jpg" alt="Crimes Obscuros" width="610" height="348" /></p>
<p>Como o próprio filme denuncia pela paleta de cores da sua fotografia desde o plano de abertura, <strong><em>Crimes Obscuros</em></strong> é sombrio e não promete em momento algum ao espectador entregar uma redenção para seu protagonista. O longa é sustentado por uma trama policial que dá voltas e não chega a lugar algum, com resoluções que parecem escancaradas desde o princípio.</p>
<p>Esteticamente, o filme tem um gosto duvidoso, explorando milimetricamente as possibilidades plásticas que suas inúmeras cenas de estupro parecem, numa verdadeira falta de bom senso, inspirar no diretor. Jim Carrey se esforça num tipo que até então não tinha sido interpretado por ele em sua carreira, mas o ator está numa grande cilada mascarada como &#8220;filme de arte europeu&#8221;.</p>
<p>Ao final da trama inspirada em eventos reais, o espectador guarda na lembrança a percepção torta de amor dos seus personagens, que sequer é problematizada por seu realizador. A apatia e indiferença do olhar de Avranas para seu grupo de personagens &#8211; todos completamente desprezíveis &#8211; faz o público se perguntar: Onde o diretor precisamente quer chegar com essa história? Não há resposta pior do que a ausência de resposta para essa indagação.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/w8JrzmRftnQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 21:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por Bohemian Rhapsody, e Christian Bale, por Vice. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia, e Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por <em>Bohemian Rhapsody</em>, e Christian Bale, por <em>Vice</em>. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por <em>Green Book: O Guia</em>, e Bradley Cooper, por<em> Nasce Uma Estrela</em>. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a não tão badalada indicação, mas também justa, de Willem Dafoe, pelo longa <em>No Portal da Eternidade</em>!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-6.jpg" alt="Willem Dafoe" width="610" height="348" /><br />
<strong>Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em <em>No Portal da Eternidade</em>, Willem Dafoe interpreta ninguém menos que o pintor Vincent Van Gogh e a sua batalha travada com os transtornos mentais que o acometem. Marcado por um estilo de filmagem mais cru e lento, o longa nos oferece bons momentos para compreender ainda mais a história do artista. Dafoe nos apresenta um trabalho brilhante e primoroso, completamente incorporado na dualidade e devaneios de Van Gogh. É ele quem nos conduz na narrativa, ora confusa, e funciona como o pilar estrutural da trama. Willem chegou a aprender a pintar para incorporar ainda melhor o personagem. São nos pequenos detalhes que ele consegue traduzir o protagonista, desde o olhar perdido até o desespero intenso de suas emoções.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3552387.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Christian Bale" width="610" height="348" /><br />
<strong>Christian Bale, por Vice</strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora, vamos com Christian Bale e sua atuação em <em>Vice</em>. O ator interpreta o político americano Dick Cheney, que foi o vice-presidente durante o período de George W. Bush. Sob a direção afiada e nada básica de Adam McKay, Bale vai construindo a personalidade do protagonista em consonância com todas as suas aspirações de poder. Ele não apenas engordou 20 quilos para o papel, como estudou bastante o comportamento de Cheney, tanto físico quanto emocional. O resultado é um personagem com várias facetas que funciona como o pilar da história dissecada por McKay. Este é um papel bem diferente do que Bale está acostumado fazer. Embora assuma o protagonismo da história, ele tem pouco espaço para se expressar com liberdade, sendo sempre contido e mais calculista. Isso foi o suficiente para lhe render o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, mas será o suficiente para levar o Oscar?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0940097.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bradley Cooper" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;">Já Bradley Cooper é uma pedra preciosa que vem sendo deixada de lado na maioria das premiações. Em <em>Nasce Uma Estrela</em>, além de ser responsável por roteiro, produção e direção, ele assume o papel do protagonista, o cantor Jackson Maine. É curioso ver o quanto as pessoas enaltecem o trabalho de Lady Gaga, quando, na verdade, a alma do filme é Cooper. Ele transita por muitos sentimentos do personagem e o espectador acompanha de perto o sufoco e a queda do músico. É como se uma estrela precisasse apagar para que outra acendesse. Bradley nos presenteia com o melhor trabalho de sua carreira, o mais intenso, profundo e contundente. Ele não apenas nos envolve pelas emoções, quando pela realidade de tudo que ele passa. A dedicação fora de tela trouxe ainda mais força para o que acontece diante de nossos olhos, em um trabalho incrível. Pena que ele não esteja sendo devidamente reconhecido nas premiações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10034" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Bohemian-Rhapsody-Rami-Malek.jpg" alt="Rami Malek" width="610" height="348" /><br />
<strong>Rami Malek, por Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Quem está recebendo toda a glória e reconhecimento é o ator Rami Malek. No papel de Freddie Mercury, em <em>Bohemian Rhapsody</em>, ele nos oferece uma nova faceta de atuação, que antes não conhecíamos. Rami é, definitivamente, um excelente ator e sua dedicação em aprender tudo sobre o protagonista (até a forma de mexer as mãos), faz com que ele seja o próprio Mercury em tela. A minha questão, no entanto, é o excesso de afetação do ator, que consegue transcender o personagem. Embora muito boa, esta não é uma atuação formidável que merecia o maior prêmio do cinema. Considero inferior a outros concorrentes, como Bradley e Viggo. O filme, que passou por um processo intenso de troca de diretores, pode ter contribuído para essa percepção menos gloriosa. É como se o espectador percebe-se o tempo todo que é Rami interpretando Freddie naquele momento e isso desfavorece a experiência como um todo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10035" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5463075.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Viggo Mortensen" width="610" height="348" /><br />
<strong>Viggo Mortensen, por Green Book – O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Para fechar, o ator Viggo Mortensen nos traz o papel mais &#8220;fora da curva&#8221; de sua carreira no longa <em>Green Book &#8211; O Guia</em>. Ele interpreta Tony Lip, um fanfarrão descendente de italiano e preconceituoso que embarca em uma viagem com o seu novo chefe negro. Todo o processo de descoberta do personagem é incrível de se ver e vivido com tanta intensidade e cuidado por Viggo. Assim como Bale, ele engordou mais de 20 quilos e se esmerou na arte de aprender a se portar como um descente de italiano nato, com todas as suas peculiaridades. Ele é o foco do filme, com todas as descobertas e transformações que sofre ao longo da viagem. Viggo transita por muitas emoções e se desdobra nas camadas de Tony. A sua melhor atuação da carreira e a mais diferenciada, definitivamente.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 14:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Movie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A principal categoria da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sempre dividiu opiniões entre as apostas dos críticos e fãs de cinema – em especial nas últimas 9 edições onde o número de concorrentes variou entre 8 a 10 indicados. Para não fugir dessa normalidade, a 91ª cerimônia do Academy Awards traz múltiplas incertezas. O ano de 2019 foi marcado por algumas reviravoltas nos inúmeros prêmios do cinema – sejam nas categorias correspondentes ao Oscar de “Melhor Filme” ou não. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A principal categoria da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sempre dividiu opiniões entre as apostas dos críticos e fãs de cinema – em especial nas últimas 9 edições onde o número de concorrentes variou entre 8 a 10 indicados. Para não fugir dessa normalidade, a 91ª cerimônia do Academy Awards traz múltiplas incertezas. O ano de 2019 foi marcado por algumas reviravoltas nos inúmeros prêmios do cinema – sejam nas categorias correspondentes ao Oscar de “Melhor Filme” ou não. A constante da dúvida se manterá suspensa até o último minuto, momento no qual o ganhador será revelado. Até lá, os espectadores acompanharão a cerimônia com tensão diante do resultado.</p>
<p>Mas o que pode justificar o clima apreensivo diante do resultado do Oscar? A resposta está ligada ao histórico de absurdos e retrocessos cometidos pela premiação. Conhecida por cometer, ano após ano, algum tipo de escolha equivocada – ora sendo omissa aos escândalos de artistas, ora excluindo artistas negros das indicações – a Academia continua a viver um processo de perda da credibilidade com suas decisões. Nessa cerimônia, em específico, os organizadores já voltaram atrás em diversas deliberações por conta das críticas recebidas em plataformas digitais. A descrença no olhar retrógrado desse prêmio leva a questionamentos quanto a validade de sua autoridade dentro do próprio meio. O Academy Awards é uma das instituições hollywoodianas mais antigas que parece, em algumas situações, ter parado no tempo. Os artistas e o público, contudo, clamam por mudanças reais em suas atitudes arbitrárias.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10024" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cinema-filme-pantera-negra-20180219-009.jpg" alt="pantera negra" width="610" height="348" /><br />
<strong>Pantera Negra</strong></p>
<p style="text-align: center;">A competição desse ano começa em fevereiro de 2018 com a estreia de uma das presenças mais surpreendentes da temporada de premiações. <em>Pantera Negra</em> chega aos cinemas para mostrar, de forma ampla e avassaladora, o quanto a sociedade, o universo cinematográfico e das hqs marginalizam uma parcela da sociedade. A expressão artística, social e representativa intrínseca à <em>Black Panther</em> (título original) abrem portas para infinitas discussões sobre local de fala, oportunidades, respeito e amor as memórias históricas e culturais de um povo. O longa-metragem é considerado um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos porque ele se preocupa com a vida real. <em>Pantera Negra</em> não é uma produção feita exclusivamente para lucrar mais alguns bilhões para a Marvel. O filme se sustenta como uma obra cujas nuances e perspectivas englobam questões estéticas e técnicas do fazer cinematográfico. Ao mesmo tempo, se debruçam sobre situações sociais bem trabalhadas no roteiro dentro da exposição das novas possibilidades de figuras do herói – expandindo as vias de representatividade nas telonas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9577" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Infiltrado-na-Klan.jpg" alt="infiltrado na klan" width="610" height="348" /><br />
<strong>Infiltrado na Klan</strong></p>
<p style="text-align: center;">Ao continuar a lista de indicados, o público se depara com outra obra que faz reflexões sobre o racismo. O novo filme de Spike Lee é uma cinebiografia inacreditável que retrata os absurdos do preconceito com uma inteligência inigualável. <em>Infiltrado na Klan</em> tem a capacidade de envolver o espectador nessa jornada satírica sobre o policial negro que enganou a Ku Klux Klan a partir de um retrato crítico e intenso da realidade. A única sensação possível após assistir <em>BlacKkKlansman</em> (título original) é a incompreensão diante da verdade confrontada na sala de cinema. A sacada da película é forma amena como a história é retratada seguida por sucessivos choques de realidade que petrificam o espectador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9427" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1457802.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="nasce uma estrela" width="610" height="348" /><br />
<strong>Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Nasce uma Estrela</em> e <em>Bohemian Rhapsody</em> são as aparições musicalizadas desse ano. Seja pela reelaboração de uma história conhecida pelo cinema ou pela representação do percurso de uma das bandas mais marcantes da história da música, ambos os filmes usam a ferramenta musical como seu pilar de sustentação. O primeiro longa é uma demonstração surpreendente de reinvenção. O roteiro e a performance de Bradley Cooper e Lady Gaga provam o empenho da produção em tornar essa obra memorável. É fascinante a forma como a narrativa é conduzida e moldada pelas músicas. O ponto forte do longa está diretamente ligado à sua capacidade de promover uma história comum – a qual, em outro contexto, é extremamente esquecível – através de uma construção musicalizada do drama das personagens. O maior acerto da produção e, consequentemente, da direção de Cooper é a sutileza envolvente da obra que se fez capaz de entreter e prender a atenção do público apesar da frágil essência temática.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9504" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1099139.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica bohemian rhapsody" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em contraponto à <em>A Star is Born</em> (título original), <em>Bohemian Rhapsody</em> não executa uma narrativa tão verossímil e cativante, mas investe no apelo afetivo do espectador. O enredo do longa por vezes é monótono e perde a força atrativa. São nessas brechas que os realizadores do projeto percebem a necessidade do uso das memórias afetivas para alavancar a obra. A produção carrega a sua ideia com o encantamento que o mundo tinha pelo Queen. <em>Bohemian</em> trabalha magistralmente a consagração de seus homenageados e é assim que o longa capta de volta o interesse do público. A contemplação do acontecimento incomum que foi Freddie Mercury e o Queen se personifica durante o filme e o sustenta. O longa-metragem usou a força de sua temática e investiu nos quesitos técnicos para alavancar sua proposta um tanto delicada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9831" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1171710.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="green book" width="610" height="348" /><br />
<strong>Green Book: O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">A presença de <em>Green Book: O Guia</em> nas premiações é, por si só, polêmica. O longa-metragem retrata de maneira leve e sutil a jornada de autoconhecimento e transformação das personagens vividas por Viggo Mortensen e Mahershala Ali. Os problemas do filme começam com a observação dos seus acontecimentos e abordagens. Apesar de levantar a pauta do racismo dos EUA na década de 1960, a produção apenas pincela essa situação como pano de fundo para um contexto mais existencial sobre a essência e vida das personagens principais. Além dessa problemática, membros da produção da película estão envolvidos em casos de assédio e xenofobia. Ou seja, existe uma contradição entre o que é pregado pelo filme e a realidade de sua criação que é impossível de se ignorar. A falta de aprofundamento nas questões intrínsecas ao projeto e a sua má fama por conta do diretor e produtor executivo, criam um dispendioso embargo para que o longa alcance o seu ápice em conteúdo, qualidade e prêmios.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9812" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/4303242.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="roma" width="610" height="348" /><br />
<strong>Roma</strong></p>
<p style="text-align: center;">O ponto fora da curva dessa premiação é o produto mexicano da Netflix. A plataforma de <em>streaming</em> deu ao Oscar a desagradável obrigação de indicar um produto não convencional a 10 categorias. <em>Roma</em> está entre os indicados mais cotados por sua representação dentro e fora da tela. A obra de Alfonso Cuarón é uma peça de arte perfeitamente lapidada. A concepção, execução e essência do longa transformam ele num projeto completo e diferente. Os quesitos técnicos, estéticos e humanísticos são contemplados com uma maestria impressionante. <em>Roma</em> é uma obra-prima sensível que, com muita simplicidade e despretensão, toca o coração do espectador pela sua delicadeza sem igual. A narrativa envolvente carrega o público do início ao fim diante das vivências mais cotidianas do ser humano sem nunca perder a sua beleza. Cuarón deu vida a obra perfeita que a Academia não pôde ignorar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Crítica-A-Favorita.jpg" alt="a favorita" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Favorita</strong></p>
<p style="text-align: center;">Outro produto magistral de 2018 foi o drama histórico de Yorgos Lanthimos. <em>The Favourit</em>e (título original) carrega uma essência extremamente versátil. A linguagem do filme incorpora os traços fundamentais de Yorgos com muita sutileza. O exagero e a extrapolação do diretor estão presentes em medidas exatas para arrebatar a atenção do espectador. Através de uma espécie de tragédia cômica, o longa-metragem constrói sua sólida plataforma de criações dignas de elogios. Assistir ao longa é uma experiência estética e narrativa sensacional. Com 9 indicações, <em>A Favorita</em> transporta o público para um cinema original, onde o conteúdo não sobressai o conceito e nem por isso a última deixa de ser trabalhada da melhor forma.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9869" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Vice-Movie-Cast-Real-People.jpg" alt="Vice" width="610" height="348" /><br />
<strong>Vice</strong></p>
<p>A última estreia da lista de indicados a “Melhor Filme” foi a nova cinebiografia de Adam McKay. <em>Vice</em> é fruto do trabalho singular de McKay. Metalinguístico, irônico e cheio de informações; esse é o resumo do que o longa carrega em sua essência. Toda essa elaboração diferenciada atrelada ao roteiro inteligente tornam o resultado semântico e visual do filme algo sem igual. A expressão cinematográfica do diretor causa estranheza por sua montagem não convencional e pelas características já citadas. Essas são, contudo, algumas das razões que destacam a produção e fazem dela uma das indicadas ao maior prêmio do cinema.</p>
<p>Diante desse cenário, existem três polos de força nessa corrida pela estatueta. <em>Infiltrado na Klan</em>, <em>A Favorita</em> e <em>Roma</em> representam os principais concorrentes ao prêmio de “Melhor Filme”, cada um com seus pontos mais fortes. <em>BlacKkKlansman</em> representa um filme contundente regado de conteúdo e crítica social sobre realidades similares do passado e presente. <em>The Favourite</em> ocupa a posição de produção acessível que retrata os deslumbres humanos, o caos e a ignorância das guerras e os jogos de sedução e poder que permeiam as relações interpessoais – tudo isso tendo a Inglaterra do século XVIII como pano de fundo. <em>Roma</em>, por sua vez, está encarregado do lugar de obra-prima – a qual contém um valor artístico e social indiscutível – levando a crer que o seu nome seja anunciado ao final da cerimônia. As questões circunstanciais e convenientes da Academia deixam, no entanto, incertezas apesar da unanimidade de vitórias que <em>Roma</em> teve em outras premiações. A espera só cessará no domingo (24) quando o Oscar for entregue ao seu próximo escolhido. O único fator que se espera do Academy Awards é que ele não se mostre mais omisso a nada do meio cinematográfico e que ele escolha o vencedor de 2019 por seu merecimento de acordo com critérios exclusivamente técnicos e artísticos.</p>
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		<title>Crítica: Cafarnaum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 02:37:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Cafarnaum&#8221; é uma cidade bíblica que ficou conhecida por uma série de milagres associados a Jesus Cristo. Título do filme da diretora e roteirista Nadine Labaki, &#8220;Cafarnaum&#8221; também é traduzido como &#8220;caos&#8221;. O longa libanês indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro traz o retrato de uma realidade na qual não há escapatória e que parece alheia às intervenções do divino, ainda que muitos dos seus personagens sigam tendo fé e recorrendo a religião como esteio. Tudo em Cafarnaum parece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Cafarnaum&#8221; é uma cidade bíblica que ficou conhecida por uma série de milagres associados a Jesus Cristo. Título do filme da diretora e roteirista Nadine Labaki, &#8220;Cafarnaum&#8221; também é traduzido como &#8220;caos&#8221;. O longa libanês indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro traz o retrato de uma realidade na qual não há escapatória e que parece alheia às intervenções do divino, ainda que muitos dos seus personagens sigam tendo fé e recorrendo a religião como esteio. Tudo em <strong><em>Cafarnaum</em> </strong>parece irremediável, fruto de uma estrutura social que relega parte da população a completa indigência.</p>
<p>No centro da narrativa do filme de Labaki está o garoto Zain, interpretado pelo expressivo Zain Al Rafeea, um menino que vive com os pais e os irmãos em condições precárias. No começo do filme, vemos Zain preso por ter cometido um crime grave. Na prisão, o garoto quer processar os pais por terem lhe dado a vida e, consequentemente, tê-lo sujeitado a uma existência sem perspectivas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9958" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3483577.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cafarnaum" width="610" height="348" /></p>
<p>Até tomar a atitude extrema que nos leva a conhecê-lo nas circunstâncias do início de <strong><em>Cafarnaum</em></strong>, Labaki traça uma série de desventuras protagonizadas pelo garoto que nos apresenta a um país em frangalhos e que trata com descaso sua população. A criminalidade é uma alternativa para conter os problemas sociais de uma vida paupérrima e Zain tem que lidar emocionalmente com a perda da irmã de 11 anos que se casa com um conhecido da família e se afeiçoa a uma jovem que após ter engravidado quando trabalhava como prostituta cuida do seu bebê como pode, trabalhando como faxineira num parque de diversões e lavadora de pratos num restaurante.</p>
<p>Labaki faz um filme sem respiros para o espectador, mas também fortemente ancorado no apelo dramático de suas situações. A realizadora não precisaria de muito para arrancar lágrimas da sua plateia, uma vista superficial do público para a vida de Zain bastaria para nos compadecermos da situação do menino. Ainda assim, é interessante como em diversas circunstâncias <strong><em>Cafarnaum</em> </strong>consegue ser um filme cru e sem artifícios, que evita estetizar a pobreza, como muitos similares que já exploraram histórias parecidas, seja no Oriente ou na América Latina.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EiXc0ei7xE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Querido Menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 02:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Felix Van Groeningen]]></category>
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		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das propriedades do cinema é a sua capacidade de moldar um determinado assunto de acordo com a produção. A sétima arte vive uma constante fabricação de realidades infindáveis e distintas. A possibilidade de criar universos contrastantes faz do cinema uma poderosa arma. Filmes podem incentivar e manter guerras – como foi amplamente feito nas décadas de 1930 e 1970, por exemplo –, denunciar problemas sociais, explicar acontecimentos e até mesmo fazer o espectador repensar alguma temática. Esse último exemplo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das propriedades do cinema é a sua capacidade de moldar um determinado assunto de acordo com a produção. A sétima arte vive uma constante fabricação de realidades infindáveis e distintas. A possibilidade de criar universos contrastantes faz do cinema uma poderosa arma. Filmes podem incentivar e manter guerras – como foi amplamente feito nas décadas de 1930 e 1970, por exemplo –, denunciar problemas sociais, explicar acontecimentos e até mesmo fazer o espectador repensar alguma temática. Esse último exemplo é um cinema cujo objetivo pode ser louvável. Preconceitos, conceitos e paradigmas são refutados através de intensas produções, onde tudo vai depender do olhar que o diretor, roteirista, produtor e/ou estúdio querem dar.</p>
<p>Tabus sociais são discutidos nas telonas a partir de obras sensíveis. Uma nova perspectiva é posta em pauta quando um produto cinematográfico consegue atingir o público em larga escala. O cinema pode dar voz aos calados, força aos esquecidos e compaixão aos marginalizados. A partir desse pensamento, a Amazon Studios decidiu comprar a ideia do projeto cujo tinha como base o livro de memórias de David Sheff e o artigo de Nic Sheff. Assim nasceu um dos projetos mais sinceros e sensíveis sobre dependentes químicos. Assim nasceu <em>Beautiful Boy</em> (título original).</p>
<p><em><strong>Querido Menino</strong></em> é uma das estreias da semana nos cinemas brasileiros. O longa-metragem traz um olhar cuidadoso sobre uma das temáticas mais tabus da atualidade: drogas. A discussão levantada pelo filme e o olhar da produção sobre o assunto fazem a diferença nessa película. A perfeição do elenco em cena é emocionante e envolvente. A direção de Felix van Groeningen é cuidadosa e só amplia a mensagem de sua nova película. O roteiro mescla momentos de dor e alegria com o objetivo de mostrar uma perspectiva que abraça o dependente e verdadeiramente tenta ajuda-lo. A partir desta quinta-feira (14), o público do Brasil tem a chance de abrir a mente e o coração para entender e ser tocado por essa história real extremamente forte.</p>
<p>O conhecido escritor e jornalista, David Scheff (Steve Carell), se vê perdido ao descobrir que seu filho mais velho, Nic (Timothée Chalamet), é viciado em metanfetamina. Com o conhecimento da situação, a família entra em crise. David passa a refletir sobre a infância do filho enquanto estuda a fundo sobre drogas e as questões da dependência. Já Nic enfrenta os diversos ciclos vividos por dependentes químicos – a abstinência, as reações biológicas pela falta da droga, a recaída, a tentativa de melhora etc. Em meio a esse turbilhão de idas e vindas entre pai e filho, eles dois e todo o restante da família precisarão achar uma forma de lutar com os seus demônios para conseguirem viver as suas vidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9954" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2615179.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Querido Menino" width="610" height="348" /></p>
<p>Felix van Groeningen (<em>Alabama Monroe</em>, de 2012) retorna as telonas com uma jornada biográfica sensível. A sua primeira produção americana se destaca pela sutileza e atenção ao discurso sobre a dependência de drogas. <em><strong>Querido Menino</strong> </em>é uma narrativa acolhedora na qual o espectador vislumbra as dores de cada um dos envolvidos sem discriminar e excluir qualquer pessoa, principalmente o dependente. O trabalho do diretor amplifica esse olhar cuidadoso a partir de cenas cheias de emoção e beleza. As cenas são filmadas de tal forma que o público cria uma identificação imediata a partir dessa aproximação entre imagem, narrativa e realidade. Felix elaborou um diálogo perfeito entre os acontecimentos da trama e a ideia central dela, dando a película a força necessária para fazer com que o espectador reflita sobre a maneira como a sociedade maltrata o dependente e o quanto isso interfere negativamente ao processo de melhora dessa pessoa.</p>
<p>Ao lado de Luke Davies, Felix também assina o roteiro dessa peça delicada sobre afeto. Uma narrativa criada a partir de um olhar sem preconceitos e/ou julgamentos. A adaptação foi feita com base nos relatos das personagens principais da trama, o que ajudou na veracidade do texto. A escolha dos momentos emotivos é perfeita e conduz o espectador para fora da caixa predisposta socialmente sobre a temática. O público sai do lugar comum e e aproxima do sofrimento do outro. É admirável a inteligência do roteiro ao abraçar uma causa e fazer dela verdade para todos os que estão assistindo a essa narrativa. A vida dos Sheff foi cuidadosamente reconstruída para vencer o preconceito.</p>
<p>Toda a força do roteiro é transmitida pelo elenco em cena. Steve Carell está excepcional. O medo, a dor e a incerteza de sua personagem são constantes em suas cenas. A sua presença cênica engrandece a verdade da película e dá força na transmissão de sua mensagem. Timothée Chalamet mostra seu talento em sua melhor performance da carreira. Depois de <em>Call Me By Your Name</em> (2017), o jovem ator ainda consegue surpreender a crítica e o público com a sua desenvoltura como Nic Sheff. Além da mudança física para a personagem, Chalamet impressiona pela maturidade em cena que acompanha Carell. Além dos dois, a produção ainda conta com Maura Tierney e Amy Ryan as quais ajudam a compor essa família desestruturada que luta pela vida de um filho. Um conjunto de artistas perfeitamente escolhido para viver cada um desses papeis.</p>
<p><em><strong>Beautiful Boy</strong></em> encanta a todos desde a sua estreia no Festival de Toronto. A direção, o roteiro e o elenco trabalham lado a lado para compor uma atmosfera dura e sofrida que, ao mesmo tempo, consegue ser extremamente delicada e atenciosa ao assunto. A descoberta da dependência, os embates entre a família, as recaídas de Nic e todos os outros problemas da trama reforçam a sua verdade. A produção tem o máximo de cuidado em honrar a sua luta contra o preconceito e as memórias das figuras reais que estão sendo retratadas. Todos esses esforços são positivos e alcançam o seu objetivo porque, ao final da sessão, o espectador estará refletindo sobre conceitos como família, afeto e dependência química. Apesar da qualidade do filme e de suas nomeações em algumas premiações, <em><strong>Querido Menino</strong></em> ficou de fora na corrida pelo Oscar.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GGIJJENXQlQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 22:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino e Sniper Americano. Em A Mula, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido. Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, <em>Menina de Ouro</em>, <em>Gran Torino</em> e <em>Sniper Americano</em>. Em <strong><em>A Mula</em></strong>, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido.</p>
<p>Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele era um produtor de flores de sucesso, até que a internet mudou o negócio de vendas e Earl não acompanhou o processo. Falido e quase perdendo a casa, Earl vê uma oportunidade de trabalho como motorista que pode te ajudar a recuperar tudo, inclusive o contato com a família. Ele passa, então, a ser um transportador de drogas para um cartel mexicano.</p>
<p>A idade é um elemento importante da trama desde o começo. Este é o primeiro trabalho de direção e atuação de Clint desde <em>Gran Torino</em> (2008). Em pouco mais de uma década, Clint agora ocupa muito mais um lugar de idoso do que anteriormente. Então é inteligente a sua decisão de fazer um bom uso deste elemento no roteiro do longa. A velhice é um fator, mas não é limitante para Earl, que leva uma vida normal e sem ajuda. Além de morar sozinho, ele dirige, resolve os próprios problemas e tem a vida sexual ativa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, com Earl adentrando cada vez mais no mundo de entregas do cartel, vai ficando claro o quanto ele consegue cativar as pessoas ao seu redor. Logo os traficantes já se tornam seus confidentes, o ajudam a entender melhor um <em>smartphone</em>, enquanto ele conversa e aconselha sobre a família. Ele vai criando uma sensação de pertencimento àquela nova realidade, uma vez que julga ter estragado todas as suas chances com sua família original (esposa, filha e neta).</p>
<p>É esta simpatia, por sinal, que faz a história funcionar. Earl se torna a melhor mula do cartel justamente por não despertar o interesse dos investigadores e por ter um estilo muito tranquilo de entrega da mercadoria. Ele acaba despistando com facilidade o agente Bates (Bradley Cooper), que conversa com ele enquanto segue para prender um suspeito por engano.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2902111.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></p>
<p>O drama é pontuado recorrentemente com humor, principalmente o sarcástico. Clint faz piada não apenas de sua idade, como da diferença das realidades atuais e de outrora. Esta &#8220;atualização&#8221; (por assim dizer) confere uma aproximação ainda maior ao espectador, que vai criando sentimentos sinceros pelo protagonista. Earl quer realmente mudar seu comportamento com a família e tentar recuperar qualquer conexão emocional que possa ainda existir.</p>
<p>É este espaço para autocrítica de Eastwood que faz dele um grande diretor. Ele utiliza seu estilo de direção e composição de cenas a favor da trama e dos personagens, enquanto passeia pelo humor ácido e sarcástico de alguns diálogos. O diretor efetivamente tem o respaldo criativo para conduzir a história desta forma e o faz muito bem. Além disso, nos presenteia com uma grande atuação, criando um protagonista cheio de conflitos, medos e certezas.</p>
<p>Mesmo com o foco totalmente no protagonista, temos nomes de peso no elenco, como Laurence Fishburne, Michael Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia. Todos compõe a trama e dão embasamento para a condução do principal. A filha de Earl, inclusive, é interpretada por Alison Eastwood, filha de Clint na vida real. Destaque ainda para Bradley Cooper, que não tem lá tanta importância quanto poderia, mas o personagem vai crescendo a partir da metade do longa e ganhando força.</p>
<p><em><strong>A Mula</strong></em> é o tipo de filme que merece a apreciação do público não apenas pela história &#8211; que é bem interessante, sim &#8211; mas pela atuação e direção de Clint Eastwood, que continua forte e preciso. Não é seu melhor trabalho da carreira, mas com certeza vai agradar a todos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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