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	<title>Arquivos Mostra de Tiradentes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mostra de Tiradentes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Corre de Marmita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 18:44:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre o caos e as perdas vivenciadas desde o início da pandemia do Coronavírus, em 2020, existem as questões de ordem prática, como a moradia, as necessidades básicas, e a fome. Fome esta que se alastra em um governo genocida como o de Bolsonaro. Nesta mescla de tragédias, o Brasil permanece cambaleante, entre notícias cada vez mais pavorosas a cada despertar. É um pouco deste contexto, ou um dos olhares possíveis para ele, que Corre de Marmita procura convocar. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre o caos e as perdas vivenciadas desde o início da pandemia do Coronavírus, em 2020, existem as questões de ordem prática, como a moradia, as necessidades básicas, e a fome. Fome esta que se alastra em um governo genocida como o de Bolsonaro. Nesta mescla de tragédias, o Brasil permanece cambaleante, entre notícias cada vez mais pavorosas a cada despertar.</p>
<p>É um pouco deste contexto, ou um dos olhares possíveis para ele, que <em><strong>Corre de Marmita</strong></em> procura convocar. A partir das ações da Kasa Invisível, ocupação existente desde 2013 e que procura realizar atos sociais e políticos por Belo Horizonte, é que o público compreende este olhar dos diretores Luiz Pretti e Philippe Urvoy. Há um aparente desejo em mostrar esta BH que pulsa arte e cidadania, mas também abandono e descaso.</p>
<p>As intenções do curta-metragem estão todas ali, presentes e entendíveis. No entanto, falta algo no filme. Talvez, exista uma ausência de um tempo maior de fruição das informações. A questão não é de duração de exibição, mas do espaço que ganha cada momento ali mostrado e como a decupagem não parece pensada para cumprir o intento de contar a sua história.</p>
<p>A câmera na mão é uma escolha que precisa ser consciente e a sua utilização carrega consigo sentidos de linguagem, obviamente. Neste curta, o tremor, o desfoque e a modificação constante de quadro não surtem um efeito de imersão ou aproximação da narrativa. Pelo contrário, afasta, desconcentra e cansa o espectador. Devido ao fato da temática ser tão instigante, o público pode se esforçar e conseguir apreciar a sessão sim, porém o conteúdo poderia ser mais bem aproveitado, menos jogado na tela com tanta falta de encaminhamento.</p>
<p>Não é preciso ou desejável que caminhos tradicionais sejam percorridos. Não é isto que está sendo afirmado. O necessário é compreender qual o projeto que se tem nas mãos e o porquê de tirar ele do papel para filmar. Mostrar a ocupação, seus projetos e os acontecimentos durante o início da pandemia da Covid-19 – período no qual o filme se passa – seria o ideal para a disseminação das ideias que deveriam ser mostradas.</p>
<p>Isto se resolveria com uma sequência com planos mais extensos de alguns momentos, com um quadro do rosto de alguém da Kasa, uma imagem de arquivo etc. Assim, <em><strong>Corre de Marmita</strong></em> é uma produção importante em seu tema, porém desgastante e confuso em sua condução.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Luiz Pretti e Philippe Urvoy</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 13:08:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de uma premissa aparentemente simples e objetiva, Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais embarca em uma tentativa de trazer um desenvolvimento de trama complexa, com mistérios, metáforas e atemporalidades. Neste contexto, o público acompanha o protagonista em uma jornada de descobertas, reflexões e de luta. Há uma busca pela sutileza, porém alguns aspectos prejudicam o resultado total. A começar pela captura de áudio. Existem alguns elementos que podem ser relevados quando a obra possui [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de uma premissa aparentemente simples e objetiva, <strong><em>Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais</em> </strong>embarca em uma tentativa de trazer um desenvolvimento de trama complexa, com mistérios, metáforas e atemporalidades. Neste contexto, o público acompanha o protagonista em uma jornada de descobertas, reflexões e de luta. Há uma busca pela sutileza, porém alguns aspectos prejudicam o resultado total.</p>
<p>A começar pela captura de áudio. Existem alguns elementos que podem ser relevados quando a obra possui uma ideia ou uma força intensa, mas apresentam dificuldades técnicas. No entanto, o que acontece aqui dificulta a compreensão da própria história. Os diálogos não são escutados em partes ou em sua totalidade. Isto faz com que o espectador possa se afastar do que está sendo contado, tamanho o esforço para  escutar o texto.</p>
<p>Dentro desta dinâmica, a própria costura dos eventos narrativos é falha. Há uma sensação de ausência de uma construção anterior para que cada acontecimento seja fluido dentro do enredo. É notável uma procura por deslocar a personagem principal do tempo e espaço, mas não é esta característica da produção que incomoda e sim as situações blocadas, que esvaziam os sentidos das ações propostas, deixando que a força do discurso se esvazie.</p>
<p>Apesar do curta não funcionar em seu conjunto geral, existem alguns pontos positivos a se destacar. Um deles é a escolha de manter a câmera parada, enquanto os atores se movimentam pelo espaço. Esta estratégia faz com as tensões sejam mais presentes, provocando uma espécie de curiosidade para o que virá a seguir. A mise-em-scène consciente e eficaz dentro desta composição de suspensão.</p>
<p>Desta maneira, pode-se dizer que é possível entender o que <em><strong>Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais</strong></em> deseja passar e reivindicar. A sua temática é extremamente necessária. O genocídio do povo negro e de corpos dissidentes é um assunto que precisa ser retratado no audiovisual e na arte como um todo, sem dúvidas. Infelizmente, o objetivo desta produção fica pela metade, porque falta habilidade em comunicar os pensamentos dos idealizadores e recursos para uma execução mais eficaz, que não interfira na compreensão de quem assiste.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rafael Luan e Mike Dutra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mateus Henrique Ferreira do Nascimento, Gabriel Gadelha, Muriel Cruz Phelipe</p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: Mulher Oceano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2021 13:19:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre a vida que vive e a que conta, Hannah (Djin Sganzerla) é uma escritora que parece tentar se encontrar durante todo o enredo de Mulher Oceano. Aos poucos, o público vai descobrindo a sua forma de ver o mundo, a sua relação com o mar e os conflitos de Ana, personagem criada por ela em seu novo livro. Em suma, pode-se dizer que há um tom melancólico e de descoberta interior perpassando a história. No entanto, existe algo trucado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre a vida que vive e a que conta, Hannah (Djin Sganzerla) é uma escritora que parece tentar se encontrar durante todo o enredo de <strong><em>Mulher Oceano</em></strong>. Aos poucos, o público vai descobrindo a sua forma de ver o mundo, a sua relação com o mar e os conflitos de Ana, personagem criada por ela em seu novo livro. Em suma, pode-se dizer que há um tom melancólico e de descoberta interior perpassando a história. No entanto, existe algo trucado sobre este filme.</p>
<p>A narrativa parece não se desenvolver completamente, seja nos momentos de Hannah ou nos de Ana. Primeiramente, existe uma dilatação temporal que arrasta a primeira parte do longa-metragem. Há certa demora em mostrar a premissa e acontecimentos de Ana. Enquanto isso, a trama em torno de Hannah parece girar em círculos, não levando a lugar algum exatamente. As situações repetidas – Hannah em seu computador ou as chamadas de telefone, com diálogos expositivos gratuitos- não deixam a roda girar.</p>
<p>A vivência de Hannah em sua viagem para o Japão é bem explorada e há um crescimento considerável quando esta se encontra com o novo conhecido Yukihiko Oumi (Kentaro Suyama). São nos diálogos entre a dupla que o público conhece mais sobre a protagonista e até mesmo sobre o trabalho que ela foi desenvolver em terras japonesas. A relevância de sua jornada se torna mais palpável nestes instantes de <em><strong>Mulher Oceano</strong></em>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13747" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1_sTfuJXEi_2Ocy9krytjRoA.jpeg" alt="mulher oceano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1_sTfuJXEi_2Ocy9krytjRoA.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1_sTfuJXEi_2Ocy9krytjRoA-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1_sTfuJXEi_2Ocy9krytjRoA-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1_sTfuJXEi_2Ocy9krytjRoA-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aparece também nos encontros de Hannah e Yukihiko, a relação dela com o mar. Este elemento que, na verdade, está presente na obra inteira, mas poderia ter também mais força na produção. A ligação de Hannah – e de Ana – é posta como algo subentendido, porém o que instiga e move esta mulher para falar tão incisivamente sobre o oceano soa forçado. Existe um discurso proferido, é bem verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma investigação sobre as Amas – grupo milenar de mergulhadoras japonesas – passa corrida na tela, a protagonista observa grupos que nadam na praia do Rio de Janeiro e a própria protagonista do livro que escreve faz travessias periodicamente. Contudo, falta explorar algo mais sólido. Até mesmo o processo criativo de Hannah possui uma falta de significado maior.</p>
<p>Ainda assim, apesar destes tropeços da história, a direção e a fotografia conseguem transformar as futilidades da narrativa em momentos esteticamente elaborados. A sequência inicial é um bom exemplo disto. As temperaturas do pôr do sol, junto com o oceano que banha o corpo de Djin, criam sentidos fortes e intensos que, mesmo não sendo mantidos durante a sessão inteira, acrescentam camadas para a construção do universo de Hannah.</p>
<p>Talvez, a grande questão em <em><strong>Mulher Oceano</strong></em> seja justamente uma vontade de filmar diversos planos fortes, com locações privilegiadas e decupagem cuidadosa, mas sem uma boa história para contar. Não há nada de mal em executar o desejo de entregar imagens plasticamente bem tratadas, onde Japão e Rio de Janeiro são plano fundo. O que incomoda, de fato, é ver um roteiro – escrito por Djin, ao lado de Vana Medeiros &#8211; com certo potencial, sem uma linha narrativa estruturada e arcos mal finalizados.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Djin Sganzerla</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Djin Sganzerla, Stênio Garcia, Kentaro Suyama</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GhoCRo6HaBU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: Fora de Época</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 13:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O impacto das eleições de 2018 foi intenso e algo que contínua reverberando em nossas vidas. A aflição do resultado da votação daquele ano é tema central de Fora de Época. Mas, ele vai além do medo do caos coletivo e coloca a proximidade deste pavor na relação da protagonista com sua família conservadora. Não vemos seus familiares e toda a perspectiva deles é pelo olhar de Renata (Drica Czech), mas a sua consternação nítida e impressa fortemente. Isolada em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O impacto das eleições de 2018 foi intenso e algo que contínua reverberando em nossas vidas. A aflição do resultado da votação daquele ano é tema central de <strong><em>Fora de Époc</em>a</strong>. Mas, ele vai além do medo do caos coletivo e coloca a proximidade deste pavor na relação da protagonista com sua família conservadora. Não vemos seus familiares e toda a perspectiva deles é pelo olhar de Renata (Drica Czech), mas a sua consternação nítida e impressa fortemente.</p>
<p>Isolada em um sítio de seus pais, o que o público vê são suas angústias ao ouvir mensagens de amigos, ao consumir as notícias dos telejornais e ao entrar em contato com a lembrança de sua mãe falecida. Aqui, é onde a produção realmente se faz. Na contraposição do que seu pai representa, a mãe de Renata se afina com sua forma de pensar e sentir o mundo. A sua presença não é física, mas extremamente palpável dentro da obra. Há, assim, um equilíbrio narrativo, onde existe o temor, mas não um discurso derrotista.</p>
<p>Neste sentido, vemos uma mulher, que além de demonstrar uma visão progressista da sociedade, é lésbica. Esta característica de Renata também amplifica os sentidos do curta-metragem, porque adiciona a camada dos possíveis preconceitos e dificuldades que passou com seus parentes. Mas, leva também ao ponto em que o nome da escritora Cassandra Rios é evocado. A artista, que foi perseguida na ditadura militar, falava sobre a homossexualidade feminina. Desta maneira, o filme está a todo tempo traçando uma linha argumentativa complexa, entre os amargores e esperanças. Isto tudo é exposto sem que haja uma perda da lógica interna do curta <em><strong>Fora de Época</strong></em>.</p>
<p>Talvez, se queira dizer muito em poucos minutos de projeção. Ao final da sessão, fica a sensação de que os múltiplos subtemas não são bem explorados como deveriam ser. Contudo, ao mesmo tempo, as inúmeras informações postas na tela elevam o sufocamento sentido não só por Renata, mas pelo espectador que viveu algo semelhante a ela. Os diversos contextos do passado do país, que agora parecem se repetir no presente, afogam, consomem e perseguem aqueles que não se esquecem do outrora.</p>
<p>Pensando neste turbilhão que o Brasil vive, desde o golpe de 2016, é possível até relevar a sede do roteiro de Czech em querer falar de tudo em <em><strong>Fora de Época</strong></em>, de todos os sentimentos habitados naquela data funesta, em que os brasileiros elegeram este &#8220;presidente&#8221; que temos hoje. E para falar do assunto, não escapam detalhes para deixar nítido quem ocupa cada lugar no enredo do filme. É na cor vermelha que Renata traja, na bandeira do Brasil, balançando do lado de fora da casa de seu pai, nos nomes de mulheres lésbicas e bissexuais marcantes para a história do país nos créditos, nas vozes tensas de Renata e sua parceira no telefone, na procura de fugir do impossível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Drica Czech e Laís Catalano Aranha</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Drica Czech, Cadu Batanero, Laís Catalano Aranha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zzAqcNdqHAI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: O Jardim Fantástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 22:15:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma atmosfera que mistura aspectos do real com o fantástico, os diretores Fábio Baldo (Caos) e Tico Dias (Geru) conseguem trazer um resultado equilibrado para O Jardim Fantástico e criar imagens que dialogam com as ações do filme. Mostrando uma professora que cria uma relação profunda com seus alunos, através de conversas com os mesmo e do consumo chá de Ayahuasca, cada frase dita durante a projeção soa intensa e cheia de significados. Talvez, seja árduo procurar transmitir em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma atmosfera que mistura aspectos do real com o fantástico, os diretores Fábio Baldo (Caos) e Tico Dias (Geru) conseguem trazer um resultado equilibrado para <em><strong>O Jardim Fantástico</strong></em> e criar imagens que dialogam com as ações do filme. Mostrando uma professora que cria uma relação profunda com seus alunos, através de conversas com os mesmo e do consumo chá de Ayahuasca, cada frase dita durante a projeção soa intensa e cheia de significados.</p>
<p>Talvez, seja árduo procurar transmitir em palavras as sensações que Jardim Fantástico passa. São silêncios e movimentações que expressam os sentimentos das personagens de maneira direta, mas também com uma amplitude de possibilidades de interpretação. Dentro da turma de crianças, um dos meninos se destaca na trama. A repetição de sua frase “Esta não é a história que eu queria contar”, o abraço que ele dá em uma figura que aparece em verde Chroma key, para depois se tornar o Universo, a sua interação com a professora, todas estas sequências dialogam com elementos da sociedade que precisam ser discutidos.</p>
<p>Nesta representação, vinda pela figura da mulher indígena docente e do garoto negro, o público encontra na tela metáforas sensíveis para falar de assuntos fortes. São diversas sugestões que se amplificam a cada minuto de projeção, como na cena em que a professora vê televisão e está com os desenhos dos alunos nas mãos. É como se existisse uma ligação entre as duas coisas, porque em <em><strong>O Jardim Fantástico</strong></em> está tudo bem amarrado e estruturado, sem que o espectador seja subestimado nenhum instante.</p>
<p>Além de possuir um discurso exposto com criatividade e intensidade, esteticamente, o curta entrega quadros que fomentam a qualidade técnica da produção e trazem mais informações para compor o argumento ali exposto. Entre tons brancos e verdes, há uma ambientação que remete quase a um paraíso, no qual se poderia começar tudo novamente, em outro tipo de país que se formaria, com uma mentalidade distinta e uma espiritualidade consciente.</p>
<p>Desta maneira, a obra traz uma pauta nítida, mas com um olhar sensível, que trabalha com o lúdico, a imaginação e as sutilezas. Ainda que em certos momentos tenha uma dinâmica repetitiva, a sua riqueza mora na construção de um universo ficcional elaborado e cheio de camadas, que pode ou não ser desvendadas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Fábio Baldo e Tico Dias</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zahy Guajajara, Luiz Felipe Jesus, Thaia Perez, Roberto Alencar</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: O Menino e o Ovo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 22:06:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A inocência da infância e as curiosidades despertadas nela são tema geral de O Menino e o Ovo. A premissa do filme é a investigação de Joana, que se inicia após a menina escutar em sua escola um mito de Cuiabá sobre como um ovo colocado no asfalto frita tamanho o calor da cidade. Desta maneira, durante todo filme, ela passa a tentar desvendar se este rumor é verdadeiro ou não. Os elementos que marcam as aflições e questionamentos da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A inocência da infância e as curiosidades despertadas nela são tema geral de <em><strong>O Menino e o Ovo</strong>.</em> A premissa do filme é a investigação de Joana, que se inicia após a menina escutar em sua escola um mito de Cuiabá sobre como um ovo colocado no asfalto frita tamanho o calor da cidade. Desta maneira, durante todo filme, ela passa a tentar desvendar se este rumor é verdadeiro ou não. Os elementos que marcam as aflições e questionamentos da garota estão presentes na obra. Há uma cena de jantar que ilustra esta divergência presente na obra: a dos adultos em alimentar fantasias versus uma percepção que as crianças possuem de que geralmente não são ouvidas.</p>
<p>A aproximação com este universo é bem elaborada, pois trazem situações que fomentam a perspectiva de Joana dos eventos que marcam esta espécie de aventura. Existe uma sensibilidade para enxergar este mundo, seja pela mise-en-scène, principalmente quando Joana e seus colegas estão juntas ou nos enquadramentos. O olhar de Joana é transmitido em planos rápidos, porém fixos, nos quais o seu descontentamento ou animação ficam compreensíveis . O roteiro traz diversos instantes que a rementem ao período de vida que a protagonista vive e a teimosia infantil, como nas múltiplas sequências em que a garota pega um ovo escondido, para tentar descobrir se é verídica a história contada pelos colegas ou não.</p>
<p>No entanto, existem alguns incômodos com esta obra. Há uma aparente tentativa de reforçar o contexto da infância, numa busca de criação de atmosfera mais lúdica. Esta estratégia não acrescenta muito a narrativa. É um reforço que não contribui diretamente para o que está sendo contado. Porque, além de ser uma repetição de algo que já está óbvio, as estratégias usadas para tal intento chegam soltas.  A saturação baixa, por exemplo, demonstra a procura de um olhar mais lúdico, talvez, porém, efetivamente, não há motivo para esta escolha, ela não está refletida na tela. Também há a presença constante de algumas cores nos figurinos. Ao final, a insistência com o verde e o vermelho  deixa a projeção cansativa apemas.</p>
<p>Para completar, outra questão que reduz a significância deste material é o seu desfecho moralista. Sem uma construção dentro do enredo para tratar de questões sociais, a trama se encerra com a personagem principal desistindo de fazer sua experiência com o ovo, porque vê um garotinho procurando comida no lixo. Por não existir nada na obra que evoque uma discussão ou reflexão sobre qualquer temática neste sentido, a ação soa gratuita, uma lição solta, em uma produção que se mostra majoritariamente focada nas vivências e imaginações das crianças somente.</p>
<p>Por isso, apesar de apresentar um contexto e uma história simples, <strong><em>O Menino e o Ovo</em></strong> falha em não conseguir transmitir a mensagem que deseja com a sua conclusão ou formar um arco completo do que estava acontecendo na maior parte do tempo. Sem muita expressividade e utilização das ideias para criar algo com um propósito firmado e nítido, há uma perda de oportunidade de explorar a criatividade da equipe, para entregar um conteúdo amarrado.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Juliana Capilé</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Maria Luíza Tozato, Tatiana Horevicht, Ronaldo Adriano</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: Ela Que Mora no Andar de Cima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 18:18:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma linguagem que mescla uma atmosfera de imaginação com o real, o público acompanha em Ela Que Mora no Andar de Cima a construção e o encerramento da relação entre Luzia (Marcélia Cartaxo) e Carmem (Raquel Rizzo). Vizinhas, elas trocam receitas e experimentam doces juntas, trocando críticas sobre cada alimento. Até o dia que uma delas cessa os encontros, quebrando a dinâmica que havia sido construído. Neste contexto, o foco são os sentimentos de Luzia que enxerga Carmem de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma linguagem que mescla uma atmosfera de imaginação com o real, o público acompanha em <em><strong>Ela Que Mora no Andar de Cima</strong></em> a construção e o encerramento da relação entre Luzia (Marcélia Cartaxo) e Carmem (Raquel Rizzo). Vizinhas, elas trocam receitas e experimentam doces juntas, trocando críticas sobre cada alimento. Até o dia que uma delas cessa os encontros, quebrando a dinâmica que havia sido construído. Neste contexto, o foco são os sentimentos de Luzia que enxerga Carmem de uma maneira especial.</p>
<p>Estabelecendo um clima de paixão, admiração e afetividade, desde a primeira cena o público vê um ato de Luzia que revela seus sentimentos. A projeção começa com ela fazendo uma tatuagem. Logo depois, descobre-se que Carmem tem seu corpo todo tatuado. São nestes detalhes e nas revelações lentas dos atos da protagonista para se sentir mais próxima de sua amada que está o maior ganho do curta-metragem.</p>
<p>O filme consegue transmitir a euforia da personagem principal,. Quando ela está perto de Carmem, o frescor se eleva, o ambiente fica mais iluminado, as cores parecem mais fortes e alegres. Em alguns momentos, o recurso da câmera lenta, juntamente com planos mais fechados em Carmem e uma música sexy, contribuem para que sejam nítidos os pensamentos de Luzia, através de imagens e sons. E efeitos opostos são utilizados quando elas estão distantes uma da outra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13719" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0e7a4507fadffee0bedaba90aa3537b9_16021946315176_1339710047.jpg" alt="Ela Que Mora no Andar de Cima" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0e7a4507fadffee0bedaba90aa3537b9_16021946315176_1339710047.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0e7a4507fadffee0bedaba90aa3537b9_16021946315176_1339710047-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0e7a4507fadffee0bedaba90aa3537b9_16021946315176_1339710047-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0e7a4507fadffee0bedaba90aa3537b9_16021946315176_1339710047-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Através de enquadramentos mais abertos, iluminação fraca e tons mais fechados, as sensações de solidão e saudade são traduzidas na tela. A intencionalidade de pôr toda a narrativa no ponto de vista de Luzia se fortalece a partir destas estratégias, que também geram empatia por ela. As expectativas de reencontro são marcadas por um interfone que toca, avisando que já é hora delas se verem outra vez. Aqui, também há um ponto positivo na interpretação de Cartaxo, que elabora múltiplas movimentações gestuais, que rementem a ansiedade da pessoa apaixonada. Contudo, a sua partitura corporal é bastante limpa e existe uma consciência do uso do tônus do corpo para intensificar ou diminuir o peso do seu corpo, a partir da emoção que deseja passar.</p>
<p>Há uma importância nesta obra em retratar um romance, ainda que platônica, entre mulheres mais velhas, principalmente quando se fala em Luzia. Durante a exibição, o que são mostrados os altos e baixos de uma paixão, a dor da falta de correspondência e como alguém pode se sentir tão ferida e melancólica com a quebra de contanto com a pessoa amada. São sentimentos universais, porém transmitidos sob um olhar pouco representado no cinema. As metáforas mais explícitas ou implícitas são o que fomentam esta história tão simples, porém emocionante.</p>
<p>Apesar de tudo, pode-se observar que o <em><strong>Ela Que Mora no Andar de Cima</strong></em> cai um pouco em seu desfecho. Apesar da história, no geral, ser bem amarrada, a conclusão do terceiro ato fica um tanto perdida. Isto porque o conflito inserido na trama é não recebe o tempo necessário para ser sentido por Luzia e há uma espécie de ruptura brusca que não permite uma conclusão fluida do arco criado ali.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Amarildo Martins</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Marcélia Cartaxo, Raquel Rizzo</p>
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		<title>Mostra de Tiradentes: Letícia Monte Bonito, 04</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2021 16:17:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[LGBTQI+]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tonalidades claras, clima nostálgico e iluminação forte, quase estouradas, são as primeiras coisas que se notam nos primeiros minutos deste curta-metragem, Letícia Monte Bonito, 04. Narrando o encontro de duas jovens que estabelecem uma relação de paquera e afeto, o filme procura instaurar uma ambientação leve e despretensiosa. Letícia (Maria Galant) e Laís (Eduarda Bento) possuem gostos em comum e dividem uma tarde prazerosa, com música, lanches, jogos e séries. Há toda uma construção de atmosfera de jovialidade impressa na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tonalidades claras, clima nostálgico e iluminação forte, quase estouradas, são as primeiras coisas que se notam nos primeiros minutos deste curta-metragem, <em><strong>Letícia Monte Bonito, 04</strong></em>. Narrando o encontro de duas jovens que estabelecem uma relação de paquera e afeto, o filme procura instaurar uma ambientação leve e despretensiosa. Letícia (Maria Galant) e Laís (Eduarda Bento) possuem gostos em comum e dividem uma tarde prazerosa, com música, lanches, jogos e séries.</p>
<p>Há toda uma construção de atmosfera de jovialidade impressa na tela. Através de detalhes, como a cor rosa presente de forma intensa ou quando colam a tatuagem que vem no chiclete, existe um ar de inocência criado pela equipe da obra, deixando imprenso e demarcado o tema do amor juvenil. Enquanto estes elementos saltam aos olhos, a conexão da dupla não se perde. Há uma química entre Laís e Letícia. Os olhares das duas conversam e dialogam com sentimentos que se fazem palpáveis. São sensações serenas, porém que também conseguem denotar certa paixão e a atração física entre elas.</p>
<p>Um elemento importante de se destacar é a escolha por um enredo leve para se tratar de duas mulheres se envolvendo romanticamente. Falta na arte como um todo um espaço para tramas felizes, sem finais trágicos, mortes e sofrimentos, quando se fala em casais queer femininos. Pesquisadores da área de comunicação, que estudam o audiovisual e o público LGBTQI+, vêm investigando e mostrando a quantidade de temas e situações negativas em obras que envolvem esta parcela da sociedade. Desta maneira, <strong><em>Letícia Monte Bonito, 04</em></strong> é um bálsamo dentro de um cenário difícil, com pouca visibilidade e representações ineficazes ou dolorosas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13700" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d43d1c4135bac8f5f65d722e94b7efc8_158845442391_355767773.jpg" alt="Letícia Monte Bonito, 04" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d43d1c4135bac8f5f65d722e94b7efc8_158845442391_355767773.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d43d1c4135bac8f5f65d722e94b7efc8_158845442391_355767773-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d43d1c4135bac8f5f65d722e94b7efc8_158845442391_355767773-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/d43d1c4135bac8f5f65d722e94b7efc8_158845442391_355767773-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, apesar de seus ganhos, o curta peca em alguns sentidos. A começar por uma espécie de confusão temporal. Não dá ao certo para saber se existiu um equívoco na pesquisa para a construção da produção ou se a mistura de épocas é proposital. Contudo, fica uma impressão de lacunas sobre a estética apropriada para cada década. Assim, enquanto a indumentária e cabelo de uma parece do final dos anos 1980 e da outra início dos anos 2000. Enquanto isso, em uma televisão, o seriado <em>Xena: a princesa guerreira</em> está passando, o que pode remeter aos anos 1990. Mas, na parede há um pôster da cantora Avril Lavigne, o que devolve a ideia de que a história de passa entre 2001 a 2003.</p>
<p>Não há como saber, porém estes elementos incertos retiram um pouco da atenção do espectador para com o que está sendo contado. Além disso, a relação entre o casal parece ganhar uns saltos de aproximação, quebrando qualquer tipo de progressão. As dinâmicas mudam em estalos repentinos. Um exemplo é o confronto do início, quando Laís entra na casa de Letícia e começa a mexer nas coisas dela. Há um susto inicial, porém, em poucos segundos o tom é outro, é mais amigável. A ligação entre a dupla não tem tempo de ser desenvolvida e a vontade de querer mostrar o crescimento da interação delas é válida, mas mal explorada em <em><strong>Letícia Monte Bonito, 04</strong></em>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Julia Regis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Maria Galant, Eduarda Bento.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bgtsoA5-ASY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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