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	<title>Arquivos Michael Fassbender - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Michael Fassbender - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do Dia: Oeste Sem Lei (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 18:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O gênero faroeste foi popularizado a partir da década de 1930 e teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Grandes clássicos como Era Uma Vez no Oeste e Três Homens em Conflito levaram milhares de pessoas ao cinema, com o longa ficando em cartaz por muito tempo. Com o passar dos anos, o western foi sendo deixado de lado, dando espaço à popularização de outros gêneros. Atualmente, vemos uma atualização do estilo, com filmes como o excelente A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero faroeste foi popularizado a partir da década de 1930 e teve seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Grandes clássicos como <em>Era Uma Vez no Oeste</em> e <em>Três Homens em Conflito</em> levaram milhares de pessoas ao cinema, com o longa ficando em cartaz por muito tempo. Com o passar dos anos, o <em>western</em> foi sendo deixado de lado, dando espaço à popularização de outros gêneros. Atualmente, vemos uma atualização do estilo, com filmes como o excelente<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-qualquer-custo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> A Qualquer Custo</em></a>, de 2016.</p>
<p><em><strong>Oeste Sem Lei</strong> </em>é o longa de estreia do diretor John Maclean, que nos apresenta um material bem interessante. O romântico e intenso jovem Jay Cavendish (Kodi Smit-McPhee,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> X-Men: Fênix Negra</em></a>) resolve cruzar os EUA em busca de seu amor, que fugiu para terras distantes após ser acusada de cometer um crime. Ao longo da jornada, ele conhece Silas Selleck (Michael Fassbender, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boneco-de-neve/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Boneco de Neve</em></a>), um misterioso caubói que lhe fará companhia e ajudará a enfrentar o trajeto.</p>
<p>Diferente do que estamos acostumados com a paleta de cores de faroeste, onde os tons de marrom prevalecem, <em><strong>Oeste Sem Lei</strong></em> é muito colorido e vívido. As belíssimas fotografias que surgem ao longa da trama são um presente fruto da locação escolhida para gravação, que foi a Nova Zelândia. Mora aí também um problema que é a ambientação errada em diversos momentos, com montanhas verdes demais para a paisagem comumente árida e monocrômica do oeste americano.</p>
<p>Ainda que a intenção seja honesta, já que há uma construção temática em cima das cores, que realmente tem o objetivo de fugir do padrão, Maclean se priva de brincar um pouco mais com este elemento, que poderia ser associado às personalidades dos personagens. Algumas cenas são prejudicadas pois revelam uma vivacidade que não vemos nas emoções dos personagens.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12862" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Oeste Sem Lei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/136101.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A evolução da história caminha sem pressa e, ao mesmo tempo, sem enrolação. A apresentação dos personagens acontece a medida que a jornada vai acontecendo, em cada cena nova que surge. Então é interessante como vamos descobrindo nuances e objetivos de cada um, minuto após minuto. Além disso, o clima de mistério por trás das histórias ajuda a sustentar a atração do espectador.</p>
<p>Existe uma dificuldade, no entanto, de aprofundar nos personagens coadjuvantes. Ao focar em Jay e Silas, o diretor esquece que a garota alvo da paixão, Caren Pistorius (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-luz-entre-oceanos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Luz Entre Oceanos</em></a>), vai ter o foco voltado para si no futuro. Seu pai, vivido por Rory McCann (série <em>Game of Thrones</em>), também carece de construção. O que fica é uma grande dificuldade de ter empatia com o destino dos personagens coadjuvantes, que tem seus corpos amontoados ao final.</p>
<p>Este detalhe, inclusive, é uma característica marcante do <em>western</em>, que nos apresenta a morte como algo rotineiro e pouco chocante. Em <strong><em>Oeste Sem Lei</em></strong>, a intensidade fica por parte de Jay, que nos mostrar a cada cena que teve um relacionamento muito mais imaginário do que verdadeiro. Em contraponto a isso, Silas é taciturno e frio. Suas personalidades se cruzam ao final do filme e isso é um elemento bem positivo da construção do roteiro.</p>
<p>Ainda que tenha uma boa proposta, <em><strong>Oeste Sem Lei</strong> </em>não se aprofunda o suficiente e perde a chance de explorar o bom roteiro que tem em mãos. Mesmo tendo menos de 1h30, parece ter muito mais tempo por focar nos elementos errados da trama. Ainda assim, é um ótimo entretenimento que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Maclean<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael Fassbender, Ben Mendelsohn, Rory McCann, Caren Pistorius, Kodi Smit-McPhee, Alex Macqueen, Jeffrey Thomas, Andy McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4I089NTpgLw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men: Fênix Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 19:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa X-Men: Fênix Negra, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção. Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong>, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção.</p>
<p>Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem já se mostrou uma decisão acertada nos<em> X-Men</em>, vide <em>Logan</em>, que é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Esse aqui não chega ao nível de <em>Logan</em>, é bem verdade, mas não faz feio também. Tem um tom certeiro ao tratar da origem de Jean, uma das personagens mais fortes e de importância da trama.</p>
<p>O filme se passa em 1992, quando Charles Xavier (James McAvoy) curte o fato dos X-Men serem bem aceitos na sociedade e considerados heróis nacionais. Tudo isso devido a uma missão no espaço em que eles resgatam astronautas. No entanto, durante o processo de resgate, Jean Grey (Sophie Turner) precisou chegar ao seu limite para garantir a segurança de todos e foi exposta ao que parecia ser uma explosão solar. Desde então, ela lida com uma força ainda mais poderosa dentro de si e a incapacidade de controlar suas emoções.</p>
<p>A construção do roteiro é um dos pontos altos do filme. Ele vai, gradativamente, tecendo a trama e conectando os fios da evolução da protagonista, mostrando desde a sua infância até o momento atual, em que lida com crises internas e conflitos emocionais. Tudo isso acompanhado dos demais X-Men, que dão suporte ao enredo, sem roubar a cena da personagem principal.</p>
<p>O espectador sabe que essa parceria entre a sociedade e os mutantes é algo muito furtivo e pode acabar a qualquer momento. Eles aceitam o diferente enquanto é conveniente para eles. Mas ao sinal de qualquer erro, serão questionados e rechaçados. E isso fica suspenso no ar o tempo inteiro. Então, quando Jean começa a ter reações estranhas depois da explosão, o primeiro medo de Xavier é justamente colocar essa relação com a sociedade em risco.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10665" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que me incomoda em <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong> é que ele não faz uso completo de todos os artifícios que a franquia X-Men oferece. Para mim, é uma das sagas mais interessantes e atraentes, do ponto de vista dos personagens e da criação de enredo. E este longa me parece ficar mais na superfície, no quesito de utilizar as ferramentas que estão postas na mesa.</p>
<p>A parte de maquiagem e efeitos especiais, por exemplo, é muito boa e acertada. No entanto, certos questionamentos são feitos, como a necessidade de Jennifer Lawrence (<em>Mãe!</em>), no personagem Mística, ficar aparecendo como pessoa normal dentro da casa dos X-Men. Ainda mais depois que a sociedade já passou a aceitar os mutantes.</p>
<p>O filme apresenta ainda ótimas cenas de luta, como a do trem no final, que envole a maioria dos personagens. Vemos, no entanto, um subaproveitamento da vilã Vuk, interpretada por Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>). Um grande potencial de ser alguém realmente apavorante, mas que é renegada a cenas curtas, com poucas falas e momentos pouco marcantes. O mesmo poderíamos dizer de Sophie Turner, no papel da protagonista. Ela tem pouco espaço para efetivamente se mostrar como atriz e só podemos culpar o roteiro por isso.</p>
<p>Ainda assim, <strong><em>X-Men: Fênix Negr</em></strong>a é um bom filme que traz uma história competente sobre a construção de uma das principais personagens deste universo. Tem ser percalços e quedas no caminho, mas com certeza é superior a outros longas, como <em>X-Men: Apocalipse</em>, por exemplo. Vale a pena conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Simon Kinberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Sophie Turner, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Evan Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xrbBVIpssDQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Boneco de Neve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2017 20:19:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Boneco de Neve, o diretor Tomas Alfredson nos apresenta um thriller de suspense que tinha tudo para dar certo e se tornar um similar do longa sensacional Garota Exemplar, mas simplesmente desiste no meio do caminho e finaliza a proposta porcamente. A história se passa em Oslo, capital da Noruega, e começa com o sumiço e assassinato de mulheres de forma muito misteriosa. De cara, o personagem de Michael Fassbender é introduzido, mostrando que ele que será o fio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>Boneco de Neve</em>, o diretor Tomas Alfredson nos apresenta um <em>thriller</em> de suspense que tinha tudo para dar certo e se tornar um similar do longa sensacional <em>Garota Exemplar</em>, mas simplesmente desiste no meio do caminho e finaliza a proposta porcamente.</p>
<p>A história se passa em Oslo, capital da Noruega, e começa com o sumiço e assassinato de mulheres de forma muito misteriosa. De cara, o personagem de Michael Fassbender é introduzido, mostrando que ele que será o fio condutor das investigações que irão se seguir.</p>
<p>O filme possui um ótimo elenco. Além de Fassbender, que conduz muito bem as cenas, temos Charlotte Gainsbourg e Rebecca Ferguson, ambas estão bem nos papéis e complementam bem a trama. Em dado momento, temos ainda J.K. Simmons, como o magnata que todos desconfiam, e Val Kilmer, como um policial das antigas.</p>
<p>Acho que o principal problema de<em> Boneco de Neve</em> é a aleatoriedade de sua trama. Ela começa muito bem, com um clima de mistério e introdução bem feitas dos personagens. No entanto, isso se perde rapidamente e o que nos é apresentado é um longa com personagens dispensáveis e histórias que não se conectam. Sabe aquele momento em que você diz: &#8220;Nossa, se isso não existisse, não faria a menor diferença&#8221;? Então, este momento se repete várias vezes ao longo dos 120 minutos.</p>
<p>A sensação que o espectador fica é de incompletude. É como se o filme abrisse várias possibilidades e finalizasse sem nenhum esforço de compreendê-las. É possível ver o potencial escondido da história e como este poderia ser um filme bom. Mas a forma como foi realizada é decepcionante e frustra muito no quesito continuidade e finalização. Ele ameaça ser inusitado, mas nos frustra ao entrar em clichês tão previsíveis quanto qualquer outro filme de suspense meeiro.</p>
<p>Para piorar o cenário, o fim do filme é bizarramente sem graça e sem motivação. Aliás, a escolha do assassino torna grande parte do longa dispensável, porque faz com que os personagens se conectem menos ainda. Além disso, apenas o personagem de Fassbender é devidamente aprofundado. Os demais são superficiais, incluindo o serial killer, que deveria ser tão explorado quanto o protagonista. É verdadeiramente um anticlímax.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/62yg7WaT4LQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Alien &#8211; Covenant</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2017 20:12:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alien: Covenant segue a história apresentada no longa Prometheus, de 2012, e também do diretor Ridley Scott. Mas parece que a franquia Alien não tem mais a força de outrora e precisa se esforçar muito para entreter o espectador. Embora a história dê sequência à de Prometheus, qualquer um que assista este longa sem ver o primeiro poderá entender o roteiro. Isso prova que a película funciona independente da anterior. Mas quebra a lógica de continuidade da franquia, apresentando um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alien: Covenant</em> segue a história apresentada no longa <em>Prometheus</em>, de 2012, e também do diretor Ridley Scott. Mas parece que a franquia <em>Alien</em> não tem mais a força de outrora e precisa se esforçar muito para entreter o espectador. Embora a história dê sequência à de <em>Prometheus</em>, qualquer um que assista este longa sem ver o primeiro poderá entender o roteiro. Isso prova que a película funciona independente da anterior. Mas quebra a lógica de continuidade da franquia, apresentando um produto fraco e sem emoção.</p>
<p><em>Alien: Covenant</em> traz um grupo de exploradores que estão numa nave com o objetivo de colonizar um novo planeta que foi descoberto, o Origae-6. No meio do caminho, eles captam um sinal que parece humano e resolvem investigar do que se trata. Eles acabam parando no mesmo mundo que acontece a narrativa de <em>Prometheus</em>.</p>
<p>A falta de senso começa quando os exploradores resolvem mudar a rota de colonização super planejada há anos e investida por vários futuros colonos, para checar que som estranho é esse que eles estão captando pelo rádio. Extremamente prudente mudar a rota de uma nave imensa, não é?!</p>
<p>Seguindo em frente, a reunião de bizarrices continua quando a nave pousa no novo planeta e os exploradores resolvem sair com a cara limpa, sem máscaras nem trajes espaciais. Por mais que o planeta seja idêntico à Terra e a nave tenha identificado a presença de oxigênio suficiente, não me parece uma boa ideia chegar num lugar desconhecido sem um pouco de cautela.</p>
<p>Esses fatos, no entanto, são apenas detalhes no que diz respeito à trama como um todo. No contexto maior, o roteiro é falho e pouco empolgante. Este episódio da franquia <em>Alien</em> foca no questionamento de como surgiu a humanidade, como fomos criados no universo. Ridley Scott consegue conectar alguns laços que <em>Prometheus</em> não conseguiu, mas ainda assim, não é o suficiente.</p>
<p>O longa sofre de alguns problemas como o uso excessivo de efeitos visuais e digitais, o que não contribui positivamente para o resultado final. O foco da tensão acaba se perdendo e essa é uma das maiores falhas do roteiro. São diversos aliens que surgem ao longo da história, mas mesmo assim o espectador não fica tenso pela próxima cena. O diretor não consegue criar um clima de <em>thriller</em> digno da franquia. O que é muito decepcionante, especialmente com o filme <em>Vida</em> sendo lançado tão próximo e sendo tão tenso.</p>
<p><em>Alien: Covenant</em> consegue ser ainda mais apático de <em>Prometheus</em> (e olhe que este último dividiu muito as opiniões na época). Mostra um enfraquecimento da franquia <em>Alien</em> e uma falta de empolgação notória do diretor Ridley Scott em criar tramas mais tensas e atrativas.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5incfB5jHWU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Assassin&#8217;s Creed </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2017 14:49:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adaptação de um jogo de videogame para as telonas não é algo particularmente fácil. Veja Warcraft, por exemplo, que teve um excelente gráfico transportado para o cinema, mas a história deixou a desejar. Por mais atrativo que seja o game, não é sempre que o roteirista consegue atrair todos os públicos que vão além dos jogadores. No caso de Assassin&#8217;s Creed, o protagonista Callum Lynch experimenta as memórias genéticas de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV, através [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A adaptação de um jogo de videogame para as telonas não é algo particularmente fácil. Veja <em>Warcraft</em>, por exemplo, que teve um excelente gráfico transportado para o cinema, mas a história deixou a desejar. Por mais atrativo que seja o game, não é sempre que o roteirista consegue atrair todos os públicos que vão além dos jogadores.</p>
<p>No caso de <em>Assassin&#8217;s Creed</em>, o protagonista Callum Lynch experimenta as memórias genéticas de seu ancestral, Aguilar, na Espanha do século XV, através de uma tecnologia revolucionária. Callum descobre que é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassinos, e acumula conhecimentos e habilidades incríveis para enfrentar a organização opressiva e poderosa dos Templários nos dias de hoje.</p>
<p>A história por si só teria um gancho interessante, mas é conduzida de forma muito superficial e pouco eloquente. Para se ter uma ideia, chega a ser entediante. E quando se imagina que um filme de ação e batalha é entediante a ponto do espectador lutar contra o sono, o problema certamente vai além do enredo.</p>
<p>A narrativa não é tão atrativa, os personagens, por mais que sejam protagonizados por excelentes artistas, não conseguem cativar o espectador. Tudo isso cria um verdadeiro combo para que o filme não seja nem perto de bom.</p>
<p>O diretor Justin Kurzel, conhecido pelo ótimo trabalho em <em>Macbeth: Ambição &amp; Guerra</em>, traz uma boa condução de cenas e consegue recriar o universo do jogo de forma fiel. No entanto, falta empatia com os personagens. O que realmente salva este aspecto é o elenco de peso. Marion Cotillard, Jeremy Irons e o próprio Michael Fassbender se esforçam em todos os momentos para criar o melhor em cada cena, em cada fala. Mas há um limite que os prende, que os define.</p>
<p>A equipe gráfica conseguiu criar um cenário muito bom, principalmente levando em conta a necessidade de inserir o mundo espanhol da narrativa de séculos passados. E isso realmente contribui de forma positiva para o longa. Mas ainda assim, não consegue desviar o foco dos diálogos entediantes. Infelizmente, o trailer consegue causar mais alvoroço que o próprio filme.</p>
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		<title>Crítica: A Luz Entre Oceanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 05:11:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Luz Entre Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vikander]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Weisz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ficar do lado do amor ou da verdade? Mas será que a verdade não tem seu próprio amor? A Luz Entre Oceanos traz uma reflexão pesada sobre as decisões que tomamos em nossas vidas que podem repercutir nos nossos futuros e nas pessoas ao nosso redor. Pondera ainda o que é certo ou errado, deixando o espectador completamente dividido entre os personagens, sem saber para quem torcer à favor ou contra. O enredo traz a história de Tom, um veterano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ficar do lado do amor ou da verdade? Mas será que a verdade não tem seu próprio amor? <em>A Luz Entre Oceanos</em> traz uma reflexão pesada sobre as decisões que tomamos em nossas vidas que podem repercutir nos nossos futuros e nas pessoas ao nosso redor. Pondera ainda o que é certo ou errado, deixando o espectador completamente dividido entre os personagens, sem saber para quem torcer à favor ou contra.</p>
<p>O enredo traz a história de Tom, um veterano de guerra que aceitou um trabalho em um farol isolado em uma ilha, que orienta a navegação dos navios nos oceanos Pacíficos e Índicos. Na cidade onde ele embarca, acaba conhecendo Isabel, uma bela jovem por quem se encanta e vive uma linda história de amor. Com a evolução da convivência deles e da criação de sua própria família, eles vão passando por situações em que colocam à prova a honestidade e o amor de ambos. Eles sofrem dois abortos, que afetam muito a relação do casal e a emoção de Isabel. Depois do segundo episódio, com a esposa extremamente abalada, eles são surpreendidos com a chegada de um barco na isolada ilha. Dentro do barco, um homem morto e um bebê ainda vivo. Inicia-se então o real do drama do filme.</p>
<p>De forma muito natural e não forçada, o diretor Derek Cianfrance apresenta ao espectador um cenário de real contemplação da natureza e do amor, ao mesmo tempo em que envolve a pessoa com os sentimentos das personagens. De forma emotiva, mas não apelativa, ele consegue criar empatia com o público, o que é importantíssimo para a temática.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6871" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/223598.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-1.jpg" alt="223598-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-1" width="610" height="348" /></p>
<p>À medida que a história vai se desdobrando, o espectador vai ficando mais confuso quanto à posição que deve tomar naquela situação. Até perceber que talvez a melhor escolha seja não tomar posição nenhuma. Rachel Weisz faz o papel da mãe de sangue do bebê perdido e pondera bem a dualidade do casal principal (que inclusive forma um casal na vida real &#8211; curiosidade). O trio, fechado por Alicia Vikander e Michael Fassbender equilibra muito o filme e interage com o espectador do começo ao fim.</p>
<p>É um estilo de filmagem mais clássica, menos audaciosa, porém sem perder a qualidade. A narrativa envereda por uma trajetória em que a dualidade entre a culpa, a responsabilidade, o bem e o mal, o correto e o errado, mostram sua linha tênue e quanto é difícil escolher qualquer desta posições. O espectador fica extremamente dividido e angustiado com o avançar da história, pois é realmente muito complicado e uma fatalidade tudo que aconteceu.</p>
<p>Apesar de ter uma tendência dramática um pouco mais forte, Cianfrance consegue equilibrar de forma que não fique forçado nem parecendo um dramalhão barato. É um filme muito sensível, que traz reflexões importantes e vale a pena ser conferido. Além de ter atuações muito boas de um elenco incrível.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/jLVDdM83rS4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Steve Jobs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2016 23:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Sorkin]]></category>
		<category><![CDATA[Danny Boyle]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Daniels]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4327" aria-describedby="caption-attachment-4327" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4327 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x-620x320.jpg" alt="20-fall-preview-movies-steve-jobs-michael-stuhlbarg-michael-fassbender-kate-winslet.w750.h560.2x" width="620" height="320" /><figcaption id="caption-attachment-4327" class="wp-caption-text">Três atos: Roteiro de Aaron Sorkin constroi uma interessante estrutura para o filme.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando faleceu em 2011, o co-fundador da Apple Steve Jobs instantaneamente tornou-se tema de inúmeras publicações interessadas em sua biografia. Não demorou muito também para que o setor cinematográfico escolhesse Jobs como protagonista de projetos de documentários e longas de ficção que teriam como centro narrativo a sua trajetória e vida pessoal. Tratava-se de um movimento natural dada a magnitude e a representatividade da figura de Jobs no final do século XX e início do século XXI, afinal estamos falando do homem que revolucionou a indústria dos computadores em diversas frentes e que mantinha um certo interesse midiático por controversos aspectos da sua vida pessoal e profissional &#8211; os mais evidentes deles eram os seus atritos com antigos companheiros de trabalho como Steve Wozniak, amigo pessoal de Jobs e peça fundamental na concepção de computadores pessoais da Apple II (modelo da empresa na década de 1970), e o antigo CEO da Apple John Sculley. Assim, multiplicaram-se os livros, documentários e filmes de ficção que buscavam explorar os meandros da ascensão de Jobs, mas talvez nenhuma dessas obras seja tão eficiente quanto<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs</i>, filme de Danny Boyle, que traz o ator Michael Fassbender na pele do empresário e inventor.</p>
</div>
<div>
<p><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>traz os bastidores de três momentos importantes na vida do seu biografado: em 1984, acompanhamos o fundador da Apple no lançamento do Macintosh, no qual vislumbrava-se o potencial comercial de uma máquina cujas funções eram comandadas pelos usuários através do<span class="apple-converted-space"> </span><i>mouse</i>; o ano de 1988, quando Jobs foi desvinculado da Apple e fundou a Next, uma empresa especializada no desenvolvimento de computadores voltados para instituições de educação superior; e 1998, época em que Steve retornou a Apple e apresentava ao público o iMac. Nos três períodos, o espectador acompanha os passos da vida e da carreira de Jobs e a maneira como ele lidava com alguns dos mais importantes relacionamentos da sua vida, entre eles,  a sua complicada relação com a filha Lisa e os atritos o antigo companheiro da Apple Steve Wozniak.</p>
</div>
<figure id="attachment_4328" aria-describedby="caption-attachment-4328" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4328 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsfrançoisduhameluniversal-620x310.jpg" alt="stevejobsfrançoisduhameluniversal" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4328" class="wp-caption-text">Performance equilibrada: Um dos méritos do filme é o seu elenco, principalmente Michael Fassbender que evita a caricatura na pele de Steve Jobs</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para começar, o longa beneficia-se pelo incrível roteiro escrito pelo sempre afiado Aaron Sorkin, baseado no livro de Walter Isaacson. Por mais que o diretor Danny Boyle faça aqui um dos seus trabalhos mais equilibrados da sua recente filmografia, fica evidente que o realizador interfere muito pouco no trabalho do seu roteirista ao transformar<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>em uma grande peça de teatro filmada. Boyle interfere muito pouco em cena e demonstra muita maturidade ao entender que  no caso de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>quanto menos interferência visual, melhor.</p>
<p>Com o roteiro usualmente verborrágico de Aaron Sorkin (tal qual seus trabalhos em<span class="apple-converted-space"> </span><i>A Rede Social<span class="apple-converted-space"> </span></i>de David Fincher ou na série<span class="apple-converted-space"> </span><i>West Wing</i>) e a interessante estrutura em três atos,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>funciona como uma encenação teatral na qual os atores ocupam praticamente um mesmo espaço, basicamente os interiores dos grandes auditórios e salas de apresentação que Jobs escolhia para fazer os seus anúncios<i> </i>empresariais. Dessa forma, o que se vê são atores entrando e saindo de cena em três décadas diferentes e todas as ações e dinâmicas centradas nos relacionamentos dos seus personagens com o Steve Jobs interpretado por Michael Fassbender. Assim,<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>beneficia-se pela estrutura do seu roteiro, que soube dar conta das principais questões que rondaram a vida do seu biografado sem recorrer à clássica cartilha das biografias cinematográficas: o nascimento, a vida, a obra e a morte do protagonista. O roteiro do filme, aliado ao tom da interpretaçao dos seus atores, também acerta ao evitar transformar seus personagens em vilões ou mocinhos, ou seja, não se perde em meio a um &#8220;fascínio adolescente&#8221; pela figura de Steve Jobs. Tanto ele, quanto os demais personagens da obra tem muitas camadas e cada um traz em si defeitos e qualidades que os tornam humanos e por isso mesmo fascinantes para o público nos três atos do filme.</p>
<figure id="attachment_4329" aria-describedby="caption-attachment-4329" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4329 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/stevejobsass-620x349.jpg" alt="stevejobsass" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4329" class="wp-caption-text">Biografia: Filme acerta ao evitar o &#8220;lugar comum&#8221; das cinebiografias.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por todo o cuidado que Danny Boyle tem com o texto de Aaron Sorkin e o destaque que ele dá aos duelos de palavras entre os seus personagens, o desempenho dos atores de<span class="apple-converted-space"> </span><i>Steve Jobs<span class="apple-converted-space"> </span></i>acaba tendo importância fundamental para o êxito do filme e não há um só integrante do elenco que se saia mal. A começar pelo seu protagonista, Michael Fassbender que acerta imensamente ao evitar o <i>overacting </i>ou buscar trejeitos ou transformações físicas e vocais muito drásticas em sua performance, uma muleta recorrente em trabalhos de atores que se dedicam a interpretar personagens reais, principalmente figuras históricas como Steve Jobs (foi o caso da péssima composição de Ashton Kutcher em <i>Jobs</i>, cinebiografia mal sucedida do mesmo personagem). Fassbender acerta ao ter como principal preocupação do seu trabalho as palavras de Aaron Sorkin e os vestígios da natureza de Steve Jobs que cada uma delas oferece, sendo fiel ao biografado não por uma fisicalidade, mas por conseguir dimensiona-lo como homem, empresário, inventor, pai e amigo e, desta forma, aproximar intimamente o público da sua personalidade. Ao lado de Fassbender estão atores que conseguem magistralmente dar conta de personagens igualmente interessantes e multifacetados que engrandecem ainda mais o desempenho do  seu protagonista, entre eles, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Michael Stuhlbarg e Katherine Waterston.</p>
</div>
<div>
<p>Mostrando-se como um rica e profunda biografia, que surpreende a plateia pela estrutura extremamente sagaz do seu roteiro, <i>Steve Jobs </i>fisga o público não apenas por ter como epicentro uma figura conhecida, uma vantagem que parte das cinebiografias ruins conseguem usufruir, mas porque é um grande filme. Com um elenco talentoso que aproveita cada cena do elegante e inteligente roteiro de Aaron Sorkin e com um diretor  como Danny Baoyle que mostra-se inteligente o suficiente para saber que muitas vezes é preciso que o cineasta saia de cena para que parte da sua equipe brilhe e revele o verdadeiro poder da sua obra, <i>Steve Jobs </i>é um longa repleto de virtudes.</p>
</div>
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		<title>Crítica: Macbeth &#8211; Ambição e Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 22:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Kurzel]]></category>
		<category><![CDATA[Macbeth - Ambição e Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game Assassin&#8217;s Creed (também protagonizada por Fassbender e Cotillard), Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4185" aria-describedby="caption-attachment-4185" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4185 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge-620x350.jpg" alt="Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge" width="620" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-4185" class="wp-caption-text">Fortes interpretações: Michael Fassbender e Marion Cotillard são o destaque desta interessante adaptação de Shakespeare.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game <i>Assassin&#8217;s Creed </i>(também protagonizada por Fassbender e Cotillard), <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como também trata-se de uma das melhores adaptações cinematográficas daquele que é o mais interessante e soturno dos trabalhos do dramaturgo William Shakespeare.</p>
<figure id="attachment_4186" aria-describedby="caption-attachment-4186" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4186 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/macbeth_edit-xlarge-620x349.jpg" alt="macbeth_edit-xlarge" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4186" class="wp-caption-text">Sombrio: Filme reforça o caráter soturno da obra original</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>traz a conhecida história protagonizada por um nobre general do exército seduzido pela profecia de  três bruxas que afirmam que um dia ele será o rei da Escócia. Tentado pela ideia de tomar posse do trono, ao lado de sua esposa, ele trama o assassinato do monarca, uma atitude que fará com que gradualmente o novo rei seja consumido pela culpa e pela loucura.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Justin Kurzel<i> </i>acerta em <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>ao conseguir tornar o texto original contemporâneo sem modificá-lo drasticamente, reforçando quão resistente ao tempo é esta história sobre a ganância humana de Shakespeare. Kurzel opta por uma atmosfera sombria, o que se reflete na fotografia de Adam Arkapaw (um trabalho primoroso ao priorizar os tons escuros &#8211; e avermelhados ao fim  da história -, mas também por conseguir usar com muita pertinência as paisagens naturais, a névoa&#8230; Sem dúvida, um das fotografias mais acertadas e esteticamente bem executadas do ano) e na interpretação de Michael Fassbender e Marion Cotillard, Macbeth e Lady Macbeth, respectivamente. A dupla principal consegue conduzir com muita delicadeza a trajetória sombria dos seus personagens, passando longe do <i>overacting</i>, uma armadilha fácil para qualquer ator que se arrisque a interpretar um texto denso de Shakespeare como esse.</p>
</div>
<figure id="attachment_4187" aria-describedby="caption-attachment-4187" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4187 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/maxresdefault-1-1-620x349.jpg" alt="maxresdefault (1)" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4187" class="wp-caption-text">Erudito acessível: Longa consegue preservar boa parte do texto original sem esquecer de dialogar com o público contemporâneo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo o fato de Kurzel cair na tentação de usar o <i>slow motion </i>à la Zack Snyder nas sequências de batalha estragam o resultado de<i> Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>pois<i> </i>tudo, no geral, é tão bem executado. O realizador mostra-se avesso ao entendimento de que para atualizar Shakespeare faz-se necessário alterar a trama e sua linguagem drasticamente. Kurzel faz um filme contemporâneo sem grandes afetações, permitindo que seus atores ofereçam interpretações intensas e longe das afetações. Ao final, deixa-se claro que poucas tramas como <i>Macbeth</i> conseguiram dar conta de maneira tão rica de lugares nada nobres da natureza humana.</p>
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		<title>Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2015 21:15:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[A Garota Dinamarquesa]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Sorkin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques: 01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por Aliança do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-destaques-dos-festivais-de-veneza-e-telluride-abrem-vantagem-na-temporada/">Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3527" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236-620x372.jpeg" alt="4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por <em>Aliança do Crime</em></strong></p>
<p>Ao que tudo indica, Johnny Depp é o candidato a ser batido nas categorias de melhor ator. Depp deixou todos estarrecidos com sua interpretação no longa <strong><em>Aliança do Crime</em> </strong>(no original, <em>Black Mass</em>), de Scott Cooper (<em>Coração Louco</em>). O filme saiu do Festival de Veneza com ótimas cotações para o desempenho do ator, tido por alguns como um dos melhores da sua carreira em anos.</p>
<p>Ao lado de um elenco formado por Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Joel Edgerton e Kevin Bacon, Johnny Depp interpreta um violento criminoso de Boston que era irmão de um senador e tornou-se informante do FBI.</p>
<p>Depp promete enfrentar pela frente Eddie Redmayne, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, e Leonardo DiCaprio, de<i> O Regresso</i>, novo filme de Alejandro Gonzalez-Iñarritu, que sequer foi visto ainda. Como a vitória de Redmayne surge com uma certa dúvida, tendo em vista que o ator ganhou vários prêmios na temporada passada com <em>A Teoria de Tudo, </em>e Depp é um dos atores mais celebrados da indústria que ainda não tem uma estatueta, o protagonista de <em>Aliança do Crime </em>tem tudo para levar alguns prêmios.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WPOcBiymuu0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3218" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1-620x349.jpg" alt="spotlight" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>02.<em> Spotlight</em> é comparado a<em> Todos os Homens do Presidente</em></strong></p>
<p>O filme sobre um grupo de jornalistas de Boston que investigaram um caso envolvendo padres pedófilos foi comparado a um dos maiores filmes do gênero, <em>Todos os homens do presidente. <strong>Spotlight</strong></em> pode ser um novo <em>Zodíaco </em>ou<em> Os Suspeitos (2013) </em>e ser cultuado apenas pela crítica e por cinéfilos, mas pode também ser uma espécie de <em>Sobre Meninos e Lobos </em>e conquistar alguns prêmios.</p>
<p>No trabalho do diretor Tom McCarthy (<em>O Visitante</em>), as performances de Michael Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams foram exaltadas. É possível que, por ser um &#8220;filme de elenco&#8221;, eles concorram como coadjuvantes, o que será ótimo. McAdams pode conseguir fazer sua carreira cinematográfica finalmente decolar (merecidamente, diga-se de passagem) e Keaton não teria a sombra da concorrência de Eddie Redmayne pelo segundo ano consecutivo, tendo até mesmo chances de vencer um Oscar como coadjuvante.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I7TYGRwZbE4" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3528" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236-620x372.jpeg" alt="7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>03. Eddie Redmayne transforma <em>A Garota Dinamarquesa </em>em material para Oscar</strong></p>
<p><strong><em>A Garota Dinamarquesa</em></strong>, como os filmes anteriores de Tom Hooper (<em>O Discurso do Rei </em>e <em>Os Miseráveis</em>) não foi uma unanimidade da crítica. Ao ser exibido em Veneza, o filme foi questionado por um certo excesso de didatismo ao trazer para o público as questões de gênero.</p>
<p>O longa que traz a história da primeira mulher trans que se submeteu a uma cirurgia tem o vencedor do Oscar do ano passado Eddie Redmayne no papel principal. Ao contrário do filme em si, os seus atores saíram ilesos. As performances de Redmayne e Alicia Vinkander foram bastante elogiadas. A dúvida é se Vinkander concorreria como coadjuvante ou atriz.</p>
<p>Como o gosto do Oscar muitas vezes não coincide com as escolhas da crítica é bem possível que ele figure nas categorias principais como filme e por ai vai, afinal a Academia adora filmes com fortes desempenhos por ter muitos atores no seu quadro de votantes.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XrVMJ6myjTQ" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3529" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette-605x400.jpg" alt="suffragette" width="605" height="400" /></a></p>
<p><strong>04. <i>Suffragette </i>torna Carey Mulligan favorita aos prêmios de melhor atriz</strong></p>
<p>Em Telluride, a primeira exibição de <em><strong>Suffragette</strong> </em>trouxe muitos elogios à performance de Carey Mulligan, que desponta, até o momento, como uma grande favorita aos prêmios de melhor atriz. Nem mesmo a presença de Helena Bonham Carter e Meryl Streep no elenco ofuscou o brilho da performance de Mulligan, dizem os críticos. Sobre la Streep, todos afirmam que a participação dela na história é muito pequena e praticamente se resume ao que pode ser visto no trailer da produção. Ainda assim, não está descartada uma possível indicação para elas como coadjuvantes.</p>
<p>O filme conta a história do início do movimento feminista na Inglaterra e é dirigido por Sarah Gavron, de <em>Brick Lane</em>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GfeBC1WYLFw" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>05. Aaron Sorkin e o roteiro engenhoso de <em>Steve Jobs</em></strong></p>
<p>Biografias não têm tido muita sorte nos últimos anos, mas o roteiro de Aaron Sorkin (vencedor do Oscar por <em>A Rede Social </em>e criador de séries como <i>The West Wing </i>e <em>The Newsroom</em>) e a direção de Danny Boyle (<em>Quem quer ser um milionário?</em>) transformaram <em><strong>Steve Jobs</strong> </em>em material para Oscar, passando longe do péssimo <em>Jobs </em>com Ashton Kutcher.</p>
<p>Exibido em Telluride, <em>Steve Jobs </em>rendeu elogios à performance de Michael Fassbender, que pode ser indicado a prêmios na pele do protagonista, e Kate Winslet, séria candidata na categoria coadjuvante por interpretar Joanna Hoffman, integrante da equipe que criou o Macintosh.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P2avRagAJK8" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3531" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460-620x350.jpg" alt="ROOM_Poster-816x460" width="620" height="350" /></a></p>
<p><strong>06.<em> </em><em>Room</em> é o <em>indie</em> do ano. Será que agora Brie Larson decola?</strong></p>
<p>Todo ano temos um <em>indie </em>que se destaca. Por enquanto, esse título é do drama<strong> <em>Room</em></strong>, de Lenny Abrahamson (diretor de <em>Frank</em>). No longa, a atriz Brie Larson vive uma mulher que cria o seu filho em um quarto, o que faz com que a única percepção que ele tenha do mundo seja a daquele cômodo.</p>
<p>Larson, que anos atrás surgiu como uma revelação em <em>Temporário 12</em>, mais uma vez desponta no circuito &#8220;alternativo&#8221; e recebeu algumas das mais calorosas críticas por seu desempenho nesse longa. Se o filme fizer uma boa campanha, é possível que ela seja indicada a prêmios de melhor atriz. O mesmo se aplica a Joan Allen, um forte palpite como atriz coadjuvante. William H. Macy também faz parte da produção.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PPZqF_TPTGs" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3564" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3-620x349.jpg" alt="maxresdefault (3)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>07. </strong><strong>Netflix pode abocanhar o Oscar com </strong><strong><em>Beasts of no Nation</em></strong></p>
<p>A Netflix promete marcar presença na temporada com o primeiro filme produzido por eles,<strong> </strong><em><strong>Beasts of no Nation,</strong> </em>de Cary Fukunaga ( de <em>Jane Eyre </em>e da primeira temporada de <em>True Detective</em>). O longa conta a história de um jovem que luta durante a Guerra Civil em um país africano.</p>
<p>Idris Elba interpreta um militar e chamou a atenção por sua performance. O filme como um todo recebeu elogios rasgados em Telluride. O grande empecilho, dizem alguns, é a violência da história que pode afastar um setor mais conservador da Academia. No entanto, <em>Beasts of no Nation </em>é apontado por alguns críticos como um filme a ser superado na temporada. A questão é que nem sempre o gosto da crítica coincide com o gosto das comissões de votantes do Oscar, do Globo de Ouro, do SAG&#8230; É só ver o destino de <em>O Ano mais Violento </em>na temporada passada.</p>
<p>A Netflix pretende lançar o filme primeiro nos cinemas para somente depois de algum tempo disponibilizá-lo no site.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D7gV-3PYxuM" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Novo trailer de Macbeth mostra bela fotografia do filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 12:16:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3497" aria-describedby="caption-attachment-3497" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3497 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download1.jpg" alt="download" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3497" class="wp-caption-text">Michael Fassbender e Marion Cotillard como portagonistas</figcaption></figure>
<p>Foi divulgado esta semana um novo trailer do filme <strong><em>Macbeth</em></strong>, com Michael Fassbender e Marion Cotillard. Com direção de Justin Kurzel (<em>Assassin&#8217;s Creed</em>), o longa traz a história de um militar que trai o seu rei após ouvir uma profecia de três bruxas que afirmam que ele será o novo líder da monarquia. Exibido no Festival de Cannes, o filme teve boas críticas, principalmente à atuação de Cotillard, que cogitasse uma indicação ao Oscar do ano que vem, como a manipuladora esposa de Macbeth.</p>
<p>O trailer traz um belíssimo exemplo da fotografia do filme. O elenco conta ainda com David Thewlis, Paddy Considine, Sean Harris e Elizabeth Debicki. <em>Macbeth</em> deve chegar aos cinemas brasileiros em novembro deste ano.</p>
<p><strong>Confira o trailer abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oyFAn5IaFS0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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