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	<title>Arquivos Mark Strong - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mark Strong - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Cruella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2021 00:10:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (Era Uma Vez Um Sonho) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista. A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-era-uma-vez-um-sonho-2020/"><em>Era Uma Vez Um Sonho</em></a>) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista.</p>
<p>A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica e impaciente. Trajada sempre na elegância, ela não tem escrúpulos algum no trato com as pessoas, muito menos com os animais. Seu olhar é maquiavélico e sempre revela uma loucura insana que corre nas suas veias.</p>
<p>Mas o que a levou a ser assim? É nisso que o filme se foca.</p>
<p>Uma garotinha que sofria <em>bullying</em> desde cedo, por conta de seu cabelo diferente e multicolorido, assiste ao assassinato brutal da mãe e acaba caindo na vida do crime como única alternativa à vida naquele momento. Foi assim que se deu início à história de Estella e os percalços que a levaram a se tornar posteriormente em Cruella.</p>
<p>A menina tem um talento nato para moda e sonha em trabalhar em um dos ateliês mais famosos da época, sob a tutela da famosa Baronesa Von Hellman (Emma Thompson). O roteiro segue um caminho um pouco óbvio de tentar humanizar a personagem que sempre foi tida por sua insanidade e crueldade.</p>
<p>A relação com os cachorros neste filme é bem diferente do que estamos habituados. Ela chega a ter um cachorrinho que a acompanha em muitos momentos. Bem diferente do ódio pelos dálmatas que víamos anteriormente. Embora isso seja toscamente pontuado no filme, é um dos principais pontos para criar empatia por parte do público.</p>
<p><strong>Roteiro sem a escuridão necessária</strong></p>
<p>Cruella é uma das vilãs mais insanas que a Disney já produziu, inclusive foi alvo de muitos questionamentos por se tratar de uma personagem dentro de um longa infantil. O roteiro deste live-action não honra a intensidade da personagem. Ele passeia muito displicente por vários espectros, tornando-a comum e apenas mais uma fruto das dores de um passado de vida castigada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14180" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg" alt="Cruella" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruella, a original, claramente tem traços de psicopatia que não são perpetuados ao longo da maior parte do filme. Quando chegamos na última parte do longa, o roteiro decidir plantar essa ideia em nossas cabeças, mas já é tarde demais. Podemos fazer um paralelo com “Coringa” (2019), filme protagonizado pelo genial Joaquin Phoenix, que tem a mesma proposta de contar a história de um vilão. Lá, no entanto, o roteiro se equilibra perfeitamente entre a loucura patológica de Arthur Fleck e os episódios cruéis de sua vida, que despertaram ainda mais a sua ira.</p>
<p>Aqui em <em><strong>Cruella</strong></em>, o que vemos é uma falta de maturidade na vilã. O roteiro passa muito tempo criando empatia por parte do espectador, que, ao final, não consegue mais visualizar a personagem como verdadeiramente cruel.</p>
<p><strong>Emma consegue superar Gleen Close?</strong></p>
<p>Quando surgiu o primeiro vislumbre do roteiro deste novo live-action, a primeira pergunta que surgiu para todos foi: quem viverá o papel icônico de Cruella? Gleen Close já o havia feito no longa “Os 101 Dalmatás” (1996), e protagonizou a vilã de maneira formidável.</p>
<p>Close pegou essa aura insana do desenho animado e conseguiu transpor com perfeição ao live-action, conferindo mais alguns detalhes que eram perdidos na animação. Sua risada foi marcante o suficiente para gerar o terror nas crianças e a cena dela dirigindo raivosa em seu carro, correndo atrás dos cachorrinhos, é realmente incomparável.</p>
<p>Mas o que Stone fez por Cruella? Trouxe uma nova roupagem mais fashionista para a protagonista. Ela foca na moda e nos apresenta momentos similares ao ótimo filme “O Diabo Veste Prada”, com desfiles e looks deslumbrantes. Além disso, Emma é uma excelente atriz que se dedica completamente à construção de seus papéis. Somos presentados com uma cena-chave na mudança da personalidade de Estella, em que notamos a vilã surgindo na decepção da jovem castigada pela vida.</p>
<p>Ainda assim, carece mais intensidade na personagem, falta um pouco de alma na atuação de Stone. Por mais que a proposta do filme seja a construção da vilã, se torna pouco convincente que ela seja a Cruella que conhecemos, já que o ódio e a crueldade não exalam de seus poros. Mas atribuo isso muito mais ao roteiro do que à atuação em si.</p>
<p><strong>Então, o que esperar?</strong></p>
<p><em><strong>Cruella</strong></em> tem muitos pontos positivos que o tornam um filme interessante de se conferir. Envolvido numa trilha sonora excelente e cuidadosamente escolhida, a aura punk da personagem e o estilo de Emma Stone conferem uma boa experiência ao espectador. No entanto, é preciso se descolar da ideia da Cruella que conhecemos, porque qualquer expectativa criada pode levar a um nível de frustração que interfira na experiência.</p>
<p>Texto originalmente publicado no <a href="https://www.ibahia.com/coisa-de-cinefilo/coisa-de-cinefilo/noticia/o-que-esperar-de-cruella-da-disney/"><strong><em>site iBahia</em></strong></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Gillespie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Emma Thompson, Paul Walter Hauser, Emily Beecham, Joel Fry, Mark Strong, Kirby Howell-Baptiste</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ndDeNIOgsYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 1917</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2020 17:50:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos Dunkirk e Até o Último Homem, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. 1917 entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados. A história simples e objetiva de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Dunkirk</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. <strong><em>1917</em> </strong>entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados.</p>
<p>A história simples e objetiva de dois soldados da 1ª Guerra Mundial que são designados a levar uma mensagem para outra tropa e evitar um ataque que será catastrófico, podendo matar mais de 1.600 militares. Esse é o enredo que desperta a trajetória de Schofield (George MacKay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capitao-fantastico/"><em>Capitão Fantástico</em></a>) e Blake (Dean-Charles Chapman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), parceiros que se apoiam nesta caminhada que parece simples, mas é extremamente perigosa.</p>
<p>É difícil falar desse filme sem querer enaltecer o trabalho do diretor Sam Mendes (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>) o tempo inteiro. E isso se deve ao fato que o longa é o mais puro resultado de uma excelente direção. Desde o início, a decisão de utilizar a câmera em movimento acompanhando os protagonistas já nos proporciona uma experiência de imersão na guerra. Imersão esta que vai ficando cada vez mais real a medida que elementos em cena vão surgindo, nos permitindo a sensação de quase sentir os odores, temperaturas e etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mendes consegue fazer tudo isso sem parecer descuidado nos <em>takes</em>. Acompanhamos a dupla sem descanso, já que é como se fosse uma cena sem cortes, gravada de uma única vez. Existe apenas um ou dois momentos em <strong><em>1917</em> </strong>que são de interferências no tempo. Fora isso, o espectador respira e caminha junto com Scho e Blake, na tentativa de chegar no local onde está a outra tropa.</p>
<p>As mazelas da guerra são jogadas na nossa cara o tempo todo, dando a real sensação de que não há vitoriosos. É como se tudo aquilo acontecesse por um motivo que não vai beneficiar alguém. O espectador tem poucos momentos de alívio, já que até mesmo quando as coisas parecem estar calmas, as cores são desbotadas e sem vida. Como se nada fizesse sentido, mesmo na calmaria.</p>
<p>Tudo isso infringe uma tensão constante, que também faz parte da experiência de imersão pensada por Mendes. Mas ele faz isso com objetivo claro, sem cansar o espectador. O que justifica a excelente escolha de tempo do filme, que tem pouco menos de 2h. Filmes de guerra costumam ter perto de 3h ou às vezes mais. <strong><em>1917</em> </strong>é na medida certa para mostrar esta história tensa e angustiante, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p>Utilizo esses argumentos para justificar o porquê eu realmente acredito que Sam Mendes é um dos nomes mais fortes para levar o Oscar de Melhor Direção deste ano. O filme é um trabalho puramente de direção e isso se mostra em absolutamente todas as cenas. O elenco é excelente, sim, mas não é o foco. Não é à toa que das 9 indicações ao prêmio, nenhuma é para as categorias de atuação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12246" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tocando neste assunto, é preciso pontuar que temos ótimas atuações em cena. George MacKay, que já nos apresentou um ótimo trabalho em <em>Capitão Fantástico</em>, guia as cenas com toda a tensão e naturalidade que o personagem exige. O mesmo vale para seu parceiro, Dean-Charles Chapman. Como um filme de poucos personagens, ao longo do extenso caminho dos protagonistas, somos surpreendidos por grandes atores, como Mark Strong, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Andrew Scott e Richard Madden.</p>
<p>Outro ponto alto de <strong><em>1917</em> </strong>é a fotografia impecável, que funciona como mais um personagem na trama. A profundidade, quando é necessária, ou o <em>close</em> quando precisamos sentir ainda mais a emoção dos protagonistas. Além disso, o jogo de cores que mostram o quanto aquele momento é privado de emoções positivas e como a guerra pode sugar a vitalidade de qualquer pessoa.</p>
<p><strong><em>1917</em> </strong>é um longa que vai muito além de ser apenas um filme de guerra. Ele é um material primoroso de trabalho de direção intenso e dedicado, um roteiro sem excessos e um elenco que funciona como aporte necessário para execução do projeto. É realmente um grande concorrente do Oscar, que contará com meu apoio na torcida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Mendes<br />
<strong>Elenco:</strong> George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Colin Firth, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vck9nCM71J0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: SHAZAM!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 15:29:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias. Aquaman foi o primeiro a iniciar essa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias.</p>
<p><em>Aquaman</em> foi o primeiro a iniciar essa nova linha de pensamento da DC Films. O longa-metragem sobre o rei de Atlântida abriu portas e deu pistas sobre o que os fãs poderiam esperar das próximas produções. Com a estreia de <em><strong>SHAZAM</strong></em>!, o público pode conferir a confirmação de suas expectativas. O DCEU parece, enfim, ter encontrado o seu caminho. A produção estreia nesta quinta-feira (4) e promete alavancar o futuro do universo.</p>
<p>Billy Batson (Asher Angel) vive mudando de lares adotivos. Logo após chegar na casa dos Vasquez, ele acaba entrando numa briga para defender um dos outros adotados. Fugindo dos valentões, Billy acaba encontrando um antigo mago (Djimon Hounsou) que o transformará num super-herói adulto todas as vezes que ele invocar o nome do ancião. Para entender o que aconteceu, Billy decide contar para Freddy (Jack Dylan Grazer), seu novo irmão adotivo que entende tudo de heróis, sobre o seu super e mágico alter ego chamado Shazam (Zachary Levi). Tudo parecia uma diversão para os dois garotos – os quais passavam os dias testando os poderes de Shazam – até o momento que seu adversário, o Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong), surge na tentativa de roubar os seus poderes. Agora o adolescente terá que enfrentar o poderoso vilão para salvar a cidade, a nova família e a si mesmo.</p>
<p>Apesar das evidentes mudanças mostradas em <em>Aquaman</em>, o tom do novo longa da DC Films é completamente diferente das outras produções do universo. <strong><em>SHAZAM</em></strong>! tem uma natureza cômica sem igual. O filme resgata um olhar mais leve sobre as histórias de super herói sem perder as características do universo e a profundidade dos assuntos abordados. A película retrata aspectos da infância, questões sobre o sentimento do que é uma família e trata, também, sobre o sentido de pertencimento. Tudo isso em meio a uma estrutura engraçada que, por si só, se destaca. O caminho escolhido para <strong><em>SHAZAM!</em> </strong>foi um dos melhores acertos da Warner Bros. desde que a produtora resolveu refazer as <em>hqs</em> dos componentes da Liga da Justiça.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="SHAZAM!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro é uma adaptação muito correta e funciona como uma narrativa inteligente. Henry Gayden escreveu uma enxuta e agradável história capaz de captar um público variado. Para aqueles que leram os quadrinhos do herói, <em><strong>SHAZAM!</strong></em> é um presente que leva o fã de volta as páginas das <em>hqs</em> – com algumas alterações que são compreensíveis e que conseguem desenhar o futuro da narrativa. Para o espectador que vai aos cinemas pelo simples fato de ser um filme de herói, esse terá uma sessão surpreendentemente divertida. O longa dirigido por David F. Sandberg (<em>Quando as Luzem se Apagam</em>, de 2016, e <em>Annabelle 2</em>, de 2017) é uma das jornadas de herói mais criativas e engraçadas já feitas.</p>
<p>O maior suporte dessa estrutura plenamente sutil, criativa e divertida é o elenco. O trio Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer toma conta da narrativa com performances extraordinárias. A consonância entre as atuações de Levi e Angel é assombrosa. Quando eles trocam de lugar em cena – seja Billy virando o Shazam ou o contrário – os trejeitos, a fala e o olhar permanecem. A conexão entre os dois atores faz a narrativa crescer de maneira quantitativamente exponencial. Para agregar ainda mais as cenas deles, Grazer completa o trio trazendo a sua presença de cena. A personagem dele representa a comédia, a consciência heroica e, principalmente, é uma expressão do desejo de toda criança. Grazer entra em cena para personificar o sonho infantil de ser um herói.</p>
<p>A estreia de<strong><em> SHAZAM!</em> </strong>é um momento glorioso da DC. Como o segundo acerto dessa nova jornada, a bilheteria promete ser tão boa quanto a de <em>Aquaman</em> e <em>Mulher-Maravilha</em>. As críticas elogiaram incontestavelmente a produção – mais até do que o filme estrelado por Jason Momoa – e isso, somado aos acertos do filme, farão desse um dos expoentes da nova fase da DC. <em><strong>SHAZAM!</strong></em> funcionará como a ponte para fazer o espectador voltar a confiar nas produções do universo – o qual deve crescer e prosperar daqui para frente. A película estrelada por Zachary Levi inicia definitivamente a nova era da DCEU com a esperança de que o que está por vir sempre será melhor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Mark Strong, Djimon Hounsou, Jack Dylan Grazer, Grace Fulton, Ian Chen, Faithe Herman, Adam Brody, Ross Butler, Michelle Borth, Meagan Good, D.J. Cotrona</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/A60Q8S-ohNA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Armas na Mesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2017 02:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Armas na Mesa]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Chastain]]></category>
		<category><![CDATA[John Lithgow]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Discutir questões políticas sob a ótica feminina e ainda levantar a importância do papel da mulher nas escolhas do futuro é um caminho cada vez mais frequente e certeiro nos roteiros de filmes atuais. Isso mostra a evolução da sociedade como um todo, já que o mundo cinematográfico apenas reflete este meio. Mas tratar destas questões não se tornou mais fácil e continua requerendo um cuidado especial, para não cair na mesmice ou no pecado de não valorizar um tema [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Discutir questões políticas sob a ótica feminina e ainda levantar a importância do papel da mulher nas escolhas do futuro é um caminho cada vez mais frequente e certeiro nos roteiros de filmes atuais. Isso mostra a evolução da sociedade como um todo, já que o mundo cinematográfico apenas reflete este meio. Mas tratar destas questões não se tornou mais fácil e continua requerendo um cuidado especial, para não cair na mesmice ou no pecado de não valorizar um tema tão importante.</p>
<p>Jessica Chastain vem de um histórico interessante de longas, como <em>A Hora Mais Escura</em>, <em>O Ano Mais Violento</em>, <em>Interestelar</em>, entre outros. Ela normalmente ocupa o papel de mulher forte e decidida, que resolve as pendências de forma independente e nunca precisa de ninguém (leia-se: homem) para nada. Isso é muito importante de ser debatido, mas requer muita cautela. Em <em>Armas na Mesa</em>, o roteirista peca pelo excesso. A protagonista é a interpretação do <em>workaholic</em>, intragável, que ninguém quer por perto, que ninguém consegue se relacionar. Transita pela sociopatia, com toda certeza. Ela se basta e repulsa os homens. Vejo tudo isso como muito delicado, uma vez que coloca a mulher no papel de que para se conquistar o sucesso profissional, é preciso abrir mão da vida pessoal.</p>
<p>Já o diretor John Madden traz filmes bons na carreira um tanto frenética. Seu último filme, para se ter uma ideia, foi o desenho animado <em>O Bom Gigante Amigo</em>. Além do sucesso <em>O Exótico Hotel Marigold</em> e sua continuação. Ele conduz bem o trabalho, nos mostrando uma protagonista forte, que transita nesta loucura, fazendo absolutamente tudo para atingir o seu objetivo de ser a melhor lobista do ramo. Ela quer a perfeição e não exita em ir em buscar disso. Não há ética em suas ações, ela não respeita as pessoas, não leva em consideração os sentimentos de ninguém. É como se ela mesmo não sentisse nada.<br />
<img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7292" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/slone_embreve_sp1.jpg4_.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
A questão, no entanto, é que por mais que o filme possua uma narrativa interessante, ela evolui de forma muito lenta e extremamente entediante. O espectador passa um longo período só no vai e vem dos personagens tentando entender o que está acontecendo na dinâmica de luta contra e a favor das armas, com diálogos construídos de maneira propositalmente rápida para confundir quem assiste. Técnica mais comum em filme de ação, mas que se perde neste longa, sem necessidade. É irritante, excessivamente frenético e não acrescenta em nada à narrativa.</p>
<p>O longa apresenta uma reviravolta muito empolgante no final que tira o tédio do restante do filme, mas não é o suficiente para tirar a sensação de cansaço. As duas horas de duração parecem muito mais que isso. A temática é tão interessante e importante. Falar da questão do porte de armas por cidadãos comuns, se isso deve ou não existir, como funciona. Tudo é tratado de uma forma política, mas se perde no meio do caminho, então o espectador fica um pouco disperso. Não sabe efetivamente qual o foco.</p>
<p>A presença de Chastain, no entanto, rouba qualquer cena. Independente da qualidade do roteiro que lhe é dado, ela consegue conduzir as cenas muito bem e marcar presença em todas as tomadas. É, efetivamente, uma excelente atriz, que merece destaque.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/591hCwxsNsM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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