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	<title>Arquivos Luke Evans - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Luke Evans - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Anna &#8211; O Perigo tem Nome</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 00:02:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1990, Luc Besson chegava aos cinemas com Nikita: Criada para Matar, trazendo para o centro da sua narrativa uma personagem feminina interpretada Anne Paurillaud, que vivia uma assassina sagaz. O longa teve uma boa repercussão e ajudou a cimentar a carreira do diretor em Hollywood com títulos de sucesso como O Profissional e O Quinto Elemento. Anna &#8211; O Perigo tem Nome possui paralelos com a empreitada de 1990 do cineasta, mas em meio à atmosfera de &#8220;retorno às [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1990, Luc Besson chegava aos cinemas com <em>Nikita: Criada para Matar</em>, trazendo para o centro da sua narrativa uma personagem feminina interpretada Anne Paurillaud, que vivia uma assassina sagaz. O longa teve uma boa repercussão e ajudou a cimentar a carreira do diretor em Hollywood com títulos de sucesso como <em>O Profissional</em> e <em>O Quinto Elemento</em>. <strong><em>Anna &#8211; O Perigo tem Nome</em> </strong>possui paralelos com a empreitada de 1990 do cineasta, mas em meio à atmosfera de &#8220;retorno às origens&#8221; que o longa traz, falta ao projeto um pouco mais de pulso para distingui-lo no cenário contemporâneo.</p>
<p><strong><em>Anna &#8211; O Perigo tem Nome</em></strong> conta a história de uma jovem que nos anos de 1980 se transforma numa modelo e logo em seguida entra para o mundo da espionagem colocando-se entre americanos e soviéticos numa trama cheia de reviravoltas. O filme acaba sendo um longa que mistura ação num cenário europeu que oscila entre o glamour do universo das <em>top models</em> e a atmosfera de perigo dos embates entre agentes infiltrados com cenas de ação que fazem justiça às melhores lembranças do diretor nessa seara.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11149" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Anna-2-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Anna-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Anna-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Anna-2-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Besson consegue sustentar o teor absurdo, irônico e levemente descompromissado da narrativa de Anna, entretendo o público na maior parte da projeção ainda que o filme cometa pecados na reconstituição de sua época (há muitos equívocos na ambientação dos anos de 1980 com tecnologias, utensílios e vestuários que não condizem com a época). A revelação de Besson da vez, a ex-modelo Sasha Luss segura as pontas nas sequências de ação e também quando é requisitada para exercitar o seu lado mais dramático. O longa ainda conta com um bom elenco de coadjuvantes que dá um plus no projeto, entre eles, Helen Mirren e Cillian Murphy.</p>
<p>Anna infelizmente se perde um pouco nos seus diversos <em>twists</em>. Besson costura uma narrativa cheia de revelações que parece inspirada nas bonecas russas que em certo momento são vendidas pela protagonista numa feira popular. Isso acaba fazendo com que a trama do filme se perca na cronologia e exercite a paciência do espectador. Acaba sendo uma história que se auto-sabota em inúmeros momentos pela insistência com a qual recorre ao fator &#8220;surpresa&#8221; como sinônimo de originalidade. Há bons momentos e é um entretenimento levemente satisfatório, mas, de maneira geral, não é o exemplar mais brilhante que o cineasta já entregou em sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Luc Besson<br />
<strong>Elenco:</strong> Sasha Luss, Helen Mirren, Luke Evans, Cillian Murphy, Lera Abova, Alexander Petrov, Nikita Pavlenko, Anna Krippa, Aleksey Maslodudov, Eric Godon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OAW_Y4tp_sM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mistério no Mediterrâneo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 13:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um tanto estarrecedor quando uma pessoa vai assistir a um guilty pleasure e sai da sessão apenas com a culpa nos ombros. Este é o caso de Mistério no Mediterrâneo que traz diversos elementos que poderiam tornar o filme divertido, mesmo que bobo ou com pouca qualidade técnica, mas não foi o que ocorreu. Estrelado por Jennifer Aniston (Família do Bagulho) e Adam Sandler (Click), a história conta o caso de um assassinato de um bilionário em um iate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um tanto estarrecedor quando uma pessoa vai assistir a um <em>guilty pleasure</em> e sai da sessão apenas com a culpa nos ombros. Este é o caso de <em><strong>Mistério no Mediterrâneo</strong></em> que traz diversos elementos que poderiam tornar o filme divertido, mesmo que bobo ou com pouca qualidade técnica, mas não foi o que ocorreu. Estrelado por Jennifer Aniston (<em>Família do Bagulho</em>) e Adam Sandler (<em>Click</em>), a história conta o caso de um assassinato de um bilionário em um iate e como o casal protagonista precisa revelar a farsa e ser inocentado da culpa do crime.</p>
<p>Em uma tentativa de misturar situações cômicas e uma história policial, com um tom da obra de Agatha Christie, o diretor Kyle Newacheck (<em>Perda Total</em>) não consegue alcançar nenhum dos dois intentos. O tempo dilatado das movimentações, a dinâmica do elenco coadjuvante – que dá muita importância a cada fala do texto, sem criar ritmo para as cenas -, os planos mais demorados do que poderiam ser nas sequências de ação, podem ser as razões para a falta de êxito em criar um clima de tensão e mistério.</p>
<p>Além do mais, o crime e seus desenvolvimentos são um tanto óbvios, deixando com que o público já saiba o que vai acontecer do início ao fim desde muito antes de ser mostrado. Contudo, o longa não se leva tão a sério assim e poderia ser mais enviesado nos traços de comédia e entreter sua plateia. No entanto, as piadas parecem ter saído do recreio da sexta série do início dos anos 2000 e possuem apenas questões sobre falo, escatologia e pitadas de machismo.</p>
<p>O único ponto de respiro da produção são as atuações de Aniston e Sandler e a interação entre a dupla. Os dois conseguem dar cor e sentido ao texto simplório que saem de suas bocas, trazendo um pouco de verdade cênica. É bem verdade que eles destoam dos arquétipos que os criadores de <em><strong>Mistério no Mediterrâneo</strong> </em>tentaram trazer, mas também funcionam como um alívio por tratarem as peripécias que vivem na tela como algo sério, buscando deixar o absurdo para as situações do enredo. A química entre o casal é uma questão relevante e positiva, pois entre os olhares, cutucões, risadas etc cria-se uma veracidade ali e pode-se sentir empatia com o casal.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kyle Newacheck<br />
<strong>Elenco:</strong> Adam Sandler, Jennifer Aniston, Luke Evans, Terence Stamp, Gemma Arterton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZewCCWbPlsY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 18:09:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando nos acostumamos a ver um artista em determinado tipo de papel, é animador descobrir que ele está em um projeto completamente diferente do seu padrão. É o caso de Octavia Spencer (A Forma da Água) em Ma. Sempre fazendo papéis carinhosos e acolhedores, o típico perfil da boazinha em cena, Spencer lida agora com esse projeto de suspense que a faz sair da zona de conforto e mostrar todo seu potencial. Calma e solitária, um dia Sue Ann conhece [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nos acostumamos a ver um artista em determinado tipo de papel, é animador descobrir que ele está em um projeto completamente diferente do seu padrão. É o caso de Octavia Spencer (<em>A Forma da Água</em>) em <strong><em>Ma</em></strong>. Sempre fazendo papéis carinhosos e acolhedores, o típico perfil da boazinha em cena, Spencer lida agora com esse projeto de suspense que a faz sair da zona de conforto e mostrar todo seu potencial.</p>
<p>Calma e solitária, um dia Sue Ann conhece um grupo de adolescentes que pede sua ajuda para comprar bebida e, de repente, ela vê a chance de fazer novos amigos. Conforme se aproxima dos jovens, Sue oferece à eles uma oportunidade irrecusável: fazer festas e curtir com os amigos na casa dela, um lugar seguro onde nada os impediria de fazerem o que eles quisessem, contanto que seguissem algumas regras. As coisas vão ficando tensas quando Ma (seu apelido agora) começa a ter uns comportamentos estranhos.</p>
<p>A premissa mais animadora do longa é o fato de ele se vender como uma tensão psicológica, que vai explorar as nuances da possível loucura da personagem principal. No entanto, o que vemos é um roteiro que se revela rápido demais, por ser tão óbvio. Não é preciso ser tão atento para sacar o destino da trama, com menos de 30 minutos de exibição.</p>
<p>Ainda assim, esperamos por uma reviravolta no roteiro que efetivamente não acontece. Sucessões de decisões esperadas vão acontecendo para criar tensão no espectador. E sim, verdade, essa tensão acontece de uma maneira muito correta. Assistimos ao desdobrar dos personagens, especialmente a personagem Ma, que vai mostrando nuances de sua personalidade e eventos que a levaram a ser desta forma.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10628" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3566724.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, os eventos acabam se tornando pequenos para a dimensão das crueldades que a mulher está disposta a fazer. Compilado a isso, temos elementos soltos e mal trabalhados, como a filha doente e a chefe abusiva. A chefe, interpretada por Alisson Janney (<em>Eu, Tonya</em>) &#8211; que, coitada, não tem nem dois minutos de cena &#8211; poderia funcionar como um gatilho para os traumas da protagonista, justificando a sua súbita necessidade de vingança. Mas acaba sendo ignorada e tornando-se uma morte fácil e sem propósito.</p>
<p>Outros elementos da trama &#8211; que não irei expor por conta de <em>spoiler</em> &#8211; levam o mesmo destino. O diretor Tate Taylor (<em>Histórias Cruzadas</em>) se mostra com pouca irreverência ao tratar de uma temática pesada como traumas por conta de <em>bullying</em>. Ao invés de ir afundo no projeto e esmiuçar toda a trama psicológica que o roteiro oferece, ele escolhe ficar na superficialidade de um novelão. Temos cenas caricatas demais para o que o longa se propõe.</p>
<p>O grande suspiro de prazer em <strong><em>Ma</em> </strong>é a atriz Octavia Spencer, que finalmente teve a sua chance de participar de um projeto diferente. A sua figura maternal, cuidadosa e amorosa dá o tom na protagonista, que consegue envolver todos com seus abraços gostosos. É bom ver essa dualidade na trama, do mal travestido de bem. É, definitivamente, o grande destaque da produção.</p>
<p><strong><em>Ma</em> </strong>não é um filme ruim, mas é um grande potencial perdido que fica na primeira camada e é tão óbvio quantos qualquer roteiro comum. Fico imaginando um projeto desses na mão do diretor Jordan Peele (<em>Corra!</em>) que certamente iria nos presentear com um verdadeiro <em>thriller</em> intenso e psicológico. Ficaremos só na vontade mesmo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tate Taylor<br />
<strong>Elenco:</strong> Octavia Spencer, Juliette Lewis, McKaley Miller, Luke Evans, Corey Fogelmanis, Dominic Burgess, Tate Taylor, Missi Pyle, Allison Janney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GsJEgKmt2b8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Confira primeiro teaser trailer do longa A Bela e a Fera!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 May 2016 19:11:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Finalmente saiu o primeiro teaser trailer do super aguardado longa de live-action da Disney, A Bela e a Fera. Os fãs podem conferir detalhes minuciosos do cenário do castelo onde a Bela conhece a Fera, além de ouvir a voz dos personagens Lumiere e Maurice se assustando com a chegada de uma “garota”. O vídeo já nos apresenta de cara a trilha sonora original, arrepiando qualquer espectador mais sensível. O filme será lançado apenas em março de 2017 e conta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente saiu o primeiro teaser trailer do super aguardado longa de live-action da Disney, <strong><em>A Bela e a Fera</em></strong>. Os fãs podem conferir detalhes minuciosos do cenário do castelo onde a Bela conhece a Fera, além de ouvir a voz dos personagens Lumiere e Maurice se assustando com a chegada de uma “garota”. O vídeo já nos apresenta de cara a trilha sonora original, arrepiando qualquer espectador mais sensível.</p>
<p>O filme será lançado apenas em março de 2017 e conta com a presença de Emma Watson (Bela), Dan Stevens (Fera), Luke Evans (Gaston), Josh Gad (Lefou), Kevin Kline (Maurice) e Ewan McGregor (Lumiere). Emma Thompson e Ian McKellen também participam da trama. A direção fica por conta de Bill Condon (<em>A Saga Crepúsculo: Amanhecer</em>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Confira o trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OKn53ajIiIg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Drácula &#8211; A História nunca Contada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 13:39:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os vampiros não têm mais &#8220;moral&#8221; que tinham antes, nem mesmo no cinema que tanto celebrou sua mitologia. Não pela banalidade da violência urbana, o verdadeiro terror da vida real, que nos impõe cenários e personagens muito mais assustadores do que Drácula e cia., mas por tendências e modismos da própria indústria do cinema que converte qualquer material clássico aos formatos e maneirismos do momento. E se Crepúsculo traduziu a mitologia vampírica para a comunidade emo e suas variações, Drácula &#8211; A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2165 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-2-620x372.jpg" alt="Dracula Untold" width="620" height="372" /></a></p>
<p>Os vampiros não têm mais &#8220;moral&#8221; que tinham antes, nem mesmo no cinema que tanto celebrou sua mitologia. Não pela banalidade da violência urbana, o verdadeiro terror da vida real, que nos impõe cenários e personagens muito mais assustadores do que Drácula e cia., mas por tendências e modismos da própria indústria do cinema que converte qualquer material clássico aos formatos e maneirismos do momento. E se <em>Crepúsculo </em>traduziu a mitologia vampírica para a comunidade emo e suas variações, <em>Drácula &#8211; A História n</em>unca<em> Contada </em>parece adaptar o personagem clássico  de Bram Stoker, o &#8220;pai&#8221; de todos os &#8220;chupa-sangue&#8221;, para a geração Marvel. Explico mais adiante&#8230;</p>
<p><em>Drácula &#8211; A História nunca Contada</em> conta o passado de Vlad Tepes (Luke Evans), o temido Conde Drácula. Tepes morava na Transilvânia e, como centenas de crianças daquela terra, foi entregue aos turcos pelo rei para pôr fim a uma briga entre os povos que perdurava por gerações e mais gerações. Com os turcos, Vlad torna-se um grande guerreiro e fica conhecido por empalar os seus inimigos. O jovem retorna ao seu antigo reino e torna-se príncipe, governando-o ao lado de sua amada Mirena (Sarah Gadon) com quem tem um filho. A paz de Tepes é interrompida quando os turcos retornam às suas terras e mais uma vez exigem que seu povo entregue cem crianças, caso contrário, enfrentarão uma violenta guerra. Tepes então cede aos seus impulsos e sela um pacto com as trevas em troca da prosperidade da sua gente e da sua família.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-5.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2166 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-5-620x344.jpg" alt="dracula-untold-5" width="620" height="344" /></a></p>
<p>O filme de Gary Shore até que segue, em suas primeiras horas, um caminho interessante, não sendo audacioso em sua estética ou narrativa, mas mantendo o ritmo da trama e sendo honesto a sua premissa de contar a vida do personagem antes de se tornar o Drácula, retratando-o crível e humano. No entanto, esta nova versão do clássico personagem de Bram Stoker ultrapassa o limite do risível ao torná-lo uma espécie de super-herói com uma força descomunal e uma capacidade de se transformar em uma revoada de morcegos ou de controlar a mesma. Shore ainda investe em sequências nas quais as câmeras passam a ser um instrumento para experimentarmos o olhar de Drácula sobre a descoberta dos seus poderes e sua utilização. Enfim, um emaranhado de escolhas fora de contexto que mais se adequariam a um novo super-herói qualquer do que ao denso personagem de Bram Stoker.</p>
<p>O elenco não chega a comprometer. Luke Evans faz o que pode com o Drácula que lhe é dado. Sarah Gadon, a musa de David Cronenberg que aqui vive a amada de Vlad Tepes, só está no filme para ilustrá-lo com seus belíssimos traços. Não é um filme de performances, que exige uma grande dramaticidade. Em <em>Drácula &#8211; A História nunca Contada</em>, seguindo a tradição dos blockbusters medianos, privilegia-se sua pirotecnia. Mais um sinal de que o &#8220;espírito&#8221; do personagem foi descartado. Bem diferente do <em>Drácula </em>de Francis Ford Coppola, de 1992, que firmava o seu protagonista como uma figura trágica, complexa e fascinante pelo horror e pela paixão, aqui, a trajetória do Drácula sugere a tragédia, mas essa promessa nunca é cumprida ou levada a sério como deveria pelo longa, que prefere impressionar &#8211; algo que nunca consegue &#8211; o público com muitos efeitos visuais e sequências barulhentas.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/drac-son-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2167 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/drac-son-2-620x320.jpg" alt="drac-son-2" width="620" height="320" /></a></p>
<p>Um dos personagens do filme , em dois momentos da trama, e que propositalmente ou não nos remete a série <em>Jogos Mortais</em> (prefiro acreditar que não foi proposital porque ai o filme cairia na zona do risível mesmo), sugere &#8220;Que o jogo comece!&#8221;. Parece um claro intento dos realizadores em iniciar uma franquia a partir desse longa. Uma pena que, assim como acontece com tanto material bom que cai nas mãos dos estúdios e poderiam ser levados para as telas com &#8220;culhões&#8221;, afinal, dinheiro não falta, <em>Drácula &#8211; A História nunca Contada </em>é mais um blockbuster entre tantos que existem por ai na praça. Não fosse o título, nem daríamos conta que se trata de uma versão do lendário personagem de Bram Stoker. Parece mais uma fotocópia do Batman.</p>
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