<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Luciana Paes - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/luciana-paes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/luciana-paes/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Oct 2019 01:25:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Luciana Paes - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/luciana-paes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 15:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Amor Assombrado]]></category>
		<category><![CDATA[Aparecida – Um Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Bacurau]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacioal]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Gilda Nomacce]]></category>
		<category><![CDATA[Grace Passô]]></category>
		<category><![CDATA[Greta]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Katharine]]></category>
		<category><![CDATA[Karine Teles]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Luna]]></category>
		<category><![CDATA[Morto Não Fala]]></category>
		<category><![CDATA[Ó Paí Ó]]></category>
		<category><![CDATA[Que Horas Ela Volta?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11532</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, Bacurau, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da Rolling Stone. Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/">Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bacurau</em></a>, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da <em>Rolling Stone</em>.</p>
<p>Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco estreias (<em>Greta</em>, <em>Luna</em>, <em>Morto Não Fala</em>, <em>Amor Assombrado</em> e <em>Aparecida – Um Musical</em>). Por fim, a Bahia ainda recebeu e receberá no estado inteiro festivais de cinema que fomentam o audiovisual brasileiro, como o Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece em Salvador, entre os dias 30 de outubro até 06 de novembro.</p>
<p>Ufa! Pensando em tudo isto, o <em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong> </em>resolveu reunir especiais com elementos importantes e/ou curiosos do cinema do Brasil. A primeira lista tem o foco em grandes atrizes do país que estão presentes em diversos curtas e longas-metragens no mundo inteiro. O talento brazuca é vasto e por este motivo a procura da lista foi fazer com que nomes conhecidos pelo público especializado se alastrassem pelo consumidor mais geral. Confira!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone" src="http://br.web.img3.acsta.net/newsv7/19/07/03/21/49/1647456.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="720" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Grace Passô</strong></p>
<p>Nascida em Minas Gerais, a artista é vinda do teatro e acumula diversas funções nesta área e no audiovisual. Atriz, diretora e dramaturga, Grace Passô possui em sua trajetória a adaptação da obra clássica grega Medeia, a qual intitulou <em>Mata Teu Pai</em>, vencedora o Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto, em 2017. Em 2019, o espetáculo sob direção, <em>Contrações</em> ficou em cartaz em Salvador. Já na sua carreira cinematográfica, esteve em filmes como <em>Praça Paris</em> (2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-temporada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Temporada</em> </a>(2018) e <em>No Coração do Mundo</em> (2019). Neste último, o ponto alto é a sua atuação no desfecho da trama, algo que pode remeter a uma cena trágica <em>shakesperiana</em>, por possuir intensidades e camadas dentro da construção da cena que angustiam o espectador e são o arremate climático da projeção. Passô ainda recebeu diversos prêmios, incluindo troféu no Festival do Rio e no de Brasília.<strong> Personagem preferido:</strong> Juliana – <em>Temporada</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" src="https://24horasnews.com.br/imagem/resize/1110/550/imagens/2019/04/25/gilda-nomacce-e-como-o-cinema-balizou-sua-vocacao-para-ser-atriz.jpg" alt="Resultado de imagem para gilda nomacce" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Gilda Nomacce</strong></p>
<p>Natural de São Paulo, Gilda Nomancce começou sua carreira na televisão nos anos 1990, com participações em telenovelas e programas da TV Globo. Mas, a artista conta também com um trabalho no teatro e mais de 65 créditos dentro do cinema. Em 2011, venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em <em>Trabalhar Cansa</em>, de Juliana Rojas e Marco Dutra. A sua presença em filmes de gênero também é algo notável em sua carreira, com interpretações em produções como <em>Quando eu Era Vivo</em> (2014), <em>As Boas Maneiras</em> (2017) e <em>Lilith</em> (2018). O seu olhar marcado para tela é algo recorrente e a sensação que o espectador pode ter ao encontrar sua performance durante uma exibição é algo próximo do mistério e da intensidade. <strong>Personagem preferida</strong>: Silvia –<em> Tea for Two</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://noticiasdetv.com/wp-content/uploads/2016/12/Karine-Teles.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1800" height="1200" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Karine Teles</strong></p>
<p>Bastante premiada e com dois longas importantes em cartaz desde o mês passado (<em>Bacurau</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hebe-a-estrela-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Hebe</em></a>), a carioca Karine Teles possui uma trajetória intensa como atriz e roteirista. No ano de 2015, se destacou pelo papel de Barbara, em <em>Que Horas Ela Volta?</em> e com Sumara, da novela <em>A Regra do Jogo</em>. Por seu trabalho na produção <em>Benzinho,</em> recebeu troféu no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, em 2019 e no Festival de Gramado, em 2018. Atualmente, ela também está em <em>Malhação – Toda Forma de Amar</em>, interpretando Regina. Outro ponto alto recente seu foi a sua participação no mais novo clipe de Letrux, chamado <em>Vai Render</em>. A sua capacidade de tratar emoções tidas popularmente como intensas de maneira suave chama a atenção de quem a assiste. Um exemplo pode ser a sua cena em <em>Bacurau</em> quando profere palavras intensas e assustadoras para dois moradores da cidade, porém com um tom cotidiano, que poderia ser qualquer coisa menos uma ameaça. <strong>Personagem Preferida</strong>: Raquel &#8211; <em>Quinze</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MzRkm4onR3x4+pJLiF13fWlhw1iuh3kAWMqW3X1rWuudD42JqUYitBkjazz/8hNfdjzdiggqDfOXOqEr18Ds7wnIMD7VaXSX95y/LNu/D+1eYFo=&amp;W=2100&amp;H=0&amp;delay_optim=1" alt="Especial Cinema Nacional" width="1920" height="1080" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Katharine</strong></p>
<p>Atriz, roteirista e diretora, Julia Katharine possuiu a honra de receber o Prêmio Helena Ignez, da própria artista que dá nome ao troféu, na Mostra de Cinema de Tiradentes, em 2018. Além disso, Katharine é a primeira cineasta transexual a ter um filme no circuito comercial: o curta <em>Tea for Two</em>. Recentemente, ela esteve na Bahia, na Mostra Cinema Conquista, na qual realizou a oficina “Roteiro Colaborativo para o Novo Cinema”. Com sua voz rouca e uma postura que mistura doçura e melancolia, o espectador pode ficar instigado para acompanhar os rumos possíveis da interpretação de Julia, que revela uma atuação que entrega aos poucos suas camadas. <strong>Personagem Preferida</strong>: Angélica – <em>Filme-Catástrofe</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://scontent.fssa2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/262619_407484936039614_1200374432_n.jpg?_nc_cat=110&amp;_nc_oc=AQk2g85Hqv9exg9qTxt6BOwkrcUyjG3Od7SqF4Vu90u8ILJjnjjAFjWktzS4qa2k7s8&amp;_nc_ht=scontent.fssa2-1.fna&amp;oh=9584532b3a5a1f37e3bb801abbcfd111&amp;oe=5E385332" alt="Especial Cinema Nacional" width="746" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Souza</strong></p>
<p>Baiana e advinda do Bando de Teatro Olodum, a atriz é mais conhecida por suas participações na televisão, nos palcos e pelo seu papel no longa <em>Ó Paí, Ó</em>, no qual deu vida a Dona Joana. Além de intérprete, ela reúne funções como diretora, educadora e é formada em Filosofia e em Dança. Em 2019, seu maior destaque foi no longa <em>Bacurau</em>, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A maior característica de sua performance é a tonicidade empregada em seu corpo na criação de seus papéis. Desta maneira, Souza parece trazer sempre a sensação de que está presente em cena e que vive plenamente a sua interpretação. <strong>Personagem Preferida</strong>: Isa – <em>Bacurau</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://supercinemaup.com/wp-content/uploads/2017/12/animal-cordial-cr%C3%ADtica-super-cinema-up-1-1280x640.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="640" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Paes</strong></p>
<p>Formada pela Escola de Artes Dramáticas da USP, Luciana Paes vem do teatro, mas também possui experiências na TV e uma carreira no cinema. Ela faz parte da Companhia Hiato que esteve, em Salvador, em 2010, com o espetáculo <em>O Jardim</em>, no Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) – abro um parêntese para dizer que foi a melhor peça que eu já assisti em toda minha vida. Um de seus maiores destaques comerciais atuais é seu papel no seriado<em> 3%</em>, da <em>Netflix</em>. Além disso, a sua filmografia conta com produções aclamadas pela crítica como <em>Sinfonia da Necrópole</em> (2014) e <em>O Animal Cordial</em> (2017) e agraciadas pelo público como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-toc-transtornada-obsessiva-compulsiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva</em></a> (2017) e <em>Uma Quase Dupla</em> (2018). Em 2018, a intérprete venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em A Sombra do Pai. O destaque de sua interpretação pode ser a linha tênue que ela estabelece entre as emoções que passa, que podem ser jocoso x sério, gentil x grosseira, atenciosa x distraída. Este fator pode fazer com o que o público não saiba ao certo as intenções das figuras que Paes interpreta.<strong> Personagem Preferida</strong>: Claudia – <em>Piscina</em>.</p>
<ul>
<li>Obviamente, o cinema nacional está repleto de figuras talentosas e de impacto para a cultura do país. Esta lista pode ser considerada um <em>start</em> para você ir garimpando o que há de melhor nas produções brasileiras. Duas dicas fundamentais de onde encontrar filmes que vão além do grande circuito e até dele mesmo são o Porta Curtas e o <a href="https://globosatplay.globo.com/canal-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Canal Brasil</strong></em></a>, além, claro, dos festivais de audiovisual que correm por aí.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/">Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica (XIII Panorama): O Animal Cordial</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-o-animal-cordial/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-o-animal-cordial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 02:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Morgado]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Amaral Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto Carrão]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Benicio]]></category>
		<category><![CDATA[O Animal Cordial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8403</guid>

					<description><![CDATA[<p>Todos os dias, Inácio, um aparentemente pacato dono de um pequeno restaurante, engole todo tipo de &#8220;sapo&#8221; durante o trabalho. As queixas dos seus funcionários de um lado, a esposa impaciente ligando a todo instante do outro, toda sorte de clientes que demandam dele um atendimento profissional&#8230; Enfim, o personagem de Murilo Benício no longa de Gabriela Amaral Almeida aparenta ser um sujeito como outro qualquer que controla seus impulsos pelas regras da boa convivência social. Eis que seu estabelecimento [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-o-animal-cordial/">Crítica (XIII Panorama): O Animal Cordial</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Todos os dias, Inácio, um aparentemente pacato dono de um pequeno restaurante, engole todo tipo de &#8220;sapo&#8221; durante o trabalho. As queixas dos seus funcionários de um lado, a esposa impaciente ligando a todo instante do outro, toda sorte de clientes que demandam dele um atendimento profissional&#8230; Enfim, o personagem de Murilo Benício no longa de Gabriela Amaral Almeida aparenta ser um sujeito como outro qualquer que controla seus impulsos pelas regras da boa convivência social. Eis que seu estabelecimento é invadido por um grupo de ladrões e tal ato acaba sendo o estopim para Inácio revelar sua verdadeira natureza a todos os presentes, descortinando máscaras sociais que utiliza cotidianamente. Dali em diante, o que se vê em <i>O Animal Cordial </i>é um banho de sangue num misto de influências que bebem desde Quentin Tarantino aos irmãos Joel e Ethan Coen, com a temática da violência, seus protagonistas frios e psicóticos e uma lógica de funcionamento das coisas autofágica, como num delírio ou num sonho bizarro que concretiza os desejos mais secretos dos seus personagens.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>O Animal Cordial </i>é ambientado num único espaço, o restaurante de Inácio, lugar escolhido a dedo pela diretora e roteirista da história. O ambiente é catalisador de toda sorte de tensões sociais e interpessoais camufladas e norteado pela impossibilidade da situação ser diluída em outro espaço. Isso faz com que todos os personagens da história sejam inebriados por uma urgência da selvageria como forma de impor respeito e afirmar seu lugar. Do próprio Inácio que, friamente, deseja encontrar o mentor do assalto ao seu restaurante, passando por Sara, funcionária que lhe é &#8220;braço direito&#8221;, o cozinheiro Djair insatisfeito com as condições de trabalho dos seus colegas, chegando até Verônica, uma das clientes do estabelecimento que lá pelas tantas passa por um trauma testemunhado por todos. Aqui, o confinamento e um ato de violência manifestado no isolamento social da noite é o estopim para o estabelecimento de um código de conduta da &#8220;justiça pelas próprias mãos&#8221;, a terra sem lei de um faroeste cujos domínios são demarcados por um autêntico psicopata e cuja salvação parece estar nas mãos de uma personagem com danos psicológicos tão severos quanto os dele.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8405" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Humberto-Carrão-1.png" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">É certo que <i>O Animal Cordial </i>é cria de uma geração de cineastas que já se utilizava de um quadro de referências que os antecedia, se revelando como um filme que possui como referências obras que em si já são repletas de citações. Como mencionei, uma típica cria de uma geração de cinéfilos do século XXI. Não há deméritos nisso, mas a trama, suas temáticas e seus aspectos formais podem passar uma sensação de <i>déjà vu</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Dominam no longa o esmero com que a diretora e roteirista observa os pontos de tensão da história, cativando o interesse do espectador sobretudo quando o foco é Inácio e Sara, personagens brilhantemente bem defendidos por Murilo Benício e Luciana Paes. Benício cria em Inácio um sujeito frio, de gestos controlados, que gradualmente demonstra uma insuspeita habilidade para orquestrar os atos bárbaros que tomam conta do seu restaurante, interrogando suspeitos, mantendo-os reféns, se antecipando aos movimentos dos seus oponentes&#8230; O ator tem um desempenho propositalmente comedido ao levar seu personagem para uma zona híbrida e equilibrada de impulsos agressivos  muitas vezes contidos e gestos extremamente calculados. Ao mesmo tempo, Paes traz um dos arcos mais densos e transformadores de <i>O Animal Cordial</i>, dando conta exemplarmente das diversas camadas da sua personagem, sobretudo quando a mesma entra em processo de auto-análise. Assim como Inácio com as demandas do seu próprio restaurante, Sara entra em ponto de ebulição ao lidar com o comportamento dominador do seu chefe, passando a questionar sua submissão quando interpelada pelo colega de trabalho Djair, vivido por Irandhir Santos, que aliás, também está ótimo no filme.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com diálogos que não necessariamente seguem uma lógica concatenada de fatos, mas que em suas &#8220;esquisitices&#8221; e uma certa dose de sinceridade exibem humor num cenário tão perturbador e sanguinolento, <i>O Animal Cordial </i>é um filme de execução acertada. Pode passar uma sensação de reiteração para muitos ao suceder exemplares que tinham referências semelhantes às suas, obras que possuem um interesse por esse lado obscuro da natureza humana, mas utilizam a ironia e o humor negro como chave de comunicação com o público, funcionando ora como um delírio cinematográfico que instiga espectador, ora como um incisivo relato sobre os meandros conturbados do comportamento humano.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Onor4LUrT1Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-o-animal-cordial/">Crítica (XIII Panorama): O Animal Cordial</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-o-animal-cordial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
