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	<title>Arquivos Kristen Stewart - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kristen Stewart - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 18:19:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, Love Lies Bleeding: O Amor Sangra é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, </span><strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? </span><span style="font-weight: 400;">Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em nome da paixão, do amor, de parentes, dos sonhos e da justiça?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em meio ao ambiente um tanto kitsch dos anos 1980, Lou (Stewart) precisa lidar com o fato de que sua irmã é casada com um homem violento e sem caráter. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o seu pai é um bandido abusivo, que possui uma casa de tiros, entre outras propriedades. Uma delas é a academia de ginástica, na qual Lou trabalha, conhece Jackie (Katy O&#8217;Brian), apaixona-se por ela e oferece anabolizantes para a amada ter um melhor desempenho em seus treinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sei, é muita informação e, talvez, fosse necessário fazer uma terceira explicação sobre este enredo, porque ele é, de fato, repleto de escolhas curiosas, que propiciam uma gama ampla de construção de sentido. </span><span style="font-weight: 400;">O fato dos músculos de Jackie se expandirem, de forma a transformá-la em uma espécie de <em>She Hulk</em>, por exemplo, é o ápice destes caminhos inventivos. Todavia, o mais importante de se observar em todo esse contexto de leds e luzes oitentistas, vilões masculinos, heroínas femininas, é o quanto a extrapolação do real com o cotidiano não soa artificial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o ponto alto de <em>Love Lies</em>: a sua coragem em explorar o insano, sem ser um mero flerte, porém um mergulho no surreal, no lúdico do irreal (que pode salvar a nós mulheres, como em uma história em quadrinhos, como em uma ficção no qual as sáficas vencem o patriarcado branco cisgênero criminoso e opressor). </span><span style="font-weight: 400;">Ainda que se perca em voltas narrativas desnecessárias e demore para chegar ao cerne da questão, enrolando para dar start ao que é a premissa, verdadeiramente, a alucinação que é este longa-metragem faz com que a sessão valha a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe algo dentro do cinema, principalmente hollywoodiano, que é a necessidade de acúmulo de capital simbólico para que se possa nadar no oceano do fantástico. Sobretudo quando o assunto são diretoras mulheres. </span><span style="font-weight: 400;">Quem seria Rose Glass (</span><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;">) para poder arriscar assim, não é mesmo? O fato é que a cineasta é habilidosa e consegue transmitir com sua construção imagética, o que criou em seu roteiro, ao lado de Weronika Tofilska (<em>Bebê Rena</em>).</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18095" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png" alt="Love Lies Bleeding" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito de emocional/sentimental presente nos close-ups, banhados de “sangue” – a.k.a, gelatina vermelha –, de sombras e luzes, de cores vibrantes. </span><span style="font-weight: 400;">A sua câmera é majoritariamente parada. É no jogo de enquadramentos, que Glass saboreia a investigação – e o surto – de suas personagens. Todavia, apesar de toda esta adrenalina de suor de musculação e sexo, de assassinatos, mistério e fugas, <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> falha em manter a sua vibração, proposta por sua própria estética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A progressão dos acontecimentos é grande, mas o desenvolvimento, as justificativas e resoluções não seguem o mesmo rumo de grandiosidade. A ultrapassagem do cotidiano, que deveria ser usada para manter a elaboração de camadas da trama e suas personagens, parecem se esgarçar e ser utilizada para um chiste tolo. </span><span style="font-weight: 400;">As intenções das personagens se afrouxam e a condução do que vinha sendo construído vai se esmaecendo, deixando o terceiro ato mais fraco que o restante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saídas mágicas passam a ser convocadas, motivações esquecidas e a criatividade parece ter se esgotado nas roteiristas, enquanto as mesmas foram avançando na escrita. </span><span style="font-weight: 400;">O fôlego se esgota, porém o encerramento da sessão, com a sequência do embate entre Lou e seu pai, Lou Sr. – Ed Harris em um dos seus melhores trabalhos, senão o melhor de sua carreira – acabam deixando uma boa impressão sobre a produção, ao final da exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto porque a montagem e a direção pedem pela atenção extrema do público, que no jogo de plano/contraplano de Kristen e Ed, perde o ar, esperando a resolução de um conflito aparentemente impossível de ser solucionado. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, entre as metáforas cartunescas, os relacionamentos sáficos emocionados, a bandidagem mafiosa febril, vil e sangrenta, a plateia tem contato com uma história criativa e quase coesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda há o plus, que é a musicalidade do pop e do pop/rock dos anos 1980 (com pitadas de outras décadas, claro, para evocar ainda mais a nostalgia dos tempos menos efêmero da música &#8211; mas essa é outra discussão, não é? São por estas razões que <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> prende a atenção, gera empatia na plateia (pelo menos naquelas mais receptiva aos absurdos da ficção) e entrega um título preenchido de certa bravura, que tem faltado no cinema (higiênico/corretinho/insosso) destes últimos tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rose Glass</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Katy O&#8217;Brian, Ed Harris</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BF_J3-DmiS0?si=_TMjGUVYvwumsvga" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Crimes do Futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2022 22:07:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com pouca margem de dúvida, Crimes do Futuro é um dos trabalhos mais consistentes de David Cronenberg nas últimas décadas. O filme anuncia o retorno do realizador ao que se denomina como body horror da melhor forma possível. Interseccionando gêneros, o horror, o sci-fi e o noir, Crimes do Futuro é um longa que fala sobre tantas coisas que renderia páginas e mais páginas de análise tamanha a abrangência da obra: dor e sua relação com a criação artística, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com pouca margem de dúvida, <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong> é um dos trabalhos mais consistentes de David Cronenberg nas últimas décadas. O filme anuncia o retorno do realizador ao que se denomina como body horror da melhor forma possível. Interseccionando gêneros, o horror, o sci-fi e o noir, <em><strong>Crimes do Futuro</strong></em> é um longa que fala sobre tantas coisas que renderia páginas e mais páginas de análise tamanha a abrangência da obra: dor e sua relação com a criação artística, a atração sexual pela aparência e pela interioridade, a forma como desafiamos os limites da natureza e dos nossos corpos por caprichos ou por assimilações de hábitos capitalistas etc.</p>
<p>O trabalho de fôlego de Cronenberg tem início quando nos apresenta um menino cujo comportamento preocupa a mãe. Instintivamente, ele procura objetos de plástico para se alimentar. Logo em seguida, em um outro espectro dessa mesma narrativa, somos apresentados a Saul Tenser (Viggo Mortensen) e Caprice (Léa Seydoux). A dupla de artistas performáticos é reconhecida por suas apresentações em mesas cirúrgicas, na qual Caprice narra e conduz em tom dramático a invasão ao corpo debilitado de Saul com objetos perfurantes.</p>
<p><em><strong>Crimes do Futuro</strong></em> está longe de ser um exercício vazio de gênero. É um longa que não usa expedientes de marcas do body horror ou do noir para o puro deleite dos entendidos cinéfilos. Nada é aleatório ou narcisista na imersão acertada do diretor pelos traços narrativos e estilísticos da tradição desses tipos específicos de história, o que só comprova a extrema habilidade do realizador de manipulá-las a propósitos definidos desde o princípio. <em>Crimes do Futuro</em> não é um exercício de vaidade, mas um projeto cinematográfico definido e defendido com inteligência e repertório por Cronenberg.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15767" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a.jpg" alt="Crimes do Futuro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor cria de forma orgânica um universo com regras de conduta e linguagem próprias. Nada em <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong> parece lembrar os protocolos da realidade que vivemos. Ao mesmo tempo, o filme aponta de maneira reiterada e crítica seus olhares para o que nós, do lado de cá da tela, estamos fazendo com a nossa experiência na Terra, sobretudo a forma como agredimos e transmutamos nossos corpos ao bel-prazer das necessidades de consumo e dos nossos caprichos, por quaisquer vias (arte, sexo, alimentação). Trata-se de um dos temas mais palpitantes da obra.</p>
<p>Os olhares das personagens de Viggo Mortensen e Léa Seydoux, ao mesmo tempo sensíveis por uma pretensa exterioridade, mas no fundo parte dessa engrenagem maluca exposta pelo diretor, são fundamentais para o desenrolar do discurso do filme sobre seus temas. Mortensen e Seydoux são os protagonistas ideais dessa história. Kristen Stewart também tem seus momentos como a burocrata deslumbrada pelo trabalho da dupla, assim como Scott Speedman que surpreende como um líder revolucionário. No entanto, fica evidente que o protagonismo dessa obra é de Cronenberg e sua capacidade de criar uma realidade tão peculiar e fascinante, distante e bizarramente próxima quanto aquela que é construída pelo filme.</p>
<p>A potência criativa alegórica de David Cronenberg tem uma das suas melhores formas em <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong>, um filme que o tempo inteiro aproxima o grotesco e o horror da beleza, o prazer da dor, a destruição da criação. Cronenberg faz uma síntese poderosa da maneira limítrofe com a qual o ser humano conduz sua vida na Terra, a capacidade de se destruir por impulsos fúteis (mercantilistas, de prazer efêmero) e de contornar os problemas criados com isso através da criação artística e científica, se aproximando de um divino, que, por sua vez, também se impõe ao humano. Com o filme, o cineasta destaca como nossa experiência humana tem sido até aqui: destrutiva e caótica, mas, surpreendentemente, bela e dispersa na oferta de prazeres. É de um refinamento criativo intelectual e de uma disposição para a provocação cada vez mais rara de se ver com tamanha criatividade nas telas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Cronenberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Viggo Mortensen, Léa Seydoux, Kristen Stewart, Scott Speedman, Welket Bungué, Don McKellar, Tanaya Beatty, Nadia Litz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GMhe5So5KYA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Spencer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 18:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Spencer chega aos cinemas como mais uma produção contando a história da Princesa Diana, figura tão explorada no entretenimento e cuja trajetória inspira tantas criações cinematográficas. Neste longa, o foco é 100% na protagonista, que passeia praticamente sozinha pelo roteiro, com poucas participações de outros personagens, que não chegam nem a ser inseridos na percepção de coadjuvantes. Como o próprio nome do longa já sugere (Spencer era o sobrenome de solteira de Diana), a sua narrativa é muito mais importante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Spencer</strong> </em>chega aos cinemas como mais uma produção contando a história da Princesa Diana, figura tão explorada no entretenimento e cuja trajetória inspira tantas criações cinematográficas. Neste longa, o foco é 100% na protagonista, que passeia praticamente sozinha pelo roteiro, com poucas participações de outros personagens, que não chegam nem a ser inseridos na percepção de coadjuvantes. Como o próprio nome do longa já sugere (Spencer era o sobrenome de solteira de Diana), a sua narrativa é muito mais importante do que qualquer outro viés.</p>
<p>Com os filhos já maiores, o filme se inicia no que seria um Natal muito conturbado na família real, que tinha dificuldades com a presença e o temperamento de Lady Di. Depressiva e sufocada pela práticas e regras dos Windsor, Diana procrastina sua chegada ao local, prevendo toda a afetação emocional que virá a ter. Ela anseia pela presença dos filhos, mas sabe que isso não será envolto na naturalidade do convívio e que ela terá que ter limites na convivência.</p>
<p>Logo de cara lidamos com uma grande problemática que afeta o seu emocional. A tradição de pesagem antes do feriado de Natal, em que eles anotam o peso da pessoa e ela tem que engordar 1,5kg no retorno, para mostrar que ficou feliz com as refeições. Diana era conhecidamente bulímica e a tradição era destruidora para ela. A medida que o roteiro avança, vemos o quanto a protagonista vai sendo engolida por suas emoções entaladas, pela tentativa de revolta e pelo grito que ninguém ouve. É curioso ver como o enredo mostra que ela é tocada apenas pelos filhos e pela camareira de confiança. Como se ela fosse nociva aos demais.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15201" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer.jpg" alt="Spencer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tendo um certo cuidado de sempre afirmar que a família não é de toda ruim, a narrativa vai afundando o psicológico de Diana, que começa a ter delírios, visagens e pequenos surtos. É algo arriscado a se fazer, já que a figura de Lady Di sempre foi muito bem-quista pelo público e ainda é até hoje. No entanto, o diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>) consegue ficar exatamente em cima do limite, sem nunca ultrapassá-lo.</p>
<p>Chegamos aqui no ponto em que é importante ressaltar o empenho e dedicação de Kristen Stewart (<em>Para Sempre Alice</em>) para a personagem. Ela estudou todos os trejeitos conhecidos de Diana, sua forma de andar, se portar, falar. Além disso, ela se despe de todo aquele perfil que, por vezes, vemos em outros filmes e se mostra uma atriz de real qualidade ao aprofundar o terror psicológico a que a protagonista é submetida. Não é à toa que ela vem sendo cogitada para concorrer ao Oscar de Melhor Atriz deste ano, o que considero muito adequado. Até porque, conforme falei anteriormente, o filme é praticamente apenas Stewart, o tempo inteiro. E não é qualquer atriz que consegue sustentar um longa desta forma.</p>
<p><em><strong>Spencer </strong></em>é um filme profundo e que traz uma outra percepção emocional da história da famosa Princesa Diana. Com seu ritmo mais lento, ele vai envolvendo o espectador numa trama dolorosa e psicológica que nos faz refletir sobre o quanto a fama e o poder podem ser nocivos para uma pessoa e que não necessariamente colocamos isso no lugar de devida importância. Um filme ótimo com uma atuação excelente!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Timothy Spall, Jack Nielen, Freddie Spry, Jack Farthing, Sean Harris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yS1oP3VaXQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Alguém Avisa?</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 19:36:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nova comédia romântica natalina do Hulu, Alguém Avisa? é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (Eu, Tonya) e Lesley Barber (Manchester à Beira-Mar), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nova comédia romântica natalina do Hulu, <strong><em>Alguém Avisa?</em></strong> é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (<em>Eu, Tonya</em>) e Lesley Barber (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-manchester-a-beira-mar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Manchester à Beira-Mar</em></a>), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão incisivamente, ao ponto de parecer algo forçado para criar clima, apenas.</p>
<p>Outro fator que contribui para a sensação de festas de final de ano é a direção de arte. As cores e objetos costumeiros estão ali, porém há um cuidado em suavizar estes elementos, a fim de não tirar o foco do que está sendo contado. Um exemplo é a cena na qual a protagonista, Abby (Kristen Stewart, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), conversa com o melhor amigo John (Daniel Levy), em um café. Pequenos toques de verde, azul, amarelo e dourado se fazem presentes, mas o que importa é o diálogo entre a dupla. De toda forma, estes detalhes são o que engrandecem a obra.</p>
<p>Dentro de toda essa construção, de instalação de atmosfera, há um equilíbrio. O longa fala justamente da quebra da manutenção de certo tradicionalismo hipócrita da sociedade, que faz com que pessoas tenham receio de se desconstruir e de lutar contra o status quo, demorando para que revelem quem são de verdade. Logo, o que fica aqui impresso é certa dualidade de um mundo que artificial e decorado, com o que habita os sentimentos das personagens.</p>
<p>Nesta lógica, há uma progressão narrativa em <strong><em>Alguém Avisa? </em></strong>onde o passado e o presente se encontram e decisões precisam ser tomadas. Abby tem uma namorada, a Harper (Mackenzie Davis, <em>Tully</em>), que não saiu do armário para a família. O casal vai passar o Natal com os pais, irmãs e sobrinhos de Harper. Neste contexto, Abby se sente sufocada com este segredo e começa a desconhecer sua companheira. Naquele local, Harper parece ser outra. É a partir disso, que surge Riley (Aubrey Plaza, <em>Tirando o Atraso</em>), ex de Harper. O público, então, passa a acompanhar o afastamento entre Abby e Harper e a aproximação entre Riley e Abby.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13580" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Alguém Avisa?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A química entre Stewart e Plaza é forte, o que contribui para a <em>shippagem</em> das duas. As sequências crescem bastante quando elas estão juntas. As interpretações, que, no geral, são positivas, têm uma qualidade ainda mais superior quando as atrizes contracenam. Os olhares, gestos e movimentações são rica, porque imprimem cada identificação e desconforto que acaba surgindo entre Abby e Riley. Apesar da dinâmica forte delas, o desfecho acaba se encaixando bem na proposta do filme. Mesmo que a escolha mais ousada fosse outra, explorar as dificuldades e processos de se assumir para os parentes acaba sendo mais importante e forte.</p>
<p>Estas tensões são fomentadas pela direção de Clea Duvall (<em>A Intervenção</em>), que não traz nada de inventivo, contudo, consegue um resultado eficaz, principalmente em termos de decupagem. A proximidade com as personagens e as suas emoções vêm muito das escolhas de plano e enquadramento de Duvall. Isto cresce mais ainda com a inserção de alguns cortes secos, que aumentam tanto os momentos cômicos, quanto os de suspensão.</p>
<p>Apesar de<strong> <em>Alguém Avisa?</em></strong> reunir bastante pontos positivos, o texto peca, em alguns momentos, por se expositivo. Quando quem assiste é subestimado a complexidade da trama é subtraída. A reiteração, se não aparece para causar algum efeito específico, tende a interromper a lógica de velocidade estabelecida, interferindo diretamente no ritmo como um todo. No entanto, este fator não compromete a produção, que vale a pena ser conferida não apenas pela sua doçura no trato das relações humanas, mas também pelo seu cuidado em evocar a técnica como fomento e diálogo direto com a história trazida na tela.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clea Duvall</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kristen Stewart, Mackenzie Davis, Aubrey Plaza, Mary Steenburgen, Alison Brie, Dan Levy, Victor Garber, Jake McDorman, Clea Duvall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BN9vUWwtZOk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/">Crítica: Alguém Avisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 23:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Mackie]]></category>
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		<category><![CDATA[Colm Meaney]]></category>
		<category><![CDATA[Jack O'Connell]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Qualley]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Root]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trama de Seberg contra Todos é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na nouvelle vague por Acossado, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de Una, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A trama de <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na <em>nouvelle</em> vague por <em>Acossado</em>, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de <em>Una</em>, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as ações do Partido dos Pantera Negra, apoia financeiramente algumas obras sociais do grupo, se envolve afetivamente com um dos seus líderes e passa a ser alvo de toda uma campanha de difamação do FBI de J. Edgar Hoover.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> quer mostrar os danos que as ações persecutórias do FBI legaram a Seberg, contribuindo com sua morte precoce aos 40 anos. Em virtude da sua passagem pelos EUA, Seberg adquiriu uma série de problemas de ordem psicológica que a levaram ao aborto e a ter graves crises pessoais. A atriz, como retrata o próprio longa, foi uma vítima desse sistema, claro, mas há um grupo cuja história é incomodamente abafada em prol desse fascínio do longa pela celebridade biografada e sua trágica trajetória.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong> </em>mostra como o envolvimento de Jean com os Pantera Negra foi, inicialmente, uma espécie de capricho e não deixa de frisar a todo instante que a atriz apoia uma causa por um capricho que instintiva e ingenuamente põe em prática por rebeldia. Seberg tinha traumas de Hollywood, a considerava frívola e nunca se sentiu muito bem no papel de estrela de cinema no qual insistentemente tentavam enquadrá-la, mesmo depois das suas escolhas profissionais, todas na contramão do ideal hollywoodiano. Nesse sentido, Seberg assume como sua uma causa que não lhe é própria e acaba sendo alvo do FBI. Hoover e companhia a usam para atingir o movimento dos Pantera Negra, mas no fim das contas a vítima do filme acaba sendo única e exclusivamente a atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13164" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Seberg Contra Todos, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo que frise o tempo inteiro que as ações do FBI têm consequências para além da esfera pessoal da estrela de cinema biografada no drama, no fim das contas <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> se esquece de um contexto macro e absorve as lógicas dos tabloides que durante boa parte da trama critica. Ao fim, os Pantera Negra são deixados de lado e o trágico conto de Seberg assume o protagonismo com toda sorte de trivia desse tipo de material que acaba impressionando o público dada a singularidade da história da atriz. Até um agente do FBI cheio de remorso está presente na história para frisar o drama de Seberg.</p>
<p>As intenções da obra são boas, mas há um efeito colateral incomodo pelo apagamento de outros personagens, que ficam à sombra da protagonista. O desempenho de Kristen Stewart é bom, não tão bom quanto trabalhos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/"><em>Acima das Nuvens</em></a> ou <em>Na Estrada</em>, a atriz se empenha nas nuances da personagem ainda que o roteiro a sabote inúmeras vezes com construções vagas e romantizadas sobre Jean Seberg, algo que não contribui em momento algum para destacar as contradições de suas ações. É um longa cheio de ruídos no tratamento da sua história, do seu contexto e dos personagens de uma maneira geral.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Benedict Andrews<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Jack O&#8217;Connell, Anthony Mackie, Yvan Attal, Vince Vaughn, Margaret Qualley, Colm Meaney, Stephen Root</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mUUsDIwu3hU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ameaça Profunda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 03:07:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Ameaça Profunda]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Longas de suspense que exploram o desconhecido como artifício para criar a tensão no espectador. Essa não é a premissa mais inovadora do cinema, é bem verdade. Mas como eu costumo sempre dizer: não é necessário uma história ser exatamente inovadora para que possa funcionar. A construção de um filme vai muito além da originalidade. No caso de Ameaça Profunda, o excesso de faltas é que deprime a experiência do longa. O filme já começa confuso e sem tempo para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Longas de suspense que exploram o desconhecido como artifício para criar a tensão no espectador. Essa não é a premissa mais inovadora do cinema, é bem verdade. Mas como eu costumo sempre dizer: não é necessário uma história ser exatamente inovadora para que possa funcionar. A construção de um filme vai muito além da originalidade. No caso de <em><strong>Ameaça Profunda</strong></em>, o excesso de faltas é que deprime a experiência do longa.</p>
<p>O filme já começa confuso e sem tempo para que o espectador se ambiente com a história. Depois de uma breve cena de reflexão de Kristen Stewart (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), a primeira explosão na plataforma submarina acontece, dando início a tensão que se prolonga até o fim. O roteiro se exime de apresentar os personagens, explicar um pouco mais do conceito da trama ou explorar geograficamente o local onde eles estão confinados. Partimos para a ação sem qualquer suporte ou apego emocional com a história.</p>
<p>Trata-se de uma plataforma situada em uma fossa abissal de mais de 10 quilômetros de profundidade, que tem o objetivo de explorar o fundo do oceano. Por si só, isso é suspense o suficiente. No entanto, o roteiro explora muito mal o seu melhor elemento. Como um compilado de várias narrativas, <em><strong>Ameaça Profunda</strong> </em>mescla o medo do desconhecido, a escuridão, animais bizarros, a falta de ar e o confinamento. A falta de foco é o que prejudica a trama como um todo. Ao invés de eleger uma tensão principal e deixar as demais como acessório, o filme fica flutuando entre todas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12170" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ameaça Profunda" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/2224085.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No quesito elenco, é como se todos estivessem sem ânimo para o longa. A própria Stewart parece ter regredido para a época em que era monótona em suas expressões, sem apresentar profundidade à personagem (o roteiro também a prejudicou neste sentido). O mesmo vale para Vincent Cassel (<em>Crimes Ocultos</em>), que é quase esquecido a maior parte do tempo e quando surge em cena, é apenas para compor o cenário.</p>
<p>O grande problema de <em><strong>Ameaça Profunda</strong></em> é que a história simplesmente não evolui. O mesmo empecilho se repete diversas vezes, fazendo o espectador se questionar se todo aquele esforço vale a pena. Quando finalmente somos apresentados aos reais vilões da história, o cansaço já tomou conta. Bichos assustadores que moram no fundo do mar, mas com características humanoides demais.</p>
<p>O longa caminha para um final esperado, sem surpresas e sem atrativos. Com apenas 90 minutos de duração, mais parece que o espectador acompanhou um longa imenso e cansativo. O diretor William Eubank (<em>O Sinal &#8211; Frequência do Medo</em>) soa muito preguiçoso ao preferir explorar o simples suspense da claustrofobia, do que focar nos animais aterrorizantes das fossas abissais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> William Eubank<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Vincent Cassel, T.J.Miller, John Gallagher Jr., Jessica Henwick, Mamoudou Athie, Gunner Wright</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/R4x5RO2gDBo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Panteras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 21:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[As Panteras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na época em que o girl power ainda nem tinha esse nome, As Panteras já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na época em que o <em>girl power</em> ainda nem tinha esse nome, <em>As Panteras</em> já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu.</p>
<p>Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa fórmula para a história das <em>Charlie&#8217;s Angels</em>, que funcionava muito bem como entretenimento. No caso deste longa atual, talvez o calcanhar de Aquiles seja exatamente este: não se deixar levar pelo excesso que a trama pede.</p>
<p>Na pele do trio principal, temos Kristen Stewart (<em>Para Sempre Alice</em>), Naomi Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>) e a novata Ella Balinska. As três têm uma ótima harmonia em cena, com as características específicas de cada personagem. Kristen está excelente no papel de Sabina, misturando sarcasmo com divertimento nato. Ela não leva aquela situação tão a sério e procura se divertir no meio das lutas. Já Ella é uma grata surpresa, com toda a naturalidade de quem já está acostumada com a câmera. Naomi nos oferece grandes momentos da personagem, mostrando um crescimento gradativo na qualidade de atriz.</p>
<p>A medida que a história evolui e vamos nos envolvendo cada vez mais com as personagens, a trama vai ficando um pouco mais densa. As cenas de luta são muito bem orquestradas e nos oferecem um ótimo entretenimento. Os personagens são bons, a história é atraente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="As Panteras" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O problema de <strong><em>As Panteras</em></strong> é que a sensação que temos é de que ele está constantemente no freio. As piadas poderiam ser mais debochadas, as personagens mais incisivas, as lutas mais frenéticas. Ele é lapidado demais para um filme que se propõe, desde o início, a ter uma lente mais escrachada. O que é uma grande surpresa, principalmente por ter sido dirigido por Elizabeth Banks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogos-vorazes-a-esperanca-o-final/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jogos Vorazes</em></a>). Ela que é a rainha do sarcasmo, parece ter se polido demais neste projeto.</p>
<p>O vilão também demora a se mostrar. Como é característica das tramas das Angels, ficamos sempre na dúvida sobre quem será aquele que vai trair a união e se voltar contra as mocinhas. No entanto, no meio do caminho, personagens são esquecido ou subaproveitados, como é o caso de Brok (Sam Claflin, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>). O mais engraçado neste quesito acaba sendo Noah Centineo (<em>Para Todos os Garotos que Já Amei</em>), que surge apenas para ser atraente. Funcionou bem, por sinal.</p>
<p>Tudo isso acaba sendo uma sátira às questões do masculino e feminino. O filme tem o cuidado de tratar expositivamente sobre o poder da mulher, o fato de ela poder ocupar qualquer espaço. Isso fica bem claro desde a primeira cena, com um discurso direcionado para o tema, e coroa com o recorte final.</p>
<p><em><strong>As Panteras</strong></em> é um bom divertimento, mas que perde muito potencial por não se permitir ir além. Ótimo elenco, história interessante, que são prejudicados por diálogos expositivos demais e uma clara falta de ápice ao final. Nas cenas pós-crédito, temos homenagens às personagens anteriores, que vale a pena conferir. Ainda mais depois que o filme acaba tão repentinamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Elizabeth Banks<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Elizabeth Banks, Noah Centineo, Sam Claflin, Patrick Stewart, Djimon Hounson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fQS-Q4_qNSw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Café Society</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2016 19:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Blake Lively]]></category>
		<category><![CDATA[Café Society]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Eisenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Café Society é um filme sobre a melancólica lembrança daquilo que não foi vivido, mas também uma história sobre o fim da inocência e sobre o amadurecimento através da desilusão. O protagonista do mais recente filme do cineasta Woody Allen a chegar aos cinemas é Bobby, papel de Jesse Eisenberg, um rapaz que chega a Los Angeles cheio de sonhos e imaginando que um dia possa vir a trabalhar em Hollywood, sobretudo por ter parentesco com um conhecido produtor de cinema, Phil Stern, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Café Society </i>é um filme sobre a melancólica lembrança daquilo que não foi vivido, mas também uma história sobre o fim da inocência e sobre o amadurecimento através da desilusão. O protagonista do mais recente filme do cineasta Woody Allen a chegar aos cinemas é Bobby, papel de Jesse Eisenberg, um rapaz que chega a Los Angeles cheio de sonhos e imaginando que um dia possa vir a trabalhar em Hollywood, sobretudo por ter parentesco com um conhecido produtor de cinema, Phil Stern, interpretado por Steve Carell. Bobby se apaixona pela secretária Vonnie, vivida por Kristen Stewart, mas o ingênuo rapaz é sabotado pelo jogo social que comanda a alta sociedade local e que faz desmoronar rapidamente o seu castelo repleto de idealizações pessoais e profissionais.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como um bom exemplar da carreira de Woody Allen, <i>Café Society </i>traz em si o olhar clínico e cético do cineasta para as instituições, pessoas e relacionamentos. Como <i>Café Society </i>trata justamente da perda da ingenuidade do personagem de Jesse Eisenberg, ou seja, de como ele passa a perceber nas pessoas o oportunismo e a superficialidade que estavam ofuscados pelo sonho hollywoodiano, o filme acaba sendo um prato cheio para o realizador.  O longa também traz um certo esnobismo do cineasta para personagens que não compartilham a mesma bagagem intelectual que a sua ou mesmo para com os seus pares, o que é algo que, particularmente, incomoda no trabalho do realizador, já que por trás disso não existe apenas uma crítica, mas um desdém do cineasta com certas figuras mesmo. Há interessantes desempenhos de Jesse Eisenberg, que faz a lição de casa ao dar vida a um alter ego do próprio Allen, e Corey Stoll, que, assim como fizera em <i>Meia-Noite em Paris</i>, rouba a cena como o criminoso Ben Dorfman. Contudo, o destaque vai para Kristen Stewart, absolutamente magnética como Vonnie, modulando bem a insegurança da &#8220;mocinha&#8221; do filme e tornando-a mais do que uma simples musa alleniana.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6627" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Cafe-Society-kristen-stewart-woody-allen-ksbr11-0.jpg" alt="Cafe-Society-kristen-stewart-woody-allen-ksbr11-0" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Café Society</i>, há uma reverência clara do diretor e roteirista Woody Allen ao clássico <i>Casablanca</i>, que tem como um dos seus mais importantes temas o fantasma do amor não vivido pelos personagens de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. No filme de Allen, Eisenberg vive uma versão do icônico Rick Blaine e torna-se gerente de um importante café de Nova York frequentado pela alta sociedade americana. Através de Vonnie, Stewart vive uma Isla Lund, claro que envolta de outras circunstâncias, mas que retorna para a vida do protagonista e reacende toda uma memória do que fora vivido por ambos em Los Angeles, quando o personagem de Eisenberg  fora intoxicado pela paixão. Assim como <i>Casablanca </i>(apesar de não ser tão forte quanto o clássico de 1942), <i>Café Society </i>traz essa história de amor que não se realiza, mas que fica no âmbito das conjecturas, das memórias e dos  arrependimentos dos seus protagonistas. É um filme que encontra sua beleza dentro da melancolia que existe por trás dessa ideia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/e1ThJ2Y09xs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Estreias da semana: 08 a 14 de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 12:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Acima das Nuvens]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Binoche]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Leviatã]]></category>
		<category><![CDATA[Loucas pra Casar]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Assayas]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Tatá Werneck]]></category>
		<category><![CDATA[Whiplash - Em Busca da Perfeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional Loucas pra Casar, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama Acima das Nuvens, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de Leviatã, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo: Loucas pra Casar Dir.: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional <strong><em>Loucas pra</em> Casar</strong>, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama <strong><em>Acima das Nuvens</em></strong>, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas <strong><em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição</em></strong>, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de <strong><em>Leviatã</em></strong>, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2581 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg" alt="filme1689_f2" width="595" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Loucas pra Casar</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Roberto Santucci</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Ingrid Guimarães, Tatá Werneck, Suzana Pires</p>
<p>Depois de namorar por três anos o seu chefe, Malu (Guimarães) se dá conta que jamais conseguirá casar com ele. Ela passa a desconfiar que exista outra mulher na sua vida e descobre que ele mantém uma relação com Lúcia (Pires), uma dançarina de boate, e Maria (Werneck), uma fanática religiosa, ao mesmo tempo. O diretor da comédia é Roberto Santucci, o mesmo responsável por <em>Até que a sorte nos separe </em>e <em>O Candidato Honesto.</em></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/zLE0xOr6urU?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2560 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria-620x338.jpg" alt="SIls-Maria" width="620" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Acima das Nuvens</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Olivier Assayas</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Juliette Binoche, Kristen Stewart, Chloe Grace Moretz</p>
<p>Maria Enders (Binoche) é uma atriz de sucesso internacional que, após receber a notícia do falecimento do dramaturgo que ajudou sua carreira no teatro e no cinema, resolve aceitar o convite para participar de uma nova montagem da peça que a revelou. Enders viaja com sua assistente Valentine (Stewart) até os Alpes para buscar inspiração na composição da sua personagem e acaba se deparando com inseguranças sobre a passagem do tempo ao começar a ter contato com sua nova parceira de cena, a problemática jovem estrela JoAnn (Moretz). O filme encerrou a última edição do Festival de Cannes, a crítica já pode ser lida <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/">aqui no site</a>.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/8OOXg4jJGak?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2582 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash-620x349.jpg" alt="Whiplash-5547.cr2" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Whiplash &#8211; Em busca da Perfeição (ESTREIA EM ALGUMAS CIDADES)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Damien Chazelle</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser</p>
<p>Andrew (Teller) é um jovem baterista que pelo seu talento chama a atenção de um experiente músico de jazz (J.K. Simmons), um homem pode colocá-lo na orquestra da maior escola de música dos EUA, a Shaffer. Contudo, até conseguir alcançar o seu sonho, Andrew terá que lidar com o comportamento instável do seu novo mestre, uma relação obsessiva que passa a afetar a vida do rapaz em diversos níveis. <em>Whiplash </em>foi um dos destaques do último Festival de Sundance e promete ser um dos títulos do próximo Oscar. O ator J.K. Simmons é o favorito, até o momento, ao prêmio de melhor ator coadjuvante.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/BjyCGE32Xdo?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2583 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg" alt="O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598" width="597" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leviatã (PRÉ-ESTREIAS)<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Andrey Zvyagintsev</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Aleksey Serebryakov, Elena Lyadova, Roman Mayanov</p>
<p>Em uma cidade da Rússia, um pai de família resolve enfrentar o prefeito corrupto do local que resolve demolir a sua casa. Ele chama um amigo para ajudá-lo na missão, porém esse apoio acaba lhe custando ainda mais caro. O filme foi um dos destaques da última seleção do Festival de Cannes.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/tqyL0h4AYQw?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Acima das Nuvens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2015 22:24:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Acima das Nuvens]]></category>
		<category><![CDATA[Chloe Grace Moretz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Binoche]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Assayas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Acima das Nuvens, novo filme de Olivier Assayas, é um longa que possui no seu elenco Juliette Binoche, atriz francesa que circula pelas cinematografias de diversos países, alternando entre o drama autoral de um diretor iraniano (Cópia Fiel) ao romance épico vencedor do Oscar de melhor filme (O Paciente Inglês), e Kristen Stewart, jovem estrela de Hollywood que alcançou o ponto mais alto da sua carreira na saga Crepúsculo, mas que também viveu o ônus dessa confusão que comumente é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_2560" aria-describedby="caption-attachment-2560" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2560 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria-620x338.jpg" alt="SIls-Maria" width="620" height="338" /></a><figcaption id="caption-attachment-2560" class="wp-caption-text">Retiro: Atriz interpretada por Juliette Binoche isola-se com sua assistente, vivida por Kristen Stewart, antes de encarnar a sua nova personagem.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Acima das Nuvens</em>, novo filme de Olivier Assayas, é um longa que possui no seu elenco Juliette Binoche, atriz francesa que circula pelas cinematografias de diversos países, alternando entre o drama autoral de um diretor iraniano (<em>Cópia Fiel</em>) ao romance épico vencedor do Oscar de melhor filme (<em>O Paciente Inglês</em>), e Kristen Stewart, jovem estrela de Hollywood que alcançou o ponto mais alto da sua carreira na saga <em>Crepúsculo,</em> mas que também viveu o ônus dessa confusão que comumente é feita entre o mundo das artes e da espetacularização da vida alheia ao ter sua vida devassada pelos tablóides. De uma certa, a trajetória das protagonistas fora das telas dialoga com a de suas personagens no filme de Assayas, que, por sua vez, possuem conexões com as personagens que eventualmente interpretam na peça fictícia &#8220;Maloja Snake&#8221;. Dessa forma, <em>Acima das Nuvens </em>parece aquelas <em>matrioshkas </em>(bonecas russas que quando abertas escondem réplicas ainda menores de si mesmas), revelando ao espectador o intercâmbio de papeis que se instaura sempre que diferentes gerações se relacionam.</p>
<p>No filme, Juliette Binoche vive Maria Enders, uma atriz francesa prestigiada internacionalmente  surpreendida com a morte do escritor responsável pelo seu grande sucesso no teatro e, posteriormente, no cinema, o texto &#8220;Maloja Snake&#8221;, um drama sobre a conturbada relação entre uma atriz de meia idade e sua jovem e bela assistente. Ainda abalada com a notícia, Enders aceita protagonizar uma nova montagem teatral do texto, só que dessa vez interpretando Helena, a atriz veterana. Durante a preparação para a peça, Maria isola-se com sua assistente Valentine, personagem de Kristen Stewart, na casa do escritor de &#8220;Maloja Snake&#8221; e, entre um ensaio e outro, a atriz começa a refletir sobre a passagem do tempo.</p>
<p><figure id="attachment_2561" aria-describedby="caption-attachment-2561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Clouds-of-Sils-Maria-still-3.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-2561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Clouds-of-Sils-Maria-still-3-620x338.jpeg" alt="Clouds-of-Sils-Maria-still-3" width="620" height="338" /></a><figcaption id="caption-attachment-2561" class="wp-caption-text">A passagem do tempo: Longa trata da maneira como vemos as mesmas coisas em diferentes momentos das nossas vidas.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em linhas gerais, <em>Acima das Nuvens </em>trata do fascínio e da repulsa que temos a tudo o que é novo ou a tudo o que é velho e como podemos assumir diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto quando estamos na maturidade. Dividindo a história em três atos, Assayas dirige de maneira elegante o seu filme e consegue lidar com as múltiplas camadas e interconexões que ele inevitavelmente acaba proporcionando, afinal, além da relação com a própria trajetória das atrizes em questão fora das telas, as personagens de Binoche e Stewart representam na ficção as mesmas funções de Helena e Sigrid, protagonistas da peça em questão. Há quedas de ritmo consideráveis na transição do segundo para o terceiro ato, contudo, o diretor consegue manter sua narrativa desafiadora aos olhos e mentes do espectador, o que é sempre um ponto positivo.</p>
<p>Juliette Binoche e Kristen Stewart se complementam em cena, ponto fundamental para a execução acertada das intenções do roteiro. Binoche consegue construir, como de praxe, todos os conflitos da sua personagem, tudo muito delicado e sem as habituais afetações hollywoodianas que algumas atrizes de sua geração (e mais novas) costumam cair. Já Kristen Stewart surpreende os mais céticos ao rivalizar sem maiores problemas e impor o seu ritmo e as argumentações da sua personagem a uma atriz do porte de Binoche. Também participa do filme Chloe Grace Moretz, que interpreta a jovem atriz contratada para viver Sigrid na nova montagem. Moretz também tem seus momentos na pele da típica jovem estrela de cinema &#8220;subversiva&#8221;, algumas cenas bem divertidas, por sinal.</p>
<p><figure id="attachment_2562" aria-describedby="caption-attachment-2562" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/chloe-grace-moretz.png"><img decoding="async" class="wp-image-2562 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/chloe-grace-moretz.png" alt="chloe-grace-moretz" width="600" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-2562" class="wp-caption-text">Garota-problema: Chloe Grace Moretz vive conturbada estrela teen às voltas com o lado ruim da fama.</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lidando sem cortes muito abruptos com esse diálogo entre o que é da própria trama e o que é externo a ela, Olivier Assayas consegue fazer de <em>Acima das Nuvens </em>um filme que, se não é o mais memorável da sua carreira, ao menos mantém o padrão das suas melhores produções. Contudo, é inegável que o filme é um curioso canal para uma parceria improvável e muito bem sucedida, a de Juliette Binoche e Kristen Stewart.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/">Crítica: Acima das Nuvens</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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