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	<title>Arquivos Kathryn Newton - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kathryn Newton - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Abigail</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 13:37:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, Abigail surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia Pânico. Esses mesmos problemas de agenda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme da Radio Silence deu o que falar desde seu anúncio. Inicialmente, <strong><em>Abigail</em></strong> surgiu como um projeto misterioso, em parceria com a Universal Pictures, num processo de remontar os ‘monstros clássicos’ (lobisomem, múmia, vampiro etc) do estúdio centenário. A divulgação desse longa-metragem causou um rebuliço no universo do horror por conta dos possíveis choques de agenda da produtora e suas mentes criativas que, na época, ainda faziam parte do projeto do próximo filme da franquia <em>Pânico</em>.</p>
<p>Esses mesmos problemas de agenda fizeram com que a produtora de terror e, consequentemente, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <em>Pânico VI</em>, de 2023) abandonassem o sétimo longa do Ghostface. Em contrapartida, a reimaginação de um dos monstros mais clássicos da história do cinema (e, por tabela, do horror) foi anunciada: <strong><em>Abigail</em></strong> seria um filme sobre uma criança vampira (e bailarina).</p>
<p>Um grupo de criminosos desconhecidos (Melissa Barrera, Dan Stevens, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand e Angus Cloud) é contratado para raptar a filha de um magnata em troca de um resgate no valor de 50 milhões de dólares. Apesar do sequestro dar certo, logo o grupo percebe que não estão fazendo refém uma criança como outra qualquer. Durante a madrugada, eles começam a perceber que existe algo de errado com a operação. Quando Abigail (Alisha Weir) se solta das algemas, ela começa seu jogo de gato e rato com suas presas.</p>
<p>O longa é um retorno às características criativas da Radio Silence. A narrativa, escrita por Stephen Shields e Guy Busick (velho colaborador dos diretores), retoma o humor ácido e escrachado que a produtora precisou conter durante os filmes de <em>Pânico</em> que produziu. <strong><em>Abigail</em></strong> se aproxima mais de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a> do que dos dois <em>slashers</em>, justamente por ter como cerne da produção a mesclagem do horror com o humor.</p>
<p>Esse tom domina o longa do início ao fim e leva o espectador para lugares inusitados. O absurdo nunca é demais quando o assunto é uma vampira bailarina caçando seu jantar. Sabendo disso, Matt e Tyler aproveitam ao máximo as possibilidades cênicas e de efeito que podem criar à frente de <strong><em>Abigail</em></strong>.</p>
<p>É essa mesma atmosfera de comicidade e tensão que amarra os 109 minutos de filme. É preciso ter em mente, contudo, que essa jornada não é para todos. Há quem vá achar <strong><em>Abigail</em></strong> um grande besteirol ou, até mesmo, há quem possa querer eliminar a possibilidade de classificação do filme como um longa de horror – ainda que exista o subgênero terrir (terror + riso) que englobe esse tipo de histórias.</p>
<figure id="attachment_17969" aria-describedby="caption-attachment-17969" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-17969" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg" alt="Abigail (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Abigail-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17969" class="wp-caption-text">Alisha Weir e Kathryn Newton em cena de &#8216;Abigail&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Para aqueles, no entanto, que gostam de uma montanha-russa de emoções, como a de <em>Um Lobisomem Americano em Londres (1981)</em>, <em>Todo Mundo Quase Morto (2004)</em>,<em> Freaky – No Corpo de um Assassino (2020)</em> ou <em>Renfield (2023)</em>, <strong><em>Abigail</em></strong> é a escolha ideal para o final de semana. O projeto te deixa roendo as unhas e, logo em seguida, te faz gargalhar alto no meio da sessão. Independente do tipo de público que você se encaixe, o filme dividirá opiniões por sua abordagem não tão convencional.</p>
<p>Para além dessas questões de estrutura narrativa, a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett acerta ao orquestrar, de forma equilibrada, momentos cômicos, tensos e <em>gore</em>. Eles se mostram, mais uma vez, fãs do gênero o qual trabalham, recheando sua nova obra com referências e homenagens aos filmes que inspiraram <strong><em>Abigail</em></strong>. Tudo isso sem perder de vista a essência de seus trabalhos e, por consequência, de sua produtora. Identidade é uma palavra que define o que projeto é para a carreira dos diretores.</p>
<p>Outro elemento fundamental para o funcionamento dessa ode aos filmes de vampiro é o elenco. O <em>casting</em> não poderia ter sido melhor escolhido. Tanto o núcleo dos sequestradores, com Melissa Barrera (<em>In the Heights</em>, de 2021), Dan Stevens (<em>Godzilla e Kong: O Novo Império</em>, de 2024), Kathryn Newton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa-quantumania/"><em>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</em></a>, de 2023), William Catlett (<em>Raio Negro</em>, de 2018-2021), Kevin Durand (<em>Locke &amp; Key</em>, de 2021-2022) e Angus Cloud (<em>Euphoria</em>, de 2019-2022), como a atriz-mirim, Alisha Weir (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-matilda-o-musical/"><em>Matilda: O Musical</em></a>, de 2022), dominam <strong><em>Abigail</em></strong>, cada um em seu tempo.</p>
<p>É preciso, contudo, destacar o trabalho de Melissa, Kathryn, Kevin e Alisha. Os quatro simplesmente roubam a atenção em seus respectivos papéis. Seja pelo <em>timing</em> do humor, pela força do drama ou pela tensão palpável do terror, são seus personagens que abraçam o espectador logo de início. Inclusive, em alguns momentos de <strong><em>Abigail</em></strong>, os quatro se separam em duas duplas para entregar algumas das melhores cenas do projeto.</p>
<p>Seja no embate entre a sofrida Joey, de Melissa Barrera, e a perversa Abigail, de Alisha Weir, ou até mesmo nas desventuras e desacertos de Sammy e Peter (respectivamente, Kathryn Newton e Kevin Durand), <strong><em>Abigail</em></strong> hipnotiza o público durante a duração. E, ainda que seja veterana no cinema, é louvável o desempenho maduro e potente da atriz irlandesa de 9 anos ao dar vida à vampira bailarina.</p>
<p>O que fica é essa mistura de possibilidades que é tão a cara da Radio Silence. Assim como fez em <em>Casamento Sangrento</em>, a produtora brinca com os tropos, as características e até mesmo os limites do gênero ao produzir uma história como essa. Ainda que os <em>Pânicos</em> e o longa de 2019 sejam mais fechados em si, <strong><em>Abigail</em></strong> não deixa a desejar e sabe exatamente onde quer chegar. Por essa razão, apesar dos alívios cômicos serem constantes, quando é hora de investir no terror e no <em>gore</em>, o roteiro, a direção e o departamento de arte não medem esforços para criar cenas cada vez mais bizarras e sangrentas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Melissa Barrera, Dan Stevens, Alisha Weir, Kathryn Newton, William Catlett, Kevin Durand, Angus Cloud, Giancarlo Esposito e Matthew Goode</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/q2YY3SQjj_c?si=DbNo-fEEfQvIdOxa" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 21:03:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar. Neste terceiro filme solo do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em> é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar.</p>
<p>Neste terceiro filme solo do super-herói, Scott Lang (Paul Rudd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lida com as mudanças de sua filha, Cassie (Kathryn Newton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>), que acaba de criar uma ferramenta de comunicação com o reino quântico. O que eles não poderiam imaginar é que os sinais emitidos pelo instrumentos estavam sendo captados, o que os levaria ao reino de fato. A dupla acaba sendo sugada, juntamente com Hope van Dyne (Evangeline Lilly, <em>O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos</em>), Dr. Hank (Michael Douglas, <em>O Método Kominsky</em>) e Janet (Michelle Pfeiffer, <em>Malévola &#8211; Dona do Mal</em>).</p>
<p>Quando chegam ao reino quântico, eles se deparam com muito mais desafios do que poderiam imaginar. Janet escondeu várias informações ao longo de anos, inclusive a sua relação com Kang, O Conquistador (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), o grande vilão do momento desta nova fase da Marvel. O filme vai fluindo de maneira muito natural, nos apresentando uma equipe, uma crise e um caminho de solução. É algo genérico, claro, mas que funciona muito bem por conta da execução do que é feito. Não há nada de errado em um bom e velho feijão com arroz, contanto que você saiba executar isso de maneira eficiente.</p>
<p>E é isso que acontece aqui em <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>. O longa funciona bem como conexão de outros filmes que já estão lançados e outros tantos que ainda vão estrear. O caminho de construção da figura do vilão Kang está sendo bem razoável e o personagem tem toda a imponência necessária para infringir medo e terror nos personagens. Além disso, ele mantém o perfil que foi traçado desde o início e não apela para um lado cômico, que jamais existiria de fato.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg" alt="Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com boas cenas de ação e dosando bem a intensidade dos atos, o filme funciona razoavelmente bem. Acredito que o fato de eu não esperar nada dele me ajudou a compreender a sua simplicidade como algo assertivo. É possível que o espectador mais ansioso tenha se decepcionado em alguns pontos. Mas o filme entretém e entrega o necessário para seguirmos para o próximo capítulo. E isso é mais do que suficiente por aqui.</p>
<p>As cenas pós-crédito (são duas) revelam que o caminho de construção do vilão vai levar a um embate épico no final, o que sustenta as teorias de que possivelmente o Homem de Ferro retorne, ainda que como personagem e não na pele de Robert Downey Jr. Algo que definitivamente elevaria essa fase para outro ponto que é, no momento, inalcançável.</p>
<p>A Marvel vem de um período bem complicado em que seus filmes não são mais tão bem recebidos como antes, mas a culpa recai apenas sobre ela mesma. Na ânsia de criar produções em escala, uma atrás da outra, eles têm deixado de lado a qualidade e o cuidado com as criações. É tudo meio feito de última hora, uma sensação de que não dedicaram a energia suficiente para aquilo ser realizado. Algo como um texto entregue sem revisão. E o espectador, por mais fanático que seja, não é burro e percebe tudo isso acontecendo. Essa certeza de que terá público, independente do que seja feito, é que tem sido o lado traiçoeiro da companhia.</p>
<p>Voltando ao ponto de <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>, ele funciona direitinho e nos entrega uma boa produção. A frustração se dá quando vemos um chef de cozinha entregando um feijão com arroz simplório e ficamos tentados a pensar como seria uma produção mais audaciosa e dedicada. Ainda assim, vale conferir nos cinemas e seguir nessa saga que está entregando bem menos do que a fase anterior, mas ainda com algum potencial. Tudo depende da própria Marvel!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peyton Reed</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Jonathan Majors, Kathryn Newton, Bill Murray, Katy O&#8217;Brian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6jIz_8tokvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pokémon: Detetive Pikachu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 15:26:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre um desenrolar ou outro da trama de Pokémon: Detetive Pikachu, o espectador se deparará com algumas situações interessantes envolvendo os bichinhos japoneses com super-poderes que já renderam mangás, games, séries e longas de animação. No cotidiano da cidade, um Charmander ajudando uma humana a cozinhar, um Snorlax atrapalhando o trânsito ao cochilar no meio da rua e um Squirtle ajudando a equipe de limpeza de uma emissora de TV. O longa dirigido por Rob Letterman (o mesmo da animação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre um desenrolar ou outro da trama de <em><strong>Pokémon: Detetive Pikachu</strong></em>, o espectador se deparará com algumas situações interessantes envolvendo os bichinhos japoneses com super-poderes que já renderam mangás, games, séries e longas de animação. No cotidiano da cidade, um Charmander ajudando uma humana a cozinhar, um Snorlax atrapalhando o trânsito ao cochilar no meio da rua e um Squirtle ajudando a equipe de limpeza de uma emissora de TV. O longa dirigido por Rob Letterman (o mesmo da animação <em>Monstros vs. Alienígena</em>) torna realidade algo que surgia como um desafio para uma produção hollywoodiana com pokémons, tornar crível a presença desses seres no cotidiano urbano de seres de carne-e-osso.</p>
<p>Oscilando entre os lugares de <em>pet</em>, seres selvagens no habitat natural e criaturas que dividem com autonomia o espaço da cidade com seres humanos, em <strong><em>Pokémon:</em> <em>Detetive Pikachu</em></strong> a coexistência de homens e pokémons é uma realidade. Tanto que ao longo do filme será irresistível não ficar hipnotizado pelas aparições das criaturinhas na tela, mesmo que algumas delas fiquem em segundo plano. A trama parece pouco importar em Detetive Pikachu diante de tanta fofura e da concretização de algo que para milhares de fãs estava restrito ao universo peculiar da franquia em outras mídias. É verdade que eles têm como base um game de mesmo nome, mas há méritos da equipe do longa também. No filme, até mesmo as lutas de pokémon conseguem ser inseridas com organicidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10494" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/3393122.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sorte da produção a trama não ser o seu forte. A história de <strong><em>Pokémon: Detetive Pikachu</em></strong> segue o protocolo de um <em>blockbuster</em> contemporâneo com uma trama de mistérios pouco original, vilões que se apresentam ao espectador como personagens superficiais e um herói humano cujo drama central gera indiferença e não empatia. A impressão que fica é que Letterman e sua equipe gastou tanto tempo para tornar esse universo minimamente consistente que a trama por trás desse cenário ficou para segundo plano.</p>
<p>Assim, o que surge como um &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; da produção acaba sendo compensado pela construção de um universo, sobretudo para quem é aficionado pela franquia a ponto de saber a lista completa de todos os pokémons de todas as temporadas, incluindo seus poderes e evoluções. <strong><em>Pokémon: Detetive Pikachu</em></strong> acaba sendo uma experiência divertida para quem é minimamente letrado nesse universo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rob Letterman<br />
<strong>Elenco:</strong> Philippe Maia, Justice Smith, Kathryn Newton, Ken Watanabe, Chris Geere, Suki Waterhouse, Rita Ora, Karan Soni, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ikwHWX-ZWnc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Retorno de Ben</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 23:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Courtney B. Vance]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. O Retorno de Ben consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática. Holly (Julia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática.</p>
<p>Holly (Julia Roberts) é uma mãe dedicada que vive preocupada com o filho Ben (Lucas Hedges), um jovem doente que foi internado em uma clínica de reabilitação por conta do vício em drogas. Quando o garoto surge no Natal para passar as festas com a família, a matriarca se vê em uma situação emocionalmente complicada, lidando com os demais filhos e o marido, que não apoiam a chegada de Ben.</p>
<p>O diretor Peter Hedges (<em>A Estranha Vida de Timothy Green</em>) traça uma rota cuidadosa e bem explicada da história de Ben e sua família, assim como seu retorno conturbado. Embora Holly sofra com a ausência do jovem, a paz finalmente voltou a reinar na sua casa, depois de anos de turbulência. Seu marido (e padrasto de Ben) a apoia em tudo, embora não concorde com várias de suas atitudes. O roteiro vai mesclando essa dificuldade de definir sentimentos que envolvem amor e medo.</p>
<p>Enquanto Holly tenta acreditar na melhora do filho, sinais vão aparecendo que tudo aquilo não é uma boa ideia e de que precauções precisam ser tomadas. Quando Ben efetivamente se envolve em problemas, o espectador assiste à uma mãe completamente desesperada para salvar a vida do filho e dar um pouco de paz aos seus dias. Ela efetivamente entende o vício como uma doença (diferente do marido) e quer ajudar o garoto no que pode.</p>
<p>Caminhando de maneira lenta, como tem que ser neste caso, <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> envolve o espectador em todas as emoções vividas pelos personagens. Nos pegamos segurando a respiração e torcendo para que o jovem não tome decisões erradas com as tentações que vão aparecendo no caminho. Enquanto isso acontece, a história vai sendo explicada e as camadas sendo um pouco mais desenvolvidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10309" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Julia Roberts (<em>Álbum de Família</em>) conduz completamente o filme com uma atuação nada menos que incrível. Ela transita nas emoções com tranquilidade e é possível ver a turbulência que existe dentro de si ao amar o filho e torcer por sua melhora, mas saber que, efetivamente, ele não está bem. Uma das cenas mais incríveis e emocionantes é quando ela entra na delegacia implorando para que prendam seu garoto.</p>
<p>Envolto nesta química, temos Lucas Hedges (<em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em>), filho do diretor, que também nos apresenta uma boa atuação e incorpora muito bem o personagem transtornado que é Ben. Lucas vem participando de ótimos projetos, como<em> Manchester à Beira-Mar</em> e <em>Três Anúncios Para Um Crime</em>, e na companhia de excelentes atores. Ainda vamos ver muito dele por aí e é um conforto saber que ele é efetivamente bom.</p>
<p>A medida que o filme vai chegando ao seu ápice, sente-se falta, no entanto, de maior aprofundamento da história do passado de Ben e dos demais personagens que participam da construção da narrativa, como a irmã e a mãe da ex-namorada do rapaz. É como se o enredo gira-se apenas em todo da dupla principal, perdendo boas chances com os demais.</p>
<p><strong><em>O Retorno de Ben</em> </strong>é um drama intenso que beira a angústia de um suspense por imergir o espectador em tantas emoções. Ainda que não seja o melhor roteiro para descrição do tema de drogas, com muitas questões religiosas envolvidas e personagens que funcionam apenas como acessórios, este é, definitivamente, um filme que vale a pena conferir e se deleitar com grandes atuações.</p>
<p><strong>Direção:</strong>Peter Hedges<br />
<strong>Elenco:</strong> Julia Roberts, Lucas Hedges, Courtney B. Vance, Kathryn Newton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/frlIrNxUE5Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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