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	<title>Arquivos Kaitlyn Dever - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kaitlyn Dever - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Rosaline</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 20:28:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no romance de Rebecca Serle, Rosaline adota um ponto de vista interessante para recontar um clássico, Romeu e Julieta de William Shakespeare, que tanto já foi encenado nas telas e das mais diferentes maneiras. O filme de Karen Maine (de Acampamento do Pecado) resolve deixar a história de amor do casal principal de lado para narrar os eventos que ocorreram com Rosaline, prima de Julieta e ex-namorada de Romeu. Assumindo uma personagem &#8220;estranha&#8221; à história original, Rosaline revisa elementos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no romance de Rebecca Serle, <strong><em>Rosaline</em> </strong>adota um ponto de vista interessante para recontar um clássico, Romeu e Julieta de William Shakespeare, que tanto já foi encenado nas telas e das mais diferentes maneiras. O filme de Karen Maine (de Acampamento do Pecado) resolve deixar a história de amor do casal principal de lado para narrar os eventos que ocorreram com Rosaline, prima de Julieta e ex-namorada de Romeu.</p>
<p>Assumindo uma personagem &#8220;estranha&#8221; à história original, <strong><em>Rosaline</em> </strong>revisa elementos dramáticos do clássico e oferece ao público uma nova história. Ao ser preterida por Romeu, Rosaline começa a criar uma série de planos para sabotar o romance do ex com a prima Julieta. No entanto, Rosaline não é uma vilã e o longa de Karen Maine, claramente direcionado para um público juvenil, ainda que não crie obstáculos para o entretenimento de adultos com sua história, não quer promover uma rivalidade feminina centrada na disputa pelo coração de um mesmo homem. Assim, quando começa a despertar para os sentimentos que passa a nutrir por um dos seus pretendentes escolhidos pelo pai, Rosaline intervém na história tradicional de Shakespeare a fim de evitar que o casal principal tenha o fim trágico demarcado pelo autor.</p>
<p>O longa acerta ao trazer uma contemporaneidade aos costumes e na maneira dos personagens se comportarem que contrasta com sua reconstituição de época, mas não cria uma ruptura tão drástica assim. <strong><em>Rosaline</em> </strong>tem uma protagonista que soa à frente do seu tempo e que assume função semelhante às heroínas de comédias românticas colegiais como Cher (Alicia Silverstone) de As Patricinhas de Beverly Hills e Cady Heron (Lindsay Lohan) de Meninas Malvadas. Ela sucumbe a tomadas de posição nada altruístas, mas se redime e encontra outras perspectivas para a vida. O longa ainda traz canções como &#8220;It must be love&#8221; de Roxette, que toca em um baile a fantasia, e &#8220;All by myself&#8221; de Eric Carmen, usada para dimensionar a fossa da protagonista depois de ser abandonada por Romeu.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16012" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rosaline-sobre-o-que-e-o-novo-filme-sucesso-da-star-conheca.jpg" alt="Rosaline" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rosaline-sobre-o-que-e-o-novo-filme-sucesso-da-star-conheca.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rosaline-sobre-o-que-e-o-novo-filme-sucesso-da-star-conheca-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rosaline-sobre-o-que-e-o-novo-filme-sucesso-da-star-conheca-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/rosaline-sobre-o-que-e-o-novo-filme-sucesso-da-star-conheca-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O choque de temporalidade provocado pelos elementos de encenação da história não chega a transformar <strong><em>Rosaline</em> </strong>em uma sátira, ainda que o longa ironize os ideais românticos da sua obra base, Romeu e Julieta. Rosaline constrói uma nova história de amor para a protagonista com o jovem Dario (Sean Teale) sob bases muito sólidas, a ponto de nunca ficarmos divididos com um pretenso triângulo amoroso. Aliás, propositalmente, o filme empalidece a personalidade do casal protagonista de Shakespeare para fazer com que a experiência do espectador seja completamente aderente a sua nova protagonista e seu par romântico. Apesar desses novos horizontes, é interessante como o legado de Shakespeare não é descartado em Rosaline. Aspectos como a rivalidade entre Montecchios e Capuletos seguem no coração dos enlaces amorosos do longa, entre eles, o vivido por sua protagonista. A diretora Karen Maine também conta com a ótima escalação de Kaitlyn Dever (de Fora de Série) para interpretar Rosaline. A jovem atriz tem um timing para a comédia preciso que é fundamental para o filme.</p>
<p>Certeiro na comunicação que pretende estabelecer com o público-alvo, <em><strong>Rosaline</strong> </em>é uma forma inventiva de revisar um clássico. O longa sabe equilibrar o arrojo e ironia de uma releitura cômica sobre os eventos de Romeu e Julieta com a costura de um outro romance igualmente cativante que tem como guia principal o talento da atriz Kaitlyn Dever.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Karen Maine</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kaitlyn Dever, Isabela Merced, Sean Teale, Kyle Allen, Bradley Whitford, Minnie Driver, Nico Hiraga, Christopher McDonald</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ufZA6L8Y_zQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ingresso Para o Paraíso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 00:24:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ingresso Para o Paraíso chegou aos cinemas prometendo uma ótima interação entre a dupla de sucesso Julia Roberts (O Retorno de Ben) e George Clooney (O Céu da Meia-Noite). Eles já haviam atuado juntos anteriormente em outros quatro filmes: Onze Homens e um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Jogo do Dinheiro e Confissões de uma Mente Perigosa, então a expectativa era grande para este longa de comédia romântica &#8211; algo que Julia é mestra. No final, o resultado era [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em> chegou aos cinemas prometendo uma ótima interação entre a dupla de sucesso Julia Roberts (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>) e George Clooney (<em>O Céu da Meia-Noite</em>). Eles já haviam atuado juntos anteriormente em outros quatro filmes: <em>Onze Homens e um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogo-do-dinheiro/">Jogo do Dinheiro</a></em> e <em>Confissões de uma Mente Perigosa</em>, então a expectativa era grande para este longa de comédia romântica &#8211; algo que Julia é mestra. No final, o resultado era tudo que nós queríamos.</p>
<p>A história do filme não muito inovadora. Um casal separado que se odeia precisa conviver juntos por conta da filha. Quando a menina decide largar tudo e se casar com um desconhecido em Bali, os dois precisam deixar as diferenças de lado e se unir para demover a garota desta ideia. O resultado é algo previsível desde o começo, o que não quer dizer que seja um problema. Um clichê bem trabalhado pode ser melhor que um roteiro diferentão que se perde na construção.</p>
<p>Aliás, comédia romântica, via de regra, trabalha em cima de clichê. Eu, particularmente, sou uma grande entusiasta do gênero, o que me faz gostar do previsível. O que vale para mim são as interações, a forma como o roteiro vai aprofundar os sentimentos e fazer o espectador comprar a ideia de que aquele elenco realmente forma uma família ou um casal apaixonado. E é isso que temos aqui.</p>
<p>O elenco foi escolhido a dedo e não apenas por conta da dupla principal. A filha deles, Kaitlyn Dever (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>), consegue estabelecer uma ótima química em todas as interações, seja com os pais, com a melhor amiga ou com o boyzinho que ela se apaixona em Bali. Por sinal, a relação dos dois é muito fofa e amorosa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15883" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ.jpg" alt="Ingresso Para o Paraíso" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Roberts e Clooney, por sua vez, estão super à vontade. É perceptível que eles se divertiram demais nas gravações, como se estivessem o tempo inteiro interagindo com um grande amigo das antigas, o que só favorece <em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em>. Embora os personagens se odeiem, eles se conhecem muito bem. Um sabe a personalidade do outro, os gostos. Mesmo não querendo conviver juntos, eles ainda preservam o conhecimento do outro e a tentativa de sempre ser melhor, no quesito parentalidade.</p>
<p>Ambos os atores conservam a beleza estonteante que sempre tiveram &#8211; eles já ocuparam várias vezes as listas de mulher e homem mais bonitos do mundo. É algo bacana, inclusive, ver comédias românticas voltadas para um público mais coroa, mostrando que o amor e a esperança de uma vida a dois não é algo que morre com o passar do tempo. Eles assumem as rugas, assumem o passar do tempo e seguem plenos em todos os momentos.</p>
<p>Como disse inicialmente, não há nada de muito inovador no roteiro em <em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em>, mas todos os clichês são bem trabalhados e envoltos numa fotografia belíssima da Indonésia, com suas praias perfeitas de águas cristalinas, uma boa trilha sonora e um elenco afiado. É um filme leve, gostoso de assistir, se tornando uma excelente pedida para um fim de semana mais calmo. Vale a pena demais!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ol Parker</p>
<p><strong>Elenco:</strong> George Clooney, Julia Roberts, Kaitlyn Dever, Maxime Bouttier, Lucas Bravo, Billie Lourd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lCOyfItmwlU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Fora de Série</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 18:20:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto clássicos como Clube dos Cinco e Curtindo As Férias Adoidado ou projetos mais recentes como Superbad, Quase 18, Oitava Série, Com Amor, Simon são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (coming-of-age em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, Fora de Série é mais um furto do coming-of-age, trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Tanto clássicos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube dos Cinco </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Curtindo As Férias Adoidado</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou projetos mais recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Superbad</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18, Oitava Série</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-com-amor-simon/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são extremamente aclamados. O cinema, em sua essência, é uma arte jovem, sempre se reinventando e buscando evoluir. Da mesma forma, o gênero de amadurecimento (</span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;"> em inglês) adolescente está passando por mudanças. Juntando-se a lista acima, </span><b><i>Fora de Série </i></b><span style="font-weight: 400;">é mais um furto do </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age, </span></i><span style="font-weight: 400;">trazendo um novo frescor à categoria e fugindo do clichê.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, uma pergunta: quantos filme você já assistiu sobre meninos </span><i><span style="font-weight: 400;">nerds</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nunca curtiram o Ensino Médio e decidem dar a louca (e perder o BV) antes de irem para a faculdade? Alguns. Em contraste à essa tendência do protagonismo masculino nesse tipo de situação, </span><b><i>Fora de Série</i></b> <span style="font-weight: 400;">traz Molly (Beanie Feldstein, <em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em> e irmã de Jonah Hill) e Amy (Kaitlyn Dever, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inacreditável</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Juntas, elas formam uma dupla de militantes, socialmente engajadas e que dedicaram toda sua adolescência aos estudos. Após descobrir que todos os outros alunos da escola — os festeiros e baderneiros — foram aprovados em grandes faculdades, Molly surta. Assim, as meninas decidem curtir em uma noite o que não curtiram durante todo o Ensino Médio. O problema? Elas não sabem o endereço da festa que será dada um dia antes da formatura.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Além de inverter gêneros, o roteiro também faz uma genial subversão de expectativas ao colocar Amy e Molly como as verdadeiras pessoas que fazem pré julgamentos naquele mundo. Molly constantemente sente-se superior ao colocar seus colegas em papéis estereotipados como: a menina que fica com todos os meninos é burra; o rapaz só é vice-presidente do Conselho para ser popular; os pichadores de desenhos fálicos em todos os muros da escola são idiotas. No mundo paralelo da estudante, não há como essas pessoas serem merecedoras de uma aceitação em grandes faculdades. O crime delas? Ter uma vida fora da escola.</span><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11354" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-750x500.jpg" alt="Fora de Série" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Fora-de-Série1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Seguindo a visão completamente deturpada de mundo de Molly, a diretora </span><i><span style="font-weight: 400;">Olivia Wilde </span></i><span style="font-weight: 400;">cria um universo marcado pelo exagero em sua estreia. Logo na primeira cena de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">, enquanto as protagonistas, de semblante sério, cruzam o corredor da escola, todos os outros estudantes estão festejando o último dia de aula. Igualmente, o diretor do colégio fecha a porta de seu escritório no rosto das meninas quando elas tentam falar sobre uma questão orçamentária com ele. Assim, somos colocado sob o ponto de vista de Molly e acreditamos que mais ninguém parece se importar com os assuntos mais sérios.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Outro mérito de Wilde está na forma como a diretora usa dessa cosmologia do exagero para expandir o tempo sem soar inverossímil. Afinal, essa é a noite da vida das protagonistas e, portanto, em suas cabeças, deve ser um momento marcante. Mais do que isso, elas querem que seja eterno. Assim, o filme leva a dupla para diversas localizações diferentes em mini-aventuras, algo que não seria plausível em um curto espaço de tempo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Na direção, Wilde mostra personalidade em diversas sequências, não só quando treme a câmera para acompanhar um ataque de ansiedade de Molly, como também no poético mergulho de Amy na piscina, em um momento de descoberta para a personagem. Além disso, há o uso de um longo plano-sequência que reflete o sentimento de isolamento de uma das meninas durante a festa, culminando em um dos momentos chaves de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; color: #000000;">Aliás, não há como esquecer que estamos falando de um filme adolescente. Logo, o roteiro possui uma veia cômica muito forte, principalmente pela ultra problematização das protagonistas, o que não deixa de ser uma oportunidade para realmente fazer críticas sociais, como na discussão sobre contribuir para a indústria do pornô, que é, ao mesmo tempo hilária e ácida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, como o humor de </span><b><i>Fora de Série</i></b><span style="font-weight: 400;"> se pauta muito nos diálogos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico de Dever e Feldstein é perfeito e, juntas, demonstram uma grande química, passando a sensação de que se conhecem há anos. Feldstein é mais hiperativa e faz caras e bocas, além de carregar um enorme potencial dramático quando os acontecimentos exigem mais da personagem. De personalidade oposta, Dever é mais tímida e passa por uma bonita jornada de autoconhecimento. Já no elenco secundário, quem merece menção é Gigi (Billie Lourd, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;">), hilária e surtada.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: 400;">Mostrando que é possível fazer humor sem ser desrespeitoso, </span><b><i>Booksmart</i></b><span style="font-weight: 400;"> transcende essa camada. É um convite a todos que criam pré-concepções de alguma pessoa que mal conhecem;  aos que valorizam uma amizade verdadeir; e para falar sobre sexualidade de maneira natural. Por mais que não condene aqueles que escolhem passar a vida estudando, o filme mostra que não há nada de errado com aqueles que preferiram se dedicar a outras atividades. Afinal, ser adolescente é isto. Rebeldia, impulsividade, exploração. </span></span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde<br />
<strong>Elenco:</strong> Kaitlyn Dever, Beanie Feldstein, Billie Lourd, Lisa Kudrow, Will Forte</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kPNlvxfwJXQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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