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	<title>Arquivos Justin Kuritzkes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Rivais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 00:51:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, produtor e roteirista italiano Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome, de 2017, e Até os Ossos, de 2022) está de volta aos cinemas. Desta vez, ele aposta em um romance esportivo frenético e sensual que testa os limites da manipulação. Rivais chega aos cinemas nesta quinta-feira (25) com a promessa de ser um sucesso de público, crítica e um forte candidato na campanha da próxima temporada de premiações. Estrelado por Zendaya (Duna: Parte 2, de 2024), Mike [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O diretor, produtor e roteirista italiano Luca Guadagnino (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2017, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-os-ossos/"><i><span style="font-weight: 400;">Até os Ossos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) está de volta aos cinemas. Desta vez, ele aposta em um romance esportivo frenético e sensual que testa os limites da manipulação. </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas nesta quinta-feira (25) com a promessa de ser um sucesso de público, crítica e um forte candidato na campanha da próxima temporada de premiações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estrelado por Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2024), Mike Faist (</span><i><span style="font-weight: 400;">West Side Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2021) e Josh O’Connor (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/"><i><span style="font-weight: 400;">Emma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2020), </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> não é como qualquer outro filme esportivo. O tênis é utilizado como pano de fundo e medidor de dinâmicas do texto e dos personagens. O cerne da narrativa é justamente a forma como os três se relacionam e agem. Assim como em uma partida, a relação deles ao longo dos anos é guiada por desejo, calculismo e jogos mentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;">, Tashi Duncan (Zendaya) é uma tenista em ascensão que se torna alvo de disputa de dois amigos de infância, Patrick Zweig (Josh O&#8217;Connor) e Art Donaldson (Mike Faist). Após um acidente durante uma partida, Tashi é obrigada a parar de jogar e se torna treinadora de Art, seu futuro marido. Entre idas, vindas e mentiras, os três se reencontram, anos depois, em um torneio onde Art e Patrick, ex-namorado de Tashi, disputarão (de novo) mais do que apenas uma partida de tênis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume, Luca Guadagnino utiliza os elementos constitutivos da narrativa de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> para criar as imagens de um relacionamento. Desta vez, contudo, é um frenético e traiçoeiro triângulo amoroso. A partir do roteiro de Justin Kuritzkes, o cineasta cria uma disputa em tela extremamente sensual. Os embates pela personagem de Zendaya, os olhares, os </span><i><span style="font-weight: 400;">close-ups</span></i><span style="font-weight: 400;">, os planos-detalhe, a montagem dinâmica, a contraposição dos dois atores; todos esses são elementos que constituem essa cama de gato pulsante que é o relacionamento do trio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja um filme esportivo sobre o relacionamento dos três personagens principais, </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é rápido, preciso e viciante. O longa usa a dinamicidade de uma partida de tênis de altíssima qualidade para dar ritmo e força a sua história. Aliás, como o próprio personagem de Mike Faist fala, o jogo posto em tela é maior do que o esporte: “Não parecia nem tênis. Parecia um jogo completamente diferente”. Esse momento sintetiza o verdadeiro cerne do filme: o jogo de verdade é o desejo que te move a disputar por determinado objetivo.</span></p>
<figure id="attachment_17997" aria-describedby="caption-attachment-17997" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17997" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-750x500.jpg" alt="Rivais (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17997" class="wp-caption-text">Zendaya e Josh O&#8217;Connor em cena de &#8216;Rivais&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E, se tem uma coisa que não falta na produção, é entrega. O público sente o desejo entre os personagens, sente a disputa fervorosa pela partida, pela fama e pelos corpos. O trio está espetacular. A cada cena e mergulho na vida e relação dos três, o público fica cada vez mais hipnotizado. A narrativa de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é inteligente, sensual e extasiante. A única opção é sair da sessão completamente perturbado(a) e apaixonado(a) por Zendaya, Mike Faist e Josh O’Connor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Mike como Josh  se contrapõem de forma potente durante a sessão. Os dois estão muito bem em cena e merecem reconhecimento por isso, agora o que Zendaya entrega é de outro mundo. Ela está hipnotizante. A atriz nunca esteve tão poderosa, sexy e cheia de si. Tudo isso criado com propósito e respeito, ainda mais que ela é uma das produtoras do longa. Mas a história de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é sobre isso: uma constante disputa material, carnal e de status, comandada por Tashi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de Zendaya tenta, o tempo inteiro, centralizar e controlar as disputas e dinâmicas estabelecidas pelo trio com sua inteligência diabólica e atração magnética. Ela não apenas consegue, por boa parte do filme, fazer isso com os dois personagens masculinos como também faz isso com o público. Afinal, o trio central de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> têm atitudes questionáveis ao longo da produção, mas Tashi nos encanta e hipnotiza ainda assim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo projeto de Guadagnino se apresenta como uma êxtase do poder. A sexualidade e sensualidade da disputa por afeto elevada à sua máxima potência. Tudo isso envelopado por trabalhos magníficos dos departamentos de arte e fotografia. As imagens, os ambientes e figurinos são criados para colocar o público neste lugar de desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As disputas, as trocas, as manipulações e as experiências do que é mostrado em tela se misturam com os desejos de quem está observando a narrativa. Ao final da sessão, o espectador está tão investido nos três como se fosse um dos personagens. </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> se despede com um grito de desejo tão potente como um saque de tênis que acerta o público e marca todos os pontos que precisa.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Luca Guadagnino</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Zendaya, Josh O&#8217;Connor e Mike Faist</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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