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	<title>Arquivos Julianne Moore - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Julianne Moore - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Quarto ao Lado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 00:13:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois dos curtas A Voz Humana e Estranha Forma de Vida, o cineasta Pedro Almodóvar finalmente faz a sua estreia em longas de língua inglesa com O Quarto ao Lado, filme vencedor do prêmio de melhor longa no último Festival de Veneza. Desde que ganhou projeção internacional nos anos 1980, não foram poucas as tentativas de trazer Almodóvar para os EUA. A mais recente que se tem notícia foi durante a pré-produção de Julieta de 2016, que seria protagonizado por Meryl Streep, mas que, &#8220;de última hora&#8221;, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois dos curtas A Voz Humana e Estranha Forma de Vida, o cineasta Pedro Almodóvar finalmente faz a sua estreia em longas de língua inglesa com <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, filme vencedor do prêmio de melhor longa no último Festival de Veneza. Desde que ganhou projeção internacional nos anos 1980, não foram poucas as tentativas de trazer Almodóvar para os EUA. A mais recente que se tem notícia foi durante a pré-produção de Julieta de 2016, que seria protagonizado por Meryl Streep, mas que, &#8220;de última hora&#8221;, acabou sendo convertido em uma produção espanhola protagonizada por Adriana Ugarte e Emma Suárez. Sempre que chegava o momento, o diretor alegava temer a barreira do idioma no set. As experiências nos curtas devem ter minimizado os temores do diretor e ele enfim traz para o público O Quarto do Lado.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, Almodóvar reúne Tilda Swinton, com quem havia trabalhado em A Voz Humana, e Julianne Moore na história de uma correspondente de guerra enferma por um câncer terminal (Swinton). Ciente dos seus últimos dias de vida, a personagem pede que uma amiga de longa data interpretada por Moore a acompanhe durante uma temporada em uma casa de campo onde pretende realizar um procedimento dar fim à própria vida.</p>
<p>Como Dor e Glória, <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>traz reflexões do cineasta sobre a finitude, a morte, ou melhor, a vida é o grande tema do mais recente trabalho de Almodóvar. Toda a ação do filme é concentrada nos diversos diálogos entre as personagens de Swinton e Moore, que assumem um protagonismo absoluto na tela, conversando sobre o passado, presente e futuro.</p>
<p>Por um ponto de vista mais óbvio, Almodóvar olha para Martha, personagem de Swinton, percebendo seus últimos prazeres e refletindo sobre erros e acertos em sua vida. Tentando sumariamente resolver todas as questões mal administradas em seu último suspiro. Inicialmente, a personagem Swinton é definida pelo temor para gradualmente ter um enfrentamento mais sereno da situação.</p>
<p>Do outro, e talvez mais interessante, há também o olhar do cineasta para Ingrid, personagem de Moore. A escritora vive a ansiosa expectativa pelo momento em que, enfim, Martha não estará mais entre os vivos. Ingrid é a forma que Almodóvar encontra para falar sobre nossa relação mal resolvida com a morte, ou seja, como por vezes não gostamos de falar sobre sua iminência ou sobre assuntos relacionados a ela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18857" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3.png" alt="O Quarto ao Lado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> é marcado por um roteiro que tem bastante sofisticação no tratamento do seu tema central. Almodóvar sabe elaborar um desenvolvimento complexo para a temática e conta com ótimas atrizes para conduzir tudo isso. É difícil ter algum &#8220;escorregão&#8221; nesse departamento quando se tem Tilda Swinton e Julianne Moore à frente do seu projeto. Ambas possuem uma sensibilidade ímpar e lidam com sentimentos delicados e não verbalizados ao longo da narrativa, sobretudo Moore que interpreta a espectadora da morte de alguém querido.</p>
<p>O problema é que <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> causará estranhamento nos fãs mais ardorosos do cineasta e não é só pela língua falada. É o tipo de filme cuja resposta imediata após a sessão pode não fazer justiça ao seu resultado. É uma obra que precisa ser amadurecida intelectualmente pois surge como um ponto de mudança muito forte na filmografia do diretor.  Recentemente, Almdóvar tem se aberto a reflexões existencialistas sobre o seu legado diante da velhice e da percepção da finitude (Dor e Glória) e até mesmo colocado o dedo na ferida sobre o atual cenário político (Mães Paralelas). <em>O Quarto ao Lado</em> me parece mais um movimento nesse sentido. Em uma cena tola, mas emblemática desse movimento, Almodóvar sinaliza como, nessas circunstâncias, seus personagens sequer têm tempo ou enxergam graça no humor malicioso e erótico que lhe era tão peculiar &#8211; refiro-me a uma cena entre a personagem de Moore e um personal trainer.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, a forma tão característica do diretor parece dissonante da sobriedade que é vista na tela. É um cineasta em conflito: aquilo que ele quer abordar (a melancolia dos últimos dias e o pessimismo com o estado das coisas no mundo) encontra os resquícios da sua vivacidade estética que, alumas vezes, resiste, mas na maior parte do tempo cede diante da gravidade das coisas.  A artificialidade do mise en scène, o humor e as cores parecem não &#8220;conversar&#8221; muito bem com toda a melancolia vivenciada e representada tão bem pelas atuações de Swinton e Moore.</p>
<p>Talvez para quem seja fã do cinema do cineasta, encarar o diretor que será visto em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em> pode parecer um choque. O mais recente trabalho de Almodóvar tem como ponto forte, para o bem e para o mal, todo o resultado dessas mudanças em cada fibra da sua trama. É um longa conflitante, muitas vezes, mais soturno do que a maior parte das obras do diretor. Em alguns momentos, essa mudança de perspectiva de Almodóvar é bem-vinda e resulta em insights de uma profundidade singular, em outros traz entraves para a própria apreciação da história contada e não parece tão harmonioso quanto o trabalho pregresso do realizador.</p>
<p>Em <em><strong>O Quarto ao Lado</strong></em>, Almodóvar traz personagens que não seguem por completo seus instintos, são mais contemplativos e melancólicos, estão paralisados diante do medo maior: a morte. Eles até  percebem seus desejos como impulsos persistentes e procuram atendê-los em determinado momento. Porém, os instintos já não são mais percebidos como algo capaz de aplacar todas as insatisfações. O tom mais existencialista, a decepção com o mundo, alternada por uma fúria e melancolia por perceber que as coisas não terminaram como lutamos para que terminassem&#8230; Este é Almodóvar hoje e talvez leve um tempo para assimilarmos esse novo artista, que segue fiel a sua identidade, mas que está presente em um outro contexto do mundo e da sua própria jornada. Ainda não é um Almodóvar resolutivo da sua nova forma, mas em transformação, o que é instigante de ser analisado, mesmo que não resulte em um dos seus maiores filmes, comprovando que a língua é apenas um detalhe na sua realização como artista.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Almodóvar</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tilda Swinton, Julianne Moore, John Turturro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/G4DdJyO7N9w?si=A0AWLedCcAjEWkjy" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Segredos de Um Escândalo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 19:25:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Segredos de Um Escândalo é um filme incômodo. Muito incômodo. Antes de decidir assistir, é preciso ter isso em mente. A temática é extremamente problemática envolvendo manipulação, abuso infantil, estupro, dissimulação. Tudo isso com pinceladas de encantamento por parte de uma das óticas, que se deixa envolver pela história como um todo. Dito isso, posso afirmar que é um filme excelente e que vale a atenção dos espectadores mais vorazes por temporada de premiação. Elizabeth Berry (Natalie Portman, Thor: Amor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong> </em>é um filme incômodo. Muito incômodo. Antes de decidir assistir, é preciso ter isso em mente. A temática é extremamente problemática envolvendo manipulação, abuso infantil, estupro, dissimulação. Tudo isso com pinceladas de encantamento por parte de uma das óticas, que se deixa envolver pela história como um todo. Dito isso, posso afirmar que é um filme excelente e que vale a atenção dos espectadores mais vorazes por temporada de premiação.</p>
<p>Elizabeth Berry (Natalie Portman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>) é uma atriz badalada do momento que vai interpretar uma mãe de família que virou notícia há alguns anos e decide conhecer os protagonistas da história para entender melhor os personagens. Gracie (Julianne Moore, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>) e seu marido Joe (Charles Melton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sol-tambem-e-uma-estrela/"><em>O Sol Também é uma Estrela</em></a>) foram alvo de manchetes de jornais há mais de 20 anos, quando se envolveram sexualmente e seguem casados com três filhos. A rotina familiar é completamente virada de cabeça para baixo com a chegada da artista famosa.</p>
<p>Essa é uma história real, o que torna tudo mais chocante. O filme não nos entrega o enredo por completo logo de início e vai oferecendo camadas da situação a medida que avançamos na trama. É perceptível como paira uma névoa de estranhamento em cima da família, mesmo que eles tentem se mostrar muito normais. Os detalhes é que vão nos entregando as problemáticas que precisam ser desafiadas ali.</p>
<p>Gracie é extremamente envolvente com todos ao seu redor. Os vizinhos a amam, sua família aparenta ser devota a ela. Mas logo percebemos o quanto ela é controladora e manipuladora. Sempre regrando os afazeres dos filhos, as atitudes do marido, ela faz com que o mundo gire ao seu redor e suas vontades sejam satisfeitas. Quando as coisas não saem como planejado, ela tem uma crise emocional, chora muito e se desequilibra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17643" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1.png" alt="Segredos de Um Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Joe é apático. 23 anos mais novo do que Gracie, ele não tem muita personalidade e segue as regras que ela dita. Ele vive em função dela, satisfazendo seus desejos. Num primeiro momento, achamos que ele é o novo marido troféu que tem que conviver com os filhos jovens adultos da protagonista. Afinal, ele não se conecta com os gêmeos e não é muito mais velho que eles.</p>
<p>O fato é que o escândalo que fez essa família famosa é justamente a relação doentia do casal. Gracie conheceu Joe quando ele tinha 13 anos e ela 36, num pet shop que trabalharam juntos. Ele era amiguinho de seu filho mais velho, Georgie (Cory Michael Smith, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>). Eles se envolveram romanticamente e foram descobertos pelo então marido de Gracie e pai de seus três filhos. Ela acabou sendo presa e descobrindo uma gravidez do rapaz. Quando saiu da cadeia, continuaram a relação, se casaram e tiveram, além da primeira filha, um casal de gêmeos.</p>
<p>Bom, esta é a visão dela. Mas enquanto falamos, percebemos que não tem como ser assim. Uma mulher de 36 anos não se relaciona amorosamente e nem sexualmente com um pré-adolescente de 13. Isso configura estupro de vulnerável (ao menos na legislação brasileira). E é justamente isso que paira no ar o tempo inteiro de <em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong></em>. Um estupro que nunca é mencionado e é romantizado pelo casal.</p>
<p>Os desdobramentos da história vão trazendo ainda mais elementos de incômodo. Vemos o quanto que Joe é afetado por toda a sua história e depende emocionalmente de Gracie para tudo, ainda que não tenha consciência disso. Ela consegue transformar a situação em uma &#8220;linda história de amor&#8221; e é isso que vende para qualquer pessoa que pergunte sobre o caso. Elizabeth acaba vivenciando muitas emoções ao longo da trama, justamente por conta da capacidade absurda de manipulação da abusadora.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17642" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3.png" alt="Segredos de Um Escândalo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que a atriz perceba toda a problemática da situação, ela se envolve com Gracie. Uma mistura de repulsa e admiração intrigante. Ela quer dar o seu melhor naquele papel que irá interpretar e, por isso, tenta compreender a mente doentia da protagonista. O resultado é ela entrando cada vez mais no emaranhado daquela família disfuncional.</p>
<p>Não consigo pensar em uma dupla melhor do que Portman e Moore para interpretar essas duas mulheres sedutoras. Porque, sim, elas trabalham todo o tempo o poder da sedução, cada uma a sua forma. Elas são fortes, tem presença e travam diálogos incríveis. Uma mudança no olhar já nos diz muito do intuito de cada cena. Então é realmente um grande espetáculo de assistir.</p>
<p><em><strong>Segredos de Um Escândalo</strong></em> toma um cuidado essencial no desenvolvimento de seu roteiro e direção: não romantizar o fato em si. Ainda que não use em momento algum o termo estupro ou abuso infantil, essa é uma percepção que paira no ar e o enredo faz questão de manter esse incômodo constante. E é justamente esse incômodo que faz com que o espectador tenha consciência de que tudo aquilo que estamos vendo é um grande absurdo. Ainda que a protagonista consiga nos manipular de alguma forma, tal qual os demais personagens.</p>
<p>Este é um filme que desperta as mais variadas emoções e fica conosco muito tempo depois que a sessão acaba. É pesado e requer cautela, especialmente do público mais sensível à temática. Mas é redondo e sem qualquer tipo de excesso ou falta. É um roteiro incrível personificado em um elenco afiado e digno de premiação. É provável que a gente o veja no Oscar deste ano.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Haynes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Natalie Portman, Julianne Moore, Charles Melton, Cory Michael Smith, Elizabeth Yu, Gabriel Chung, Piper Curda, D.W. Moffett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HAeZC6cMfz4?si=Pa48CORFaOnkfzyy" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Depois do Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2019 18:26:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será que podemos ou devemos ser eternamente punidos por decisões não tão inteligentes ou erradas que tomamos no passado? Com esse questionamento em mente, o roteiro de Depois do Casamento começa a se desdobrar com a história de Isabel (Michelle Williams, Manchester à Beira-Mar) a diretora de um orfanato na Índia que precisa viajar para Nova York e conhecer um potencial investidor que doará uma grande quantia de dinheiro para sua caridade. Um pouco a contragosto de sair daquele ambiente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que podemos ou devemos ser eternamente punidos por decisões não tão inteligentes ou erradas que tomamos no passado? Com esse questionamento em mente, o roteiro de <em><strong>Depois do Casamento</strong> </em>começa a se desdobrar com a história de Isabel (Michelle Williams, <em>Manchester à Beira-Mar</em>) a diretora de um orfanato na Índia que precisa viajar para Nova York e conhecer um potencial investidor que doará uma grande quantia de dinheiro para sua caridade. Um pouco a contragosto de sair daquele ambiente que considera lar, ela vai até a Big Apple e se encontra com Theresa (Julianne Moore, <em>Para Sempre Alice</em>), uma mulher agitada e focada em dinheiro, completamente o oposto de sua personalidade.</p>
<p>O filme causa certa ansiedade no começo, quando o espectador começa a sentir uma tensão no ar com a chegada de Isabel em Nova York e o repentino convite feito por Theresa para que ela participe do casamento de sua filha mais velha. Mas isso não se propaga pelo restante do longa. Anida que tenha uma narrativa interessante, o ritmo é o maior problema de <em><strong>Depois do Casamento</strong></em>. A história vai e vem no sentido de ápice, sem permitir que o espectador &#8220;curta&#8221; plenamente as emoções que são propostas em cena.</p>
<p>A ideia da dualidade de mulheres com personalidades completamente opostas se vinculando por um bem comum me soa muito previsível, do ponto de vista de arco narrativo. Isabel é calma, focada em energias, caridosa e desapegada dos bens materiais. Já Theresa é consumista, agitada, poderosa, mandona e muito rica. Tem uma forte relação com dinheiro. que é exaustivamente exposta no longa. Falta, talvez, sutileza nas tentativas de criar um drama mais pesado, especialmente com a analogia do ninho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11317" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5660703.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O pico do filme, como se poderia esperar, são as atuações. Não há um momento em que Julianne e Michelle apareçam em que não estejam maravilhosamente bem. Elas encarnam as personagens como ninguém e nos envolvem em cada tomada de cena. Não há como não se vincular à personagem de Moore chorando desesperadamente no chão. Enquanto isso, Williams é uma completa confusão controlada de emoções. Para além delas, o ótimo Billy Crudup (<em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>) no papel do marido de Theresa e elo inicial que vincula as duas protagonista e a a novata Abby Quinn (série <em>Black Mirror</em>) que personificou um jovem adulta afetuosa e desesperada com a enxurrada de informações que vai adquirindo com a chegada de uma estranha.</p>
<p>O <em>plot twist</em> da trama, se é que podemos chamar desta forma, é deveras previsível. Sentimos desde o começo que há um objetivo por trás das ações dos personagens e soa desencorajador quando descobrimos a real motivação. Além disso, alguns fios vão ficando soltos ao longo da história. O que não leva a prejudicar 100% a narrativa, mas mostram a perda de potencial do projeto. O diretor Bart Freundlich (série <em>Californication</em>), que é marido de Julianne Moore, tem até uma boa intenção e um elenco fantástico na mão, mas a execução final deixa um pouco a desejar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bart Freundlich<br />
<strong>Elenco:</strong> Michelle Williams, Julianne Moore, Billy Crudup, Abby Quinn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PzAGq0AB97A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kingsman &#8211; O Círculo Dourado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 12:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Colin Firth]]></category>
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		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Kingsman - O Círculo Dourado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kingsman: O Círculo Dourado está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de Kingsman: Serviço Secreto de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, Kingsman: O Círculo Dourado está a léguas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de <i>Kingsman: Serviço Secreto </i>de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está a léguas de distância do projeto cinematográfico proposto pelo seu antecessor. Mais estranho ainda é que diferente, por exemplo, de <i>Kick-Ass 2</i>, que não contou com o retorno de Matthew Vaughn na direção, a continuação de <i>Kingsman </i>tem o diretor no seu quadro criativo e ainda assim soa por diversas vezes como um produto completamente diferente do primeiro longa. Isso certamente não afetará quem tiver uma relação descompromissada com a obra, mas pode incomodar seus fãs mais ardorosos. E com toda razão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>O Círculo Dourado</i>, o Kingsman é exterminado por um ataque de mísseis, fazendo com que os únicos remanescentes da equipe sejam Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de ajuda, os dois chegam a Statesman, agência americana nos moldes da Kingsman, e descobrem que devem derrotar a traficante de drogas Poppy Adams (Julianne Moore), que vive numa espécie de exílio fabricando suas aparentemente inofesivas armas de destruição em massa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8242" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/kingsman-golden-circle-20th-century-fox-final.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Matthew Vaughn usa nessa sequência elementos que garantiram o êxito do primeiro filme, entre eles os comentários à própria cultura britânica (desta vez em oposição a americana) e as sequências de ação engenhosas e milimetricamente coreografadas, com uma ajudinha de efeitos especiais, é claro. Em alguns momentos, esse compromisso relativo princípio de reverência formal que o realizador tem com o primeiro filme o faz realizar cenas bastante parecidas com o longa de 2014, porém ambientadas num contexto diferente, como aquela em que, novamente, Colin Firth tenta conter as investidas de um grupo nada amistoso num bar.</p>
<p>No entanto, a reverência ao original para por ai. O grande problema dessa continuação é que, diferente do primeiro, toda essa cartela de atrativos fica à serviço de uma trama que tem pouco compromisso com a premissa básica de <i>Kingsman: Serviço Secreto</i>, ser um comentário irônico das marcas de um gênero narrativo. Isso fica para trás e <i>O Círculo Dourado </i>praticamente se assume como um longa de ação como outro qualquer que tem chegado no circuito, inclusive ao abraçar escancaradamente essa verve <i>cool </i>que tem tomado conta dos <i>blockbusters </i>ultimamente (e nem vou me referir a origem de tudo isso para não gerar polêmica, mas vocês devem sacar que está numa gigante do cinema de super-heróis) dosando suas cenas de ação com piadas espertinhas, trama que não tem compromisso algum com uma atmosfera de urgência estabelecendo pouquíssimo laço afetivo entre o público e seus personagens e claro uma <i>playlist </i>que faz você até ficar convencido de que está assistindo a uma obra<i> </i>fora do comum. No final das contas, <i>O Círculo Dourado </i>acaba se tornando um basicão da Hollywood de hoje em dia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O elenco continua sendo um grande atrativo, ainda que parte dele seja subaproveitado. Veteranos como Colin Firth (que, sim, retorna) e Mark Strong tem ótimos momentos, alguns deles são praticamente o coração de um filme que abre pouquíssimo espaço para a emoção, mas Julianne Moore se destaca como a chefe sociopata do cartel de drogas, talvez um dos poucos elementos da trama de <i>O Círculo Dourado </i>que preservam o tipo comentário irônico tão bem utilizado no primeiro. A personagem de Moore acaba se tornando uma investida do filme na maneira como as drogas são tratadas na sociedade, &#8220;demonizando&#8221; determinadas substâncias e dando passe livre a outras igualmente perigosas. Há ainda uma participação ilustre de Elton John que rende momentos divertidos. No mais, presenças estelares como as de Channing Tatum, Halle Berry e Jeff Bridges são figurativas na maior parte das vezes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>é uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;. Se por um lado, pode render uma sessão razoavelmente divertida, por outro perde o fio da meada ao abandonar deliberadamente a proposta do seu antecessor. Não chega a representar horas desperdiçadas na poltrona de um cinema, mas evidencia o caráter efêmero do filme sobretudo tendo como comparativo um longa tão inventivo quanto o primeiro. No final das contas, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>acaba entrando numa vala comum, ainda que tenha um momento ou outro mais inspirado.</p>
</div>
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		<title>Crítica: Amor por Direito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 15:42:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor por Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Page]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A questão de igualdade de gêneros é sempre debatida no cinema, mas talvez não sob o viés que esse longa traz. Trabalhando sob outra perspectiva, Amor por Direito integra uma história forte e verdadeira de uma mulher que batalhou pelo amor e pela possibilidade de deixar um legado para sua família e para o mundo. A história é centrada em Julianne Moore, que interpreta Laurel, uma policial extremamente competente que é respeitada pela corporação. Por trás disso, ela é homossexual, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A questão de igualdade de gêneros é sempre debatida no cinema, mas talvez não sob o viés que esse longa traz. Trabalhando sob outra perspectiva, <em>Amor por Direito</em> integra uma história forte e verdadeira de uma mulher que batalhou pelo amor e pela possibilidade de deixar um legado para sua família e para o mundo.</p>
<p>A história é centrada em Julianne Moore, que interpreta Laurel, uma policial extremamente competente que é respeitada pela corporação. Por trás disso, ela é homossexual, mas prefere não expor sua vida amorosa com medo de enfrentar preconceitos e represália por parte de seus colegas de trabalho. Um dia ela conhece Stacie, vivida por Ellen Page, uma mulher bem mais jovem do que ela que se interessa de cara. As duas começam então um relacionamento amoroso profundo e duradouro. Em dado momento, Laurel descobre que está com câncer terminal nos pulmões. A primeira preocupação dela, por incrível que pareça, é a pensão que Stacie poderá receber para manter a casa que elas compraram. Ela envia o pedido para a corte, que nega, alegando que elas não representam uma família.</p>
<p>Diante de um cenário extremamente preconceituoso do interior dos Estados Unidos, as duas travam duas batalhas importantes. Enquanto elas lutam pelo tratamento de Laurel, correm ainda atrás do direito de Stacie de receber a pensão pós morte. No meio do caminho, além de encontrar muitas dificuldades, elas topam com pessoas que estão dispostas à ajudá-las.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes é forma como o relacionamento das duas é construído. É tudo feito de uma forma muito natural, romântica e fofa. O espectador realmente se derrete pelas duas e torce para que um milagres surja do nada e salve Laurel da morte. Fica muito claro todo o tempo que a luta das duas é pelo amor e pela possibilidade de perpetuar esse sentimento. Elas querem manter a memória do relacionamento viva, mesmo depois do fim trágico que as aguarda.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5921" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/214728.jpg" alt="214728" width="610" height="348" /></p>
<p>Além disso, outro fator bem trabalhado é o preconceito que surge de diversa formas ao longo da narrativa. Tem aquele tipo mais óbvio e violento, mas tem aquele preconceito silencioso e despercebido, aquele olhar de lado que quem dá normalmente nem percebe. O diretor Peter Sollett conseguiu dosar isso de forma incrível.</p>
<p>Claro que precisamos falar do elenco, que é nada menos do que fantástico. A parceria entre Julianne Moore e Ellen Page é simplesmente maravilhosa e rendeu uma química surreal. Vale ressaltar que Page é assumidamente homossexual e é perceptível a importância da narrativa para ela. Além da dupla principal, temos Steve Carell, um pouco caricato, mas ainda assim apresentando um trabalho certeiro, Michael Shannon, nosso General Zod de <em>Superman</em> sendo a representação da dualidade, assim como Josh Charles, que pode ser lembrado na série <em>The Good Wife</em>.</p>
<p>Mesmo com algumas tomadas mais sonolentas e talvez um pouco monótonas, o filme consegue entreter o espectador, que torce o tempo todo pelo final razoavelmente feliz que é esperado. Além disso, gera uma discussão dentro de quem assiste, mostrando a dificuldade que os casais do mesmo sexo enfrentam para ter uma relação mais justa e igual aos demais.</p>
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		<title>Trailer de Freeheld mostra relação entre personagens de Julianne Moore e Ellen Page</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 23:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mal ganhou o seu primeiro Oscar de melhor atriz e Julianne Moore surge como forte candidata da mesma categoria em 2016. Ao menos é o que os blogueiros e especuladores dos EUA estão sugerindo, sobretudo após ter sido divulgado o primeiro trailer de Freeheld, drama protagonizado por Moore e Ellen Page (Juno), previsto para estrear em outubro desse ano por lá. No filme, Julianne Moore vive uma policial que se apaixona por uma mecânica (Page) e tem um relacionamento estável com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Freeheld-657x360.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3192" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Freeheld-657x360-620x340.jpg" alt="Freeheld-657x360" width="620" height="340" /></a></p>
<p>Mal ganhou o seu primeiro Oscar de melhor atriz e <strong>Julianne Moore</strong> surge como forte candidata da mesma categoria em 2016. Ao menos é o que os blogueiros e especuladores dos EUA estão sugerindo, sobretudo após ter sido divulgado o primeiro trailer de <em>Freeheld</em>, drama protagonizado por Moore e Ellen Page (<em>Juno</em>), previsto para estrear em outubro desse ano por lá.</p>
<p>No filme, Julianne Moore vive uma policial que se apaixona por uma mecânica (Page) e tem um relacionamento estável com ela. A personagem vê seu mundo desabar quando descobre que tem uma doença em estágio avançado. Ciente de que é bem possível que venha a falecer, ela entra em uma batalha judicial para que a sua companheira receba os benefícios da sua pensão após a morte. O problema é que todas as autoridades procuradas pelas duas se recusam a reconhecer o relacionamento.</p>
<p><em>Freeheld </em>é dirigido por Peter Sollett (de <em>Uma Noite de Amor e Música</em>) e tem o roteiro de Ron Nyswaner (indicado ao Oscar por <em>Filadélfia</em>). Além de Moore e Page, o elenco do filme traz Steve Carell (<em>Foxcatcher</em>), Michael Shannon (<em>O Homem de Aço</em>) e Josh Charles (da série <em>The Good Wife</em>).</p>
<p>Caso seja indicada e vença o Oscar por <em>Freeheld</em>, Moore seria a primeira atriz a ter no currículo a façanha de vencer a estatueta por duas vezes consecutivas na categoria principal. Somente Tom Hanks foi capaz desse feito com <em>Filadélfia </em>e <em>Forest Gump</em>. O &#8220;porém&#8221; é que a atriz vai encarar  outras candidatas em potencial no próximo ano, entre elas, Carey Mulligan (<em>Suffragette</em>), Cate Blanchett (<em>Carol</em>), Saoirse Ronan (<em>Brooklyn</em>), Emily Blunt (<em>Sicario</em>), Lily Tomlin (<em>Grandma</em>), Meryl Streep (<em>Ricki and the Flash</em>), Jennifer Lawrence (<em>Joy</em>) e Kate Winslet (<em>The Dressmaker</em>).</p>
<p>Não há previsão de estreia para <em>Freeheld </em>no Brasil.</p>
<p>Confira o trailer:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FX9KLZlE344" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Podcast #02: Globo de Ouro 2015</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/podcast-02-globo-de-ouro-2015/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2015 22:24:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Boyhood - Da Infância à Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[O Grande Hotel Budapeste]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; No segundo Podcast do site, Marcela Gelinski, Wanderley Teixeira e Enoe Lopes Pontes discutem os vencedores do Globo de Ouro 2015. A apresentação de Tina Fey e Amy Poehler, a vitória de O Grande Hotel Budapeste em Comédia ou Musical e de Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude em Drama, o prêmio de Julianne Moore por Para Sempre Alice. Além deles, também foi tópico as apostas para o Oscar 2015. Ouça aqui o Podcast.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/podcast-02-globo-de-ouro-2015/">Podcast #02: Globo de Ouro 2015</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2622" aria-describedby="caption-attachment-2622" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Boyhood_GoldenGlobes.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2622 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Boyhood_GoldenGlobes-586x400.jpg" alt="2416576_ET_Golden_Globes_LKH_24" width="586" height="400" /></a><figcaption id="caption-attachment-2622" class="wp-caption-text">Boyhood: Grande vencedor do Globo de Ouro 2015 é um dos temas do nosso segundo Podcast.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>No segundo Podcast do site, Marcela Gelinski, Wanderley Teixeira e Enoe Lopes Pontes discutem os vencedores do Globo de Ouro 2015. A apresentação de Tina Fey e Amy Poehler, a vitória de <em>O Grande Hotel Budapeste </em>em Comédia ou Musical e de <em>Boyh</em>ood &#8211; <em>Da Infância à Juventude</em> em Drama, o prêmio de Julianne Moore por <em>Para Sempre Alice</em>. Além deles, também foi tópico as apostas para o Oscar 2015.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2531 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png" alt="microfono_thumb" width="102" height="171" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ouça </strong><a href="https://www.copy.com/s/HF6HqmTqBub219Nm/Podcast%20Golden%20Globes%202015.wav" target="_blank">aqui</a><strong> o Podcast.</strong></p>
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		<title>Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-2/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-2/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jan 2015 20:55:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[2015]]></category>
		<category><![CDATA[As Tartarugas Ninjas]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos da Floresta]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinquenta Tons de Cinza]]></category>
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		<category><![CDATA[Mapa para as Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Minions]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres ao Ataque]]></category>
		<category><![CDATA[Não aceitamos devoluções]]></category>
		<category><![CDATA[Noé]]></category>
		<category><![CDATA[O Ano mais Violento]]></category>
		<category><![CDATA[Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Sex Tape - Perdido na Nuvem]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars: O Despertar da Força]]></category>
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		<category><![CDATA[Transcendence - A Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Vício Inerente]]></category>
		<category><![CDATA[Vizinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; 2015 tá só começando e nós já estamos aquecendo as turbinas comentando os filmes que mais esperamos nesse ano. Expectativas e dúvidas não faltam. Será que Minions vai vingar? E Cinquenta Tons de Cinza? Ainda há credibilidade nos contos de fadas em live action depois de tantos fiascos? O que esperar de Cinderela? Fanboys (and girls!), Jurassic World ou Star Wars &#8211; O Despertar da Força? E a Julianne Moore? Será que dessa vez ela finalmente leva o Oscar? [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-2/">Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2536" aria-describedby="caption-attachment-2536" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/img_917988921.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2536 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/img_917988921-620x200.jpg" alt="img_91798892" width="620" height="200" /></a><figcaption id="caption-attachment-2536" class="wp-caption-text">Podcast #01- Retrospectiva 2014: Parte 2</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>2015 tá só começando e nós já estamos aquecendo as turbinas comentando os filmes que mais esperamos nesse ano. Expectativas e dúvidas não faltam. Será que <strong><em>Minions </em></strong>vai vingar? E <strong><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></strong>? Ainda há credibilidade nos contos de fadas em <em>live action </em>depois de tantos fiascos? O que esperar de <strong><em>Cinderela</em></strong>? Fanboys (and girls!), <strong><em>Jurassic World </em></strong>ou <strong><em>Star Wars &#8211; O Despertar da Força</em></strong>? E a Julianne Moore? Será que dessa vez ela finalmente leva o Oscar? Dos filmes da atriz, você está aguardando mais <strong><em>Still Alice </em></strong>ou <strong><em>Mapa para as Estrelas</em></strong>?</p>
<p>Ainda deu tempo de finalizar a retrospectiva 2014, iniciada na <a href="http://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-1/">parte 1 do podcast,</a> elencando os piores filmes do ano que passou e Enoe pôde falar enfim sua lista de melhores atuações do ano! Preparem-se, não sobrou pedra sobre pedra. A galera é a mesma, Marcela Gelinski, Wanderley Teixeira e Enoe Lopes Pontes. Esperamos que gostem e comentem sobre o programa nos nossos canais de comunicação já conhecidos!</p>
<p>Trechos do podcast:</p>
<p>00:00 &#8211; Piores filmes de 2014</p>
<p>26: 51 &#8211; Melhores atuações de 2014, segundo Enoe</p>
<p>28:16 &#8211; Perspectivas para 2015</p>
<p><strong>ATENÇÃO! CUIDADO COM EVENTUAIS SPOILERS SOBRE OS FILMES COMENTADOS!</strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2531 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png" alt="microfono_thumb" width="102" height="171" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ouça </strong><a href="https://www.copy.com/s/gz3DPflkeQhbq3I7/Podcast%20Retrospectiva%202014%20-%20Parte%202.wav" target="_blank">aqui </a><strong>o Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</strong></p>
<p><strong>ATENÇÃO! CUIDADO COM EVENTUAIS SPOILERS SOBRE OS FILMES COMENTADOS!</strong></p>
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		<title>Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 12:56:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que finalmente chega a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano. Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 é o terceiro capítulo da série de sucesso que traz a talentosa Jennifer Lawrence como protagonista, ao lado dos também bons atores Josh Hutcherson e Liam Hemsworth. A expectativa, no entanto, atua como vilã da história, que não atende ao alvoroço causado principalmente pelos fãs dos livros. Neste filme, a mocinha Katniss Everdeen segue abalada pelos acontecimentos do Massacre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2360" aria-describedby="caption-attachment-2360" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/018257.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2360 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/018257.jpg" alt="018257" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2360" class="wp-caption-text">Jennifer Lawrence é a protagonista do longa</figcaption></figure>
<p style="text-align: left;">Eis que finalmente chega a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano. <em>Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1</em> é o terceiro capítulo da série de sucesso que traz a talentosa Jennifer Lawrence como protagonista, ao lado dos também bons atores Josh Hutcherson e Liam Hemsworth. A expectativa, no entanto, atua como vilã da história, que não atende ao alvoroço causado principalmente pelos fãs dos livros.</p>
<p style="text-align: left;">Neste filme, a mocinha Katniss Everdeen segue abalada pelos acontecimentos do Massacre Quaternário do longa anterior. Ela agora habita o Distrito 13, ao lado de sua mãe e de sua irmã, além de Gale Hawthorne, parte do triângulo amoroso principal. Ela continua preocupada com o destino de Peeta Mellark, que foi capturado pela Capital. Plutarch Heavensbee e a presidente Alma Coin querem que Katniss assuma o papel de líder da revolução, mas a moça não aceita. Sua decisão muda ao descobrir que Peeta está vivo e, aparentemente, defendendo os ideais do governo.</p>
<p style="text-align: left;">A história continua sendo muito interessante, mas sofre, como diria meu querido colega Wanderley Teixeira, do mal das séries que dividem os últimos filmes em duas partes. A primeira normalmente se arrasta. E isso é muito verdade neste longa. Durante boa parte do filme a protagonista fica decidindo se vai ou não representar a revolução perante os distritos. Quando ela finalmente aceita, acontece algo que a faz dar para trás. E isso se repente por algumas vezes, cansando o espectador. É como se o filme ficasse naquela de quase engrenar, mas não engrena.</p>
<p style="text-align: left;">Entenda que <em>Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1</em> não é nem de longe ruim. Mas poderia ter sido muito mais bem trabalhado se não fosse dividido, por exemplo. O filme é de ação, basicamente, embora o mote principal envolva um romance, como a maioria das séries juvenis. Só que esta ação é colocada de lado neste terceiro episódio, o que deixa a desejar, neste sentido.</p>
<figure id="attachment_2361" aria-describedby="caption-attachment-2361" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Jogos-Vorazes-A-Esperanca-15mai2014-02.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2361" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Jogos-Vorazes-A-Esperanca-15mai2014-02.jpg" alt="Philip Seymour Hoffman  contracena junto com Julianne Moore" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2361" class="wp-caption-text">Philip Seymour Hoffman contracena junto com Julianne Moore</figcaption></figure>
<p style="text-align: left;">É com relação a este romance que tenho ponderações a fazer, também. É um triângulo amoroso, certo? Mas me incomoda o fato como as partes são tratadas. Neste filme, vemos muito mais Katniss com Gale, afinal, Peeta está na Capital. No entanto, eles quase não interagem entre si e isso chega a ser irritante. Por mais que o filme induza que eles são quase namorados e tudo mais, os dois quase não se tocam, mal se falam, não trocam momentos de tensão. Simplesmente existem um ao lado do outro. O que instiga muito o espectador a pensar que Katniss vai realmente ficar com Peeta, uma vez que ela pula da cadeira toda vez que o vê na televisão. Acho isso chato porque dá o final antes do filme realmente chegar ao final. Mas assim, se ela ficar com Gale realmente será uma surpresa.</p>
<p style="text-align: left;">As demais partes da história, a resistência, os distritos e a Capital em si ficam muito no vácuo ao longo do filme. Vai se construindo os passos para o fim da saga, mas ao mesmo tempo é muito lento. A sensação que fica é que este filme terminou no mesmo ponto que o anterior, o que faz dele completamente dispensável. Outro detalhe que não contribuiu favoravelmente para a série foi o tempo de intervalo entre o segundo filme e este. Um ano é tempo demais para algumas séries e ouvi várias pessoas comentando que não se lembravam de boa parte da história do longa anterior. Visualizo que isso será um problema também para o último episódio, que só estreia daqui a um ano.</p>
<p style="text-align: left;">Quero que entendam, no entanto, que o filme é bom. As atuações se destacam, como de costume. A escolha de atores segue muito acertada. Lawrence tem uma facilidade de chorar impressionante e sua naturalidade comprova porque ela é tão nova e já foi indicada ao Oscar duas vezes. Josh Hutcherson também atua super bem no filme, conseguindo ir do passivo ao transtornado em segundos. Liam Hemsworth não consegue se destacar tanto. Não sei se pela passividade do personagem ou por ele não saber se posicionar de verdade. Fica a dúvida. Philip Seymour Hoffman está fantástico em um de seus últimos filmes, partilhando cenas com a também maravilhosa Julianne Moore.</p>
<p style="text-align: left;">O filme, como um todo, deixa a sensação de quero mais, de querer descobrir o que efetivamente acontecerá no final. Ao mesmo tempo, dá uma lição para as demais franquias que possam surgir nos próximos anos. Não é realmente necessário dividir todos os últimos episódios. Sei que o dinheiro fala mais alto, mas me parece um crime colocar como monótona uma história tão interessante. As pessoas tem que entender que, afinal, nem todas as histórias são como a de<em> Harry Potter</em>.</p>
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		<title>Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 13:30:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito sobre o que e sobre quem em Cannes esse ano:</p>
<figure id="attachment_1020" aria-describedby="caption-attachment-1020" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1020 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep-620x349.jpg" alt="wintersleep" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1020" class="wp-caption-text">Drama turco: Longa do diretor de &#8220;3 Macacos&#8221; leva a Palma de Ouro ao contar história sobre relacionamentos despedaçados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O vencedor da Palma de Ouro,<em> Winter Sleep</em></strong></p>
<p>O longa turco de Nuri Bilge Ceylan (<em>3 Macacos</em>) foi o vencedor da Palma de Ouro. O filme traz a história de um ator aposentado que administra um hotel junto com sua esposa e sua irmã. Subitamente, ele decide que deixará tudo e todos para trás. Antes do anúncio de sua vitória como melhor filme pela presidente do júri do festival, a diretora Jane Campion (<em>O Piano</em>), a produção ainda recebeu o prêmio da Federação Internacional de Críticos que, em comunicado oficial, disse que o longa &#8220;surpreende e encanta com sua profunda busca pela alma humana&#8221;.</p>
<figure id="attachment_1021" aria-describedby="caption-attachment-1021" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1021 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571-620x361.jpg" alt="mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1021" class="wp-caption-text">&#8220;Enfant terrible&#8221;: Canadense Xavier Dolan causou incomodo ao se anunciar como favorito a Palma de Ouro por &#8220;Mommy&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mommy </em>e o ego de Xavier Dolan</strong></p>
<p>Algumas bolsas de apostas davam como certa a vitória de <em>Mommy</em>, do canadense Xavier Dolan (<em>Eu matei a minha mãe</em>), no festival. O filme traz a história de uma mãe solteira e viúva que cria sozinha o seu filho, um garoto muito violento, e acaba conhecendo um vizinho misterioso que muda o rumo das suas vidas. O longa não saiu com a Palma de Ouro, mas venceu o Grande Prêmio do Júri ao lado do filme de Godard. Como sempre, o que acabou chamando a atenção dos veículos que cobriram o festival e trouxeram destaque a <em>Mommy </em>foi o comportamento do seu realizador. Xavier Dolan afirmou para alguns jornais que acreditava que receberia a Palma de Ouro por esse filme, o que foi interpretado como arrogância por muitos críticos.</p>
<figure id="attachment_1022" aria-describedby="caption-attachment-1022" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1022 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1-620x321.jpg" alt="528f55f4addcc" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-1022" class="wp-caption-text">Potenciais candidatas ao Oscar? Julianne Moore, Marion Cotillard e Hilary Swank têm interpretações elogiadas no festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> O ano das mulheres</strong></p>
<p>Com poucas diretoras em competição pela Palma de Ouro, os espectadores  e críticos do festival foram surpreendidos com uma enxurrada de longas protagonizados por mulheres. A competição pelo prêmio de melhor atriz foi acirrada e os trabalhos de Marion Cotillard em <em>Deux jours, une nuit </em>, dos irmãos Dardenne, e de Hilary Swank em <em>The Homesman</em>, de Tommy Lee Jones, só para citar alguns, foram muito elogiados. No final das contas, a vitória foi de Julianne Moore em <em>Maps to the Stars</em>, de David Cronenberg. Provavelmente, ainda ouviremos falar muito desses desempenhos até a próxima temporada do Oscar.</p>
<figure id="attachment_1029" aria-describedby="caption-attachment-1029" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1029 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500-620x326.jpg" alt="grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500" width="620" height="326" /></a><figcaption id="caption-attachment-1029" class="wp-caption-text">Chumbo para todo lado: Nicole Kidman teve que lidar com a péssima repercussão da sua Grace Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nicole Kidman exposta com<em> Grace de Monaco</em></strong></p>
<p>Uma das piores aberturas de Cannes. Uma ofensa a família Grimaldi que repudiou o projeto desde o início.  Tudo isso foi dito de <em>Grace de Monaco</em>, longa que acompanha alguns meses na vida de Grace Kelly na época em que ela abandonou Hollywood e se casou com o príncipe Rainier de Monaco. A crítica foi impiedosa com o filme do francês Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>), contestando a veracidade de determinados fatos narrados e ironizando o tom de conto de fadas da trama. Nicole Kidman esteve no fogo cruzado e saiu elegante dele. A australiana está mais do que acostumada com esse tipo de reação, afinal estar exposta a críticas com projetos arriscados é uma constante em sua carreira. Em alguns casos, ela se sai bem. Em outros, como esse, não. Fica para a próxima, Nic.</p>
<figure id="attachment_1031" aria-describedby="caption-attachment-1031" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1031 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2-620x355.jpg" alt="Adieu-Au-Langage-Screens-2" width="620" height="355" /></a><figcaption id="caption-attachment-1031" class="wp-caption-text">Selo de qualidade: Drama simples de Godard cativou seu público habitual.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais uma vez Godard<em><br />
</em></strong></p>
<p>Novo filme do veterano da <em>Nouvelle Vague</em>, Jean-Luc-Godard, <em>Adieu au Langage </em>foi recebido com emoção pelas plateias que conferiram as sessões marcadas para a obra. No entanto, como se trata de um trabalho de Godard, fica difícil saber se o longa corresponde à exaltação ou se ela é fruto da própria trajetória do cineasta, um dos mais reverenciados em seu nicho. Em todo caso, o longa recebeu o prêmio do Júri. E Godard, que não estava presente na divulgação do projeto no festival, enviou uma mensagem a todos por vídeo anunciando o filme como &#8220;o melhor da sua carreira&#8221;. O longa conta a história de uma mulher casada que começa a se relacionar com um outro homem e vive em meio a encontros e desencontros com esse amante.</p>
<figure id="attachment_1024" aria-describedby="caption-attachment-1024" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1024 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher-620x327.jpg" alt="FOXCATCHER" width="620" height="327" /></a><figcaption id="caption-attachment-1024" class="wp-caption-text">Drama esportivo: Bennett Miller consegue boa repercussão em seu terceiro filme consecutivo. Interpretação de Steve Carell é o carro-chefe de &#8220;Foxcatcher&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bennett Miller e <em>Foxcatcher</em></strong></p>
<p>Tido pela imprensa como o primeiro sério candidato ao próximo Oscar, <em>Foxcatcher </em>rendeu ao seu diretor Bennett Miller (<em>Capote </em>e <em>O Homem que Mudou o Jogo</em>) o prêmio de melhor diretor no festival e uma série de elogios a performance de seu trio de atores Chaning Tatum, Mark Ruffalo e Steve Carell, esse último (irreconhecível com uma prótese no nariz), pode ser favorito a ator coadjuvante em algumas premiações. O filme conta o relacionamento do atleta de luta greco romana Mark Schultz (Chaning Tatum) com seu treinador John Du Pont (Carell) e seu irmão David Schultz (Ruffalo).</p>
<figure id="attachment_1025" aria-describedby="caption-attachment-1025" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1025 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm-620x328.jpg" alt="lost_river_hendricks-sm" width="620" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1025" class="wp-caption-text">Mundo estranho: &#8220;Lost River&#8221; de Ryan Gosling gerou as tradicionais vaias do festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As reações mistas a <em>Lost River</em>, de Ryan Gosling</strong></p>
<p>O <em>debut </em>do ator Ryan Gosling como diretor deixou impressões dúbias em Cannes. Algumas pessoas gostaram, mas houve até quem vaiasse o primeiro filme dirigido e roteirizado pelo ator, o bizarro <em>Lost River</em>. Tanto que a Warner, distribuidora que comprou os direitos do longa nos EUA antes mesmo dele ficar pronto, já teme pela sua carreira nos cinemas norte-americanos. Foi recomendado a Gosling fazer alguns cortes e o novato acatou. O filme acompanha a história de uma <em>stripper </em>(a atriz Christina Hendricks) que vai atrás do seu filho em um mundo paralelo ao que conhecemos.</p>
<figure id="attachment_1027" aria-describedby="caption-attachment-1027" style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1027 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg" alt="DIYS2" width="585" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-1027" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Jessica: Romance protagonizado por Jessica Chastain coloca a atriz na linha de frente da estratégia de Harvey Weinstein para o próximo Oscar.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A comédia romântica por Jessica Chastain e James McAvoy</strong></p>
<p>Dividido em duas partes, <em>The Disappearance of Eleanor Rigby </em>traz a história da separação de um casal pela perspectiva dele (filme um) e dela (filme dois). O longa de Ned Benson esteve no último Festival de Toronto e arrancou aplausos, no Festival de Cannes então conquistou o aval definitivo da crítica para a empreitada. Tanto que, o &#8220;Midas&#8221; da temporada de premiações, Harvey Weinstein já está preparando suas armas para divulgar o projeto entre os membros da Academia de Hollywood, sobretudo pelo carro chefe da produção, a interpretação de Jessica Chastain, cada vez mais onipresente na produção cinematográfica atual. O longa foi considerado um frescor para um gênero extremamente banalizado pela indústria e subestimado pelo público, a comédia romântica.</p>
<figure id="attachment_1026" aria-describedby="caption-attachment-1026" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1026 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg" alt="O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra--size-598" width="597" height="336" /></a><figcaption id="caption-attachment-1026" class="wp-caption-text">O legado de Sebastião Salgado: Documentário co-dirigido por Wim Wenders foi um dos filmes mais comentados da mostra paralela &#8220;Un Certain Regard&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um brasileiro pela perspectiva de Wim Wenders</strong></p>
<p>O olhar do diretor alemão para o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado em <em>The Salt of the Earth</em> (ou <em>O Sal da Terra</em>) foi consagrado na mostra <em>Un Certain Regard</em>. Com  co-direção do filho de Salgado, Juliano Ribeiro Salgado, o documentário foi um dos destaques da seleção em meio a muitas ficções. A produção conseguiu ótimas críticas e deve fazer uma belíssima carreira em muitas praças de exibição mundo afora, incluindo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_1023" aria-describedby="caption-attachment-1023" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1023 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Timothy-Spall-in-Mr-Turne-010-620x348.jpg" alt="Timothy Spall in Mr Turner" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1023" class="wp-caption-text">Biografia inglesa: &#8220;Mr. Turner&#8221; de Mike Leigh rendeu o prêmio de melhor ator a Timothy Spall.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A tradição inglesa de Mike Leigh</strong></p>
<p>Quando Mike Leigh (<em>O Segredo de Vera Drake</em>) chega em Cannes, sempre é apontado como um dos potenciais pontos altos do festival. Seu novo trabalho, a biografia <em>Mr. Turner</em>, narra a trajetória do excêntrico pintor inglês J.M.W. Turner, vivido por Timothy Spall, que, não por acaso, levou o título de melhor interpretação masculina dessa edição do evento. Além do roteiro (uma qualidade constante nos filmes de Leigh), o longa foi enaltecido por seu primor técnico. Pode fazer uma bela carreira nos EUA.</p>
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