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	<title>Arquivos Julia Roberts - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Julia Roberts - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Mundo Depois de Nós (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2023 21:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desconhecido! Talvez “ele” seja aquilo que mais perturba o ser humano. O oceano profundo, os céus longínquos, a imensidão do mundo digital…São diversas as possibilidades angustiantes que a sociedade pode encontrar caso pare para pensar em sua existência. Todavia, há também uma espécie de segurança (ilusória) de que existem aqueles que cuidam da proteção da população. Obviamente que as certezas são, infelizmente, para os privilegiados, em todos os seus graus e potencialidades de privilégios. E é assim que, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O desconhecido! Talvez “ele” seja aquilo que mais perturba o ser humano. O oceano profundo, os céus longínquos, a imensidão do mundo digital…São diversas as possibilidades angustiantes que a sociedade pode encontrar caso pare para pensar em sua existência.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, há também uma espécie de segurança (ilusória) de que existem aqueles que cuidam da proteção da população. Obviamente que as certezas são, infelizmente, para os privilegiados, em todos os seus graus e potencialidades de privilégios.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é assim que, em <strong><em>O Mundo Depois de Nós</em></strong>, o público acompanha a jornada de alguns desses que possuem certo privilégio, principalmente em termos de classe, mas também de raça e gênero. </span>E toda a narrativa se inicia da forma mais privilegiada possível. Afinal, quem tira férias repentinamente, só porque sentiu vontade, se não contar com uma vida minimamente avantajada, não é mesmo?</p>
<p style="font-weight: 400;">Inclusive, é desta maneira que a família central do novo longa-metragem de Sam Esmail (Mr. Robot) ganha o direito de sobreviver, porque eles têm a possibilidade de sair da cidade grande e repousar na hora que querem. Ao lado deles, também acompanha-se um pai e uma filha, donos da casa alugada.</p>
<p style="font-weight: 400;">A dupla também se salva do perigo que chegará dentro da trama, justamente por possuir recursos financeiros para serem proprietários de uma residência enorme, com piscina, em um local mais sossegado. Neste sentido, dentro deste contexto, a direção e o roteiro de Esmail (que escreveu ao lado de Rumaam Alam) acerta ao entregar o caos progressivamente, ainda que de forma intensa.</p>
<p style="font-weight: 400;">A suposta proteção e racionalidade das classes média e alta são abaladas pelos infortúnios repentinos, extremos e absurdos, tornando a sessão um tanto prazerosa. Porque aqui, assim como em muitas distopias, as regras precisam ser quebradas e uma espécie de novo sistema estabelecido, estilhaçando o que havia de benefícios no passado.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, nesta obra há um caminho um tanto distinto, porque a nova ordem nunca é exatamente alcançada. Não existem líderes, respostas, explicações, são dúvidas em cima de dúvidas, permeadas pelo medo das personagens da morte iminente e de um ataque que pode ou não chegar. Por isso que o filme funciona, mesmo que em partes, em manter o espectador curioso.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17569" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3.png" alt="O Mundo Depois de Nós" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, existe um cansaço provocado pela mesma estratégia que imprime qualidade para a produção. A atmosfera de fim do mundo passa a se repetir, a partir do segundo ato, juntamente com os traços das personalidades das personagens. Truncadas, elas não se desenvolvem na mesma medida que a ambientação provoca.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja intencional, é necessário criar empatia ou suspeita em cima de figuras ficcionais para que o enlace com uma ficção seja completo. </span><span style="font-weight: 400;">Em um dado momento, o público pode se perguntar o porquê de ainda estar assistindo aquela história e até mesmo parar antes do seu final.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Esta crítica que vos escreve alerta, porém, que o desfecho é a cereja do bolo de<em> <strong>O Mundo Depois de Nós</strong></em>, porque amarra com cinismo e fluxo contínuo o que é trazido como argumentação central. Ninguém sabe ou tem controle de nada neste planeta e é quase falsa a ideia de poder. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O privilégio compra saídas, mas até mesmo ele tem limites, quando se é arrogante demais para achar que dinheiro e network são apenas o suficiente. Por que não ver o final da décima temporada de Friends então? Se o enredo parece rodar em círculos eternos é por um motivo: a sobrevivência e a existência não andam em uma linha reta. Em um longa tão multifacetado e estilhaçado, mas coeso, é difícil não reproduzir uma crítica semelhante a ele. </span></p>
<p>Mas, para ajudar o leitor a decidir se vale a pena ou não assistir esta narrativa quase insana, a dica seria sim, veja! Talvez, quem embarcar na sessão se irrite, se frustre, se canse, se questione sobre o que está fazendo com sua vida e seu tempo…</p>
<p>Sim, parece sacal dizer isso, mas na hora que o consumidor chegar na minha última pergunta, Esmail terá concluído seu objetivo. <span style="font-weight: 400;"><strong><em>O Mundo Depois de Nós </em></strong></span><span style="font-weight: 400;">não é um filme irretocável ou até mesmo excelente ou bom. Ele passa na média, ali, raspando. A suspensão se esvai quando os mesmos truques são usados (os cervos ou o som estridente, por exemplo). A repetição de situações e a ausência de encaminhamento para as situações deixam uma sensação de tédio. Contudo, com um elenco afinado e de peso (Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke etc) e uma premissa curiosa e provocativa, a projeção se faz digna e justa. Poderia ser melhor, mas talvez ela seja como os seres humanos, estressantes, errantes, mesmo que com boas intenções…</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sam Esmail</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/X6UBHGb0OA0?si=ER-dqtY_EGEtwyta" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ingresso Para o Paraíso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 00:24:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ingresso Para o Paraíso chegou aos cinemas prometendo uma ótima interação entre a dupla de sucesso Julia Roberts (O Retorno de Ben) e George Clooney (O Céu da Meia-Noite). Eles já haviam atuado juntos anteriormente em outros quatro filmes: Onze Homens e um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Jogo do Dinheiro e Confissões de uma Mente Perigosa, então a expectativa era grande para este longa de comédia romântica &#8211; algo que Julia é mestra. No final, o resultado era [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em> chegou aos cinemas prometendo uma ótima interação entre a dupla de sucesso Julia Roberts (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>) e George Clooney (<em>O Céu da Meia-Noite</em>). Eles já haviam atuado juntos anteriormente em outros quatro filmes: <em>Onze Homens e um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogo-do-dinheiro/">Jogo do Dinheiro</a></em> e <em>Confissões de uma Mente Perigosa</em>, então a expectativa era grande para este longa de comédia romântica &#8211; algo que Julia é mestra. No final, o resultado era tudo que nós queríamos.</p>
<p>A história do filme não muito inovadora. Um casal separado que se odeia precisa conviver juntos por conta da filha. Quando a menina decide largar tudo e se casar com um desconhecido em Bali, os dois precisam deixar as diferenças de lado e se unir para demover a garota desta ideia. O resultado é algo previsível desde o começo, o que não quer dizer que seja um problema. Um clichê bem trabalhado pode ser melhor que um roteiro diferentão que se perde na construção.</p>
<p>Aliás, comédia romântica, via de regra, trabalha em cima de clichê. Eu, particularmente, sou uma grande entusiasta do gênero, o que me faz gostar do previsível. O que vale para mim são as interações, a forma como o roteiro vai aprofundar os sentimentos e fazer o espectador comprar a ideia de que aquele elenco realmente forma uma família ou um casal apaixonado. E é isso que temos aqui.</p>
<p>O elenco foi escolhido a dedo e não apenas por conta da dupla principal. A filha deles, Kaitlyn Dever (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>), consegue estabelecer uma ótima química em todas as interações, seja com os pais, com a melhor amiga ou com o boyzinho que ela se apaixona em Bali. Por sinal, a relação dos dois é muito fofa e amorosa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15883" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ.jpg" alt="Ingresso Para o Paraíso" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Y4PJGLT65JFW3ATAEK23IFTLXQ-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Roberts e Clooney, por sua vez, estão super à vontade. É perceptível que eles se divertiram demais nas gravações, como se estivessem o tempo inteiro interagindo com um grande amigo das antigas, o que só favorece <em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em>. Embora os personagens se odeiem, eles se conhecem muito bem. Um sabe a personalidade do outro, os gostos. Mesmo não querendo conviver juntos, eles ainda preservam o conhecimento do outro e a tentativa de sempre ser melhor, no quesito parentalidade.</p>
<p>Ambos os atores conservam a beleza estonteante que sempre tiveram &#8211; eles já ocuparam várias vezes as listas de mulher e homem mais bonitos do mundo. É algo bacana, inclusive, ver comédias românticas voltadas para um público mais coroa, mostrando que o amor e a esperança de uma vida a dois não é algo que morre com o passar do tempo. Eles assumem as rugas, assumem o passar do tempo e seguem plenos em todos os momentos.</p>
<p>Como disse inicialmente, não há nada de muito inovador no roteiro em <em><strong>Ingresso Para o Paraíso</strong></em>, mas todos os clichês são bem trabalhados e envoltos numa fotografia belíssima da Indonésia, com suas praias perfeitas de águas cristalinas, uma boa trilha sonora e um elenco afiado. É um filme leve, gostoso de assistir, se tornando uma excelente pedida para um fim de semana mais calmo. Vale a pena demais!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ol Parker</p>
<p><strong>Elenco:</strong> George Clooney, Julia Roberts, Kaitlyn Dever, Maxime Bouttier, Lucas Bravo, Billie Lourd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lCOyfItmwlU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Retorno de Ben</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 23:38:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. O Retorno de Ben consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática. Holly (Julia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É possível imaginar o quão extenuante é conviver com as dificuldades de um vício em drogas. Falar sobre esta temática em filmes também não é algo simples, já que requer o cuidado para lidar com possíveis gatilhos criados no enredo, ao mesmo tempo em que é preciso se aprofundar e tornar a experiência mais sentimental. <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> consegue fazer isso de maneira muito interessante e acertada, colocando o espectador como mais um personagem na história dramática.</p>
<p>Holly (Julia Roberts) é uma mãe dedicada que vive preocupada com o filho Ben (Lucas Hedges), um jovem doente que foi internado em uma clínica de reabilitação por conta do vício em drogas. Quando o garoto surge no Natal para passar as festas com a família, a matriarca se vê em uma situação emocionalmente complicada, lidando com os demais filhos e o marido, que não apoiam a chegada de Ben.</p>
<p>O diretor Peter Hedges (<em>A Estranha Vida de Timothy Green</em>) traça uma rota cuidadosa e bem explicada da história de Ben e sua família, assim como seu retorno conturbado. Embora Holly sofra com a ausência do jovem, a paz finalmente voltou a reinar na sua casa, depois de anos de turbulência. Seu marido (e padrasto de Ben) a apoia em tudo, embora não concorde com várias de suas atitudes. O roteiro vai mesclando essa dificuldade de definir sentimentos que envolvem amor e medo.</p>
<p>Enquanto Holly tenta acreditar na melhora do filho, sinais vão aparecendo que tudo aquilo não é uma boa ideia e de que precauções precisam ser tomadas. Quando Ben efetivamente se envolve em problemas, o espectador assiste à uma mãe completamente desesperada para salvar a vida do filho e dar um pouco de paz aos seus dias. Ela efetivamente entende o vício como uma doença (diferente do marido) e quer ajudar o garoto no que pode.</p>
<p>Caminhando de maneira lenta, como tem que ser neste caso, <strong><em>O Retorno de Ben</em></strong> envolve o espectador em todas as emoções vividas pelos personagens. Nos pegamos segurando a respiração e torcendo para que o jovem não tome decisões erradas com as tentações que vão aparecendo no caminho. Enquanto isso acontece, a história vai sendo explicada e as camadas sendo um pouco mais desenvolvidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10309" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2529479.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Julia Roberts (<em>Álbum de Família</em>) conduz completamente o filme com uma atuação nada menos que incrível. Ela transita nas emoções com tranquilidade e é possível ver a turbulência que existe dentro de si ao amar o filho e torcer por sua melhora, mas saber que, efetivamente, ele não está bem. Uma das cenas mais incríveis e emocionantes é quando ela entra na delegacia implorando para que prendam seu garoto.</p>
<p>Envolto nesta química, temos Lucas Hedges (<em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em>), filho do diretor, que também nos apresenta uma boa atuação e incorpora muito bem o personagem transtornado que é Ben. Lucas vem participando de ótimos projetos, como<em> Manchester à Beira-Mar</em> e <em>Três Anúncios Para Um Crime</em>, e na companhia de excelentes atores. Ainda vamos ver muito dele por aí e é um conforto saber que ele é efetivamente bom.</p>
<p>A medida que o filme vai chegando ao seu ápice, sente-se falta, no entanto, de maior aprofundamento da história do passado de Ben e dos demais personagens que participam da construção da narrativa, como a irmã e a mãe da ex-namorada do rapaz. É como se o enredo gira-se apenas em todo da dupla principal, perdendo boas chances com os demais.</p>
<p><strong><em>O Retorno de Ben</em> </strong>é um drama intenso que beira a angústia de um suspense por imergir o espectador em tantas emoções. Ainda que não seja o melhor roteiro para descrição do tema de drogas, com muitas questões religiosas envolvidas e personagens que funcionam apenas como acessórios, este é, definitivamente, um filme que vale a pena conferir e se deleitar com grandes atuações.</p>
<p><strong>Direção:</strong>Peter Hedges<br />
<strong>Elenco:</strong> Julia Roberts, Lucas Hedges, Courtney B. Vance, Kathryn Newton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/frlIrNxUE5Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Extraordinário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2017 21:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confesso que minha expectativa para esse filme era bem baixa. Ao assistir ao trailer, imaginei que ele fosse ser bem apelativo e criado com o intuito de fazer o espectador chorar. Então foi com surpresa que constatei que o longa não é assim. Embora o choro seja certo, o objetivo vai muito além de apenas emocionar. O fofíssimo Jacob Tremblay é o protagonista, no papel de Auggie Pullman, garotinho que nasceu com uma deformação facial e precisou passar por diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que minha expectativa para esse filme era bem baixa. Ao assistir ao trailer, imaginei que ele fosse ser bem apelativo e criado com o intuito de fazer o espectador chorar. Então foi com surpresa que constatei que o longa não é assim. Embora o choro seja certo, o objetivo vai muito além de apenas emocionar.</p>
<p>O fofíssimo Jacob Tremblay é o protagonista, no papel de Auggie Pullman, garotinho que nasceu com uma deformação facial e precisou passar por diversas cirurgias para poder respirar melhor e ter uma vida mais comum. Como pais, temos Julia Roberts e Owen Wilson, uma dupla improvável que cria o ambiente familiar da história. O mote principal é que o menino vai para a escola pela primeira vez depois de estudar durante anos em casa. O maior medo de todos é o <em>bullying</em> que ele provavelmente vai sofrer no ambiente escolar.</p>
<p>O filme traz uma discussão muito importante sobre contextualizar as ações de todos. Em um estilo de capítulos, o enredo vai mostrando a visão de vários personagens fundamentais na história e a participação de cada um na vida de Auggie. E não apenas o círculo principal, que seria a família, mas os amigos também, explicando, de alguma forma, as ações de cada um.</p>
<p>Auggie não poderia ter sido interpretado por melhor ator. Jacob Tremblay ficou mais famoso depois de seu papel em <em>O Quarto de Jack</em> e arrasa na atuação (e na fofura). Ele é muito natural e expressivo, o que foi fundamental para o personagem, que usa máscara em determinados momentos e tem as expressões ligeiramente prejudicadas por conta da maquiagem da deformidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8513" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/12/3722861.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Julia Roberts é também muito adequada ao papel da mãe cuidadora e preocupada. E por mais que o casal pareça improvável, ela e Owen Wilson têm uma sintonia modesta e acolhedora. É possível sentir (e não apenas ver) o núcleo familiar formado por eles e os dois filhos.</p>
<p><em>Extraordinário</em> é de um cuidado tremendo com temas difíceis como o <em>bullying</em> e traumas infantis. Ele utiliza do personagem principal para falar disso, mas mostra também que ele não é o centro do universo. Que o mundo continua girando ao redor de Auggie, além dele. E isso é feito de forma muito natural e convincente.</p>
<p>A história também insere elementos reconfortantes, como a paixão do protagonista pelo universo Star Wars. Quando ele tem medo ou receio de algo, imagina os personagens para aliviar a tensão. Além disso, o roteiro humaniza as pessoas em seus contextos. Todos têm suas vontades, anseios, sonhos.</p>
<p>O longa traz muitas reflexões para o espectador, que mescla entre o choro e a risada gostosa na maior parte do tempo. Sim, choramos muito no filme, porque a história é realmente linda e emocionante. Mas este não é o objetivo principal dele, e sim uma consequência de uma história bem contada.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OJWN2hP77_c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jogo do Dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 May 2016 22:05:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[George Clooney]]></category>
		<category><![CDATA[Jodie Foster]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo do Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A promessa de um longa que traz uma abordagem eficaz do cenário financeiro atual era promissora e se cumpriu de certa forma. Ainda assim, a direção de Jodie Foster deixa a desejar em alguns momentos, mostrando falhas no roteiro e tendência a alguns clichés que poderiam ser evitados. George Clooney interpreta o apresentador Lee Gates, que tem um programa de televisão nada convencional que fala de ações da bolsa. Ele é carismático e exagerado, gritando e usando termos únicos para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A promessa de um longa que traz uma abordagem eficaz do cenário financeiro atual era promissora e se cumpriu de certa forma. Ainda assim, a direção de Jodie Foster deixa a desejar em alguns momentos, mostrando falhas no roteiro e tendência a alguns clichés que poderiam ser evitados.</p>
<p>George Clooney interpreta o apresentador Lee Gates, que tem um programa de televisão nada convencional que fala de ações da bolsa. Ele é carismático e exagerado, gritando e usando termos únicos para se referir à questão econômica. Já Julia Roberts vive a diretora do show. Durante mais um dia de trabalho, onde as ações de uma dada empresa caiu bruscamente, um jovem invade os estúdios com uma arma e ameaça matar Lee. Ele coloca um colete cheio de bombas no apresentador e exige que tudo seja transmitido ao vivo pelo canal.</p>
<p>O filme consegue se manter interessante durante todo o tempo, chamando sempre a atenção do espectador. Mas algumas ações controversas faz a gente pensar. Como por exemplo, o fato do cara que ameaça não se tocar que o apresentador usa um ponto eletrônico e escuta a voz da diretora o tempo todo. Além de ser notório, essa é uma informação que a maioria das pessoas tem hoje em dia.</p>
<p>Outra questão que incomoda bastante é a seguinte: o atirador está com o dedo no gatilho da bomba e se ele soltar, Gates explode junto com o estúdio. No entanto, a polícia lá fora afirma que se atirar no colete de Gates em um ponto específico, fará com que a bomba desarme. Fico me perguntando se, já que ele tinha um ponto eletrônico e ouvia tudo, e o atirador é deveras distraído, a polícia não podia simplesmente ensinar o apresentador a desarmar a bomba sem precisar atirar necessariamente nele.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6038" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/05/14d0d2e139ab67a39c7d1578f4fe34ec7d36952c.jpg" alt="14d0d2e139ab67a39c7d1578f4fe34ec7d36952c" width="610" height="348" /></p>
<p>Ainda assim, o filme tem suas qualidades, como a crítica ao mercado financeiro e como os empresários conseguem lucrar em cima da ruína das pessoas. Além disso, como é possível manipular as ações a partir de atitudes e investimentos estratégicos. Uma pena, no entanto, que isso não seja tão aprofundado quanto poderia. A temática oferece muitas possibilidades, mas Foster optou por tratar de forma mais superficial durante boa parte do longa, trazendo o aprofundamento apenas para o final. Isso traz um tom completamente irregular ao longa, que vai e volta e mostra uma abolição estranha de roteiro.</p>
<p>A tendência ao cliché se mostra principalmente na mudança de percepção do protagonista ao final de tudo, como se fosse um suspiro de lucidez. Faz até sentido na trama, mas soa muito infantil.</p>
<p>Com relação às atuações, uma combinação importante e acertada entre Clooney e Roberts. Sou fã de ambos e vê-los juntos em cena é realmente um deleite para o espectador. Os dois cabem muito bem nos papéis e desenvolvem com muita naturalidade. Destaque também para o jovem atirador, interpretador por Jack O&#8217;Connell. O novato se mostra como uma grata surpresa.</p>
<p>No geral, rola um sentimento de frustração pela expectativa cultivada ao longo de meses assistindo ao trailer nos cinemas. A possibilidade de um super roteiro caiu por terra, nos apresentando um trabalho apenas bom, quando podia ser excelente. Ainda assim, é um entretenimento válido e boa pedida para o feriado.</p>
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		<title>Crítica: Olhos da Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2015 22:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Ray]]></category>
		<category><![CDATA[Chiwetel Ejiofor]]></category>
		<category><![CDATA[Juan José Campanella]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Segredo dos seus Olhos]]></category>
		<category><![CDATA[Olhos da Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Toda vez que Hollywood inicia a produção de um remake as falas de descrédito para esta obra que sequer viu a luz do dia começam a brotar, especialmente se a produção em questão é uma segunda versão de um filme tão reverenciado por cinéfilos quanto o argentino O Segredo dos seus Olhos. Assim, foi inevitável que um grupo torcesse o nariz para Olhos da Justiça, remake do longa de Juan José Campanella que venceu o Oscar de melhor filme [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4082" aria-describedby="caption-attachment-4082" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/file_610458_secret-in-their-eyes-picture-4-640x443.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4082 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/file_610458_secret-in-their-eyes-picture-4-640x443-620x353.jpg" alt="file_610458_secret-in-their-eyes-picture-4-640x443" width="620" height="353" /></a><figcaption id="caption-attachment-4082" class="wp-caption-text">Trio: Interpretações equilibradas de Julia Roberts, Nicole Kidman e Chiwetel Ejiofor elevam o remake a outro nível</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda vez que Hollywood inicia a produção de um <i>remake </i>as falas de descrédito para esta obra que sequer viu a luz do dia começam a brotar, especialmente se a produção em questão é uma segunda versão de um filme tão reverenciado por cinéfilos quanto o argentino <i>O Segredo dos seus Olhos</i>. Assim, foi inevitável que um grupo torcesse o nariz para <i>Olhos da Justiça</i>, <i>remake </i>do longa de Juan José Campanella que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 e passou a ser um dos estandartes da qualidade do cinema argentino contemporâneo. A versão norte-americana da obra de Campanella está longe de ser tão boa quanto o original, mas <i>Olhos da Justiça</i> não pode ser qualificado como um filme ruim, muito pelo contrário. No frigir dos ovos, o longa é muito bom e extremamente eficiente.</p>
<figure id="attachment_4083" aria-describedby="caption-attachment-4083" style="width: 594px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/secret-in-their-eyes-Ejiofor-Kidman-594x396.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4083 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/secret-in-their-eyes-Ejiofor-Kidman-594x396.jpg" alt="secret-in-their-eyes-Ejiofor-Kidman-594x396" width="594" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-4083" class="wp-caption-text">Sem tempo para o amor: Personagens de Ejiofor e Kidman tentam entender a natureza da relação em meio a investigação de um crime bárbaro</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Olhos da Justiça</i>, um grupo de profissionais responsável por uma divisão do FBI especializada em ações terroristas logo após o 11 de setembro é abalados pelo assassinato da filha de Jess (Julia Roberts), uma das investigadoras do departamento. Logo, outro investigador da divisão e amigo da mãe da vítima, Ray (Chiwetel Ejiofor), e a procuradora Claire (Nicole Kidman) empreendem uma caçada ao responsável pelo crime que dura uma década e transforma a vida dos três personagens.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dirigido por Billy Ray, que merece a menção por seu trabalho em <i>O Preço de uma Verdade</i>, <i>Olhos da Justiça </i>toma algumas liberdades em sua adaptação, modificando alguns personagens e o seu desfecho, mas deixa em evidência as suas origens ao reproduzir determinados elementos do argentino, como a cena no estádio a alguns dos diálogos entre os seus personagens. <i>Olhos da Justiça</i>, portanto, não renega o seu &#8220;carimbo&#8221; cinematográfico de <i>remake</i>, mas o sustenta com muita elegância narrativa e ritmo sem desejar ousar muito, o que jamais soa como um problema da obra.</p>
</div>
<figure id="attachment_4084" aria-describedby="caption-attachment-4084" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/SECRET-IN-THEIR-EYES-3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4084 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/SECRET-IN-THEIR-EYES-3-620x349.jpg" alt="SECRET-IN-THEIR-EYES-3" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-4084" class="wp-caption-text">Avaliação injusta: Crítica torceu o nariz para o remake nos EUA, mas o longa é bem eficiente</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>O elenco principal é um dos pontos fortes do longa-metragem. Enquanto Julia Roberts entrega uma interpretação visceral na pele de uma mulher absolutamente despedaçada por uma tragédia pessoal, Nicole Kidman e Chiwetel Ejiofor ficam na órbita desse crime brutal e tentam entender a natureza dos sentimentos que seus personagens nutrem um pelo outro. Kidman está impecável na pele de uma mulher que tenta se firmar profissionalmente em meio a um ambiente predominantemente masculino e que a enxerga como um elemento frágil do grupo. Já Chiwetel comanda com vigor a busca obsessiva de Ray pelo autor do assassinato da filha de Jess. Enfim, a escalação do trio foi mais do que acertada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Realizando uma reflexão sobre as cicatrizes que a violência deixa em seus personagens, <i>Olhos da Justiça</i> de Billy Ray aborda um ponto de vista pertinente sobre justiça e punição, deixando claro no seu desfecho quem serão aqueles que de fato sofrerão as consequências do crime por toda a vida. Em suma, o longa está longe de ser a tragédia que alguns pintaram por ai. Obedece a cartilha do drama policial norte-americano, mas faz isso com muito equilíbrio e sem ofender ninguém, muito menos o argentino <i>O Segredo dos seus Olhos. </i></p>
</div>
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		<title>Para sentir o drama mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2014 00:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Molina]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Parsons]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ruffalo]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Bomer]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[The Normal Heart]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A produção original da HBO The Normal Heart tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes aqui, mas merece destaque nessa coluna. Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1792" aria-describedby="caption-attachment-1792" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1792 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2-620x368.jpg" alt="normalh2" width="620" height="368" /></a><figcaption id="caption-attachment-1792" class="wp-caption-text">11 indicações: Telefilme chega ao Emmy com pinta de favorito aos prêmios das categorias nas quais concorre.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A produção original da HBO <em>The Normal Heart</em> tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/">aqui</a>, mas merece destaque nessa coluna.</p>
<p>Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de mesmo nome escrita por ele em 1985. Conduzidos pelo protagonista Ned Weeks, interpretado por Mark Ruffalo, acompanhamos o drama vivenciado pelas pessoas LGBT no início daquela década, quando os primeiros casos de AIDS começaram a atingir a população gay. Ao presenciar a morte dos amigos e o descaso do governo com aquela situação, cada vez mais agravante, Weeks, um escritor polêmico e combativo, que, inclusive, não é tão bem recebido pelo público gay por suas críticas aos comportamentos de liberdade sexual por julgá-los moralmente como promíscuos, junta forças com a Dra. Emma Brookner (Julia Roberts) para militar em busca de estudos sobre a doença que acabara de surgir assim como auxiliar e conscientizar a população atingida pela AIDS.</p>
<figure id="attachment_1794" aria-describedby="caption-attachment-1794" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1794 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/julia-620x348.jpg" alt="julia" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1794" class="wp-caption-text">Aliada: Médica vivida por Julia Roberts junta-se ao protagonista na luta da causa.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É interessante notar, então, as estratégias que o filme toma ao trazer a tensão constante existente dentro do grupo identitário composto pelos LGBT. Os diálogos monologais, possivelmente advindos da peça original, dão um tom de confissão e desabafo ao filme. Aqui, não é só a AIDS que é discutida, mas a própria condição sexual e a maneira que os indivíduos vivenciam suas realidades através dela.</p>
<p>Quando Weeks e a Dra. Brookner passam a reunir amigos e realizar reuniões para conscientizar os mais próximos da necessidade de controlarem seus impulsos sexuais, já que haviam indicações da transmissão sexual da doença, os gays não aceitam bem a ideia já que vinham, até então, defendendo a sua liberdade de se relacionarem abertamente sem temerem sua sexualidade.</p>
<p>O temperamento explosivo de Weeks e o modo com que milita pelo suporte daqueles gays contaminados pela AIDS, com suas polêmicas atitudes para chamar a atenção das autoridades, seja em público ou na mídia, passa a ser vista por alguns como uma maneira de autopromoção, de modo a questionarem as reais intenções do escritor.</p>
<figure id="attachment_1795" aria-describedby="caption-attachment-1795" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1795 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart-620x319.jpg" alt="the-normal-heart" width="620" height="319" /></a><figcaption id="caption-attachment-1795" class="wp-caption-text">As duas vozes da causa: As abordagens da questão pelos personagens de Mark Ruffalo e Taylor Kitsch chamam a atenção.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso, os amigos, que no início o ajudam e inclusive, se juntam pra montar uma instituição de apoio, começam a se sentir cada vez mais incomodados com a combatividade de Weeks, gerando um desgaste crescente dentro do grupo. Ora, Weeks já não era tão bem aceito por suas ideias em suas obras, agora, alguns passam a enxergá-lo como uma ameaça às conquistas da comunidade ao defender uma forma de repressão dos desejos sexuais dos gays.</p>
<p>A lógica de alguns personagens pode até parecer rasa e simplista à primeira vista, mas é compreensível graças ao modo com que, talvez por ser derivada de uma peça teatral, o filme traz os diálogos bem dramáticas e, muitas vezes, com um tom monologal como afirmei mais acima – é muito difícil não se emocionar e compreender a dor do personagem Mickey Marcus (Joe Mantello), em um ponto chave e representativo deste conflito entre os personagens, quando realiza um desabafo em que demonstra ao mesmo tempo uma indignação com a realidade de descaso vivida por eles diante da falta de atenção das autoridades, a culpa sentida por ter lutado durante tempos para terem a liberdade de vivenciarem suas sexualidades e agora ter essa liberdade apontada como a causa pela contaminação dentro da comunidade e a discordância com os métodos e as ideias de Weeks.</p>
<p>Tal tensão também é percebida, por exemplo, quando nas reuniões para se eleger o representante da instituição, há claramente uma preferência por Bruce Miles (Taylor Kitsch) – este é justamente o oposto de Weeks; masculino, com um pé dentro do armário e com um discurso de assimilação e integração aos padrões heterossexuais, Miles é enxergado como um caminho mais tranquilo para se dialogar com as autoridades e conseguir o apoio necessário. No entanto, Miles tem justamente em Weeks o melhor amigo, que o escuta em todos os momentos de crise – inclusive quando ele começa a sentir o peso da suspeita de ter sido um dos vetores iniciais da doença, já que perde, sucessivamente, parceiros contaminados pela AIDS ao longo do filme, o que vai gerando uma instabilidade emocional crescente no personagem.</p>
<figure id="attachment_1796" aria-describedby="caption-attachment-1796" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1796 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024-620x349.jpg" alt="650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1796" class="wp-caption-text">Alta tensão: Elevado teor emocional do protagonista dimensionam o problema para o espectador.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entender como e o porquê Ned Weeks tem um temperamento explosivo é um processo que se dá a partir de seu relacionamento com o irmão Ben Weeks (Alfred Molina), com o namorado, o jornalista Felix Turner (Matt Bomer) e também, embora em uma quantidade de tempo menor no longa, mas não menos importante, com a Dra. Emma Brooks e Tommy Boatwright (Jim Parsons). É na interação com estes personagens que Ned nos é revelado quanto a sua personalidade e seus posicionamentos, assim como nota-se a força da atuação deste núcleo de personagens – especialmente os dois últimos citados, que marcam pela ausência e sempre roubam a cena quando surgem.</p>
<p>Em um diálogo fortíssimo (palmas para Mark Ruffalo e Alfred Molina), a indignação de Ned transparece numa catarse em que ele dá um ultimato ao irmão de que só irá considera-lo novamente, quando aquele o enxergar como igual. Embora sempre tenha apoiado o irmão, fica claro que Ben foi cúmplice da maneira com que a família tratou a sexualidade de Ned, levando a vários psicólogos que tentavam curá-lo de sua “doença”; no discurso de Ben, embora revelado em meio a confusão e a dor, fica claro também a sua incompreensão com a luta do irmão e o modo como ele ainda o enxerga como um doente, revelando assim a contradição que muitos familiares têm com seus parentes LGBT ao ficarem dividos entre o sentimento que têm por eles e sua não aceitação da sexualidade do outro.</p>
<p>Assim, surpreendentemente, é Felix Turner, que, ao final, surge como uma possibilidade de retorno ao contato entre os irmãos quando, em outro ponto chave, é responsável por esse restabelecimento. A interpretação reservada de Matt Bomer é um dos pontos fortes do filme – namorado de Ned, o personagem ganha profundidade com o avanço do longa e dá ao telespectador um elo que demonstra os medos e fraquezas do outro personagem, já que ele sempre parece em combate com os outros e, com Turner, tem, naturalmente, um comportamento amoroso e confessional, ao mesmo tempo que, a partir do momento em que se descobre contaminado pelo vírus, nos apresenta a triste realidade vivenciada pelo casal advinda da crescente piora de sua saúde.</p>
<figure id="attachment_1797" aria-describedby="caption-attachment-1797" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1797 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6-620x348.jpg" alt="normalh6" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1797" class="wp-caption-text">Jim Parsons: Ator de &#8220;The Big Bang Theory&#8221; é um dos destaques do projeto de Ryan Murphy.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros dois grandes destaques do filme, embora com pouco espaço na tela, são os personagens interpretados por Julia Roberts e Jim Parsons. A Dra. Emma Brookner é de longe a personagem mais interessante e complexa do filme – muito difícil entender suas motivações (fora aquelas alegadas explicitamente), visto que pouco nos é revelado sobre ela, a não ser o que a levou a paralisia foi a pólio em sua infância. Certo é que sempre rouba cena, seja pela personalidade arredia e ao mesmo tempo protetora, seja pelo esforço e paciência da personagem ao lidar com temperamentos, igualmente, difíceis como o próprio Ned Weeks, demonstrando, assim, um grande esforço de empatia. Destaque para a cena em que ela explode diante de uma comissão de apoio financeiro do Estado, que julga seu projeto para pesquisar a AIDS e nega o suporte.</p>
<p>A maior surpresa do filme, no entanto, fica a cargo de Jim Parsons. O ator, conhecido pelo seu papel na série de comédia The Big Bang Theory, traz um personagem, Tommy Boatwright, econômico e simples, mas que comunica pelo silêncio na mesma proporção que Ned Weeks comunica pelo grito. Solitário e reservado, o personagem apoia Weeks até os limites e surge como símbolo da amizade familiar existente entre os LGBT, já que muitas vezes estes têm de renunciar à vida no seio familiar dos laços de sangue pela discriminação sofrida pelos parentes e encontram nos amigos uma nova família. Vivendo sempre para os outros e para o trabalho, ele é incentivado por Ned ao longo do filme a buscar viver sua própria vida. Seu monólogo durante o enterro de um dos amigos do grupo é sem dúvida a cena mais forte e simbólica da dor e indignação sentida pelos LGBT, seja pela incapacidade de compreender o descaso e a assustadora circunstância em que eles se encontravam (e as outras vivenciadas nos dias atuais), assim como pela dificuldade em entender o porquê dele, seus amigos e aqueles que compartilhavam da mesma orientação sexual serem tão rejeitados, considerados abjetos e desumanizados pela sociedade.</p>
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		<title>Crítica: The Normal Heart (HBO)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 00:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ruffalo]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Bomer]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[The Normal Heart]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A década de 1980 não foi um período muito fácil para a &#8220;comunidade&#8221; gay norte-americana &#8211; e coloco esse comunidade entre aspas pois não gosto muito da definição, restringe um grupo a um gueto ao invés de incluí-lo na sociedade. Era o auge da epidemia da Aids e os primeiros casos noticiados envolviam homossexuais do sexo masculino. Somando o estigma de &#8220;grupo de risco&#8221; ao preconceito que os gays já sofriam &#8211; se hoje é perceptível, imagina na época [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1085" aria-describedby="caption-attachment-1085" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1085" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/0001-620x308.jpg" alt="0001" width="598" height="297" /></a><figcaption id="caption-attachment-1085" class="wp-caption-text">Causa humana: Movimento gay a favor de uma cura da Aids é o tema de telefilme da HBO.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A década de 1980 não foi um período muito fácil para a &#8220;comunidade&#8221; gay norte-americana &#8211; e coloco esse comunidade entre aspas pois não gosto muito da definição, restringe um grupo a um gueto ao invés de incluí-lo na sociedade. Era o auge da epidemia da Aids e os primeiros casos noticiados envolviam homossexuais do sexo masculino. Somando o estigma de &#8220;grupo de risco&#8221; ao preconceito que os gays já sofriam &#8211; se hoje é perceptível, imagina na época -, o governo não teve intenção alguma de conter o avanço do contágio. Nesse cenário, os primeiros grupos politizados de homossexuais começaram a se organizar criando organizações de amparo às vítimas da Aids e buscando uma cura para o  que foi taxado de &#8220;câncer gay&#8221;.</p>
<p><em>The Normal Heart</em>, produção original da HBO, faz um panorama dessa época com ecos ainda sentidos no presente através da homofobia e da penumbra que insiste em rondar a Aids. O homem por trás desse telefilme é Ryan Murphy, realizador de <em>Comer Rezar Amar</em>, mas que marcou seu nome mesmo ao conceber as séries <em>Nip/Tuck </em>e <em>Glee</em>. Mas aqui o tema não é tão suave, Murphy tem em mãos um material extremamente delicado. O roteiro de Larry Kramer aborda o envolvimento de Ned Weeks na luta pela tolerância gay em função das sucessivas perdas em sua vida. Muitos amigos de Ned morrem vítimas da Aids e ele e outros companheiros fundam uma organização de amparo às vítimas. No entanto, Ned quer mais do que ser um porto seguro para doentes terminais, quer que a cura da epidemia seja objeto de pesquisas para que ele e seus amigos possam relacionar-se sem o receio de contrair o vírus.</p>
<figure id="attachment_1086" aria-describedby="caption-attachment-1086" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalheart1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1086" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalheart1.jpg" alt="The Normal Heart Mark Ruffalo, Matt Bomer" width="588" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1086" class="wp-caption-text">Humanidade à flor da pele: A construção de relações de carne e osso pelo realizador e pelo seu elenco é um dos principais méritos do projeto. Interpretando o namorado do personagem de Mark Ruffalo, Matt Bomer é a revelação do projeto.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ryan Murphy conseguiu abordar com muita sensibilidade os relacionamentos que preenchem esse filme, seja a relação de Ned com seu namorado, o jornalista do New York Times Felix Turner (Matt Bomer), seja sua afetuosa relação com o irmão mais velho, um amparo familiar que lhe trouxe bastante segurança e conforto para lidar com a sua sexualidade. Há muita sinceridade em torno dessas relações e por isso Murphy consegue trazer para seu filme um cenário em que o espectador se importa com o destino dos seus personagens, se envolva com suas histórias e desperte a consciência para a dimensão da sua causa. O tom panfletário do longa é notório e inevitável ao projeto, mas está longe de ser impertinente e forçado como algumas outras obras de cunho político ou social já foram. Por se apoiar no aspecto humano da causa, o tom de discurso em praça pública de <em>The Normal Heart </em>se justifica e se impõe ao espectador.</p>
<p>Como o protagonista do longa, Mark Ruffalo poderia ser uma das principais &#8220;vítimas&#8221; desse tom panfletário. Eventualmente, seu personagem surge em cena aos berros com outros personagens, causando uma certa irritação pelo tom constante de confronto, como já dito um traço do projeto que o diretor consegue controlar através das relações humanas que estabelece ao longo da fita. Por estar na linha de frente, Ruffalo acaba sendo prejudicado por esse aspecto inerente ao projeto, mas nada que prejudique a obra e o trabalho do ator. Sempre respeitoso com o personagem e com o contexto que o cerca, Ruffalo evita transformar Ned em uma alegoria histérica, evitando qualquer tipo de estereotipação ou afetação em sua composição.  No entanto, apesar de ser protagonista, Ruffalo acaba sendo ofuscado por seus colegas que oferecem ao público performances irretocáveis, entre eles Matt Bomer (uma grata revelação), intérprete do parceiro de Ned, que se transforma física e psicologicamente ao longo da narrativa; Julia Roberts, interessante como a pragmática porém humana Dra. Emma Brookner; Alfred Molina, comovente como o irmão do protagonista em uma cena definitiva para a obra; e Jim Parsons (de <em>Big Bang Theory</em>), com um pequeno personagem muito bem defendido pelo ator.</p>
<figure id="attachment_1072" aria-describedby="caption-attachment-1072" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalh5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1072" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalh5-620x335.jpg" alt="normalh5" width="568" height="307" /></a><figcaption id="caption-attachment-1072" class="wp-caption-text">Explosões: Tom panfletário do projeto é justificado pela dimensão do drama vivido pelos personagens. Julia Roberts tem uma das interpretações mais sólidas do filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se <em>The Normal Heart </em>é uma obra panfletária e mergulha fundo no seu próprio tristeza é porque não havia outro meio para contar essa narrativa. Não há um momento particular de alegria nesse capítulo dos anos de 1980. Ryan Murphy justifica todo esse tom orgânico da sua obra através de personagens humanos com relacionamentos concretos, reais, de carne e osso. Por contar com atores que souberam sustentar esse aspecto da obra e por conduzí-los a nuances tão interessantes essa nova produção da HBO está entre uns dos seus melhores trabalhos nesse primeiro semestre, tão forte quanto <em>Behind the Candelabra </em>e <em>Temple Grandin </em>em anos passados . É um dos raros casos em que a emoção transcende qualquer esquema objetivo de avaliação crítica.</p>
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		<title>Memória: Um Lugar Chamado Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2014 19:36:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia Romântica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Grant]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Um Lugar Chamado Notting Hill]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 15 anos era lançado o romance “Um Lugar Chamado Notting Hill”. Primeiro longa do diretor Roger Michell (“Um Final de Semana em Hyde Park”), o filme traz um clássico modelo de filmagem britânica, misturando atores locais e americanos e seguindo uma narrativa acompanhada de linda trilha sonora. No enredo, Will, interpretado pelo galã de comédia romântica Hugh Grant, é o dono fracassado de uma livraria especializada em turismo. Sua vida segue rotineira depois que ele se divorciou da mulher, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/notting2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-498 aligncenter" alt="notting2" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/notting2.jpg" width="596" height="337" /></a></p>
<p>Há 15 anos era lançado o romance “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>”. Primeiro longa do diretor Roger Michell (“<em>Um Final de Semana em Hyde Park</em>”), o filme traz um clássico modelo de filmagem britânica, misturando atores locais e americanos e seguindo uma narrativa acompanhada de linda trilha sonora. No enredo, Will, interpretado pelo galã de comédia romântica Hugh Grant, é o dono fracassado de uma livraria especializada em turismo. Sua vida segue rotineira depois que ele se divorciou da mulher, que o traiu. Em estado de quase depressão, ele pouco conhece do mundo artístico ao seu redor, quando se depara com Anna, famosa atriz americana, vivida pela belíssima Julia Roberts. Claro que, inicialmente, ele não a reconhece, mas se encanta de cara com sua beleza. Depois de um incidente com um copo de suco de laranja e um beijo roubado, ela liga para sua casa, dando início a um romance tímido.</p>
<p>Possivelmente por conta do sotaque fortíssimo da maior parte do elenco, o filme aconchega e mescla a frieza do inglês com a sua vivacidade no relacionamento. Os amigos de Will são importantíssimos na trama, superando os papéis de coadjuvantes. A louca irmã que só se dá mal em namoros (Emma Chambers), a amiga que foi seu primeiro amor e agora vive numa cadeira de rodas (Gina McKee), o amigo que “roubou” sua paixão (Tim McInnerny), o conhecido perdedor (Hugh Bonneville) e o colega de quarto completamente sem noção e hilário (Rhys Ifans). Seguindo uma narrativa leve e envolvente, o longa traz com naturalidade um possível conto de fadas, onde um reles empresário falido consegue conquistar uma artista super famosa e viver uma história de amor. É interessante observar o equilíbrio que o diretor traz ao não colocar nenhum dos dois protagonistas em posição de superioridade, colocando-os em patamar horizontal no relacionamento. Embora Anna mude completamente a vida de Will, ele também traz o “pé no chão” que ela precisa para dar sentido a dela.</p>
<p>Uma das comédias românticas mais lindas dos últimos tempos, “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>” chama a atenção para a possibilidade de criar um filme do gênero que possua conteúdo e não beire o patético. É perceptível a qualidade do longa e como ele se destaca das produções que o seguiram. Atenção especial para trilha sonora que encanta a cada cena. Uma excelente pedida para o fim de semana.</p>
<p><strong>Os envolvidos 15 anos depois</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/roger-michell-hyde-park-on-hudson.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-500" alt="roger-michell-hyde-park-on-hudson" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/roger-michell-hyde-park-on-hudson.jpg" width="480" height="300" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Roger Michell</strong></p>
<p>Depois do sucesso de “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>”, o diretor acumulou uma filmografia nada excepcional que inclui “<em>Amor Para Sempre</em>” (2004), onde ele repetiu a parceria com Rhys Ifans, e “<em>Uma Manhã Gloriosa</em>” (2010), que se anunciou como uma comédia romântica diferente, mas caiu no usual e não impressionou. Michell se redimiu com “<em>Um Final de Semana em Hyde Park</em>” (2012), no entanto, continuou deixando na expectativa o público que assistiu e se encantou com sua obra-prima.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/hugh.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-502" alt="hugh" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/hugh.jpg" width="480" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hugh Grant</strong></p>
<p>Seguindo sua tendência de atuar em comédias românticas, Grant teve altos e baixos na carreira, de “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>” para cá. Apesar do fracasso de “<em>Amor à Segunda Vista</em>” (2002), ele conseguiu emplacar ótimos personagens em “<em>Simplesmente Amor</em>” (2003) e “<em>O Diário de Bridget Jone</em>” (2001 &#8211; e continuações). Contrastando com seu perfil mulherengo e cafajeste na vida real, no cinema ele tende a interpretar o bom moço que sofre para conseguir manter um relacionamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/julia-roberts-in-paris.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-501" alt="julia-roberts-in-paris" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/julia-roberts-in-paris.jpg" width="480" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Roberts</strong></p>
<p>Apesar do seu nome de peso e enorme sucesso nos anos 90 (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por “<em>Uma Linda Mulher</em>” (1990) e a estatueta por “<em>Erin Brokovich &#8211; Uma Mulher de Talento</em>” (2000)), Roberts passou um período em baixa no final dos anos 2000. Logo após seu papel como Anna, ela emplacou “<em>A Mexicana</em>” (2001), “<em>O Sorriso de Mona Lisa</em>” (2002) e “<em>Closer – Perto Demais</em>” (2004), mas esteve também no chato “<em>Duplicidade</em>” (2009) e no indeciso “<em>Amor, Felicidade ou Casamento</em>” (2010). Na cerimônia do Oscar deste ano, ela concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel impressionante em “<em>Álbum de Família</em>”, mostrando que voltou aos tempos áureos com toda força.</p>
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		<title>Guia Oscar 2014: Atrizes Coadjuvantes</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/guia-oscar-2014-atrizes-coadjuvantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2014 19:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[June Squibb]]></category>
		<category><![CDATA[Lupita Nyong'o]]></category>
		<category><![CDATA[Sally Hawkins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jennifer Lawrence &#8211; Trapaça Atual queridinha de Hollywood, Jennifer Lawrence foi o grande nome da indústria em 2013: ganhou um Oscar de melhor atriz por O Lado Bom da Vida no início do ano e conseguiu levar Jogos Vorazes: Em Chamas ao topo das bilheterias como o primeiro filme em anos protagonizado por uma mulher a conseguir tal façanha. Trapaça foi a cereja do bolo de Jennifer no final do ano passado. Em um filme com uma constelação de estrelas e novamente dirigida por David O. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/american-hustle-jennifer-lawrence.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-213 aligncenter" alt="american-hustle-jennifer-lawrence" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/american-hustle-jennifer-lawrence-620x387.jpg" width="620" height="387" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jennifer Lawrence &#8211; </strong><em>Trapaça</em></p>
<p>Atual queridinha de Hollywood, Jennifer Lawrence foi o grande nome da indústria em 2013: ganhou um Oscar de melhor atriz por <em>O Lado Bom da Vida </em>no início do ano e conseguiu levar <em>Jogos Vorazes: Em Chamas </em>ao topo das bilheterias como o primeiro filme em anos protagonizado por uma mulher a conseguir tal façanha. <em>Trapaça</em> foi a cereja do bolo de Jennifer no final do ano passado. Em um filme com uma constelação de estrelas e novamente dirigida por David O. Russell (o diretor de <em>O Lado Bom da Vida</em>), Lawrence praticamente rouba a cena na pele da instável Rosalyn. Não fosse sua vitória no ano passado, talvez vencesse fácil a estatueta pelo filme. Contudo, não fiquem surpresos se Lawrence levar a melhor, esse é o momento dela.</p>
<p><strong>Vitórias anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>O Lado Bom da Vida</em> (2013)</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>Melhor atriz por <em>Inverno da Alma </em>(2011)</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/HT_julia_roberts_august_osage_county_lpl_131129_16x9_992.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-214 aligncenter" alt="HT_julia_roberts_august_osage_county_lpl_131129_16x9_992" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/HT_julia_roberts_august_osage_county_lpl_131129_16x9_992-620x348.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Roberts &#8211;</strong> <em>Álbum de Família</em></p>
<p style="text-align: left;">Desde sua vitória em 2001 como melhor atriz por <em>Erin Brokovich &#8211; Uma Mulher de Talento, </em>Julia Roberts não era lembrada pela Academia. Talvez não merecesse tanto assim por trabalhos como <em>Duplicidade </em>e <em>Jogos de Poder</em>. Já por seu desempenho em <em>Álbum de Família</em>, a <em>pretty woman </em>chega com autoridade na temporada. No entanto, por uma daquelas razões curiosas que só as campanhas para o Oscar nos rendem, a atriz foi indicada como coadjuvante quando o seu papel é o verdadeiro fio condutor de toda a trama. Tem boas chances já que sua performance tem rendido comentários mais elogiosos que aqueles conferidos a sua colega de cena, a &#8220;incontestável&#8221; Meryl Streep, mas terá que encontrar espaço no duelo Lawrence X Nyong&#8217;o, que polarizou as demais premiações da temporada.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores: </strong>Melhor atriz por <em>Erin Brokovich &#8211; Uma Mulher de Talento </em>(2001)</p>
<p><strong>Indicações anteriores: </strong>Melhor atriz por <em>Uma Linda Mulher </em>(1992), melhor atriz coadjuvante por <em>Flores de Aço </em>(1990)</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/june-squibb-nebraska.jpg-w620.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-215 aligncenter" alt="NEBRASKA" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/june-squibb-nebraska.jpg-w620-620x348.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>June Squibb</strong> &#8211; <em>Nebraska</em></p>
<p style="text-align: left;">Squibb é um daquelas veteranas que enfim ganham um reconhecimento em sua carreira com uma indicação ao Oscar. Cria do circuito off-Broadway, a atriz já esteve em filmes <em>A Época da Inocência</em>, <em>Perfume de Mulher </em>e <em>Encontro Marcado</em>. <em>Nebraska </em>é seu reencontro com o diretor Alexander Payne, que a dirigiu em <em>As Confissões de Schimidt</em>. A indicação em si já é um reconhecimento para Squibb, que vem conquistando a crítica desde o Festival de Cannes por sua interpretação nessa fita.  Tem poucas chances de levar o prêmios, mas está na disputa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Lupita-Nyong-o-12-Years-a-Slave-size-620.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-216 aligncenter" alt="Lupita-Nyong-o-12-Years-a-Slave-size-620" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Lupita-Nyong-o-12-Years-a-Slave-size-620.jpg" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Lupita Nyong&#8217;o</strong> &#8211; <em>12 Anos de Escravidão</em></p>
<p style="text-align: left;">Na batalha travada entre <em>Gravidade</em>, <em>12 Anos de Escravidão </em>e <em>Trapaça </em>pelas principais estatuetas, Lupita Nyong&#8217;o é a voz do seu filme com seus discursos em  premiações prévias. Com as sucessivas derrotas de seus colegas de cena Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender , a atriz teve a oportunidade de emocionar muitos votantes com seus discursos sobre a experiência transformadora e única que foi participar de <em>12 Anos de Escravidão</em>.  Nyong&#8217;o é a grande a favorita ao prêmio em sua estreia em longa metragens e pode prenunciar uma &#8220;chuva&#8221; de prêmios para <em>12 Anos de Escravidão</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/sally-hawkins-blue-jasmine.jpg-w1000h562crop1.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-217 aligncenter" alt="sally-hawkins-blue-jasmine.jpg w=1000&amp;h=562&amp;crop=1" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/sally-hawkins-blue-jasmine.jpg-w1000h562crop1-620x348.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sally Hawkins</strong> &#8211; <em>Blue Jasmine</em></p>
<p style="text-align: left;">A Academia deve uma indicação a Sally Hawkins desde <em>Simplesmente Feliz</em>, de 2008, pelo qual, contrariando expectativas, foi esnobada na lista final das melhores atrizes do ano. A participação de Hawkins no novo filme de Woody Allen não chegou nem a ser especulada como uma das favoritas a estarem presentes na relação de indicadas, sobretudo porque os holofotes estavam todos voltados para sua parceira de cena Cate Blanchett, indicada a melhor atriz, mas também porque existiam outras candidatas que pareciam mais fortes como Oprah Winfrey, de <em>O Mordomo da Casa Branca</em>. É provável que não vença, mas sua presença na lista como a desencanada Ginger de <em>Blue Jasmine </em>é um bônus e uma reparação na sua carreira.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores: </strong>&#8211;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores: </strong>&#8211;</p>
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