<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Jonathan Pryce - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/jonathan-pryce/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/jonathan-pryce/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 08 Feb 2020 17:09:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Jonathan Pryce - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/jonathan-pryce/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Especial Oscar 2020: Melhor Ator</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2020 17:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Coringa]]></category>
		<category><![CDATA[Dois Papas]]></category>
		<category><![CDATA[Dor e Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Era Uma Vez em... Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[História de um Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquin Phoenix]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Pryce]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12339</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/">Especial Oscar 2020: Melhor Ator</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2020 está cada dia mais próximo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com todos os seus defeitos, é, indiscutivelmente, a maior premiação do cinema, o que faz sua chegada mexer ainda mais com o universo da sétima arte. Críticos, artistas, fãs de cinema e até as pessoas mais desconectadas com o universo param para questionar quem vai levar para casa cada uma das principais estatuetas. Por essa razão, a equipe do Coisa de Cinéfilo segue com suas apostas sobre essa aclamada cerimônia que acontecerá neste domingo (9).</p>
<p>Apesar de sua pompa, o Academy Awards guarda resquícios de imperdoáveis e contestáveis resultados. Anualmente existe uma categoria na qual o resultado gera um certo descontentamento entre público e crítica. Aqui vamos pensar sobre as atuações masculinas em papéis principais. E, com toda a incerteza do Oscar, questionaremos se, de fato, um ator como Joaquin Phoenix sairá invicto da temporada de premiações.</p>
<p>Apesar de Phoenix ser o favorito absoluto, é inevitável que algumas atuações sejam sentidas por não estarem na lista de indicados. Taron Egerton tem um desempenho primoroso interpretando Elton John em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><strong><em>Rocketman</em></strong></a>. Seu nome apareceu em outros prêmios, mas a Academia o deixou de fora dessa disputa. Outro ator esnobado pelo Oscar foi o veterano Christian Bale. O ator britânico esteve na disputa na maior parte da temporada de premiações por seu papel no esquecível <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em><strong>Ford vs. Ferrari</strong></em></a>. Mesmo com um filme questionável, Bale entrega um trabalho brilhante, digno de uma indicação no Academy Awards.</p>
<p>Por fim, Adam Sandler é um dos nomes de maior polêmico deste ano. O ator, conhecido por suas comédias besteirol, mostrou, mais uma vez, o seu poder cênico ao dar vida à personagem principal do longa-metragem <em>Joias Brutas</em>, dos irmãos Safdie. Sandler entrega uma performance completa e digna de atenção, a qual fez dele um dos indicados no Critics Choice Awards. Contudo, o estereótipo de ator de “filmes medíocres” segue Sandler e o priva de oportunidades de trabalho como essas. Este é um dos nomes que merecem futuras oportunidades e, quem sabe, as tendo, ele possa estar competindo e sendo homenageado por seu trabalho espetacular.</p>
<p>Agora, ao pensar o quadro de indicados, a lista do quinteto do Oscar 2020, na categoria “Melhor Ator”, é composta por Adam Driver, Jonathan Pryce, Antonio Banderas, Leonardo DiCaprio e Joaquin Phoenix. Ironicamente, dos cinco atores, apenas um deles já ganhou uma estatueta e, só três já haviam sido indicados no Oscar. Portanto, apesar das faltas, esse é um grupo interessante, onde todos os artistas tiveram desempenhos brilhantes em seus respectivos trabalhos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12417" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/adam-driver-marriage-story-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Adam Driver, por exemplo, é um dos atores que já havia sido indicado no Academy Awards. Ele é um dos casos de Hollywood que tem um crescimento exponencial invejável. As interpretações e papéis de Driver só melhoram com o tempo. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em><strong>História de um Casamento</strong></em></a>, Driver brilha. Sua consistência cênica é impecável, assim como a construção de sua personagem. Apesar disso, ele é um dos que está mais longe da corrida pelo ouro cinematográfico.</p>
<p>Na frente do Kylo Ren de Star Wars está Jonathan Pryce. O ator, mesmo com sua longa carreira, foi indicado pela primeira vez neste ano. Sua interpretação do Papa Francisco lhe rendeu aclamações mundiais e merecidas. O domínio da cena mostrado por Pryce é simples, porém preciso. O seu olhar fala a cada segundo do filme. Suas nuances muito bem exploradas só ajudaram a elevar a qualidade de <strong><em>Dois Papas</em></strong> &#8211; em especial nas cenas onde as crenças de Francisco e Bento XVI entrem em atrito. Ao lado de seu parceiro de cena, Jonathan Pryce deu uma aula de simplicidade em frente às câmeras. Ele faz o público lembrar que você não precisa de muito para expressar um turbilhão de emoções. Ainda assim, Pryce também longe de ser um dos favoritos.</p>
<p>Na caminhada rumo a uma possível disputa &#8211; e reviravolta na dinâmica das premiações -, Antonio Banderas, se mostra mais forte e capaz de parear com DiCaprio e Phoenix. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dor-e-gloria/"><em><strong>Dor e Glória</strong></em></a>, o ator espanhol supera qualquer trabalho anterior. O filme não seria nada sem a sensibilidade de Banderas. Ele consegue prender você desde o primeiro instante. Até por ser um filme esteticamente diferente do que se espera de Pedro Almodóvar, os olhares se volta de forma mais minuciosa para o desempenho cirúrgico de Antonio. A palavra que define sua performance nessa produção é maturidade. Existe uma aura que paira sobre essa personagem que só o tempo, talento e dedicação podem proporcionar. O espanhol mostrou,mais uma vez, a razão que faz Almodóvar fazer dele o seu ator-parceiro. Banderas é impecável e capaz de criar o que for.</p>
<p>Na disputa final temos um embate de gigantes e velhos conhecidos do público, de Hollywood e do Oscar. Dicaprio e Phoenix estão no topo dessa disputa por seus desempenhos singularmente belos. O astro hollywoodiano Leonardo DiCaprio tem uma longa trajetória tanto no cinema como no Academy Awards. Com uma vitória, ele chegou a sua sexta indicação pelo seu papel de Rick Dalton em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><strong><em>Era uma Vez em… Hollywood</em></strong></a>. DiCaprio construiu um dos personagens mais completos de sua carreira. Sua performance no nono filme de Quentin Tarantino é uma dádiva para os amantes do cinema e uma inspiração para seus colegas de profissão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12419" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg" alt="Especial Oscar 2020: Melhor Ator" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Era-Uma-Vez-em-Hollywood-752x440-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O texto ajudou absurdamente o ator a criar e estampar toda a emoção e o envolvimento necessário que a trama requisitava. Mas Leonardo foi além. Ele usa a metalinguagem, contida no subtexto de Rick Dalton, para inspirar. É bonito de ver DiCaprio dando vida as crises de profissionais e de meia idade de um ator consagrado de Hollywood. Essa brincadeira proporcionada pelo roteiro deu vida a uma das cenas mais sensíveis de Tarantino que marcam qualquer pessoa que assiste ao filme. E mesmo com DiCaprio não sendo o favorito para levar a estatueta para casa, seu desempenho merece ser louvado.</p>
<p>Agora chegamos a estrela dessa lista. Joaquin Phoenix é um ator de muita sensibilidade e poderio cênico. Desde seus primeiros trabalhos, ele sempre mostrou a sua capacidade de ir além. E o que Phoenix faz em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa/"><em><strong>Coringa</strong></em> </a>é exatamente isso, ir ainda mais além. Ele transcende qualquer barreira do público, do filme e até mesmo do personagem e apresentou uma das performances mais lindas do cinema nos últimos anos. Um detalhe importante é o estigma que seu papel carrega desde o início. Ter a missão de interpretar uma das personagens mais famosas e aclamadas de um universo é uma tarefa difícil. Quando isso é alinhado à comparação imediata com o desempenho de um colega, as coisas se intensificam.</p>
<p>Heath Ledger deu vida ao Coringa em 2008. Sua brilhante atuação lhe rendeu um Oscar póstumo e uma marca na história da DC e do cinema. O trabalho de Phoenix não consistia em apenas criar a sua versão da personagem, mas mostrar que ele conseguia colocar a sua marca nessa persona tão cheia de estigmas e fazer um filme solo da personagem valer a pena. E o resultado disso é uma das experiências cinematográficas mais marcantes. Ter o privilégio de assistir Joaquin brincar com uma complexidade de estados mentais, tipos de características e emoções é único. Ele faz qualquer defeito no filme sumir porque sua atuação é o que resta na memória do público. A ininterrupta imagem de uma performance colossal.</p>
<p>Apesar da esmagadora possibilidade de vitória, a corrida pela estatueta Melhor Ator nunca está 100% garantida. A imprevisibilidade do Oscar é algo instigante e provocador. O que resta é esperar para ver quais surpresas a noite de 9 de fevereiro guarda<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a> Vejamos se Phoenix sairá invicto desta temporada de premiações ou se outro colega levará o prêmio para casa. Para saber dessas e mais apostas para o Oscar, fique ligado no Coisa de Cinéfilo!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/">Especial Oscar 2020: Melhor Ator</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-oscar-2020-melhor-ator/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Esposa</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 21:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Esposa]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Pryce]]></category>
		<category><![CDATA[Max Irons]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9776</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como A Esposa mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens. Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/">Crítica: A Esposa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como <em><strong>A Esposa</strong></em> mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens.</p>
<p>Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Eles têm que viajar até Estocolmo para receber a premiação e este novo momento da carreira de Joe traz problemas para o relacionamento do casal.</p>
<p>A trama vai sendo cuidadosamente tecida cena após cena e nos pequenos detalhes. As reações da esposa e do escritor aos acontecimentos que sucedem a ligação o Prêmio Nobel deixam o espectador curioso e confuso. Embora haja empolgação e alegria pela conquista, é como se ambos estivessem pisando em ovos e reticentes com os fatos.</p>
<p>Ninguém poderia interpretar o papel da esposa melhor do que Glenn Close. Ela passa uma calmaria imensa em todas as cenas, mas seus olhos revelam que existe um terremoto acontecendo dentro da personagem e que toda aquela &#8220;paz&#8221; é, na verdade, um excesso de autocontrole. Autocontrole esse que vai sendo explorado pelo roteiro e explicado ao longo da trama.</p>
<p>Ela trafega pela emoções de maneira muito fluida e sem dificuldades. Assistimos às variações e a irritação crescente de Joan, que está cansada de ser apenas &#8220;a esposa&#8221;. Enquanto seu marido recebe os parabéns pelo prêmio alcançado, ela está cuidando de absolutamente tudo dele. Desde os horários dos remédios até a mudança do óculos normal para os de leitura. Tudo isso é envolto em sutileza e revolta.</p>
<p>Joe sempre enaltece a esposa e não perde a oportunidade de demonstrar seu amor e gratidão pela presença constante dela em sua vida. A medida que a trama evolui, vamos descobrindo novas camadas deste relacionamento, que é cheio de desarmonia e atritos, inicialmente discretos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9778" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/5170951.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Esposa" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro nos mostra, desde o início, quem é que deve ser nosso foco. Embora ele é quem seja o prestigiado e ela apenas a acompanhante, as cenas focam nas emoções de Joan e em como ela lida com tudo que acontece à sua volta. Em um dos melhores papéis de sua carreira (talvez mesmo o melhor), Glenn Close nos presenteia com uma protagonista passiva, frustrada, forte e intensa, ao mesmo tempo.</p>
<p>Além de mostrar a questão da mulher, o roteiro traça o paralelo de como o homem com a autoestima frágil lida com a força de sua companheira. Ele precisa traí-la para se afirmar como macho alfa dominante e superior, já que em outros setores da vida ele é um mero espectador da incrível mulher que o &#8220;acompanha&#8221;. Tudo isso faz o espectador refletir sobre as relações humanas e que a sociedade esconde o tempo todo.</p>
<p>Joe utiliza da baixo autoestima da sua mulher para conseguir controlá-la e se sentir menos miserável com seus fracassos e falta de capacidade. Ele conseguia fazer Joan se sentir culpada por tudo que aconteceu entre os dois e as consequências disso. A todo momento, revertendo a situação de forma que, mesmo culpado, ele saísse ileso. Isso fica muito claro quando ele culpa ela pela traições que ele mesmo cometeu.</p>
<p>Todo o roteiro é imenso golpe no estômago de espectador que assiste o quão real e próxima esta realidade é ou pode ser. O quanto que mulheres até hoje são subjugadas e colocadas de lado. O quanto que a própria sociedade quer fragilizar a autoestima da mulher para tê-la sempre sob controle.</p>
<p>Os arcos narrativos são restritos e o ritmo do filme é mais uniforme e constante. Mesmo com revelações surpreendentes, não temos um ápice específico de cenas. O foco é realmente o leque de emoções que a personagem de Close nos exibe, fazendo de sua premiação no Globo de Ouro extremamente justificada.</p>
<p>Mesmo não sendo o filme mais primoroso de todos no quesito técnico, <em><strong>A Esposa</strong></em> ganha o espectador pelo balé de emoções, pelas incríveis atuações e por um roteiro cuidadoso em mostrar o quão difícil é a vida de uma mulher que quer ser tratada igualmente em uma sociedade machista.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hj8KPhUMI88" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/">Crítica: A Esposa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
