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	<title>Arquivos Joel Fry - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joel Fry - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Cruella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2021 00:10:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (Era Uma Vez Um Sonho) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista. A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-era-uma-vez-um-sonho-2020/"><em>Era Uma Vez Um Sonho</em></a>) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista.</p>
<p>A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica e impaciente. Trajada sempre na elegância, ela não tem escrúpulos algum no trato com as pessoas, muito menos com os animais. Seu olhar é maquiavélico e sempre revela uma loucura insana que corre nas suas veias.</p>
<p>Mas o que a levou a ser assim? É nisso que o filme se foca.</p>
<p>Uma garotinha que sofria <em>bullying</em> desde cedo, por conta de seu cabelo diferente e multicolorido, assiste ao assassinato brutal da mãe e acaba caindo na vida do crime como única alternativa à vida naquele momento. Foi assim que se deu início à história de Estella e os percalços que a levaram a se tornar posteriormente em Cruella.</p>
<p>A menina tem um talento nato para moda e sonha em trabalhar em um dos ateliês mais famosos da época, sob a tutela da famosa Baronesa Von Hellman (Emma Thompson). O roteiro segue um caminho um pouco óbvio de tentar humanizar a personagem que sempre foi tida por sua insanidade e crueldade.</p>
<p>A relação com os cachorros neste filme é bem diferente do que estamos habituados. Ela chega a ter um cachorrinho que a acompanha em muitos momentos. Bem diferente do ódio pelos dálmatas que víamos anteriormente. Embora isso seja toscamente pontuado no filme, é um dos principais pontos para criar empatia por parte do público.</p>
<p><strong>Roteiro sem a escuridão necessária</strong></p>
<p>Cruella é uma das vilãs mais insanas que a Disney já produziu, inclusive foi alvo de muitos questionamentos por se tratar de uma personagem dentro de um longa infantil. O roteiro deste live-action não honra a intensidade da personagem. Ele passeia muito displicente por vários espectros, tornando-a comum e apenas mais uma fruto das dores de um passado de vida castigada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14180" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg" alt="Cruella" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruella, a original, claramente tem traços de psicopatia que não são perpetuados ao longo da maior parte do filme. Quando chegamos na última parte do longa, o roteiro decidir plantar essa ideia em nossas cabeças, mas já é tarde demais. Podemos fazer um paralelo com “Coringa” (2019), filme protagonizado pelo genial Joaquin Phoenix, que tem a mesma proposta de contar a história de um vilão. Lá, no entanto, o roteiro se equilibra perfeitamente entre a loucura patológica de Arthur Fleck e os episódios cruéis de sua vida, que despertaram ainda mais a sua ira.</p>
<p>Aqui em <em><strong>Cruella</strong></em>, o que vemos é uma falta de maturidade na vilã. O roteiro passa muito tempo criando empatia por parte do espectador, que, ao final, não consegue mais visualizar a personagem como verdadeiramente cruel.</p>
<p><strong>Emma consegue superar Gleen Close?</strong></p>
<p>Quando surgiu o primeiro vislumbre do roteiro deste novo live-action, a primeira pergunta que surgiu para todos foi: quem viverá o papel icônico de Cruella? Gleen Close já o havia feito no longa “Os 101 Dalmatás” (1996), e protagonizou a vilã de maneira formidável.</p>
<p>Close pegou essa aura insana do desenho animado e conseguiu transpor com perfeição ao live-action, conferindo mais alguns detalhes que eram perdidos na animação. Sua risada foi marcante o suficiente para gerar o terror nas crianças e a cena dela dirigindo raivosa em seu carro, correndo atrás dos cachorrinhos, é realmente incomparável.</p>
<p>Mas o que Stone fez por Cruella? Trouxe uma nova roupagem mais fashionista para a protagonista. Ela foca na moda e nos apresenta momentos similares ao ótimo filme “O Diabo Veste Prada”, com desfiles e looks deslumbrantes. Além disso, Emma é uma excelente atriz que se dedica completamente à construção de seus papéis. Somos presentados com uma cena-chave na mudança da personalidade de Estella, em que notamos a vilã surgindo na decepção da jovem castigada pela vida.</p>
<p>Ainda assim, carece mais intensidade na personagem, falta um pouco de alma na atuação de Stone. Por mais que a proposta do filme seja a construção da vilã, se torna pouco convincente que ela seja a Cruella que conhecemos, já que o ódio e a crueldade não exalam de seus poros. Mas atribuo isso muito mais ao roteiro do que à atuação em si.</p>
<p><strong>Então, o que esperar?</strong></p>
<p><em><strong>Cruella</strong></em> tem muitos pontos positivos que o tornam um filme interessante de se conferir. Envolvido numa trilha sonora excelente e cuidadosamente escolhida, a aura punk da personagem e o estilo de Emma Stone conferem uma boa experiência ao espectador. No entanto, é preciso se descolar da ideia da Cruella que conhecemos, porque qualquer expectativa criada pode levar a um nível de frustração que interfira na experiência.</p>
<p>Texto originalmente publicado no <a href="https://www.ibahia.com/coisa-de-cinefilo/coisa-de-cinefilo/noticia/o-que-esperar-de-cruella-da-disney/"><strong><em>site iBahia</em></strong></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Gillespie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Emma Thompson, Paul Walter Hauser, Emily Beecham, Joel Fry, Mark Strong, Kirby Howell-Baptiste</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ndDeNIOgsYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do dia: Um Amor, Mil Casamentos (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 15:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se pensa em comédia romântica têm algumas coisas que são minimamente esperadas. Dentro destas expectativas, talvez, as mais importantes sejam: um casal principal com química, um impedimento digno e também bons coadjuvantes para elevar a moral do ship central e criar situações cômicas. Nada disso aparece em Um Amor, Mil Casamentos, novo filme da Netflix. Escrito e dirigido por Dean Craig (Morte no Funeral), o longa é uma junção de piadas constrangedoras, elenco pálido e sem carisma e confusões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Quando se pensa em comédia romântica têm algumas coisas que são minimamente esperadas. Dentro destas expectativas, talvez, as mais importantes sejam: um casal principal com química, um impedimento digno e também bons coadjuvantes para elevar a moral do <em>ship</em> central e criar situações cômicas. Nada disso aparece em <strong><em>Um Amor, Mil Casamentos</em></strong>, novo filme da Netflix. Escrito e dirigido por Dean Craig (<em>Morte no Funeral</em>), o longa é uma junção de piadas constrangedoras, elenco pálido e sem carisma e confusões de <em>plot</em>.

A verdade é que o espectador pode ter dificuldade em se conectar com os romances mostrados na tela. Desde o início da história, é possível ver o par Jack (Sam Clafin, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>) e Dina (Olivia Munn, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/"><em>Oito Mulheres e Um Segredo</em></a>), uma dupla que nunca conseguiu iniciar uma relação, por conta de uma atrapalhação acontecida há alguns anos antes do casamento de Hayley (Eleanor Tomlinson, <em>Colette</em>), irmã do aparente protagonista. No entanto, o maior conflito da narrativa é a manutenção do relacionamento da noiva com seu novo marido. E é este o maior pecado da trama desenvolvida por Craig, que se baseou no francês <em>Plan de table</em>, deixar o romance principal diluído no enredo.

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Além disso, a proposta aqui seria a de que existiriam várias maneiras de oito pessoas sentarem em uma mesa e, teoricamente, isto seria mostrado. Inclusive, é o que sinaliza o título brasileiro &#8211; e também no original  <em>Love. Wedding. Repeat.</em> (Amor. Casamento. Repetir.). Porém, o tempo de exibição vai correndo e a primeira possibilidade de resultado para a festa toma a maior parte de projeção. Em seguida, flashes do que poderia ter acontecido são revelados e o texto parte para o segundo caminho. O incômodo, na verdade, não é a estratégia de selecionar apenas duas versões, mas como isto é feito de maneira totalmente arbitrária e sem propósito. A sensação que fica é a de que o espectador recebe o pior retrato e depois o que acham que ele quer ver, com os desenlaces e o final mais feliz.

Para completar a falta de habilidade de Dean, inúmeros diálogos expositivos da pior estirpe saem das bocas dos atores constantemente. Falas que começam com “você sabe que eu&#8230;” ou “Você esqueceu que&#8230;” atrapalham a experiência a situação se agrava, porque para finalizar o desastre ainda há uma narração que reitera o que já foi compreendido e o que não precisaria ser dito. O que salva um pouquinho a sessão é a presença de Bryan (Joel Fry), o “madrinho” e melhor amigo de Jack. Apesar das tiradas não serem engraçadas em si, a forma como ele as traz diverte, por ele buscar uma construção um tanto mais complexa, levando corpo e voz para o trabalho e pensando nas intenções distintas para cada situação. Inclusive, a sua parceria com Aisling Bea (no papel de Rebeca) funciona e um <em>plot</em> com os dois funcionaria muito mais, pois eles possuem química, no geral, além de ganharem uma sequência tocante em um discurso de Bryan.

<strong>Direção</strong>: Dean Craig

<strong>Elenco</strong>: Sam Caflin, Olivia Munn, Joel Fry, Freida Pinto, Eleanor Tomlinson

<strong>Assista ao trailer!</strong>



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		<title>Crítica: Yesterday</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2019 21:04:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Yesterday tem um ponto de partida bastante simpático e promissor para a sua história. O filme conta a história de um aspirante a músico que após um incidente de proporções mundiais descobre que todos a sua volta desconhecem os Beatles, ou seja, que uma das maiores bandas (se não a maior) do mundo nunca existiu. Se apropriando do repertório dos músicos o rapaz passa a ter fama mundial, mas acaba pagando por um preço bastante caro, acaba abrindo mão da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Yesterday</strong> </em>tem um ponto de partida bastante simpático e promissor para a sua história. O filme conta a história de um aspirante a músico que após um incidente de proporções mundiais descobre que todos a sua volta desconhecem os Beatles, ou seja, que uma das maiores bandas (se não a maior) do mundo nunca existiu. Se apropriando do repertório dos músicos o rapaz passa a ter fama mundial, mas acaba pagando por um preço bastante caro, acaba abrindo mão da jovem por quem sempre foi apaixonado.</p>
<p>A produção inglesa tem a direção de Danny Boyle (de filmes de propostas díspares como <em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em> e <em>Trainspotting</em>) e o roteiro de Richard Curtis (o mesmo de <em>Simplesmente Amor</em>). Com um tom de comédia romântica bem intencionada, <em><strong>Yesterday</strong> </em>tenta disfarçar o vazio de sua narrativa, uma bobagem, com uma estratégia muito fácil e até injusta com a concorrência. Shows bem registrados ao som de covers dos Beatles &#8211; o tipo de recurso fácil para se apoiar &#8211; e cenas gatilho de declarações de amor que, no fim das contas, não faz muito sentido porque o longa não constrói um romance dos mais consistentes. É como se a todo instante o longa apelasse para gatilhos que mascaram o quanto a produção é oca.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11158" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/0296607.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/0296607.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/0296607.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/0296607.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Curtis parece andar em círculos com uma história que não sai da sua premissa (a hipótese sobre um futuro sem Beatles) e um protagonista que não evolui nesse conflito e que acaba envolvido num enlace amoroso com a personagem de Lily James que é só artifício. Existe o ensaio do desenvolvimento de temas interessantes e que poderiam render muito (a aspiração do homem comum com a fama do ídolo e a posterior descoberta de que essa vida não é necessariamente sinônimo de felicidade), mas o próprio potencial disso parece se perder da vista dos seus realizadores.</p>
<p>Danny Boyle tem seus momentos no filme &#8211; na verdade, diria que parte do que torna a produção assistível se deve ao diretor -, mas <strong><em>Yesterday</em> </strong>não é um filme vibrante. O que fica como registro da produção ao final da sessão é o repertório dos Beatles e isso não é trabalho de Boyle ou Curtis, mas dos próprios músicos. Nem mesmo como reverência à banda o longa vale como registro já que a única cena que faz menção a isso aparece lá pelas tantas na história e não tem muita conexão com o todo, mais interessado na paixonite do seu protagonista do que em qualquer legado musical da banda.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Danny Boyle<br />
<strong>Elenco:</strong> Himesh Patel, Lily James, Ed Sheeran, Sophia Di Martino, Ellise Chappell, Meera Syal, Harry Michell, Vincent Franklin, Joel Fry, Michael Kiwanuka</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/My6JcAB3NIY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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