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	<title>Arquivos Jahzir Bruno - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Crônicas de Natal &#8211; Parte Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 00:23:06 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Continuação do filme de 2018, <em><strong>Crônicas de Natal &#8211; Parte Dois</strong></em> volta a mostrar a vida da família Pierce e traz uma nova aventura com o Papai Noel. Desta vez, existem dois elementos que fomentam a narrativa: o seu início, dentro de um contexto totalmente diferente da obra anterior, sendo agora que seu início tem clima solar e quente e o fato de que o universo do Noel é expandido. Estes dois pontos norteiam o longa e parecem desejar demonstrar o poder do espírito do Natal, bem como contar um pouco sobre o surgimento deste mundo mágico. </p>
<p>Estes traços ganham ainda mais com a nova direção. Contando com o cineasta Chris Columbus (<em>Esqueceram de Mim</em>), a produção consegue elevar a qualidade nas sequências de ação e peripécias. A experiência de Columbus com materiais voltados para o público infantil e com os <em>confort films</em> natalinos, aparecem em seu cuidado com a <em>mise-en-scène</em> que contribui para a construção deste ambiente de fantasia, alegria, bugigangas e super poderes. Todas as gags costumeiras estão ali, como na longa parte da &#8220;rebelião&#8221; dos elfos, cheias de brinquedos que voam e viram espécies de equipamentos de briga, por assim dizer, aumentando a graça e a diversão ali. </p>
<p>Outros fatores que revelam um olhar apurado são a direção de arte, a fotografia e o figurino, que parecem estar sempre em diálogo. Os detalhes das vestimentas e dos elementos de cena chamam atenção não apenas por evocarem o espírito de Natal em suas cores e estilos, mas por revelarem sobre as personalidades das personagens e as situações que eles estão vivendo. Um exemplo são as transições de acontecimentos durante a projeção, na qual as paletas de cores vão se alternando entre mais abertas e solares, indo para as mais sóbrias, terrosas e azuladas para, por fim, misturar estes dois tons em seu desfecho. Algo que passa uma sensação de equilíbrio da sua dinâmica dentro do enredo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13545" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1893831.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Crônicas de Natal - Parte Dois" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1893831.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1893831.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1893831.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1893831.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Algo que ajuda nesta conjunção bem sucedida de<em><strong> Crônicas de Natal &#8211; Parte Dois</strong></em> são as atuações. Kurt Russel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/">Os <em>Oito Odiados</em></a>) mantém a sua performance divertida e leve aqui. Mas, existem dois destaques na interpretação, sendo eles: Goldie Hawn (<em>O Clube das Desquitadas</em>) e Jahzir Bruno (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-convencao-das-bruxas/"><em>Convenção das Bruxas</em></a>). Hawn faz uma Mamãe Noel descolada e doce ao mesmo tempo. A atriz imprime detalhes em sua construção que elevam bastante a sua participação. O seu olhar está sempre atento para as ações das cenas e ela coloca os sentimentos da Noel em pauta todo momento. Já Bruno, além de um grande carisma, é ágil em seu <em>timing</em> cômico e possui a capacidade de transmitir as emoções de sua personagem de maneira fluida.</p>
<p>No entanto, apesar de possuir estas características positivas, esta segunda parte da franquia não passa perto de alcançar o resultado de seu antecessor. Primeiramente, ele utiliza um esqueleto narrativo parecido. As situações são as mesmas – há um problema entre os Pierce, perdem algo que precisam encontrar para salvar o Natal, número musical, resolução do conflito de Noel e feitura de pazes entre os Pierce -, o que muda são apenas os locais e algumas novidades são colocadas, como a viagem no tempo. A escolha acaba que por tirar um pouco da graça dos momentos de suspensão. Este caminho de repetir a base do material original é recorrente no cinema, mas a questão é que precisa ser bem feita para que funcione e não crie tédio em quem assiste.</p>
<p>Aqui em <em><strong>Crônicas de Natal &#8211; Parte Dois</strong></em>, tudo soa um tanto artificial, como se tentassem repetir a fórmula, mas sem a organicidade necessária. Talvez, fosse preciso pensar o que teria sentido usar neste novo material. Porque a trama acaba ficando enfraquecida pelas as obviedades dos nós e desenlaces. Ainda, para completar, alguns diálogos são bastante expositivos. Para finalizar, há uma reiteração dos fatos desnecessária até para uma comédia leve de final de ano. Isto soa como uma subestimação do público. Outro incômodo são algumas gorduras que diminuem a sua fluidez rítmica. Pode-se dizer, porém, que a exibição é agradável e se salva pelo carisma do elenco e a inventividade da direção de Columbus.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Chris Columbus</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kurt Russel, Goldie Hawn, Darby Camp, Judah Lewis, Jahzir Bruno, Kimberly Williams-Paisley, Julian Dennison, Tyrese Gibson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ErP-CTXts8M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cronicas-de-natal-parte-dois/">Crítica: Crônicas de Natal &#8211; Parte Dois</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Convenção das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 22:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, Convenção das Bruxas chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo? O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-convencao-das-bruxas/">Crítica: Convenção das Bruxas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trinta anos depois do longa original de 1990, <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> chega aos cinemas com um elenco de peso e a promessa de reavivar a história que conquistou e assustou a todos naquela época. Elementos como a tecnologia no emprego da maquiagem foram colocados como principais artifícios para tornar essa obra diferenciada e talvez ainda melhor que a primeira. Mas será que o resultado foi isso tudo?</p>
<p>O enredo traz um garotinho que perdeu os pais num acidente de carro e precisou ir morar com a avó. Rapidamente ele descobre a existência de bruxas que odeiam crianças e querem transformá-las em animais. Quando foge junto com sua avó para se esconder em um hotel, eles acabam dando de cara com uma convenção de bruxas, cujo objetivo é transformar todas as crianças em ratos, para depois exterminá-los.</p>
<p>Este longa segue a mesma história de 1990, com o mesmo modelo estrutural. O que traz um diferencial muito importante é a questão da tecnologia inserida. Se na obra original o apreço pela maquiagem foi uma exigência alcançada com sucesso, neste <strong><em>Convenção das Bruxas</em></strong> os efeitos especiais tomaram conta da tela e fizeram o excelente papel de transformar a experiência com as bruxas. Isso porque, sim, elas são aterrorizantes, assim como se propunha Anjelica Huston (<em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/">John Wick 3 &#8211; Parabellum</a></em>).</p>
<p>Anne Hathaway (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) assume o papel da bruxa rainha e o faz com maestria. Ela domina todos os trejeitos da personagens, agonias, inseguranças e maldade. A todo momento em que surge, rouba a cena para si. A não ser quando divide a tela com Octavia Spencer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ma/"><em>Ma</em></a>), que por sua vez faz o papel da avó do garotinho e também garante uma atuação incrível. Aliás, a dinâmica de elenco é muito boa e é o que melhor sustenta a trama.</p>
<p>Hathaway teve o ingrato papel de assumir a cadeira de Huston e isso não era algo exatamente fácil, já que esta última fez um trabalho marcante. Ainda assim, Anne consegue superar e apresentar um bruxa completamente maligna e sem escrúpulos. Sádica, ela é majestosa em qualquer lugar que adentra, fazendo com que todos realizam suas vontades.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Convenção das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/4484297.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Senti falta, no entanto, em parceiros da maldade, por assim dizer. A personagem de Hathaway funciona praticamente sozinha, sem um auxiliar em termos de narrativa. Isso tira um pouco da força da vilania como um todo, deixando uma dualidade muito unificada entre vários personagens do bem contra apenas um do mal.</p>
<p>Além disso, falta explorar um pouco mais os sustos. Trata-se de um filme infantil e temos que ter isso em mente, mas ainda assim, a questão do mistérios das bruxas fica um pouco superficial em alguns momentos, tornando este longa menos assustador que o de 1990.</p>
<p>Um detalhe bastante interessante é umas alfinetadas que temos ao longo do filme na questão racial dos protagonistas e como eles se inserem em contextos sociais que não são originalmente deles. É um elemento explorado na medida certa para que os adultos percebam.</p>
<p>Este <em><strong>Convenção das Bruxas</strong></em> faz excelente uso dos artifícios que possui atualmente, se sustentando como uma obra independente e ótima adaptação do livro de homônimo de Roald Dahl. Embora o comparativo com o filme de 1990 seja inevitável (e diria que ele ainda supera em qualidade do produto final), isso não significa que o resultado não seja satisfatório, especialmente para as crianças de hoje em dia que ainda não foram inseridas neste universo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Zemeckis<br />
<strong>Elenco:</strong> Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci, Kristin Chenoweth, Chris Rock, Jahzir Bruno, Codie-Lei Eastick, Brian Bovell, Charles Edwards, Eugenia Caruso</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8TQLGcnJ3mc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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