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	<title>Arquivos J.K. Simmons - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos J.K. Simmons - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Klaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2019 14:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após Deixe a Neve Cair, a Netflix dá sequência em sua série de filmes natalinos. Você já se perguntou de onde surgiu o Papai Noel e este ritual onde entregamos cartas para um estranho em troca de presentes? Talvez isso já tenha sido respondido em outros filmes, mas o diretor espanhol Sergio Pablos (escritor de Meu Malvado Favorito) traz uma abordagem única e reinventiva, misturando a origem do mito com uma analogia à Caverna de Platão, em sua animação de estreia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deixe-a-neve-cair/"><em>Deixe a Neve Cair</em></a>, a <em>Netflix </em>dá sequência em sua série de filmes natalinos. Você já se perguntou de onde surgiu o Papai Noel e este ritual onde entregamos cartas para um estranho em troca de presentes? Talvez isso já tenha sido respondido em outros filmes, mas o diretor espanhol Sergio Pablos (escritor de <em>Meu Malvado Favorito</em>) traz uma abordagem única e reinventiva, misturando a origem do mito com uma analogia à Caverna de Platão, em sua animação de estreia, <em><strong>Klaus </strong></em>— fazendo trocadilho com o nome <em>Santa Claus, </em>Papai Noel em inglês.</p>
<p>Em um mundo fictício, Jasper (voz de Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-grande-hotel-budapeste/"><em>O Grande Hotel Budapeste</em></a>) é filho do dono de uma espécie de faculdade de carteiros e, por conta deste privilégio, é um dos piores alunos da instituição, uma vez que não leva nada a sério. Para provar seu valor, ele é enviado para a afastada cidade de <em>Smeerensburg</em>, devendo bater a meta de seis mil cartas entregues. No entanto, quando chega ao local, o projeto de carteiro descobre que o lugar é uma constante zona de guerra, com todos os habitantes brigando entre si sem um aparente motivo. Desesperançoso e deprimido, Jasper encontra ânimo ao conhecer Klaus (J.K. Simmons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land</em></a>), um viúvo lenhador que mora distante de todos e coleciona brinquedos antigos.</p>
<p>Atualizando o conto milenar para um problema moderno, a analogia do Natal como símbolo de esperança e fraternidade surge como a perfeita solução para os problemas de <em>Smeerensburg</em>. Vivemos em um mundo ultra polarizado no qual rejeitamos o próximo apenas por ter opiniões divergentes e nem sabemos exatamente como chegamos a esse nível de ódio. Neste sentido, o roteiro é muito sagaz em sua sátira ao tema.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11854" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1.jpg" alt="Klaus" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Indo além, <em><strong>Klaus </strong></em>não só faz o diagnóstico, como também aponta a causa e a solução para tantos conflitos. São os manipuladores membros do alto conselho da cidade que criaram a &#8220;verdade&#8221; inquestionável de que o povo deve se odiar. Em um paralelo com a realidade, eles seriam os políticos, que colocam a população neste estado de eterna guerra, enquanto eles mantêm seus privilégios. Portanto, o papel de Jasper acaba sendo como na alegoria da Caverna: ele está lá para libertar os presos de suas correntes e do espetáculo de marionete que eles acreditam ser a única realidade possível.</p>
<p>Justamente aí que entra a parte visual da animação, que está muito em sintonia com este tom de falsas aparências do roteiro. Inicialmente, com um visual que parece ter saído do expressionismo alemão, a cidade é sombria e repleta de casas pontiagudas, com aparência pouco amistosa. Além disso, há todo esse cuidadoso jogo sombras tanto nas cenas exteriores como interiores, que remete novamente à Platão e a falsa realidade.</p>
<p>Quando conhecemos <em>Smeerensburg</em> e seus habitantes, a impressão inicial é apenas de suas sombras, ou seja, de sua aparência exterior. Porém, o avançar da trama é acompanhado por uma evolução nas cores e formas, onde tudo vai se tornando mais limpo e iluminado, como se os personagens se aproximassem do Sol (ainda no mito de Platão). Até a apresentação de Klaus simboliza muito bem esse universo ilusório, pois a figura aparentemente ameaçadora se mostra uma doce pessoa.</p>
<p>No fim, o que faltava aos personagens de <em><strong>Klaus</strong></em> era que abrissem seus olhos. Acaba que é um filme muito otimista sobre como a pureza infantil pode ser o resgate do mundo manchado. Aliás, o longa é tão rico em camadas que pouco falei sobre a mais superficial delas: a origem natalina. Ainda que seja uma boa maneira de apresentar o conto do velhinho barbudo à criançada, o Natal é mais do que isso. É um espírito, um suspiro de esperança.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Sergio Pablos</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Rashida Jones, J.K. Simmons, Joan Cusack, Jason Schwartzman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ILy2vKcI6fo&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: O Contador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2016 05:12:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Kendrick]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando descobre ainda cedo que seu filho sofre de um tipo de autismo, a família Wolff resolve levar o pequeno Christian em uma clínica psiquiátrica que lida com crianças especiais. Quando o médico responsável propõe um tratamento para inclusão do menino na sociedade, para que ele tenha uma vida normal, o pai se posiciona contra e afirma que ficará responsável pela criação do menino. Anos se passam, e Christian é um homem responsável por sua própria vida. Ele é contador e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando descobre ainda cedo que seu filho sofre de um tipo de autismo, a família Wolff resolve levar o pequeno Christian em uma clínica psiquiátrica que lida com crianças especiais. Quando o médico responsável propõe um tratamento para inclusão do menino na sociedade, para que ele tenha uma vida normal, o pai se posiciona contra e afirma que ficará responsável pela criação do menino. Anos se passam, e Christian é um homem responsável por sua própria vida. Ele é contador e lida tão bem com números quanto é estranho com pessoas.</p>
<p>O longa então começa a mostra a vida adulta do menino e como ele lida com suas manias e transtornos compulsivos por organização. Ele tem uma necessidade extrema de finalizar tudo que começa e acaba se tornando um excelente profissional, daqueles extremamente dedicados e empenhados em oferecer o melhor serviço. Esse perfeccionismo o levou a trabalhar com todo tipo de gente, incluindo as perigosas que precisavam confiar 100% em alguém para cuidar de suas finanças.</p>
<p>Sem entrar em mais detalhes do roteiro principal para não dar <em>spoilers</em>, é preciso compreender que o foco acaba todo sendo em Ben Affleck e é inevitável uma lembrança e rápida comparação com seu último personagem em <em>Batman</em>. Neste filme, ele também é um menino que sofreu na infância com uma criação difícil, teve treinamento de luta e violência, aprendeu a atirar e atualmente ganha a vida sendo rico e discreto realizando serviços ilícitos. Qualquer semelhança, deveria ser uma mera coincidência. Não fosse o mesmo ator.</p>
<p>O diretor Gavin O&#8217;Connor consegue guiar a história de forma a criar um ápice muito interessante, é bem verdade. No entanto, em diversos momentos, é tanta informação passada para o espectador, que fica um tanto confuso. As nuances que são criadas em torno da personalidade do protagonistas variam de maneira muito brusca e, por um lado é excelente porque mostra claramente sua razão de ser, mas por outro não o consolida tanto quanto possível.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6829" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/maxresdefault.jpg" alt="maxresdefault" width="610" height="348" /></p>
<p>Ainda assim, Affleck segue sendo uma boa escolha, ao meu ver. Ele vem se mostrando em crescente desenvolvimento artístico e o resultado fica claro nas telonas. Basta tirar um pouco do preconceito que muitos críticos têm com ele para perceber isso. E Anna Kendrick, uma querida para mim, ilumina a sobriedade do longa. Ela dá um tom mais leve e cômico, mas sem perder seu talento e mostrando sempre para o que veio. J. K. Simmons também integra o elenco principal e dispensa qualquer tipo de comentário, embora pudesse ter um pouco mais de destaque na trama.</p>
<p>O filme tem uma narrativa bem interessante e lembra muito o estilo de produção do início dos anos 90, que produziu excelentes longas de ação e suspense, como <em>O Chacal</em>. No entanto, diferente deste, <em>O Contador</em> tenta se atualizar com piadinhas e romance meio sem nexo ao longo da trama, perdendo um pouco de sua credibilidade como roteiro. Além de tudo, o longa demora para engatar, entediando um pouco o espectador. Apesar do grande potencial, o diretor perde o fôlego na segunda metade da trama e nos oferece cenas previsíveis, conclusões óbvias demais e diálogos pouco atraentes.</p>
<p>Ainda assim, o espectador é presenteado com uma cena fantástica que é o sonho de consumo da maioria quando um vilão começa a querer discursar demais. Não entrarei em mais detalhes para não perder a graça, mas é um dos pontos altos do filmes, certamente.</p>
<p>A questão do autismo poderia ter sido melhor trabalhada, mas claramente não era o foco primordial. Ali era apenas uma desculpa para criar toda aquela circunstância de isolamento do protagonista. O espectador fica carente, no entanto, de mais informações. Ainda assim, é um filme que vale ser apreciado e que certamente irá entreter a maioria dos espectadores que forem conferir.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AP3fTyPoxgQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Intrometida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 19:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Intrometida]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Lorene Scafaria]]></category>
		<category><![CDATA[Rose Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Susan Sarandon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood foi ingrata com Susan Sarandon em um determinado momento da sua carreira. Enquanto a vencedora do Oscar por Os Últimos Passos de um Homem e estrela eternizada em filmes como Thelma &#38;amp; Louise protagonizava produções de qualidade duvidosa (O Casamento do Ano) ou aparecia em outras tantas como coadjuvante de luxo (Um Olhar do Paraíso, Speed Racer e Tudo Acontece em Elizabethtown), jovens atrizes com bem menos talento firmavam contratos milionários com os grandes estúdios e contemporâneas como Meryl Streep, Jessica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood foi ingrata com Susan Sarandon em um determinado momento da sua carreira. Enquanto a vencedora do Oscar por <i>Os Últimos Passos de um Homem </i>e estrela eternizada em filmes como <i>Thelma &amp;amp; Louise </i>protagonizava produções de qualidade duvidosa (<i>O Casamento do Ano</i>) ou aparecia em outras tantas como coadjuvante de luxo (<i>Um Olhar do Paraíso</i>, <i>Speed Racer </i>e <i>Tudo Acontece em Elizabethtown</i>), jovens atrizes com bem menos talento firmavam contratos milionários com os grandes estúdios e contemporâneas como Meryl Streep, Jessica Lange e Glenn Close brilhavam em papeis fortes no cinema e na TV. <i>A Intrometida </i>talvez seja um dos poucos trabalhos recentes que finalmente dão o merecido espaço para Susan Sarandon brilhar. Tudo bem que o filme se enquadra como uma dramédia que provavelmente poucas pessoas verão ou levarão em consideração na temporada de prêmios e, consequentemente, não promete realizar mudanças drásticas no <i>modus operandi </i>hollywoodiano de dar pouco espaço para longas protagonizados por mulheres maduras, mas é revigorante assistir a uma história do seu calibre e que ainda é palco para Susan Sarandon mostrar porque é uma das melhores atrizes do cinema.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>A Intrometida </i>é dirigido e roteirizado por Lorene Scafaria (de filmes como <i>Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo </i>e <i>Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música) </i>e parte de uma experiência pessoal da realizadora, que traz para as telas um relato da sua história ao lado da mãe após a morte do pai. No filme, Sarandon interpreta Marnie, uma viúva que herda uma boa quantia em dinheiro do esposo e que está vivendo uma fase na qual tenta aproveitar ao máximo a vida. Marnie procura ocupações como voluntariar-se em um hospital ou promover uma festa de casamento para uma jovem que pouco conhece, além, claro, de tentar pôr ordem na vida da sua única filha Lori, como toda boa mãe. Quando Lori sinaliza para Marnie que a relação de ambas precisa ter certos limites, ela começa a se dar conta da sua solidão e de como tem preenchido seus momentos inquietantemente livres. A partir dai, a protagonista começa a tentar encontrar formas de superar o luto e seguir outros rumos na sua própria caminhada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com <i>A Intrometida</i>, Scafaria realiza um filme completamente adorável. O longa se enquadra como uma daquelas dramédias <i>indies </i>americanas, mas evita qualquer cacoete do seu nicho de produção. Claro que você não verá no longa de Scafaria maiores subversões, mas dentro das próprias convenções pactuadas a diretora encontra uma maneira natural e humana de construir sua história e de compor suas personagens, cujo maior mérito é a empatia que provocam na plateia, afinal todas elas são pessoas de &#8220;carne e osso&#8221;, sobretudo a protagonista Marnie. A diretora e roteirista faz do seu longa um filme que consegue lidar com seus momentos de humor e também com aqueles de completa introspecção. Scafaria tem como mérito imbricar essas duas facetas da sua história e dos sujeitos que a protagonizam de maneira orgânica, encontrando um tom próprio para a sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/8-1.jpg" alt="8" width="610" height="348" /></p>
<p>No que diz respeito a sua protagonista, Lorene Scafaria é atenta a cada um dos suaves e impecáveis detalhes da interpretação de Susan Sarandon que compõe uma figura agradável e cativante pelo olhar generoso que tem para as pessoas e para a própria vida. Sarandon consegue uma oscilação interessante entre o cômico, nada caricatural, e a melancolia inerente ao luto vivido pela personagem. A câmera de Scafaria é toda para Sarandon e a atriz é brilhante ao conduzir o olhar do espectador para a jornada da sua personagem ao lado de ótimos parceiros como Rose Byrne (filha da protagonista) e J. K. Simmons, que lá pelas tantas torna-se um pretendente de Marnie. Assim, contando com uma atriz principal que agarra com segurança e competência uma personagem que cativa com sua simplicidade e seu potencial empático com a plateia, Lorene Scafaria faz o seu melhor trabalho até então, não resta dúvidas.</p>
<p>Em breve, Susan Sarandon poderá ser vista em <i>Feud</i>, série de TV de Ryan Murphy que promete trazer para o público o icônico confronto entre Bette Davis e Joan Crawford nos bastidores do filme <i>O que aconteceu com Baby Jane? </i>de 1962. Sarandon viverá ninguém menos do que Davis e contracenará com Jessica Lange, que interpretará Crawford. A expectativa é de que o programa traga mais uma grande performance da atriz. Somando a promessa de êxito dessa série com o impecável resultado do trabalho da vencedora do Oscar em <i>A Intrometida</i>, já podemos afirmar que, ao menos, um terreno é preparado para o seu <i>comeback. </i>Nada mais justo, Sarandon merece muito mais do que algumas poucas falas e servir de escada para atores menos expressivos que ela, como Orlando Bloom ou Mark Wahlberg. Sarandon merece o brilho que <i>A Intrometida </i>lhe dá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdybNe_5EVA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 11:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Taylor]]></category>
		<category><![CDATA[Arnold Schwarzenegger]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Jai Courtney]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[O Exterminador do Futuro - Gênesis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, reboot ou remake consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3059" aria-describedby="caption-attachment-3059" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3059 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CxcTO7w-620x367.jpg" alt="CxcTO7w" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3059" class="wp-caption-text">He&#8217;s back: Schwarzenegger retorna para viver o icônico exterminador em Gênesis</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>chega aos cinemas com a insustentável obrigação de superar o seu legado. Quanto a isso, não tem como ele escapar. Aliás, nenhuma continuação, <i>reboot </i>ou <i>remake </i>consegue sair dessa esfera de julgamento, as comparações do público e da crítica são praticamente automáticas. No caso desta franquia específica, as comparações chegam a ser injustas quando os filmes anteriores, sobretudo o primeiro e o segundo, ambos dirigidos por James Cameron, revolucionaram a própria indústria do cinema. Infelizmente, a repercussão deste quinto capítulo da franquia, <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i>,<i> </i>não tem sido boa, na verdade, decepcionante. As cotações do filme nos sites estão baixas e o boca-a-boca confirma as comparações que mencionamos a pouco, <i>Gênesis </i>está anos luz dos seus predecessores, dizem os especialistas. Está sim, mas apesar dos seus equívocos e derrapadas, o filme consegue ser bem divertido, satisfatório até. O seu grande &#8220;porém&#8221; talvez seria o visível desgaste da série, evidenciado por um final que demonstra pouco fôlego para as futuras continuações.</p>
<figure id="attachment_3060" aria-describedby="caption-attachment-3060" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3060 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623-620x349.jpg" alt="la-et-hc-imax-with-hero-complex-terminator-genisys-screening-20150623" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3060" class="wp-caption-text">Viagem no tempo, novamente: Connor, o exterminador e Reese têm um plano para retornar ao futuro (ou passado, a depender do ponto de vista) e alterar o curso da história</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>vemos os episódios que deram início ao primeiro filme. Em 2029, a resistência humana às máquinas, liderada por John Connor, envia para o ano de 1984 um protetor para a sua mãe, Sarah Connor, o sargento Kyle Reese. Reese terá que salvá-la de um exterminador que pretende matá-la a fim de evitar que, no futuro, Connor represente algum risco a dominação dos homens pelas máquinas. No entanto, em função das mudanças de rumo promovidas por esta mesma ação no início da franquia, o ano de 1984 agora não será o mesmo do primeiro filme da série, ou seja,  Sarah Connor não é mais aquela garçonete desprotegida e conta com a ajuda  de um exterminador que foi enviado para protegê-la quando ainda era pequena.</p>
</div>
<div>
<p>É verdade que <i>Gênesis </i>se aproveita de todo o legado deixado pelos filmes anteriores da série, tornando-se uma espécie de híbrido anabolizado do primeiro e do segundo longa. O diretor Alan Taylor, de <i>Game of Thrones </i>e <i>Thor &#8211; Mundo Sombrio </i>consegue reconstituir sequências semelhantes aos filmes anteriores. O filme então funciona basicamente como uma reverência ao passado, como o recente <i>Jurassic World</i>. No entanto, ao contrário de <i>Jurassic World, O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis </i>não consegue promover nenhuma espécie de expansão de um universo já conhecido, soa repetitivo e até mesmo esgota qualquer tipo de possibilidade de ampliação. Sempre que <i>Gênesis </i>tenta promover algum movimento que surpreenda nosso horizonte de expectativas, e ele tem muito potencial para isso já que um dos elementos da franquia é a viagem no tempo e já vimos do que ele é capaz recentemente em <i>Star Trek </i>e <i>X-Men</i>, o filme parece ser engolido por uma megalomania de efeitos especiais que arruina qualquer possibilidade de expansão e está a serviço de mostrar apenas algumas passagens que não foram mostradas no passado por falta de orçamento ou avanços tecnológicos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3061" aria-describedby="caption-attachment-3061" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3061 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terminator-genisys-620x310.jpg" alt="terminator genisys" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3061" class="wp-caption-text">John Connor e Kyle Reese: Filme começa exatamente no ponto de partida do primeiro longa da franquia, mas as coisas não são exatamente as mesmas</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme é beneficiado por um elenco interessante, que inclui a icônica figura de Arnold Schwarzenegger, sempre a vontade como o exterminador, e os novos rostos de Sarah Connor (Emilia Clarke), Kyle Reese (Jai Courtney) e John Connor (Jason Clarke), todos muito eficientes em suas respectivas funções (a exceção de um J. K. Simmons recém-saido de um Oscar e que aparece completamente avulso em cena). No mais, o longa fica em uma zona cinzenta à procura de uma razão para a sua própria existência ao mesmo tempo em que se justifica por ser funcional aos anseios contemporâneos &#8211; e momentâneos &#8211;  de uma indústria que sempre que pode tenta retornar ao passado no intuito de perpetuar o que já é conhecido e está na zona de conforto do espectador &#8211; e esse ano isso parece mais forte do que nunca. <i>O Exterminador do Futuro &#8211; Gênesis</i> entretém e satisfaz o espectador em momentos isolados, mas não chega a surpreender ou revelar uma nova faceta sobre uma história que já conhecemos.</p>
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		<title>Estreias da semana: 08 a 14 de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 12:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Acima das Nuvens]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Binoche]]></category>
		<category><![CDATA[Kristen Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[Leviatã]]></category>
		<category><![CDATA[Loucas pra Casar]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Assayas]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Tatá Werneck]]></category>
		<category><![CDATA[Whiplash - Em Busca da Perfeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional Loucas pra Casar, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama Acima das Nuvens, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de Leviatã, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo: Loucas pra Casar Dir.: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O circuito nacional tem como destaque as estreias da comédia nacional <strong><em>Loucas pra</em> Casar</strong>, com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck,e o drama <strong><em>Acima das Nuvens</em></strong>, protagonizado por Juliette Binoche e Kristen Stewart. Algumas cidades do eixo Sul-Sudeste receberão em suas salas <strong><em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição</em></strong>, filme que promete ser um dos destaques do próximo Oscar. Há ainda a pré-estreia de <strong><em>Leviatã</em></strong>, finalista da Rússia na cateogoria melhor filme estrangeiro do Oscar. Confira detalhes dos títulos abaixo:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2581 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/filme1689_f2.jpg" alt="filme1689_f2" width="595" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Loucas pra Casar</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dir.:</strong> Roberto Santucci</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Elenco:</strong> Ingrid Guimarães, Tatá Werneck, Suzana Pires</p>
<p>Depois de namorar por três anos o seu chefe, Malu (Guimarães) se dá conta que jamais conseguirá casar com ele. Ela passa a desconfiar que exista outra mulher na sua vida e descobre que ele mantém uma relação com Lúcia (Pires), uma dançarina de boate, e Maria (Werneck), uma fanática religiosa, ao mesmo tempo. O diretor da comédia é Roberto Santucci, o mesmo responsável por <em>Até que a sorte nos separe </em>e <em>O Candidato Honesto.</em></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/zLE0xOr6urU?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2560 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/SIls-Maria-620x338.jpg" alt="SIls-Maria" width="620" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Acima das Nuvens</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Olivier Assayas</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Juliette Binoche, Kristen Stewart, Chloe Grace Moretz</p>
<p>Maria Enders (Binoche) é uma atriz de sucesso internacional que, após receber a notícia do falecimento do dramaturgo que ajudou sua carreira no teatro e no cinema, resolve aceitar o convite para participar de uma nova montagem da peça que a revelou. Enders viaja com sua assistente Valentine (Stewart) até os Alpes para buscar inspiração na composição da sua personagem e acaba se deparando com inseguranças sobre a passagem do tempo ao começar a ter contato com sua nova parceira de cena, a problemática jovem estrela JoAnn (Moretz). O filme encerrou a última edição do Festival de Cannes, a crítica já pode ser lida <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/">aqui no site</a>.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/8OOXg4jJGak?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2582 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Whiplash-620x349.jpg" alt="Whiplash-5547.cr2" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Whiplash &#8211; Em busca da Perfeição (ESTREIA EM ALGUMAS CIDADES)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Damien Chazelle</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser</p>
<p>Andrew (Teller) é um jovem baterista que pelo seu talento chama a atenção de um experiente músico de jazz (J.K. Simmons), um homem pode colocá-lo na orquestra da maior escola de música dos EUA, a Shaffer. Contudo, até conseguir alcançar o seu sonho, Andrew terá que lidar com o comportamento instável do seu novo mestre, uma relação obsessiva que passa a afetar a vida do rapaz em diversos níveis. <em>Whiplash </em>foi um dos destaques do último Festival de Sundance e promete ser um dos títulos do próximo Oscar. O ator J.K. Simmons é o favorito, até o momento, ao prêmio de melhor ator coadjuvante.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/BjyCGE32Xdo?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2583 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598.jpg" alt="O-Leviata-Andrei-Zviaguintsev-size-598" width="597" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leviatã (PRÉ-ESTREIAS)<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dir.: Andrey Zvyagintsev</p>
<p style="text-align: center;">Elenco: Aleksey Serebryakov, Elena Lyadova, Roman Mayanov</p>
<p>Em uma cidade da Rússia, um pai de família resolve enfrentar o prefeito corrupto do local que resolve demolir a sua casa. Ele chama um amigo para ajudá-lo na missão, porém esse apoio acaba lhe custando ainda mais caro. O filme foi um dos destaques da última seleção do Festival de Cannes.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/tqyL0h4AYQw?rel=0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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