<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Isabél Zuaa - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/isabel-zuaa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/isabel-zuaa/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Jan 2026 13:02:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Isabél Zuaa - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/isabel-zuaa/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica O Agente Secreto</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 03:57:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[CinemaScópio]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leone]]></category>
		<category><![CDATA[Hermila Guedes]]></category>
		<category><![CDATA[Igor de Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[Isabél Zuaa]]></category>
		<category><![CDATA[Ítalo Martins]]></category>
		<category><![CDATA[João Vitor Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Kleber Mendonça Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Lufési]]></category>
		<category><![CDATA[Licínio Januário]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Chirolli]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Fernanda Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[MK Productions]]></category>
		<category><![CDATA[Neon]]></category>
		<category><![CDATA[O Agente Secreto]]></category>
		<category><![CDATA[Robério Diógenes]]></category>
		<category><![CDATA[Roney Villela]]></category>
		<category><![CDATA[Tânia Maria]]></category>
		<category><![CDATA[The Secret Agent]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Aquino]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller político]]></category>
		<category><![CDATA[Udo Kier]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20043</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de todo o fervor vivido pelo cinema brasileiro no último ano com o sucesso estrondoso, dentro e fora do país, com Ainda Estou Aqui (2024), a estreia do filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho eleva essa sensação à máxima potência. O novo longa-metragem do diretor substitui o filme de Walter Salles como a produção nacional mais comentada do momento. O clima de copa do mundo já está criado e a estreia de O Agente Secreto nos cinemas, que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/">Crítica O Agente Secreto</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de todo o fervor vivido pelo cinema brasileiro no último ano com o sucesso estrondoso, dentro e fora do país, com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a>, a estreia do filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho eleva essa sensação à máxima potência. O novo longa-metragem do diretor substitui o filme de Walter Salles como a produção nacional mais comentada do momento. O clima de copa do mundo já está criado e a estreia de <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> nos cinemas, que acontece nesta quinta-feira (6), reacende a chama popular da torcida pelo Brasil em uma nova corrida nos maiores prêmios do mundo cinematográfico.</p>
<p>Saído do Festival de Cannes como o filme mais premiado do ano, <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> é essencialmente brasileiro até seu último milésimo de segundo e isso é hipnotizante. O ritmo frenético estabelecido por Kleber em seu roteiro e direção empolgam, conduzem e surpreendem o espectador a cada virada de chave em sua narrativa. Como de costume, o cineasta constrói um pastiche de histórias que se cruzam em suas dores, desejos e missões, desenhando a história do Brasil de um determinado período.</p>
<p>Os filmes de Kleber funcionam como uma colcha de retalhos de histórias que se entrelaçam e são costuradas a partir de uma sucessão de fatos inesperados, dolorosamente reais e essencialmente brasileiros  &#8211; e isso não é diferente em <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>. No longa, acompanhamos a vida de Marcelo (interpretado por Wagner Moura), que, durante o auge da ditadura militar e seus desmandos no Brasil de 1977, se muda para Recife. Ele vai até a capital pernambucana tentando se esconder de um passado violento, na esperança de encontrar um novo futuro. O que ele encontra lá são, no entanto,  as sombras de seu passado, à espreita, esperando uma oportunidade para dar cabo de sua vida.</p>
<p>Em seu novo <em>thriller</em> político, Kleber remonta a dor e a nostalgia da vida no Brasil da década de 1970. Na mesma medida que <strong><em>O Agente Secreto</em></strong> é capaz de nos arrepiar com os horrores e absurdos da ditadura, o filme nos relembra, em seguida, pelo que tantas pessoas lutaram. O projeto bate bem nessa tecla: que mesmo em tempos de desesperança há sempre com quem contar. E isso vem por meio dos afetos (d)escritos por Kleber em seu roteiro. Talvez esse seja o maior mérito da filmografia do diretor, o equilíbrio entre a sutileza, a paixão e a dor do existir.</p>
<p>Os contextos das perseguições à oposição da ditadura, o cercear a liberdade e o medo do inimigo que literalmente mora ao lado são os grandes fantasmas que acompanham o público durante a sessão. Seja através da ludicidade ou das ironias tão conhecidas nos trabalhos do diretor, <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>empolga a cada instante por não sabermos o que pode acontecer. O roteiro de Kleber não é previsível porque ele preza pelo tensionamento dos sentidos. O inesperado é a chave mestra da genialidade de seu roteiro. Ou seja, de tédio não morreremos.</p>
<figure id="attachment_20046" aria-describedby="caption-attachment-20046" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20046" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-750x500.jpg" alt="O Agente Secreto (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/11/O-Agente-Secreto-3.jpg 1715w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20046" class="wp-caption-text">Wagner Moura em cena de &#8216;O Agente Secreto (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Para além dos louros de Kleber, tanto no roteiro quanto em sua direção, a fotografia, a arte e a montagem do filme pulsam junto com sua narrativa. A direção de arte, comandada por Thales Junqueira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby"><em>Baby</em></a>, de 2024), consegue desenhar as texturas, vibrações e os perigos do Brasil na ditadura. Em complemento, a fotografia de Evgenia Alexandrova (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sem-coracao"><em>Sem Coração</em></a>, de 2023) captura essas imagens e faz com que elas pulsem de forma hipnótica, tornando essa dobradinha de visualidade um primor do filme. Para fechar o resultado visual de <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>, a montagem de Eduardo Serrano e Matheus Farias (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau"><em>Bacurau</em></a>, de 2019) tensiona e eleva cada um desses elementos, dando vida à obra de Kleber da melhor forma que o público poderia pedir.</p>
<p>O elenco, como de costume, é um show à parte. Já que o cinema de Kleber é tão fortemente composto por um pastiche de histórias e vidas, seu elenco costuma ser robusto em quantidade e avassalador em potência. Contudo, <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>talvez tenha alcançado um novo patamar de <em>casting</em> nas produções do cineasta pernambucano. Parece que cada pessoa foi escolhida a dedo. E cada uma delas tem seu momento de brilhar.</p>
<p>Carlos Francisco, Robério Diógenes, Roney Villela, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Igor de Araújo, Ítalo Martins, Luciano Chirolli e Udo Kier são alguns dos artistas que vibram em cena e fazem a história ser viva e pulsante. Dois nomes, no entanto, precisam ser comentados à parte. Mesmo com a potência dos nomes anteriores, nada se compara com o magnetismo de dona Tânia Maria e de Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guerra-civil"><em>Guerra Civil</em></a>, de 2024) em cena. Não existiria <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>sem a força gravitacional que os dois atores geram no espectador.</p>
<p>Dona Tânia tem uma pureza magnética do realismo de sua interpretação que rouba a cena incessantemente. Basta ter segundos de tela que os olhares do público imediatamente recaem sobre sua naturalidade quase infantil. Há uma pureza de liberdade em sua interpretação que faz dela um dos pontos mais altos durante <strong><em>O Agente Secreto</em></strong>. Realmente acredito que a escolha de escalar dona Tânia Maria para o papel de Dona Sebastiana foi tão acertado quanto a escalação de Wagner.</p>
<p>O ator baiano é outra força em cena. Sua interpretação prende o espectador por trazer outra chave, igualmente magnética: a do medo. Wagner carrega em seu olhar um peso, uma dor e um desespero que são palpáveis. Ele entretém o espectador em uma construção de personagem que grita uma profundidade, ainda que ele só demonstre a superfície. E os olhos, como é dito em <em>Scarface (1983)</em>, eles nunca mentem. E Moura, mais uma vez, escancara a suas habilidades interpretativas por demonstrar um turbilhão a partir da sutileza de um olhar.</p>
<p>Com o longa, portanto, o diretor consegue entregar uma narrativa absurdamente coesa, ritmada e surpreendente que passa voando durante seus quase 160 minutos. O filme pode ser o ápice do cinema de Kleber por beber de todos os temas e nuances tão caros à ele ao longo de sua carreira. E isso é feito a partir de uma condução primorosa que merece um pergaminho de elogios e saudações por sua excelência. Não há melhor forma de ver <strong><em>O Agente Secreto </em></strong>a não ser como a epítome do cinema de Kleber Mendonça Filho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kleber Mendonça Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Wagner Moura, Carlos Francisco, Tânia Maria, Robério Diógenes, Roney Villela, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Thomás Aquino, Laura Lufési, Igor de Araújo, Ítalo Martins, Luciano Chirolli, João Vitor Silva, Licínio Januário e Udo Kier</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AOBPXs_euPA?si=AUyJM-jQ_dl9TBq7" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/">Crítica O Agente Secreto</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-agente-secreto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival de Gramado: Um Animal Amarelo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-gramado-um-animal-amarelo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-gramado-um-animal-amarelo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 16:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema de Gramado]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Higor Campagnaro]]></category>
		<category><![CDATA[Isabél Zuaa]]></category>
		<category><![CDATA[Lucília Raimundo]]></category>
		<category><![CDATA[Matamba Joaquim]]></category>
		<category><![CDATA[Um animal amarelo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13225</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há um lugar do homem branco, brasileiro, cisgênero, classe média e heterossexual e o passado que o colocou neste lugar. Este é, basicamente, o tema geral de Um Animal Amarelo. Existe em seu enredo uma tentativa de traçar perspectivas históricas do Brasil e como um outrora corrupto entrega privilégios nas mãos de pessoas que não possuem nem o talento e/ou mérito para tal. Na trama, o público se depara com Fernando (Higor Campagnaro), um jovem cineasta, perdido na vida e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-gramado-um-animal-amarelo/">Festival de Gramado: Um Animal Amarelo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há um lugar do homem branco, brasileiro, cisgênero, classe média e heterossexual e o passado que o colocou neste lugar. Este é, basicamente, o tema geral de <strong><em>Um Animal Amarelo</em></strong>. Existe em seu enredo uma tentativa de traçar perspectivas históricas do Brasil e como um outrora corrupto entrega privilégios nas mãos de pessoas que não possuem nem o talento e/ou mérito para tal. Na trama, o público se depara com Fernando (Higor Campagnaro), um jovem cineasta, perdido na vida e que vai sendo empurrado pelo destino, que o obriga a se mover.</p>
<p>Entre Brasil, Moçambique e Portugal, o protagonista tenta a todo custo se encontrar e buscar um sentido para sua existência e, claro, uma maneira de fazer o filme que sonha em realizar. Além disso, o jovem herdou um osso do avô, que o faz ser seguido, desde a infância, por uma figura imponente que devora tudo ao seu redor. Estas metáforas que o diretor e roteirista Felipe Bragança deseja passar são bem construídas. Através de uma linguagem um tanto poética, Bragança investe em planos que revelam os sentimentos mais internos e profundos de Fernando e sua família.</p>
<p>Há na obra um forte zelo estético. A direção de arte, combinada com a iluminação e o figurino revelam traços dos indivíduos que vão aparecendo na trama. Há uma riqueza de detalhes, como no colar da portuguesa, nas caracterizações que são modificadas a cada país  ou quando Fernando regressa ao Brasil. A partir destes elementos, o espectador pode ganhar uma sensação forte de proximidade com o filme e com o que está sendo contado nele.</p>
<p>No entanto, os incômodos existem e estão ali desde o começo da projeção. O primeiro é a narração. Ainda que a atriz Isabél Zuaa saiba evocar os tons corretos em cada cena que sua voz aparece de fundo, o texto que está sendo dito não é necessário para o desenvolvimento narrativo. Há de se refletir no cinema a real necessidade da utilização deste recurso. Muitas vezes, ele está ali apenas para retirar a sutileza da produção e reitera demasiadamente o que já está subentendido, como é o caso aqui.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13262 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/um-animal-amarelo2.jpg" alt="Um Animal Amarelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/um-animal-amarelo2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/um-animal-amarelo2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/um-animal-amarelo2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/um-animal-amarelo2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro aspecto que precisa ser considerado é como abordar questões raciais e de gênero no audiovisual. Visto que as temáticas são a base para a formação da personalidade do protagonista e suas ações, o discurso crítico permeia os conflitos e situações. Mas, o debate não consegue avançar, justamente porque não há uma perspectiva de olhar de fora da situação. Preenchida por uma visão masculina e branca, as personagens negras parecem estar sempre a serviço de contar as peripécias deste homem um tanto <em>loser</em> e que pode fazer o que bem entender de seu destino, pois recebeu frutos de um país escravagista.</p>
<p>Existe um discurso direto e efetivo vindo dos moçambicanos Catarina, Cesarino (Matamba Joaquim) e Seixas (Lucília Raimundo). Inclusive, os três são o ponto alto da produção! Contudo, no final das contas, falta uma caracterização mais profunda das personagens negras e um olhar mais cuidadoso para as faltas cometidas pelos brancos, que trouxeram todos os resultados que são expostos no longa.</p>
<p>Um exemplo de como esta característica é forte em <strong><em>Um Animal Amarelo</em></strong>  está na sequência final. Fernando é visto com seu filho no colo e, ao seu lado, há o homem assassinado por seu avô &#8211; este que lhe rendeu o osso de herança -,  que acaricia o braço do protagonista. O plano vai se fechando, até que somente se veja as mãos do rapaz negro e o branco com seu neném é o centro. Este tipo de imagem revela a ausência de percepção sobre o outro e até mesmo da própria tragédia e maldades criticadas ali.</p>
<p>Por fim, há, também, uma inconstância nas dinâmicas apresentadas por Bragança, que fazem com que o ritmo e a estilística se percam o tempo inteiro. O risco em utilizar uma ambientação mais fantasiosa e os diálogos afiados, que denunciam a incompetência de Fernando, se perde em alguns momentos, deixando o resultado geral um tanto frouxo.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Felipe Bragança<br /><strong>Elenco</strong>: Higor Campagnaro, Isabél Zuaa, Lucília Raimndo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mK-3TNjfF_8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-gramado-um-animal-amarelo/">Festival de Gramado: Um Animal Amarelo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-gramado-um-animal-amarelo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica (XIII Panorama): As Boas Maneiras</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2017 11:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[As Boas Maneiras]]></category>
		<category><![CDATA[Isabél Zuaa]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Rojas]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Marjorie Estiano]]></category>
		<category><![CDATA[XIII Panorama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8389</guid>

					<description><![CDATA[<p>O terror não pode ser confinado ao show de atrações do cinema dos sustos e violência gráfica adolescente, ainda que não haja problema algum quando ele ocasionalmente se restrinja a isso. Quando consciente da sua potência simbólica, o gênero e suas histórias flertam com o fantástico para explorar problemas sociais ou se debruçar sobre a psicologia fragilizada dos seus protagonistas num exercício de estudo de personagem, mergulhando sua narrativa na zona perigosa dos medos humanos. Desde Trabalhar Cansa, Marco Dutra e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/">Crítica (XIII Panorama): As Boas Maneiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O terror não pode ser confinado ao show de atrações do cinema dos sustos e violência gráfica adolescente, ainda que não haja problema algum quando ele ocasionalmente se restrinja a isso. Quando consciente da sua potência simbólica, o gênero e suas histórias flertam com o fantástico para explorar problemas sociais ou se debruçar sobre a psicologia fragilizada dos seus protagonistas num exercício de estudo de personagem, mergulhando sua narrativa na zona perigosa dos medos humanos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Desde <i>Trabalhar Cansa</i>, Marco Dutra e Juliana Rojas intentam esse tipo de comunicação com o público através das suas histórias. Com <i>As Boas Maneiras</i>, a dupla de cineastas encontra uma forma de compor um inspirado conto de horror sobre lendas brasileiras que em alguns momentos flerta com a fábula &#8211; e até mesmo com o musical &#8211; para costurar a história de uma natureza reprimida que gradualmente dá sinais da necessidade de externar seus instintos. A ideia central é que nenhum sujeito consegue viver muito tempo lutando contra suas vontades por receio dos estragos que as mesmas possam fazer na sociedade que o cerca. Ao mesmo tempo, <i>As Boas Maneiras </i>quer abordar a maternidade biológica e adotiva e como os vínculos criados com o ser que está sendo gestado no corpo de uma de suas personagens é estabelecido de diferentes maneiras por suas protagonistas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, Ana, personagem de Marjorie Estiano, está prestes a dar a luz ao seu primeiro filho e para isso conta com a ajuda de Clara, a ótima Isabél Zuaa. Ana contrata Clara para ser sua empregada após uma exaustiva rodada de entrevistas com diversas candidatas. A relação entre as duas fica cada vez mais próxima e Clara começa a perceber que a gravidez de Ana não é uma gestação como outra qualquer, sobretudo quando a patroa passa a apresentar estranhos sinais, como sonambulismo e, consequentemente, outros atos bizarros sob a luz da lua cheia. Os laços entre Ana e Clara ficam ainda mais fortes quando a primeira dá luz à criança e sua cuidadora se depara com uma importante decisão a ser tomada.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8391" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/AsBoas-Maneiras.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O centro da narrativa de Dutra e Rojas é, até certo ponto, a dinâmica entre Ana e Clara, suas personalidades distintas, mas também complementares. A faísca entre as personagens fica por conta dos desempenhos inspirados da dupla de atrizes Marjorie Estiano e Isabél Zuaa. Como Ana, Estiano explora a inconsequência e a falta de rumo de uma mulher que de repente se vê tendo que administrar uma gravidez inesperada e indesejada por sua família. Lidando com a frustração do seu destino e não sabendo administrá-lo, Ana encontra suporte em Clara, vivida com fibra, mas também ternura adquirida por uma fenomenal Isabél Zuaa, que brilha na tela, sobretudo quando assume a maternidade adotiva no segundo momento da história. Mais do que isso prometo não contar para não estragar as surpresas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O roteiro de Rojas e Dutra traça um percurso fluido para seu conto de horror que apesar de estender-se um pouco no terceiro ato desenvolve toda uma cadeia de acontecimentos capaz de manter o espectador grudado na tela, envolvido com as personagens que preenchem <i>As Boas Maneiras </i>de afeto. Mesmo os momentos mais graficamente violentos da trama não são marcados pelo vazio dos gratuitos litros de sangue, mas por uma relevância dentro do universo da história contada e são alternados por circunstâncias que fortalecem a relação de Ana e Clara com o bebê, tornando o espectador cúmplice de sentimentos que ganham complexidade e âncoras muito bem construídas.  Ao mesmo tempo, o olhar da dupla de realizadores para os eventos narrados é sofisticado do ponto de vista estético, com uma atenção aos elementos que compõem os quadros como objetos cênicos e a paleta de cores adotada, mas também evitando que isso se sobreponha ao evidente enfoque narrativo do filme.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ao mesmo tempo em que fornece ao espectador uma história marcada por simbologias, <i>As Boas Maneiras </i>pode ser vivenciado como uma narrativa destacada do terreno semiológico com suas relações e personagens que funcionam por afetos bem estabelecidos no universo proposto na tela. Para além dos elementos soturnos que transformam <i>As Boas Maneiras </i>num conto urbano com traços tipicamente barasileiros (e nesse sentido a ambiência da história no São João e no universo rural  foram certeiros), a jornada de Clara é humana pelos conflitos que a mesma vivencia ao se afeiçoar de maneira tão visceral pelas personagens que conhece ao longo da história. Independente do olhar que se tenha para o filme, <i>As Boas Maneiras</i> deixa ótimas impressões no espectador pelo esmero com que sua narrativa é lapidada por seus realizadores e pela qualidade do desempenho dos seus atores, especialmente Isabél Zuaa, o coração desse filme.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Filme assistido no XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Para mais informações sobre a programação do evento que vai até dia 15 de novembro,<a href="http://coisadecinema.com.br/xiii-panorama/" data-blogger-escaped-target="_blank"> clique aqui. </a></p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2x4vMoyqzkE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/">Crítica (XIII Panorama): As Boas Maneiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
