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	<title>Arquivos Hulu - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Hulu - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Kumail Nanjiani volta ao stand-up comedy após uma década de afastamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 14:22:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de dez anos afastados do universo dos shows de stand-up, Kumail Nanjiani retorna ao ofício em Kumail Nanjiani: Night Thoughts.  Paquistanês, radicado nos Estados Unidos, o ator estrelou longas-metragens como Eternos (2021) e Doentes de Amor (2021). Já no catálogo da Disney+, o especial tem uma hora de duração e se passa em Chicago. Kumail argumenta que seu desejo com esta obra era de criar uma relação com a plateia. “Eu queria mostrar que nós temos muito mais em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dez anos afastados do universo dos shows de stand-up, Kumail Nanjiani retorna ao ofício em <em>Kumail Nanjiani: Night Thoughts</em>.  Paquistanês, radicado nos Estados Unidos, o ator estrelou longas-metragens como <em>Eternos</em> (2021) e <em>Doentes de Amor</em> (2021). Já no catálogo da Disney+, o especial tem uma hora de duração e se passa em Chicago.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kumail argumenta que seu desejo com esta obra era de criar uma relação com a plateia. “Eu queria mostrar que nós temos muito mais em comum do que diferenças”, expõe. Ao lado do diretor Bill Benz (Portlandia), o objetivo de Kumail, de acordo com ele, seria o de não convocar para a cena malabarismos visuais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o comediante, o plano seria o de ser intimista, deixando a sensação de presença para o público, como se eles tivessem dentro do teatro na noite das filmagens. Sobre as piadas, Nanjiani explica que resolveu trazer um pouco de sua vida para o roteiro. Segundo Kumail, ele não gostaria de retornar para o mundo do stand-up sem um bom motivo e estar vulnerável é uma boa razão para o intérprete. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kumail revela como é nesta mistura de relatos pessoais e situações universais que ele construiu todo o universo de sua nova produção. Em comentário sobre a piada específica feita sobre shows de música que sempre fazem a encenação do “bis”, ele conta: “eu penso, ah, está tarde, por que vocês não tocam tudo de uma vez?” </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>ENTREVISTA</b></p>
<p><b>Enoe Lopes Pontes</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Como foi o processo de construção do roteiro de seu stand-up, pensando que, ao mesmo tempo que ele é universal e faz a gente se relacionar com aquele conteúdo, ele é bem específico e tão você?</span></p>
<p><b>Kumail Nanjiani</b><span style="font-weight: 400;"> – Eu fiquei uns 10 anos sem fazer stand-up. E quando voltei para essa área meu objetivo era ser o mais eu mesmo dentro do palco. Queria ser o mais vulnerável possível, mostrar o máximo de mim durante essa hora de comédia, entende? Porque eu pensei que se eu fosse voltar a fazer isso, teria que ter um motivo. Não poderia ser só uma hora de piadas no palco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Eu pensei: &#8220;Preciso de um motivo de verdade&#8221;. Então, decidi que o objetivo seria ser o mais aberto e vulnerável possível no palco, fazer com que as pessoas se identificassem e sentissem que todos nós passamos por coisas parecidas, sabe? Minha vida, com certeza, é bem diferente da sua. Cada um na plateia tem uma vida completamente diferente, mas todos nós enfrentamos os mesmos problemas. E eu queria mostrar que nós temos muito mais em comum do que diferenças.  Eu queria começar de um ponto de vista geral e depois ir levando para algo cada vez mais pessoal. Esse era o objetivo deste especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Uma coisa que me chamou a atenção foi a direção do trabalho com o diretor Bill Benz. Como foi trabalhar com ele?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Ele é ótimo! Sabe, ele dirigiu alguns especiais de amigos meus e eu pensei muito em quem poderia dirigir o meu. Porque eu nunca tinha me envolvido tanto com um diretor fazendo um trabalho assim. Então, eu meio que conversei com ele e disse que eu queria sentir que as pessoas de casa estavam na plateia assistindo. Então, eu não queria nenhuma tomada que desse a impressão de que a câmera estava voando por aí ou algo do tipo, porque acho que isso parece muito artificial, mesmo que o especial seja visualmente lindo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ah, sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Ele fez um trabalho incrível. Nós fomos muito cuidadosos sobre quando cortar para um close e quando manter o plano aberto, sabe, esse tipo de coisa. Pensamos muito, muito cuidadosamente nisso porque na edição de filmes você aprende que quando alguém diz algo e a câmera está longe, a sensação é muito diferente de quando a pessoa diz exatamente a mesma coisa, mas a câmera está bem perto. Então, aprendi tudo isso nos últimos anos produzindo filmes e programas de TV e trouxe essa experiência para este projeto. </span><span style="font-weight: 400;">O Bill também tem muita experiência na TV, não só com especiais de stand-up. Então, para nós, isso era algo muito específico. E também, quando cortar para um close e quando afastar a câmera? Porque às vezes, se você fica muito tempo em close, começa a ficar um pouco desconfortável.</span></p>
<p><strong>ELP</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Compreendo. Mas, eu queria trazer aqui a piada sobre o pedir bis em shows (risos). Para mim, é a melhor piada que eu já ouviu na minha vida inteira. Eu nunca fui para um show do mesmo jeito,  Eu sempre fico atenta a isso agora. (risos)</p>
<p><strong>KN</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Eu me sinto do mesmo jeito. (risos) Eu fico: gente, já está tarde, <span style="font-weight: 400;">por que vocês não tocam tudo de uma vez?</span> Não finjam  que o show acabou. (risos).</p>
<p><strong>ELP</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Exatamente. (risos).</p>
<p><strong>Assista ao vídeo da entrevista!</strong></p>
<p><iframe title="Entrevista com Kumail Nanjiani" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/HSfp74GjFbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Kumail Nanjiani: Night Thoughts | Official Trailer | Hulu" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/MACAGhfzxWE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Alguém Avisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 19:36:57 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Nova comédia romântica natalina do Hulu, <strong><em>Alguém Avisa?</em></strong> é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (<em>Eu, Tonya</em>) e Lesley Barber (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-manchester-a-beira-mar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Manchester à Beira-Mar</em></a>), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão incisivamente, ao ponto de parecer algo forçado para criar clima, apenas.</p>
<p>Outro fator que contribui para a sensação de festas de final de ano é a direção de arte. As cores e objetos costumeiros estão ali, porém há um cuidado em suavizar estes elementos, a fim de não tirar o foco do que está sendo contado. Um exemplo é a cena na qual a protagonista, Abby (Kristen Stewart, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), conversa com o melhor amigo John (Daniel Levy), em um café. Pequenos toques de verde, azul, amarelo e dourado se fazem presentes, mas o que importa é o diálogo entre a dupla. De toda forma, estes detalhes são o que engrandecem a obra.</p>
<p>Dentro de toda essa construção, de instalação de atmosfera, há um equilíbrio. O longa fala justamente da quebra da manutenção de certo tradicionalismo hipócrita da sociedade, que faz com que pessoas tenham receio de se desconstruir e de lutar contra o status quo, demorando para que revelem quem são de verdade. Logo, o que fica aqui impresso é certa dualidade de um mundo que artificial e decorado, com o que habita os sentimentos das personagens.</p>
<p>Nesta lógica, há uma progressão narrativa em <strong><em>Alguém Avisa? </em></strong>onde o passado e o presente se encontram e decisões precisam ser tomadas. Abby tem uma namorada, a Harper (Mackenzie Davis, <em>Tully</em>), que não saiu do armário para a família. O casal vai passar o Natal com os pais, irmãs e sobrinhos de Harper. Neste contexto, Abby se sente sufocada com este segredo e começa a desconhecer sua companheira. Naquele local, Harper parece ser outra. É a partir disso, que surge Riley (Aubrey Plaza, <em>Tirando o Atraso</em>), ex de Harper. O público, então, passa a acompanhar o afastamento entre Abby e Harper e a aproximação entre Riley e Abby.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13580" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Alguém Avisa?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A química entre Stewart e Plaza é forte, o que contribui para a <em>shippagem</em> das duas. As sequências crescem bastante quando elas estão juntas. As interpretações, que, no geral, são positivas, têm uma qualidade ainda mais superior quando as atrizes contracenam. Os olhares, gestos e movimentações são rica, porque imprimem cada identificação e desconforto que acaba surgindo entre Abby e Riley. Apesar da dinâmica forte delas, o desfecho acaba se encaixando bem na proposta do filme. Mesmo que a escolha mais ousada fosse outra, explorar as dificuldades e processos de se assumir para os parentes acaba sendo mais importante e forte.</p>
<p>Estas tensões são fomentadas pela direção de Clea Duvall (<em>A Intervenção</em>), que não traz nada de inventivo, contudo, consegue um resultado eficaz, principalmente em termos de decupagem. A proximidade com as personagens e as suas emoções vêm muito das escolhas de plano e enquadramento de Duvall. Isto cresce mais ainda com a inserção de alguns cortes secos, que aumentam tanto os momentos cômicos, quanto os de suspensão.</p>
<p>Apesar de<strong> <em>Alguém Avisa?</em></strong> reunir bastante pontos positivos, o texto peca, em alguns momentos, por se expositivo. Quando quem assiste é subestimado a complexidade da trama é subtraída. A reiteração, se não aparece para causar algum efeito específico, tende a interromper a lógica de velocidade estabelecida, interferindo diretamente no ritmo como um todo. No entanto, este fator não compromete a produção, que vale a pena ser conferida não apenas pela sua doçura no trato das relações humanas, mas também pelo seu cuidado em evocar a técnica como fomento e diálogo direto com a história trazida na tela.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clea Duvall</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kristen Stewart, Mackenzie Davis, Aubrey Plaza, Mary Steenburgen, Alison Brie, Dan Levy, Victor Garber, Jake McDorman, Clea Duvall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BN9vUWwtZOk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/">Crítica: Alguém Avisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Fuja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 12:46:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nova produção lançada pela Hulu e estrelada por Sarah Paulson (Oito Mulheres e um Segredo) Fuja é um thriller/terror de tirar o fôlego! Com uma destreza em criar uma progressão dentro da narrativa, Aneesh Chaganty (Monsters) e Sev Ohanian (Buscando&#8230;) demonstram cuidado em revelar, lentamente, as ações tenebrosas de Diane Sherman (Paulson). O espectador primeiro é ambientado naquela rotina, aparentemente, tranquila de Diane e sua filha, Chloe (Kiera Allen). Logo no início, é anunciado que Sherman deu a luz a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nova produção lançada pela Hulu e estrelada por Sarah Paulson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/"><em>Oito Mulheres e um Segredo</em></a>) <strong><em>Fuja</em> </strong>é um thriller/terror de tirar o fôlego! Com uma destreza em criar uma progressão dentro da narrativa, Aneesh Chaganty (<em>Monsters</em>) e Sev Ohanian (<em>Buscando&#8230;</em>) demonstram cuidado em revelar, lentamente, as ações tenebrosas de Diane Sherman (Paulson). O espectador primeiro é ambientado naquela rotina, aparentemente, tranquila de Diane e sua filha, Chloe (Kiera Allen).</p>
<p>Logo no início, é anunciado que Sherman deu a luz a um bebê que nasceu prematuro e com complicações. Em seguida, vê-se a rotina de Chloe, uma adolescente que, teoricamente, tem diversas questões de saúde, como asma e diabetes, além de ser pessoa com deficiência e possuir um espaço todo adaptado, por conta disto. Ela vive em uma rotina regrada, consumindo muitas medicações. Passado, majoritariamente, na casa das duas, o ambiente começa com uma iluminação e elementos de cena mais sutis, com tons terrosos e amarelados. Estas cores também aparecem em Diane e Chloe, que estão sempre combinando as paletas em suas vestes.</p>
<p>A harmonia da dupla vai sendo quebrada em <strong><em>Fuja</em></strong>, à medida em a jovem vai descobrindo quem é sua mãe de verdade. Além disso, o local passa a se transformar em um ambiente claustrofóbico, imprimindo a noção de que é muito mais do que uma residência comum e sim uma prisão. Isto é feito através da direção de Chaganty, que traz planos que vão se fechando e em panorâmicas que acompanham os passos de Paulson, evocando esta ideia de que ela está sempre rondando a filha. As movimentações de câmera trabalham em função desta construção de atmosfera sufocante e apavorante. Diane, por exemplo, é posta ao fundo da tela, em algumas ocasiões, para elevar esta sua imagem de <em>stalker</em>.</p>
<p>As atuações de Sarah Paulson e Kiera Allen também são fundamentais para o estabelecimento de tensão e da construção desta relação tão intensa. Isto porque boa parte do filme se faz na relação entre Diane e Chloe, na confiança previamente adquirida e, agora, quebrada. Neste contexto, Sarah encontra um papel que se encaixa perfeitamente com sua habilidade de demonstrar múltiplas emoções em poucos segundos. As suas expressões faciais são arquitetadas para imprimir esta figura manipuladora, que finge ser outra, mas que se transfigura em uma mulher assustadora, de repente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13563" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Fuja" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1380924.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Já Kiera, surpreende por este ser seu primeiro trabalho em um longa-metragem. Ela carrega consigo uma forte consciência espacial, sabendo como se movimentar em cena. Allen também demonstra compreender as motivações de Chloe e isto se traduz em suas intenções de texto. Mas, o ponto mais forte está na contracena dela com Paulson. Ambas jogam de maneira certeira em <em><strong>Fuja</strong> </em>e elevam as propostas uma da outra. O ápice disto é a sequência do porão, na qual as nuances de entonação, olhares e gestos se tornam mais complexos, principalmente pelas escolhas de velocidade das palavras, respirações e silêncios.</p>
<p>No entanto, apesar de ter bastantes elementos positivos durante quase toda projeção, do início terceiro ato da produção em diante, a qualidade da obra vai caindo. Talvez, fosse necessário existir um pouco mais do que 90 minutos de duração para que o arco do relacionamento das duas fosse concluído. Algumas informações que são colocadas, a partir do confronto delas, acabam ficando soltas e sem conclusão, como o fato de Chloe ter pais biológicos que a perderam ainda na maternidade.</p>
<p>A solução não precisaria ser necessariamente encaminhada para este rumo, porém os desenlaces chegam fáceis e desfazem a riqueza da sutileza da progressão ali presente.  Outro fator incômodo é a cena final. A troca de posição entre Diane e Chloe parece mais algo que busca acrescentar outra camada para a dinâmica entre elas. No entanto, esta sequência acaba reduzindo o impactado da conclusão do conflito.</p>
<p>Apesar destas falhas, <strong><em>Fuja</em> </strong>é um material coeso, em grande parte. Com méritos de roteiro, atuações e direção, vale a pena conferi-lo. Além de tudo isso, é importante destacar a escolha da protagonista, feita por Aneesh Chaganty. Kiera Allen deixa a sensação de um futuro promissor na área, demonstrando como os cineastas e Hollywood podem ser menos capacitistas e contratarem pessoas com deficiência para ocuparem diversas funções no set. Com certeza, muitos talentos estão por aí!</p>
<p><strong>Direção</strong>: Aneesh Chaganty</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Sarah Paulson, Kiera Allen, Onalee Ames, Pat Healy, Carter Heintz, Erik Athavale</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Y0-RFZDmycQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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