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	<title>Arquivos Garret Dillahunt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Garret Dillahunt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Um Lugar Bem Longe Daqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 13:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um Lugar Bem Longe Daqui é baseado no best-seller homônimo da autora estadunidense Delia Owens e conta a história da jovem Kya (Daisy Edgar-Jones, Normal People), que foi acusada pelo assassinato de um rapaz famoso e querido na pequena cidade onde moram. A comunidade local tem muito preconceito com a garota, que vive sozinha em uma tapera no meio do brejo, depois que toda a família a abandonou, ao longo de anos. Um advogado local acaba se compadecendo com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Um Lugar Bem Longe Daqui</strong></em> é baseado no best-seller homônimo da autora estadunidense Delia Owens e conta a história da jovem Kya (Daisy Edgar-Jones, <em>Normal People</em>), que foi acusada pelo assassinato de um rapaz famoso e querido na pequena cidade onde moram. A comunidade local tem muito preconceito com a garota, que vive sozinha em uma tapera no meio do brejo, depois que toda a família a abandonou, ao longo de anos. Um advogado local acaba se compadecendo com a sua necessidade e se voluntaria para defender a causa. Ao longo da trama, vamos conhecendo mais sobre a personagem, sua origem e personalidade.</p>
<p>A história deste longa em si não é grande coisa e nem tão inovadora que nos faça crescer os olhos. O que se destaca aqui é a condução do roteiro, direção e atuação. Embora eu não tenha lido a obra original, em pesquisa descobri que ele é muito detalhista, o que o torna, por vezes, arrastado. Na tela grande, o roteiro optou por mostrar esses detalhes em todas as tomadas de cena, mas sem se demorar demais, para não o tornar monótono. Sendo assim, ainda que o ritmo de <strong><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em> </strong>seja mais lento, não chega a entediar o espectador, que fica o tempo inteiro intrigado pela história de Kya.</p>
<p>Com idas e vindas no tempo, vamos conhecendo mais da origem da garota. Como ela sofreu com o abandono da mãe que não aguentava mais as violências físicas do pai. Como o alcoolismo o tornou um homem rude, agressivo e sem afeto. A menina era tão pobre que não tinha dinheiro para calçados e vivia a base de mingau de farinha. Contou com o suporte e amorosidade de um casal dono de uma quitanda, que conseguia doação de roupas e dava alguns mimos quando ela ia lá. Tudo isso vai nos mostrando a vida de Kya e o motivo pelo qual a sociedade lá dos anos 1950 tinha tanto preconceito.</p>
<p>Ela era fora da curva. Não se vestia do jeito que todo mundo era acostumado, era pobre, não estudou em escola, não sabia ler e nem escrever. Quando seu pai finalmente a deixou, quando tinha uns 11 anos, as coisas melhoraram por um lado e pioraram do outro. Precisou começar a catar marisco no brejo para conseguir comprar comida e não passar fome. No meio do caminho, reencontrou um garotinho que a havia ajudado anos atrás e sido gentil. Agora um adolescente que nem ela, começaram a amizade, enquanto ele ajudava ela a aprender a ler e escrever.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Um Lugar Bem Longe Daqui" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro caminha sem pressa ao nos inserir nas emoções da trama. É muito fácil se envolver pelos personagens, pois rapidamente já estamos criando empatia por eles. Especialmente Kya e Tate (Taylor John Smith, <em>Fúria em Alto Mar</em>), seu primeiro amor. Lindas paisagens são ainda mais beneficiadas pelas tomadas acertadas de câmera, em um trabalho cuidadoso da diretora Olivia Newman. Tudo isso envolto em uma trilha sonora bem escolhida e bem casada com o tom do filme.</p>
<p>O ponto alto de <strong><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em></strong>, no entanto, são as atuações. Conhecia muito pouco do trabalho de Taylor John Smith, mas ele se mostra muito à vontade em cena, cabendo perfeitamente ao personagem bonzinho que interpreta. Já a protagonista Daisy Edgar-Jones já tinha feito um trabalho brilhante na excelente série <em>Normal People</em> e só confirmou ainda mais aqui o meu favoritismo por ela. Daisy não se esforça para atuar, simplesmente deixando fluir todas as emoções da personagem através de si. Ela cabe muito bem neste estilo de personagem mais tímida, pois seus trejeitos e tiques físicos casam perfeitamente com isso. Foi uma escolha acertada. Aliás, podemos dizer isso de todo o elenco.</p>
<p>Em uma mistura de drama com romance e mistério, o filme vai segurando facilmente o espectador nas suas 2h de duração, que a gente simplesmente não quer que acabe até que possamos descobrir o destino de todos os personagens. Como disse, não é um livro particularmente inovador, mas o trabalho feito neste filme com certeza favoreceu a história como um todo e rendeu uma ótima produção cinematográfica. É uma espécie de Nicholas Sparks num nível superior. Uma grata e positiva surpresa, que super indico!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Newman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daisy Edgar-Jones, Taylor John Smith, Harris Dickinson, Michael Hyatt, David Strathairn, Garret Dillahunt, Jayson Warner Smith, Ahna O&#8217;Reilly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/EB28AnlIDqo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 00:16:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. Ambulância &#8211; Um Dia de Crime tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho. Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, A Lenda de Candyman) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filme de perseguição é um gênero à parte que tende a agradar vários tipos de espectadores. Isso porque tem tensão, ação, explosão, perigo. Tudo isso junto em uma sequência que, normalmente, não deixa a gente nem piscar. <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> tem todo o prognóstico positivo neste sentido, mas comete alguns tropeços desnecessários no meio do caminho.</p>
<p>Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>) é um ex-militar que luta para manter as contas de casa pagas em meio ao desemprego. Com a doença de sua mulher, que acabou de ter um bebê, ele se desespera com as contas de hospital e decide recorrer ao irmão, Danny (Jake Gyllenhaal, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>), que é criminoso profissional que rouba bancos. Will acaba se metendo em uma complicada trama ao participar de um assalto de mais de 30 milhões de dólares.</p>
<p>Existem vários ganchos que poderiam ser melhor explorados no filme, como é o caso da motivação que leva o protagonista a tomar os caminhos errados. É sabido que os EUA tem um péssimo sistema de saúde e que as pessoas lutam para pagar contas e muitas morrem sem tratamento adequado, já que eles não possuem acesso gratuito. No entanto, o roteiro decide não se aprofundar nisso e ignora o tema a maior parte do tempo.</p>
<p>O que mais incomoda, no entanto, é a direção megalomaníaca de Michael Bay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-transformers-5-o-ultimo-cavaleiro/"><em>Transformers &#8211; O Último Cavaleiro</em></a>). Não satisfeito em ter um filme de perseguição, que por si só já traz elementos de tensão e chamada de atenção do espectador, ele resolve fazer usos aleatórios de câmera, que vão mergulhando sem rumo na cena, dando cambalhotas, parecendo uma montanha-russa. Isso seria justificável se o roteiro acompanhasse a ideia. Mas neste caso de <em><strong>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</strong></em>, é apenas perturbador e cansativo. É como se ele quisesse mostrar, o tempo todo: &#8220;Olha como eu tenho um filme de alto orçamento&#8221;.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15367" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg" alt="Ambulância - Um Dia de Crime" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dinheiro esse que poderia ter sido aplicado, por exemplo, num afinamento do roteiro, que deixa muitos elementos sem conexão. Um policial que é operado com uma tesoura e sem anestesia dentro da ambulância em movimento e simplesmente acorda lúcido na sequência, ou a falta de justificativa que leva os carros policiais a não fecharem o cerco em diversos momentos. É como se o enredo duvidasse da capacidade do público de entender certas dinâmicas.</p>
<p>O elenco, por sua vez, é um dos elementos que salva o longa. Bem alinhado e com boas performances, conseguem nos manter atentos a todo momento e realmente ansiosos para entender o que vai acontecer em seguida. Eiza Gonzalez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) entra como terceiro elemento, a mocinha na questão. Ela vira refém dos dois irmãos pois é a paramédica que está na ambulância com o policial baleado. As interações do trio e suas partes é bem orgânica.</p>
<p>Por sinal, manter a tensão constante é algo que <strong><em>Ambulância &#8211; Um Dia de Crime</em></strong> consegue fazer muito bem. Ele seria muito mais bem-sucedido se simplesmente focasse na perseguição como ápice da trama e tecesse algumas complementações ao redor disso. A ideia é ótima, mas a execução deixa a desejar. Ainda assim, vale como algum entretenimento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Bay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jake Gyllenhaal , Yahya Abdul-Mateen II , Eiza Gonzalez, Garret Dillahunt, Keir O&#8217;Donnell, Jackson White, Cedric Sanders,<br />
Colin Woodell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6Y7TTeV08zk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sergio</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 13:50:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, o diplomata Sergio Vieira de Mello embarcou para Bagdá, em uma missão designada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua estadia no local, ele acabou sendo uma das vítimas em atentado, no qual um homem bomba explodiu um caminhão lotado de explosivos no Hotel Canal, falecendo aos 55 anos. Esta história, supostamente, é o foco do novo filme da Netflix, protagonizado pelo brasileiro Wagner Moura (O Homem do Futuro) e dirigido por Greg Barker (Dentro de Casa: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2003, o diplomata Sergio Vieira de Mello embarcou para Bagdá, em uma missão designada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua estadia no local, ele acabou sendo uma das vítimas em atentado, no qual um homem bomba explodiu um caminhão lotado de explosivos no Hotel Canal, falecendo aos 55 anos. Esta história, supostamente, é o foco do novo filme da Netflix, protagonizado pelo brasileiro Wagner Moura (<em>O Homem do Futuro</em>) e dirigido por Greg Barker (<em>Dentro de Casa: O Dilema do Contra-Terrorismo</em>).</p>
<p>A ideia de contar um pouco da trajetória de uma figura considerada importante dentro das Nações Unidas é positiva. Ainda mais pelo fato de Barker já possuir um documentário que aborda a vida de Sergio, o que poderia dar uma propriedade maior ao cineasta em seu processo criativo. Contudo, não é isto que acontece aqui. O longa é, no geral, uma grande confusão narrativa, com atores perdidos, roteiro repetitivo e apelativo, maquiagem e caracterização artificiais, além de uma direção mal ajambrada. A quantidade de adjetivos negativos poderia ser mais extensa, mas estes são os pilares para os desastrosos – e, talvez, vergonhosos – resultados do filme.</p>
<p>Começando pelo texto, Samantha Power (<em>Watchers of the Sky</em>) e Craig Borten (<em>Clube de Compras Dallas</em>) vão além do período no qual de Mello estava em Bagdá e procuram mostrar outras épocas de sua vida. Misturando completamente as linhas temporais, os autores parecem se perder na escrita e trazem cenas que reiteram constantemente o que o público já sabe, seja em informações ou em emoções. Em certo ponto da exibição fica a sensação de que a dupla queria preencher os espaços para que a sua duração fosse mais extensa. Algumas sequências parecem as mesmas, mas em locais distintos.</p>
<p>Os diálogos são quase idênticos, as situações também. Isto poderia ser evitado se eles escolhessem uma linha específica da trama e procurassem desenvolva-las, fazendo uma pesquisa mais cuidadosa para contar mais sobre a personagem e deixá-lo menos planificado. A estratégia das idas e vindas é bem-vinda, se bem executada. Se a estrutura está confusa, a simplificação acaba sendo uma escolha mais certeira. </p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12678" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/sergio-2.jpg 960w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além da estafa pela repetição, Borten e Power tentam fazer com que espectador se debulhe em lágrimas, com frases de efeito. No entanto, somente o constrangimento fica, porque são sentenças piegas, como em determinada cena onde Sergio diz que quer cair do céu como se fosse chuva. Ou quando de Mello diz duas vezes “Vá para casa, meu amigo”, com uma pausa de quase dez segundos entre cada repetição. Não tão tem nenhuma razão prática para estes momentos acontecerem. Esta busca de traço poético, digamos assim, não foi foi algo construído previamente na personalidade do protagonista e nem servem para o que vem depois. Tão pouco são ditas com verdade cênica ou possuem algum efeito estético que pudesse transformar estes instantes em algo especiais. São as mesmas luzes e os mesmos enquadramentos. O que não casa com o tom do filme.</p>
<p>Esta artificialidade também está presente nas interpretações. Moura que, geralmente, entrega bons resultados, parece engessado e tenso durante seu tempo de tela em Sergio. Com o corpo enrijecido e um sorriso robótico, o intérprete demonstra desconforto com a construção de sua personagem. Ele não consegue controlar as suas pausas dramáticas e seus olhos arregalados, principalmente quando fala em inglês e precisa demonstrar intensidade. O ator também não joga na contracena, na maioria das vezes, evitando contato visual e perde de criar boas dinâmicas com seus colegas de trabalho por deixar a conexão das intenções de lado. A única pareceria que funciona mais é a que ele fez com Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), seu par romântico na história.</p>
<p>O tom <em>fake</em> impregna também os maquiadores da equipe. Alguns momentos que deveriam ser tensos são quase risíveis. É notável que o sangue e a poeira foram cuidadosamente colocados nas roupas e no corpo do elenco. Se a direção fosse mais atenta e talentosa, estes elementos negativos teriam sido resolvidos, mas, claro, Barker ainda complementa a fraqueza de sua obra com enquadramentos não pensados. Ele poderia ter buscado criar algum sentido para os planos sem respiro ou cheios de teto, porque eles não parecem estar lá com algum objetivo. Se fosse em uma cena de tensão poderia soar proposital, mas, tudo tem um aspecto caótico, de descaso. Ainda mais quando a fotografia é de Adrian Teijido (<em>O Palhaço</em>).</p>
<p><strong>Direção</strong>: Greg Barker</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Wagner Moura, Ana de Armas, Brían F. O&#8217;Byrne, Garret Dillahunt</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/91b5TEbVTcQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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