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	<title>Arquivos François Civil - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos François Civil - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:43:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (Relacionamento à Francesa), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final. Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, Adoráveis Mulheres) tenta focar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong> </em>é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (<em>Relacionamento à Francesa</em>), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final.</p>
<p>Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) tenta focar suas energias no casamento promissor do irmão mais novo, enquanto o Cardeal de Richelieu (Eric Ruf, <em>O Oficial e o Espião</em>) trama a sua derrota em um confronto interno. As tramoias acontecem nos bastidores, enquanto o jovem D’Artagnan (François Civil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/"><em>Encontros</em></a>) acaba se metendo neste meio por puro acaso do destino, quando cruza despretensiosamente o caminho de Athos (Vincent Cassel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ameaca-profunda/"><em>Ameaça Profunda</em></a>), Aramis (Romain Duris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-dinheiro-do-mundo/"><em>Todo o Dinheiro do Mundo</em></a>) e Porthos (Pio Marmaï, <em>Finalmente Livres</em>), os Três Mosqueteiros.</p>
<p>O confuso e atrapalhado D’Artagnan não sabe exatamente qual o seu propósito na insípida Paris da época, mas logo descobre que o amor é um deles. Ele rapidamente se apaixona por Constance Bonacieux (Lyna Khoudri, <em>Mais que Especiais</em>), a mocinha que te arranja um quarto para alugar. Ela tem uma relação muito afiada com a Rainha Anne (Vicky Krieps, <em>Millennium: A Garota na Teia de Aranha</em>), que te confessa todo o seu coração, especialmente a relação com seu amante.</p>
<p>O que elas não podem imaginar é que o Cardeal está tramando a derrota do Rei através da infidelidade da Rainha, explodindo um escândalo que vai colocar todo o reinado em risco. Ele conta com uma vil duquesa, representada no papel de Milady (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>). Este é um personagem, inclusive, que eu tenho algumas ressalvas por ser caricato demais, algo que infelizmente Eva aplica na maior parte de seus projetos. Falta naturalidade e leveza em algumas das suas atuações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg" alt="Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A trama segue sendo tecida com as fofocas da época, o surgimento de personagens que vão ganhando cada vez mais importância e um iminente estopim que é vislumbrado a todo momento. Sinto a falta de um aprofundamento maior dos personagens, já que passaremos dois filmes com eles. Acredito que algumas cenas de luta poderiam ser reduzidas para dar espaço às características de cada um, nos emergindo ainda mais na história.</p>
<p>Mas isso não é algo que coloca tudo a perder. <em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong></em> é um entretenimento bem interessante que nos mostra conduções diferentes de roteiro, se comparado com os padrões estadunidenses. Eles vão lá no início da história nos mostrar como que esse quarteto de sucesso se conheceu e como foram se tornando parceiros e aliados. Além disso, nesta época, eles ainda são amigos da coroa, algo que muda depois, na parte do enredo que estamos mais acostumados a escutar.</p>
<p>Algo que eu gostei bastante foi o equilíbrio dos gêneros dentro de si. O filme não se apega apenas a cenas de briga (essa são, inclusive, muito bem feitas). Ele explora o drama e o romance na medida certa para entreter totalmente o espectador. Ficamos vidrados a todo momento nos próximos passos dos personagens e o que eles vão nos revelar de novidade nesta história.</p>
<p><strong><em>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</em> </strong>consegue ainda finalizar a história corretamente, mesmo deixando vários fios soltos para o próximo longa. Não é como se a gente assistisse um filme pela metade, como acontece em muitas produções. Ele tem começo, meio e fim, deixando um gostinho de &#8220;quero mais&#8221; no final. Um grande mérito para seu diretor, tornando o longa um ótimo entretenimento!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Bourboulon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> François Civil, Vincent Cassel, Romain Duris, Pio Marmaï, Eva Green, Louis Garrel, Vicky Krieps, Lyna Khoudri</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8g55sc_Pelk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Encontros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana o longa francês Encontros, do diretor Cédric Klapisch (O Enigma Chinês) e ele é uma cuidadosa análise sobre como as relações interpessoais são interferidas por nossos traumas e a forma como nos portamos no mundo. Um pouco sem pretensão, o filme começa de maneira tranquila e vai evoluindo na conquista do espectador, que se vê encantado por todas as camadas trabalhadas. Rémi (François Civil) é um jovem frustrado com seu trabalho que está na iminência de perder [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana o longa francês <em><strong>Encontros</strong></em>, do diretor Cédric Klapisch (<em>O Enigma Chinês</em>) e ele é uma cuidadosa análise sobre como as relações interpessoais são interferidas por nossos traumas e a forma como nos portamos no mundo. Um pouco sem pretensão, o filme começa de maneira tranquila e vai evoluindo na conquista do espectador, que se vê encantado por todas as camadas trabalhadas.</p>
<p>Rémi (François Civil) é um jovem frustrado com seu trabalho que está na iminência de perder o emprego e pouco se importa com isso. Ele está sem vida, depressivo e sem objetivo para seguir. Já Mélanie (Ana Girardot) está vivendo uma catarse de emoções. Ela também está abalada com a vida, mas por conta de sua personalidade de viver os momentos intensamente e acabar se magoando com as pessoas ao seu redor.</p>
<p>A tensão inicial construída por Klapisch em <em><strong>Encontros</strong> </em>que nos leva a crer que aquele é um filme de comédia romântica em que o casal principal vai se encontrar em algum momento é um dos elementos que sustenta a trama na primeira metade do longa. Ficamos constantemente nos perguntando em que circunstância se dará o aguardado encontro entre os dois e apostando que será de uma forma ou de outro.</p>
<p>A medida que a trama evolui e percebemos que aquele é um filme sobre emoções e sentimentos, muito mais um drama do que um romance, a união do casal se torna desnecessária. Os dois são muito diferentes, com personalidades distintas, o que mostra as possíveis intervenções que aquilo pode ter nas suas rotinas.</p>
<p>O plano principal é chegar no ponto da terapia, que é onde os fios começam a ser esmiuçados pelo enredo. A capacidade de se abrir para um desconhecido e falar sobre os pontos mais íntimos de sua vida parece um absurdo, especialmente para Rémi. Então é cuidadoso ver que o diretor coloca ele cheio de roupas e fechado no começo do processo terapêutico, evoluindo para um Rémi de camiseta ao final, quando está integrado e à vontade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11433" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, a diferença de cores de cada personagem em <strong><em>Encontros</em></strong>, que equilibra e ressoa em suas personalidades, é um toque artístico cuidadoso e necessário inserido no longa. Isso se vale também para as emoções vivenciadas, como a paleta de tons pastéis do banho demorado de Mélanie, ou os tons chuvosos da terapia de Rémi.</p>
<p>Os momentos de riso funcionam não apenas como um respiro para a trama, como inserção de discurso. O filme nos convoca a rir das próprias dores, como forma de expurgar tudo aquilo que guardamos dentro de sim. Como uma maneira encontrada de se enxergar a vida com leveza.</p>
<p>Para atuações, temos as ótimas escolhas de François Civil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quem-voce-pensa-que-sou-festival-varilux-de-cinema-frances/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Quem Você Pensa que Sou</em></strong></a>) e Ana Girardot (<em>Escobar &#8211; Paraíso Perdido</em>) no papel da dupla principal. É incrível como eles conseguem ter uma excelente química e se contrapor nas atuações, mesmo não se cruzando a maior parte do longa. Eles conseguem transitar por todas as emoções que os papéis pedem, sem dificuldades e com maestria.</p>
<p>Além disso, Klapisch propõe que a solidão não deve ser encarada como um elemento negativo, como a maioria das pessoas imagina. Ela faz parte da vida, do autoconhecimento e da construção de personalidade de cada um. Estar só é importante para estar em conjunto.</p>
<p>O encontro que <strong><em>Encontros</em> </strong>se refere no título, descobrimos ao final, é consigo mesmo. Num ritmo constante e conquistador, o filme vai se mostrando uma ótima visão da importância de terapia como ferramenta de descoberta e inserção no mundo. O objetivo é levar o conceito de que para estar bem em relações, sejam elas amorosas, amizades ou família, é preciso estar bem consigo mesmo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cédric Klapisch<br />
<strong>Elenco:</strong> François Civil, Ana Girardot, Eye Haïdara, Rebecca Marder</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LPQdskSF8fk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Quem Você Pensa Que Sou &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 18:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Claire Millaud é a protagonista de Quem Você Pensa Que Sou, uma professora universitária de literatura divorciada e mãe de dois filhos. Diagnosticada com depressão, Claire se consulta com regularidade com um psiquiatra a quem relata seus problemas com a autoestima e sua crise da maturidade. Ela então cria um perfil falso no Facebook, passando a se relacionar virtualmente com um jovem fotógrafo. Claire mente sua idade, história e sua aparência física para o rapaz e o que acaba como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Claire Millaud é a protagonista de <em><strong>Quem Você Pensa Que Sou</strong></em>, uma professora universitária de literatura divorciada e mãe de dois filhos. Diagnosticada com depressão, Claire se consulta com regularidade com um psiquiatra a quem relata seus problemas com a autoestima e sua crise da maturidade. Ela então cria um perfil falso no Facebook, passando a se relacionar virtualmente com um jovem fotógrafo. Claire mente sua idade, história e sua aparência física para o rapaz e o que acaba como uma &#8220;travessura&#8221; no &#8220;mundo virtual&#8221; acaba assumindo contornos sérios e a professora se envolve afetivamente com o novo affair.</p>
<p>O mais recente filme de Saffy Nebbou tem início como um filme que parece propor uma discussão sobre o lugar da construção de identidades e das relações virtuais na percepção de sie até certo ponto a trama levanta considerações importantes e bem traçadas a respeito da temática. É interessante perceber isso através de mais uma interpretação magnética e nuançada de Juliette Binoche, que oferece camadas complexas a essa mulher nas diversas facetas que assume ao longo do filme, no divã, como mãe, professora e na persona de Clara, personagem que ela cria no Facebook e que gradualmente exerce fascínio em Alex.</p>
<p>O filme de Nebbou tem grande interesse nessas múltiplas identidades que Claire assume como forma de sobreviver, trafegando entre a realidade e a ficção, onde por vezes a protagoniza parece realizar-se em instâncias onde não consegue se resolver. Com o passar da projeção, especialmente quando Claire recebe uma impactante informação a respeito do seu affair Alex, <em><strong>Quem Você Pensa Que Sou</strong></em> pode parecer um emaranhado de tramas sobrepostas, entregando-se a um enredo escancaradamente novelesco. No entanto, com a rarefação da trama, as escolhas da história parecem fazer sentido, especialmente quando pensamos que todas estão à serviço de um empenhado estudo de personagem que se beneficia da performance de Binoche.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Safy Nebbou<br />
<strong>Elenco:</strong> Juliette Binoche, Nicole Garcia, François Civil, Guillaume Gouix, Frances Leplay, Charles Berling, Jules Houplain, Jules Gauzelin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wGmANfjk5mQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quem-voce-pensa-que-sou-festival-varilux-de-cinema-frances/">Crítica: Quem Você Pensa Que Sou &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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