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	<title>Arquivos Eva Green - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Eva Green - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 13:43:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (Relacionamento à Francesa), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final. Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, Adoráveis Mulheres) tenta focar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong> </em>é uma super produção francesa que conta a clássica história do famoso quarteto. Dirigido por Martin Bourboulon (<em>Relacionamento à Francesa</em>), este longa já tem a segunda parte garantida e que foi filmada logo na sequência, garantido que o espectador não fique a ver navios com relação a continuação da saga, que deixa vários fios soltos no final.</p>
<p>Em uma França cortada pelas guerras e disputas religiosas, o Rei Louis XIII (Louis Garrel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) tenta focar suas energias no casamento promissor do irmão mais novo, enquanto o Cardeal de Richelieu (Eric Ruf, <em>O Oficial e o Espião</em>) trama a sua derrota em um confronto interno. As tramoias acontecem nos bastidores, enquanto o jovem D’Artagnan (François Civil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/"><em>Encontros</em></a>) acaba se metendo neste meio por puro acaso do destino, quando cruza despretensiosamente o caminho de Athos (Vincent Cassel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ameaca-profunda/"><em>Ameaça Profunda</em></a>), Aramis (Romain Duris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-dinheiro-do-mundo/"><em>Todo o Dinheiro do Mundo</em></a>) e Porthos (Pio Marmaï, <em>Finalmente Livres</em>), os Três Mosqueteiros.</p>
<p>O confuso e atrapalhado D’Artagnan não sabe exatamente qual o seu propósito na insípida Paris da época, mas logo descobre que o amor é um deles. Ele rapidamente se apaixona por Constance Bonacieux (Lyna Khoudri, <em>Mais que Especiais</em>), a mocinha que te arranja um quarto para alugar. Ela tem uma relação muito afiada com a Rainha Anne (Vicky Krieps, <em>Millennium: A Garota na Teia de Aranha</em>), que te confessa todo o seu coração, especialmente a relação com seu amante.</p>
<p>O que elas não podem imaginar é que o Cardeal está tramando a derrota do Rei através da infidelidade da Rainha, explodindo um escândalo que vai colocar todo o reinado em risco. Ele conta com uma vil duquesa, representada no papel de Milady (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>). Este é um personagem, inclusive, que eu tenho algumas ressalvas por ser caricato demais, algo que infelizmente Eva aplica na maior parte de seus projetos. Falta naturalidade e leveza em algumas das suas atuações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg" alt="Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1439498-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A trama segue sendo tecida com as fofocas da época, o surgimento de personagens que vão ganhando cada vez mais importância e um iminente estopim que é vislumbrado a todo momento. Sinto a falta de um aprofundamento maior dos personagens, já que passaremos dois filmes com eles. Acredito que algumas cenas de luta poderiam ser reduzidas para dar espaço às características de cada um, nos emergindo ainda mais na história.</p>
<p>Mas isso não é algo que coloca tudo a perder. <em><strong>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</strong></em> é um entretenimento bem interessante que nos mostra conduções diferentes de roteiro, se comparado com os padrões estadunidenses. Eles vão lá no início da história nos mostrar como que esse quarteto de sucesso se conheceu e como foram se tornando parceiros e aliados. Além disso, nesta época, eles ainda são amigos da coroa, algo que muda depois, na parte do enredo que estamos mais acostumados a escutar.</p>
<p>Algo que eu gostei bastante foi o equilíbrio dos gêneros dentro de si. O filme não se apega apenas a cenas de briga (essa são, inclusive, muito bem feitas). Ele explora o drama e o romance na medida certa para entreter totalmente o espectador. Ficamos vidrados a todo momento nos próximos passos dos personagens e o que eles vão nos revelar de novidade nesta história.</p>
<p><strong><em>Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan</em> </strong>consegue ainda finalizar a história corretamente, mesmo deixando vários fios soltos para o próximo longa. Não é como se a gente assistisse um filme pela metade, como acontece em muitas produções. Ele tem começo, meio e fim, deixando um gostinho de &#8220;quero mais&#8221; no final. Um grande mérito para seu diretor, tornando o longa um ótimo entretenimento!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Bourboulon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> François Civil, Vincent Cassel, Romain Duris, Pio Marmaï, Eva Green, Louis Garrel, Vicky Krieps, Lyna Khoudri</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8g55sc_Pelk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dumbo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 03:22:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tim Burton fazendo um filme fofo? Sim, vivemos para ver isso acontecer. Chegou aos cinemas esta semana o longa Dumbo, o live-action da história de sucesso da Disney que narra a jornada do pequeno Dumbo, um elefantinho &#8220;diferente&#8221; e especial, que luta para se reunir novamente com sua mãe, que foi levada do circo quando tentava te proteger. No caminho, Dumbo faz muitos amigos que te ajudam nesta empreitada. Quando a ideia do live-action surgiu, alguns se questionaram justamente porque [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tim Burton fazendo um filme fofo? Sim, vivemos para ver isso acontecer. Chegou aos cinemas esta semana o longa <em><strong>Dumbo</strong></em>, o <em>live-action</em> da história de sucesso da Disney que narra a jornada do pequeno Dumbo, um elefantinho &#8220;diferente&#8221; e especial, que luta para se reunir novamente com sua mãe, que foi levada do circo quando tentava te proteger. No caminho, Dumbo faz muitos amigos que te ajudam nesta empreitada.</p>
<p>Quando a ideia do <em>live-action</em> surgiu, alguns se questionaram justamente porque a animação original possui poucos personagens humanos, com foco muito maior nos animais que habitavam o circo. É o caso, por exemplo, de <em>O Rei Leão</em>, que é 100% composto por animais. Neste filme de Burton, no entanto, vemos muitos humanos compondo a história e circulando o pequeno Dumbo.</p>
<p>Diferente do que os fãs mais assíduos podem imaginar, a composição funciona muito bem. Quase não sentimos faltas dos personagens da animação, que foram substituídos por humanos. Eles não deixam de ser homenageados aqui e ali com algumas cenas. O espectador mais atento rapidamente percebe e se emociona.</p>
<p>Aliás, a emoção perpassa por todo o filme, do começo ao fim. Seja sorrindo com as brincadeiras do elefantinho, sofrendo com o afastamento de sua mãe ou com o início da amizade verdadeira com as crianças do circo. Todo o longa é pincelado por momentos fofos e envolventes, tal qual a mãe de Dumbo faz quando está presa numa jaula e começa a acariciar o filho. É assim que o espectador se sente em muitos momentos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10350" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5080988.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="dumbo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5080988.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5080988.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5080988.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os personagens humanos criados para o filme são atraentes e constroem bem a narrativa. Colin Farrell é o valente cavaleiro que volta da guerra e precisa acalentar os filhos que perderam a mãe. Já Danny DeVito está simplesmente sensacional como o dono do circo que é um pouco confuso, um pouco trambiqueiro e completamente coração mole. No papel do vilão, Michael Keaton, que não incorpora um grande papel, mas dosa bem a fofura da narrativa.</p>
<p>Burton apresenta uma direção completamente fora da curva do seu ponto comum. Sempre <em>dark</em> nas produções, com personagens mais depressivos e melancólicos, em <em><strong>Dumbo</strong> </em>o cineasta consegue dar cor em todos os momentos da história, mesmo ela sendo, por vezes, triste. Isso pode ser uma decepção para os fãs do diretor, mas definitivamente não o é para quem é fã da história original.</p>
<p><strong><em>Dumbo</em> </strong>oferece cuidado para os fãs, uma ação bem interessante, empolgação com a história e os personagens, além de uma construção de narrativa muito coerente e atrativa. Ele é encantador, fica no imaginário da pessoa pelo tom de fantasia e amor que envolve. Tudo que se podia esperar do longa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tim Burton<br />
<strong>Elenco:</strong> Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green, Michael Keaton, Alan Arkin, Nico Parker, Finley Hobbins</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/cJ9aX5k57yg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Baseado em Fatos Reais</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 01:05:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baseado em Fatos Reais]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Green]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais recente longa de Roman Polanski, Baseado em Fatos Reais foi o filme de encerramento da última edição do Festival de Cannes e exibe o seu cultuado realizador em estado de apatia. Dentre os mais recentes longas do diretor, provavelmente este é um dos menos interessantes. O mais incrível de tudo isso é saber que o filme é um suspense, território que o cineasta desde sempre exibiu grande domínio, e tem um roteiro assinado não apenas por Polanski como também por Olivier [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Mais recente longa de Roman Polanski, <i><b>Baseado em Fatos Reais</b> </i>foi o filme de encerramento da última edição do Festival de Cannes e exibe o seu cultuado realizador em estado de apatia. Dentre os mais recentes longas do diretor, provavelmente este é um dos menos interessantes. O mais incrível de tudo isso é saber que o filme é um suspense, território que o cineasta desde sempre exibiu grande domínio, e tem um roteiro assinado não apenas por Polanski como também por Olivier Assayas, contando ainda com atrizes do calibre de Eva Green e Emmanuelle Seigner no elenco.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No título, Seigner interpreta uma famosa escritora de romances chamada Delphine Dayrieux. A personagem passa a estabelecer um estreito relacionamento com Elle, interpretada por Eva Green, uma jovem escritora que demonstra ser fã do trabalho de Dayrieux. Logo Elle começa a ajudar Delphine a passar por um momento difícil da sua vida, quando a mesma começa a receber mensagens anônimas e é difamada em redes sociais com textos que relatam eventos do passado da escritora.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8867" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/04/dapres_une_histoire_vraie_a_1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ao se filiar a um gênero, <i> Baseado em Fatos Reais </i>traz para si a obrigação de preencher determinados requisitos, exibindo um bom manejo de elementos que fariam o filme alcançar seus intencionados objetivos. Ao menos, é isso que se espera. Polanski, no entanto, cria uma história sem momentos de tensão genuíno que cairiam muito bem ao título. Ainda que sugira aqui e ali uma atmosfera de incertezas, o grande problema do longa é que ele não sustenta, por exemplo, o mistério em torno da identidade da personagem de Eva Green, tornando sua revelação no terceiro ato completamente indiferente para o público, que, possivelmente, encontrará a resposta para tudo em longas com tramas similares.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Baseado em Fatos Reais </i>parece querer tratar de uma obsessão antiga do realizador com o processo de criação na literatura (<i>O Escritor Fantasma </i>de 2010) e o que o próprio acaba demandando daquele que inescapavelmente está mergulhado na linha tênue entre fantasia e loucura. No entanto, parece um longa marcado pelo lugar comum dos caminhos que sua história percorre e nas escolhas que seu cineasta faz ao longo do processo. Nem mesmo a escalação de duas ótimas atrizes para os papéis centrais inspiram momentos marcantes para suas interpretações (a escolha de Green para interpretar a &#8216;psicótica&#8217; Elle, por exemplo, é de uma obviedade latente). Não dá muito gosto de ver um diretor tão habituado ao gênero se perder em meio às generalidades de um filme como este.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_3ys8V5fviM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Lar das Crianças Peculiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 03:52:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações Cinematográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Asa Butterfield]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Judi Dench]]></category>
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		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em O Lar das Crianças Peculiares, ter características diferentes dos outros não é motivo para bullying ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor. Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>O Lar das Crianças Peculiares</em>, ter características diferentes dos outros não é motivo para <em>bullying</em> ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor.</p>
<p>Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo é muito exagerado e levado ao extremo. Porém, por incrível que pareça, ele parece ter conseguido dosar de uma melhor forma este longa. As similaridades com o mundo dos <em>X-Men</em> e <em>Alice no País das Maravilhas</em> são notórias mesmo para o espectador menos atento. Mas a julgar que a película é baseada em um livro homônimo, a culpa não é toda de Burton, embora o estilo seja característico dele.</p>
<p>A história em si é uma gracinha. Não tão original quanto poderia, mas nem por isso menos atraente. A narrativa vai sendo desenvolvida de uma forma crescente e intrigante, além de que muitas cenas conferem susto real no espectador (até um medinho, se me permitem afirmar). A presença de Eva Green é importantíssima para dar mais fluidez ao roteiro e ela protagoniza um ótimo papel, o da Mrs. Peregrine.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6740" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/lardascrianças.jpg" alt="lardascriancas" width="610" height="348" /></p>
<p>De sua forma, Burton foi deixando a história mais pesada e estranha do que efetivamente é narrada no livro. Um exemplo é o fato de os etéreos se alimentarem dos olhos dos peculiares, enquanto que no livro eles &#8220;apenas&#8221; se alimentam das pessoas e ponto, sem tamanho detalhe. É possível ver a presença de seus trejeitos em muitos momentos do filme. É satisfatório, inclusive, poder ver o diretor assumindo seu estilo com equilíbrio e sem precisar se podar por conta do sucesso previsto ou esperado pelo longa.</p>
<p>A presença de Samuel L. Jackson como vilão é interessante e funciona muito bem. Ele está realmente assustador, graças à sua maquiagem sombria. Outra grata surpresa e adição é Judi Dench, que tem papel pequeno na trama, mas ilumina o ambiente toda vez que contracena com alguém. A combinação de elenco se mostra acertada e o próprio protagonista, interpretado pelo não tão conhecido Asa Butterfield, realiza um bom trabalho.</p>
<p>A construção do roteiro em si tem seus problemas e pedras no caminho. Algumas cenas são desnecessárias e outras nós sentimos falta. A sensação, no entanto, é que o filme mantém a temperatura do começo ao filme, o que é ligeiramente frustrante. Esperamos por um ápice que chega tão devagar que cansa o espectador, fazendo com que ele nem perceba que aconteceu.</p>
<p>Como análise final, <em>O Lar das Crianças Peculiares</em> é um filme bom e divertido de se assistir, mas que perde enorme potencial e se torna apenas mais um entre tantos. Diferente de <em>A Bússola de Ouro</em>, este pelo menos teve um desfecho, não necessitando de uma continuação para fazer sentido. No entanto, acredito que essa continuação existirá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DNn2F2nIky8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-lar-das-criancas-peculiares/">Crítica: O Lar das Crianças Peculiares</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 23:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Para apreciar cada fibra pulsante de Sin City é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-noir, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em off  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2033" aria-describedby="caption-attachment-2033" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2033 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560-620x331.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Dwight-and-Ava-850x560" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-2033" class="wp-caption-text">Dwight (Josh Brolin) e Ava (Eva Green): Paixão em alta temperatura</figcaption></figure>
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<p>Para apreciar cada fibra pulsante de <em>Sin City </em>é preciso reforçar duas referências essenciais do projeto: a) trata-se de uma franquia que incorpora literalmente a linguagem das HQs para o cinema; b) HQs que, por sua vez, se categorizam como neo-<em>noir</em>, revitalizando um dos gêneros mais interessantes de Hollywood que traz em sua composição histórias narradas em <em>off</em>  por detetives durões e mulheres sensuais de caráter ambíguo ou extremamente frágeis, tendo como cenário os becos sujos de uma grande cidade dominada por chefes do crime.</p>
<p>Robert Rodriguez e Frank Miller retornam a cidade do pecado em <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal</em>. Como no primeiro filme, a tramaé dividida em três segmentos, porém, diferente do longa anterior, as tramas se encontram de alguma maneira. Dwight (Clive Owen foi substituído por Josh Brolin) está às voltas com os problemas de Ava (Eva Green), um antigo amor que confidencia ser agredida pelo marido milionário. A segunda trama é protagonizada por Johnny (Joseph Gordon-Levitt) um jovem impetuoso que acaba de chegar a Sin City e desafia o Senador Roark (Powers Boothe) em um jogo de sorte. A terceira história acompanha a perda da inocência da stripper Nancy (Jessica Alba) após a morte do seu protetor Hartigan (Bruce Willis). Todas esses segmentos são &#8220;flanados&#8221; por Marv (Mickey Rourke), cujo papel na trama é discreto, mas determinante em todas elas.</p>
<figure id="attachment_2034" aria-describedby="caption-attachment-2034" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2034 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark.jpg" alt="Sin-City-A-Dame-to-Kill-For-Movie-Senator-Roark" width="620" height="320" /></a><figcaption id="caption-attachment-2034" class="wp-caption-text">A cidade do pecado: Corrupção, violência e poder, a língua dos poderosos no filme de Rodriguez e Miller</figcaption></figure>
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<p>De <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>a <em>Sin City 2 &#8211;</em> <em>A Dama Fatal</em> pouquíssimo foi alterado. Rodriguez e Miller permaneceram fiéis a sua proposta inicial. Contudo, esse segundo capítulo (e provavelmente o último, dado o seu fracasso retumbante nas bilheterias americanas, o que é uma pena) tem seus méritos próprios. <em>Sin City &#8211; A Cidade do Pecado </em>praticamente inaugurou uma linguagem emulada dos quadrinhos, sem a qual não teríamos Zack Snyder, cria imediata dessa &#8220;escola&#8221; com <em>300 </em>e <em>Watchmen</em>. O êxito de Rodriguez e Miller em <em>Sin City 2 </em>advém da manutenção das suas bases, dentro de um cenário no qual sua proposta já foi repetida à exaustão. Eles acertam em cheio porque esse &#8220;quadrinho em movimento&#8221; talvez só funcione mesmo no universo de <em>Sin City</em>.</p>
<p>Em <em>A Dama Fatal</em>, figuras como Mickey Rourke, Powers Boothe e Rosario Dawson se sentem à vontade ao retornar com seus respectivos personagens. E se perdemos figuras como Clive Owen, Benicio del Toro e Bruce Willis (sim, porque aqui ele só surge como um fantasma), por outro lado ganhamos Joseph Gordon-Levitt e, claro, a talentosíssima e linda Eva Green. Por sinal, mais do que acertada a escolha de Rodriguez e Miller pela atriz para viver a personagem título da continuação. Os realizadores batalharam durante anos para ter Angelina Jolie na pele de Ava mas, os fãs da Sra. Pitt que me desculpem, não existe atriz no cinema atual que convença mais o público do seu <em>sex appeal </em>ao segurar uma arma de fogo e trajar apenas um hobby transparente do que Eva Green.</p>
<figure id="attachment_2035" aria-describedby="caption-attachment-2035" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2035 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/sin-city-a-dame-to-kill-for-620x348.jpg" alt="sin-city-a-dame-to-kill-for" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2035" class="wp-caption-text">Sangue novo: Joseph Gordon-Levitt é uma das novas atrações da continuação</figcaption></figure>
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<p>Divertido e coerente, <em>Sin City 2 &#8211; A Dama Fatal </em>confirma que a franquia é uma das maiores realizações de Robert Rodriguez no cinema. Com um elenco e dois diretores que aproveitam cada &#8220;brinquedo&#8221; desse parque de diversões e nos oferecem a experiência do espírito do cinema <em>noir </em>com altas doses de &#8220;hqísmos&#8221;, o longa compensa o espectador a cada segundo da sua projeção.</p>
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