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	<title>Arquivos Edward Norton - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Edward Norton - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Convite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<item>
		<title>Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:44:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há todo um cenário específico e encaminhamentos já muito conhecidos quando o assunto são filmes de detetive. Um crime acontece, geralmente um assassinato, e somente um investigador é capaz de desvendá-lo. A criação de atmosfera e os clichês do subgênero foram, inclusive, pautados em outro longa-metragem recentemente. Em Veja Como Eles Correm toda esta lógica comportamental do protagonista, que desvenda o mistério utilizado de métodos não convencionais e que está cercado de pessoas de índole duvidosa são apontados, mostrando como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há todo um cenário específico e encaminhamentos já muito conhecidos quando o assunto são filmes de detetive. Um crime acontece, geralmente um assassinato, e somente um investigador é capaz de desvendá-lo. A criação de atmosfera e os clichês do subgênero foram, inclusive, pautados em outro longa-metragem recentemente. Em <em>Veja Como Eles Correm</em> toda esta lógica comportamental do protagonista, que desvenda o mistério utilizado de métodos não convencionais e que está cercado de pessoas de índole duvidosa são apontados, mostrando como todas estas repetições podem ser subvertidas ou repetidas, para criar um jogo de suspensão com o espectador. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</strong></em> vai um pouco além e se utiliza da forma para potencializar o seu plot twist. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ato inteiro do longa segue a fórmula da produção que traz um caso de crime. Além dos elementos citados no parágrafo anterior, aqui, ainda há o fator “personagens reunidas em um espaço fechado para alguma ocasião especial”. Por criar todo um encaminhamento semelhante ao que já foi bastante realizado, até a virada da trama, a sessão pode ser um tanto entediante. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, vale a pena esperar a reviravolta, porque, depois que ela acontece, a história começa a ficar instigante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do fato de que o criminoso já ser óbvio, desde a primeira cena que ele aparece, descobrir os segredos de cada personagem e acompanhar a investigação feita por Benoit (Daniel Craig, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Helen (Janelle Monáe, <em>Harriet</em>) é empolgante. Isto porque a dinâmica entre os atores funciona. A dupla joga em cena, deixando espaços para que os diálogos de <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out </strong></em>crescem a cada frase trocada entre ele. </span><span style="font-weight: 400;">Inclusive, este talvez seja o papel mais expressivo de Craig, que conseguiu imprimir sentimentos no seu rosto e colorir o texto com intenções que ajuda a construir Benoit como este investigador atento, mas também como um homem que cria um laço empático com as pessoas que o cercam.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16220" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg" alt="Glass Onion: Um Mistério Knives Out" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o texto contribui para uma combinação positiva entre elaborar complexidades e background das personagens, com a conexão dos fatos que ligam o assassino ao crime cometido. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, é possível também falar sobre a direção de Rian Johnson. O realizador que comandou o fatídico episódio da mosca, na série <em>Breaking Bad</em>, carrega consigo o talento de olhar para os detalhes e saber o momento de se segurar ou quando ser mais explícito no encaminhamento de criatividade dentro da sua decupagem. Um exemplo é toda a sequência entre Benoit e Helen, quando os dois estão sentados na mesa, falando sobre o passado dos amigos de sua irmã. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o esperado poderia ser ver um plano/contraplano, com a câmera parada, mas Johnson cria uma dinâmica &#8211; que causa até certo estranhamento-, na qual é possível sentir a aflição de Helen, através do uso da pan horizontal. Este é apenas um exemplo, mas durante toda projeção é possível perceber o esforço de Johnson em se manter discreto para que crie alguma sensação mais intensa quando o efeito seja inserido. Isto mostra o quão ele estava consciente do que a narrativa precisava. </span><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, no geral, <strong><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></strong> tem um resultado positivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o seu começo arrastado e morno faz com que a exibição não alcance um resultado tão bom quanto poderia. Além disso, o restante do elenco &#8211; como Kate Hudson (<em>O Maior Amor do Mundo</em>), Kathryn Hahn (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em></a>) e Edward Norton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-beleza-oculta/"><em>Beleza Oculta</em></a>) &#8211; se seguram muito nos arquétipos que suas personagens carregam. Neste primeiro ato insosso, esta estratégia funciona, mas, quando o enredo avança e se aprofunda, os intérpretes não acompanham, com exceção de Daniel e Janelle. O que vale, na verdade, é que, no final das contas, há toda uma diversão que o filme proporciona, mesmo com alguns tropeços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rian Johnson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Janelle Monáe, Kate Hudson, Kathryn Hahn, Edward Norton, Leslie Odom Jr., Jessica Henwick, Jessica Henwick, Dave Bautista, Ethan Hawke</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CKia57bMc88" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/">Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Beleza Oculta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 01:39:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme Beleza Oculta deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente. Quando um bem-sucedido executivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme <em>Beleza Oculta</em> deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente.</p>
<p>Quando um bem-sucedido executivo da publicidade de Nova York sofre uma grande tragédia, ele resolve se isolar de tudo e de todos. Enquanto seus preocupados amigos tentam desesperadamente se reconectar com ele, o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para o Amor, Tempo e Morte. Na tentativa desesperada de resolver o problema da empresa, o grupo de colegas em questão resolve contratar atores para representar esses papéis e dar as respostas ao amigo.</p>
<p>Sim, tudo aquilo que vemos no trailer não se passa de atuação, à princípio. E é complicado porque isso fica explícito logo no início do filme e de forma meio óbvia. O roteiro não apresenta nada de novo ou inusitado. Ele é tão previsível que até o inesperado que acontece no desfecho do longa se torna um tanto óbvio a medida que o espectador analisa o andamento da carruagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7252" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Will-Smith-et-Keira-Knightley-Collateral-Beauty.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É surreal ver o esforço que o elenco faz para tornar o roteiro raso em algo razoável. Somos obrigados a assistir um time fantástico como Helen Mirren, Kate Winslet, Edward Norton, Will Smith, Keira Knightley e Michael Peña suando para transformar diálogos terríveis e dinâmicas cruéis em algo minimamente impressionante. Ainda assim, nada parece autêntico. Não consigo compreender em que planeta um diretor julgou prudente colocar Winslet, Norton e Peña com um trio de amigos coadjuvantes, daqueles que fazem intervenções divertidas e se reúnem na entoca. Uma das primeiras cenas em que os três aparecem juntos chega a ser deprimente e patética.</p>
<p>O mesmo podemos falar de Mirren, Knightley e o jovem Jacob Latimore (muito bom, por sinal), que funcionam muito bem na dinâmica do trio sentimental de Morte, Amor e Tempo, respectivamente, mas são limitados pelo roteiro.</p>
<p>Pior de tudo são as motivações que levam os &#8220;amigos&#8221; a contratar três atores para representar a Morte, o Amor e o Tempo. Eles querem provar que o amigo e chefe está louco para afastá-lo do trabalho e conseguir conduzir a empresa da forma que julga melhor. No mínimo questionável.</p>
<p>O diretor David Frankel não parece ser o mesmo que nos apresentou trabalhos íntegros como <em>O Diabo Veste Prada</em> e <em>Um Divã Para Dois</em>, ambos com Meryl Streep. Ele parece perdido na necessidade de dar uma lição de moral no espectador, com falas clichês demais, diálogos maçantes e desnecessários, desfechos que teimam em desacreditar a inteligência de quem está assistindo.</p>
<p>Excessivamente dramático, apelativo e manipulador, <em>Beleza Oculta</em> consegue ser um filme extremamente superficial e desnecessário. Conseguiu reunir um elenco de peso e desperdiçar todo esse potencial com um roteiro pobre e uma direção pior ainda. Lamentável, especialmente ao ter um trailer tão empolgante para o espectador desavisado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jUjaCSAqNE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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