<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos É tudo verdade - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Sep 2023 00:21:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos É tudo verdade - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 00:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Processo – Praga 1952]]></category>
		<category><![CDATA[Ruth Zylberman]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15419</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após a Segunda Guerra Mundial, um outro momento de tensão e medo marcou a antiga Checoslováquia. No auge do período stalinista e do país sob um regime comunista, aconteceu um julgamento, no ano de 1952. Com 14 homens indiciados injustamente e torturados para que confessassem que eram contra o governo, uma espécie de circo foi criado. Nele, Rudolf Slansky e mais 13 companheiros de crime forjado foram treinados para mentir, por conta ameaças, obviamente. Este é o foco de O [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/">Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a Segunda Guerra Mundial, um outro momento de tensão e medo marcou a antiga Checoslováquia. No auge do período stalinista e do país sob um regime comunista, aconteceu um julgamento, no ano de 1952. Com 14 homens indiciados injustamente e torturados para que confessassem que eram contra o governo, uma espécie de circo foi criado.</p>
<p>Nele, Rudolf Slansky e mais 13 companheiros de crime forjado foram treinados para mentir, por conta ameaças, obviamente. Este é o foco de <strong><em>O Processo – Praga 1952</em></strong>, que reconstitui todo este ocorrido através de imagens encontradas em 2018, por operários. Juntamente com este material, há também relatos dos filhos e netos de Artur London, Slansky e Rudolf Margolius. Os três fazem parte da lista dos 14 comunistas injustiçados em Praga.</p>
<p>Assim, é formado o horizonte e o enfoque do documentário que, em seu clima, carrega uma atmosfera de tensão, angústia e pavor que rondava a região naquele período. O motivo principal para que seja instalada esta ambientação sufocante e de suspensão são estas filmagens feitas na época do julgamento, como um tipo de material de propaganda para Stálin. O ganho da equipe é saber utilizar estas sequências.</p>
<p>A seleção de qual trecho será exibido e em que duração ele será colocado é uma das maiores estratégias para transmitir progressão e as possíveis emoções das personagens centrais. O tempo de tela garante que o público enxergue as emoções dos acusados e possa ver e sentir no tom de suas falas toda aflição que passavam. É bem nítido, aos olhos de espectadores distanciados, que aquela ação ali registrada é encenada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15430" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout.jpg" alt="O Processo – Praga 1952" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em um dado momento, esta obviedade é questionada pelos filhos e netos de London, Slansky, Margolius. No entanto, o doc traz uma reflexão relevante para contemporaneidade coberta pelo mundo das notícias falsas e/ou manipuladas. Em cada década ou século as mentiras e/ou encaminhamentos políticos são engendrados para que certa parte da população tenda a se enveredar para crer em inverdades &#8211; como em um Brasil, de 2018, no qual “mamadeiras de piroca” são postas como reais.</p>
<p>Bom, mas, regressando para a Praga de 1952, o que é mais impressionante neste projeto são os lugares de reflexão e tensão que ele consegue levar, através de sua técnica e construção de discurso. Os relatos dos familiares das vítimas são fortes, bem como os trechos de cartas deles ou das gravações encontradas do julgamento fomentam a argumentação deste crime disfarçado de ato em favor da pátria. Todavia, o tom do média não sobe ou se desequilibra.</p>
<p>Há uma sobriedade em revelar o passado aqui, o que abre espaço para que a intensidade dos próprios fatos ganhem força durante a projeção. Seja nas inserções sonoras, na montagem ou direção, os recursos técnicos são usados de maneira pontual. Assim, quando a cena de um presidiário falando demora mais ou quando há o sob som em alguma sequência, o impacto é maior.</p>
<p>Desta maneira, com esta consciência do equilíbrio na ambientação e da mescla da seleção da entrada e saída de imagens e entrevistas, <strong><em>O Processo – Praga 1952</em></strong> consegue deixar sua marca em quem o assiste. Ele é o retrato de um momento histórico, mas também um possível espelho para o presente, não apenas no que se refere à discussão do que é crível ou não e daquilo que é apresentado para a sociedade, porém também no que tange a mais a nova guerra em terras europeias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ruth Zylberman</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/">Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 18:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Hunzinger]]></category>
		<category><![CDATA[Ultravioleta]]></category>
		<category><![CDATA[Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15415</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um pouco mais de uma hora de projeção, o espectador é convidado a mergulhar em uma história sobre amor e revolução em Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue. No início do século XX, Marcelle e Emma se conhecem em um colégio. Nesta época também, foi quando a França sofre um surto intenso de tuberculose, que se alastrava pelo país. Marcelle contrai a doença e, em um sanatório, forma uma gangue de meninas enfermas, porém cheias de vontades [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/">Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um pouco mais de uma hora de projeção, o espectador é convidado a mergulhar em uma história sobre amor e revolução em <strong><em>Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</em></strong>. No início do século XX, Marcelle e Emma se conhecem em um colégio. Nesta época também, foi quando a França sofre um surto intenso de tuberculose, que se alastrava pelo país. Marcelle contrai a doença e, em um sanatório, forma uma gangue de meninas enfermas, porém cheias de vontades e desejos.</p>
<p>Somente pela premissa, o documentário desperta interesse e curiosidade. No entanto, ele possui diversas camadas, que fomentam a sua qualidade técnica e histórica. Emma, na realidade, é avó de Robin Hunzinger (<em>Vers la forêt de nuages</em>), diretor da obra. Quando ela faleceu, Robin e sua mãe – Claudie Hunzinger, que escreveu o roteiro junto com seu filho – encontraram cartas antigas trocadas por Marcelle e Emma.</p>
<p>A intimidade devido à proximidade com uma das figuras centrais do filme, mescladas com o distanciamento causado pela falta de conhecimento sobre esta relação é um dos maiores ganhos deste longa-metragem. Isto porque ao mesmo tempo em que a produção conta o que ocorreu com Emma, Marcelle e sua gangue, ela parece investigar e analisar as relações construídas por estas mulheres.</p>
<p>Boa parte desta característica se dá pela narração, que em seu texto e interpretação constrói uma mistura sagaz de reconstituição dos fatos e um quê de ficção. Intercalando trechos das missivas trocadas pelas duas garotas e reflexões sobre este passado, o público vai criando uma proximidade e certa intimidade com aquele enredo, com aquelas vivências.</p>
<p>É nesta lógica que se expande a sensibilidade e a inteligência presentes no roteiro e na direção do longa. É possível compreender em cada relato e em cada pensamento sobre ele o quanto havia amor entre Marcelle e Emma, mas também todos os receios das jovens, sendo de um lado, o medo da perda, da morte, do abando e, do outro, a preocupação com o mundo e com as aparências.</p>
<p>Existem aqui muito mais palavras de Marcelle do que de Emma, mas o silêncio da avó de Hunzinger também diz bastante sobre o relacionamento deste casal, interrompido por uma doença que marcou tanto um período. Contudo, este é um doc que vai além das aflições e ligações de duas apaixonadas e é notável toda a intensidade de Marcelle e como ela estabelece seu grupo de enfermas dentro do sanatório, com objetivo de romper com os seus conflitos internos e de afastar a solidão.</p>
<p>Estas integrantes ganham vida não apenas pela voz que narra as suas trajetórias, mas também por imagens que saltam na tela. Aqui, vê-se outro elemento constitutivo de <em>Ultravioleta</em>: a presença e o uso das imagens de arquivo. Para ilustrar e fazer com que quem acompanha a sessão possa visualizar estas meninas, suas emoções e locais que ocupavam, a equipe convoca sequências de outros filmes, fotografias e filmagens antigas.</p>
<p>Assim, encontram-se mulheres dos anos 1920/1930, em atividades comuns ou não, bem como, por exemplo, cenas de <em>Tramas do Entardecer</em>, de Maya Deren. A estratégia, além de criativa, tem um efeito intenso de dar vida e movimento para uma escrita de um outrora tão longínquo. É nesta junção de narração com imagens representativas que se elabora esta intimidade com as personagens. E é por esta razão que o filme provoca esta sensação de presença do ficcional.</p>
<p>Porque é através desta sobreposição de recurso, que uma narrativa de início, meio e fim é criada, pensando no formato clássico. Desta maneira, <strong><em>Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</em></strong> apresenta um resultado geral equilibrado, conseguindo dinamizar um material, teoricamente, simples em seu formato – mas, tão profundo em seu conteúdo –, criando pontos de construção de progressão, com clímax, desenlace e imprimindo no texto verbal um colorido tonal que cobre as imagens em preto e branco. Este é um trabalho forte e apaixonante!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robin Hunzinger</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/">Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 20:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[José Bustani]]></category>
		<category><![CDATA[José Joffily]]></category>
		<category><![CDATA[Sinfonia de um homem comum]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15396</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há uma habilidade em Sinfonia de um Homem Comum em mostrar para o espectador, de uma maneira bastante geral, quem é seu protagonista. Em seus minutos iniciais, antes de adentrar no tema central da obra, é possível acompanhar um pedaço da rotina da personagem principal e já ali entender como é a sua personalidade, seu jeito de lidar com as situações e a sua exigência intensa. José Maurício Bustani é posto como um homem que quer sempre fazer o melhor. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/">Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma habilidade em <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong> em mostrar para o espectador, de uma maneira bastante geral, quem é seu protagonista. Em seus minutos iniciais, antes de adentrar no tema central da obra, é possível acompanhar um pedaço da rotina da personagem principal e já ali entender como é a sua personalidade, seu jeito de lidar com as situações e a sua exigência intensa. José Maurício Bustani é posto como um homem que quer sempre fazer o melhor.</p>
<p>Diplomata brasileiro, Bustani é trazido ao longa-metragem para tratar de seus tempos de serviço no cargo de diretor-geral da Organização de Proibição de Armas Químicas (Opaq). A sua gestão foi de 1997 até 2001 e se encerrou após uma polêmica forte com o governo dos Estados Unidos, que possuía George W. Bush como presidente. Para Bustani o Iraque não tinha armas químicas e, para os EUA, o país não só estava em posse deste armamento como iria utilizá-lo com força.</p>
<p>Aqui o discurso é muito nítido: José Bustani foi um herói em sua época de diretor da Opaq. No entanto, apesar de todo este direcionamento incisivo e de tom quase ficcional – no sentido de que há esta insistência em falar sobre a competência do diplomata –, a obra é eficiente na diversidade de fontes que traz e como as traz. Entre imagens de arquivos, com jornais impressos e telejornais, entrevistas face a face ou via skype, há uma busca por ouvir envolvidos na saída de Bustani da Opaq, seus defensores e ocupantes de cargos altos no Brasil daquele tempo.</p>
<p>Assim, uma mescla de análises do ocorrido é impressa na tela de <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong>. O público se depara com depoimentos dos ex-presidentes José Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, com integrantes da família de Bustani ou com personalidades como ex-secretário de Estado de Bush, Richard Boucher. São múltiplas as vozes selecionadas para o longa e esta gama de pontos de vista acaba por fomentar o argumento que está sendo discutido durante a exibição.</p>
<p>Este debate vem justamente para tratar sobre o alerta insistente de Bustani: a inexistência das armas no Iraque, o que poderia ter evitado a guerra neste país e milhares de mortes. Ainda há no doc a consciência da necessidade de respiros, pois esta é uma história cheia de meandros e de idas e vindas estratégicas, de ambos os lados. A música tocada por Bustani e as panorâmicas do Rio de Janeiro cumprem esta função de oxigenar a mente de quem assiste, principalmente daqueles que acabam por concordar com o que é dito no documentário.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15409" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01.jpg" alt="Sinfonia de um Homem Comum" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Quem desconfia/sabe que o ataque do 11 de setembro às Torres Gêmeas &#8211; e todas as ações subsequentes para a concretização da Guerra no Iraque &#8211; foi um golpe por petróleo, pode se sentir um tanto irritadiço e necessitar destas breves pausas de contemplação musical ou visual. Neste sentido, também é marcante a sagacidade da montagem de Jordana Berg (<em>Democracia em Vertigem</em>), que insere as transições de forma pontual, revelando discursos incoerentes de estadunidenses e da mídia em geral.</p>
<p>Também são revelados relacionamento políticos comprometedores em <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong>. Um exemplo é toda a sequência que traz a figura de John Bolton, um ex-militar e diplomata, que foi contra a Bustani no início dos anos 2000. Recentemente, Bolton esteve dentro do governo de Donald Trump e elogiou a vitória do presidente Jair Bolsonaro, em 2018, tecendo diversos elogios para o genocida, em rede nacional dos EUA.</p>
<p>Jordana explora o desvio de caráter de Bolton, suas mentiras, incoerências e apoios imorais através de sua edição veloz, que deixa que as transições, as trocas de cenas e sobreposições de imagens digam mais do que o próprio texto falado presente na narração durante a sessão. Desta forma, entre passagens do amor de Bustani pela música e seu aparente compromisso com a execução precisa de qualquer função que assuma, o diretor José Joffily constrói a imagem deste herói nacional, que viveu uma injustiça em solo imperialista.</p>
<p>Este é um filme sobre o tempo, sobre verdades manipuladas e as respostas que o futuro entrega. Ainda que seja tão afirmativo em defender um nome e provocar acusações – mesmo que legítimas e comprovadas –, esta é uma projeção fluida e conduzida com habilidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> José Joffily</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/">Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-maquina-do-desejo-os-60-anos-do-teatro-oficina/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-maquina-do-desejo-os-60-anos-do-teatro-oficina/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 15:18:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Weglinski]]></category>
		<category><![CDATA[Máquina do Desejo – os 60 anos do Teatro Oficina]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Oficina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13986</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em quase duas horas de projeção, o espectador de Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina se vê imerso na história da Companhia Teatro Oficina. Fundado em 1958, o grupo possui uma forte tradição e nome no teatro brasileiro e conta com uma força artística e inventiva de grande intensidade. Estas características da Oficina conseguem ser transmitidas neste documentário, que procura traduzir não apenas a trajetória formal, com detalhes sobre espetáculos, entraves para a manutenção do coletivo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-maquina-do-desejo-os-60-anos-do-teatro-oficina/">Festival É Tudo Verdade: Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em quase duas horas de projeção, o espectador de<em><strong> Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina</strong></em> se vê imerso na história da Companhia Teatro Oficina. Fundado em 1958, o grupo possui uma forte tradição e nome no teatro brasileiro e conta com uma força artística e inventiva de grande intensidade. Estas características da Oficina conseguem ser transmitidas neste documentário, que procura traduzir não apenas a trajetória formal, com detalhes sobre espetáculos, entraves para a manutenção do coletivo, questões políticas e sociais, mas também passar para o espectador toda a complexidade e sensações de quem assiste as produções culturais feitas pela companhia.</p>
<p>Para imprimir estas emoções palpáveis, o filme traz elementos técnicos que se destacam qualitativamente e elevam o potencial narrativo. Talvez, o principal aspecto destacável seja o som do longa. Em sua edição e mixagem, feita por Edson Secco, as tensões e sentimentos em relação ao enredo crescem. Seja em uma batida grave, nas entradas e saídas de depoimentos ou nos ruídos &#8211; que sobem ou diminuem, progressivamente, à medida que a projeção acontece -, existem provocações aqui. Há uma consciência de Secco sobre a relevância do que está sendo contado.</p>
<p>A partir disto, Secco brinca com sonoridades, transmitindo, quase com exatidão, o que é estar na plateia das encenações do Teatro Oficina e, aparentemente, até mesmo do que é estar em cena, fazendo parte do coletivo. Desde o início da exibição, e em seu encaminhamento para o final, as tonalidades sonoras desenham os momentos passados por artistas cênicos, seja no labor do processo de criação ou em brigas pela manutenção dos espaços culturais e no anseio para expor pensamentos políticos e sociais.. As entradas e saídas de vozes e/ou ruídos – incluindo a mistura de sons também – denotam uma habilidade de Secco em passar ideias e reflexões, através de seu trabalho editando e mixando.</p>
<p>Algo que casa bem com estes sons que se sobressaem é a montagem. Os cortes apresentam dinâmica. O montador sabe dosar, com todas as imagens de arquivo e relatos, os respiros, as intensidades de velocidade e os instantes que precisam ser de contemplação imagética. Um exemplo é uma passagem na qual o início de uma peça é mostrada e quem assiste consegue contemplar os acontecimentos revelados ali, sem cortes. Outra estratégia que chama atenção é o fato de que não são vistos os rostos das pessoas que contam, no presente, sobre suas relações com o Teatro Oficina. Entre fotografias e filmagens de arquivo, não se sabe, ao certo, quem são os indivíduos que narram suas experiências. Aqui, nesta produção especificamente, a escolha expande o horizonte criativo, o seu próprio potencial estético e a lógica rítmica. A imersão no contexto ganha impulso quando estes registros recebem análises circunstanciais.</p>
<p>No entanto, apesar de toda uma construção elaborada, há uma pequena perda de qualidade do segundo ato até o início do terceiro. É compreensível que se tratando de um grupo com uma estrada tão rica e importante, a probabilidade de que a seleção do que retirar e manter ter sido complexa seja alta. Contudo, as questões voltadas para a briga para a continuidade da existência do Teatro que abrigava o grupo, a sua compra e reforma são demasiadamente esgarçadas. O tempo de tela para esta época da Oficina é extenso e ainda conta com um pequeno desaparecimento da utilização perspicaz do som e montagem. A crueza soa intencional, porém deixa no ar uma quebra com o que havia sido feito anteriormente.</p>
<p>Ainda assim, a narrativa, em sua composição geral, possui uma dinamicidade, um desenvolvimento e uma progressão que faz com que esta breve queda não comprometa o resultado total. Desta maneira, <strong><em>Máquina do Desejo – os 60 anos do Teatro Oficina</em> </strong>é uma obra essencial, pois aborda um coletivo fundamental para o teatro do Brasil e o faz com efetividade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lucas Weglinski e Joaquim Castro</p>
<p><strong>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em>aqui</em></a>!</strong></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-maquina-do-desejo-os-60-anos-do-teatro-oficina/">Festival É Tudo Verdade: Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-maquina-do-desejo-os-60-anos-do-teatro-oficina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Glória à Rainha</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-gloria-a-rainha/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-gloria-a-rainha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 15:04:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Khazaradze]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria à Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[Glory to the Queen]]></category>
		<category><![CDATA[Tatia Skhirtladze]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13973</guid>

					<description><![CDATA[<p>Revelando a trajetória de quatro jogadoras de xadrez da Geórgia, Glória à Rainha busca intercalar as vivências delas, com a repercussão que causaram no país. Nona Gaprindashvili, Nana Alexandria, Maia Chiburdanidze e Nana Ioseliani possuíram o auge de suas carreiras durante o período no qual a União Soviética existia e as tensões da Guerra Fria, juntamente com os preconceitos de gênero,  faziam com que elas precisassem fazer concessões e tomar riscos para que pudessem construir o que desejavam. Aqui, é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-gloria-a-rainha/">Festival É Tudo Verdade: Glória à Rainha</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Revelando a trajetória de quatro jogadoras de xadrez da Geórgia, <strong><em>Glória à Rainha</em></strong> busca intercalar as vivências delas, com a repercussão que causaram no país. Nona Gaprindashvili, Nana Alexandria, Maia Chiburdanidze e Nana Ioseliani possuíram o auge de suas carreiras durante o período no qual a União Soviética existia e as tensões da Guerra Fria, juntamente com os preconceitos de gênero,  faziam com que elas precisassem fazer concessões e tomar riscos para que pudessem construir o que desejavam.</p>
<p>Aqui, é possível encontrar uma tentativa de criar dinamicidade e coesão, através de idas e vindas das histórias das personagens centrais, o roteiro convoca o espectador a também conhecer um pouco sobre mulheres do país que ganharam seus nomes em homenagem às enxadristas. No entanto, apesar da estratégia em si ser um tanto criativo e elevar o entendimento sobre a importância das jogadoras para a Geórgia, o recurso de misturar tantas subtramas ao enredo acaba ficando repetitivo e cansativo, à medida que a projeção avança.</p>
<p>Sem seguir uma linha narrativa fluida, a cada mudança de depoimento, o público pode se sentir desconectado com a obra e até se desligar do que está sendo contado. Ainda existe outro elemento que fomenta esta sensação. Entre os depoimentos e conversas entre o quarteto, imagens do passado são mostradas e narradas em alemão. Há uma ausência de ligação dos momentos prévios e posteriores, nesta mistura temporal e contextual, o ritmo se esvai.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13995" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/maxresdefault.jpg" alt="Glória à Rainha" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/maxresdefault.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/maxresdefault-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/maxresdefault-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/maxresdefault-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disto, através de cortes secos, a troca repentina de cena e atmosfera aumenta a impressão de rupturas recorrentes. A decupagem também parece atrapalhada. Os deslocamentos e os planos fixos não se justificam, um exemplo é a sequência em que uma das entrevistadas fala calmamente sobre seu passado, parada, mas a câmera está na mão e a imagem treme um pouco. Isto acaba por passar uma ideia oposta ao que está acontecendo de fato. Não é exatamente a falta do uso de uma <em>steadicam</em> que incomoda, porém a falta de compreensão – ou preocupação, talvez – da direção em decupar filme pensando nos sentidos de cada sequência.</p>
<p>Ainda assim, a força das próprias personagens centrais reduz os danos gerais da produção. Com uma espécie de carisma, mesclado com humor ácido, Gaprindashvili, Chiburdanidze, Ioseliani e Alexandria, em suas diferenças e aproximações engajam quem assiste a acompanhar suas ideias, conquistas e recordações. <strong><em>Glória à Rainha</em></strong> é, de fato, irregular. Com uma dinâmica entrecortada, é difícil acompanhar até o final sem cansaço, porém, com um esforço, é possível se entreter com as figuras principais, conhecer um pouco mais do país Geórgia, suas tradições e transformações.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Tatia Skhirtladze, Anna Khazaradze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/xWKBkGnbdRk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em>aqui</em></a>!</strong></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-gloria-a-rainha/">Festival É Tudo Verdade: Glória à Rainha</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-gloria-a-rainha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Collective</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 14:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Nanau]]></category>
		<category><![CDATA[Collective]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13247</guid>

					<description><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/">Festival É Tudo Verdade: Collective</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela como boa parte dos feridos no acidente morreu por falta de cuidados médicos necessários.</p>
<p>No entanto, em um <em>plot twist</em> do mundo real, o Ministro da Saúde do período renuncia e em seu lugar entra Vlad Voiculescu. A partir daí, todas as tensões e críticas duras ao governo são substituídas por um olhar generoso e heroico para esta nova personagem inserida no longa. Com enquadramentos extensos e fechados, a câmera observa cuidadosamente as expressões de espanto que o homem faz, enquanto descobre cada golpe e suborno que existiam nos hospitais romenos.</p>
<p>Se antes o espectador acompanhava a gana dos jornalistas em desmontar o sistema hospitalar que aceitava suborno e deixava os pacientes ao léu, ele passa a ter contato apenas com o ponto de vista de Vlad. As tensões provocadas pelos os seus opositores e pela mídia ganham um tom de vilania. Enquanto isto, as ideias do ministro são retratadas de forma dinâmica e com uma música de fundo que imprime a ideia de que ele é um grande salvador e resolverá todos os conflitos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13275" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg" alt="Collective" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além desta reviravolta, que transforma <em><strong>Collective</strong> </em>em duas obras diferentes, há muita sobra de <em>plot</em>, elementos que não se encaixam na narrativa e pontos pouco explorados. Um exemplo é a trajetória de uma das sobreviventes. Ela está ali, retratada na tela. Acompanha-se uma sessão de fotos suas e a inauguração da exposição das imagens. Contudo, a jovem jamais é ouvida. Não se sabe a sua opinião sobre o serviço hospitalar da Romênia e nem como ocorreu seu tratamento. Inclusive, as vítimas e os seus familiares são negligenciados no enredo. Pouco se sabe sobre quem são essas pessoas, deixando suas humanidades de lado.</p>
<p>Todos os problemas da área de saúde do país são contados por jornalistas, médicos ou políticos. Neste contexto, talvez, a única informação de quem estava mais de perto da realidade retratada no filme é a médica que acompanhou o descaso com os hospitalizados. Ela chega a ter um encontro com Vlad para narrar tudo que presenciou, mas a câmera fica mais “interessada” em captar as reações Vlad Voiculescu do que na própria situação em si. No final das contas, a produção tem pontos positivos, quando estabelece sua atmosfera de tensão e revela questões políticas e sociais da Romênia, mas se perde ao não olhar para o todo e esquecer do próprio foco que havia estabelecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Alexander Nanau</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1p408t7mcsA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira a crítica de <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/">Meu Querido Supermercado</a></em>, também do <strong><em>Festival É Tudo Verdade</em></strong>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/">Festival É Tudo Verdade: Collective</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
