<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade-festival-internacional-de-documentarios/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade-festival-internacional-de-documentarios/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Sep 2023 00:21:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/e-tudo-verdade-festival-internacional-de-documentarios/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 00:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Processo – Praga 1952]]></category>
		<category><![CDATA[Ruth Zylberman]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15419</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após a Segunda Guerra Mundial, um outro momento de tensão e medo marcou a antiga Checoslováquia. No auge do período stalinista e do país sob um regime comunista, aconteceu um julgamento, no ano de 1952. Com 14 homens indiciados injustamente e torturados para que confessassem que eram contra o governo, uma espécie de circo foi criado. Nele, Rudolf Slansky e mais 13 companheiros de crime forjado foram treinados para mentir, por conta ameaças, obviamente. Este é o foco de O [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/">Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a Segunda Guerra Mundial, um outro momento de tensão e medo marcou a antiga Checoslováquia. No auge do período stalinista e do país sob um regime comunista, aconteceu um julgamento, no ano de 1952. Com 14 homens indiciados injustamente e torturados para que confessassem que eram contra o governo, uma espécie de circo foi criado.</p>
<p>Nele, Rudolf Slansky e mais 13 companheiros de crime forjado foram treinados para mentir, por conta ameaças, obviamente. Este é o foco de <strong><em>O Processo – Praga 1952</em></strong>, que reconstitui todo este ocorrido através de imagens encontradas em 2018, por operários. Juntamente com este material, há também relatos dos filhos e netos de Artur London, Slansky e Rudolf Margolius. Os três fazem parte da lista dos 14 comunistas injustiçados em Praga.</p>
<p>Assim, é formado o horizonte e o enfoque do documentário que, em seu clima, carrega uma atmosfera de tensão, angústia e pavor que rondava a região naquele período. O motivo principal para que seja instalada esta ambientação sufocante e de suspensão são estas filmagens feitas na época do julgamento, como um tipo de material de propaganda para Stálin. O ganho da equipe é saber utilizar estas sequências.</p>
<p>A seleção de qual trecho será exibido e em que duração ele será colocado é uma das maiores estratégias para transmitir progressão e as possíveis emoções das personagens centrais. O tempo de tela garante que o público enxergue as emoções dos acusados e possa ver e sentir no tom de suas falas toda aflição que passavam. É bem nítido, aos olhos de espectadores distanciados, que aquela ação ali registrada é encenada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15430" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout.jpg" alt="O Processo – Praga 1952" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/03-Les-accuses-debout-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em um dado momento, esta obviedade é questionada pelos filhos e netos de London, Slansky, Margolius. No entanto, o doc traz uma reflexão relevante para contemporaneidade coberta pelo mundo das notícias falsas e/ou manipuladas. Em cada década ou século as mentiras e/ou encaminhamentos políticos são engendrados para que certa parte da população tenda a se enveredar para crer em inverdades &#8211; como em um Brasil, de 2018, no qual “mamadeiras de piroca” são postas como reais.</p>
<p>Bom, mas, regressando para a Praga de 1952, o que é mais impressionante neste projeto são os lugares de reflexão e tensão que ele consegue levar, através de sua técnica e construção de discurso. Os relatos dos familiares das vítimas são fortes, bem como os trechos de cartas deles ou das gravações encontradas do julgamento fomentam a argumentação deste crime disfarçado de ato em favor da pátria. Todavia, o tom do média não sobe ou se desequilibra.</p>
<p>Há uma sobriedade em revelar o passado aqui, o que abre espaço para que a intensidade dos próprios fatos ganhem força durante a projeção. Seja nas inserções sonoras, na montagem ou direção, os recursos técnicos são usados de maneira pontual. Assim, quando a cena de um presidiário falando demora mais ou quando há o sob som em alguma sequência, o impacto é maior.</p>
<p>Desta maneira, com esta consciência do equilíbrio na ambientação e da mescla da seleção da entrada e saída de imagens e entrevistas, <strong><em>O Processo – Praga 1952</em></strong> consegue deixar sua marca em quem o assiste. Ele é o retrato de um momento histórico, mas também um possível espelho para o presente, não apenas no que se refere à discussão do que é crível ou não e daquilo que é apresentado para a sociedade, porém também no que tange a mais a nova guerra em terras europeias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ruth Zylberman</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/">Festival É Tudo Verdade: O Processo – Praga 1952</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-o-processo-praga-1952/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 18:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Hunzinger]]></category>
		<category><![CDATA[Ultravioleta]]></category>
		<category><![CDATA[Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15415</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um pouco mais de uma hora de projeção, o espectador é convidado a mergulhar em uma história sobre amor e revolução em Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue. No início do século XX, Marcelle e Emma se conhecem em um colégio. Nesta época também, foi quando a França sofre um surto intenso de tuberculose, que se alastrava pelo país. Marcelle contrai a doença e, em um sanatório, forma uma gangue de meninas enfermas, porém cheias de vontades [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/">Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um pouco mais de uma hora de projeção, o espectador é convidado a mergulhar em uma história sobre amor e revolução em <strong><em>Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</em></strong>. No início do século XX, Marcelle e Emma se conhecem em um colégio. Nesta época também, foi quando a França sofre um surto intenso de tuberculose, que se alastrava pelo país. Marcelle contrai a doença e, em um sanatório, forma uma gangue de meninas enfermas, porém cheias de vontades e desejos.</p>
<p>Somente pela premissa, o documentário desperta interesse e curiosidade. No entanto, ele possui diversas camadas, que fomentam a sua qualidade técnica e histórica. Emma, na realidade, é avó de Robin Hunzinger (<em>Vers la forêt de nuages</em>), diretor da obra. Quando ela faleceu, Robin e sua mãe – Claudie Hunzinger, que escreveu o roteiro junto com seu filho – encontraram cartas antigas trocadas por Marcelle e Emma.</p>
<p>A intimidade devido à proximidade com uma das figuras centrais do filme, mescladas com o distanciamento causado pela falta de conhecimento sobre esta relação é um dos maiores ganhos deste longa-metragem. Isto porque ao mesmo tempo em que a produção conta o que ocorreu com Emma, Marcelle e sua gangue, ela parece investigar e analisar as relações construídas por estas mulheres.</p>
<p>Boa parte desta característica se dá pela narração, que em seu texto e interpretação constrói uma mistura sagaz de reconstituição dos fatos e um quê de ficção. Intercalando trechos das missivas trocadas pelas duas garotas e reflexões sobre este passado, o público vai criando uma proximidade e certa intimidade com aquele enredo, com aquelas vivências.</p>
<p>É nesta lógica que se expande a sensibilidade e a inteligência presentes no roteiro e na direção do longa. É possível compreender em cada relato e em cada pensamento sobre ele o quanto havia amor entre Marcelle e Emma, mas também todos os receios das jovens, sendo de um lado, o medo da perda, da morte, do abando e, do outro, a preocupação com o mundo e com as aparências.</p>
<p>Existem aqui muito mais palavras de Marcelle do que de Emma, mas o silêncio da avó de Hunzinger também diz bastante sobre o relacionamento deste casal, interrompido por uma doença que marcou tanto um período. Contudo, este é um doc que vai além das aflições e ligações de duas apaixonadas e é notável toda a intensidade de Marcelle e como ela estabelece seu grupo de enfermas dentro do sanatório, com objetivo de romper com os seus conflitos internos e de afastar a solidão.</p>
<p>Estas integrantes ganham vida não apenas pela voz que narra as suas trajetórias, mas também por imagens que saltam na tela. Aqui, vê-se outro elemento constitutivo de <em>Ultravioleta</em>: a presença e o uso das imagens de arquivo. Para ilustrar e fazer com que quem acompanha a sessão possa visualizar estas meninas, suas emoções e locais que ocupavam, a equipe convoca sequências de outros filmes, fotografias e filmagens antigas.</p>
<p>Assim, encontram-se mulheres dos anos 1920/1930, em atividades comuns ou não, bem como, por exemplo, cenas de <em>Tramas do Entardecer</em>, de Maya Deren. A estratégia, além de criativa, tem um efeito intenso de dar vida e movimento para uma escrita de um outrora tão longínquo. É nesta junção de narração com imagens representativas que se elabora esta intimidade com as personagens. E é por esta razão que o filme provoca esta sensação de presença do ficcional.</p>
<p>Porque é através desta sobreposição de recurso, que uma narrativa de início, meio e fim é criada, pensando no formato clássico. Desta maneira, <strong><em>Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</em></strong> apresenta um resultado geral equilibrado, conseguindo dinamizar um material, teoricamente, simples em seu formato – mas, tão profundo em seu conteúdo –, criando pontos de construção de progressão, com clímax, desenlace e imprimindo no texto verbal um colorido tonal que cobre as imagens em preto e branco. Este é um trabalho forte e apaixonante!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robin Hunzinger</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/">Festival É Tudo Verdade: Ultravioleta e a Gangue das Cuspidoras de Sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-ultravioleta-e-a-gangue-das-cuspidoras-de-sangue/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Quando Falta o Ar</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-quando-falta-o-ar/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-quando-falta-o-ar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 21:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Petta]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Petta]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Falta o ar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15401</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em uma das fases de ápice da pandemia do Coronavírus, as diretoras Ana e Helena Petta embarcam em uma trajetória em Quando Falta o Ar, na qual acompanham trabalhadores do SUS (Sistema Único de Saúde), em cinco estados do país. Amazonas, Bahia, Pará, Pernambuco e São Paulo, em cada local visitado pelas câmeras das Petta, o espectador acompanha a angústia de pacientes contaminados, o labor dos funcionários de saúde pública e todo significado político e social presente em toda esta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-quando-falta-o-ar/">Festival É Tudo Verdade: Quando Falta o Ar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma das fases de ápice da pandemia do Coronavírus, as diretoras Ana e Helena Petta embarcam em uma trajetória em <em><strong>Quando Falta o Ar</strong></em>, na qual acompanham trabalhadores do SUS (Sistema Único de Saúde), em cinco estados do país. Amazonas, Bahia, Pará, Pernambuco e São Paulo, em cada local visitado pelas câmeras das Petta, o espectador acompanha a angústia de pacientes contaminados, o labor dos funcionários de saúde pública e todo significado político e social presente em toda esta realidade.</p>
<p>O documentário propõe discutir, dentro de toda a situação alarmante e desesperadora da Covid-19, o trato e o cuidado de enfermeiras, médicas e agentes do SUS, que pensam não apenas no estado físico, mas também mental de cada indivíduo que atendem. Assim, o público pode ver imagens impactantes de infectados em seus leitos, de idosos em situação precária de moradia, de presidiários que lutam por sua sobrevivência. Contudo, o grande ganho do longa-metragem é que ele também fala sobre esperança e resistência.</p>
<p>Ao tratar sobre uma temática tão dolorosa e complicada, sobretudo em país comandado por um genocida e em um período que ainda não havia vacinas disponíveis – as filmagens ocorreram entre outubro de 2020 e janeiro de 2021 –, a produção consegue equilibrar seu peso com músicas emblemáticas, fortes e/ou suaves, indo de Emicida até Billie Holiday. O olhar das Petta é embebido de respeito e até possui certa dose de suavidade, principalmente quando seguem os gestos de cuidado das equipes médicas do SUS.</p>
<p>As inserções de entrevistas ou de diálogos entre pacientes e médicos ajudam a conduzir esta observação e são bastante precisas. Isto porque a decupagem e a montagem de <em><strong>Quando Falta o Ar</strong></em> são pensadas para que haja uma imersão em cada uma daquelas realidades e as vozes chegam como uma espécie de despertar para a realidade, vinda dos discursos. Discursos estes que são postos ou não diretamente para a câmera, porém que sacodem o público que é colocado nesta observação profunda das ações de prevenção ou de combate ao Corona.</p>
<p>Existe um tempo de tela estendido para esta observação das jornadas, nas quais a câmera se movimenta de maneira em que há uma dinâmica pulsante que salta durante a projeção. O quadro parado também comunica bastante. É assim, utilizando dos recursos possíveis que a direção de audiovisual oferta, que Ana e Helena jogam o foco para o que desejam. Em alguns momentos, é necessário esperar um tanto para compreender o que a dupla quer, quando um plano reside longamente no ecrã, porém esta é a forma de “jogar luz” e deixar que quem assiste olhe ou escute algo com mais atenção.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15413" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/QFA_Recife_Victor-Juca_001.jpg" alt="Quando Falta o Ar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/QFA_Recife_Victor-Juca_001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/QFA_Recife_Victor-Juca_001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/QFA_Recife_Victor-Juca_001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/QFA_Recife_Victor-Juca_001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Um exemplo é a sequência de atendimento a um presidiário. O rosto dele não é visto, mas há um enquadramento de um celular, que toca uma música. Ao olhar para aquela imagem, a canção amplia seu significado, preenchendo a cena de sentidos maiores e mais palpáveis. Aquela situação de enfermidade e medo de convalescer da doença vêm preenchidos de outros contextos, cheio de situações sociais e políticas pregressas ao vírus, que colocam aquele paciente naquele local, daquele jeito.</p>
<p>Está tudo ali, na fala das enfermeiras e médicas, dos doentes, dos que se livraram da Covid, na arte, na cultura, em cada minuto da exibição de <em><strong>Quando Falta o Ar</strong></em>. No entanto, talvez, as Petta pudessem ter um pouco mais de preocupação com algumas passagens, que têm uma carga demasiadamente violenta aos olhos. Apesar de ser compreensível a sede pelo registro de um fato histórico e das condições tristes que esta praga causou, há de se pensar o quão recente são todos estes fatos. Afinal, ver um corpo estirado, sendo levado ao hospital ou covas sendo cavadas, geram um mal estar profundo.</p>
<p>Este fator não compromete a produção em sua totalidade, porém revela um ponto, que vai saltando aos olhos, lentamente, enquanto se assiste este trabalho. Talvez, por conta de serem acontecimentos novos, com novidades que estouravam o tempo inteiro, tenha havido pouco planejamento na execução do longa. Falta nele algum fio condutor. De fato, o documentário mostra todo o trabalho do SUS diante de uma calamidade. Todavia, veem-se mais recortes soltos de ocorridos semelhantes.</p>
<p>É uma união pela dor e pela luta, porém estes são fatos postos e um desenvolvimento maior dos objetivos da equipe iria gerar um direcionamento mais preciso, como no caso das cenas impactantes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ana e Helena Petta</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-quando-falta-o-ar/">Festival É Tudo Verdade: Quando Falta o Ar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-quando-falta-o-ar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 20:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[ETV]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[José Bustani]]></category>
		<category><![CDATA[José Joffily]]></category>
		<category><![CDATA[Sinfonia de um homem comum]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15396</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há uma habilidade em Sinfonia de um Homem Comum em mostrar para o espectador, de uma maneira bastante geral, quem é seu protagonista. Em seus minutos iniciais, antes de adentrar no tema central da obra, é possível acompanhar um pedaço da rotina da personagem principal e já ali entender como é a sua personalidade, seu jeito de lidar com as situações e a sua exigência intensa. José Maurício Bustani é posto como um homem que quer sempre fazer o melhor. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/">Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma habilidade em <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong> em mostrar para o espectador, de uma maneira bastante geral, quem é seu protagonista. Em seus minutos iniciais, antes de adentrar no tema central da obra, é possível acompanhar um pedaço da rotina da personagem principal e já ali entender como é a sua personalidade, seu jeito de lidar com as situações e a sua exigência intensa. José Maurício Bustani é posto como um homem que quer sempre fazer o melhor.</p>
<p>Diplomata brasileiro, Bustani é trazido ao longa-metragem para tratar de seus tempos de serviço no cargo de diretor-geral da Organização de Proibição de Armas Químicas (Opaq). A sua gestão foi de 1997 até 2001 e se encerrou após uma polêmica forte com o governo dos Estados Unidos, que possuía George W. Bush como presidente. Para Bustani o Iraque não tinha armas químicas e, para os EUA, o país não só estava em posse deste armamento como iria utilizá-lo com força.</p>
<p>Aqui o discurso é muito nítido: José Bustani foi um herói em sua época de diretor da Opaq. No entanto, apesar de todo este direcionamento incisivo e de tom quase ficcional – no sentido de que há esta insistência em falar sobre a competência do diplomata –, a obra é eficiente na diversidade de fontes que traz e como as traz. Entre imagens de arquivos, com jornais impressos e telejornais, entrevistas face a face ou via skype, há uma busca por ouvir envolvidos na saída de Bustani da Opaq, seus defensores e ocupantes de cargos altos no Brasil daquele tempo.</p>
<p>Assim, uma mescla de análises do ocorrido é impressa na tela de <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong>. O público se depara com depoimentos dos ex-presidentes José Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, com integrantes da família de Bustani ou com personalidades como ex-secretário de Estado de Bush, Richard Boucher. São múltiplas as vozes selecionadas para o longa e esta gama de pontos de vista acaba por fomentar o argumento que está sendo discutido durante a exibição.</p>
<p>Este debate vem justamente para tratar sobre o alerta insistente de Bustani: a inexistência das armas no Iraque, o que poderia ter evitado a guerra neste país e milhares de mortes. Ainda há no doc a consciência da necessidade de respiros, pois esta é uma história cheia de meandros e de idas e vindas estratégicas, de ambos os lados. A música tocada por Bustani e as panorâmicas do Rio de Janeiro cumprem esta função de oxigenar a mente de quem assiste, principalmente daqueles que acabam por concordar com o que é dito no documentário.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15409" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01.jpg" alt="Sinfonia de um Homem Comum" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/a_simphony_for_a_common_man_01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Quem desconfia/sabe que o ataque do 11 de setembro às Torres Gêmeas &#8211; e todas as ações subsequentes para a concretização da Guerra no Iraque &#8211; foi um golpe por petróleo, pode se sentir um tanto irritadiço e necessitar destas breves pausas de contemplação musical ou visual. Neste sentido, também é marcante a sagacidade da montagem de Jordana Berg (<em>Democracia em Vertigem</em>), que insere as transições de forma pontual, revelando discursos incoerentes de estadunidenses e da mídia em geral.</p>
<p>Também são revelados relacionamento políticos comprometedores em <strong><em>Sinfonia de um Homem Comum</em></strong>. Um exemplo é toda a sequência que traz a figura de John Bolton, um ex-militar e diplomata, que foi contra a Bustani no início dos anos 2000. Recentemente, Bolton esteve dentro do governo de Donald Trump e elogiou a vitória do presidente Jair Bolsonaro, em 2018, tecendo diversos elogios para o genocida, em rede nacional dos EUA.</p>
<p>Jordana explora o desvio de caráter de Bolton, suas mentiras, incoerências e apoios imorais através de sua edição veloz, que deixa que as transições, as trocas de cenas e sobreposições de imagens digam mais do que o próprio texto falado presente na narração durante a sessão. Desta forma, entre passagens do amor de Bustani pela música e seu aparente compromisso com a execução precisa de qualquer função que assuma, o diretor José Joffily constrói a imagem deste herói nacional, que viveu uma injustiça em solo imperialista.</p>
<p>Este é um filme sobre o tempo, sobre verdades manipuladas e as respostas que o futuro entrega. Ainda que seja tão afirmativo em defender um nome e provocar acusações – mesmo que legítimas e comprovadas –, esta é uma projeção fluida e conduzida com habilidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> José Joffily</p>
<p>Confira todas as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/">Festival É Tudo Verdade: Sinfonia de um Homem Comum</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-sinfonia-de-um-homem-comum/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Collective</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 14:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Nanau]]></category>
		<category><![CDATA[Collective]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É tudo verdade]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13247</guid>

					<description><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/">Festival É Tudo Verdade: Collective</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo do incêndio que aconteceu na boate Collective, em 2015, na Romênia, o documentário estabelece, em seu começo, uma atmosfera de denúncia. Inicialmente, o público é apresentando ao fato de que o estabelecimento não possuía medidas de seguranças corretas e que, por isso, houve uma quantidade considerável de mortes. Contudo, este enfoque é logo descartado e uma rede de corrupção nos hospitais do país passa a ser investigada. Com uma crítica incisiva ao governo, a primeira metade da projeção revela como boa parte dos feridos no acidente morreu por falta de cuidados médicos necessários.</p>
<p>No entanto, em um <em>plot twist</em> do mundo real, o Ministro da Saúde do período renuncia e em seu lugar entra Vlad Voiculescu. A partir daí, todas as tensões e críticas duras ao governo são substituídas por um olhar generoso e heroico para esta nova personagem inserida no longa. Com enquadramentos extensos e fechados, a câmera observa cuidadosamente as expressões de espanto que o homem faz, enquanto descobre cada golpe e suborno que existiam nos hospitais romenos.</p>
<p>Se antes o espectador acompanhava a gana dos jornalistas em desmontar o sistema hospitalar que aceitava suborno e deixava os pacientes ao léu, ele passa a ter contato apenas com o ponto de vista de Vlad. As tensões provocadas pelos os seus opositores e pela mídia ganham um tom de vilania. Enquanto isto, as ideias do ministro são retratadas de forma dinâmica e com uma música de fundo que imprime a ideia de que ele é um grande salvador e resolverá todos os conflitos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13275" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg" alt="Collective" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20200312-collective-papo-de-cinema-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além desta reviravolta, que transforma <em><strong>Collective</strong> </em>em duas obras diferentes, há muita sobra de <em>plot</em>, elementos que não se encaixam na narrativa e pontos pouco explorados. Um exemplo é a trajetória de uma das sobreviventes. Ela está ali, retratada na tela. Acompanha-se uma sessão de fotos suas e a inauguração da exposição das imagens. Contudo, a jovem jamais é ouvida. Não se sabe a sua opinião sobre o serviço hospitalar da Romênia e nem como ocorreu seu tratamento. Inclusive, as vítimas e os seus familiares são negligenciados no enredo. Pouco se sabe sobre quem são essas pessoas, deixando suas humanidades de lado.</p>
<p>Todos os problemas da área de saúde do país são contados por jornalistas, médicos ou políticos. Neste contexto, talvez, a única informação de quem estava mais de perto da realidade retratada no filme é a médica que acompanhou o descaso com os hospitalizados. Ela chega a ter um encontro com Vlad para narrar tudo que presenciou, mas a câmera fica mais “interessada” em captar as reações Vlad Voiculescu do que na própria situação em si. No final das contas, a produção tem pontos positivos, quando estabelece sua atmosfera de tensão e revela questões políticas e sociais da Romênia, mas se perde ao não olhar para o todo e esquecer do próprio foco que havia estabelecido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Alexander Nanau</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1p408t7mcsA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira a crítica de <em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/">Meu Querido Supermercado</a></em>, também do <strong><em>Festival É Tudo Verdade</em></strong>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/">Festival É Tudo Verdade: Collective</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival É Tudo Verdade: Meu Querido Supermercado</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 20:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival É tudo Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Meu querido supermercado]]></category>
		<category><![CDATA[Tali Yankevich]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13243</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um dado momento, uma das personagens de Meu Querido Supermercado fala sobre física quântica e como as partículas se movimentam diferentemente quando estão ou não sendo observadas. Neste documentário, dirigido por Tali Yankevich (The Perfect Fit), é quase isto que acontece. É como se, a partir do momento que as câmeras foram direcionadas para aquelas pessoas, todo um universo de histórias passassem a acontecer. Contudo, elas estão ali, todos os dias, enquanto as pessoas fazem compras. Nesta lógica, é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/">Festival É Tudo Verdade: Meu Querido Supermercado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dado momento, uma das personagens de <strong><em>Meu Querido Supermercado</em></strong> fala sobre física quântica e como as partículas se movimentam diferentemente quando estão ou não sendo observadas. Neste documentário, dirigido por Tali Yankevich (<em>The Perfect Fit</em>), é quase isto que acontece. É como se, a partir do momento que as câmeras foram direcionadas para aquelas pessoas, todo um universo de histórias passassem a acontecer. Contudo, elas estão ali, todos os dias, enquanto as pessoas fazem compras.</p>
<p>Nesta lógica, é possível notável o esforço da direção em evidenciar os traços mais marcantes, divertidos e curiosos daqueles funcionários. A projeção deixa  um pensamento sobre este local e tantos outros lugares cheios de indivíduos trabalhando coletivamente. Quantos bons enredos poderiam surgir a partir da observação de espaços que passamos despretensiosamente todos os dias? Mas, não é apenas este ganho que a projeção tem. As conexões criadas entre cada narrativa que aparece na tela chegam como ganchos temáticos e imagéticos. Um exemplo é o momento em que um rapaz conta sobre o surgimento da maquiagem na civilização e, em seguida, o plano mostra uma jovem passando delineador. Estes fio condutores deixam a projeção mais leve e redonda, pois imprimem fluidez e ritmo.</p>
<p>A dinâmica da obra também é estabelecida pela banda sonora. Há no tom das músicas selecionadas um ar cômico, leve e lúdico, que diverte e fomenta a ambientação alegre e engraçada que o longa parece querer evocar. No entanto, ela surge insistentemente, numa repetição que, apesar de fomentar o discurso sobre o trabalho repetitivo, torna a fruição uma jornada cansativa. Esta estratégia acaba ressoando na produção como um todo.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13271 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002.jpg" alt="Meu Querido Supermercado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MONTA_1.00_03_35_20.Still002-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Depois que as personagens são apresentadas, suas opiniões sobre os seus cotidianos e a lógica daquele ambiente já é conhecida, o filme emperra e carece de trazer outras perspectivas e abordagens. Mesmo que em algumas partes surjam respiros, como no flerte com a criação de uma atmosfera de terror e casos de assombração, isto é logo deixado de lado, sem maiores aproveitamos. Não ocorre, também, relato algum de descontentamento e todos contam somente que amam o emprego. O que é, no mínimo, estranho em qualquer situação.</p>
<p>Neste clima monocórdico, o equilíbrio das velocidades e alguns rumos mais distintos só chegam em seu desfecho, quando há uma boa conclusão para a exibição. Talvez fosse preciso avaliar se era necessário a realização de um longa-metragem ou houvesse a necessidade do montador olhar para o material bruto e encontrar novos ângulos que trouxesse sentido para 90 minutos de exibição.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Tali Yankevich</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Mkw2TdmTGSE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira a crítica de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-collective/"><em>Collective</em></a>, também do <strong><em>Festival É Tudo Verdade</em></strong>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/">Festival É Tudo Verdade: Meu Querido Supermercado</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-e-tudo-verdade-meu-querido-supermercado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
