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	<title>Arquivos Denzel Washington - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Denzel Washington - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Gladiador II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:55:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema, desde seu início, sempre respondeu bem a grandes épicos. Spartacus (1960), Lawrence da Arábia (1962) e Cleopatra (1963) são exemplos de uma década onde os longas-metragens desse subgênero faziam um sucesso estrondoso. O tempo passou e a quantidade de lançamentos de dramas épicos diminuiu &#8211; como ocorreu com subgêneros anteriores e posteriores à ele -, mas sempre existiu um lugar para tais filmes, principalmente em Hollywood. Existe um lugar especial para esse formato fílmico e suas contações de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema, desde seu início, sempre respondeu bem a grandes épicos. <em>Spartacus (1960)</em>, <em>Lawrence da Arábia (1962)</em> e <em>Cleopatra (1963)</em> são exemplos de uma década onde os longas-metragens desse subgênero faziam um sucesso estrondoso. O tempo passou e a quantidade de lançamentos de dramas épicos diminuiu &#8211; como ocorreu com subgêneros anteriores e posteriores à ele -, mas sempre existiu um lugar para tais filmes, principalmente em Hollywood. Existe um lugar especial para esse formato fílmico e suas contações de jornadas e vitórias epopeicas. Lá no início dos anos 2000, por exemplo, o diretor Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><em>Casa Gucci</em></a>, de 2021) trouxe essa fagulha consigo em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-catalogo-gladiador/"><em>Gladiador</em></a>. Agora, 24 anos depois, o diretor tenta acender novamente essa fagulha com <em><strong>Gladiador II</strong></em>.</p>
<p><em><strong>Gladiador II</strong></em> marca dois momentos importantes na carreira do diretor Ridley Scott. O primeiro é a sua nova tentativa de produzir um drama épico nos moldes clássicos &#8211; coisa que veio tentando fazer nos últimos anos com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo (2021)</em></a> e <em>Napoleão (2023)</em>, mas falhou. O segundo marco é o retorno de Scott com uma de suas histórias de maior sucesso sendo continuada por ele próprio, diferente do que vimos em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049 (2017)</em></a> ou de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-romulus/"><em>Alien &#8211; Romulus (2024)</em></a>. Essa união de fatores colocou o cineasta numa posição de acertos que geraram resultados positivos que há muito não ocorriam em sua carreira.</p>
<p>Ainda que a existência de sua narrativa não se justifique, <strong><em>Gladiador II</em></strong> não vive única e exclusivamente por conta de seu antecessor. Na verdade, ele funciona perfeitamente dentro da lógica de um épico clássico &#8211; inclusive por certas obviedades narrativas tanto da tragédia, quanto do melodrama -, e isso faz com que o filme não tenha apenas uma sobrevida. Mesmo que possa se questionar a razão de fazer uma continuação agora, tantos anos depois, o resultado fílmico acerta onde precisa e entrega uma narrativa coesa e grandiosa como seu antecessor.</p>
<p>O roteiro de David Scarpa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todo-o-dinheiro-do-mundo/"><em>Todo o Dinheiro do Mundo</em></a>, de 2017) permite que a história tenha três frentes narrativas principais e, com isso, dá oportunidade para que boa parte do elenco central tenha momentos de destaque e entregue performances poderosas. Esse é um dos pontos altos do filme. <strong><em>Gladiador II</em></strong> é um drama épico que se constroi a partir de uma teia estelar de intérpretes. E são essas performances e seus arcos narrativos que conduzem a atenção do espectador do início ao fim do longa. Com todas as suas liberdades históricas que considero desimportantes, Scarpa entrega um roteiro amarrado e bem conduzido para boas performances.</p>
<figure id="attachment_18898" aria-describedby="caption-attachment-18898" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18898" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-750x500.jpg" alt="Gladiator II (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Gladiador-II-2-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18898" class="wp-caption-text">Denzel Washington, Pedro Pascal e Connie Nielsen em cena de divulgação de Gladiator II (2024)</figcaption></figure>
<p>Quando se fala das três frentes narrativas de <strong><em>Gladiador II</em></strong>, em primeiro lugar está Paul Mescal (<em>Desconhecidos</em>, de 2023). Ele comanda o eixo principal da história com sua jornada de vingança pela morte da esposa e de confronto com o seu passado. Do outro lado, Connie Nielsen (<em>Mulher-Maravilha 1984</em>, de 2020) e Pedro Pascal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-robo-selvagem/"><em>Robô Selvagem</em></a>, de 2024) embarcam numa busca pela mudança política de Roma, enquanto a personagem de Connie ainda precisa também se confrontar com seu passado.</p>
<p>A terceira frente é &#8211; e essa merece um destaque especial &#8211; a linha narrativa de Denzel Washington (<em>O Protetor: Capítulo Final</em>, de 2023) com sua ascensão e desejo de poder. Denzel é um show à parte. Ele está claramente usando sua experiência com o teatro shakespeariano para dar vida a sua tragédia particular dentro da narrativa macro de <strong><em>Gladiador II</em></strong>. E é com isso que o ator entrega uma das melhores performances masculinas do ano, até então &#8211; ao lado de Nicolas Cage em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-longlegs-vinculo-mortal/"><em>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (2024)</em></a>.</p>
<p><strong><em>Gladiador II</em></strong> é uma surpresa positiva tanto para os fãs do original como do diretor. Esse longa foi feito para agradar gregos e troianos por carregar em si uma estrutura e narrativa bem definidas e amarradas, ao mesmo tempo que agrada com o entretenimento do <em>star system</em> e a escolha do elenco. Ao final da sessão, a pergunta sobre a necessidade ou não de uma continuação do filme de Scott de 2000 passa a ser desimportante. O que fica e se torna relevante é que o cineasta foi capaz de entregar uma continuação à altura do original e do subgênero.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Paul Mescal, Pedro Pascal, Joseph Quinn, Fred Hechinger, Lior Raz, Derek Jacobi, Connie Nielsen e Denzel Washington</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tRLyeDklHx4?si=-j469S0ivdreb6Rb" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Tragédia de Macbeth (Apple TV+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 13:45:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Macbeth é uma das tragédias mais famosas do mundo inteiro. Escrita por William Shakespeare, no período do teatro elisabetano, a peça já foi remontada incontáveis vezes e, obviamente, adaptada para o cinema também. Diretores como Orson Welles (1948), Akira Kurosawa (1957) e Roman Polanski (1971) entregaram as suas intensas versões da obra, no século XX. Agora, é a vez de Joel Coen (Bravura Indômita) – que dirige e roteiriza A Tragédia de Macbeth – trazer a sua visão sobre uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Macbeth</strong> é uma das tragédias mais famosas do mundo inteiro. Escrita por William Shakespeare, no período do teatro elisabetano, a peça já foi remontada incontáveis vezes e, obviamente, adaptada para o cinema também. Diretores como Orson Welles (1948), Akira Kurosawa (1957) e Roman Polanski (1971) entregaram as suas intensas versões da obra, no século XX. Agora, é a vez de Joel Coen (<em>Bravura Indômita</em>) – que dirige e roteiriza <em><strong>A Tragédia de Macbeth</strong></em> – trazer a sua visão sobre uma história tão emblemática e forte.</p>
<p>Com tanto peso e vigor que parece sair das páginas de Shakespeare, é curioso observar a leveza que Coen imprime na tela. Em preto e branco e com uma névoa presente quase a projeção inteira, são as personagens e o que elas têm a dizer que ganham destaque aqui.  A direção é assertiva e está ali a serviço dos intérpretes que, com suas caminhadas e gestos meticulosamente marcados, são quem criam a maioria das movimentações. Um exemplo é a sequência na qual Lady Macbeth (Frances McDormand) está no fundo do quadro, em um plano geral.</p>
<p>Enquanto McDormand caminha, é como se o quadro fosse fechando, até ficar em close. Esta estratégia não é nova, porém neste contexto é destacável, pois se trata de uma produção shakesperiana, que consegue, assim, englobar a teatralidade, juntamente com a técnica cinematográfica. Isto porque o foco é o texto e a atuação em cima dele. A câmera de Coen parece observar atentamente as ações filmadas, deixando que a seleção do tamanho dos quadros e que a mise-en-scène sejam pensadas para dar destaque ao que precisa ser mostrado: as emoções das personagens, a sordidez de seus atos e o grau de intimidade que possuem.</p>
<p>Desta maneira, o cenário contribui para fomentar a forma como esta narrativa será transmitida. Existem dois aspectos marcantes neste sentido. O primeiro é o fato da cenografia remeter ao que se é feito em um palco teatral, pois, novamente, direciona o foco para as interpretações e para outras sensações presentes na dramaturgia de <em>Macbeth</em>, como a fragilidade e artificialidade das relações. A segunda é a escolha de se pautar na geometria para pensar todo o espaço cênico.</p>
<p>A lógica da perspectiva joga com a profundidade dos locais, principalmente nas sequências de encontros entre o Macbeth (Denzel Washington) e a Lady. É como se o espectador de <em><strong>A Tragédia de Macbeth </strong></em>conseguisse ir fundo na trama, no que a dupla esconde e planeja a cada ato escuso. Ao mesmo tempo, ao redor deles e todos os coadjuvantes que os cercam, estão as formas geométricas literalmente. Quadrados, retângulos e arcos fazem os sentidos borbulharem na tela e aumentam as possibilidades de construção dos papéis dentro do longa-metragem.</p>
<p>Quem está em posição de fragilidade? E de poder? Quem mente ou quem está cercado? Ao tempo, o recurso também configura a clausura ainda mais intensificada de alguma figura dramática* ou um destaque para ela. Com a razão de aspecto mais restrita (4&#215;3), quando os quadrados surgem no ecrã, eles se sobressaem ainda mais, como na última aparição das três bruxas, num contra-plongée. Macbeth, aqui, já está esmagado por suas ações e quase sem escapatória, ainda que sem notar a proximidade de sua derrota.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15136" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Tragedia-de-Macbeth-O-Rei-Duncan-e-o-seu-sequito.jpg" alt="A Tragédia de Macbeth" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Tragedia-de-Macbeth-O-Rei-Duncan-e-o-seu-sequito.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Tragedia-de-Macbeth-O-Rei-Duncan-e-o-seu-sequito-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Tragedia-de-Macbeth-O-Rei-Duncan-e-o-seu-sequito-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Tragedia-de-Macbeth-O-Rei-Duncan-e-o-seu-sequito-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>São nestes caminhos que Joel e seu diretor de fotografia, Bruno Delbonnel (<em>Eterno Amor</em>), conseguem ampliar os significados transmitidos no filme. Bruno, ainda, trabalha a iluminação com sagacidade, também investido na investigação dos sentimentos e intenções das personagens, bem como na conferência de poder e a sua ausência. Onde a luminosidade estará alocada é uma pista do quão perdido, bem ou mal estão todes.</p>
<p>Por fim, mas não menos relevante, pode-se apontar as interpretações de Frances McDormand (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>) e Denzel Washington (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-limite-entre-nos/"><em>Um Limite entre Nós</em></a>) em <em><strong>A Tragédia de Macbeth</strong></em>. Ambos demonstram uma consciência espacial e corporal ao tensionar os músculos corretos e ao se deslocarem com bastante precisão. O corpo trágico possui as suas especificidades e o tônus da cintura para cima é uma delas.</p>
<p>Com as tensões postas nos lugares exatos, com olhares que mal piscam e uma tonalidade na fala, que mescla imponência e pavor, a dupla capta a complexidade do casal Macbeth. Há um jogo de velocidades na forma de dizer o texto, que diversas vezes está quase “cuspido”, juntamente com os passos lentos, corpo retilíneo e teso que os deixam com mais camadas.</p>
<p>É neste trabalho de Frances e Denzel que o público pode captar o caráter dos Macbeth e como eles são pérfidos e cruéis. O que eles sentem não combina com o que eles expõem para os inimigos, nem mesmo na morte, nem mesmo na loucura derradeira. Ainda assim, falta um pouco de tempo para que a dinâmica entre o casal ganhe um contorno maior. Talvez, este seja um dos poucos defeitos do longa, a presença menor da Macbeth e da Lady arquitetando na serenidade e menos no caos.</p>
<p>A loucura dos Macbeth é progressiva, bem como o desespero que vai se instalando na trajetória dele. Aqui não, ela está constante, desde o início da exibição e poderia ganhar uma subida, porque da forma como Joel a adapta em seu texto, a derrota deles já está anunciada e o triunfo soa passageiro demais. Além disso, na metade de <em><strong>A Tragédia de Macbeth</strong></em>, alguns efeitos ficam repetitivos, como as caminhadas para a mudança do enquadramento. Contudo, estas questões não comprometem a totalidade da produção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joel Coen</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Denzel Washington, Frances McDormand, Brendan Gleeson.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/0exRGGBDKoM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>*Dramático aqui no sentido aristotélico.</p>
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		<title>Crítica: O Protetor 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 01:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No universo dos filmes de ação, a existência de sequências é um fator comum entre as maiores produções do gênero. Diversos exemplos multimilionários – como os longas do Universo Cinematográfico Marvel e a franquia Missão: Impossível – comprovam a eficiência de uma continuação bem executada. Nesta quinta-feira (16), o público brasileiro poderá descobrir como a vida de Robert McCall se sucedeu após os eventos de O Protetor (2014). Com Antoine Fuqua e Denzel Washington repetindo os seus respectivos papeis de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No universo dos filmes de ação, a existência de sequências é um fator comum entre as maiores produções do gênero. Diversos exemplos multimilionários – como os longas do Universo Cinematográfico Marvel e a franquia <em>Missão: Impossível</em> – comprovam a eficiência de uma continuação bem executada. Nesta quinta-feira (16), o público brasileiro poderá descobrir como a vida de Robert McCall se sucedeu após os eventos de <em>O Protetor</em> (2014). Com Antoine Fuqua e Denzel Washington repetindo os seus respectivos papeis de diretor e protagonista do longa-metragem, a Sony Pictures promete uma produção mais madura, intensa e repleta de ação.</p>
<p>Genericamente existem dois tipos de resultados alcançados quando o assunto é uma sequência do gênero ação. O primeiro é bem cruel e termina com um fracasso colossal que, normalmente, põe fim a possibilidade de uma continuidade da franquia. Já o outro, é uma tentativa de renovação que pode implicar numa surpresa agradável para os espectadores, fazendo com que a produção ganhe em diversos aspectos – incluindo o aumento do seu potencial de vingar no futuro. A própria franquia <em>Missão: Impossível</em> já viveu ambos resultados. O primeiro aconteceu por conta do fracasso criativo que foi <em>Missão: Impossível II</em> (2000); já <em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> – o mais recente dos longas – foi uma bela surpresa para os fãs da série de filmes e se tornou o melhor dentre as histórias de Ethan Hunt.</p>
<p>Agora em Massachusetts, Robert McCall (Denzel Washington) vive sob um novo disfarce: um motorista de um aplicativo de viagens. Dado como morto por todos do seu passado, McCall segue usando o seu treinamento de agente para salvar aqueles que precisam de ajuda – algumas vezes tendo o auxílio de sua amiga Susan Plummer (Melissa Leo). Por ser a única pessoa que sabe do paradeiro de Robert, Susan vai visitá-lo algumas vezes. Pouco tempo depois da última visita, McCall descobre que sua amiga foi assassinada e agora ele está determinado a encontrar as pessoas que a mataram para fazer com que elas paguem por seus crimes.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9250" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/5502447.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="cena do filme o protetor 2" width="610" height="348" /></p>
<p>Quando se fala de <em>EQ2</em> (abreviação do título original), o resultado é bastante interessante. É evidente o crescimento da produção em diversos aspectos (roteiro, direção, personagens) e esse é o ponto fundamental que eleva a sequência a um patamar acima do seu antecessor. O primeiro longa sobre Robert McCall – que foi baseado numa série de TV da CBS da década de 1980 – contém diversos fatores negativos, como um roteiro confuso e uma narrativa pouco envolvente, que o tornam problemático, aumentando o desafio de fazer uma continuação. Para a surpresa e alegria dos fãs do gênero, o roteirista Richard Wenk deu continuidade à sua história de uma maneira inteligente. A estratégia de aproximar ainda mais o personagem de Denzel foi extremamente eficiente. Durante o novo longa, o público conhece alguém que é muito mais que um vingador/justiceiro; alguém que tem sentimentos mais profundos e é familiarmente humano.</p>
<p>O produto visual final também não deixa a desejar. As cenas de ação são bem coreografadas, mais intensas e coerentes. A direção de Fuqua mostra uma clara evolução de um filme para o outro – em especial na sequência final. Para alavancar ainda mais as cenas, o roteiro permite que Denzel Washington dê o seu melhor dentro da trama, proporcionando – mesmo numa película de ação – momentos belos que só um ator como ele consegue. Além da dramaticidade existente entre as personagens de Denzel e Ashton Sanders – que interpreta Miles Whittaker, o protegido da vez de Robert.</p>
<p>Apesar dos clichês levarem muitos momentos da trama para um lugar comum, a nova dinâmica encontrada pelo diretor e roteirista fizeram que<em> The Equalizer 2</em> (título original) funcionasse melhor que a anterior, criando um resultado satisfatório. A película será um deleite para aqueles que gostam de ação e não será uma tortura para os que não são muito chegados ao gênero, mas assistirão ao longa. O roteiro, portanto, não ganha o espectador pela originalidade ou por surpreendentes <em>plot twists</em>, mas pela maneira como toda a trama é bem desenvolvida e intrigante.</p>
<p><strong>Assista a trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FHPK-tGAYxg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Limite entre Nós</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-limite-entre-nos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2017 23:47:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O saudoso diretor Mike Nichols conseguiu como poucos adaptar um texto do teatro para o cinema estabelecendo um equilíbrio interessante. Em Closer: Perto Demais, Nichols preservou a natureza verborrágica do teatro, mas, ainda que todo o filme girasse em torno do duelo verbal entre seus atores, o diretor entendia as demandas específicas do cinema, realizando as devidas traduções em imagens do seu texto-fonte. Em Um Limite entre Nós falta esta sensibilidade a Denzel Washington, que assumiu não apenas o posto de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O saudoso diretor Mike Nichols conseguiu como poucos adaptar um texto do teatro para o cinema estabelecendo um equilíbrio interessante. Em <i>Closer: Perto Demais</i>, Nichols preservou a natureza verborrágica do teatro, mas, ainda que todo o filme girasse em torno do duelo verbal entre seus atores, o diretor entendia as demandas específicas do cinema, realizando as devidas traduções em imagens do seu texto-fonte. Em <i>Um Limite entre Nós </i>falta esta sensibilidade a Denzel Washington, que assumiu não apenas o posto de protagonista da história que interpretou no teatro como comanda o seu elenco na função de diretor. Quando não traz para si a responsabilidade de pensar audiovisualmente determinadas passagens do texto de <i>Um Limite entre Nós</i>, Washington pode até reverenciar o autor do texto original, o dramaturgo August Wilson, também autor do seu roteiro, e sublinhar o excelente trabalho do seu elenco, boa parte vindo dos palcos, mas esquece de poupar o seu público do exercício de resistência que é assistir ao seu filme, tornando-o uma obra difícil de se acompanhar, ainda que recompensadora em momentos isolados.</p>
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<p>No longa, Denzel Washington interpreta Troy Maxson, um catador de lixo que vive em uma casa simples rodeado por sua família formada pela esposa Rose, papel de Viola Davis, pelos filhos Cory e Lyons e pelo irmão Gabriel. Troy lida com a frustração de não ter conseguido fazer carreira como jogador de beisebol e, enquanto constroi uma cerca no quintal da sua propriedade, lida com alguns conflitos domésticos com Rose e seus filhos. A cerca construída por Troy é uma metáfora que perambula toda a história transformando-a em um drama sobre como é natural ao homem criar demarcações para proteger ou expelir da sua vida aqueles que ama.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7418" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Fences-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p>Em <i>Um Limite entre Nós</i>, Denzel Washington opta por privilegiar na primeira metade do filme uma câmera plana, ao nível dos olhos do espectador, explorando poucos recursos da linguagem cinematográfica. Quando tenta sair desses termos, iniciando seus planos em objetos como quadros ou enquadramentos aéreos, Washington parece não ter um propósito traçado que fundamente tais escolhas. É verdade que na segunda metade do longa, esse problema se ajusta e Washington subitamente parece compreender que a dinâmica de <i>Um Limite entre Nós </i>não pode se restringir ao quintal dos Maxson, variando os cenários, seus enquadramentos e suas movimentações de câmera e explorando um pouco mais o que os recursos audioimagéticos têm a oferecer no estudo dos seus personagens. A questão é que para alguns espectadores tal tomada de consciência do diretor pode ser tarde demais já que o filme é excessivamente moroso quando o assunto é ir no ponto central da sua história.</p>
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<p>O formato &#8220;teatral&#8221;, contudo, tem como mérito destacar o trabalho dos seus atores, que não deixam desperdiçar cada palavra do roteiro de August Wilson. Assim, se há um mérito na direção de <i>Um Limite entre Nós </i>reside no ótimo trabalho que Washington faz com seu elenco, a começar pelo seu próprio desempenho como o protagonista do drama Troy Maxson. Denzel explora todas as nuances desse homem contraditório que assume a centralidade e o controle da sua dinâmica familiar, adotando um código moral próprio que defende com muita segurança em cada situação na qual é confrontado por seus filhos. Ao lado de Washington está essa força da natureza chamada Viola Davis, que oscila entre a fibra e a doçura de Rose Maxson, matriarca da família, uma presença tão importante e inspiradora em cena quanto o intérprete de Troy. Entre os coadjuvantes, os fortes desempenhos de Stephen Henderson, que vive o melhor amigo de Troy, Jovan Adepo, filho do casal, e Mykelti Williamson, intérprete do irmão deficiente mental do personagem de Denzel.</p>
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<p>E como costuma acontecer com frequência no cinema, um elenco afiado faz a gente esquecer eventuais falhas do filme. <i>Um Limite entre Nós </i>acaba se impondo pela força com que Denzel, Viola e companhia tomam as rédeas dos seus personagens. É uma pena que no esforço de privilegiar esse aspecto do filme Washington tenha entendido que era necessário sacrificar seu desempenho como cineasta, quando a história do cinema está aí para provar que a arte dramática pode perfeitamente caminhar junta com a linguagem audiovisual. Não estou cobrando esforços herméticos de um cineasta que quer ser gênio e descamba na figura do realizador pretensioso, mas o mínimo de trabalho de adaptação, afinal é isso que <i>Um Limite entre Nós </i>pretende ser, uma adaptação cinematográfica de uma peça de teatro. O impacto das performances do elenco seguirá intacto, mas o filme não exigia do seu diretor uma anulação tão severa do caráter cinematográfico da obra.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IVBBJw5oFbU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Sete Homens e um Destino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 03:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Denzel Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Homens e um Destino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como Mad Max: Estrada da Fúria, Star [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Star Wars: O Despertar da Força</i>, <i>Caça-Fantasmas </i>e, futuramente, <i>Mulher-Maravilha</i>, conforme sublinha o seu primeiro trailer, são títulos que contemplam como protagonistas personagens que há um tempo atrás não teriam tanto tempo na tela, fazendo com que suas presenças na trama sejam uma pertinente crítica a modelos de representação da antiga Hollywood.</p>
<p>Claro que esta nova perspectiva tem relação com as atuais demandas do mercado vinculadas às palavras de ordem do momento, o &#8220;empoderamento&#8221; e a &#8220;representatividade&#8221;,  não sejamos inocentes. Claro também que parte desse ímpeto não é novo e, em outras ocasiões, minorias foram contempladas (o próprio <i>Sete Homens e um Destino </i>de 1960 é prova disso), mas não com o protagonismo simbólico que elas vêm assumindo nessas fitas que outrora eram representantes do machismo, xenofobia e toda sorte de preconceito dos seus próprios consumidores médios. Fora isso, não interessa se partidariamente você é de direita ou esquerda, representatividade importa e é positivo que as grandes produções, aquelas que são consumidas por muitas pessoas, estejam atentas e alertas sobre tais questões, afinal, elas serão referências para as futuras gerações</p>
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<p>O <i>remake </i>de <i>Sete Homens e um Destino</i>, que, vale sempre frisar, já era um <i>remake </i>de <i>Os Sete Samurais </i>de Akira Kurosawa,<i> </i>surge nessa leva. No seu grupo de justiceiros temos um negro (Denzel Washington, excelente), um irlandês, um índio, um mexicano, um oriental e, por tabela, uma mulher. Todos representantes de estratos que passaram por maus bocados nas mãos do homem branco endinheirado. O grupo chega aqui para cumprir a meta de fazer o seu algoz pagar por anos de humilhação sofridos na construção da América.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6705" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/themag.jpg" alt="themag" width="610" height="348" /></p>
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<p>No final das contas, o novo <i>Sete Homens e um Destino </i>trata de fazer uma reparação histórica. Pela via da representatividade que o filme consegue se destacar e passar longe do estigma de que os <i>remakes </i>são sempre peças vazias de originalidade, propósito e atualização da sua própria história, ou seja, mera reprodução ou simplesmente uma grande mancha no legado e no espírito do seu original. <i>Sete Homens e um Destino </i>consegue ter respeito com os filmes de John Sturges e Akira Kurosawa, mas também encontra seu próprio caminho e não é excessivamente subserviente com o material de origem, realizando as alterações que entende serem necessárias e firmando com muito respeito ao público e aos fãs dos antecessores os seus próprios termos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A premissa do filme se mantém. Um grupo de pistoleiros se reúne para defender um povoado que anda sendo vítima da exploração e dos mandos e desmandos de homens violentos, aqui, comandados por um frio usurpador de terras, interpretado pelo sempre interessante Peter Sarsgaard (de filmes como <i>A orfã </i>e <i>Educação</i>). Diferente do americano de 1960, a versão do diretor Antoine Fuqua (de <i>Dia de Treinamento </i>e <i>Nocaute</i>) não tem como vítima um vilarejo de mexicanos, mas uma comunidade qualquer americana que tem como principal empreendedora da busca por justiça a obstinada viúva Emma Cullen (Haley Bennett). A composição do grupo dos sete justiceiros também é alterada e novos personagens são apresentados nessa versão, o que é bem positivo, por sinal.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como <i>western</i>, <i>Sete Homens e um Destino </i>mostra-se formalmente aplicado. Fuqua preserva as convenções do gênero com as angulações dos seus planos, a lógica e a composição dos planos e contra planos,  os seus jogos de luzes, a sua decupagem e a encenação das suas cenas de ação. Contudo, como já sinalizado linhas atrás, o grande achado da nova versão desta história é toda a sua construção simbólica no entorno desse intuito de reparação, que fica ainda mais claro no destino do vilão do longa.</p>
<p>Mesmo que Quentin Tarantino já tenha realizado isso em um <i>western</i> com <i>Django Livre</i>, por exemplo, continua sendo Tarantino, ele é pop, mas não é do &#8220;paladar&#8221; de todo o público médio que vai ao cinema. Além disso, cá para nós, o filme de 2012 do cultuado diretor tinha um prolongamento desnecessário da sua trama. <i>Sete Homens e um Destino </i>realiza os mesmos propósitos  de maneira igualmente enfática, porém mais simples, acessível a outras plateias e sem as fortes tintas da marca do diretor-autor. É a reparação histórica à serviço do cinema comercial, do <i>blockbuster </i>médio hollywoodiano, envolto pela embalagem de um delicioso entretenimento. Isso é bastante poderoso.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PmpOv2G1WZA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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