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	<title>Arquivos David Corenswet - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Corenswet - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Twisters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 22:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem aí se lembra daquele filme dos anos 1990, com os astros da época Helen Hunt (À Espreita do Mal) e Bill Paxton (O Círculo)? O Twister original era aquele que passava bastante na Sessão da Tarde e sempre tinha a cena da vaca indo pelos ares (literalmente). Agora em 2024, temos uma nova versão com os queridinhos do momento, Daisy Edgar-Jones (Um Lugar Bem Longe Daqui) e Glen Powell (Todos Menos Você), à frente da super produção Twisters. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem aí se lembra daquele filme dos anos 1990, com os astros da época Helen Hunt (<em>À Espreita do Mal</em>) e Bill Paxton (<em>O Círculo</em>)? O Twister original era aquele que passava bastante na Sessão da Tarde e sempre tinha a cena da vaca indo pelos ares (literalmente). Agora em 2024, temos uma nova versão com os queridinhos do momento, Daisy Edgar-Jones (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-lugar-bem-longe-daqui/"><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em></a>) e Glen Powell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-menos-voce/"><em>Todos Menos Você</em></a>), à frente da super produção <em><strong>Twisters</strong></em>.</p>
<p>O diretor Lee Isaac Chung nos traz um trabalho completamente diferente daquele que conferimos em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-minari/"><em>Minari &#8211; Em Busca da Felicidade</em></a>, há alguns anos. Aqui ele imprime toda a veia de ação que ele possa ter, nos oferecendo tensão a todo momento. Ainda assim, conseguimos ver as sutilezas do roteiro nos detalhes, o que nos faz estar cada vez mais envolvidos com os personagens, a cada cena que passa.</p>
<p><strong><em>Twisters</em> </strong>já começa a produção com um grande ápice, que é o acidente que marca para sempre a vida de Kate. Ela é uma caçadora de tornados que vai em busca de uma tempestade e acaba perdendo três de seus melhores amigos no acidente. Anos depois, um dos sobreviventes entra em contato com ela para ajudar a tentar resolver esse problema dos tornados, que causa tantas tragédias e mortes por onde passa.</p>
<p>Neste meio do caminho é que chega Tyler, um cientista youtuber bem diferente do perfil dela, que gosta de televisionar a sua caçada e atrair o público. A antipatia acontece logo de cara e sabemos que ali terá uma relação tensa a ser construída.</p>
<p>Não existe nada de muito inovador no roteito de <strong><em>Twisters</em></strong>. Uma protagonista traumatizada que tem que voltar ao local de seu trauma para lidar com os fantasmas do passado, enquanto um bonitão irreverente chega para atrapalhar a sua caminhada solitária. Então aqui precisamos focar na execução dos fatos, que é bem bacana, diga-se de passagem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18476" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1.png" alt="Twisters" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Eu, particularmente, adoro Daisy Edgar-Jones desde que ela fez a maravilhosa minissérie <em>Normal People</em>. A sutileza da sua atuação, a forma como ela consegue nos convencer de aboslutamente qualquer emoção e a facilidade com que isso acontece, nos envolve com qualquer personagem que ela nos oferece. Ela foi um dos motivos que me animou a ver esse filme, por sinal. O outro motivo foi Glen Powell, que está na crista da onda do momento e também tem muito carisma. Aliás, carisma é o que não falta neste elenco, que oferece ótimas interações e dinâmicas.</p>
<p>O casal principal têm os seus caminhos cruzados a todo instante, forçando um contato que ela não tem o menor interesse. Ele, por outro lado, está curioso com a presença daquela desconhecida. Tudo isso em meio a muitas cenas de ação, que precisamos observar com detalhes. O filme de 1996 foi indicado ao Oscar de Melhor Efeito Visual, deixando a situação deste aqui meio complicada. Mas que bom que investiram bem no CGI, que está bem aplicado. As cenas catastróficas são incríveis e consistentes, fazendo com que o espectador não queira nem piscar para não perder os detalhes.</p>
<p>Além disso, colocar o potencial romance dos protagonistas como plano de fundo para toda aquela ação e perseguição de tornados é uma ótima ideia para nos dar alívio de emoções e nos conectar com aquela história. À medida que <em><strong>Twisters</strong> </em>avança, vamos conhecendo mais aquelas pessoas e entendendo a personalidade de cada um. Sem isso, acredito que seria apenas mais um filme qualquer de ação, daqueles que não esperamos rever depois.</p>
<p>Mas não é esse o caso por aqui. Faltou, no entanto, um pouco mais de coragem da parte de Chung de nos oferecer o ápice do romance. Os protagonistas nos dão uma química incrível e perspicaz, nos fazendo realmente acreditar em todas aquelas emoções que vão surgindo. Mas o roteiro não se dignou a nos presentear com um mísero beijo final, o que é absolutamente frustrante.</p>
<p>Ainda que tenha algumas problemáticas, isso não tira o sucesso do resultado final de <strong><em>Twisters</em></strong>. É um filme cheio de ação, tensão, pitadas de romance e entretém do começo ao fim. Ele tem uma energia bem de filmes de ação dos anos 1990, que eu adoro porque sempre foi uma ótima década para o gênero. Vale muito a pena conferir no cinema!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lee Isaac Chung</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daisy Edgar-Jones, Glen Powell, Anthony Ramos, Maura Tierney, Brandon Perea, Sasha Lane, David Corenswet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9-Vx_AywP7s?si=IPkiWc6moDDwBpnf" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Grandes Hits</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 17:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É curioso como em um pequeno espaço de tempo o público brasileiro teve acesso ao brasileiro Evidências do Amor (cinemas) e Grandes Hits (Star+), duas obras românticas que têm como premissa personagens que fazem uma viagem no tempo através da música, recurso de forte memória afetiva para seus protagonistas. No entanto, enquanto Evidências do Amor assume a rota da comédia romântica, Grandes Hits assume a &#8220;chave&#8221; do drama sobre o luto. Em Grandes Hits, o diretor Ned Benson optou por construir sua história pela ótica de uma protagonista que não consegue superar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É curioso como em um pequeno espaço de tempo o público brasileiro teve acesso ao brasileiro Evidências do Amor (cinemas) e <em><strong>Grandes Hits</strong></em> (Star+), duas obras românticas que têm como premissa personagens que fazem uma viagem no tempo através da música, recurso de forte memória afetiva para seus protagonistas. No entanto, enquanto Evidências do Amor assume a rota da comédia romântica, <em>Grandes Hits</em> assume a &#8220;chave&#8221; do drama sobre o luto. Em <em>Grandes Hits</em>, o diretor Ned Benson optou por construir sua história pela ótica de uma protagonista que não consegue superar a morte trágica do namorado. Através da sua intensa conexão com a música, ela revive algumas memórias desse amor.</p>
<p>No longa, Harriet (Lucy Boynton, de Bohemian Rhapsody) conheceu Max (David Corenswet, o futuro Superman) em um festival de música e viveu com ele uma grande história de amor interrompida por um acidente de carro que o matou e fez a jovem atravessar um coma. Participando de grupos terapêuticos, Harriet conhece David (Justin H. Min, da série Treta), um rapaz que também está passando por um luto. Ela tenta se reconectar com a vida através desse novo relacionamento, mas ainda está presa ao passado  através dessas viagens no tempo toda vez que escuta alguma música marcante na sua história com Max.</p>
<p><em><strong>Grandes Hits</strong></em> sofre de problemas semelhantes que acometeram um trabalho conhecido de Ned Benson, Dois Lados do Amor, romance com Jessica Chastain e James McAvoy que pretendia contar uma história de amor a partir de duas perspectivas, uma da personagem feminina e outra do personagem masculino. Na prática, a ideia resultou em um filme não tão arrojado quanto aparentava. <em>Grandes Hits</em> tem um resultado parecido: grandes ambições quase nunca concretizadas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17978" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-6.png" alt="Grandes Hits" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-6.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-6-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-6-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>No longa, Benson trabalha com a ideia de que a música, ao mesmo tempo em que pode nos transporta para memórias difíceis de lidar, pode curar e construir novas lembranças. Harriet revê o falecido Max a partir das canções que de alguma forma lhe trazem a lembrança do antigo amor e constrói um novo laço com David através de momentos mediados pela música.  Isso não é explorado com tanta veemência pela história e parece estar mais na sua superfície, como algo que borbulha e clama para seu cineasta captar, mas ele acaba não conseguindo efetivamente trabalhar com muita densidade.</p>
<p>A superação do luto da protagonista também não é trabalhada com a complexidade que merecia pelo filme, que prefere ficar na zona de conforto de construções superficiais sobre a temática. O romance de <em><strong>Grandes Hits </strong></em>também sai perdendo quando aquele que deveria ser o casal principal e que mobilizaria maiores sentimentos no público, Boynton e Justin H. Min, não consegue comover o espectador a ponto de rivalizar com a forte química que a atriz exibe quando contracena com David Corenswet. Isso cria um problema considerável no engajamento do espectador com aquela história de amor que deveria inspirar a superação da sua protagonista.</p>
<p>Em mais uma empreitada nas telas, Ned Benson demonstra ser um realizador com ótimas intenções, mas que infelizmente não consegue executar suas ideias na mesma vibração das expectativas que elas geram no espectador. <em><strong>Grandes Hits</strong></em> tem a sensibilidade para estar atento aos caminhos que sua história deve percorrer, mas parece não saber muito bem o que fazer com tantos insights interessantes sobre luto, música e memórias, os grandes motes da sua trama.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ned Benson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lucy Boynton, David Corenswet, Retta, Justin H. Min, Nelly Furtado, Jackson Kelly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/fn9l9rBvbwc?si=vJEUGFaaJb3PAOrA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Como Seria Se&#8230;? (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 19:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fórmula do “e se?”, já vista em produções como De Caso Com o Acaso ou Melinda e Melinda, retorna aqui, nesta nova comédia romântica da Netflix. Na maioria dos aspectos que as suas antecessoras falharam, Como Seria Se&#8230;? consegue acertar e manter o espectador conectado com ambas das suas histórias apresentadas durante toda a projeção. Apesar de possuir alguns defeitos, como encerrar abruptamente a narrativa, o resultado geral do filme é positivo, ficando até um pouco acima da média. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fórmula do “e se?”, já vista em produções como <em>De Caso Com o Acaso</em> ou <em>Melinda e Melinda</em>, retorna aqui, nesta nova comédia romântica da Netflix. Na maioria dos aspectos que as suas antecessoras falharam, <strong><em>Como Seria Se&#8230;?</em></strong> consegue acertar e manter o espectador conectado com ambas das suas histórias apresentadas durante toda a projeção. Apesar de possuir alguns defeitos, como encerrar abruptamente a narrativa, o resultado geral do filme é positivo, ficando até um pouco acima da média.</p>
<p>O maior defeito de obras que possuem múltiplas histórias é que falta um equilíbrio qualitativo. Ao inserir várias tramas e personagens, alguns enredos são mais desenvolvidos do que outros. No que se refere ao plot principal, esse fator não é aparece em <strong><em>Como Seria Se&#8230;?</em></strong> Dividindo o espaço entre as duas possibilidades de trajetória de Natalie (Lili Reinhart), o espectador acompanha a sua vida em uma grande bifurcação sua. De um lado, temos a perspectiva dela se ela tivesse descoberto uma gravidez na noite de sua formatura na graduação e, do outro, se o teste tivesse dado negativo.</p>
<p>A partir daí, são criadas marcas visuais para distinguir as duas realidades, o que é bem útil para guiar o espectador. Natalie grávida é preenchida de melancolia, por isso tons de azul bebê estão espalhados pelo ecrã. Já a Natalie sem neném, que vai para Los Angeles para tentar a carreira de desenhista, tem cores rosadas e alaranjadas nela e ao seu redor, exalando um clima de juventude. São escolhas um tanto clichês, mas funcionam porque estão casadas também com a caracterização de Natalie e na interpretação de Lili.</p>
<p>Seja pelo corte de cabelo, pelas vestes, pelo tom de voz e movimentos corporais feitos por Lili, a composição de uma mesma personagem é modificada pelos caminhos diferentes que ela segue. A transformação interna e externa de Natalie é tão palpável, que são quase duas mulheres distintas, a partir do ponto de virada em seu caminho. A direção de Wanuri Kahiu (<em>Rafiki</em>), juntamente com a fotografia de Alan Caudilo (<em>A Faxineira</em>), conduz que assiste a se aproximar das duas tramas e a sentir as distinções dos dois mundos e todas as particularidades deles.</p>
<p>Através da luz e de enquadramentos cada dinâmica é estabelecida até o momento derradeiro que as bifurcações meio que se encontram e as “Natalies” encerram as suas peripécias. Neste momento em que o tom passa a ser similar novamente, fica nítida a consciência da equipe no que tangem às seleções escolhidas para cada universo. Além disso,  a chave aqui é que, no final das contas, o longa-metragem deseja passar que não importam quais vão ser as decisões e as mudanças feitas pelas pessoas, mas sim como elas lidam com isso e consegue imprimir isto em bom pedaço da história.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15855" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/0629216.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Como Seria Se...?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/0629216.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/0629216.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/0629216.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/0629216.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Durante a projeção, o público pode se deparar com o receio de algum dos destinos de Natalie ser melhor do que o outro ou que surja alguma lição de moral tola, como “filhos são bons” ou o contrário: “não tenha filhos”. Contudo, o que importa de verdade é a protagonista e como ela lida com seus desejos e sonhos, a partir dos desafios que lhe são apresentados. Analisando estas características da obra, ela tem um resultado total positivo, porém, ainda que, no geral, seja uma sessão que prende a atenção e se mostre cuidadosa, alguns detalhes reduzem a sua qualidade.</p>
<p>Principalmente em seu terceiro ato e seu desfecho, alguns pactos que foram estabelecidos com o espectador, como o corte de cabelo de &#8220;Natalie azul&#8221; ser mais curto, são quebrados. Por este detalhe ser modificado mais próximo do final, pode ser um pouco confuso por alguns minutos para algumas pessoas. Esta derrapada na última meia hora do filme também se dá pelas soluções repentinas e fáceis para problemas muito grandes para Natalie e uma pequena perda da personalidade de cada uma delas.</p>
<p>Assim, o longa pode frustrar um pouco, pois a elaborações dos conflitos e dos ambientes que cercam Natalie ganham tempo para serem elaborados, porém as resoluções ocorrem rapidamente, como se, de repente, todos os obstáculos que eram tão grandes para ela desaparecessem. Além disso, as outras três personagens centrais que a cercam (cada namorado de uma realidade e sua melhor amiga) possuem diversas cenas, mas não são explorados a ponto de justificar a inserção das problemáticas vivenciadas por eles dentro da história.</p>
<p>Um exemplo é a situação de Cara (Aisha Dee), a bff de Natalie. Desde do início da exibição é informado que ela não gosta de seu emprego. A repetição deste fato causa a impressão de que ele será utilizado para algo relevante ali. No entanto, não se vê nem ao menos alguma comparação dela com a vida de Natalie ou qualquer outro artifício do tipo. Isto é uma pena, pois Cara é uma personagem com potencial. Mas, mesmo assim, no geral, <em><strong>Como Seria Se&#8230;?</strong></em> vale ser conferida por ser uma dramédia que entende que tipo de obra é, o que quer contar e como.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wanuri Kahiu</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lili Reinhart, Aisha Dee, Luke Wilson, Danny Ramirez, Andrea Savage, Nia Long, David Corenswet, Taylor Murphy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/m6Q-2zvYCGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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