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	<title>Arquivos Chris Hemsworth - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chris Hemsworth - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Critica: Furiosa &#8211; Uma Saga Mad Max</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 11:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Com sua recente exibição no Festival de Cannes e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Furiosa: Uma Saga Mad Max</em></strong> marca o retorno de uma das mais célebres franquias de ação dos cinemas. Chegando aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23), o longa-metragem chama uma legião de fãs ansiosos por mais um capítulo repleto de corridas em desertos, explosões e distopia futurística. O novo filme vem para expandir a história de uma personagem já conhecida pelo público desde <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria (2015)</em></a>. Com sua recente exibição no Festival de Cannes e seus quase 10 minutos de aplausos, é inevitável que se crie ainda mais expectativas no público sobre a nova produção.</p>
<p>É evidente que, quem de fato é fã da franquia, não vai assistir <strong><em>Furiosa</em></strong> por conta do burburinho de Cannes. Existe uma fidelização entre o gênero de ação e seu público muito claro &#8211; como vemos em filmes com os da franquia <em>Velozes e Furiosos (2001-)</em>. Apesar disso, a ideia de expandir a história da personagem-título, antes vivida por Charlize Theron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023) e agora comandada por Anya Taylor-Joy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-menu/"><em>O Menu</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024), gera uma curiosidade. Afinal, quando se fala de um universo distópico tão brutal quanto <strong><em>Mad Max</em></strong>, não se espera nada menos do que essa composição de choques e exageros tão característicos da franquia.</p>
<p>Na cadeira da direção, o público vê, mais uma vez, o retorno de George Miller. Depois de quase 10 anos, o cineasta australiano retorna para sua narrativa cativa que marcou o início de sua carreira. <strong><em>Mad Max</em></strong>, que já tem seus 45 anos, volta aos cinemas com o quinto longa do universo. Dessa vez, a ideia do diretor e roteirista é voltar alguns anos no passado para contar ao público a história da marcante e premiada personagem do filme anterior da franquia. O diretor se mantém fiel a sua essência, talvez com um truque ou outra a mais na manga, mas não foge do esperado com a direção de <strong><em>Furiosa</em></strong>.</p>
<p><em><strong>Furiosa</strong></em> conta a história de origem de sua personagem-título. Dividido em 5 partes, o espectador passa a ver suas desventuras desde o momento que ela se separa de sua família até ir parar na Cidadela, sob os desmandos insanos e cruéis de Immortan Joel (Lachy Hulme). Majoritariamente, a história é centralizada no período em que Furiosa (Anya) vive seu confronto de anos com Dementus (Chris Hemsworth), o responsável por tirar tudo dela, inclusive sua família.</p>
<figure id="attachment_18141" aria-describedby="caption-attachment-18141" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18141" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg" alt="Furiosa: Uma Saga Mad Max (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Furiosa-3.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18141" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Furiosa: Uma Saga Mad Max&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>A ideia, como pontuado anteriormente, é estrategicamente interessante e financeiramente efetiva por conta da fidelidade dos fãs. No entanto, é questionável, para um olhar menos apaixonado pela história, se ela se faz necessária. A sensação que dá ao final do filme é que, assim como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars (2016)</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-han-solo-uma-historia-star-wars/"><em>Han Solo: Uma História Star Wars (2018)</em></a>, <strong><em>Furiosa</em></strong> é mais uma forma de prender o público em um <em>looping</em> de repetições de uma fórmula que já deu certo. No fim, parece que é só mais um jeito de arrancar dinheiro dos fãs de <strong><em>Mad Max</em></strong> com a retroalimentação de algo que parece não sair do lugar.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> é indiscutivelmente bem executado, tal qual seus antecessores. Visualmente falando &#8211; seja na direção de arte como na fotografia &#8211; o resultado do novo filme é tão bem trabalhado como no filme de 2015. Ou seja, no que diz respeito à direção, estética e resultado final do projeto, a nova produção do universo <strong><em>Mad Max</em></strong> é bem feita. As perguntas que ressoam ao final da sessão, no entanto, são: precisava mesmo de mais um filme? A história se faz relevante o suficiente para justificar o retorno à franquia?</p>
<p>É importante destacar, contudo, que o desempenho da dupla principal de artistas é louvável. Ainda que sem o mesmo impacto de Charlize, Anya deixa a sua marca e tem cenas fortes &#8211; especialmente no final de <em><strong>Furiosa</strong></em>. Da mesma forma, Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>, de 2022) entrega um trabalho surpreendente por se distanciar de seus desempenhos mais conhecidos. Apesar de proporcionar esses momentos interessantes e de ter uma estética e visualidade bem elaboradas, o longa não vai além disso. Não há nada demais no roteiro co-escrito por Miller e Nico Lathouris (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, de 2015). A produção parece não correr riscos e se mantém apenas bebendo do que já foi feito durante a franquia.</p>
<p><strong><em>Furiosa</em></strong> está longe de ser um filme ruim &#8211; especialmente para os fãs do cinema de ação -, mas tudo aquilo que Miller conseguiu trazer de diferente em <em>Estrada da Fúria</em> se perde aqui. Assim como nos primeiros filmes da franquia, esta narrativa foca mais na imagem do que na força da construção do texto (e aqui não me refiro aos diálogos, mas na construção do roteiro) e dos contextos dos personagens, vivendo apenas do seu antecessor direto. A sensação que fica é que a produção não inova em absolutamente nada, a não ser em novas possibilidades esdrúxulas de mortes, explosões e capotamentos de carros durante as cenas de perseguição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George Miller</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke e Alyla Browne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GZ01fSgExeU?si=RaJzk6tInSRxo_eg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Amor e Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 20:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório de mais de 20 filmes. Penso que ainda que um universo seja criado (e isso é algo muito bacana), os filmes precisam andar com as próprias pernas para se tornarem mais perpétuos no mundo cinematográfico.</p>
<p>Dito isso, <strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> traz o herói Thor depois dos eventos do último filme dos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores</em></a>, acompanhado do grupo de Guardiões das Galáxias, explorando o universo e salvando quem ele consegue. Mal sabe ele que um vilão surge a partir de uma atitude egoísta de um deus que lhe nega a misericórdia divina. Esse antagonista é ninguém menos que Christian Bale (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>), no papel do temido Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Enquanto isso, sua antiga paixão Jane está lutando com um câncer avançado na Terra. Thor atende ao chamado de um deus em perigo e descobre toda a tramoia de Gorr. Com isso, recorre ao Rei Valquíria (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-identidade-netflix/"><em>Identidade</em></a>), que está no comando da Nova Asgard.</p>
<p>Como se é esperado da franquia de Thor, a comédia é a régua principal das cenas. Ainda que eu ache que passaram do ponto em alguns momentos, no geral o filme consegue equilibrar bem este formato, deixando espaço para os dramas e romances necessários. Romance esse que precisaria de um pouco mais de aprofundamento entre ele e Jane. Senti falta de mais olho no olho, mais intensidade entre o casal. Talvez um pouco menos de comédia resolvesse essa questão. Ainda assim, existe uma dosagem boa entre os gêneros.</p>
<p>Natalie Portman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vox-lux-o-preco-da-fama/"><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></a>) está muito bem reassumindo um protagonismo na pele de Jane. Forte e determinada, ela veste bem o lado de Poderosa Thor, deixando Thor surpreso com seu surgimento. Surgimento esse, aliás, que carecia um pouco mais tempo para explicação, já que a narrativa de que o martelo foi salvá-la cai por terra quando descobrimos que ele, na verdade, está sugando seu último centavo de vida. A sua química com Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) segue sendo um bom acerto, ainda que a diferença absurda de altura tenha que ter sido minimizada por banquinhos em gravações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15647" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg" alt="Thor: Amor e Trovão" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E do que seria de um filme sem um bom vilão? Aqui Bale entra perfeitamente como o vil Gorr. De fato, as cenas são assustadoras e ele conota todo o medo necessário para aquela circunstância. Sempre em meio às sombras, com características que remetem à escuridão, ele é o próprio pavor em pessoa. A sua transformação no vilão é incrível de se ver, com tamanha dedicação do ator em encarnar cada momento do personagem. É um dos pontos de equilíbrio que falei ali acima sobre humor e outras temáticas.</p>
<p>Esta parte do humor, por sinal, tem várias nuances. Ciúmes de martelos e até cabras berrantes (elas são maravilhosas), todos os detalhes trazem a leveza que já é pertinente ao Thor. Até mesmo o surgimento de novos personagens traz um pouco disso, como é o caso de Zeus de Russel Crowe (<em>Dois Caras Legais</em>). Ele está tão natural quanto poderia assumindo a arrogância e superioridade de Zeus. Esta parte, inclusive, rende cenas bem engraçadas com o físico de Thor pelado.</p>
<p>O roteirista e diretor Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>) fez bom uso de seu tempo, elenco e artifícios, criando um longa melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, que perdeu a mão em alguns aspectos. Temos humor, drama, romance, intensidade, tudo imerso em uma trilha sonora maravilhosa que já virou uma tradição na Marvel. É gostoso e leve de assistir, tornando-se um entretenimento despretensioso e acertado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Taika Waititi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe, Jaimie Alexander, Chris Pratt, Dave Bautista, Melissa McCarthy, Matt Damon, Sam Neill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CTG7omQnS2Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 19:54:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum blockbuster para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia MIB: Homens de Preto, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como Caça-Fantasmas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em>. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum <em>blockbuster</em> para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia <em>MIB: Homens de Preto</em>, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como <em>Caça-Fantasmas</em> ou <em>Jurassic Park</em>. Enfim, a existência de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em> no circuito de lançamentos é a confirmação de que o cinema de estúdio hollywoodiano está atirando para todos os lados mesmo e sequer está criando algo novo.</p>
<p>Na continuação, a mesma dinâmica de sempre entre o novato e o agente experiente, sendo que agora a questão de gênero parece assumir relevo. No lugar de Smith e Lee Jones, o público tem Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam comprovado química em <em>Thor: Ragnarok</em> e <em>Vingadores: Ultimato</em> da Marvel &#8211; mais uma prova da preguiça do estúdio, que, dando prosseguimento à reciclagem de ideias também escala Liam Neeson para viver um tipo de personagem para o qual tem sido chamado desde <em>Batman Begins</em>. O casal principal basicamente vive em cena a tensão e a divergência de temperamentos que já vimos em protagonistas de gêneros opostos em outros filmes do gênero.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10690" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como se não bastasse a falta de originalidade na escalação do elenco e na concepção dos personagens, a trama de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong> </em>também não ajuda muito. Passamos parte da projeção nos perguntando qual seria propriamente o <em>plot</em> do filme para descobrirmos então que ele versa sobre a presença de um agente infiltrado na instituição (mais óbvio impossível). Assim, fica difícil enxergar fôlego na longevidade de uma franquia que já nasce com tanta preguiça criativa.</p>
<p>É tanta má vontade e displicência com o público que, como espectador, não dá para perdoar o estúdio por entregar um caça-níqueis tão &#8220;qualquer coisa&#8221; como esse. Ninguém precisava de um novo MIB e o longa comprova isso, mas parece que qualquer discernimento escapa à lógica da Sony ao acreditar demais que esse tipo de lançamento, simplesmente pelos seus atrativos mais aparentes (trama padrãozinha <em>blockbuster</em>, elenco da Marvel etc) bastam para fazer dinheiro, quando a história recente do cinema americano prova o contrário. Vai entender!</p>
<p><strong>Direção:</strong> F. Gary Gray<br />
<strong>Elenco:</strong> Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Liam Neeson, Emma Thompson, Rafe Spall, Rebecca Ferguson, Jess Radomska, Beau Fowler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3lMGr3OuUG0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 12 Heróis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 12:01:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que o pós-11 de setembro e a guerra no Afeganistão inspira um nicho de produções cinematográficas em Hollywood com seus inúmeros recursos e estratégias narrativas. 12 Heróis é um dos tantos títulos que integram essa lista e tem preocupações semelhantes às dos seus &#8220;irmãos&#8221; de origem. Construindo a jornada de um grupo de soldados americanos que partem na primeira missão de caça aos responsáveis pelo atentado terrorista às torres gêmeas em Nova York, 12 Heróis enaltece o heroísmo e toda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não é de hoje que o pós-11 de setembro e a guerra no Afeganistão inspira um nicho de produções cinematográficas em Hollywood com seus inúmeros recursos e estratégias narrativas. <i>12 Heróis </i>é um dos tantos títulos que integram essa lista e tem preocupações semelhantes às dos seus &#8220;irmãos&#8221; de origem. Construindo a jornada de um grupo de soldados americanos que partem na primeira missão de caça aos responsáveis pelo atentado terrorista às torres gêmeas em Nova York, <i>12 Heróis </i>enaltece o heroísmo e toda sorte de virtude dos seus protagonistas ianques, não escondendo em momento algum suas principais intenções.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme é dirigido por Nicolai Fulgsig, dinamarquês que tem pouquíssimo trabalho no currículo e praticamente estreia nesse título. A condução é protocolar e o que interessa mesmo em <i>12 Heróis </i>em termos de assinatura é a produção do &#8220;Midas&#8221;<i> </i>dos <i>blockbusters </i>Jerry Bruckheimer (<i>Piratas do Caribe</i>) e o roteiro de Ted Tally e Peter Craig. O roteiro de <i>12 Heróis </i>apela para toda sorte de clichês e frases de efeitos, dos discursos inflamados sobre honra e a essência do herói às atitudes altruístas do protagonista, o australiano Chris Hemsworth, um grande &#8220;lugar comum&#8221; nessa história dando vida ao capitão Mitch Nelson, que atualmente tem um monumento em sua homenagem no local do antigo World Trade Center.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8778" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/12-herois.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os demais personagens do longa, interpretados por atores do calibre de Michael Peña e Michael Shannon, também não têm muito brilho, todos são simplificados por suas funções, ações e informações esparsas sobre o seu passado. As situações criadas para eles são ainda mais previsíveis, da tomada de consciência do herói a respeito do verdadeiro contexto do conflito ao clímax enfrentado pelo grupo que comanda. Ao final da sessão, é triste constatar o estágio que o cinema chegou no tratamento de questões tão sérias como o terrorismo e os conflitos internacionais desde então. A urgência é convertida num espetáculo que aparenta ter algo de crítico a dizer sobre as coisas, mas no fundo tudo é produto, o que não é um problema em outras circunstâncias, porém quando surge assim&#8230;</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>12 Heróis</i> tem uma produção de grande porte, fazendo com que as tomadas no deserto e as cenas de ação despertem um relativo apelo visual para o espectador, mas nada que tire do longa a sensação de  uma experiência maçante para o público. O filme não faz absolutamente nada para tornar-se mais fluido ou ameno. Tudo nesta história sobre a guerra a trata na superfície, sendo mais um pretexto para enaltecer valores e ideias que encobrem os problemas mais graves do conflito, utilizando um relato e personagens reais como &#8220;bode expiatório&#8221; para um entretenimento de apelo questionável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0Q9W9vgLa58" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Caça-Fantasmas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 19:25:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cercado por ceticismo, aversão às protagonistas femininas e apego exagerado ao material original, a jornada de Caça-Fantasmas até o seu lançamento nos cinemas não foi nada fácil. A versão de 2016 para a franquia que virou fenômeno pop na década de 1980 e 1990 teve um dos trailers mais repudiados do ano, gerando comentários misóginos e mais de 500 mil unlikes em sua versão disponibilizada no YouTube. Para a felicidade de muitos, Caça-Fantasmas conta com um diretor como Paul Feig (de comédias imperdíveis como Missão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cercado por ceticismo, aversão às protagonistas femininas e apego exagerado ao material original, a jornada de <i>Caça-Fantasmas </i>até o seu lançamento nos cinemas não foi nada fácil. A versão de 2016 para a franquia que virou fenômeno pop na década de 1980 e 1990 teve um dos trailers mais repudiados do ano, gerando comentários misóginos e mais de 500 mil <i>unlikes </i>em sua versão disponibilizada no YouTube. Para a felicidade de muitos, <i>Caça-Fantasmas</i> conta com um diretor como Paul Feig (de comédias imperdíveis como <i>Missão Madrinha de Casamento </i>e <i>A Espiã que sabia de menos</i>) no comando, conseguindo dar a melhor resposta que a onda de desaprovação precoce e, em sua maioria, injustificada, poderia receber através de um filme que não só é um dos longas mais  divertidos desta temporada modorrenta de <i>blockbusters</i> como, em muitos momentos, consegue ser mais forte que o original, se o espectador não tiver tanto vínculo afetivo assim com os filmes da década de 1980.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Caça-Fantasmas, </i>Kristen Wiig interpreta Erin Gilbert, uma professora da Universidade de Columbia que começa a vislumbrar uma posição melhor como acadêmica, mas tem como obstáculo a popularidade de um livro sobre fantasmas que escreveu anos atrás junto com a sua melhor amiga, Abby Yates, personagem de Melissa McCarthy. Para dar seguimento aos seus planos de carreira, Erin tenta convencer Abby a retirar o livro de circulação, mas descobre que a amiga está utilizando o retorno financeiro que obtém com a republicação da obra para reativar um antigo sonho das duas. Junto com Jillian Holtzmann, de Kate McKinnon, e Patty Tolan, interpretada por Leslie Jones, Erin e Abby descobrem que podem enfim comprovar a existência de fantasmas entre nós e que salvar o mundo e a cidade dos perigos que eles representam pode ser a grande missão das suas vida.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Os Caça-Fantasmas</i> de 1984 e sua continuação de 1989 foram produtos marcantes para uma geração, com uma série de elementos da franquia original fazendo parte da cultura pop (o tema musical de Ray Parker Jr, a logomarca do grupo, o fantasma Geleia, o homem de marshmallow) e sua conversão em uma série de subprodutos como games e uma série de desenho animado. O grande mérito desta nova investida, portanto, foi conseguir se desvencilhar, ainda que timidamente, de todo este forte legado e criar um terreno próprio para o estabelecimento de uma nova franquia. <i>Caça-Fantasmas</i> de Paul Feig é um longa com méritos que são só seus e do seu carismático e interessante novo elenco.</p>
<p>Antes de adentrarmos no novo longa da franquia, precisamos fazer um parênteses. Mesmo que tenha respeito por todo o legado deixado por Ivan Reitman e seus dois filmes, a franquia <i>Caça-Fantasmas </i>nunca foi algo pelo qual tive muito afeto e isso é uma perspectiva pessoal sobre a obra. Os filmes protagonizados por Bill Murray e cia estiveram presentes na minha vida através das suas reprises na televisão e seus inúmeros ícones, mas não foi algo particularmente marcante. Sei que muitos que também viveram suas respectivas infâncias nos anos de 1980 e início dos anos de 1990 não irão compartilhar a mesma percepção, mas preciso deixar claro isso antes de defender um juízo sobre este longa que me conquistou em definitivo. Muito mais do que os seus antecessores até.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6427" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/ghostbusters-pics-chris-hemsworth-pic.jpg" alt="ghostbusters-pics-chris-hemsworth-pic" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme de Paul Feig é um título que não esquece as suas origens, lotando a sua projeção com diversas dinâmicas, momentos, elementos e personagens que nos remetem aos filmes de Ivan Reitman, até atores dos originais como Bill Murray, Dan Aykroyd e Sigourney Weaver poderão ser vistos ao longo do filme interpretando outros personagens e podem ficar tranquilos que isso não fere em nada o legado do <i>Caça-Fantasmas </i>original. Por um lado, o filme de 2016 acerta ao ter consciência de que é um produto derivado, com todos os seus prós e contras inerentes. Esta consciência, por vezes, até prejudica o filme pois está claro que ele não precisa da nostalgia como muleta de segurança para caminhar sozinho. O trabalho de Feig e seus atores tem recursos próprios e sabe se divertir com a história que tem em mãos sem precisar voltar muito ao passado, com a exceção de um ou outro elemento inevitável, como é o caso da música tema de Ray Parker Jr..</p>
<p>Paul Feig consegue captar o tom do &#8220;filme pipoca&#8221; com uma certa autonomia, algo cada vez mais em falta na temporada de <i>blockbusters</i>, tomada por títulos que ou se levam muito à sério ou são completamente genéricos e vivem exclusivamente dos seus referenciais do passado e de suas versões em outras mídias. O realizador de <i>Caça-Fantasmas</i> faz uma comédia de ação que é divertida do início ao fim. Há um equilíbrio interessante entre as sequências de ação e comédia que garantem a simpatia do longa com o público e tudo é guiado com maestria por um elenco que possui muita química quando está junto, seja no campo de batalha contra as almas penadas, seja quando protagoniza cenas cotidianas na sede do grupo localizada agora em um restaurante chinês (uma pena que lá pelas tantas eles joguem fora esta bem-vinda mudança de ares para retornar ao QG do corpo de bombeiros em reverência ao original). Assim, parte do êxito do realizador vem do seu elenco, que consegue cativar o público com muita facilidade. Tanto o quarteto de caça-fantasmas com longa trajetória no humor formado por Melissa McCarthy e pelas expoentes do show de TV <i>Saturday Night Live</i> Kristen Wiig (que já tinha trabalhado com Feig e Melissa em <i>Missão Madrinha de Casamento</i>), Kate McKinnon e Leslie Jones, quanto o assistente bobalhão vivido Chris Hemsworth (uma escalação certeira da equipe) se esbaldam em um filme que honra o puro e despretensioso entretenimento.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Caça-Fantasmas </i>pode até ter a sua queda de fôlego no início do terceiro ato e perder um pouco do seu ritmo de ação, mas <i>Os Caça-Fantasmas </i>de 1984 também tinha os mesmos problemas, e quando você se depara com um filme que te oferece tanto senso de diversão até mesmo em seus créditos finais (não saiam da sala sem vê-lo), releva-se a mais humana das derrapadas. O que fica como registro não são os eventuais tropeços, comuns a maioria dos filmes, com raríssimas exceções, diga-se de passagem, mas a química entre o elenco e o êxito de Paul Feig em entregar uma comédia repleta de <i>timing</i> e que não apela para recursos fáceis (e de mau gosto) como a escatologia, o preconceito etc. No universo próprio que <i>Caça-Fantasmas </i>consegue criar, ainda que vez ou outra se intimide com a sombra do original, o longa ainda é auto-referencial e faz piada com o próprio episódio da onda de <i>haters </i>que seguiu a divulgação do trailer no YouTube. O episódio revela o humor e do senso de diversão que o filme consegue imprimir durante toda a sua projeção, mas também que o que de fato ficará de toda esta história é a ótima impressão que o longa em si deixa no público.  Como sempre, o que fica é um filme cujo ótimo resultado fala por si só.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/embR_e7WvEg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Caçador e a Rainha de Gelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 17:17:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[O Caçador e a Rainha de Gelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sendo uma continuação da história do longa Branca de Neve e o Caçador, este filme traz uma nova perspectiva, focando na história do Caçador e da Rainha Má. O que sinceramente é bom de várias formas, porque além de dar mais espaços para personagens mais interessantes, tira o foco daquela dicotomia absurda de Branca de Neve ser mais bonita que a Rainha Má, sendo que Kristen Stewart não é nem de longe mais bela que Charlize Theron. A história mostra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo uma continuação da história do longa <em>Branca de Neve e o Caçador</em>, este filme traz uma nova perspectiva, focando na história do Caçador e da Rainha Má. O que sinceramente é bom de várias formas, porque além de dar mais espaços para personagens mais interessantes, tira o foco daquela dicotomia absurda de Branca de Neve ser mais bonita que a Rainha Má, sendo que Kristen Stewart não é nem de longe mais bela que Charlize Theron.</p>
<p>A história mostra Ravenna (Charlize Theron), a Rainha Má, e sua irmã Freya (Emily Blunt) governando o reino com o auxílio do espelho mágico. Em dado momento a personagem de Blunt engravida de um rapaz da baixa corte e enfurece Ravenna, que descobre que a criança que vai nascer será mais bonita do que ela. Com raiva, ela manda matar a criança e faz Freya acreditar que foi o seu grande amor que cometeu o assassinato. Decepcionada, Freya acaba descobrindo seus poderes de gelo e foge do reino para governar longe de todos. Ela passa então a recrutar crianças para criar um exército invencível e ir conquistando cada vez mais terras.</p>
<p>Sim, também achei que parece um pouco com <em>Frozen</em> e Elsa. Na verdade, bastante. E isso me incomodou profundamente por um tempo, enquanto não havia um desenvolvimento maior. Claro que depois que a história foi se desenrolando, o espectador acaba esquecendo isso e entrando na narrativa. Mas ainda assim, é impossível não ver as semelhanças (poder de gelo, foge do reino para um castelo de gelo distante, duas irmãs, etc). Vale ressaltar que tudo isso se passa antes da história da Branca de Neve do primeiro filme. Uma das crianças recrutadas por ela é Eric (Chris Hemsworth), que se tornará o Caçador.</p>
<p>A história depois é avançada para depois do tempo do primeiro longa. Ravenna está morta, o Caçador fugiu por conta da determinação de que ele não poderia se apaixonar, a Guerreira (Jessica Chastain), que era o grande amor de Eric, também morreu e Freya está lá conquistando terras.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5925" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/142411.jpg" alt="142411" width="610" height="348" /></p>
<p>Muitas coisas incomodam no longa, mas ele não deixa de ser bom por isso. A primeira coisa e a mais notória é a ausência da Branca de Neve. Sim, em tese é uma continuação do filme <em>Branca de Neve e o Caçador</em>, mas a personagem não está nesse filme. Eles fazem breves referências a ela e mostram uma cena de costas, mas só. Kristen Stewart foi deixada completamente de lado. Não que eu não tenha gostado, mas acredito que tinha espaço para a personagem.</p>
<p>O protagonismo do longa também fica um tanto confuso. Embora seja do Caçador, as três protagonistas femininas ficam se revezando neste papel e em alguns momentos fica estranho. Mas pelo lado positivo, conseguimos curtir essas excelentes atrizes quase que igualmente. Aliás, que elenco! Charlize segue dando aquele show que acompanhamos na primeira película, nos deslumbrando não apenas com sua beleza, mas com sua assertividade na atuação. Ainda acrescentaram Jessica Chastain que é igualmente maravilhosa e Emily Blunt, que embora tenha um perfil um pouco diferente das demais, consegue roubar a cena com a mesma facilidade. O Caçador acaba sendo um pouco secundário, apesar de apresentar um bom trabalho. Isso dá um pouco de desequilíbrio na atmosfera, mas nada que prejudique o todo.</p>
<p>Em um mundo de fantasia e conto de fadas, a história vai se desenrolando com fluidez e facilidade, atraindo cada vez mais o espectador. O resultado acaba sendo superior ao primeiro longa, na minha análise. O enredo tem muita convicção, mesclando romance com ação e dosando muito bem cada gênero. Os detalhes, como os trajes e os cenários,fazem toda a diferença e dão ainda mais força ao filme. Vale muito a pena conferir no cinema!</p>
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