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	<title>Arquivos Chadwick Boseman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chadwick Boseman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Voz Suprema do Blues (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 22:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Voz Suprema do Blues é mais uma produção da Netflix a disputar o Oscar 2021 em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (As Viúvas) e o saudoso Chadwick Boseman (Pantera Negra) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio. É difícil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> é mais uma produção da <em>Netflix</em> a disputar o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em várias categorias (Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção). Com Viola Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) e o saudoso Chadwick Boseman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>) no elenco principal, o longa acompanha a temperamental cantora Ma Rainey durante a gravação de um álbum, na companhia de seu trompista Levee e em constante tensão com a gerência branca do estúdio.</p>
<p>É difícil começar falando de qualquer outro ponto do filme que não sejam as atuações brilhantes do elenco, especialmente da dupla principal. Viola se dedica de corpo e alma a todos os papéis que atua, mas nem sempre está presente nos melhores projetos (inclusive é algo que precisa ser contestado urgentemente). Então não é sempre que ela tem a oportunidade de mostrar o quão maravilhosa e profissional é, enchendo os olhos do espectador em todas as cenas.</p>
<p>Ma é famosa, personalidade forte, corre atrás do que quer e dificilmente recebe um não como resposta. Já Levee tem uma personalidade parecida, porém mais sonhador e determinado a se tornar mais reconhecido na sua profissão, que é um dom. Juntos, mesmo que a maior parte do tempo separados, eles protagonizam discussões importantes sobre o racismo enraizado da época, especialmente no meio artístico e musical. Esse é o foco principal do filme, inclusive, tornando-se uma temática bastante atual e necessário no momento em que vivemos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13881" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg" alt="A Voz Suprema do Blues" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/FILME-A-VOZ-SUPREMA-DO-BLUES-19.jpg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Boseman, que já estava bastante debilitado na época da filmagem e apresenta um perfil físico bem diferente do que vimos em <em>Pantera Negra</em>, se dedica como o papel de sua vida. Não é fácil superar Viola Davis, mas ele consegue fazer isso em muitos momentos, chamando todos os holofotes para si e nos apresentando uma performance impecável e comovente.</p>
<p>O diretor George C. Wolfe (<em>Um Momento Pode Mudar Tudo</em>), conhecido dos palcos da Broadway, conseguiu equilibrar a ambientação característica dos anos 1920 em Chicago, com as temáticas que são inseridas, como racismo e o jazz como força de afirmação do negro da época. Vemos isso nos detalhes, como no momento em que o personagem de Chadwick compra o sapato novo para a apresentação. Embora seja uma história real, não há intenção aqui de ser um longa biográfico. E é uma escolha acertada que o cineasta faz, ao trazer a sua experiência de teatro para dar o tom do filme.</p>
<p>A história em si pode até seduzir o espectador, mas definitivamente não é o maior atrativo, por passear em pontos comuns que já vimos em tantos outros longas. As atuações, sim, são a alma e a essência de <em><strong>A Voz Suprema do Blues</strong></em> e são essas as indicações que merecem nossa atenção. A grande probabilidade é de que Boseman receba um Oscar póstumo, assim como já foi justamente premiado pelo Globo de Ouro. Vale muito a pena este último tributo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> George C. Wolfe<br />
<strong>Elenco:</strong> Viola Davis, Chadwick Boseman, Colman Domingo, Glynn Turman, Jeremy Shamos, Taylour Paige, Jonny Coyne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HkRE1vBs-lY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pantera Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2018 20:19:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pantera Negra é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente. Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pantera Negra</em> é um dos melhores filmes da Marvel, definitivamente. E isso se apresenta muito cedo, de maneira bem clara. Elenco, roteiro, trilha sonora. Tudo isso funciona como uma orquestra bem ensaiada. Sendo assim, qualquer clichê que possa, porventura, surgir, é rapidamente esquecido, já que o produto final é excelente.</p>
<p>Diferente dos últimos filmes da Marvel, este é mais maduro e bem construído. O enredo é muito interessante e atrai o espectador, indo muito além de tiros e explosões. Existe uma construção de narrativa coesa, que dá ao protagonista a força que ele precisa na história. Além disso, os coadjuvantes são muito bem explorados, tornando o todo ainda melhor.</p>
<p>O elenco é um ponto muito forte do longa. No protagonista temos Chadwick Boseman que traz muita força ao personagem e sua história. É como se ele tivesse nascido para esse papel. Mas maravilhoso mesmo é o elenco feminino agregado que se destaca mais que o principal em diversos momentos. Lupita Nyong&#8217;o está excelente no papel, mas quem rouba a cena é Danai Gurira com uma personagem forte, marcante e cheia de representatividade feminina. Ela brilha em todas as cenas e o espectador fica torcendo para que ela apareça cada vez mais. Destaque importante também para Letitia Wright que faz a irmã do protagonista e é de uma naturalidade tão grande e divertida, que se torna apaixonante.</p>
<p>Temos ainda os veteranos Angela Basset e Forest Whitaker que funcionam como uma base de apoio para o elenco principal e mais composto por novatos. Eles aparecem em poucos momentos, mas em cenas importantes para compor a história e dar ainda mais força ao filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8690" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/298494.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Especialmente por isso, <em>Pantera Negra</em> tem uma representatividade muito forte. Mais de 90% do elenco e produção é composto por negros, além de um discurso de personificação cultural marcante. É preciso ter espaço para todos no cinema, em papéis importantes e não apenas secundários. É fundamental ter negros fazendo papéis de heróis e não apenas de escravos. É como disse Viola Davis certa feita: &#8220;é preciso ter papéis escritos para negros para que nós possamos nos destacar&#8221;. E esse filme é a tradução desta necessidade e o resultado não poderia ser mais maravilhoso.</p>
<p>O roteiro é muito bem escrito e conduzido. Tem alguns clichês, é bem verdade, mas como disse inicialmente, esse detalhe é esquecido. As construções narrativas são bem feitas e compostas de maneira a levar o espectador para a próxima cena. Tudo muito bem conectado, sem deixar nenhum fio solto. Além disso, o vilão é interessante e bem trabalhado. Ele não é apenas mau. Ele tem todo um histórico por trás que &#8220;justifica&#8221; suas ações e tentativas de frustrar o sucesso do mocinho.</p>
<p>As músicas da trilha sonora, por parte do artista Kendrick Lamar, também complementam muito bem o contexto do enredo, tornando o produto final ainda mais empolgante. Aliás, esse é um adjetivo que cabe muito bem ao longa. Empolgante!</p>
<p><em>Pantera Negra</em> é um filme muito bom e necessário, que veio para marcar uma fase importante de representatividade no cinema e no mundo. Com certeza ficará na história e isso é fundamental. É um presente para o espectador e fã dos longas da Marvel.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wL4a4MafSjQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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