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	<title>Arquivos Carey Mulligan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Carey Mulligan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Maestro (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 16:23:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecer sobre as técnicas cinematográficas é diferente de saber quando e como as utilizar. Mais ainda, a sensibilidade e o estudo para entender onde e qual o motivo de aplicar certas conduções na direção é o que faz com que o talento de cineastas seja percebido. Bradley Cooper se encaixa no caso daqueles que parece ter aprendido o que são as ferramentas do audiovisual, mas que ainda não chegou a conseguir refletir sobre elas.  Assim, Maestro é um resultado desastroso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer sobre as técnicas cinematográficas é diferente de saber quando e como as utilizar. Mais ainda, a sensibilidade e o estudo para entender onde e qual o motivo de aplicar certas conduções na direção é o que faz com que o talento de cineastas seja percebido. Bradley Cooper se encaixa no caso daqueles que parece ter aprendido o que são as ferramentas do audiovisual, mas que ainda não chegou a conseguir refletir sobre elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, <strong><em>Maestro</em> </strong>é um resultado desastroso, equivocado e egoico. Por que? </span><span style="font-weight: 400;">Porque há um desespero escorrendo pela tela. A vontade que Bradley tem de parecer genial leva toda a sua equipe ao erro completo. A começar pelo próprio roteiro de Cooper – escrito ao lado de Josh Singer. Falta nele investigar as motivações das personagens e seus sentimentos. Falta conectar os acontecimentos para que eles causem emoções na plateia. Falta exemplificar e mostrar quem foi Leonard Bernstein e sua obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falta tudo narrativamente falando, sobretudo coesão. Em um jogo de ideias, <strong><em>Maestro</em> </strong>é um grande <em>brainstorm</em> textual. Ainda que seus diálogos sejam bem elaborados, eles não combinam com a correria dos acontecimentos, com os saltos temporais, que não possuem ligação. É curioso que existe um amontoado de situações dentro do longa-metragem, porém ele é repetitivo. A trama quase não anda, reiterações barulhentas ocorrem a todo tempo e o espectador pode se sentir subestimado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sequências parecem as mesmas desde o início da projeção e pouco é acrescentado em relação àquele universo ficcional. Para completar o roteiro confuso, existe a direção, que é ainda mais caótica. Bradley Cooper queria ser genial. Ele parece implorar ao público a todo momento: “Por favor, me achem genial”.  </span><span style="font-weight: 400;">Com movimentações de câmera, várias angulações, mudanças de temperatura, coreografias e mise-en-scéne cheia, Bradley colocou tudo em cena e esqueceu que o filme não era um show de talentos, no qual ele deveria mostrar o que aprendeu a fazer.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17602" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5.png" alt="Maestro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É um filme. E um filme precisa de história amarrada, que prenda a atenção. Como fazer isso se não há respiro, se não há espaço para que nada seja desenvolvido? Com sequências abarrotadas de atores, quase sempre há burburinho, rotação de câmera etc. </span><span style="font-weight: 400;">É a famosa confusão de que ritmo é velocidade e Cooper corre bastante, nada muito, mas morre na praia. E a sua interpretação de Bernstein é a cereja do bolo. Como se já não bastasse toda a artificialidade do roteiro e da direção, Bradley Cooper consegue demonstrar incompetência até no que ele é bom. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seu Leonard Bernstein é uma representação infantil, caricata, um holograma de um ser humano e é embaraçante de observar. </span><span style="font-weight: 400;">Assim como a estrutura narrativa da produção, o papel feito por Cooper não tem gradação, nuance, camadas. É aceleração por aceleração, deixando que não se construa uma relação basilar para o funcionamento de uma ficção, que é a dinâmica público x protagonista. Não é possível sentir quem é aquela figura, quais são seus sonhos, pensamentos etc. Tudo fica na superficialidade e apenas duas atrizes se salvam neste contexto artificial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Carey Mulligan (Felicia Montealegre) quando Sarah Silverman (Shirley Bernstein) entregam interpretações dignas, com alguma profundidade e equilíbrio tonal. Carey, provavelmente por apresentar mais espaço na trama, revela algumas contradições na sua própria construção, tanto no corpo como na fala, como na passagem temporal, quando se vê os filhos de Felicia e Leonard de crianças a adultos. </span><span style="font-weight: 400;">Contudo, as falhas de Carey soam como vindas da má escrita do roteiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atriz parece lutar intensamente para fazer o melhor trabalho possível, mas com dificuldades em explorar a profundidade que ela criou, pois a mesma não está impressa dentro do longa, somente em Mulligan. Assim, apresentando desconexões e desequilíbrio rítmico, <strong><em>Maestro</em> </strong>se torna uma exibição entediante. O espaço que Bradley Cooper pensou que daria a ele o local de gênio, deu-lhe o local de tolo, pois ele deixa transparecer isso na falta de seleção do que mostrar de seus novos talentos adquiridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem, no entanto, opiniões outras sobre este projeto. </span>De certo, Cooper conseguiu enganar alguns consumidores – especialistas ou não. É sempre melhor que se confira com os próprios olhos se algo é ruim mesmo ou não. Esta breve análise, que já está chegando ao fim, se encerra com a dica de que há muito para ser lido, assistido e vivido. No entanto, caso o leitor queira comprovar se concorda ou não com esta crítica, pode ficar à vontade. Um conselho: boa sorte!</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Bradley Cooper</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Bradley Cooper, Carey Mulligan, Sarah Silverman</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/1AYIC4e9lZg?si=xl-MGXLtx0lmq1_d" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ela Disse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2022 05:15:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nesta quinta-feira, 8 de dezembro, o longa Ela Disse, que conta a história da investigação jornalística que resultou no escândalo de crimes sexuais praticados pelo produtor Harvey Weinstein, ao longo de décadas de trabalho. Acompanhamos aqui duas jornalistas do New York Times que tiveram a coragem de mexer onde ninguém mais queria se infiltrar, por medo de ameaças e retaliações. O fato de sabermos o desfecho da história não a faz menos interessante de acompanhar. A diretora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas nesta quinta-feira, 8 de dezembro, o longa <strong><em>Ela Disse</em></strong>, que conta a história da investigação jornalística que resultou no escândalo de crimes sexuais praticados pelo produtor Harvey Weinstein, ao longo de décadas de trabalho. Acompanhamos aqui duas jornalistas do New York Times que tiveram a coragem de mexer onde ninguém mais queria se infiltrar, por medo de ameaças e retaliações.</p>
<p>O fato de sabermos o desfecho da história não a faz menos interessante de acompanhar. A diretora Maria Schrader (<em>O Homem Ideal</em>) consegue trilhar um caminho que mantém o espectador focado a todo momento, criando expectativa sobre quais os próximos passos que as personagens reais vão dar.</p>
<p>Além disso, ela adotou estratégias que muito me agradam no quesito apresentação de personagens. Diferente do que estamos acostumados, onde a mulher que é extremamente focada no trabalho normalmente é punida na vida afetiva e familiar, aqui temos protagonistas que lidam com os dois lados da moeda de maneira mais natural. Ambas lidam com suas próprias vidas particulares, sem deixar o trabalho de lado e contando com o apoio de seus maridos e filhos. Considero isso particularmente incrível, pois mostra que a mulher não precisa sofrer as consequências da escolha de uma carreira de poder e influência. Ela pode, sim, ser tudo o que quiser.</p>
<p>Dito isso, humanizar aquelas mulheres é fazer com que nos envolvamos ainda mais com as suas narrativas. Elas defendem com unhas e dentes aquela inicial possibilidade de história, pois acreditam que podem mudar o curso de uma sociedade doentia que privilegia os abusadores e vira as costas para as vítimas. É algo, inclusive, que fica bem claro em <strong><em>Ela Disse</em></strong>. Por mais que Harvey Weinstein seja um predador sexual, o sistema que o envolve é tão culpado quanto, ao criar circunstâncias para que ele continue se portando desta forma, sem sofrer as consequências.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16206" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4450642.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ela Disse" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4450642.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4450642.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4450642.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4450642.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Quando Jodi Kantor (Zoe Kazan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doentes-de-amor/"><em>Doentes de Amor</em></a>) e Megan Twohey (Carey Mulligan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><em>Bela Vingança</em></a>) começam a investigar e entendem toda a teia de dezenas de mulheres que estão envolvidas, percebem o quanto é fundamental que aquele trabalho siga acontecendo, apesar de todas as dificuldades que aparecem no caminho. O nome do filme, inclusive, faz uma alusão a isso, pois a maioria das vítimas falam sobre si e sobre as outras conhecidas, mas ninguém efetivamente quer dar uma declaração oficial.</p>
<p>Vale pontuar aqui a incrível combinação entre essas duas atrizes de alto escalão. Não há trabalho que Mulligan não faça com perfeição e dedicação e aqui não é diferente. Ela vive a jornalista mais madura e com experiência de uma investigação que não teve o resultado esperado, além de ter que lidar com uma depressão pós-parto. Já Zoe está na pele da profissional menos experiente e cheia de sangue nos olhos para trazer uma boa matéria investigativa. A química da dupla é excelente de acompanhar, ainda mais que é cerca de um elenco igualmente competente.</p>
<p><strong><em>Ela Disse</em> </strong>traz muito da essência de filmes sobre jornalismo investigativo, como é o caso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><em>The Post &#8211; A Guerra Secreta</em></a> e do bem-sucedido <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spotlight-segredos-revelados/"><em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em></a>, que venceu o Oscar de Melhor Filme em 2016. Para mim, como jornalista, é como lembrar dos motivos que nos levam a se apaixonar pela profissão. Ainda que aqui no Brasil o cenário seja bem diferente e bem menos glamourizado. O filme traz ainda importantes reflexões sobre a palavra da mulher na sociedade e como ela é sempre posta em dúvida, privilegiando a honra e a reputação dos homens que nos cerca. Filme de alta qualidade que vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maria Schrader</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carey Mulligan, Zoe Kazan, Patricia Clarkson, Samantha Morton, Andre Braugher, Jennifer Ehle, Ashley Judd, Hilary Greer, Elle Graham</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/2e9Fs_5jsWI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bela Vingança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 18:06:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que Bela Vingança não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que <strong><em>Bela Vingança</em></strong> não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, em alguns momentos, existam textos falados que entregam mais do que deveriam &#8211; pois reiteram o que já está na imagem -, majoritariamente, o longa procura transmitir os seus significados, tensões e ironias, através da direção.</p>
<p>O olhar de Emeralld Fennell (<em>Killing Eve</em>) – que também é roteirista da obra – é múltiplo e convoca o espectador para observar a mesma sequência por diversos ângulos, profundidades de campo e planos. Esta estratégia acaba por contribuir para a elevação da suspensão e para o reforço das emoções da protagonista e do que ocorreu e acontece com ela. Um exemplo é o diálogo entre Cassandra (Carey Mulligan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mudbound-lagrimas-sobre-o-mississipi/"><em>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</em></a>) e Jordan (Alfred Molina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>). A cada corte seco, a angulação vai se transformando e o local de fragilidade e força entre as personagens intercambiando. Há uma tradução dos sentimentos postos na tela, como se Cassandra saísse superior deste encontro e Jordan com um pouco de redenção e perdão.</p>
<p>Através do uso de plano detalhe &#8211; não apenas neste momento de Jordan e Cassandra, mas como em toda a sessão -, Fennell revela as minúcias presentes na narrativa. Seja em um copo de bebida, na captura das microexpressões faciais de Mulligan ou na mão de suas personagem durante o desfecho da produção. Cada instante deste fomenta o que se desejar passar ali: as lutas cotidianas e extra cotidianas das mulheres oprimidas por esses homens brancos privilegiados, acostumados a saírem ilesos de seus crimes. Neste sentido, o roteiro de Fennell também favorece o resultado final da obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg" alt="Bela Vingança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que desde o começo <strong><em>Bela Vingança</em></strong> seja extremamente forte em seu conteúdo – com menção à assédio sexual e estupro –, é possível notar como Emeralld Fennell distribui as revelações sobre o passado de Cassandra. As ligações dela com figuras do seu passado são apresentadas sem pressa. Existe, porém, apenas um exagero no tom de mistério. Já na metade da exibição, o espectador conseguir compreender o que se passou anteriormente, no período no qual Cassandra e sua melhor amiga estavam na faculdade. Talvez, o consumidor seja um tanto subestimado aqui, mas, apesar deste aparente desespero em criar dúvidas sobre a trajetória de Cassandra mais do que o necessário, não há um comprometimento na totalidade do filme.</p>
<p>Algo que acaba por segurar a atenção do público durante esta breve queda rítmica é a atuação de Carey Mulligan. Na criação de seu papel, ela equilibra a dinâmica de tons empregados em sua Cassandra. Indo de compaixão até frieza ou ódio intenso, Mulligan consegue modificar em poucos segundos as intenções textuais. Ela ainda trabalha com algo delicado, que é a aparente paralisação que Cassandra tem que performar quando está em contato com os predadores da trama. Neste contexto, através de pequenos gestos, ela revela as intenções e pensamentos de sua personagem, com intensidade, mas a partir de detalhes.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Bela Vingança</em></strong> é forte em sua temática, mas acaba por dosar esta característica, pois traz delicadeza e cuidado em sua técnica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emerald Fennell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Connie Britton, Adam Brody, Jennifer Coolidge, Laverne Cox, Max Greenfield</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i4o8zysEr-A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2018 13:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi é o tipo de filme que pode passar despercebido pela maioria dos espectadores, mas definitivamente não deveria ser. Construção narrativa excelente, cenas bem conduzidas, boa fotografia e atuações formidáveis são alguns dos pontos altos deste longa, que concorre a quatro estatuetas do Oscar deste ano. A história começa com a cena de um enterro e um pedido de ajuda um pouco controverso. A partir daí, o filme volta para contar tudo que aconteceu antes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</em> é o tipo de filme que pode passar despercebido pela maioria dos espectadores, mas definitivamente não deveria ser. Construção narrativa excelente, cenas bem conduzidas, boa fotografia e atuações formidáveis são alguns dos pontos altos deste longa, que concorre a quatro estatuetas do Oscar deste ano.</p>
<p>A história começa com a cena de um enterro e um pedido de ajuda um pouco controverso. A partir daí, o filme volta para contar tudo que aconteceu antes e levou os personagens até aquele momento. Fazendo uso de diversos narradores, o longa mostra a visão de todos os personagens principais, mostrando o que cada um percebeu daquela história e os sentimentos vividos.</p>
<p>É uma história pesada, definitivamente. Mas ela só se mostra como tal a partir da segunda metade da narrativa. Até lá, o roteiro vai construindo os contextos de tudo que vai acontecer, explica a amargura de alguns personagens e a atitude de todos eles. É um filme lento, de progressão contínua e sem pressa. E isso só favorece o resultado final. Não tinha como ser diferente, pois a história é sofrida e sombria o suficiente para ser levada a sério.</p>
<p>O espectador não espera exatamente o que está por vir, mas desconfia que muita coisa ruim pode acontecer naquele meio sem esperança. Quando se fala de racismo nos Estados Unidos na época da guerra, o cenário é o pior de todos, então não tem como criar expectativas positivas. E cena após cena isso é reforçado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8681" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/5113644.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O ponto alto do filme, no entanto, não é a condução do roteiro (que é muito boa). É definitivamente o elenco afinado que brilha a cada momento. Carey Mulligan faz o papel de Laura, uma jovem solteirona que acredita na sorte quando encontra Henry (Jason Clarke), um homem agreste mas interessante, que promete uma vida de felicidades para ela. O destaque, no entanto, vai par Mary J. Blige. Ela interpreta a mãe de um jovem que vai para a guerra e empregada doméstica da fazenda que o casal inicial vai morar. É um personagem forte e marcante que, mesmo aparecendo em poucas cenas, se destaca a cada instante.</p>
<p>É incrível e perturbador como o roteiro trata de uma temática tão forte procurando naturalizar tudo. E sim, isso é necessário, porque era assim que as coisas funcionavam naquela época, especialmente nos EUA. A morte de negros, o preconceito, a submissão da mulher. Tudo isso era normal para aquela sociedade, principalmente no interior (existe uma diferenciação clara, por parte dos personagens, da vida na cidade grande e no interior).</p>
<p>Com fotografias cuidadosas e trilha sonora coerente, o filme consegue explorar igualmente os personagens e envolver o espectador em todas as cenas. Foram quatro indicações ao Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Canção Original) merecidas e, embora tenham filmes muito fortes na competição, acredito que deveria receber um olhar cuidadoso do juri da Academia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MJm4quEvb6o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Sufragistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2015 16:37:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A causa feminina foi um dos temas evidentes em 2015 na indústria cinematográfica. Das declarações de Jennifer Lawrence sobre a desigualdade de salários entre atores e atrizes em Hollywood ao mega-sucesso Mad Max &#8211; Estrada da Fúria e a icônica personagem interpretada por Charlize Theron no filme de George Miller, a Imperatriz Furiosa, nunca se discutiu tanto o lugar das mulheres nas narrativas cinematográficas como agora. As Sufragistas seria a &#8220;cereja no bolo&#8221; de toda esta atmosfera saudável de debates, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4190" aria-describedby="caption-attachment-4190" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4190 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/suffragette2-large-620x349.jpg" alt="suffragette2-large" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4190" class="wp-caption-text">Resultado aquém do esperado: Filme não chega a ser um desastre, mas apresenta-se como um drama político ligado no automático.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A causa feminina foi um dos temas evidentes em 2015 na indústria cinematográfica. Das declarações de Jennifer Lawrence sobre a desigualdade de salários entre atores e atrizes em Hollywood ao mega-sucesso <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i> e a icônica personagem interpretada por Charlize Theron no filme de George Miller, a Imperatriz Furiosa, nunca se discutiu tanto o lugar das mulheres nas narrativas cinematográficas como agora. <i>As Sufragistas </i>seria a &#8220;cereja no bolo&#8221; de toda esta atmosfera saudável de debates, prometendo levar a discussão para a temporada de premiações. O grande problema é que a recepção norte-americana ao filme não foi muito calorosa e o longa teve pouquíssimas menções em prêmios que antecedem o Oscar, nem mesmo nomeações ao trabalho da atriz Carey Mulligan, que parecia uma das poucas seguranças do filme, surgiram nas listas de indicados ao Globo de Ouro ou ao SAG Awards. E não é querendo ser &#8220;agorento&#8221; não, mas esta ausência é bem merecida. Ainda que <i>As Sufragistas </i>esteja longe de ser um desastre cinematográfico, é um filme bem morno, previsível e emocionalmente mecânico.</p>
<figure id="attachment_4192" aria-describedby="caption-attachment-4192" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4192 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Suffragette-620x326.jpg" alt="Suffragette" width="620" height="326" /><figcaption id="caption-attachment-4192" class="wp-caption-text">Menos de 3 minutos: Meryl Streep tem pouquíssimos minutos em cena no filme &#8220;As Sufragistas&#8221;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>As Sufragistas </i>é baseado em eventos reais e conta parte da trajetória do movimento feminista na Inglaterra. O filme é ambientado no início do século XX e traz o grupo reivindicando o direito ao voto através de atos coordenados para chamar a atenção das autoridades públicas. A trama é centrada na adesão de Maud Watts, um jovem trabalhadora de uma fábrica, que mesmo sem ter nenhuma formação política se envolve com o movimento.</p>
<p>A diretora Sarah Gavron dirige o seu longa com propósitos muito claros e isso fica evidente desde o início de <i>As Sufragistas</i>: mostrar o quanto a causa das suas personagens foi e continua sendo importante. É uma pena que a realizadora torne tudo muito didático, usando um leve maniqueísmo na construção dos seus personagens, e flertando com chavões de dramas políticos que tornam a trama emocionalmente fria, ainda que vez ou outra busque criar uma empatia entre o espectador e a situação das suas personagens. Gavron opta por um filme burocrático, por uma narrativa &#8220;quadradona&#8221; ao estilo de telefilmes históricos da BBC, o que enfraquece e muito <i>As Sufragistas </i>como filme.</p>
<figure id="attachment_4191" aria-describedby="caption-attachment-4191" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4191 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/suffragette-fr-02-670-380-620x352.jpg" alt="suffragette-fr-02-670-380" width="620" height="352" /><figcaption id="caption-attachment-4191" class="wp-caption-text">Feminista por acaso: Centro da narrativa é a operária Maud Watts, interpretada com precisão por Carey Mulligan.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do elenco, Carey Mulligan é o único destaque, já que a sua personagem é o centro de toda a trama de <i>As Sufragistas</i>. A atriz está muito bem como Maud Watts, optando por uma interpretação repleta de sutilezas. Ainda assim, é preciso sublinhar que não é o melhor desempenho da sua carreira (este continua sendo em <i>Shame</i>) e não mereceria menção a prêmios como alguns previram meses atrás. Os demais atores, incluindo aqui Helena Bonham Carter, Anne-Marie Duff, Romola Garai, Ben Whishaw, Brendan Gleeson e, claro, Meryl Streep, não tem grande destaque que mereça uma maior atenção, todos flanam na história de Maud Watts. Meryl Streep é o maior exemplo disso, com menos de três minutos em cena (não estou sendo exagerado, cronometrado deve dar isso mesmo), a atriz só por ter o seu nome vinculado ao projeto gera uma expectativa frustrada no público (afinal é Meryl Streep) e acaba chamando muita atenção para uma <i>cameo</i>, ofuscando a própria obra.</p>
<p>Em tom esquemático, <i>As Sufragistas </i>acaba se impondo pela própria história que busca contar &#8211; que de fato é muito importante e, mais do que nunca, merece ser conhecida. O filme  em si decepciona pela falta de personalidade da sua condução e por navegar em águas tão mornas que não fossem o seu desfecho e aquilo que antecede os seus créditos finais seria um filme esquecível, uma pena pois aquilo que lhe dá origem merecia um tratamento melhor.</p>
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		<title>Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2015 21:15:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques: 01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por Aliança do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3527" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236-620x372.jpeg" alt="4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por <em>Aliança do Crime</em></strong></p>
<p>Ao que tudo indica, Johnny Depp é o candidato a ser batido nas categorias de melhor ator. Depp deixou todos estarrecidos com sua interpretação no longa <strong><em>Aliança do Crime</em> </strong>(no original, <em>Black Mass</em>), de Scott Cooper (<em>Coração Louco</em>). O filme saiu do Festival de Veneza com ótimas cotações para o desempenho do ator, tido por alguns como um dos melhores da sua carreira em anos.</p>
<p>Ao lado de um elenco formado por Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Joel Edgerton e Kevin Bacon, Johnny Depp interpreta um violento criminoso de Boston que era irmão de um senador e tornou-se informante do FBI.</p>
<p>Depp promete enfrentar pela frente Eddie Redmayne, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, e Leonardo DiCaprio, de<i> O Regresso</i>, novo filme de Alejandro Gonzalez-Iñarritu, que sequer foi visto ainda. Como a vitória de Redmayne surge com uma certa dúvida, tendo em vista que o ator ganhou vários prêmios na temporada passada com <em>A Teoria de Tudo, </em>e Depp é um dos atores mais celebrados da indústria que ainda não tem uma estatueta, o protagonista de <em>Aliança do Crime </em>tem tudo para levar alguns prêmios.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WPOcBiymuu0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3218" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1-620x349.jpg" alt="spotlight" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>02.<em> Spotlight</em> é comparado a<em> Todos os Homens do Presidente</em></strong></p>
<p>O filme sobre um grupo de jornalistas de Boston que investigaram um caso envolvendo padres pedófilos foi comparado a um dos maiores filmes do gênero, <em>Todos os homens do presidente. <strong>Spotlight</strong></em> pode ser um novo <em>Zodíaco </em>ou<em> Os Suspeitos (2013) </em>e ser cultuado apenas pela crítica e por cinéfilos, mas pode também ser uma espécie de <em>Sobre Meninos e Lobos </em>e conquistar alguns prêmios.</p>
<p>No trabalho do diretor Tom McCarthy (<em>O Visitante</em>), as performances de Michael Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams foram exaltadas. É possível que, por ser um &#8220;filme de elenco&#8221;, eles concorram como coadjuvantes, o que será ótimo. McAdams pode conseguir fazer sua carreira cinematográfica finalmente decolar (merecidamente, diga-se de passagem) e Keaton não teria a sombra da concorrência de Eddie Redmayne pelo segundo ano consecutivo, tendo até mesmo chances de vencer um Oscar como coadjuvante.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I7TYGRwZbE4" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3528" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236-620x372.jpeg" alt="7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>03. Eddie Redmayne transforma <em>A Garota Dinamarquesa </em>em material para Oscar</strong></p>
<p><strong><em>A Garota Dinamarquesa</em></strong>, como os filmes anteriores de Tom Hooper (<em>O Discurso do Rei </em>e <em>Os Miseráveis</em>) não foi uma unanimidade da crítica. Ao ser exibido em Veneza, o filme foi questionado por um certo excesso de didatismo ao trazer para o público as questões de gênero.</p>
<p>O longa que traz a história da primeira mulher trans que se submeteu a uma cirurgia tem o vencedor do Oscar do ano passado Eddie Redmayne no papel principal. Ao contrário do filme em si, os seus atores saíram ilesos. As performances de Redmayne e Alicia Vinkander foram bastante elogiadas. A dúvida é se Vinkander concorreria como coadjuvante ou atriz.</p>
<p>Como o gosto do Oscar muitas vezes não coincide com as escolhas da crítica é bem possível que ele figure nas categorias principais como filme e por ai vai, afinal a Academia adora filmes com fortes desempenhos por ter muitos atores no seu quadro de votantes.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XrVMJ6myjTQ" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3529" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette-605x400.jpg" alt="suffragette" width="605" height="400" /></a></p>
<p><strong>04. <i>Suffragette </i>torna Carey Mulligan favorita aos prêmios de melhor atriz</strong></p>
<p>Em Telluride, a primeira exibição de <em><strong>Suffragette</strong> </em>trouxe muitos elogios à performance de Carey Mulligan, que desponta, até o momento, como uma grande favorita aos prêmios de melhor atriz. Nem mesmo a presença de Helena Bonham Carter e Meryl Streep no elenco ofuscou o brilho da performance de Mulligan, dizem os críticos. Sobre la Streep, todos afirmam que a participação dela na história é muito pequena e praticamente se resume ao que pode ser visto no trailer da produção. Ainda assim, não está descartada uma possível indicação para elas como coadjuvantes.</p>
<p>O filme conta a história do início do movimento feminista na Inglaterra e é dirigido por Sarah Gavron, de <em>Brick Lane</em>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GfeBC1WYLFw" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>05. Aaron Sorkin e o roteiro engenhoso de <em>Steve Jobs</em></strong></p>
<p>Biografias não têm tido muita sorte nos últimos anos, mas o roteiro de Aaron Sorkin (vencedor do Oscar por <em>A Rede Social </em>e criador de séries como <i>The West Wing </i>e <em>The Newsroom</em>) e a direção de Danny Boyle (<em>Quem quer ser um milionário?</em>) transformaram <em><strong>Steve Jobs</strong> </em>em material para Oscar, passando longe do péssimo <em>Jobs </em>com Ashton Kutcher.</p>
<p>Exibido em Telluride, <em>Steve Jobs </em>rendeu elogios à performance de Michael Fassbender, que pode ser indicado a prêmios na pele do protagonista, e Kate Winslet, séria candidata na categoria coadjuvante por interpretar Joanna Hoffman, integrante da equipe que criou o Macintosh.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P2avRagAJK8" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3531" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460-620x350.jpg" alt="ROOM_Poster-816x460" width="620" height="350" /></a></p>
<p><strong>06.<em> </em><em>Room</em> é o <em>indie</em> do ano. Será que agora Brie Larson decola?</strong></p>
<p>Todo ano temos um <em>indie </em>que se destaca. Por enquanto, esse título é do drama<strong> <em>Room</em></strong>, de Lenny Abrahamson (diretor de <em>Frank</em>). No longa, a atriz Brie Larson vive uma mulher que cria o seu filho em um quarto, o que faz com que a única percepção que ele tenha do mundo seja a daquele cômodo.</p>
<p>Larson, que anos atrás surgiu como uma revelação em <em>Temporário 12</em>, mais uma vez desponta no circuito &#8220;alternativo&#8221; e recebeu algumas das mais calorosas críticas por seu desempenho nesse longa. Se o filme fizer uma boa campanha, é possível que ela seja indicada a prêmios de melhor atriz. O mesmo se aplica a Joan Allen, um forte palpite como atriz coadjuvante. William H. Macy também faz parte da produção.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PPZqF_TPTGs" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3564" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3-620x349.jpg" alt="maxresdefault (3)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>07. </strong><strong>Netflix pode abocanhar o Oscar com </strong><strong><em>Beasts of no Nation</em></strong></p>
<p>A Netflix promete marcar presença na temporada com o primeiro filme produzido por eles,<strong> </strong><em><strong>Beasts of no Nation,</strong> </em>de Cary Fukunaga ( de <em>Jane Eyre </em>e da primeira temporada de <em>True Detective</em>). O longa conta a história de um jovem que luta durante a Guerra Civil em um país africano.</p>
<p>Idris Elba interpreta um militar e chamou a atenção por sua performance. O filme como um todo recebeu elogios rasgados em Telluride. O grande empecilho, dizem alguns, é a violência da história que pode afastar um setor mais conservador da Academia. No entanto, <em>Beasts of no Nation </em>é apontado por alguns críticos como um filme a ser superado na temporada. A questão é que nem sempre o gosto da crítica coincide com o gosto das comissões de votantes do Oscar, do Globo de Ouro, do SAG&#8230; É só ver o destino de <em>O Ano mais Violento </em>na temporada passada.</p>
<p>A Netflix pretende lançar o filme primeiro nos cinemas para somente depois de algum tempo disponibilizá-lo no site.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D7gV-3PYxuM" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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