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	<title>Arquivos Bradley Cooper - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bradley Cooper - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Maestro (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 16:23:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecer sobre as técnicas cinematográficas é diferente de saber quando e como as utilizar. Mais ainda, a sensibilidade e o estudo para entender onde e qual o motivo de aplicar certas conduções na direção é o que faz com que o talento de cineastas seja percebido. Bradley Cooper se encaixa no caso daqueles que parece ter aprendido o que são as ferramentas do audiovisual, mas que ainda não chegou a conseguir refletir sobre elas.  Assim, Maestro é um resultado desastroso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer sobre as técnicas cinematográficas é diferente de saber quando e como as utilizar. Mais ainda, a sensibilidade e o estudo para entender onde e qual o motivo de aplicar certas conduções na direção é o que faz com que o talento de cineastas seja percebido. Bradley Cooper se encaixa no caso daqueles que parece ter aprendido o que são as ferramentas do audiovisual, mas que ainda não chegou a conseguir refletir sobre elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, <strong><em>Maestro</em> </strong>é um resultado desastroso, equivocado e egoico. Por que? </span><span style="font-weight: 400;">Porque há um desespero escorrendo pela tela. A vontade que Bradley tem de parecer genial leva toda a sua equipe ao erro completo. A começar pelo próprio roteiro de Cooper – escrito ao lado de Josh Singer. Falta nele investigar as motivações das personagens e seus sentimentos. Falta conectar os acontecimentos para que eles causem emoções na plateia. Falta exemplificar e mostrar quem foi Leonard Bernstein e sua obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falta tudo narrativamente falando, sobretudo coesão. Em um jogo de ideias, <strong><em>Maestro</em> </strong>é um grande <em>brainstorm</em> textual. Ainda que seus diálogos sejam bem elaborados, eles não combinam com a correria dos acontecimentos, com os saltos temporais, que não possuem ligação. É curioso que existe um amontoado de situações dentro do longa-metragem, porém ele é repetitivo. A trama quase não anda, reiterações barulhentas ocorrem a todo tempo e o espectador pode se sentir subestimado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sequências parecem as mesmas desde o início da projeção e pouco é acrescentado em relação àquele universo ficcional. Para completar o roteiro confuso, existe a direção, que é ainda mais caótica. Bradley Cooper queria ser genial. Ele parece implorar ao público a todo momento: “Por favor, me achem genial”.  </span><span style="font-weight: 400;">Com movimentações de câmera, várias angulações, mudanças de temperatura, coreografias e mise-en-scéne cheia, Bradley colocou tudo em cena e esqueceu que o filme não era um show de talentos, no qual ele deveria mostrar o que aprendeu a fazer.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17602" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5.png" alt="Maestro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-1-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É um filme. E um filme precisa de história amarrada, que prenda a atenção. Como fazer isso se não há respiro, se não há espaço para que nada seja desenvolvido? Com sequências abarrotadas de atores, quase sempre há burburinho, rotação de câmera etc. </span><span style="font-weight: 400;">É a famosa confusão de que ritmo é velocidade e Cooper corre bastante, nada muito, mas morre na praia. E a sua interpretação de Bernstein é a cereja do bolo. Como se já não bastasse toda a artificialidade do roteiro e da direção, Bradley Cooper consegue demonstrar incompetência até no que ele é bom. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seu Leonard Bernstein é uma representação infantil, caricata, um holograma de um ser humano e é embaraçante de observar. </span><span style="font-weight: 400;">Assim como a estrutura narrativa da produção, o papel feito por Cooper não tem gradação, nuance, camadas. É aceleração por aceleração, deixando que não se construa uma relação basilar para o funcionamento de uma ficção, que é a dinâmica público x protagonista. Não é possível sentir quem é aquela figura, quais são seus sonhos, pensamentos etc. Tudo fica na superficialidade e apenas duas atrizes se salvam neste contexto artificial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Carey Mulligan (Felicia Montealegre) quando Sarah Silverman (Shirley Bernstein) entregam interpretações dignas, com alguma profundidade e equilíbrio tonal. Carey, provavelmente por apresentar mais espaço na trama, revela algumas contradições na sua própria construção, tanto no corpo como na fala, como na passagem temporal, quando se vê os filhos de Felicia e Leonard de crianças a adultos. </span><span style="font-weight: 400;">Contudo, as falhas de Carey soam como vindas da má escrita do roteiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atriz parece lutar intensamente para fazer o melhor trabalho possível, mas com dificuldades em explorar a profundidade que ela criou, pois a mesma não está impressa dentro do longa, somente em Mulligan. Assim, apresentando desconexões e desequilíbrio rítmico, <strong><em>Maestro</em> </strong>se torna uma exibição entediante. O espaço que Bradley Cooper pensou que daria a ele o local de gênio, deu-lhe o local de tolo, pois ele deixa transparecer isso na falta de seleção do que mostrar de seus novos talentos adquiridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem, no entanto, opiniões outras sobre este projeto. </span>De certo, Cooper conseguiu enganar alguns consumidores – especialistas ou não. É sempre melhor que se confira com os próprios olhos se algo é ruim mesmo ou não. Esta breve análise, que já está chegando ao fim, se encerra com a dica de que há muito para ser lido, assistido e vivido. No entanto, caso o leitor queira comprovar se concorda ou não com esta crítica, pode ficar à vontade. Um conselho: boa sorte!</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Bradley Cooper</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Bradley Cooper, Carey Mulligan, Sarah Silverman</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/1AYIC4e9lZg?si=xl-MGXLtx0lmq1_d" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol.3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guardiões da Galáxia Vol.3 chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser. Peter Quill (Chris Pratt, Jurassic World: Domínio) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser.</p>
<p>Peter Quill (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-dominio/"><em>Jurassic World: Domínio</em></a>) ainda sofre a &#8220;perda&#8221; de sua amada Gamora (Zoe Saldana, <em>Avatar: O Caminho da Água</em>) &#8211; que não lembra de absolutamente nada do que eles viveram -, quando tem seu novo QG invadido e Rocket (Bradley Cooper, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/"><em>O Beco do Pesadelo</em></a>) acaba sendo gravemente ferido. Na tentativa de salvar o seu amigo, ele precisa explorar mais do passado desconhecido dele e lidar com surpresas que nem imaginava que encontraria no caminho.</p>
<p>Voltar à formatação mais tradicional de produção de filmes é uma decisão sempre acertada da Marvel. O estúdio quis inovar com outros modelos por algum tempo e viu que nem sempre o novo é mais atraente, especialmente se você não dedica o tempo suficiente para isso. E sim, tempo é o que mais tem prejudicado o estúdio da Disney. Com produções que dependem cada vez mais de computação gráfica, não dá para cadenciar uma escala em massa, como se a edição destes filmes fosse algo simples e corriqueiro de fazer.</p>
<p>E se eu já não sou grande fã de filmes que abusam do CGI, imagine aqueles que fazem isso sem dedicar o tempo necessário para nos oferecer cenas de qualidade. Diferente do que vinha fazendo, aqui em <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> a Marvel se dedicou. Da parte dela, na finalização, e da parte de James Gunn (<em>O Esquadrão Suicida</em>), para fazer um <em>grand finale</em> na sua carreira dentro do estúdio, agora que ele foi de vez para a concorrente DC Comics.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-16709 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg" alt="Guardiões da Galáxia Vol.3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme pega toda a energia leve e descontraída desta franquia e aplica as emoções necessárias para contextualizar seus personagens. Saber do passado de Rocket faz todo o sentido na trama, o que não vou esmiuçar mais aqui para não dar spoilers. Mas o fato é que não apenas rimos muito no longa, como choramos em vários momentos. Ele é igualmente leve e emocionante, sem pesar a mão de nenhum lado.</p>
<p>À medida que a história vai se aprofundando, vemos que o mote principal do roteiro é amizade. Essa relação de afeto pura e dedicada. Um amor construído e parceiro que torna alguém como parte da nossa família, mesmo sem compartilhar do mesmo sangue ou sobrenome. É a amizade verdadeira que move o mundo para o resgate e a salvação de Rocket. Assim como é este mesmo sentimento que une todos ali com o mesmo cuidado e companheirismo.</p>
<p>Nada menos do que o grupo merecia nesta despedida. Ainda que tenha um sentimento de saudosismo e lamento, não existe sofrimento em deixar partir os personagens que tomam novos caminhos. Depois de passar 2h30 vendo o quanto que a amizade é enaltecida, o acolhimento da partida é algo muito natural. Tanto para os personagens quanto para os espectadores.</p>
<p>É realmente incrível ver como Gunn consegue fazer de <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> um fechamento legítimo e honroso desta trilogia, que teve tanto equilíbrio. Diferente de outras franquias da Marvel que têm altos e baixos, filmes excelentes seguidos de longas super fracos, aqui nós temos constância. Os personagens seguem as suas lógicas, mantém suas personalidades. O humor é presente, mas sem o absurdo do escárnio que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>. Não precisamos ir para o deboche humilhante para fazer o espectador rir.</p>
<p>Assim como a sensação de se sentir em casa, <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3 </strong>nos revela a sua alma mais honesta e clara. A Marvel mostra um respeito pelos fãs, assim como Gunn nos honra com uma belíssima finalização de sua participação no estúdio. Os caminhos que este grupo vai tomar ainda não são exatamente precisos, mas temos a sensação de que isso pouco importa, pois tivemos as emoções que precisávamos para entender todas as mudanças que virão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gunn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff, Will Poulter, Sean Gunn, Nathan Fillion, Vin Diesel, Bradley Cooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d1yNc9skssk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Licorice Pizza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 19:17:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? Boogie Nights (1997), Magnólia (1999), Sangue Negro (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos. Um deles é Trama [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? <em>Boogie Nights</em> (1997), <em>Magnólia</em> (1999), <em>Sangue Negro</em> (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos.</p>
<p>Um deles é <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trama-fantasma/"><em>Trama Fantasma</em></a>, admirado longa-metragem de Paul, indicado a 6 Oscar, e vencedor do prêmio na categoria de Melhor Direção de Arte, para Mark Bridges. Bem escrito e realizado, a questão que arruinava qualquer chance deste material ser bem visto por esta crítica aqui é o seu teor de misoginia injustificável. Esta é uma questão extremamente complexa e que merece um texto por si só. Todavia, o foco neste momento é outro, é justamente o novo longa do Paul: <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p>Aqui, uma repetição qualitativa. Na escrita, Thomas Anderson não subestima o espectador e entrega um desenvolvimento narrativo corajoso, com timing cômico preciso e que deixa que o público vá completando os rumos da trama em sua mente. Os cortes descontínuos são favoráveis para que se olhe para o ponto central da narrativa: a relação de Gary (Cooper Hoffman) e Alana (Alana Haim).</p>
<p>Para fortalecer essa conexão da dupla, Anderson aposta em sequências nas quais a energia e mentalidade de uma juventude transbordam da tela. Gary e Alana passam inúmeros momentos correndo, seja um para o outro, para chegar em lugares, porque eles querem simplesmente correr. Isto pode parecer um detalhe, mas a vibração juvenil, este corre corre inteiro, essa pressa de viver, dita bastante o tom do longa.</p>
<p>Esta estratégia também está na direção de arte e figurino, que são efetivas em impor uma atmosfera juvenil e ao marcar quem são os adultos, através da seleção de usar menos quantidade de cor neles, em suas casas e cenários. Por outro lado, as crianças e adolescentes trajam vestes e estão inseridos em ambientes coloridos. Já Alana flerta com os dois mundos e, mesmo sendo uma mulher, está constantemente posta como infantil e pertencente ao Universo teen. É nesta lógica que habita o desconforto com <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg" alt="Licorice Pizza" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todos estes aspectos formais positivos são feitos para contar que tipo de história? Todo este esmero para acompanhar o quê senão uma romantização de um relacionamento amoroso de uma mulher de 25 anos com um garoto de 15. Ainda que haja um teor de inspiração em fatos reais de pessoas próximas a Anderson e que dentro da história exista o questionamento sobre a diferença de idade, os encaminhamentos do enredo e seu desfecho acabam por compactuar com o estabelecimento deste namoro.</p>
<p>O cerne da questão não é que ela é dez anos mais velha que ele e sim que Gary é menor de idade e está no ensino médio. Talvez, os leitores pensem que seja absurdo tentar argumentar sobre esta temática, já que o casal é apresentado no filme de forma tão jovial, romântica e ingênua. Contudo, o problema é justamente este. Há uma espécie de pensamento generalizado na sociedade de que meninos estão se beneficiando ao se relacionarem com adultas.</p>
<p>Desta maneira, a sessão, ainda que floreada por toda a qualidade técnica proporcionada pela equipe, pode ser um desafio para algumas pessoas. Apesar de todo o talento de Paul Thomas Anderson, os seus últimos longas confirmam que a habilidade de realização não apaga o fato de que é preciso se olhar para o que está sendo contado, além de analisar o como está sendo contado.</p>
<p>De todo modo, falar sobre uma produção como essa é sempre um grande desafio. Escolher sob que ótica vai se abordar um conteúdo artístico é uma escolha e é preciso ser justo ao se avaliar qualquer obra. Desta maneira, <strong><em>Licorice Pizza</em></strong> possui os seus méritos individuais, seja em termos de trabalho do elenco ou do restante da equipe. Contudo, é impossível escapar do fato de que é uma sessão que pode gerar desconforto por ter uma argumentação de mais de 2 horas de duração sobre um tipo de casal injustificável. Não tem como achar graça ou celebrar o fato de que uma mulher decidiu ficar com um garoto menor de idade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Thomas Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cooper Hoffman , Alana Haim, James Kelley, Bradley Cooper, Sean Penn, John C. Reilly, Maya Rudolph, Tom Waits</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aMM-KvDnTKI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Beco do Pesadelo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 14:08:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Beco do Pesadelo é uma adaptação do Guillermo Del Toro para o romance homônimo de William Lindsay Gresham publicado em 1946 e que, por sua vez, já tinha rendido um filme muito famoso dirigido por Edmund Goulding em 1947. Del Toro teve o primeiro contato com o romance quando o ator Ron Perlman, que está no filme como uma figura paterna para a personagem de Rooney Mara, o presenteou com um exemplar do livro em 1992 no set de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é uma adaptação do Guillermo Del Toro para o romance homônimo de William Lindsay Gresham publicado em 1946 e que, por sua vez, já tinha rendido um filme muito famoso dirigido por Edmund Goulding em 1947.</p>
<p>Del Toro teve o primeiro contato com o romance quando o ator Ron Perlman, que está no filme como uma figura paterna para a personagem de Rooney Mara, o presenteou com um exemplar do livro em 1992 no set de Cronos, primeira parceria dos dois nas telas antes mesmo de Hellboy.</p>
<p>O romance de Gresham é um material que faz todo sentido cair nas mãos do diretor. Toda a sua trama de corrupção apresenta uma atmosfera sobrenatural, mesmo que paire uma dúvida sobre a presença dessas manifestações na tela. Além disso, um dos cenários de <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é um circo na tradição freakshow, tipo de atração bem comum na primeira metade do século passado e que rendeu obras do horror como Monstros de Todd Browning e a quarta temporada de American Horror Story. E lidar com essa temática é uma das especialidades do diretor, vide seu último longa, o vencedor do Oscar A Forma da Água.</p>
<p><em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> acaba sendo um conto moral à moda antiga, no qual o cineasta reverencia obras do passado, a própria primeira adaptação do romance e o cinema noir, trazendo essa história de um homem que cai em desgraça a partir do momento em que cede à ambição e ao enriquecimento a partir da exploração da fé alheia.</p>
<p>Bradley Cooper vive um rapaz que vai trabalhar em um circo e aprende alguns truques com um grande ilusionista interpretado por David Strathairn (Boa Noite e Boa Sorte). Mesmo alertado pelo seu mentor de que o uso indevido desse conhecimento pode levá-lo à desgraça, o personagem de Cooper utiliza tudo o que aprende para enganar gente poderosa quando vai para cidade grande. Só que ele acaba se encrencando cada vez mais, sobretudo quando ele começa a se deparar com figuras mais ardilosas que ele.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15139" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539.jpg" alt="O Beco do Pesadelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Desde que migrou em definitivo para o grande esquema de produção cinematográfica hollywoodiano, o cinema de Del Toro passou por uma adaptação. É evidente que filmes como A Forma da Água, A Colina Escarlate ou <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> estão à sombra de obras como A Espinha do Diabo ou O Labirinto do Fauno, indubitavelmente mais espontâneos e menos pasteurizados. Ainda assim, Del Toro consegue encontrar brechas em <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em>.</p>
<p>Aqui, Del Toro acerta sobretudo por não ter grandes ambições com sua história, querer extrair grandes temáticas ou se preocupar excessivamente em mostrar o poder de fogo do cineasta com composições imagéticas mais estilísticas. Em <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em>, Del Toro não tem vergonha alguma de abraçar o clássico. Mesmo que no começo, o momento em que o protagonista tem sua experiência no circo, o filme soe perdido em suas diversas histórias paralelas, sempre em busca de algum fiapo de trama central, <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> acaba nos levando a um resultado claramente mais satisfatório que títulos como A Forma da Água e A Colina Escarlate.</p>
<p>Um dos pontos altos do longa é o desempenho de Bradley Cooper, que faz um sujeito completamente desprezível. É interessante como Del Toro segura até o fim a verdadeira natureza desse personagem, tudo para nos seduzir com aquela figura. Desde trabalhos como O Lado Bom da Vida, Sniper Americano e Nasce uma Estrela, Bradley só se supera. Aqui o ator tem a oportunidade de interpretar um grande vilão, um homem inescrupuloso e sem redenção, mostrando assim uma faceta inesperada para o público. No fim das contas, através desse personagem tão bem delineado pelo ator, Del Toro nos apresenta o processo gradual de bestificação do homem em uma jornada desenhada com muito esmero e didatismo por Cooper.</p>
<p>O filme tem no elenco três atrizes formidáveis: Rooney Mara, Toni Collete e Cate Blanchett, mas as todas elas são subaproveitadas pelo tratamento raso que o roteiro dá as suas personagens. Entre elas, Blanchett tem os seus momentos como uma psicóloga que seduz o personagem do Cooper, mas é um tipo de papel que a gente já espera ver a atriz dominar como ninguém na tela e é um pouco frustrante para o espectador notar que ela não extrapola essa expectativa. Ainda assim, há momentos brilhantes da atriz, sobretudo quando Del Toro sequer registra o rosto de Blanchett no quadro e ela só tem a voz como instrumento de expressão nas sessões de análise do personagem de Cooper.</p>
<p>De uma maneira geral é um super-produção, um ótimo entretenimento adulto fugindo das opções usuais do cinema atual, como filmes de super heróis e derivados. <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é bem dirigido por Guillermo Del Toro e, sobretudo, confirma Bradley Cooper como um intérprete versátil.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guillermo del Toro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Bradley Cooper, Cate Blanchett, Toni Collette, Willem Dafoe, Richard Jenkins, Rooney Mara, Ron Perlman, Mary Steenburgen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6mifhKKpHTI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 21:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por Bohemian Rhapsody, e Christian Bale, por Vice. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia, e Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por <em>Bohemian Rhapsody</em>, e Christian Bale, por <em>Vice</em>. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por <em>Green Book: O Guia</em>, e Bradley Cooper, por<em> Nasce Uma Estrela</em>. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a não tão badalada indicação, mas também justa, de Willem Dafoe, pelo longa <em>No Portal da Eternidade</em>!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-6.jpg" alt="Willem Dafoe" width="610" height="348" /><br />
<strong>Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em <em>No Portal da Eternidade</em>, Willem Dafoe interpreta ninguém menos que o pintor Vincent Van Gogh e a sua batalha travada com os transtornos mentais que o acometem. Marcado por um estilo de filmagem mais cru e lento, o longa nos oferece bons momentos para compreender ainda mais a história do artista. Dafoe nos apresenta um trabalho brilhante e primoroso, completamente incorporado na dualidade e devaneios de Van Gogh. É ele quem nos conduz na narrativa, ora confusa, e funciona como o pilar estrutural da trama. Willem chegou a aprender a pintar para incorporar ainda melhor o personagem. São nos pequenos detalhes que ele consegue traduzir o protagonista, desde o olhar perdido até o desespero intenso de suas emoções.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3552387.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Christian Bale" width="610" height="348" /><br />
<strong>Christian Bale, por Vice</strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora, vamos com Christian Bale e sua atuação em <em>Vice</em>. O ator interpreta o político americano Dick Cheney, que foi o vice-presidente durante o período de George W. Bush. Sob a direção afiada e nada básica de Adam McKay, Bale vai construindo a personalidade do protagonista em consonância com todas as suas aspirações de poder. Ele não apenas engordou 20 quilos para o papel, como estudou bastante o comportamento de Cheney, tanto físico quanto emocional. O resultado é um personagem com várias facetas que funciona como o pilar da história dissecada por McKay. Este é um papel bem diferente do que Bale está acostumado fazer. Embora assuma o protagonismo da história, ele tem pouco espaço para se expressar com liberdade, sendo sempre contido e mais calculista. Isso foi o suficiente para lhe render o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, mas será o suficiente para levar o Oscar?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0940097.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bradley Cooper" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;">Já Bradley Cooper é uma pedra preciosa que vem sendo deixada de lado na maioria das premiações. Em <em>Nasce Uma Estrela</em>, além de ser responsável por roteiro, produção e direção, ele assume o papel do protagonista, o cantor Jackson Maine. É curioso ver o quanto as pessoas enaltecem o trabalho de Lady Gaga, quando, na verdade, a alma do filme é Cooper. Ele transita por muitos sentimentos do personagem e o espectador acompanha de perto o sufoco e a queda do músico. É como se uma estrela precisasse apagar para que outra acendesse. Bradley nos presenteia com o melhor trabalho de sua carreira, o mais intenso, profundo e contundente. Ele não apenas nos envolve pelas emoções, quando pela realidade de tudo que ele passa. A dedicação fora de tela trouxe ainda mais força para o que acontece diante de nossos olhos, em um trabalho incrível. Pena que ele não esteja sendo devidamente reconhecido nas premiações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10034" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Bohemian-Rhapsody-Rami-Malek.jpg" alt="Rami Malek" width="610" height="348" /><br />
<strong>Rami Malek, por Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Quem está recebendo toda a glória e reconhecimento é o ator Rami Malek. No papel de Freddie Mercury, em <em>Bohemian Rhapsody</em>, ele nos oferece uma nova faceta de atuação, que antes não conhecíamos. Rami é, definitivamente, um excelente ator e sua dedicação em aprender tudo sobre o protagonista (até a forma de mexer as mãos), faz com que ele seja o próprio Mercury em tela. A minha questão, no entanto, é o excesso de afetação do ator, que consegue transcender o personagem. Embora muito boa, esta não é uma atuação formidável que merecia o maior prêmio do cinema. Considero inferior a outros concorrentes, como Bradley e Viggo. O filme, que passou por um processo intenso de troca de diretores, pode ter contribuído para essa percepção menos gloriosa. É como se o espectador percebe-se o tempo todo que é Rami interpretando Freddie naquele momento e isso desfavorece a experiência como um todo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10035" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5463075.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Viggo Mortensen" width="610" height="348" /><br />
<strong>Viggo Mortensen, por Green Book – O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Para fechar, o ator Viggo Mortensen nos traz o papel mais &#8220;fora da curva&#8221; de sua carreira no longa <em>Green Book &#8211; O Guia</em>. Ele interpreta Tony Lip, um fanfarrão descendente de italiano e preconceituoso que embarca em uma viagem com o seu novo chefe negro. Todo o processo de descoberta do personagem é incrível de se ver e vivido com tanta intensidade e cuidado por Viggo. Assim como Bale, ele engordou mais de 20 quilos e se esmerou na arte de aprender a se portar como um descente de italiano nato, com todas as suas peculiaridades. Ele é o foco do filme, com todas as descobertas e transformações que sofre ao longo da viagem. Viggo transita por muitas emoções e se desdobra nas camadas de Tony. A sua melhor atuação da carreira e a mais diferenciada, definitivamente.</p>
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		<title>Crítica: A Mula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 22:11:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Mula]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino e Sniper Americano. Em A Mula, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido. Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, <em>Menina de Ouro</em>, <em>Gran Torino</em> e <em>Sniper Americano</em>. Em <strong><em>A Mula</em></strong>, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido.</p>
<p>Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele era um produtor de flores de sucesso, até que a internet mudou o negócio de vendas e Earl não acompanhou o processo. Falido e quase perdendo a casa, Earl vê uma oportunidade de trabalho como motorista que pode te ajudar a recuperar tudo, inclusive o contato com a família. Ele passa, então, a ser um transportador de drogas para um cartel mexicano.</p>
<p>A idade é um elemento importante da trama desde o começo. Este é o primeiro trabalho de direção e atuação de Clint desde <em>Gran Torino</em> (2008). Em pouco mais de uma década, Clint agora ocupa muito mais um lugar de idoso do que anteriormente. Então é inteligente a sua decisão de fazer um bom uso deste elemento no roteiro do longa. A velhice é um fator, mas não é limitante para Earl, que leva uma vida normal e sem ajuda. Além de morar sozinho, ele dirige, resolve os próprios problemas e tem a vida sexual ativa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, com Earl adentrando cada vez mais no mundo de entregas do cartel, vai ficando claro o quanto ele consegue cativar as pessoas ao seu redor. Logo os traficantes já se tornam seus confidentes, o ajudam a entender melhor um <em>smartphone</em>, enquanto ele conversa e aconselha sobre a família. Ele vai criando uma sensação de pertencimento àquela nova realidade, uma vez que julga ter estragado todas as suas chances com sua família original (esposa, filha e neta).</p>
<p>É esta simpatia, por sinal, que faz a história funcionar. Earl se torna a melhor mula do cartel justamente por não despertar o interesse dos investigadores e por ter um estilo muito tranquilo de entrega da mercadoria. Ele acaba despistando com facilidade o agente Bates (Bradley Cooper), que conversa com ele enquanto segue para prender um suspeito por engano.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2902111.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></p>
<p>O drama é pontuado recorrentemente com humor, principalmente o sarcástico. Clint faz piada não apenas de sua idade, como da diferença das realidades atuais e de outrora. Esta &#8220;atualização&#8221; (por assim dizer) confere uma aproximação ainda maior ao espectador, que vai criando sentimentos sinceros pelo protagonista. Earl quer realmente mudar seu comportamento com a família e tentar recuperar qualquer conexão emocional que possa ainda existir.</p>
<p>É este espaço para autocrítica de Eastwood que faz dele um grande diretor. Ele utiliza seu estilo de direção e composição de cenas a favor da trama e dos personagens, enquanto passeia pelo humor ácido e sarcástico de alguns diálogos. O diretor efetivamente tem o respaldo criativo para conduzir a história desta forma e o faz muito bem. Além disso, nos presenteia com uma grande atuação, criando um protagonista cheio de conflitos, medos e certezas.</p>
<p>Mesmo com o foco totalmente no protagonista, temos nomes de peso no elenco, como Laurence Fishburne, Michael Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia. Todos compõe a trama e dão embasamento para a condução do principal. A filha de Earl, inclusive, é interpretada por Alison Eastwood, filha de Clint na vida real. Destaque ainda para Bradley Cooper, que não tem lá tanta importância quanto poderia, mas o personagem vai crescendo a partir da metade do longa e ganhando força.</p>
<p><em><strong>A Mula</strong></em> é o tipo de filme que merece a apreciação do público não apenas pela história &#8211; que é bem interessante, sim &#8211; mas pela atuação e direção de Clint Eastwood, que continua forte e preciso. Não é seu melhor trabalho da carreira, mas com certeza vai agradar a todos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Nasce Uma Estrela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 19:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Star Is Born]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
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		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Nasce Uma Estrela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nasce Uma Estrela não é apenas um filme. É uma reunião de sentimentos que serão despertados nos espectadores, cena após cena. Com uma história atraente e uma trilha sonora impecável, intensidade de emoções define o tom deste produto. Então foi com muita empolgação que esta jornalista que vos escreve foi à cabine de imprensa. E fico imensamente feliz que nenhuma expectativa foi frustrada. Muito pelo contrário, saí de lá ainda mais empolgada. Jack é um cantor famoso que vive no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nasce Uma Estrela</strong></em> não é apenas um filme. É uma reunião de sentimentos que serão despertados nos espectadores, cena após cena. Com uma história atraente e uma trilha sonora impecável, intensidade de emoções define o tom deste produto. Então foi com muita empolgação que esta jornalista que vos escreve foi à cabine de imprensa. E fico imensamente feliz que nenhuma expectativa foi frustrada. Muito pelo contrário, saí de lá ainda mais empolgada.</p>
<p>Jack é um cantor famoso que vive no limite, consumindo álcool e drogas e levando uma vida desregrada. Uma noite bebendo em um bar, após um show, ele conhece Ally, uma moça autêntica e excelente cantora que mostra sua voz junto a transformistas. Encantado, ele a convida para sair e, a partir daí, a história de ambos vai se cruzando.</p>
<p>Em sua estreia como diretor, Bradley Cooper não poupou esforços e esmero na condução do roteiro, que também é de sua autoria. Trabalhar um remake tem as benesses de um material mais redondo e que foi pré-aprovado pelo público. No entanto, a possibilidade de cair na mesmice e não oferecer algo novo para o espectador. Cooper reinventa a história e oferece um filme de alta qualidade e lapidado. Faz uso de artifício dos filmes anteriores, mas traz algo além.</p>
<p>A história de Jack e Ally é traçada com cuidado, desde o primeiro olhar. Em poucas cenas o espectador já se vê envolvido no amor do casal protagonista e vivendo a intensidade da relação. Isso é decisivo para o sucesso da narrativa, pois é efetivamente a alma do roteiro. Combinado com canções belíssimas e muito bem interpretadas, o roteiro tem muita fluidez e assertividade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9428" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1908981.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica nasce uma estrela" width="610" height="348" /></p>
<p>Nada disso seria possível, no entanto, sem a incrível interpretação de Lady Gaga e o próprio Bradley. Ela dá um verdadeiro show (com o perdão do trocadilho) aos olhos do espectador. Não apenas traz composições impecáveis para as músicas interpretadas, como envolve em cada cena. É um presente, de fato, para quem assiste e se deslumbra. O mesmo vale para Bradley. Ele está inteiro e empenhado no papel, que afirmo ser o melhor de sua carreira. Não apenas nos encanta, como dá espaço e apoio ao sucesso de Gaga. Se esse espetáculo de atuação existe, é pela química da dupla e não por trabalhos individuais.</p>
<p>O restante do elenco não deixa por menos. Todos ocupam seus espaços de maneira coerente e dando suporte aos protagonistas. Destaque para os transformista que são um espetáculo em cada cena. Temos ainda Sam Elliot no núcleo familiar de Jack e Anthony Ramos como o amigo de Ally. Ambos dão ainda mais personalidade ao longa.</p>
<p>Desde que foi exibido pela primeira vez nos festivais europeus, já se cogita indicações ao Oscar, especialmente para Lady Gaga. Quem assiste ao filme, percebe que não há exagero algum nisso. O filme é do Oscar, definitivamente. Não apenas de Melhor Atriz, mas também de Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora e Melhor Diretor.</p>
<p><strong><em>Nasce Uma Estrela</em></strong> ecoa em nós por muito tempo. Não apenas as lindas músicas ficam na cabeça, como a história envolvente. É daquele tipo de filme que fazemos questão de rever sempre. E não se surpreenda caso se emocione todas as vezes. Definitivamente, não é um filme qualquer.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WGsA2aXYBGo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Joy &#8211; O Nome do Sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 23:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[David O. Russell]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4401" aria-describedby="caption-attachment-4401" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4401 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hoy2-1024x475-620x319.jpg" alt="hoy2-1024x475" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4401" class="wp-caption-text">Família disfuncional: Como é tradicional dos filmes de David O.Russell núcleo familiar de Joy é um dos enfoques do realizador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando começou sua carreira nos anos de 1990 com filmes como <i>Procurando Encrenca </i>ou <i>Três Reis</i>, David O. Russell não dava sinais do tipo de diretor que se tornaria com títulos como <i>O Vencedor</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>Trapaça</i>, longas que lhe renderam três indicações quase que consecutivas ao Oscar de melhor filme e melhor diretor. Naquela época, O. Russell tratava-se &#8220;apenas&#8221; de uma promessa do circuito <i>indie </i>que começava a cair nas graças da crítica e chamar a atenção da mídia especializada pelo seu temperamento forte e por suas constantes discussões com seus atores nos sets dos seus longas, como aquela que protagonizou com George Clooney em <i>Três Reis </i>e a mais famosa com Lily Tomlin em <i>Huckabees &#8211; A Vida é uma Comédia</i>. Desde que começou a seguir um certo tipo de fórmula que tem agradado os votantes do Oscar, os filmes do O. Russell parecem não ser mais os mesmos, mas também adquiriram uma estranha constância nas suas estruturas e apresentações de narrativas e personagens. O mais novo título dessa safra do realizador, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>, contudo, parece não ter agradado tanto a Academia quanto os filmes anteriores do diretor, tanto que dele apenas a sua protagonista mereceu uma indicação ao prêmio. A exclusão é merecida, mas não podemos deixar de mencionar que <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>apresenta na sua estrutura e abordagem narrativa riscos muito maiores que os títulos anteriores do diretor.</p>
<figure id="attachment_4403" aria-describedby="caption-attachment-4403" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4403 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/joy-02-620x298.jpg" alt="joy-02" width="620" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-4403" class="wp-caption-text">Parceiros habituais: Em seu novo longa, O.Russell volta a trabalhar com antigos colaboradores como Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>No longa, Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz com <i>O Lado bom da Vida</i>, dirigido por O. Russell, e também esteve em <i>Trapaça</i>, interpreta Joy, uma jovem mãe de dois filhos divorciada que assume a responsabilidade de dar suporte para a sua grande e complicada família, mas que encontra-se em uma fase da vida na qual faz um balanço a respeito daquilo que ela esperava ser quando se tornasse adulta e a mulher que ela é de fato. Em meio a essa crise pessoal, Joy inventa um utensílio de limpeza doméstica que pode tirar ela e a sua família de alguns problemas financeiros, tornando-se o nome central de um negócio que viria a ser extremamente lucrativo no futuro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>David O. Russell adorar trazer como centro das suas histórias famílias disfuncionais formadas por diversos personagens, por vezes, reunidos em um mesmo ambiente. O olhar de O.Russell para esses núcleos familiares é sempre muito forte em seus filmes, foi assim em <i>O Vencedor</i>, em <i>O Lado bom da Vida </i>e isso se repete em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>. Porém, se em dada medida, isso era bem administrado pelo diretor nos outros dois filmes, aqui tudo fica um pouco disperso. Parece muito claro que o filme é de Jennifer Lawrence e do grande feito da sua personagem e são nos momentos em que o realizador centra sua narrativa em Joy que o longa tem os seus melhores momentos. Ao tentar suprir a demanda da apresentação dos familiares da protagonista e suas dinâmicas com ela, tudo fica um tanto quanto disperso, e a centralidade de Joy nesse núcleo disfuncional parece ser &#8220;engolida&#8221; por uma série de personagens que, se parecem interessantes ao próprio filme conferindo um certo humor à história, tem um tempo de cena escasso o suficiente para fazer com que o espectador compreenda muito pouco sobre eles. O caso mais emblemático é o da personagem de Diane Ladd, intérprete da avó de Joy, uma personagem cuja importância é sempre sublinhada pelo longa, mas cujo laço com a protagonista, factualmente, é pouco trabalhado na obra. Quanto aos demais, interpretados por atores do calibre de Robert DeNiro, Virginia Madsen e Édgar Ramirez, tem todos os seus momentos, mas na ânsia de suprir todos eles o diretor acaba não conseguindo desenvolver substancialmente nenhum. Uma pena, pois é através deles e dos seus respectivos laços com Joy que dimensionamos de fato o lugar e a importância dessa personagem nesse núcleo familiar, algo que é dito com frequência ao longo do filme, mas cuja extensão jamais é sentida pelo público.</p>
</div>
<figure id="attachment_4402" aria-describedby="caption-attachment-4402" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4402 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer.jpg" alt="jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer" width="600" height="325" /><figcaption id="caption-attachment-4402" class="wp-caption-text">Estrela: Jennifer Lawrence é a grande atração do filme na pele de Joy</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>o mérito de querer transformar uma história real com mensagens motivacionais e personagens inspiradoras em uma narrativa que fuja dos recursos convencionais a esse tipo de história. Portanto, nada de trilhas grandiloquentes, narrativa linear, muitos picos dramáticos&#8230; O filme de David O. Russell procura se distanciar do lugar comum, o que é particularmente muito bom e interessante. É uma pena que o diretor esgarce sua narrativa a tal ponto que em dado momento fica difícil entender exatamente onde ele quer chegar com a história de Joy. De irretocável mesmo, só a ótima interpretação de Jennifer Lawrence, que se está longe de ter um desempenho tão formidável quanto aquele que a revelou para os holofotes de Hollywood em <i>Inverno da Alma </i>em 2010, pelo menos está magnética e consegue modular com destreza todos os caminhos percorridos por sua personagem ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao querer transformar a trajetória edificante da sua protagonista em um longa que foge da abordagem comumente conferida a narrativas baseadas em fatos reais, David O.Russell acaba transformando o seu filme em uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;: Se por um lado é louvável que o diretor proponha um modo diferente de contar um modelo de história com propósitos e caminhos largamente conhecidos pelo grande público, por outro, o resultado não parece plenamente satisfatório, afinal, na ânsia de ser muito mais do que ele é, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>acaba mostrando-se como um filme de narrativa relativamente frouxa. Um pouquinho mais ousado do que o que o realizador mostrou em filmes como <i>Trapaça</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>O Vencedor</i>, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>é um filme que percorreu formatos e caminhos interessantes, mas cujo resultado &#8211; que está longe do fiasco cinematográfico, diga-se de passagem &#8211; não chega a impressionar.</p>
</div>
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		<title>Radar do Oscar: Trailers de The Dressmaker e Joy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 15:35:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Com a chegada do segundo semestre, a temporada de blockbuster cede lugar à temporada dos filmes com cheiro de Oscar nos Estados Unidos. Esta semana, dois deles tiveram seus trailers divulgados. Ambos são estrelados por atrizes que já ganharam a estatueta na categoria principal. A primeira delas é Kate Winslet (O Leitor), que nos últimos anos não foi muito feliz em suas tentativas, haja vista a repercussão moderada de Refém da Paixão e Um Pouco de Caos. A inglesa protagoniza The Dressmaker, drama sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Fashionable-Fridays-Kate-Winslet-Dressmaker-Australian-Couture.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3157" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Fashionable-Fridays-Kate-Winslet-Dressmaker-Australian-Couture-620x324.jpg" alt="Fashionable-Fridays-Kate-Winslet-Dressmaker-Australian-Couture" width="620" height="324" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a chegada do segundo semestre, a temporada de blockbuster cede lugar à temporada dos filmes com cheiro de Oscar nos Estados Unidos. Esta semana, dois deles tiveram seus trailers divulgados. Ambos são estrelados por atrizes que já ganharam a estatueta na categoria principal.</p>
<p>A primeira delas é Kate Winslet (<em>O Leitor</em>), que nos últimos anos não foi muito feliz em suas tentativas, haja vista a repercussão moderada de <em>Refém da Paixão </em>e <em>Um Pouco de Caos</em>. A inglesa protagoniza <em><strong>The Dressmaker</strong>, </em>drama sobre uma australiana que retorna a sua cidade natal, um povoado rural, para mostrar a todos que conseguiu vencer na vida como uma estilista de alta costura.</p>
<p>O filme é dirigido e roteirizado por Jocelyn Moorhouse (<em>Colcha de Retalhos</em>) e tem Judy Davis (<em>Para Roma com Amor</em>), Liam Hemsworth (<em>Jogos Vorazes &#8211; A Esperança: Parte 1</em>) e Hugo Weaving (<i>V de Vingança</i>) no elenco.</p>
<p>Assista ao trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uPCyjqGH914" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/joyheader.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3158" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/joyheader-620x344.jpg" alt="joyheader" width="620" height="344" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O segundo trailer é de <em>Joy</em>, terceira parceria entre o diretor David O.Russell, os atores Bradley Cooper e Robert DeNiro e a vencedora do Oscar Jennifer Lawrence. Após <em>O Lado bom da Vida </em>e <em>Trapaça </em>o quarteto se reunirá para contar a história real de uma jovem que tornou-se uma pioneira no mundo dos negócios por conseguir conciliar a maternidade com a sua vida como empresária formando uma das maiores dinastias de empreendedoras dos EUA.</p>
<p>Além de Lawrence e Cooper, o elenco de <em>Joy </em>trará Virginia Madsen (<em>Sideways &#8211; Entre umas e outras</em>), Isabella Rossellini (<em>O Homem Duplo</em>) e  Édgar Ramírez (<em>A Hora mais Escura</em>).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/SN4MLMHET7w" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Tanto <em>Joy </em>quanto <em>The Dressmaker </em>não têm previsão para chegar nos cinemas brasileiros em 2015. É possível que, como de praxe, suas distribuidoras deixem para lançá-los na proximidade do Oscar 2016, ou seja, no início de 2016.</p>
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		<item>
		<title>Sindicatos dos Produtores e dos Diretores de Arte anunciam os indicados aos seus prêmios</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/presenca-de-sniper-americano-e-destaque-entre-os-indicados-ao-premio-do-sindicato-dos-produtores-de-hollywood/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2015 22:47:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Clint Eastwood]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Não indicado ao SAG Awards ou ao Globo de Ouro, Sniper Americano pode fazer o jogo virar a seu favor às vésperas do anúncio dos indicados ao Oscar, que ocorrerá no dia 15 de janeiro. O filme que só estreou nos EUA em dezembro, foi um dos indicados do prêmio do Sindicato dos Produtores de Hollywood anunciado nesta segunda-feira(05). Junto com ele, outros filmes que aparentemente corriam por fora surgiram na lista para deixar a disputa na temporada de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2567" aria-describedby="caption-attachment-2567" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/american-sniper-ft.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2567 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/american-sniper-ft-620x310.jpg" alt="american-sniper-ft" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-2567" class="wp-caption-text">Sniper Americano: Bradley Cooper protagoniza e produz novo filme de Clint Eastwood.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não indicado ao SAG Awards ou ao Globo de Ouro, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJ74sc-NESA" target="_blank"><em>Sniper Americano </em></a>pode fazer o jogo virar a seu favor às vésperas do anúncio dos indicados ao Oscar, que ocorrerá no dia 15 de janeiro. O filme que só estreou nos EUA em dezembro, foi um dos indicados do prêmio do<strong> Sindicato dos Produtores de Hollywood</strong> anunciado nesta segunda-feira(05). Junto com ele, outros filmes que aparentemente corriam por fora surgiram na lista para deixar a disputa na temporada de prêmios um pouco mais acirrada do que o cenário anterior previa com o favoritismo de <em>Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</em>, <em>Birdman </em>e, nas últimas semanas, <em>Selma</em>, que, por sinal, ficou de fora da lista do sindicato. As outras &#8220;surpresas&#8221; em questão foram <em>O Abutre </em>e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BjyCGE32Xdo" target="_blank">Whiplash</a>, </em>filmes que também vêm ganhando força nos últimos meses.</p>
<p>Assim como acontece com o prêmio do sindicato dos atores, o SAG Awards, a lista de indicados ao prêmio do Sindicato dos Produtores costuma ser um forte balizador para a sua respectiva categoria no Oscar, melhor filme.</p>
<p>Confira abaixo os filmes indicados a melhor filme do ano pelos produtores:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sniper Americano</p>
<p>Birdman</p>
<p>Boyhood: Da Infância à Juventude</p>
<p>Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo</p>
<p>Garota Exemplar</p>
<p>O Grande Hotel Budapeste</p>
<p>O Jogo da Imitação</p>
<p>O Abutre</p>
<p>A Teoria de Tudo</p>
<p>Whiplash: Em busca da Perfeição</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aproveitando o ensejo o<strong> Sindicato dos Diretores de Arte</strong> também divulgaram os seus favoritos, que também podem estar no Oscar na mesma categoria. Porém, nessa premiação há uma divisão entre filmes de época, contemporâneos e fantasias, o que não ocorre no Oscar. Os indicados foram:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Filme de época:</p>
<p>Vício Inerente</p>
<p>O Grande Hotel Budapeste</p>
<p>O Jogo da Imitação</p>
<p>A Teoria de Tudo</p>
<p>Invencível</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fantasia:</p>
<p>Capitão América 2: Soldado Invernal</p>
<p>Planeta dos Macacos: O Confronto</p>
<p>Guardiões da Galáxia</p>
<p>Caminhos da Floresta</p>
<p>Interestelar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneos:</p>
<p>Sniper Americano</p>
<p>Birdman</p>
<p>Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo</p>
<p>Garota Exemplar</p>
<p>O Abutre</p>
<p>&nbsp;</p>
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